quinta-feira, 22 de agosto de 2019

A Morte Te Dá Parabéns 2

A Morte Te Dá Parabéns 2 (Happy Death Day 2U, EUA, 2019) – Nota 5
Direção – Christopher Landon
Elenco – Jessica Rothe, Israel Broussard, Phi Vu, Suraj Sharma, Sarah Yarkin, Rachel Matthews, Ruby Modine, Steve Zissis.

Foi difícil escrever uma simples sinopse de um filme tão confuso quanto este.

O original fez sucesso ao brincar com os clichês dos filmes de terror adolescentes misturados com as tramas de viagens no tempo e universos paralelos. Mesmo com vários furos, o original era divertido e criativo, diferente desta sequência que resulta em um verdadeiro caça-níquel. 

A trama original é requentada de uma forma bizarra pelo diretor e roteirista Christopher Landon. No começo fica a impressão de que a história giraria em torno do personagem de Phi Vu, porém um malabarismo maluco no roteiro devolve o protagonismo para a personagem de Jessica Rothe, que por sinal tem sua atuação exagerada como a melhor coisa do filme. Nem mesmo as sequências de suspense convencem. 

É um filme para passar longe.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Plano-Sequência dos Mortos

Plano-Sequência dos Mortos (Kamera o Tomeru Na!, Japão, 2017) – Nota 8
Direção – Shin´ichirô Ueda
Elenco – Takayuki Hamatsu, Yuzuki Akiyama, Harumi Shuhama, Kazuaki Nagaya. Hiroshi Ichihara, Mao.

Um filme B sobre zumbis produzido em uma fábrica abandonada começa com um absurdo plano-sequência de trinta e sete minutos (ainda fiquei em dúvida se existe um corte ao vinte minutos). 

Muito provavelmente o espectador terá vontade de desistir durante este tempo, porém o inesperado ocorre após este período. Não vale a pena citar detalhes da reviravolta no roteiro para não estragar a surpresa. 

A segunda narrativa é engraçada ao desenvolver personagens hilários e situações bizarras resultando numa grande homenagem ao cinema. 

O longa se tornou grande sucesso no Japão e os direitos já foram comprados para uma refilmagem americana. O ideal é conferir este original antes que o remake saia do papel.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

A Professora do Jardim de Infância

A Professora do Jardim de Infância (The Kindergarten Teacher, EUA / Israel / Inglaterra / Canadá, 2018) – Nota 6,5
Direção – Sara Colangelo
Elenco – Maggie Gyllenhaal, Parker Sevak, Gael Garcia Bernal, Michael Chernus, Ajay Naidu, Rosa Salazar, Anna Baryshnikov, Daisy Tahan, Sam Jules.

Lisa (Maggie Gyllenhaal) é uma professora de jardim de infância que durante a noite participa de um curso de poesia. 

Quando o pequeno aluno Jimmy (Parker Sevak) de apenas cinco anos demonstra talento para criar poesias, Lisa fica obcecada em ajudar o garoto a desenvolver seu dom, mesmo que para isso tenha que ultrapassar os limites éticos. 

O roteiro escrito pela diretora Sara Colangelo é baseado em um livro em que o tema principal é a tentativa de superar suas frustrações através do talento de outra pessoa. 

A protagonista vivida por Maggie Gyllenhaal não tem o talento para escrever grandes poesias e se sente frustrada por seu marido (Michael Chernus) e principalmente seu casal de filhos não se importarem com o modo de vida intelectual. 

Ela vê no pequeno Jimmy a chance ser uma espécie de mentora, mesmo que as pessoas ao redor não tenham interesse algum naquilo. Pode-se fazer um paralelo com os pais que pressionam os filhos a seguirem determinada carreira apenas por uma questão de orgulho pessoal. 

