sábado, 28 de fevereiro de 2026

Psicose

 

Psicose (Psycho, EUA, 1960) – Nota 10
Direção – Alfred Hitchcock
Elenco – Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, John McIntire, Martin Balsam, Simon Oakland.

Após roubar uma quantia em dinheiro, Marion Crane (Janet Leigh) foge e busca abrigo em um motel isolado à beira da estrada. O local é administrado pelo tímido e enigmático Norman Bates (Anthony Perkins), que vive sob a influência sufocante da mãe. O que começa como um encontro casual logo se transforma em uma das sequências mais chocantes do cinema. O desaparecimento de Marion desperta uma investigação cheia de mistério e tensão. 

Dirigido por Alfred Hitchcock, esse longa é um marco do suspense e do terror moderno. Hitchcock manipula a expectativa do público com maestria, quebrando padrões narrativos através de uma atmosfera claustrofóbica. 

São várias situações que transformaram o filme em um dos maiores clássicos da história do cinema. A famosa cena do chuveiro, a memorável atuação de Anthony Perkins como Norman Bates e a assustadora trilha sonora criada pelo maestro Bernard Hermann, parceiro habitual de Hitchcock, que é copiada é hoje.

Psicose 2 (Psycho II, EUA, 1982) – Nota 7
Direção – Richard Franklin
Elenco – Anthony Perkins, Vera Miles, Meg Tilly, Robert Loggia, Dennis Franz, Hugh Gillin.

Após ficar internado em um sanatório por vinte e dois anos, Norman Bates (Anthony Perkins) recebe alta e retorna ao antigo motel tentando reconstruir a própria vida. Acreditando estar curado, ele deseja viver de forma tranquila e normal. No entanto, estranhos acontecimentos começam a abalar sua frágil estabilidade mental. 

O diretor australiano Richard Franklin consegue construir uma narrativa em que paranoia, manipulação e memórias traumáticas mantém um clima de tensão respeitando o clássico de Hitchcock. A história é bastante aceitável para o gênero, com o roteiro explorando a questão psicológica através da tênue linha entre sanidade e loucura de maneira envolvente, valorizada pela atuação do sinistro Anthony Perkins.

Psicose 3 (Psucho III, EUA, 1986) – Nota 5,5
Direção – Anthony Perkins
Elenco – Anthony Perkins, Diana Scarwid, Jeff Fahey, Roberta Maxwell, Hugh Gillin.

Norman Bates (Anthony Perkins) ainda tenta manter a rotina no motel, mas sua mente continua assombrada pelo passado. A chegada de uma jovem misteriosa e problemática (Diana Scarwid) desestabiliza ainda mais seu frágil equilíbrio. A dúvida sobre a culpa de Norman retorna com força quando ocorrem novos assassinatos. 

Este terceiro longa dirigido pelo próprio protagonista Anthony Perkins segue muito mais o estilo de terror e suspense dos anos oitenta, do que o desenvolvimento psicológico dos filmes anteriores. Ele é mais explícito na violência e a atuação de Perkins que é bastante exagerada. 

Em 1990, o diretor especialista em terror Mick Garris comandou um quarto filme produzido para a tv contando a vida de Norman Bates na juventude, com o ator Henry Thomas no papel intercalando com Anthony Perkins que faleceria em 1992.

Psicose (Psycho, EUA, 1998) – Nota 5
Direção – Gus Van Sant
Elenco – Vince Vaughn, Anne Heche, Julianne Moore, Viggo Mortensen, William H. Macy, Philip Baker Hall, Robert Forster, Rita Wilson, James Remar, James LeGros, Flea.

