sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O Reencontro

 


O Reencontro (The Magic of Belle Isle, EUA, 2012) – Nota 7
Direção – Rob Reiner
Elenco – Morgan Freeman, Virginia Madsen, Emma Fuhrmann, Madeline Carroll, Nicolette Pierini, Kenan Thompson, Fred Willard, Jessica Hecht, Ash Christian.

Monte Wildhorn (Morgan Freeman) é um escritor de histórias sobre western que há anos desistiu da carreira. Sem dinheiro, ele é levado pelo sobrinho (Kenan Thompson) para passar o verão em Belle Isle na casa de um músico que está viajando. 

Vivendo em uma cadeira de rodas e bebendo demais, Monte começa a ter uma nova esperança na vida ao fazer amizade com a família vizinha, principalmente com a garota Finnegan (Emma Fuhrmann), que tem duas irmãs e a mãe (Virginia Madsen). 

Dirigido pelo veterano Rob Reiner, de ótimos longas como “Harry e Sally” e “Conta Comigo”, este é um daqueles filmes inofensivos feitos para deixar o espectador com uma sensação de esperança ao final da sessão. 

São clichês como mudança de vida, aceitação e compreensão explorados de forma sensível, através de diálogos inteligentes, paisagens agradáveis e uma boa química entre os personagens de Morgan Freeman e da então adolescente Emma Fuhrmann. 

É um filme para toda a família.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Infiltrado

 


Infiltrado (Wrath of Man, Inglaterra / EUA, 2021) – Nota 7,5
Direção – Guy Ritchie
Elenco – Jason Statham, Holt McCallany, Josh Hartnett, Jeffrey Donovan, Scott Eastwood, Andy Garcia, Eddie Marsan, Rocci Williams, Deobia Oparei, Laz Alonso, Raul Castillo, Chris Reilly, Niamh Algar.

Na sequência inicial, um assalto a um carro-forte termina com três mortes. Pouco tempo depois, um sujeito apelidado de H (Jason Statham) é contratado pela mesma empresa de segurança para trabalhar no transporte de grandes valores. Enigmático, frio e de poucas palavras, fica claro que H tem em mente algum objetivo diferente de apenas trabalhar como segurança. 

Este novo longa do inglês Guy Ritchie é um pouco diferente em relação a suas obras anteriores sobre o submundo do crime. A primeira diferença é a locação em Los Angeles, quando costumeiramente suas histórias se passam em Londres. 

Isto modifica também os personagens, que nos filmes em Londres geralmente são figuras inusitadas, com apelidos estranhos que se envolvem situações violentas que as vezes beiram o absurdo. Aqui os personagens são os típicos bandidos americanos, que tem um objetivo simples e que utilizam a violência de forma direta. 

Estas escolhas levam a história a ser mais simples do que em seu filmes anteriores, mesmo explorando três tempos diferentes de forma não-linear. Apesar disso, o filme está acima da média do gênero, com ótimas sequências de ação e com a criatividade habitual em filmar em ângulos inusitados, além da sempre marcante presença de Jason Statham, perfeito para este tipo de papel.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

O Refúgio & O Retorno

 


O Refúgio (The Nest. Inglaterra / Canadá, 2020) – Nota 6,5
Direção – Sean Durkin
Elenco – Jude Law, Carrie Coon, Oona Roche, Charlie Shotwell, Tanya Allen, Michael Culkin, Wendy Crewson.

Nova York, anos oitenta. O ambicioso Rory O’Hara (Jude Law) convence sua esposa Allison (Carrie Coon) a mudar para a Inglaterra, onde ele voltará para um antigo emprego. Eles tem um casal de filhos adolescentes. 

Ao invés de morar em Londres, Rory aluga um enorme casarão vitoriano na região rural de Surrey. Aos poucos, o sonho de uma nova vida é confrontado com os problemas causados pela excesso de ambição do protagonista. 