O filme perde alguns pontos pela narrativa fria, lenta a até estranha em alguns momentos, além da ingênua escolha final da protagonista. Vale destacar a boa atuação de Maggie Gyllenhaal.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

The Cut

The Cut (The Cut, Alemanha / França / Itália / Rússia / Polônia / Canadá / Turquia / Jordânia, 2014) – Nota 8
Direção – Fatih Akin
Elenco – Tahar Rahim, Simon Abkarian, Makram Khoury, Hindi Zahra, Kevork Malikyan, Arsinée Khanjian, Trine Dyrholm, Akin Gazi.

Imperio Otomano, Primeira Guerra Mundial, 1915. O exército otomano (turco) sequestra todos os homens adultos de origem armênia que vivem no país, os obrigando a participarem da guerra. 

Nazareth Manoogian (Tahar Rahim) é um dos armênios tratados como escravos. Ao final da guerra ele consegue sobreviver ao massacre sofrido por seu povo, porém perde o contato com sua esposa e as duas filhas. É o início de uma longa jornada em que o protagonista passará por alguns países em busca da família. 

O diretor alemão de origem turca Fatih Akin explora o genocídio cometido pelos turcos contra os armênios durante a Primeira Guerra como ponto principal deste longa sobre superação. Apesar de ter sido criticado por seguir um estilo mais próximo do cinema clássico, considero que Akin acertou em cheio no formato e na história. 

O roteiro escrito por ele mesmo detalha as atrocidades cometidas pelos turcos, mas também deixa espaço para a solidariedade entre pessoas comuns que se tornaram vítimas ou testemunhas do genocídio. 

São destaques também a bela fotografia, principalmente nas sequências no deserto na primeira hora e a atuação de Tahar Rahim, que por uma determinada situação precisa passar seus sentimentos em gestos e poucas palavras.

domingo, 18 de agosto de 2019

Nobel

Nobel (Nobel, Noruega, 2016) – Nota 7,5
Direção – Per Olav Sorensen
Elenco – Aksel Hennie, Tuva Novotny, Anders Danielsen Lie, Danica Curcic, Christian Rubeck, Dennis Storhoi, Atheer Adel.

Ao retornar para casa após passar alguns meses no Afeganistão, o oficial das forças especiais norueguesas Erling Riiser (Aksel Hennie) recebe uma mensagem aparentemente de um superior para uma missão secreta. 

Para salvar uma refugiada, Erling termina assassinando um antigo desafeto, o empresário afegão Sharif Zamani (Atheer Adel). É o início de uma intrincada trama que envolve autoridades do governo e um contrato milionário. 

Esta minissérie em oito episódios divide a história em duas narrativas. A primeira se passa no dias atuais com o protagonista tentando descobrir quem o jogou na armadilha e outra volta um ano no tempo quando ele e seu grupo de soldados atuavam no Afeganistão. 

O diretor acerta a mão ao intercalar cenas de ação durante a guerra com a trama política e também os dramas familiares nos dias atuais. 

Outros personagens tem grande importância na trama como a esposa de Earling (Tuva Novotny) que trabalha como secretária para um ministro e o oficial parceiro do protagonista (Anders Danielsen Lie). 

É uma minissérie indicada para quem gosta de tramas sobre as sujeiras dos bastidores da política.

sábado, 17 de agosto de 2019

Oitava Série

Oitava Série (Eighth Grade, EUA, 2018) – Nota 7,5
Direção – Bo Burnham
Elenco – Elsie Fisher, Josh Hamilton, Emily Robinson, Jake Ryan.

Kayla (Elsie Fisher) é uma adolescente que vive com o pai viúvo (Josh Hamilton) e está no último ano da escola, prestes a ir para o colegial. 

O medo de enfrentar um novo mundo, junto com uma grande insegurança para se relacionar com adolescentes faz com que cada novo passo seja um verdadeiro desafio em sua vida. Seu pai tenta de todas as formas entender o que filha está passando. 

O roteiro escrito pelo jovem diretor e ator Bo Burnham recria com perfeição as dificuldades enfrentadas por uma adolescente que foge do padrão normal cobrado pela sociedade. A timidez ainda é vista com algo ruim, principalmente nesta fase de transição na vida, quando a criança entra na adolescência e fica numa espécie de limbo entre a infância e a vida adulta. 

