segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Gangues de Nova York

 

Gangues de Nova York (Gangs of New York, EUA, 2002) – Nota 8
Direção – Martin Scorsese
Elenco – Leonardo Di Caprio, Daniel Day Lewis, Cameron Diaz, Jim Broadbent, Henry Thomas, Liam Neeson, Brendan Gleeson, John C. Reilly, Gary Lewis, Stephen Graham, Alec McCowen, Larry Gilliard Jr, Cara Seymour, David Hemmings.

Em meio à violência das ruas de Nova York no século XIX, a rivalidade entre gangues é extremamente violenta. O jovem Amsterdam (Leonardo Co Caprio) retorna para acertar contas com o temido Bill “The Butcher (Daniel Day Lewis), em um cenário de caos político e social. 

Entre conflitos étnicos e disputas de poder, a cidade surge como um personagem vivo, brutal e em transformação. A luta pessoal do protagonista se mistura ao nascimento turbulento da mais famosa metrópole moderna. A recriação histórica é detalhista e imersiva, reforçando o clima de tensão constante. 

A atuação intensa de Daniel Day-Lewis é um dos grandes destaques. Seu personagem é carismático e cruel na mesma medida, dominando cada cena em que aparece. Destaque também para o elenco recheados de grandes atores e a ótima direção de Martin Scorsese. 

É uma obra sobre poder, identidade e as raízes conflituosas da sociedade americana.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Sorry, Baby

 

Sorry Baby (Sorry, Baby, EUA / Espanh / França, 2025) – Nota 5,5
Direção – Eva Victor
Elenco – Eva Victor, Naomi Ackie, Louis Cancelmi, Kelly McCormack, Lucas Hedges, John Carrol Lynch, Hetienne Park, Jordan Mendoza.

Agnes (Eva Victor) é uma professora universitária solteira que vive em uma cidade do interior. A visita da amiga Lydie (Naomi Ackie) que mora em outra cidade é uma alegria. Três anos depois desse encontro, Agnes precisa lidar com um trauma pesado, tendo apoio apenas da amiga. 

Este drama independente tem o estilo inusitado da produtora A24. A primeira parte é arrastada ao focar no reencontro das amigas e nos diálogos quase infantis. O filme melhora depois que muda o foco para o drama envolvendo o sofrimento da protagonista, mas mesmo assim a narrativa é cansativa. É basicamente um daqueles filme que tenta ser cult e moderninho.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Os Donos do Poder & Blaze, o Escândalo

 

Os Donos do Poder (Power, EUA, 1986) – Nota 6
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Richard Gere, Julie Christie, Gene Hackman, Kate Capshaw, Denzel Washington, E. G. Marshall, Beatrice Straight, Fritz Weaver, J.T. Walsh.

Pete St. John (Richard Gere) é um famoso consultor político que precisa criar uma narrativa para a aposentadoria de um veterano senador que irá apoiar um executivo para ser seu sucessor. O problema é que o sujeito esconde segredos que não podem vir à tona. 

Esse é um dos filmes mais fracos do grande diretor Sidney Lumet, mesmo com um ótimo elenco. Os bastidores corruptos da política e dos poderosos é explorado de uma forma fria e rasa, Em momento algum a trama decola, nem mesmo na disputa entre o protagonista vivido por Richard Gere com outro assessor político vivido por um pouco conhecido na época Denzel Washington. Até mesmo o sempre marcante Gene Hackman se mostra longe de seus melhores trabalhos.

Blaze, o Escândalo (Blaze, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – Ron Shelton
Elenco – Paul Newman, Lolita Davidovich, Jerry Hardin, Gailard Sartain, Jeffrey DeMunn, Richard Jenkins, Robert Wuhl.

Louisiana, anos cinquenta. Earl Long (Paul Newman) é o governador do Estado que se apaixona pela jovem stripper Blaze Starr (Lolita Davidovich). O relacionamento e as ideias políticas de Long se tornam armas para oposição tentar derrubá-lo. 

Este longa baseado em uma história real é um dos poucos em que o diretor e roteirista Ron Shelton fez sem ser sobre esportes, o tema principal de sua carreira. A história é mais curiosa do que interessante. Ela explora preconceito e direitos civis em uma época em que esses temas eram polêmicos nos EUA, porém o filme é no máximo mediano. 

