sábado, 8 de maio de 2021

Deranged & Ashfall

 


Deranged (Yeon-Ga-Si, Coreia do Sul, 2012) – Nota 7
Direção – Jeong Woo Park
Elenco – Myung Min Kim, Jung Hee Moon, Dong Wan Kim, Ha Nui Lee.

Jae Hyeok (Myung Min Kim) trabalha como vendedor para um laboratório após ter perdido um emprego em que desenvolvia novos medicamentos. Seu irmão Jae Pill (Dong Wan Kim) é um detetive que fica intrigado ao descobrir corpos de pessoas mortas totalmente secos, como se tivessem sido drenados. Quando vários outros corpos aparecem do mesmo modo, os irmãos iniciam suas investigações paralelas para entender o que está ocorrendo. 

Este longa sul-coreano produzido em 2012 apresenta várias semelhanças com o que está ocorrendo hoje no mundo. Um pandemia que ninguém sabe ao certo como começou, mas que claramente é utilizada por políticos e poderosos para manipulação das massas e para alavancar o lucro com a tragédia. 

O filme explora este tema em meio a uma narrativa ágil, boas sequências de ação e também alguns furos no roteiro, além de um melodrama excessivo em vários momentos. São curiosos e criativos os efeitos nos infectados e a “fissura” que cresce neles. 

Entre erros e acertos, o filme é competente na sua proposta de prender a atenção através da luta desesperada pela sobrevivência.

Ashfall (Baekdusan, Coreia do Sul, 2019) – Nota 6,5
Direção – Byung Seo Kim & Hae Jun Lee
Elenco – Byung Hun Lee, Jung Woo Ha, Hye Jin Jeon, Dong Seok Ma, Bae Suzy, Robert Curtis Brown.

Um terremoto leva um vulcão a entrar em erupção na divisa da Coreia do Norte com a China. A enorme catástrofe parece inevitável, até que um cientista (Dong Seok Ma) e o governo da Coreia do Sul criam um plano mirabolante. 

Um grupo de soldados liderados por Jo (Jung Woo Ha) é enviado para a Coreia do Norte com o objetivo de resgatar da cadeia um agente duplo (Byung Hun Lee), que os ajudará a roubar uma carga de ogivas nucleares a serem utilizadas para implodir o vulcão através de túneis que existem na região. 

Este explosivo blockbuster sul-coreano segue a linha dos similares americanos com todos os clichês possíveis. Esta escolha funciona para quem não exigir muito da história e se divertir com as competentes sequências de ação, como a que ocorre logo no início com a destruição da cidade. O elenco tem o líder que precisa se superar, o vilão que se redime e as comuns sequências emotivas do gênero. 

Não está entre os melhores filmes sul-coreanos, mas com certeza agradará a quem curte o cinema catástrofe.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Caça Mortal

 


Caça Mortal (The Silencing, Canadá / EUA, 2020) – Nota 6,5
Direção – Robin Pront
Elenco – Nikolaj Coster Waldau, Annabelle Wallis, Zahn McClarnon, Hero Fiennes Tiffin, Shaun Smyth.

Cinco anos após sua filha adolescente ter desaparecido sem deixar vestígios, Rayburn (Nikolaj Coster Waldau) abandonou a vida de caçador e transformou sua propriedade em uma reserva ambiental. 

Quando outra garota é encontrada morta na região, Rayburn acredita que o crime pode ser obra do mesmo sujeito que teria sequestrado sua filha. Em meio a investigação, a xerife Gustafson (Annabelle Wallis) ainda precisa lidar com seu irmão problemático. 

O roteiro tenta esconder a identidade do criminoso até próximo do final, entregando pistas falsas e situações que apontam para outros personagens. 

Os destaques são a ambientação na floresta na divisa entre Canadá e EUA, local apropriado para este tipo de trama e as sequências de violência, algumas delas em que o assassino utiliza uma arma incomum. 

