segunda-feira, 27 de junho de 2022

O Tesouro de Sierra Madre

 


O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre, EUA, 1948) – Nota 10
Direção – John Huston
Elenco – Humphrey Bogart, Walter Huston, Tim Holt, Alfonso Bedoya, John Huston, Bruce Bennett, Barton MacLane, Robert Blake.

Tampico, México, anos vinte. Fred C. Dobbs (Humphrey Bogart) é uma americano que vive de migalhas. Ele faz amizade com outro americano sem perspectivas, o jovem Bob (Tim Holt). O destino leva a dupla a conhecer o veterano garimpeiro Howard (Walter Huston), que os convence a partir para as montanhas de Sierra Madre em busca de ouro. A aparente amizade inicial aos poucos se transforma em conflito conforme a ganância de Fred vem à tona. 

Clássico absoluto do cinema, este longa é um daqueles que visto hoje o cinéfilo novato pode achar que muitas ideias mostradas aqui são clichês, quando na realidade o roteiro escrito pelo diretor John Huston criou situações repetidas até hoje. 

A série de obstáculos enfrentados pelo trio principal e posteriormente o fracasso muito mais por causa dos conflitos entre eles do que por um inimigo externo se tornou uma verdadeira fórmula para filmes sobre a busca de fortuna. 

As atuações de Bogart, Holt e Walter Huston que era pai de John Huston e que ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante são ótimas. O filme ainda tem como curiosidade a pequena participação de um ainda adolescente Robert Blake, que ficaria famoso nos anos sessenta e setenta e terminaria a carreira de forma trágica ao ser acusado de assassinar a esposa em 2001. Blake é o único do elenco que ainda está vivo.

domingo, 26 de junho de 2022

X

 


X (X, EUA, 2022) – Nota 7
Direção – Ti West
Elenco – Mia Goth, Jenna Ortega, Brittany Snow, Scott Mescudi, Martin Henderson, Owen Campbell, Stephen Ure.

Texas, 1979. Uma pequena equipe liderada por Wayne (Martin Henderson) segue para uma fazenda com o objetivo de produzir um filme pornô. Recebidos por um estranho idoso e alojados em um barracão, aos poucos fatos sinistros começam a ocorrer, transformando o trabalho em desespero. 

Este longa bebe na fonte de clássicos do terror dos anos setenta e oitenta, com influência direta de obras como “O Massacre da Serra Elétrica” e “Quadrilha de Sádicos”. 

A ideia de inserir a produção de um filme pornô no roteiro como combustível para o terror foi uma boa sacada, misturando dois gêneros que se popularizam na época em que se passa a história. Destaque para as sangrentas sequências de violência e a locação na fazenda decadente. 

O resultado é uma boa opção para quem curte o estilo.

sábado, 25 de junho de 2022

O Cavalo dos Meus Sonhos & Música a Bordo

 


O Cavalo dos Meus Sonhos (Dream Horse, Inglaterra, 2021) – Nota 7
Direção – Euros Lyn
Elenco – Toni Collette, Owen Teale, Damian Lewis, Alan David, Lynda Baron, Karl Johnson, Sian Phillips, Rhys ap William, Nicholas Farrell.

Jan Vokes (Toni Collette) é uma trabalhadora comum em uma pequena cidade do País de Gales que sonha em ter um cavalo de corridas. Ao lado do marido Brian (Owen Teague), que entende muito de animais, eles decidem buscar parceiros para comprar o filhote de um cavalo ganhador de corridas para treiná-lo. 

Baseado em uma inusitada história real, este longa segue o cartilha das obras de superação e obstinação. A ideia aparentemente absurda da protagonista que aos poucos vai se tornando realidade passa a mensagem de que praticamente tudo é possível. A narrativa agradável, os simpáticos personagens e as boas sequências de corrida resultam em uma obra ao estilo sessão da tarde.

Música a Bordo (Fisherman’s Friends, Inglaterra, 2019) – Nota 7
Direção – Chris Foggin
Elenco – Daniel Mays, James Purefoy, David Hayman, Dave Johns, Tuppence Middleton, Sam Swainsbury, Maggie Steed, Noel Clarke, Christian Brassington, Vahid Gold.

