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As Discípulas de Charles Manson & Um Tiro Para Andy Warhol

  As Discípulas de Charles Manson (Charlie Says, EUA, 2018) – Nota 5 Direção – Mary Harron Elenco – Hannah Murray, Matt Smith, Sosie Bacon, Marianne Rendon, Merritt Wever, Suki Waterhouse, Chace Crawford, Annabeth Gish, Kayli Carter, Grace Van Dien. Los Angeles, anos setenta. A professora Karlene (Merritt Wever) recebe a missão de ensinar três mulheres que estão condenadas a prisão perpétua por terem participado do assassinato de Sharon Tate, crime bárbaro que teve como mentor o maluco Charles Manson (Matt Smith).  Enquanto Karlene tenta entender o porquê dos crimes, uma segunda narrativa volta para 1969 detalhando a vida das garotas no rancho em que Manson liderava um grupo de jovens hippies.  A diretora Mary Harron utilizou a sinistra história real para tentar humanizar as três jovens que participaram de um crime que não merece perdão. Elas são mostradas mais como ingênuas que sofreram uma lavagem cerebral do que como malucos assassinas.  A narrativa também perde bastante tempo mostr
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Filth - O Nome da Ambição

  Filth – O Nome da Ambição (Filth, Inglaterra / Alemanha / Suécia / Bélgica / EUA, 2013) – Nota 7,5 Direção – Jon S. Baird Elenco – James McAvoy, Jamie Bell, Eddie Marsan, Imogen Poots, Brian McCardie, Emun Elliott, Gary Lewis, John Sessions, Shauna Macdonald, Jim Broadbent, Joanne Frogatt, Kate Dickie, Martin Compston, Shirley Henderson. Em Glasgow, na Escócia, Bruce Robertson (James McAvoy) é um detetive beberrão, drogado e canalha que disputa com colegas uma promoção no departamento de polícia.  Utilizando táticas cruéis para manipular os concorrentes e transando com todas as mulheres que passam por seu caminho, aos poucos o espectador percebe que os problemas de Bruce vão além da falta de caráter.  Baseado em um livro de Irvine Welsh, criador de “Trainspotting”, este longa segue o mesmo estilo do trabalho de Danny Boyle ao explorar uma narrativa ágil que mistura realidade com alucinações, cortes rápidos e diálogos afiados sem pudor algum.  Além da atuação alucinada de James McAvoy

La Sombra de la Ley

  La Sombra de la Ley (La Sombra de la Ley, Espanha / França, 2018) – Nota 6,5 Direção – Dani de la Torre Elenco – Luis Tosar, Michelle Jenner, Vicente Romero, Manolo Solo, Paco Tous, Jaime Lorente, Pep Tosar, Ernesto Alterio, Adriana Torrebejano, José Manuel Poga. Barcelona, 1921. O policial Anibal Uriarte (Luis Tosar) chega de Madrid para auxiliar a polícia local na investigação do roubo de um carregamento de armas que pode ter sido obra de um grupo anarquista que lidera greves pela cidade.  Ele começa a trabalhar com a equipe do corrupto inspetor Rediú (Vicente Romero), que tem ligações com o empresário conhecido como Barão (Manolo Solo). O que ninguém sabe é que Anibal tem um objetivo maior, além de localizar as armas.  Esta produção espanhola tem como ponto alto a ótima reconstituição de época. Figurinos, carros, armas e o cabaré, incluindo as sequências de shows das dançarinas são perfeitos. A trama de traições envolvendo autoridades corruptas, criminosos e sindicalistas é intere