Como curiosidade, muitos episódios da antiga série “Arquivo X” foram filmados nesta região, o que por si só deixa marcado na mente do cinéfilo um clima de mistério em filmes rodados no local.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Depois da Escola & Lembranças de uma Infância

 


Depois da Escola (Afterschool, EUA, 2008) – Nota 5
Direção – Antonio Campos
Elenco – Ezra Miller, Jeremy Allen White, Emory Cohen, Michael Stuhlbarg, Addison Timlin, David Costabile, Rosemarie DeWitt, Paul Sparks.

Em um colégio interno, o adolescente Robert (Ezra Miller) tem o hábito de ver pornografia na internet. Drogas também são consumidas pelos alunos. Quando Robert filma duas garotas morrendo de overdose no corredor, o responsável pelo colégio (Michael Stuhlbarg) decide tomar medidas paliativas para esconder o problema. 

O roteiro escrito pelo diretor Antonio Campos, que é filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes, tenta seguir a linha de filmes sobre adolescentes perdidos como “Elefante” de Gus Van Sant. Por mais que seja uma tema atual, fica difícil aguentar a narrativa arrastada e a câmera muitas vezes em posições estranhas. 

Fica clara a ideia do diretor em criticar os colégios de elite que muitas vezes fecham os olhos para as atitudes dos alunos de famílias ricas e a própria falta de caráter de parte da juventude atual, muito também pela “terceirização da educação”. 

No final tudo isso são apenas detalhes em meio a um filme extremamente chato.

Lembranças de uma Infância (Yosemite, EUA, 2015) – Nota 5
Direção – Gabrielle Demeestere
Elenco – James Franco, Everett Meckler, Alex Mansky, Callum John, Henry Hopper, Troy Tinnirello.

Palo Alto, Califórnia, 1985. Três garotos da mesma escola enfrentam as descobertas da pré-adolescência na relação com os pais e outros adultos. 

Baseado em histórias curtas escritas pelo ator James Franco, provavelmente autobiográficas ou sobre situações que ele foi testemunha em sua infância em Palo Alto, este longa sofre pela falta de empatia com os personagens e principalmente por não levar a lugar algum. 

A própria participação de Franco é pequena. Ele interpreta o pai divorciado de duas crianças na primeira parte do longa que se passa em um parque estadual. Outra situação que incomoda é a estranha relação de amizade criada entre um dos garotos e um rapaz solitário. As sequências entre os dois carregam simbolismos pesados. 

Não é difícil entender o que James Franco quis passar com suas histórias, o problema aparentemente está na adaptação para o cinema.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

The Head: Mistério na Antártida

 


The Head: Mistério na Antártida (The Head, Espanha / Japão, 2020) – Nota 7
Direção – Jorge Dorado
Elenco – John Lynch, Katharine O’Donnelly, Alexandre Willaume, Richard Sammel, Tomohisa Yamashita, Laura Bach, Álvaro Morte, Sandra Andrels, Andreas Rothlin Svensson, Chris Reilly, Tom Lawrence.

Um estação de pesquisas na Antártida fica sem comunicação durante o inverno na região. No primeiro dia do verão, uma equipe liderada por Johan (Alexandre Willaume) chega ao local e descobre que quase todos os integrantes estão mortos. O grupo encontra somente dois sobreviventes e descobre que uma terceira pessoa desapareceu. É o início de uma investigação para saber o que realmente ocorreu. 

Escrita pelos irmãos espanhóis David e Alex Pastor, responsáveis por bons filmes como “A Casa” e “Os Últimos Dias”, esta minissérie em seis episódios bebe na fonte do clássico “O Enigma do Outro Mundo” de John Carpenter, inclusive com sequências no primeiro episódio em que os personagens assistem ao filme. 

A premissa das pessoas isoladas em meio ao inverno polar e a tensão criada pela desconfiança entre eles segue o mesmo formato, porém o desenvolvimento da trama e a motivação para a violência são completamente diferentes. 

O roteiro segue o clichê de tentar esconder a identidade do culpado ou culpados, deixando pistas pelo caminho. Algumas situações o cinéfilo acostumando ao gênero vai descobrir antes do final. 

É uma minissérie competente, com boas sequências de violência e que prende a atenção, mesmo que no final fique a impressão de que já vimos algo parecido em outros filmes.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Destruição Final - O Último Refúgio

 


Destruição Final – O Último Refúgio (Greenland, EUA / Inglaterra, 2020) – Nota 7,5
Direção – Ric Roman Waugh
Elenco – Gerard Butler, Morena Baccarin, Roger Dale Floyd, Scott Glenn, Hope Davis, David Denman, Holt McCallany.