O diretor Gus Van Sant comandou essa refilmagem fiel ao clássico de Hitchcock recriando praticamente todas as sequências e inserindo algumas situações mais explícitas, o que gerou críticas sobre o porquê de recriar uma cópia do clássico. Vince Vaughn que assumiu o papel de Norman Bates entrega uma interpretação over. A obra funciona somente como uma curiosidade cinematográfica e nada mais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Magnólia

 

Magnólia (Magnolia, EUA, 1999) – Nota 8
Direção – Paul Thomas Anderson
Elenco – Tom Cruise, Jeremy Blackman, Jason Robards, Julianne Moore, Philip Baker Hall, Philip Seymour Hoffman, William H. Macy, Melora Walters, Melinda Dillon, April Grace, Luis Guzman, John C. Reilly, Alfred Molina, Michael Murphy, Ricky Jay, Henry Gibson, Felicity Huffman.

Em um único dia no Vale de San Fernando na Califórnia, diferentes histórias se cruzam revelando culpas, traumas e desejos reprimidos. O policial Jim Kurring (John C. Reilly) tenta se conectar de forma sincera em meio à própria solidão, enquanto a frágil Claudia (Melora Walters) lida com vícios e traumas do passado. 

O produtor moribundo Earl Partridge (Jason Robards) busca reconciliação com o filho distante Frank T.J. Mackey (Tom Cruise), um guru de masculinidade que esconde profundas feridas emocionais. Paralelamente, o jovem gênio Stanley Spector (Jeremy Blackman) sofre com a pressão do pai, compondo com outros personagens um mosaico de relações marcadas por abandono e necessidade de perdão. 

Dirigido por Paul Thomas Anderson, esse longa constrói uma narrativa ambiciosa, onde cada personagem representa uma faceta da dor e da tentativa de redenção. As atuações intensas, especialmente nos confrontos entre pai e filho, ampliam o impacto emocional da história. O filme equilibra realismo cru e momentos simbólicos marcantes, transformando dramas individuais em uma reflexão poderosa sobre culpa, acaso e reconciliação.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Missão Refúgio

 

Missão Refúgio (Shelter, Inglaterra / EUA / Canadá, 2026) – Nota 7
Direção – Ric Roman Waugh
Elenco – Jason Statham, Bodhi Rae Breathnach, Daniel Mays, Bill Nighy, Naomi Ackie, Bryan Vigler, Michael Shaeffer.

Um sujeito (Jason Statham) que vive isolado em uma ilha do litoral escocês é obrigado a ajudar uma adolescente (Bodhi Rae Breathnach) que está se afogando em um acidente de barco. O fato desencadeia uma série de situações que colocam o desconhecido e a garota em perigo.

Esse agitado longa segue a cartilha dos filmes de ação protagonizados por Jason Statham e dirigidos por Ric Roman Waugh. A trama é previsível, porém bem amarrada e as sequências de ação são competentes. 

Mesmo beirando os sessenta anos de idade, Jason Statham ainda consegue desempenhar muito bem as sequências de lutas. É um filme que vai agradar quem gosta do gênero.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Violent Ends

 

Violent Ends (Violent Ends, EUA, 2025) – Nota 7
Direção – John Michael Powell
Elenco – Billy Magnussen, James Badge Dale, Kate Burton, Nick Stahl, Ray McKinnon, Alexandra Shipp, Jared Bankens, Bruce McKinnon, Sean Harrison Jones.

Arkansas, 1992. Lucas Frost (Billy Magnussen) tenta levar uma vida honesta mesmo sendo membro de uma família criminosa que domina o tráfico de drogas na região há décadas. Tudo começa a desmoronar quando um dos membros da família (James Badge Dale) sai da cadeia com o objetivo de tomar a frente dos negócios ilegais. 

O desconhecido diretor e roteirista John Michael Powell se inspirou na história real da desintegração de uma família criminosa que atuava na região de Ozark no Arkansas. 

O filme tem o clássico clima de tragédia de tramas em cidades do interior americano, daquelas em que a falta de perspectivas e a distância das grandes metrópoles facilita as ações de grupo criminosos que exploram o tráfico de drogas. 