Destaque para um Paul Newman até engraçado em alguns momentos e para a atuação espontânea de Lolita Davidovich, que na vida real é casada até hoje com o diretor Ron Shelton.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Num Lago Dourado

 

Num Lago Dourado (On Golden Pond, EUA, 1981) – Nota 8
Direção – Mark Rydell
Elenco – Henry Fonda, Katharine Hepburn, Jane Fonda, Dabney Coleman, Doug McKeon

Aos oitenta anos de idade, Norman (Henry Fonda) é um sujeito cínico, mal humorado e ressentido, que é entendido apenas pela doce esposa Ethel (Katherine Hepburn). Quando a filha Chelsea (Jane Fonda), que está afastada da família retorna com seu filho adolescente Billy Ray (Doug McKeon) para passar um período com os pais, feridas do passado se abrem, assim como a possibilidade de resolver essas pendências. 

Esse longa que explora a complexidade das relações familiares foi indicado a dez prêmios Oscar, vencendo de roteiro adaptado e de melhor ator e atriz com Henry Fonda e Katherine Hepburn, dois ícones da era de ouro de Hollywood. 

O filme foi também o último trabalho para o cinema de Henry Fonda, que faleceu alguns meses após o lançamento, além de ter sido uma chance de contracenar com sua filha na vida real Jane Fonda, que era um dos grandes do cinema na época. 

É um filme que merece ser mais lembrado.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Primata

O Primata (Primate, EUA / Inglaterra / Canadá / Austrália, 2025) – Nota 5,5
Direção – Johannes Roberts
Elenco – Johnny Sequoyah, Jess Alexander, Troy Kotsur, Victoria Wyant, Gia Hunter, Benjamin Cheng.

O chimpanzé Ben foi criado por uma cientista que faleceu, deixando o animal com sua família que vive no Havaí. Uma determinada situação enlouquece o até então inofensivo Ben, que inicia um ataque brutal contra todos que estão na casa. 

Esse longa é basicamente um terror adolescente sangrento que tem até uma explicação verossímil para os ataques do animal, porém sem surpresas ou um mínimo desenvolvimento dos personagens. É tudo muito raso e previsível, o elenco é fraco e o destaque fica para violentas sequências do animal atacando totalmente descontrolado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Mistério no Parque Gorky

 

Mistério no Parque Gorky (Gorky Park, EUA, 1983) – Nota 7
Direção – Michael Apted
Elenco – William Hurt, Lee Marvin, Brian Dennehy, Ian Bannen, Joanna Pacula, Richard Griffiths, Ian McDiarmid

Três corpos congelados com rostos e digitais destruídas são encontrados no Parque Gorky em Moscou. O policial Renko (William Hurt) é designado para o caso, que com o desenrolar da investigação se mostra muito mais complexo do que imaginava, envolvendo poderosos e autoridades. 

Baseado em um livro de Martin Cruz Smith, que também assina o roteiro, este longa tem uma trama policial clássica de investigação que explora a corrupção no Estado Comunista Soviético e as ligações com poderosos, incluindo um empresário vivido por Lee Marvin. 

A trama tem ainda a bela Joanna Pacula como uma jovem que esconde segredos relacionados ao crime e o sempre marcante Brian Dennehy vivendo um policial. Destaque para as locações geladas em Helsinque na Finlândia, que substituiu Moscou que na época seria praticamente impossível rodar um filme americano no local.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Menina Bonita

 

Menina Bonita (Prettty Baby, EUA, 1978) – Nota 6,5
Direção – Louis Malle
Elenco – Keith Carradine, Susan Sarandon, Brooke Shields, Frances Faye, Antonio Fargas, Diana Scarwid, Gerrit Graham

Nova Orleans, 1917. Violet (Brooke Shields) é uma garota de doze anos que cuida do seu irmão pequeno e vive em um bordel onde sua mãe (Susan Sarandon) trabalha. Ela tem sua virgindade leiloada e em seguida se casa um fotógrafo muito mais velho (Keith Carradine). 

Este longa dirigido pelo francês Louis Malle dificilmente seria produzido hoje, não por ser algo explícito, mas pelo temática extremamente polêmica. Malle aborda o tema com sensibilidade, mas também com sofrimentos e tristeza. Na época do lançamento a história foi comparada com o clássico “Lolita”. 

O filme foi o primeiro trabalho de destaque de Brooke Shields, que em seguida seria a protagonista de “A Lagoa Azul” e se transformaria em um ícone de beleza nos anos oitenta.