Um cometa se dividiu em centenas de pedaços que viajam em direção a Terra. Quando os primeiros pedaços causam a destruição em algumas cidades, o governo americano avisa determinados cidadãos para se apresentarem em bases militares para serem enviados a um local secreto e aparentemente seguro. 

Neste contexto, o engenheiro John Garrity (Gerard Butler) recebe o aviso, podendo levar sua esposa (Morena Baccarin) e o filho pequeno (Roger Dale Floyd). É o início de uma alucinada corrida em busca da sobrevivência. 

O ex-dublê Ric Roman Waugh se tornou um competente diretor especialista em filmes policiais e de ação. Aqui ele explora o gênero do cinema catástrofe para contar uma história previsível, mas extremamente eficiente, com ritmo ágil e repleto de sequências intercalando violência, suspense e drama, além é claro de muita destruição. 

A saga dos protagonistas os leva a cruzar o caminho de pessoas violentas, outras desesperadas e também encontram solidariedade em meio ao caos. 

É um filme que me surpreendeu de forma positiva e que com certeza agradará quem gosta do gênero.


segunda-feira, 3 de maio de 2021

O Filho do Prêmio Nobel & O Julgamento de Paris

 


O Filho do Prêmio Nobel (Nobel Son, EUA, 2007) – Nota 6,5
Direção – Randall Miller
Elenco – Alan Rickman, Bryan Greenberg, Shawn Hatosy, Mary Steenburgen, Bill Pullman, Eliza Dushku, Danny DeVito, Ted Danson Tracey Walter, Lindy Booth, Ernie Hudson.

O professor Eli Michaelson (Alan Rickman) é escolhido para receber o Prêmio Nobel de Química. Arrogante e com um ego enorme, Eli se sente o maior do mundo, enquanto seu filho Barkley (Bryan Greenberg), que trabalha em um estranha tese sobre canibalismo, convive com o desprezo do pai. A alegria de Eli é freada quando Barkley é sequestrado por um sujeito (Shawn Hatosy) que deseja se vingar do professor. 

O roteiro escrito pelo diretor Randall Miller apresenta uma trama de humor negro com algumas reviravoltas curiosas e também alguns exageros, principalmente na sequência do golpe no shopping center. 

O foco principal são os personagens peculiares, incluindo uma poeta perturbada vivida por Eliza Dushku e o vizinho obsessivo interpretado por Danny DeVito. 

A narrativa é ágil e prende atenção, agradando quem curte o complicado gênero.

O Julgamento de Paris (Bottle Shock, EUA, 2008) – Nota 6
Direção – Randall Miller
Elenco – Alan Rickman, Chris Pine, Bill Pullman, Freddy Rodriguez, Rachael Taylor, Dennis Farina, Louis Giambalvo, Eliza Dushku, Miguel Sandoval, Joe Regalbuto, Bradley Whitford.

Paris, 1976. Steven Spurrier (Alan Rickman) é um inglês dono de uma loja de vinhos com poucos clientes. Seguindo a dica de um amigo (Dennis Farina), Steven decide viajar para os Estados Unidos com o objetivo de conhecer os vinhos produzidos em Napa Valley na Califórnia. 

Entre os produtores americanos está Jim Barrett (Bill Pullman), que sofre com problemas financeiros. O encontro deles mudará tudo, inclusivo a forma como o vinho americano seria visto no mundo. 

O roteiro escrito pelo diretor Randall Miller explora uma história real através de uma narrativa que foca muito mais na comédia do que no drama. Este é o ponto que atrapalha, fazendo com que o espectador não leve a sério a história, acreditando ser apenas uma comédia despretensiosa. 

São várias situações que parecem pipocar na tela de forma aleatória, como o triângulo amoroso entre os personagens de Chris Pine, Freddy Rodriguez e Rachael Taylor, assim como a forma com que um carregamento de vinhos é resgatado por um dos protagonistas. 