A premissa do sonho que caminha para o fracasso com o protagonista arrastando a família é cruel e ao menos interessante analisando como cinema. A frase popular “dar um passo maior que a perna” é o resumo da história deste longa. O roteiro explora a futilidade das reuniões entre ricos gananciosos, em que a aparência e os negócios são mais importantes do qualquer outro laço. 

O filme perde pontos por ser irregular e apresentar uma narrativa fria, mesmo nos momentos de crise. Vale citar que o diretor e roteirista Sean Durkin entregou um filme estranho e bastante superior chamado “Martha Marcy May Marlene”.

O Retorno (Dark River, Inglaterra, 2017) – Nota 5,5
Direção – Clio Barnard
Elenco – Ruth Wilson, Jonah Russell, Paul Robertson, Sean Bean, Una McNulty, Esme Creed Miles, Mark Stanley, Joe Dempsie.

Com a morte do pai (Sean Bean), Alice (Ruth Wilson) volta para casa no interior da Inglaterra com o objetivo de administrar a fazenda da família junto com o irmão Pete (Jonah Russell), que a princípio não gosta da situação. 

As divergências com o irmão, os problemas financeiros da fazenda e as lembranças da complicada relação com o pai atormentam Alice, que mesmo assim deseja ficar no local. 

Este drama sobre traumas e problemas familiares tem um narrativa bastante arrastada, que abusa dos flashbacks da protagonista. A história não empolga, pelo contrário, fica difícil criar empatia pelos personagens ou se envolver no drama. Eu esperava um filme melhor.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Tempo de Caça

 


Tempo de Caça (Sanyangeui Sigan, Coreia do Sul, 2020) – Nota 6,5
Direção – Sung Hyun Yoon
Elenco – Lee Jehoon, Jae Hong Ahn, Woo Sik Choi, Jeong Min Park, Hae Soo Park.

Em um futuro próximo, a Coreia do Sul sofre com uma terrível crise econômica. Neste contexto, ao sair da prisão por ter cometido um assalto, o jovem Jun Seok (Lee Jehoon) volta a se reunir com seus companheiros de crime e os convence a assaltar um cassino clandestino. A ação do grupo dá início a uma terrível caçada, que os coloca como alvo de outros criminosos. 

A primeira hora é intrigante e agitada, com bom desenvolvimento dos personagens e da situação em que vive o país. Após o assalto o ritmo da narrativa fica bastante irregular, mudando o foco para a caçada citada, intercalando sequências de violência com outras dramáticas que deixam um pouco a desejar. 

A longa duração de duras e horas e quinze minutos também atrapalha. Uns trinta minutos a menos deixaria o filme mais conciso e com certeza melhor. 

É mais um filme em que a boa premissa poderia ter sido melhor explorada.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert

 


A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert (The Truth About the Harry Quebert Affair, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Jean Jacques Annaud
Elenco – Patrick Dempsey, Ben Schnetzer, Damon Wayans Jr., Kristine Froseth, Kurt Fuller, Victoria Clark, Wayne Knight, Matt Frewer, Colm Feore, Joshua Close, Virginia Madsen, Don Harvey, Ron Perlman, Vlasta Vrana.

Em 2008, numa pequena cidade próxima a divisa dos Estados Unidos com o Canadá, o corpo de uma adolescente desaparecida em 1975 é encontrado enterrado na propriedade do famoso escritor Harry Quebert (Patrick Dempsey), que vive no local desde aquela época. 

Harry é detido como principal suspeito, enquanto o jovem escritor Marcus Goldman (Ben Schnetzer), que foi seu aluno e é seu amigo, decide investigar o que realmente ocorreu. É o início de uma complexa história envolvendo diversas pessoas do local. 

Esta minissérie em dez episódios dirigida pelo francês Jean Jacques Annaud (“O Nome da Rosa” e “Sete Anos no Tibet”) tem um início bastante intrigante, deixando claro que a cidade tem muitos segredos e por outro lado explorando a dúvida em relação a culpa do protagonista através de duas narrativas paralelas. 

Temos a de 2008 detalhando a investigação do jornalista que se une a um detetive (Damon Wayans Jr.) e a segunda em 1975 quando descobrimos a relação entre a vítima (Kristine Froseth) e o escritor. 

