quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Negócios Mortais & O Sequestro


Negócios Mortais (Not Safe For Work, EUA, 2014) – Nota 6
Direção – Joe Johnston
Elenco – Max Minghella, JJ Feild, Christian Clemenson, Eloise Mumford, Molly Hagan.

Thomas (Max Minghella) é um jovem advogado que trabalha numa empresa especializada em grandes casos. Ele é um mero assistente que ao tentar mostrar serviço apresentando sua opinião sobre o caso de um mafioso, termina sendo mandado embora pelo chefe (Christian Clemenson) no final do dia.

Na saída do edifício, Thomas percebe uma movimentação estranha e decide seguir um sujeito (JJ Feild) que entra no elevador. Ao chegar no andar da empresa onde ele trabalhava, Thomas descobre que o estranho é um assassino. É o início de um jogo de gato e rato dentro do enorme escritório.

A premissa de explorar apenas um cenário para criar cenas de suspense é comum no cinema. Neste longa as sequências até que funcionam. Os personagens utilizam cartões de acesso para abrir e trancar passagens, estações de trabalho e salas de segurança para perseguir o oponente.

Infelizmente o roteiro é repleto de furos. A explicação para a ação do assassino é fraca e confusa, além da escolha equivocada do diretor de deixar o final em aberto, ou pelo menos com um enorme gancho para uma sequência que dificilmente acontecerá.

É um filme que prende a atenção, mas não convence após uma análise mais apurada. 

O Sequestro (Kidnap, EUA, 2017) – Nota 6
Direção – Luis Prieto
Elenco – Halle Berry, Sage Correa, Chris McGinn, Lew Temple.

Karla Dyson (Halle Berry) é uma garçonete divorciada que briga com o ex-marido pela guarda do filho Frankie (Sage Correa). Durante um passeio no parque, Karla atende o telefone por alguns minutos e o filho desaparece. Correndo pelo parque desesperada, ele vê o menino sendo colocado dentro de um carro. Sem pensar, Karla entra em seu automóvel e inicia uma louca perseguição aos sequestradores. 

O roteiro explora os clichês dos filmes sobre sequestros com a adrenalina do hoje clássico “Velocidade Máxima”. Essa mistura tem o lado bom e o ruím. O melhor são as tensas sequências de perseguição pela rodovia, que prendem a atenção. O lado negativo são os furos na trama que culmina com a aparição de um personagem sem muito sentido na cena final. 

É basicamente um suspense de ação B, que pode divertir o espectador que não se importar com os absurdos.  

terça-feira, 14 de agosto de 2018

O Grupo Baader Meinhoff

O Grupo Baader Meinhoff (Der Baader Meinhof Komplex, Alemanha / França / República Tcheca, 2008) – Nota 8
Direção – Uli Edel
Elenco – Martina Gedeck, Moritz Bleibtreu, Johanna Wokalek, Nadja Uhl, Bruno Ganz, Stipe Erceg, Niels Bruno Schimdt, Heino Ferch, Alexandra Maria Lara.

No final dos anos sessenta, jovens estudantes em vários países protestavam nas ruas contra a Guerra do Vietnã e contra o capitalismo. Na Alemanha Ocidental, a jornalista Ulrike Meinhof (Martina Gedeck) acompanhava os protestos e escrevia matérias criticando o governo alemão. 

Neste contexto, ela se aproxima de Andreas Baader (Moritz Bleitbreu) e de sua namorada Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek) que lideravam um grupo denominado RAF (Fração do Exército Vermelho). 

Após ajudar Baader a fugir da polícia, Ulrike entra de vez para a clandestinidade e passa a participar das violentas ações do grupo, incluindo roubos a bancos, sequestros, assassinatos e ataques com bombas. 

Este ótimo longa foca numa história real semelhante ao que ocorreu em vários países nos anos sessenta e setenta em que jovens revoltados acreditavam de forma ingênua que poderiam derrubar seus governos, assim como Fidel Castro e Che Guevara fizeram em Cuba. A ideologia logo se transformava em violência e por consequência o governo revidava na mesma moeda. 

O grande acerto deste longa é não glamourizar as ações do grupo. O roteiro deixa claro que eram jovens com ódio que não mediam as consequências dos ataques e nem se preocupavam se atingiriam inocentes. 