Eu considero um filme descartável, interessante apenas para quem os aprecia vinho e histórias sobre o tema

domingo, 2 de maio de 2021

Reencontrando a Felicidade

 

Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole, EUA, 2010) – Nota 7
Direção – John Cameron Mitchell
Elenco – Nicole Kidman, Aaron Eckhart, Dianne Wiest, Miles Teller, Tammy Blanchard, Sandra Oh, Giancarlo Esposito, Jon Tenney, Stephen Mailer, Mike Doyle, Patricia Kalember.

Oito meses após perderem o filho atropelado na frente da própria casa, Becca (Nicole Kidman) e Howie (Aaron Eckhart) não conseguem superar o trauma. Enquanto ele participa de um grupo de apoio tentando dividir sua dor com estranhos, ela abandonou a carreira e se refugiou nas pequenas coisas do dia a dia em casa. A cada dia fica mais difícil para o casal reencontrar o mesmo caminho na vida. 

Mesmo seguindo a linha comum das histórias sobre perdas, o filme é competente ao detalhar o sofrimento do casal e também de uma terceira pessoa que surge na trama sem apelar para exageros dramáticos. 

Algumas sequências são dolorosas, outras tem diálogos cortantes e o final deixa claro que é quase impossível superar este tipo de tragédia, que ficará marcada na vida dos envolvidos para sempre.


sábado, 1 de maio de 2021

Assassinato em Middle Beach

 


Assassinato em Middle Beach (Murder on Middle Beach, EUA, 2020) – Nota 7
Direção – Madison Hamburg
Documentário

Middle Beach, Connecticut, Março de 2010. A dona de casa Barbara Hamburg é encontrada morta no quintal de sua residência. A investigação da polícia não avança e pessoa alguma é indiciada. 

Três anos depois, o filho da vítima, o jovem Madison Hamburg, decide fazer um documentário para saber mais sobre a mãe e também tentar descobrir quem cometeu o crime. 

Até o início de 2020, Madison entrevistou em vários momentos seus familiares, descobrindo segredos que envolvem sua mãe, seu pai e sua irmã, além dos erros na investigação. 

O processo é extremamente doloroso para Madison e para alguns familiares, levantando suspeitas sobre pessoas próximas e os prováveis motivos para o crime. São quatro episódios expondo as entranhas de uma família cheia de problemas. 

Vale citar que o processo ainda não terminou, mas tudo levar a crer que uma pessoa muita próxima de Madison esteja envolvida no crime. Vamos esperar, quem sabe em breve toda a verdade seja revelada.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

A Jornada

 


A Jornada (Proxima, França / Alemanha, 2019) – Nota 6
Direção – Alice Winicour
Elenco – Eva Green, Matt Dillon, Zélie Boulant, Aleksey Fateev, Lars Eidinger, Sandra Huller.

Sarah Loreau (Eva Green) é uma astronauta que foi escolhida para participar de uma missão para visitar Marte. A felicidade por ter chegado ao auge da carreira é dividida com a preocupação em ficar longe de sua filha Stella (Zélie Boulant) por um longo período. Enquanto ela enfrenta um duro treinamento, precisa lidar também com o sofrimento da menina que sente sua falta. 

Escrito e dirigido por Alice Winicour, este longa explora uma história extremamente simples sobre sofrimento de uma mãe entre priorizar carreira ou filha. A produção é caprichada, as atuações são corretas, tem alguns momentos de emoção, mas a narrativa é cansativa. O interminável treinamento da astronauta é intercalado com a crise pessoal durante todo o filme. 

Eu esperava algo melhor do que um drama raso disfarçado de ficção.


quinta-feira, 29 de abril de 2021

Hush: A Morte Ouve & Aterrorizada

 


Hush: A Morte Ouve (Hush, EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – Mike Flanagan
Elenco – Kate Siegel, John Gallagher Jr., Michael Trucco, Samantha Sloyan, Emma Graves.

Maddie (Katie Siegel) é uma escritora surda-muda que vive sozinha em uma casa num local isolado. A vizinha mais próxima é sua amiga Sarah (Samantha Sloyan). Em uma noite, um sujeito mascarado aparece na porta de sua casa pronto para matá-la. É o início de uma noite de terror. 