A minissérie tem alguns problemas. O primeiro é o excesso de pequenas reviravoltas envolvendo coadjuvantes, quase todos tendo alguma relação com a garota desaparecida, o que torna a história forçada em alguns momentos. 

Este emaranhado de situações leva a uma narrativa irregular e cansativa em alguns episódios. A relação entre o protagonista e a garota também é alongada de forma excessiva. A produção bem cuidada termina escondendo um pouco estes defeitos. 

Eu considero uma minissérie mediana, que pelo premissa poderia ter sido melhor desenvolvida.

domingo, 17 de outubro de 2021

Minari - Em Busca da Felicidade

 


Minari – Em Busca da Felicidade (Minari, EUA, 2020) – Nota 7,5
Direção – Lee Isaac Chung
Elenco – Steven Yeun, Yeri Han, Alan Kim, Noel Cho, Yuh Jung Youn, Will Patton.

Arkansas, anos oitenta. Em busca de uma vida melhor, uma família coreana compra um pequeno pedaço de terra na região. O pai Jacob (Steve Yeun) planeja transformar o local em um fazenda, enquanto isso ele e sua esposa Monica (Yeri Han) trabalham em uma granja. 

A mudança de vida e as dificuldades para realizar o sonho também afetam o filho pequeno David (Alan Kim) e a filha pré-adolescente Anne (Noel Cho), além da avó (Yuh Jung Youn) que acaba vindo morar com eles. 

Este sensível drama foca de uma forma lenta e sóbria na luta de uma família em busca da felicidade, detalhando os obstáculos inesperados, a questão financeira e os pequenos conflitos familiares. 

É uma história que retrata uma realidade semelhante a de muitas famílias de imigrantes, sem apelar para o sentimentalismo ou situações polêmicas ligadas ao tema. 

Destaque para os interpretações de todo elenco, que tem ainda o veterano Will Patton como um religioso solitário que se torna amigo da família.

sábado, 16 de outubro de 2021

Uma Dia & Simplesmente Acontece

 


Um Dia (One Day, EUA / Inglaterra, 2011) – Nota 7,5
Direção – Lone Scherfig
Elenco – Anna Hathaway, Jim Sturgess, Patricia Clarkson, Rafe Spall, Tom Mison, Jodie Whittaker, Ken Stott.

O roteiro deste sensível drama romântico segue a vida de Emma (Anna Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess) da formatura no colégio em 1988 até 2011, sempre mostrando uma espécie de encontro anual no dia quinze de julho. 

É uma história de amor clássica, com encontros e desencontros, conflitos, momentos de felicidade, altos e baixos na vida pessoal e levando a um final que foge do lugar comum do gênero. 

O desenvolvimento dos personagens com o passar do tempo é outro destaque, tanto as mudanças físicas quanto o amadurecimento. A mudança dos figurinos também chama atenção, sem apelar para o exagero. 

É um filme que com certeza agradará quem curte o gênero.

Simplesmente Acontece (Love, Rosie, Alemanha / Inglaterra, 2014) – Nota 7
Direção – Christian Ditter
Elenco – Lily Collins, Sam Claflin, Christian Cooke, Jaime Winstone, Suki Waterhouse, Tamsin Egerton, Jamie Beamish, Lorcan Cranitch.

Amigos desde criança, Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) não tem coragem de assumir o namoro ao comemorarem dezoito anos de idade. O destino faz com que suas vidas tomem caminhos diferentes, mesmo sempre mantendo contato e no fundo a esperança de ficarem juntos. 

Este simpático drama romântico detalha o complicado relacionamento dos protagonistas durante vários anos, explorando a premissa de que decisões aparentemente pequenas podem mudar para sempre a vida das pessoas. Esta ideia é bastante interessante e funciona bem, muito pela química entre o casal de protagonistas e a espontaneidade da atriz Lily Collins. 

Deixando de lado uma ou outra cena um pouco mais boba e exagerada, o longa cumpre o que promete ao entregar uma complexa história de amor.