A garota consegue superar sua timidez nos vídeos que divulga em seu canal na internet, diferente da dificuldade em se comunicar na vida real. O diretor acerta também ao mostrar como a nova geração se relaciona melhor com a tecnologia do que com as pessoas. O celular se tornou um aparato obrigatório que fica a mão dia e noite. 

O filme ganha pontos pela espontânea interpretação da garota Elsie Fisher, que passa toda a insegurança de sua personagem de uma forma dolorosa em alguns momentos e também por ser bastante realista.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Inferno Vermelho & Missão Secreta


Inferno Vermelho (Red Heat, EUA, 1988) – Nota 7
Direção – Walter Hill
Elenco – Arnold Schwarzenegger, James Belushi, Peter Boyle, Ed O'Ross, Laurence Fishburne, Gina Gershon, Richard Bright, Brent Jennings, Pruitt Taylor Vince, Brion James, Peter Jason.

Após um confronto com a polícia em Moscou, um traficante soviético (Ed O’Ross) deixa um rastro de mortos e foge de seu país chegando a Chicago, onde termina preso. O governo soviético envia o sisudo policial Ivan Danko (Arnold Schwarzenegger) para escoltar o sujeito de volta para seu país, porém o traficante consegue escapar. Danko é autorizado a participar da investigação, porém terá de seguir o detetive falastrão Art Ridzik (James Belushi). 

O diretor Walter Hill tem um carreira praticamente toda voltada para filmes de ação ou policiais, alguns com toques de humor como “48 Horas I e II” que tinham como protagonistas a dupla engraçada vivida por Eddie Murphy e Nick Nolte. 

Aqui a premissa é semelhante ao reunir uma dupla de policiais com temperamentos opostos. Esta situação gera alguns diálogos divertidos que exploram as diferenças, inclusive culturais. As cenas de ação também são competentes, outra especialidade do diretor. 

A história não tem surpresas, o que vale aqui é curtir as cenas de ação com pitadas de comédia que funcionam muito bem.

Missão Secreta (Gongjo, Coreia do Sul, 2017) – Nota 6,5
Direção – Seong Hoon Kim
Elenco – Hyun Bin, Hae Jin Yoo, Ju Hyuk Kim, Young Nam Jang, Yoona.

Um oficial norte-coreano (Ju Hyuk Kim) lidera um golpe e rouba placas utilizadas pelo governo do seu país para falsificar dinheiro. Durante o roubo, o sujeito mata vários soldados e a esposa de outro oficial, Lim Cheol Ryung (Hyun Bin), que sobrevive. O rebelde foge para a Coreia do Sul com o objetivo de negociar as placas com a máfia chinesa. 

Lim Cheol é enviado junto com uma comitiva diplomática para a Coreia do Sul, porém com a missão secreta de reaver as placas. Ele é obrigado a trabalhar com o confuso policial sul-coreano Kang Jin Tae (Hae Jin Yoo). 

Esta produção sul-coreano segue a fórmula hollywoodiana dos filmes policiais, unindo personagens opostos com o mesmo objetivo, porém se tratando como inimigos a princípio. O roteiro não apresenta surpresas, até utilizando uma reviravolta um pouco forçada para criar uma sequência final explosiva. Por sinal, as sequências de ação e perseguição são competentes, fato comum no cinema sul-coreano. 

O resultado é um bom filme, porém abaixo na comparação com os melhores longas daquele país.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Bem-Vindos a Marwen

Bem-Vindos a Marwen (Welcome to Marwen, Japão / EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Robert Zemeckis
Elenco – Steve Carell, Leslie Mann, Diane Kruger, Merritt Wever, Neil Jackson.

Mark Hogancamp (Steve Camp) foi espancado por cinco homens, ficando com sequelas físicas e psicológicas. Ele perdeu a capacidade de escrever e foi obrigado a abandonar a carreira de ilustrador, além de sua memória ter sido quase toda apagada. 