O grande acerto deste longa é conseguir prender a atenção através de um jogo de gato e rato entre o assassino e a provável vítima, incluindo várias sequências de violência. A protagonista utiliza sua facilidade em imaginar cenários futuros para conseguir enfrentar o assassino, tentando estar sempre um passo a frente. O roteiro não oferece explicação alguma para as ações do psicopata, ficando nas entrelinhas ser algo como fazer o mal por prazer. 

A curta duração deixa o longo conciso. É um filme que entrega mais do que o esperado pela premissa.

Aterrorizada (The Ward, EUA, 2010) – Nota 6
Direção – John Carpenter
Elenco – Amber Heard, Mamie Gummer, Danielle Panabaker, Laura Leigh, Lyndsy Fonseca, Mika Boorem, Jared Harris.

Na sequência inicial, uma jovem (Amber Heard) corre desesperada por um bosque vestida em uma espécie de roupa hospitalar. Ela é capturada e levada para um enorme casarão onde existe um sanatório. Alegando não saber porque está no local, ela encontra outras garotas problemáticas que estão na mesma situação. Enquanto planeja uma fuga, a jovem e suas colegas precisam lidar também com uma inexplicável aparição. 

O mestre do suspense e terror B John Carpenter, que teve seu auge entre o final dos anos setenta até o final dos oitenta estava sem dirigir um longa desde 2001 quando fez o mediano “Fantasmas de Morte”. Este razoável “Aterrorizada” é seu último trabalho desde então. 

A premissa é até interessante, deixando o espectador sem saber porque a garota está internada no sinistro sanatório. O desenvolvimento da trama com as tentativas de fuga e a terapia com o psiquiatra (Jared Harris) não empolgam, levando a um final com uma enorme reviravolta que o espectador precisa aceitar. 

No geral, é um filme bem abaixo na comparação com os clássicos do diretor.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Terra Selvagem

 


Terra Selvagem (Jungleland, Inglaterra / EUA, 2019) – Nota 7
Direção – Max Winkler
Elenco – Charlie Hunnam, Jack O’Connell, Jessica Barden, Fran Kranz, Jonathan Majors, John Cullum.

Stan Kaminski (Charlie Hunnam) é o empresário do irmão Lion (Jack O’Connell), que é lutador de boxe, mas que no momento participa apenas de lutas clandestinas. 

A chance de ganhar um valor alto surge com a proposta de um criminoso, que pagará a inscrição de Lion em um torneio com premiação. Em troca, os irmãos precisam levar a garota Sky (Jessica Barden) até um determinado endereço na mesma região do torneio. 

Esta mistura melancólica de drama familiar, road movie e violência não apresenta grandes surpresas, mas ganha pontos pelas interpretações do trio principal. Os personagens sofridos que beiram a marginalidade, no fundo buscam uma vida melhor e uma paz que parece inalcançável. 

É um filme curto, violento e doloroso.


terça-feira, 27 de abril de 2021

The Sounds

 


The Sounds (The Sounds, Nova Zelândia / Canadá, 2020) – Nota 7
Direção – Peter Stebbings
Elenco – Rachelle Lefevre, Matt Whelan, Matt Noble, Emily Piggford, Morgana O’Reilly, Anna Maree Thomas, Peter Elliott, Sara Wiseman.

A canadense Maggie Cabbott (Rachelle Lefevre) viaja para a pequena cidade litorânea de Pelorus na Nova Zelândia para encontrar o marido Tom (Matt Whelan) que está começando o projeto de uma fazenda para criação de salmão. 

O aparente negócio perfeito se transforma em pesadelo quando Tom desaparece no mar durante um passeio de caiaque. Enquanto ocorrem as buscas e a polícia investiga o caso, segredos e conflitos que podem abalar a comunidade vem à tona. 

Esta interessante minissérie em oito episódios começa de uma forma intrigante, apresentando pistas que deixam claro que existe algo podre na pequena cidade. 

Os segredos e as reviravoltas que vão surgindo prendem a atenção através de uma trama complexa em que não existem inocentes. Isso compensa a falta de emoção, a narrativa é até fria em alguns momentos. 