O ponto em comum entre os personagens é que para eles o grupo e a ideologia eram mais importantes do que tudo, inclusive a família. Filhos, pais e companheiros eram abandonados em nome da luta. 

O resultado é um filme didático para entender como funciona o pensamento daqueles que defendem o comunismo em nome de uma falsa democracia, onde o que importa na verdade é ter poder.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Preto e Branco

Preto e Branco (Black or White, EUA, 2014) – Nota 6,5
Direção – Mike Binder
Elenco – Kevin Costner, Octavia Spencer, Jillian Estell, Bill Burr, Anthony Mackie, Mpho Koaho, André Holland, Gillian Jacobs, Jennifer Ehle, Paula Newsome.

A morte da esposa em um acidente faz com que o advogado Elliott Anderson (Kevin Costner) fique sozinho com a neta Eloise (Jillian Estell). Como sua filha faleceu no parto e o genro (André Holland) é um viciado em drogas, a garota foi criado pelos avós. 

Com a morte da mulher, a avó paterna Rowena (Octavia Spencer) decide entrar na justiça para pedir a custódia da menina, dando início a uma disputa com Elliott. 

O filme cita no início ser inspirado em fatos reais, porém a forma como a situação é resolvida está mais para o politicamente correto de uma produção para a tv, do que para a vida real. Mas o filme não chega a ser ruim, alguns pontos são bem interessantes. 

O roteiro tenta explorar os conflitos raciais e sociais entre o rico personagem de Kevin Costner, com a família negra que vive num bairro pobre liderada por Octavia Spencer. Não temos heróis ou vilões, o roteiro procura ser imparcial nas virtudes e defeitos dos dois lados, porém sem se aprofundar no tema, assim fugindo de qualquer polêmica. 

O diretor, ator e roteirista Mike Binder comandou dramas melhores como “Reine Sobre Mim” com Adam Sandler e “A Outra Face da Raiva” que também tinha Kevin Costner como protagonista.  

domingo, 12 de agosto de 2018

O Caçador

O Caçador (Chugyeogja, Coreia do Sul, 2008) – Nota 8
Direção – Hong Jin Na
Elenco – Yoon Seok Kim, Jung Woo Ha, Yeong Hie Seo, Yoo Jeong Kim, In Gi Jeong.

Joong (Yoon Seok Kim) é um ex-policial que agora trabalha como agenciador de garotas de programa. Numa determinada noite, ele envia uma de suas garotas (Yeong Hie Seo) para um cliente (Jung Woo Ha) que sempre utiliza o mesmo celular para contato.

Pouco minutos depois, ele descobre que outras garotas desapareceram após fazer um programa com o sujeito. A princípio Joong procura uma amigo na polícia, para em seguida investigar por conta própria. É o início de uma violenta noite de loucuras em busca da garota e do possível psicopata. 

Elogiar o cinema sul-coreano se tornou hábito. Os filmes policiais e de suspense produzidos naquele país mesclam boas histórias, ótimas sequências de ação e muita violência, inclusive por parte da polícia nos interrogatórios.

A crueldade dos vilões também é outro ponto alto. Aqui o vilão é um jovem psicopata extremamente cruel.

A saga do protagonista em busca da garota desaparecida é repleta de perseguições e brigas.

O roteiro é bem amarrado, criando pistas para o protagonista seguir e inserindo ainda uma trama paralela com a filha da prostituta desaparecida. 

Para quem curte filmes policiais e também o cinema sul-coreano, este é mais uma ótima opção.

sábado, 11 de agosto de 2018

O Resgate de um Campeão

O Resgate de um Campeão (Resurrecting the Champ, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Rod Lurie
Elenco – Josh Hartnett, Samuel L. Jackson, Kathryn Morris, Dakota Goyo, Alan Alda, Rachel Nichols, Teri Hatcher, David Paymer, Harry Lennix, Peter Coyote, Kristen Shaw.

Eric Kernan Jr (Josh Hartnett) é um jornalista especializado em esportes que está em busca de uma história marcante para subir na carreira. 

O destino faz Eric cruzar o caminho de um morador de rua (Samuel L. Jackson) que estava lutando boxe e apanhando de três jovens em um beco. Eric ajuda o desconhecido que diz se chamar Bob Satterfield e que afirma ter sido um famoso boxeador nos anos cinquenta. 

