quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Agente Oculto

 


Agente Oculto (The Gray Man, República Tcheca / EUA, 2022) – Nota 6,5
Direção – Anthony & Joe Russo
Elenco – Ryan Gosling, Chris Evans, Ana de Armas, Billy Bob Thornton, Jessica Henwick, Dhanush, Alfre Woodard, Regé Jean Page, Wagner Moura, Julia Butters, Shea Whigham.

Six (Ryan Gosling) é um agente da CIA que trabalha em uma unidade fantasma. Após uma missão em parceria com a agente Dani (Ana de Armas), ele descobre uma conspiração e se transforma também em alvo. 

Este longa é uma espécie de mistura dos filmes de James Bond e John Wick, com sequências explosivas que variam entre o legal e o exagerado. 

A ideia de levar a história por vários países, pelo menos no roteiro e não nas filmagens é interessante, assim como as próprias sequências de ação. 

O problema é que o roteiro no geral é previsível, os diálogos são ruins e vários personagens caricatos, principalmente os vilões, com destaque negativo total para Chris Evans. 

O longa é baseado em um livro e mesmo assim entregou um final com um gancho enorme para uma possível sequência.

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Caranguejo Negro

 


Caranguejo Negro (Svart Krabba, Suécia, 2022) – Nota 5,5
Direção – Adam Berg
Elenco – Noomi Rapace, Jakob Oftebro, Dar Salim, Erik Enge, Ardalan Esmaili, Aliette Opheim, David Dencik, Stella Marcimian Klintberg.

Uma guerra leva o mundo ao caos. Neste contexto, a soldado Caroline (Noomie Rapace) recebe a missão de atravessar uma região gelada no norte da Europa junto com outros cinco soldados para levar algo até uma instalação militar que poderá mudar o rumo da guerra. 

A premissa é bastante legal, assim como a produção caprichada, as boas sequências de ação e o clima de tragédia. Tudo isso funciona bem durante a primeira hora, para afundar completamente na parte final. 

Os últimos trinta minutos são repletos de soluções absurdas, dois flashbacks com a filha da protagonista que demonstram erros primários no roteiro e um final piegas. É uma pena, a trama tinha tudo para render um filme de ação muito melhor.

terça-feira, 27 de setembro de 2022

O Crime de Georgetown

 


O Crime de Georgetown (Georgetown, EUA, 2019) – Nota 6
Direção – Christoph Waltz
Elenco – Christoph Waltz, Vanessa Redgrave, Annette Bening, Corey Hawkins, Laura De Carteret

Elsa Breht (Vanessa Redgrave) é uma jornalista de noventa e um anos de idade que é encontrada pelo marido Ulrich Mott (Christoph Waltz) morta em casa. 

As dúvidas sobre como ocorreu a morte, o comportamento estranho de Ulrich e a enorme diferença de idade entre o casal transforma o marido no principal suspeito. 

Para entender o que realmente pode ter ocorrido, o roteiro detalha a vida do casal através de flashbacks de forma não linear. 

O ótimo ator Christoph Waltz se arriscou na direção deste drama policial que é inspirado em um artigo de jornal que se diz baseado em fato real. 

Ao mesmo tempo em que Waltz tem uma boa atuação que varia entre manipulador e patético e o longa apresenta uma interessante edição, o filme perde pontos pela estranha narrativa que em algumas vezes lembra um teatro filmado e em outras flerta com o humor negro.

Destaque também para a sempre ótima Vanessa Redgrave, ainda bastante ativa na carreira, hoje com oitenta e seis anos de idade.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Nada Santo & Filhos da 'Ndrangheta

 


Nada Santo (Lo Spietato, Itália / França, 2019) – Nota 6,5
Direção – Renato De Maria
Elenco – Ricardo Scarmarcio, Sara Serraiocco, Alessio Pratico, Alessandro Tedeschi, Maria Ange Casta.

Quando adolescente nos anos setenta, Santo Russo (Ricardo Scamarcio) se envolveu no mundo do crime participando de golpes como uma espécie de associado independente da Máfia Calabresa, a chamada ‘Ndrangheta. 

O roteiro segue a carreira criminosa de Santo durante duas décadas, migrando de uma pequena cidade da Calábria para Milão, detalhando sua ascensão financeira, os violentos conflitos com inimigos e sua vida amorosa. 

A primeira hora é bastante interessante ao focar na mudança de vida do protagonista e os crimes que o fizeram enriquecer, porém a parte final se mostra apressada, com alguns pulos no tempo e situações sendo resolvidas sem muita explicação. 

Mesmo assim, a produção caprichada e as competentes sequências de violência ajudam a manter o interesse para quem gosta de filmes sobre a Máfia.

Filhos da ‘Ndrangheta (Liberi di Scegliere, Itália, 2019) – Nota 6
Direção – Giacomo Campiotti
Elenco – Alessandro Preziosi, Nicole Grimaudo, Carmine Buschini, Federica Sabatini, Francesco Colella, Vincenzo Palazzo.