E mesmo sendo uma minissérie, o final deixa algumas pontas, não sei se pensando em uma sequência. Vale destacar as belíssimas paisagens na Nova Zelândia, país pouco explorado pelo cinema.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Gangues de Londres & Horas de Silêncio

 


Gangues de Londres (Blue Story, Inglaterra, 2019) – Nota 7
Direção – Rapman (Andrew Onwubolu)
Elenco – Stephen Odubola, Micheal Ward, Khali Best, Karla Simone Spence, Eric Kofi Abrefa, Kadeem Ramsay, Junior Afolabi Salokun. 

Na periferia do sul de Londres, Timmy (Stephen Odubola) e Marco (Micheal Ward) criam uma forte amizade que se torna um problema no final da adolescência. Eles vivem em bairros diferentes dominados por gangues rivais. O irmão de Marco é o líder de uma destas gangues, que o pressiona para se afastar do amigo quando a tensão entre os grupos se torna insustentável. 

Escrito, dirigido e narrado através de raps por Rapman, nome artístico de Andrew Onwubolu, este longa detalha o ciclo sem fim de violência entre jovens da periferia de Londres. O roteiro segue a premissa comum ao gênero de utilizar protagonistas que em determinado momento precisam decidir qual caminho tomar. A proposta de Rapman é mostrar como o ambiente influencia nas ações dos jovens e neste caso como o ódio se torna algo quase contagioso em meio a violência. 

É um filme de baixo orçamento, com soluções fortes, atuações razoáveis e que lembra um pouco o ótimo “Boyz'n the Hood - Os Donos da Rua”.

Horas de Silêncio (Silent Hours, Inglaterra, 2017) – Nota 6
Direção – Mark Greenstreet
Elenco – James Weber Brown, Indira Varma, Hugh Bonneville, Elizabeth Healey, Tom Beard, Susie Army, Alistair Petrie.

John Duval (James Weber Brown) é um ex-oficial da marinha inglesa que se tornou detetive particular. Ele é contratado por um antigo colega da marinha (Hugh Bonneville), que desconfia estar sendo traído pela esposa. 

Em meio a investigação ocorre uma série de brutais assassinatos de mulheres que deixam pistas que levam até Duval. Em uma narrativa paralela, Duval faz uma estranha sessão de terapia com a dra. Benson (Indira Varma), contando sua versão dos fatos. 

Esta produção para a tv inglesa tem duas montagens diferentes. Eu vi a versão de cento e trinta minutos que deixa a trama truncada, com cortes abruptos e situações resolvidas sem muita explicação. Acredito que a versão de três horas em formato de minissérie seja melhor detalhada. 

Mesmo assim, as reviravoltas na parte final da trama são um pouco exageradas, no nível de um suspense genérico. Vale citar que o roteiro explora de forma implícita várias situações e diálogos ligados a sexo e violência. 

O resultado não empolga. Existem muitas produções inglesas para tv com melhor qualidade.

domingo, 25 de abril de 2021

Massacre no Bairro Chinês

 


Massacre no Bairro Chinês (San Suk Si Gin, Hong Kong, 2009) – Nota 7
Direção – Tung Shing Yee (Derek Yee)
Elenco – Jackie Chan, Naoto Takenaka, Daniel Wu, Jinglei Xu, Masaya Katô, Bingbing Fan.

Japão, anos noventa. Steelhead (Jackie Chan) é um imigrante ilegal chinês que entrou no país após um naufrágio. Ele reencontra o amigo Jie (Daniel Wu) e tem o objetivo de localizar sua antiga namorada. 

Aos poucos, Steelhead se transforma em líder de um grupo de chineses ilegais que praticam pequenos golpes, chamando a atenção de outros grupos criminosos, principalmente a máfia japonesa Yakuza. É o início de uma série de violentos conflitos. 

Esqueça o Jackie Chan especialista em sequências de lutas acrobáticas ou piadinhas, o foco aqui é o nascimento e crescimento de um grupo que a princípio lutava para sobreviver, mas que se transforma em criminosos iguais a outras quadrilhas do submundo. 