Instigado com a história, ele encontra poucas informações sobre o lutador, mas mesmo assim decide escrever uma matéria sobre o sujeito, além de criar um laço de amizade com o falante Bob. 

O filme foi vendido como inspirado em uma história real, assim como o lutador Bob Satterfield realmente existiu, mas na verdade o que ocorreu é bem diferente do que é detalhado aqui. 

Mesmo assim, o filme ganha pontos pela química entre a dupla de protagonistas, principalmente pela caracterização de Samuel L. Jackson. Seu personagem é uma figura extremamente carismática. 

O roteiro é previsível, não é difícil descobrir o que vai ocorrer, mas isso não chega a atrapalhar. É basicamente um simpático filme sobre solidão, ambição e frustrações.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Fúria & O Homem que Quis Matar Hitler


Fúria (Fury, EUA, 1936) – Nota 7,5
Direção – Fritz Lang
Elenco – Spencer Tracy, Sylvia Sidney, Walter Abel, Bruce Cabot, Edward Ellis, Walter Brennan, Frank Albertson, George Walcott.

Joe Wilson (Spencer Tracy) precisa de dinheiro para casar com a jovem Katherine (Sylvia Sidney). Enquanto ela volta para sua cidade natal, Joe fica em Chicago e ao lado dos irmãos compra um pequeno posto de gasolina. Um anos depois, Joe consegue comprar um carro e viaja para encontrar Katherine. Ao chegar em uma cidade próxima da casa da namorada, ele é abordado por policiais e detido como suspeito de ter cometido um sequestro. Mesmo antes da polícia terminar a investigação, a notícia de sua prisão vaza e a população local se une para fazer “justiça” com as próprias mãos.

O polêmico tema do linchamento foi abordado várias vezes no cinema, geralmente em westerns como o clássico “Consciências Mortas”. Aqui o roteiro divide a história em duas partes. A primeira foca na prisão do inocente e na ação da população raivosa. Uma reviravolta transforma a parte final em um drama de tribunal, com a história perdendo um pouco da força.

Por ser uma produção extremamente antiga, algumas coisas incomodam um pouco, como as atuações teatrais. Por outro lado, as sequências da população tentando invadir a delegacia são assustadoras por causa do ódio. Eu tive aula com um professor que dizia que “a massa é canalha”, ou seja, quando várias pessoas se unem para lutar por algo, elas geralmente deixam de lado a razão e acreditam não serem culpadas pelas consequências de forma individual.

O Homem Que Quis Matar Hitler (Man Hunt, EUA, 1941) – Nota 6
Direção – Fritz Lang
Elenco – Walter Pidgeon, Joan Bennett, George Sanders, John Carradine, Roddy McDowall.

Meados de 1939, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial. O caçador inglês Alan Thorndike (Walter Pidgeon), que também é capitão do exército, termina preso pelos nazistas por portar um rifle próximo a residência de Hitler. Mesmo torturado pelos nazistas, Thorndike se recusa a assinar um documento afirmando que tentaria matar Hitler a pedido do governo britânico. Ele consegue fugir, mas ao voltar para Londres é perseguido por agentes alemães.

Apesar da direção do grande Fritz Lang e da informação de que o longa foi baseado em uma reportagem da época, esta obra me decepcionou. Eu imaginava algo como um plano para assassinar Hitler, quando na verdade a trama é basicamente uma propaganda americana no estilo “esforço de guerra” para mostrar como os nazistas eram malvados. Fica difícil acreditar na motivação do protagonista que alegava não ter intenção de matar o Fuhrer.

As poucas cenas de perseguição nas ruas são fracas, assim como romance com a bela Joan Bennett não convence. A curiosidade é a participação de Roddy McDowall interpretando um esperto garoto alemão que ajuda o protagonista.

É um filme que envelheceu mal. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Sabor da Vida

Sabor da Vida (An, Japão / França / Alemanha, 2017) – Nota 8
Direção – Naomi Kawase
Elenco – Kirin Kiki, Masatoshi Nagase, Kyara Uchida.

Sentaro (Masatoshi Nagase) toma conta de uma pequena loja especializada em vender um doce chamado Dorayaki. O doce é uma pequena panqueca recheada com um creme de feijão vermelho. 