Para seguir com a vida, ele criou uma mini-cidade fictícia chamada “Marwen”, que ficaria na Bélgica durante a Segunda Guerra Mundial. Utilizando bonecos e bonecas conhecidos como “action figures”, Mark tira fotos e cria suas histórias sobre um soldado que com ajuda de algumas mulheres enfrenta os nazistas. 

Desde o misto de animação com atores de verdade em “Uma Cilada Para Roger Rabbit” de 1988 que o diretor Robert Zemeckis vez por outra se arrisca neste tipo de obra. Outros exemplos são “O Expresso Polar” e “A Lenda de Beowulf”. 

Este “Bem-Vindos a Margem” é baseado em uma história real e tem como ponto principal a questão do sofrimento para superação de um trauma. As sequências em que os “action figures” entram em cena refletem o sentimento do protagonista em relação aos fatos da vida real, sempre levando em conta que os bonecos dos soldados nazistas que teimam em renascer simbolizam seus agressores. 

O sempre competente Steve Carell consegue passar todo os medos e traumas de seu personagem de uma forma dolorosa. 

Zemeckis entrega um drama triste com metade das cenas “interpretadas” por bonecos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Baptiste

Baptiste (Baptiste, Inglaterra, 2019)
Direção – Jan Matthys & Borkur Sigborsson
Elenco – Tcheky Karyo, Tom Hollander, Anastasia Hille, Jessica Raine, Barbara Sarafian, Talisa Garcia, Alec Secareanu.

Vivendo em Amsterdam na Holanda ao lado da esposa (Anastasia Hille) e próximo de sua filha e do genro, o aposentado detetive francês Julien Baptiste (Tcheky Karyo) é convencido por uma antiga companheira de polícia para participar da investigação do desaparecimento de uma garota inglesa. 

O tio da garota chamado Edward Stratton (Tom Hollander) está desesperado. Sua única pista é que a jovem estava trabalhando como prostituta e que possivelmente teria sido aliciada por uma gangue romena especializada em tráfico de mulheres. Este é apenas o início de uma complexa trama. 

O detetive Julien Baptiste surgiu na série “The Missing” que teve duas temporadas (2014 e 2017) focando em complicados casos de desaparecimento de garotas. São duas temporadas sensacionais para quem gosta de tramas de investigação. 

Para aproveitar o carisma do personagem interpretado por Tcheky Karyo, foi criada esta nova série em seis episódios que segue o mesmo estilo, começando com a investigação de um desaparecimento e depois abrindo o leque para tramas paralelas que convergem para o clímax. 

A maior parte da série se passa em Amsterdam, com algumas sequências tendo locações na Inglaterra. 

Para quem gosta do estilo, a série é uma ótima opção, ficando ainda um pequeno gancho para quem sabe uma segunda temporada.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Todos Já Sabem

Todos Já Sabem (Todos Lo Saben, Espanha / França / Itália, 2018) – Nota 7,5
Direção – Asghar Farhadi
Elenco – Penélope Cruz, Javier Bardem, Ricardo Darin, Eduard Fernandez, Barbara Lennie, Inma Cuesta, Elvira Minguez, Ramon Barea, Carla Campra, José Angel Egido, Roger Casamajor.

Ao voltar para uma pequena cidade no interior da Espanha para o casamento da irmã, Laura (Penélope Cruz) leva o casal de filhos, mas deixa na Argentina o marido Alejandro (Ricardo Darin). 

Ela reencontra os familiares e seu antigo namorado Paco (Javier Bardem), hoje casado com Bea (Barbara Lennie). A alegria do retorno dura até o final da festa de casamento quando Laura percebe que sua filha desapareceu. Ao chegar uma mensagem pedindo um resgate pela garota, inicia-se um pesadelo que envolverá toda a família. 

Este doloroso drama espanhol tem a inusitada direção do iraniano Asghar Farhadi, responsável por ótimos filmes como “A Separação” e “Procurando Elly”. Farhadi é especialista em dramas familiares, sendo que em seus trabalhos anteriores a questão da cultura iraniana sempre foi um dos pontos principais. 