Quatro executivos de uma gravadora viajam para uma pequena cidade na costa da Cornualha. O chefe (Noel Clarke) decide fazer um pegadinha com seu colega Danny (Daniel Mays), pedindo para o sujeito conseguir um contrato com um grupo de pescadores que cantam músicas antigas sobre o mar. Danny pensa ser real o interesse e assim tentará convencer os pescadores a iniciarem uma carreira musical. 

Baseado em uma história real, este simpático longa segue a linha das obras de sucesso inesperado com um roteiro bem quadradinho, o que por sinal não atrapalha. As divertidas canções, os personagens peculiares e a questão da amizade acima de tudo são os pontos altos do longa, além das locações no litoral frio da Inglaterra. É basicamente uma inofensiva sessão da tarde.    

sexta-feira, 24 de junho de 2022

The Tourist

 


The Tourist (The Tourist, EUA / Inglaterra / Austrália, 2022) – Nota 6,5
Direção – Chris Sweeney & Daniel Nettheim
Elenco – Jamie Dornan, Danielle Macdonald. Shalom Brune Franklin, Alex Dimitriades, Damon Herriman, Olafur Darri Olafsson, Kamil Ellis, Greg Larsen.

Um sujeito (Jamie Dornan) é perseguido por um caminhão em uma estrada no deserto australiano até sofrer um acidente. Ele acorda em um hospital sem sequer lembrar o próprio nome. Enquanto uma policial novata (Danielle Macdonald) tenta ajudá-lo, um assassino (Olafur Darri Olafsson) está à sua procura. 

Esta minissérie em seis episódios tem uma premissa batida, porém interessante ao colocar um sujeito com amnésia sendo perseguido. O roteiro cria um emaranhado de situações e personagens que resulta em um quebra-cabeça a ser montado pelo espectador. 

Ao final de cada episódio uma nova revelação vem à tona, deixando o espectador curioso para a sequência da história. Por outro lado, a escolha de inserir pitadas de comédia e personagens caricatos como a policial levam a minissérie a perder pontos, assim como alguns furos no roteiro. O final estranho é outro ponto que deixa a desejar. 

Mesmo com estas falhas, a narrativa ágil, a violência e os diálogos absurdos prendem a atenção de quem procura uma diversão despretensiosa.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Desafiando o Perigo

 


Desafiando o Perigo (Game 6, EUA, 2005) – Nota 6,5
Direção – Michael Hoffman
Elenco – Michael Keaton, Robert Downey Jr., Griffin Dunne, Ari Graynor, Bebe Neuwirth, Shalom Harlow, Nadja Dajani, Harris Yulin, Roger Rees, Tom Aldredge, Catherine O’Hara.

Nova York, 1986. Nick Rogan (Michael Keaton) é um autor teatral que no dia da estreia de sua peça fica obcecado e dividido com duas situações. O medo do que um famoso crítico (Robert Downey Jr.) pode escrever sobre sua peça e o jogo que poderia levar o time de baseball Boston Red Sox ao título depois de quase setenta anos de espera. 

Deixando de lado o horroroso título nacional e a sequência final que mistura comédia com um diálogo piegas, este longa é bastante interessante para quem tem obsessão por torcer, seja por time de futebol ou outro esporte e também para quem gosta de obras que detalham a personalidade do protagonista. 

Durante este dia, o protagonista vivido por Michael Keaton cruza o caminho de diversos personagens. São familiares, amigos, parceiros e até inimigos que de uma forma ou outra interagem e influenciam sua vida. Gosto bastante deste tipo de abordagem, mesmo em um filme que entrega um final que deixa a desejar.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Alice e o Prefeito

 


Alice e o Prefeito (Alice et le Maire, França / Bélgica, 2019) – Nota 6,5
Direção – Nicolas Pariser
Elenco – Fabrice Luchini, Anais Demoustier, Nora Hamzawi, Leonie Simaga, Antoine Reinartz, Maud Wyler, Thomas Chabrol.

