domingo, 29 de março de 2015

Whiplash: Em Busca da Perfeição

Whiplash: Em Busca da Perfeição (Whiplash, EUA, 2014) – Nota 8
Direção – Damien Chazelle
Elenco – Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Austin Stowell, Nate Lang, Chris Mulkey.

Até que ponto se pode chegar na busca pela perfeição? Ou qual o limite de pressão que um professor pode exercer sobre seus alunos? Estas duas questões martelam a cabeça do espectador após assistir “Whiplash” e consequentemente geram discussões com diversos pontos de vista. 

A complexa relação entre o jovem estudante de música Andrew (Miles Teller) e seu professor Terence Fletcher (J. K. Simmons), resulta num dos mais fortes duelos de personagens dos últimos anos. Andrew é um jovem inexperiente que estuda na famosa escola de música Shaffer, tendo como objetivo se tornar o melhor baterista do mundo. Durante um ensaio, ele é escolhido pelo temido maestro Fletcher, que comanda a orquestra principal da escola e trata os alunos com uma dureza poucas vezes vista no cinema. 

A pressão psicológica criada pelo maestro assusta a todos alunos, ao mesmo tempo em que faz com que Andrew veja a situação como um desafio pessoal ser aceito como um grande músico pelo sujeito. O que a princípio parece ser uma relação entre algoz e vítima, aos poucos revela que os dois personagens são parecidos, sendo obcecados pela perfeição, mesmo que isto os transforme em figuras solitárias. 

As tensas sequências de ensaio, os solos de bateria do personagem principal e as interpretações da dupla professor/aluno são os pontos altos do longa. O jovem Miles Teller acerta na transformação do personagem durante o filme. O jovem inseguro do início, se torna um homem que se vê obrigado a enfrentar seus medos para tentar vencer. 

Do outro lado da disputa, o veterano J. K. Simmons dá um show como o maestro irônico, manipulador e até canalha em vários momentos. Simmons já tinha mais de quarenta anos e era quase um desconhecido quando ganhou o papel do detento neonazista Vern Schillinger em “Oz – A Vida É uma Prisão”. Seu desempenho canalha e cheio de fúria na série, lembra bastante o maestro que lhe rendeu o Oscar este ano. Para quem acompanhou a série, a figura de Simmons por si só é assustadora. 

No final, espectador algum ficará indiferente a forte história.

3 comentários:

Paulo Ricardo Cabreira Sobrinho disse...

Bah, esse filme é muito bom. Tenso e surpreendente. J.K. Simons mereceu o Oscar, apesar do personagem dele ser muito estúpido. E Miles Teller tem tudo para ser uma nova aposta do cinema atual.

Gustavo H. Razera disse...

A execução antenada e cheia de energia é que faz o diferencial desse filme com trama manjada. E, claro, Simmons.

Cumps.

Amanda Aouad disse...

A pressão psicológica é impressionante mesmo. Um filme intenso.

bjs