Uma Guerra Pessoal

  Uma Guerra Pessoal (A Private War, Inglaterra / EUA, 2018) – Nota 7,5 Direção – Matthew Heineman Elenco – Rosamund Pike, Jamie Dornan, Tom Hollander, Stanley Tucci, Nikki Amuka Bird, Corey Johnson, Faye Marsay. Este longa foca em episódios importantes na vida da correspondente de guerra Marie Colvin (Rosamund Pike) entre 2001 e 2012.  O roteiro intercala as aventuras extremamente perigosas da jornalista e de seu fotógrafo Paul Conroy (Jamie Dornan) em países em guerra no período citado, com a complicada vida pessoal, principalmente sua luta para enfrentar os traumas relativos ao inferno que testemunhou e que também sentiu na própria pele.  As jornadas detalhadas no longa focam na obsessão da jornalista em levar ao mundo as histórias das pessoas que estavam sofrendo com as guerras. Os créditos finais mostram as verdadeiras reportagens da protagonista, que aparentemente buscava a verdade acima de tudo.  Destaque para as caprichadas cenas de ação, a violência e o suspense, além da atuaç

La Belle Époque

  La Belle Époque (La Belle Époque, França / Bélgica, 2019) – Nota 7 Direção – Nicolas Bedos Elenco – Daniel Auteuil, Guillaume Canet, Doria Tillier, Fanny Ardant, Pierre Arditi, Denis Podalydes, Michael Cohen. Após mais de quarenta anos juntos, o casal Victor (Daniel Auteuil) e Marianne (Fanny Ardant) está em crise. Ele é um cartunista desempregado e depressivo, enquanto ela não o suporta mais.  Após ser expulso de casa, Victor decide utilizar uma espécie de cartão-presente dado pelo filho. Uma empresa liderada por Antoine (Guillaume Canet) oferece o serviço de recriar o dia ou os dias mais felizes da vida do cliente, que deseja sentir novamente a mesma alegria do dia original. Victor pede para recriar um dia em 1974, quando ainda jovem conheceu Marianne.  O roteiro escrito pelo diretor belga Nicolas Bedos explora uma premissa extremamente criativa e que com certeza seria o sonho de muitas pessoas.  Os problemas enfrentados durante a vida muitas vezes levam as pessoas a um caminho de

O Guardião Invisível, Legado nos Ossos & Oferenda à Tempestade

  O Guardião Invisível (El Guardián Invisible, Espanha / Alemanha, 2016) – Nota 7 Direção – Fernando Gonzalez Molina Elenco – Marta Etura, Elvira Minguez, Frances Orella, Carlos Librado “Nene”, Itziar Aizpuru, Colin McFarlane, Benn Northover. O assassinato de uma adolescente leva a inspetora Amaia Salazar (Marta Etura) de volta à sua cidade natal para investigar o crime. Na pequena Elizondo no País Basco, Amaya precisará lidar com os traumas de seu passado e sua complicada relação com a família, principalmente com a irmã mais velha (Elvira Minguez).  A situação fica ainda mais difícil quando ocorre um segundo assassinato de forma semelhante. Amaya acredita ser obra de um serial killer, enquanto a mídia batiza o assassino como “Basajaun”, que seria uma criatura da mitologia basca que lembra o americano “Pé Grande”.  O filme é baseado no primeiro livro de uma trilogia policial que explora a mitologia, os costumes e as tradições do País Basco, região espanhola que faz fronteira com a Fran

#Alive

  #Alive (Saraitda, Coreia do Sul, 2020) – Nota 7 Direção – Il Cho Elenco – Ah In Yoo, Shin Hey Park, Bae Soo Jeon. Ao acordar em uma dia qualquer, o jovem Joon (Ah In Yoo) se desespera ao ver que as pessoas enlouqueceram. No condomínio em que vive, pessoas atacam ferozmente os vizinhos.  Com seus pais fora de casa, Joon está trancado sozinho no apartamento, tentando contato com alguém pela internet ou esperando alguma notícia pela televisão, além de precisar racionar a água e a pouca comida.  O roteiro escrito pelo diretor estreante Il Cho em parceria com Matt Naylor parece uma mistura do francês “ A Noite Devorou com o Mundo ” com o cultuado “ Buscando... ”, sendo uma versão moderna dos filmes de zumbis.  Mesmo com pelo menos dois terços do filme se passando no apartamento do protagonista, o diretor consegue prender a atenção do espectador com boas de sequências de suspense, algumas bastante criativas e outras violentas como pede o gênero.  É um filme pipoca bastante divertido para q