O roteiro mesmo longe de ser perfeito, detalha bem os conflitos familiares, as disputas pelo poder e a sede por vingança. É um filme que vai agradar quem gosta de tramas policiais desse estilo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Extermínio: O Templo dos Ossos

 

Extermínio: O Templo dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple, Inglaterra / EUA / Canadá, 2026) – Nota 6,5
Direção – Nia DaCosta
Elenco – Ralph Fiennes, Jack O’Connell, Alfie Williams, Connor Newall, Erin Kellyman, Emma Laird, Maura Byrd.

Spike (Alfie Williams) que sobreviveu no filme anterior, cruza o caminho de Jimmy Crystal (Jack O’Connell), que lidera uma espécie de seita com crianças e adolescentes que são treinados para seguir ordens e matar zumbis. Em paralelo, o Dr. Kelson (Ralph Fiennes) continua suas experiências para tentar entender o vírus que infectou quase toda a população. 

Esta nova sequência da franquia começa de onde parou o filme anterior, que era mais voltado para uma trama de sobrevivência. Aqui a narrativa explora insere cinismo, loucura e até pitadas de comédia nas atitudes do personagem de Jack O’Connell, além de aumentar a quantidade de sangue na tela. 

O filme perde pontos por focar muito mais no visual e na violência explícita comum nos longas de terror atuais, do que na história que é apenas razoável.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Isso Ainda Está de Pé?

 

Isso Ainda Está de Pé (Is This Thing On?, EUA, 2025) – Nota 6
Direção – Bradley Cooper
Elenco – Will Arnett, Laura Dern, Bradley Cooper, Andra Day, Ciaran Hinds, Christine Ebersole, Sean Hayes, Scott Icenogle. Chloe Radcliffe, Jordan Jensen, Peyton Manning, Amy Sedaris.

Após vinte anos juntos, o casal Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) decide se separar. O fato mexe com os dois filhos pré-adolescentes e leva Alex a descobrir uma vocação perdida. Ele começa a se apresentar em show de stand up amador, contando sua história de vida de uma forma triste e ao mesmo tempo engraçada. 

Esse longa dirigido pelo ator Bradley Cooper foca na vida dos típicos moradores de Nova York, que querem se mostrar modernos, mas que no fundo sofrem com uma terrível insegurança. Os coadjuvantes são irritantes, como o casal de Bradley Cooper e Andra Day e outros que passam menos tempo na tela. 

O ponto alto são as melancólicas apresentações de stand up, em que o protagonista vivido por Will Arnett utiliza como uma espécie de terapia.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Corra, Lola, Corra

 

Corra, Lola, Corra (Lola Rennt, Alemanha, 1999) – Nota 8
Direção – Tom Tykwer
Elenco – Franka Potente, Moritz Bleitbreu, Herbert Knaup, Nina Petri, Armin Rohde.

Em Berlim, Lola (Franka Potente) é uma jovem que fica desesperada ao receber um telefonema do namorado que tem somente vinte minutos para pagar um enorme quantia que deve para um traficante. Ela sai em disparada pela cidade com o objetivo de pedir o dinheiro para o pai que é o gerente de um banco, porém terá de enfrentar vários obstáculos pelo caminho. 

Ao lado do complexo “A Viagem” de 2012, esse “Corra, Lola, Corra” é o melhor trabalho da carreira do diretor e roteirista alemão Tom Tykwer. O que seria um trama básica de correria para salvar uma vida, resulta em um dos longas mais criativos da história do cinema, mesmo com alguns furos. 

A corrida da protagonista em busca do dinheiro é repetida por três vezes em sequências de vinte minutos. Cada tentativa termina de uma forma diferente por causa das pequenas decisões que ela toma em sua corrida, seja desviando de um carrinho de bebê ou por causa de um automóvel saindo de uma garagem. 

A montagem frenética, a trilha sonora eletrônica e a estrutura repetitiva criam uma experiência extremamente criativa sobre o impacto do tempo e das pequenas ações no rumo da vida.