Alice (Anais Demoustier) é uma filósofa que consegue um emprego na prefeitura de Lyon e se torna uma espécie de conselheira do prefeito Paul (Fabrice Luchini), que é um possível candidato a presidência da França, mas que está sofrendo uma complicada crise existencial. 

O ponto de partida deste longa é extremamente interessante ao mostrar como uma pessoa pública poderosa também pode sofrer de insegurança em algum momento da vida. Os diálogos entre o prefeito e a filósofa variam de problemas familiares, frustrações e questões profissionais, sempre com olhares diferentes sobre os temas. 

O roteiro explora também a inveja no ambiente de trabalho através da reação das pessoas ao redor do prefeito conforme a relação com a filósofa fica mais forte. Estas questões funcionam até o terço final quando o protagonista precisa tomar decisões complexas. A contradição das palavras em relação as ações também é bastante é explorada pelo roteiro. 

É um filme interessante, mas que fica abaixo do potencial da premissa.

terça-feira, 21 de junho de 2022

O Amor Acontece, Terapia do Amor & Armações do Amor

 


O Amor Acontece (Love Happens, EUA / Canadá / Inglaterra, 2009) – Nota 6
Direção – Brandon Camp
Elenco – Aaron Eckhart, Jennifer Aniston, Dan Fogler, John Carroll Lynch, Martin Sheen, Judy Greer, Frances Conroy, Joe Anderson, Clyde Kusatsu.

Após a morte da esposa, Burke (Aaron Eckhart) escreveu um livro de autoajuda sobre perdas que se transformou em enorme sucesso. Ao chegar em Seattle para ministrar palestras, ele cruza o caminho de Eloise (Jennifer Aniston), a dona de uma floricultura que a princípio não se interessa por ele. 

Esta comédia romântica segue a fórmula básica do gênero com os desafios do início de um relacionamento, ao mesmo tempo em que coloca em discussão até que ponto os gurus de autoajuda realmente “ajudam” as pessoas traumatizadas por uma perda. O roteiro não chega a se aprofundar no tema, deixando mais espaço para o romance e também para a busca de redenção do protagonista.

Terapia do Amor (Prime, EUA, 2005) – Nota 6
Direção – Ben Younger
Elenco – Meryl Streep, Uma Thurman, Bryan Greenberg, Jon Abrahams, Zak Orth, Annie Parisse, Jerry Adler.

Após o divórcio, Rafi (Uma Thurman) decide fazer sessões de terapia com a psicanalista Lisa (Meryl Streep). Pouco tempo depois, Rafi conhece o jovem David (Bryan Greemberg), que é bem mais novo que ela. Para complicar a situação ainda mais, David é filha de Lisa, que ao descobrir tenta fazer de tudo para separar o filho de sua paciente. 

Esta comédia explora em parte o estilo de encontros e desencontros com piadas relacionadas a comunidade judaica. A mãe protetora vivida por Meryl Streep é o grande exemplo, como se fosse uma personagem de um filme de Woody Allen. Por outro lado, falta a sutileza de Allen nos diálogos e nas situações. O resultado é no máximo mediano.

Armações do Amor (Failure to Launch, EUA, 2005) – Nota 6
Direção – Tom Dey
Elenco – Mathew McConaughey, Sarah Jessica Parker, Zooey Deschanel, Justin Bartha, Bradley Cooper, Terry Bradshaw, Kathy Bates, Rob Corddry, Patton Oswalt, Stephen Tobolowsky, Katheryn Winnick.

Tripp (Mathew McConaughey) tem trinta e cinco anos, um bom emprego e uma bela vida, porém ainda mora com seus pais por acomodação. Os pais decidem contratar uma especialista (Sarah Jessica Parker) em ajudar homens a amadurecer. O trabalho da moça dará início a uma série de confusões. 

Este é aquele tipo de filme que com poucos minutos fica claro como irá terminar. Por mais que o elenco seja muito bom, repleto de rostos conhecidos, são poucas as sequências realmente engraçadas. O resultado é um sessão da tarde bobinha e esquecível.