Uma ação da polícia italiana prende alguns mafiosos, entre eles o filho de um chefão que conseguiu escapar. O rapaz (Vincent Palazzo) recebe a proposta do juiz Lo Bianco (Alessandro Preziosi) de colaborar com a justiça para ganhar uma nova identidade. Ele não aceita. 

Dez anos depois, o filho mais novo do chefão foragido (Carmine Buschini) também é preso e se nega a cooperar. Por se menor de idade, o mesmo juiz Lo Bianco o sentencia a passar um ano em uma casa de recuperação, imaginando que o rapaz possa mudar sua atitude. 

Este longa que se diz inspirado em uma história é uma produção para a televisão, que mesmo tendo uma premissa interessante se mostra clean demais. Filme sobre a máfia com pouca violência e tudo muito certinho não convence, resultando muito mais em drama do que policial. 

Vale citar que a ‘Ndrangheta é a máfia que age na região da Calábria na Itália. As outras duas grandes máfias são a Camorra Napolitana e a Cosa Nostra Siciliana.

domingo, 25 de setembro de 2022

O Telefone Preto

 


O Telefone Preto (The Black Phone, EUA, 2021) – Nota 7
Direção – Scott Derrickson
Elenco – Mason Thames, Madeleine McGraw, Ethan Hawke, Jeremy Davies, James Ransone, E. Roger Mitchell, Troy Rudeseal, Miguel Cazarez Mora.

Denver, 1978. Crianças desaparecem em uma cidade tipicamente suburbana. Neste contexto, os irmãos Finney (Mason Thames) e Gwen (Madeleine McGraw) sofrem pela perda da mãe e vivem com o pai (Jeremy Davies) que está perdido na vida. Quando um amigo de Finney desaparece, os irmãos percebem que o perigo pode estar mais próximo do que imaginam. 

Este é mais um suspense criativo da produtora Blumhouse, especializada também em terror. São várias ideias legais para quem gosta do gênero. A trama se passando nos anos setenta sem celulares ou gadgets eletrônicos, colocar crianças como protagonistas, o que normalmente torna o clima mais assustador, um vilão caricato e também perfeito para a proposta que usa uma furgão escuro para raptar as crianças e tem um porão como esconderijo. 

O roteiro não tem surpresas, o objetivo é criar suspense com as cartas na mesa e com as várias sequências fortes de violência. Finalizando, a função do telefone preto do título também é bastante criativa.

sábado, 24 de setembro de 2022

Um Herói

 


Um Herói (Ghahreman, Irã / França, 2021) – Nota 8
Direção – Asghard Farhadi
Elenco – Amir Jadidi, Mohsen Tanabandeh, Sahar Goldust, Feresheteh Sadre Orafaiy, Ehsan Goodarzi, Sarina Farhadi.

Rahim Soltani (Amir Jadidi) está preso por conta de uma dívida. Ao conseguir dois dias de saída especial, ele tem o objetivo de pagar ao devedor e este retirar a acusação. A chance de conseguir o dinheiro surge de forma inesperada, porém outro fato ainda mais incomum muda totalmente a história, deixando uma enorme dúvida sobre as atitudes de Soltani. 

Depois de ter filmado na Espanha o bom drama “Todos Já Sabem” com um elenco de famosos, o iraniano Asghard Farhadi volta para seu país e retoma o estilo habitual de explorar os problemas da sociedade no Irã. 

A prisão por conta de uma dívida entre pessoas é algo incomum na sociedade ocidental, o que pode causar um pouco de espanto no espectador. No Irã, além da possibilidade de prisão, a dívida também é uma motivo de humilhação para o devedor e sua família, não importando o porquê dela não ter sido paga. 

A reviravoltas que o roteiro explora ainda soltam farpas para a imprensa e para as celebridades instantâneas em busca de fama e dinheiro. 

Por mais que o protagonista seja um sujeito comum cheio de falhas, sua jornada em busca do dinheiro e da redenção é bastante dolorosa.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Infância Roubada

 


Infância Roubada (Tsotsi, Inglaterra / África do Sul, 2005) – Nota 6,5
Direção – Gavin Hood
Elenco – Presley Chweneyagae, Mothusi Magano, Terry Pheto, Kenneth Nikosi, Zenzo Ngqobe, Zola, Ian Roberts.

Na periferia de Joanesburgo na África do Sul, o jovem Tsotsi (Presley Chweneyagae) faz parte de uma gangue de ladrões. Após um assalto que termina em morte e um conflito entre os companheiros de crime, Tsotsi decide agir sozinho. Ao roubar um carro e atirar em uma mulher, ele sequestra por engano um bebê. Ao mesmo tempo em que ele se apega a criança, também se torna alvo da polícia. 

Este drama dirigido e escrito pelo também ator Gavid Hood é baseado em um livro que explora a violência na periferia daquele país. O protagonista é o jovem que teve uma infância extremamente sofrida e viu no crime o único caminho de vida. Com a entrada do bebê em cena, mesmo com um certo exagero em alguns momentos, o roteiro procura dar um ar de vítima também ao protagonista. 

O longa tem ainda algumas sequências fortes de violência e um final previsível.