Num determinado dia, uma senhora chamada Tokue (Kirin Kiki) aparece na loja pedindo emprego. Educadamente Sentaro dispensa a mulher por causa da idade. 

No dia seguinte ela volta e entrega um pote com o recheio do creme de feijão. Sentaro experimenta o creme e decide contratar a mulher. Não demora para a novidade fazer sucesso, porém os problemas do passado de Tokue e do próprio Sentaro mudam o rumo das coisas. 

Com extrema sensibilidade, a diretora Naomi Kawase entrega uma história sobre dois personagens que enxergam a vida de modo completamente oposto. Enquanto a veterana Tokue encara o mundo com felicidade e alegria, deixando para trás os sofrimentos da juventude, Sentaro não consegue superar um trauma. 

No meio da relação que nasce entre os dois surge uma terceira personagem. A solitária adolescente Wakana (Kyara Uchida) também cria um laço com Tokue. 

É um filme que faz pensar sobre como devemos ser mais humanos e encarar a vida com felicidade.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Roger, o Conquistador

Roger, o Conquistador (Roger Dodger, EUA, 2002) – Nota 7,5
Direção – Dylan Kidd
Elenco – Campbell Scott, Jesse Eisenberg, Isabella Rossellini, Elizabeth Berkley, Jennifer Beals, Mina Badie, Ben Schenkman, Chris Stack, Morena Bacarin.

Em Manhattan, Roger (Campbell Scott) é um publicitário mulherengo e canalha que tem um caso com sua chefe (Isabella Rossellini). 

No dia em que sua amante decide acabar com o affair, Roger recebe a inesperada visita de seu sobrinho Nick (Jesse Eisenberg), que veio conhecer a Universidade de Columbia. 

Assim que começam a conversar, Nick diz que precisa de ajuda para conquistar garotas e perder a virgindade. Roger decide levar Nick para uma jornada noite adentro em busca de mulheres. 

Esqueça os filmes românticos, a proposta aqui é mostrar como funciona o mundo do sexo casual através da “aula” ministrada de tio para sobrinho. 

São vários pontos interessantes no longa. O contraponto entre o tio canalha que vê as mulheres como objeto e o sobrinho que deseja algo mais do que sexo resulta em ótimos diálogos, situações realistas e alguma melancolia. 

A conversa dos protagonistas com as personagens liberais vividas por Elizabeth Berkley e Jennifer Beals detalham como pensam as pessoas que curtem o sexo casual, mas que ao mesmo tempo sonham com uma relação estável. 

Com apenas um olhar de um personagem, a cena final deixa claro como a vida pode ser vazia.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

À Queima Roupa

À Queima Roupa (À Bout Portant, França, 2010) – Nota 7
Direção – Fred Cavayé
Elenco – Gilles Lellouche, Roschdy Zem, Gerard Lanvin, Elena Anaya, Mireille Perrier, Claire Perot.

Dois ladrões são perseguidos pela polícia, sendo que um deles (Roschdy Zem) é baleado, enquanto o outro consegue fugir. O sujeito chamado Hugo sobrevive ao tiro, mas fica detido no quarto do hospital. Logo, um desconhecido tenta matar o bandido, mas termina impedido pelo enfermeiro Samuel (Gilles Lellouche) que salva o paciente. 

No dia seguinte, a esposa de Samuel (Elena Anaya) é sequestrada e um bandido exige que o enfermeiro tire Hugo do hospital antes que a polícia o leve para a cadeia. É o início de uma corrida desesperada de Samuel para salvar a esposa. 

Nos últimos anos o cinema francês se especializou em filmes de ação e suspense que copiam o modelo hollywoodiano. Este longa é um exemplo que prende a atenção do início ao fim. O roteiro tem alguns furos e vários exageros que são compensados pelo ritmo ágil e pelas boas cenas de ação. 

O astro Gilles Lellouche e o diretor Fred Cavayé repetiram a dose no um pouco inferior “Mea Culpa”, que tem ainda Vincent Lindon no elenco. 

Para quem gosta de uma diversão agitada e passageira, este filme é uma boa opção.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O Estrangeiro

O Estrangeiro (The Foreigner, Inglaterra / China / EUA, 2017) – Nota 7,5
Direção – Martin Campbell
Elenco – Jackie Chan, Pierce Brosnan, Michael McElhatton, Charlie Murphy, Orla Brady.