Aqui ele deixa a questão cultural de lado e explora os segredos e ressentimentos que vem à tona como consequência do sequestro, transformando a relação entre familiares e amigos em um barril de pólvora. 

As boas atuações de todo o elenco elevam bastante a qualidade do longa, que resulta em uma obra indicada para quem gosta de dramas familiares com um pitada de policial.   

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Predador

O Predador (The Predator, Canadá / EUA, 2018) – Nota 5,5
Direção – Shane Black
Elenco – Boyd Holbrook, Trevante Rhodes, Jacob Tremblay, Keegan Michael Key, Olivia Munn, Sterling K. Brown, Thomas Jane, Alfie Allen, Augusto Aguilera, Jake Busey, Yvonne Strahovski, Garry Chalk, Duncan Fraser, Lochlyn Munro.

Durante um missão na selva, o atirador de elite Quinn McKenna (Boyd Holbrook) se torna testemunha da queda de uma nave especial e do consequente ataque de uma criatura alienígena. 

McKenna termina preso pelo governo como se fosse maluco, apenas para encobrir a captura da criatura espacial. Tratada como cobaia em um laboratório, a criatura escapa e inicia uma violenta caçada em busca de sua nave. 

Este novo longa da franquia não é um remake, na verdadeira seria uma sequência dos filmes de 1987 com Schwarzenegger e 1990 com Danny Glover. A ideia de criar uma nova história foi uma boa sacada, o problema está na forma como o longa foi desenvolvido. 

O roteiro escrito por Shane Black e Fred Dekker segue o estilo dos filmes dos anos oitenta, no pior sentido possível. Os diálogos engraçadinhos são péssimos, assim como os vários furos na história e os personagens caricatos, inclusive utilizando uma criança (Jacob Tremblay) como expert em tecnologia alienígena. 

As cenas de ação são bem trabalhadas até a parte final, quando tudo desanda na absurda sequência que começa na floresta e termina na nave da criatura. 

Mesmo com o gancho no final, o melhor será encerrar a franquia por aqui.

domingo, 11 de agosto de 2019

Projeto Gutenberg

Projeto Gutenberg (Mou Seung, China / Hong Kong, 2018) – Nota 7
Direção – Felix Chong
Elenco – Chow Yun Fat, Aaron Kwok, Jingchu Zhang, Catherine Chau, Kai Chi Liu.

Lee Man (Aaron Kwok) é um falsificador que termina preso. Ele é pressionado pela chefe de polícia (Catherine Chau) para entregar a identidade de um sujeito conhecido como Painter (Chow Yun Fat), que seria o líder da quadrilha em que Lee Man atuava. 

Quando a ex-namorada de Lee Man (Jingchu Zhang) decide pagar sua fiança, ele também aceita contar toda a história. Em flashbacks descobrimos como Lee Man mudou sua vida ao abandonar a carreira de aspirante a pintor e se tornar falsificador de quadros e dinheiro.

A premissa é bastante criativa, assim como a enorme reviravolta que ocorre no final, que por sinal lembra um famoso filme americano dos anos noventa, que eu não vou citar para não estragar a surpresa de quem assistir. 

Apesar de não serem muitas, as cenas de ação são bem filmadas, seguindo o estilo explosivo dos longas produzidos em Hong Kong. O que atrapalha o resultado é a narrativa irregular, com várias sequências que poderiam ter sido cortadas ou reduzidas. A duração de duas horas e dez minutos tira um pouco da paciência do espectador, principalmente na primeira hora. 

É uma trama que tinha potencial para render um grande filme nas mãos de um cineasta mais talentoso.

sábado, 10 de agosto de 2019

1922

1922 (1922, EUA, 2017) – Nota 6,5
Direção – Zak Hilditch
Elenco – Thomas Jane, Molly Parker, Dylan Schmid, Kaitlyn Bernard, Neal McDonough, Tanya Champoux, Brian D’Arcy James, Bob Frazer.