Um atentado terrorista em Londres cometido por uma dissidência do IRA (Exército Republicano Irlandês) deixa como uma das vítimas a filha do imigrante chinês Quan (Jackie Chan). 

Após perceber que a polícia não tem pistas sobre os autores do atentado, Quan entra em contato com o Primeiro Ministro Irlandês Liam Hennessy (Pierce Brosnan), que é um ex-combatente do IRA que costurou a paz com os ingleses. 

Sem conseguir a ajuda do Ministro pelo telefone, Quan decide ir até Belfast, capital da Irlanda do Norte, para pressionar o sujeito pessoalmente e assim buscar vingança pela morte da filha. 

Mesmo com algumas boas cenas de brigas, esqueça os filmes de lutas acrobáticas de Jackie Chan, o foco principal aqui é um drama sobre terrorismo e vingança. 

O diretor neozelandês Martin Campbell utiliza sua experiências em filmes de James Bond (“007 Contra Goldeneye” e “007 Cassino Royale”) para criar boas cenas de ação e suspense, além de uma narrativa ágil que explora uma complexa trama política por trás do atentado. 

Aos sessenta e três anos, o astro Jackie Chan ainda dá conta do recado em algumas criativas cenas de brigas, lógico que sem as loucuras que costumava inventar anos atrás. Sua interpretação também é correta como o sujeito de poucas palavras que carrega um passado trágico. 

O longa é uma agradável surpresa.

domingo, 5 de agosto de 2018

O Lenço Amarelo

O Lenço Amarelo (The Yellow Handkerchief, EUA, 2008) – Nota 7
Direção – Udayan Prasad
Elenco – William Hurt, Maria Bello, Kristen Stewart, Eddie Redmayne.

Numa pequena cidade da Louisiana, Brett (William Hurt) é libertado após cumprir cinco anos de prisão. 

Ao parar em uma lanchonete, ele faz amizade com a jovem Martine (Kristen Stewart), que por seu lado deseja chegar até New Orleans e para isso aceita carona do falante Gordy (Eddie Redmayne). 

Como Brett deseja reencontrar sua ex-esposa (Maria Bello), o trio se junta para seguir viagem. O desconhecidos aos poucos revelam suas alegrias, tristezas, frustrações e sonhos. 

Este simpático road movie tem como ponto alto o desenvolvimento dos personagens. O trio de viajantes tenta seguir a vida da melhor forma possível, mesmo carregando traumas. 

A narrativa ainda explora flashbacks para detalhar a vida do personagem de William Hurt antes da prisão através de sua relação com a ex-mulher. 

É basicamente um drama independente sobre pessoas comuns enfrentando as dificuldades da vida.

sábado, 4 de agosto de 2018

Bomb City

Bomb City (Bomb City, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Jameson Brooks
Elenco – Dave Davis, Glenn Morshower, Logan Huffman, Lorelei Linklater, Eddie Hassell, Henry Knotts, Luke Shelton.

Amarillo, Texas, 1997. Após viver algum tempo em Nova York, o jovem Brian (Dave Davis) volta para a cidade e reencontra seus amigos que curtem o movimento punk. 

Vistos como inimigos pelos jovens de classe média, principalmente os jogadores de futebol colegial da cidade, aos poucos a tensão entre os grupos aumenta, chegando até um inevitável e violento confronto. 

Baseado numa história real, este longa segue duas narrativas. A principal mostra a escalada da tensão entre os jovens e a secundária foca em um julgamento que é consequência do conflito. 

É interessante conferir o filme sem saber toda a história, pois os detalhes do julgamento não deixam claro quem são o réu e a vítima até próximo do final. 

O roteiro explora a questão do preconceito em relação a quem não se encaixa nas “regras do sistema”. 

É um filme simples, violento em alguns momentos e que vai direto ao tema sem rodeios.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Terra de Paixões & Segredos Imperdoáveis


Terra de Paixões (The Hi-Lo Country, EUA, 1998) – Nota 6
Direção – Stephen Frears
Elenco – Woody Harrelson, Billy Crudup, Patricia Arquette, Cole Hauser, Penelope Cruz, Sam Elliott, John Diehl, Darren Burrows, Jacob Vargas, Enrique Castillo, James Gammon, Katy Jurado, Lane Smith.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os amigos Pete (Billy Crudup) e Big Boy (Woody Harrelson) voltam para a pequena cidade de Hi-Lo no Texas. Grande parte das terras da região pertencem ao fazendeiro Jim Ed Love (Sam Elliott). Mesmo assim, os amigos preferem trabalhar em suas terras, sem prestar conta a Jim Ed. 

A forte amizade fica abalada quando Big Boy se envolve com a bela Mona (Patricia Arquette), por quem Pete é apaixonado. Para complicar ainda mais a situação, Mona é casada com o violento capataz de Jim Ed, Les (John Diehl). 

Esta escolha do diretor inglês Stephen Frears em levar às telas uma obra tipicamente americana com os pés nos antigos westerns resulta num longa arrastado que lembra uma novela. Os conflitos causados pelo triângulo amoroso e também pela questão das terras em momento algum empolgam. O filme ganha pontos pela bela fotografia e as atuações de Woody Harrelson e Sam Elliott. 

É um filme no máximo razoável.

Segredos Imperdoáveis (The Locusts, EUA, 1997) – Nota 6
Direção – John Patrick Kelley
Elenco – Vince Vaughn, Jeremy Davies, Kate Capshaw, Ashley Judd, Paul Rudd, Daniel Meyer, Jessica Capshaw.

Anos cinquenta, interior do Kansas. O jovem Clay (Vince Vaughn) é um andarilho que viaja de carona com o objetivo de chegar na Califórnia. Precisando de dinheiro, ele consegue emprego na fazenda da viúva Mrs. Potts (Jessica Capshaw). 

Enquanto aprende o serviço, Clay faz amizade com o filho da mulher, o garoto Flyboy (Jeremy Davies), que ficou internado por anos em uma instituição psiquiátrica após a morte do pai e que hoje vive sob a sombra da mãe. Clay se envolve com a jovem Kitty (Ashley Judd) e ainda precisa administrar as investidas da manipuladora Mrs. Potts. 

A premissa deste drama lembra os westerns em que um estranho chega a uma pequena cidade e muda a vida dos moradores. O personagem de Vince Vaughn é o catalisador das mudanças e principalmente o responsável por desenterrar segredos que criam um conflito familiar. 

O filme perde pontos pelas interpretações ruins de Jeremy Davies e Kate Capshaw. O ator exagera no tom da timidez e insegurança do personagem, enquanto a atriz não convence ao tentar mostrar força e sensualidade. 

É um drama irregular, que pode agradar o cinéfilo menos exigente.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Juventudes Roubadas

Juventudes Roubadas (Testament of Youth, Inglaterra / Dinamarca, 2014) – Nota 6
Direção – James Kent
Elenco – Alicia Vikander, Taron Egerton, Colin Morgan, Kit Harington, Dominic West, Emily Watson, Joana Scanlan, Miranda Richardson, Nicholas Farrell.

Inglaterra, 1914. A jovem Vera Brittain (Alicia Vikander) deseja estudar na Universidade de Oxford, mas precisa convencer seu pai (Dominic Weston). Com a ajuda do irmão Edward (Taron Egerton), Vera consegue dobrar o pai e assim fazer a prova para entrar na Universidade. 

Mesmo sabendo que um amigo de sua família chamado Victor (Colin Morgan) está apaixonado por ela, Vera abre seu coração para Roland (Kit Harington), que também estuda em Oxford. Assim que explode a Primeira Guerra Mundial, os jovens são enviados para o front, enquanto Vera decide trabalhar como enfermeira para ajudar os feridos. 

Baseado em um livro autobiográfico de Vera Brittain, este longa é um exemplo de uma história muito melhor do que o filme. A complexa história de vida da protagonista é contada através de uma narrativa arrastada. O foco principal do roteiro é o romance que toma praticamente toda primeira parte do longa. 

Quando começa a guerra, o longa se torna uma drama que explora o sofrimento da protagonista ajudando os feridos e na distância do amado e do irmão. Não existem sequências de ação, a guerra é mostrada em rápidas cenas com os soldados apenas nas trincheiras. O grande destaque fica para a caprichada reconstituição de época. 

É um filme que pode agradar quem curte histórias sobre sofrimento por amor. O cinéfilo que deseja algo mais consistente vai se decepcionar.