Estamos em 1922. Wilfred (Thomas Jane) enfrenta uma crise no casamento com Arlette (Molly Parker), que deseja vender as terras onde vivem e mudar para a cidade levando o filho adolescente Henry (Dylan Schmid). 

Wilfred é um sujeito simples que não aceita abandonar sua vida, mesmo sabendo que as terras pertencem a sua esposa que as recebeu de herança. 

Como Henry também deseja ficar no local por causa da namorada (Kaitlyn Bernard), Wilfred utiliza o fato para envenenar a cabeça do adolescente e planejar o assassinato da esposa. 

Baseado em um conto de Stephen King, este longa prende a atenção de forma competente durante a primeira hora. Os conflitos familiares, o crime e as primeiras consequências são muito bem detalhadas. 

Os problemas surgem nos quarenta minutos finais quando o foco do roteiro segue para o lado do terror, criando algumas sequências de pesadelos e loucura que parecem não se encaixar na história. 

O destino do casal de namorados também não é dos mais criativos, além de ser mostrado de forma apressada. 

Vale destacar como ponto positivo a trágica narração em off do protagonista vivido por Thomas Jane. 

O resultado é apenas razoável.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

No Olho do Furacão & Tempestade


No Olho do Furacão (The Hurricane Heist, EUA, 2018) – Nota 5
Direção – Rob Cohen
Elenco – Toby Kebbell, Maggie Grace, Ryan Kwanten, Ralph Ineson, Melissa Bolona, Ben Cross, James Cutler, Christian Contreras.

No dia em que um furacão está prestes a chegar em uma pequena cidade do Alabama, um grupo de assaltantes pretender roubar uma carga de notas antigas que seriam destruídas em uma instalação federal. Dois irmãos (Toby Kebbell e Ryan Kwanten) que estão afastados há algum tempo terminam se tornando alvos dos bandidos por estarem no local e na hora errada.

O diretor e roteirista Rob Cohen é um especialista em filmes de ação, porém seu último trabalho com alguma qualidade foi “Triplo X” em 2002. Este “No Olho do Furacão” tem uma premissa promissora. A questão de utilizar uma tragédia natural com pano de fundo em um roubo tinha tudo para render um bom filme, mas infelizmente pouca coisa se salva.

O roteiro é recheado de furos, os personagens são canastrões e os diálogos péssimos. Os efeitos especiais fracos que parecem saídos de um filme dos anos oitenta ou noventa é outro ponto negativo que enterra de vez a produção. É um longa para passar longe.

Tempestade (Hard Rain, EUA / Inglaterra / Dinamarca / França / Japão / Nova Zelândia / Alemanha / Austrália, 1998) – Nota 6,5
Direção – Mikael Salomon
Elenco – Christian Slater, Morgan Freeman, Randy Quaid, Minnie Driver, Edward Asner, Michael A. Goorjian, Dann Florek, Mark Rolston, Ricky Harris, Richard Dysart, Wayne Duvall, Ray Baker.

Tom (Christian Slater) e seu tio Charlie (Edward Asner) estão transportando três milhões de dólares em um carro forte durante uma chuva torrencial. O veículo termina preso em uma pequena cidade que já foi praticamente evacuada. Os que os guardas não sabem é que uma quadrilha liderada por Jim (Morgan Freeman) pretende se aproveitar da situação para roubar o dinheiro. 

Este longa segue a cartilha dos filmes policiais de ação de forma competente ao explorar a chuva e as ruas inundadas para criar sequências de violência. Não espere grandes surpresas, mesmo as reviravoltas que surgem são comuns ao gênero, sempre colocando a ganância em primeiro lugar. 

Na época Christian Slater ainda tentava se manter como astro, enquanto Morgan Freeman e o sumido Randy Quaid parecem se divertir em papéis de canalhas.  

É um longa típico dos anos noventa, com roteiro requentado, falhas, mas que prende a atenção do início ao fim.