A trama repleta de traições e violência segue o formato dos filmes sofre máfia, porém com o estilo oriental e uma certa irregularidade no roteiro, principalmente a reviravolta na personalidade de alguns personagens no terço final. Destaque para a atuação melancólica de Jackie Chan.


sábado, 24 de abril de 2021

O Mistério de D.B. Cooper

 

O Mistério de D.B. Cooper (The Mystery of D.B. Cooper, EUA, 2020) – Nota 7
Direção – John Dower
Documentário

Em novembro de 1971, um sujeito sequestrou um avião que saiu de Portland com destino a Seattle fazendo os tripulantes acreditarem que ele carregava uma bomba. O avião desceu em Seattle, os passageiros foram liberados, um resgate de duzentos mil dólares foi pago junto com a entrega de quatro paraquedas. 

O avião voltou a decolar apenas com piloto, copiloto, uma comissária de bordo e o sequestrador, que em pleno voo abriu a porta traseira e fugiu pulando de paraquedas. Identificado como Dan Cooper, o sujeito nunca mais foi visto e até hoje não se sabe qual sua verdadeira identidade. 

Além da história principal, este interessante documentário detalha a vida de quatro pessoas que seriam os maiores suspeitos de terem cometido o crime. São depoimentos de parentes e amigos destas pessoas que acreditam terem se relacionados com D.B. Cooper. 

Cada uma das quatro histórias são muitos interessantes e recheadas de detalhes. Como opinião pessoal, duas destas histórias são críveis, enquanto uma terceira deixa dúvidas e a quarta é bastante absurda. 

É um documentário indicado para quem gosta de histórias reais e mistérios sem resposta.



sexta-feira, 23 de abril de 2021

Inimigo Público nº 1 - Partes 1 e 2

 


Inimigo Público nº 1 (L'instinct de Mort, França / Canadá / Itália, 2008) – Nota 7
Direção – Jean François Richet
Elenco – Vincent Cassel, Cécile de France, Gerard Depardieu, Gilles Lellouche, Roy Dupuis, Elena Anaya, Ludivine Sagnier, Florence Thomassin, Michel Duchaussoy, Myriam Boyer.

Após servir como soldado na Guerra Civil da Argélia em 1959, Jacques Mesrine (Vincent Cassel) volta para a casa dos pais na França. Mesmo sendo de uma família de classe média e com um emprego que o pai conseguiu, Jacques decide se unir aos bandidos Paul (Gilles Lellouche) e Guido (Gerard Depardieu) para assaltar casas e cometer outros crimes. É o início de uma carreira criminosa que seguiria por quase duas décadas. 

Esta é a primeira parte desta caprichada produção francesa que explora a vida do bandido Mesrine entre 1959 e 1969. O roteiro detalha os amores de Mesrine, as alianças e os crimes, seguindo o rastro do personagem da França aos Estados Unidos e posteriormente até o Canadá. 

Por ser uma história longa e recheada de acontecimentos, esta primeira parte tem uma narrativa com situações e passagens do tempo desenvolvidas de forma um pouco atropelada, sem muita explicação. Este problema diminui na parte final quando o personagem chega ao Canadá. Esta fase de sua vida é detalhada um pouco melhor.

Inimigo Público nº 1 – Parte 2 (L'ennemi Public n°1, França / Canadá, 2008) – Nota 7,5
Direção – Jean François Richet
Elenco – Vincent Cassel, Ludivine Sagnier, Mathieu Amalric, Samuel Le Bihan, Gerard Lanvin, Olivier Gourmet, Georges Wilson, Michel Duchaussoy.

Nesta segunda parte, o roteiro detalha da vida do criminoso francês Jacques Mesrine nos anos setenta. Ao voltar para França, Mesrine recomeça a carreira de assaltante que novamente o leva para cadeia, onde ele conhece François Bessa (Mathieu Amalric), que se torna seu parceiro de fuga e de outros crimes. 

Diferente da primeira parte que pelo excesso de situações tinha uma narrativa picotada, esta sequência detalha melhor os acontecimentos. A passagem pela cadeia, a relação com parceiros do crime, com a nova amante (Ludivine Sagnier) e a tentativa de querer ser visto como um revolucionário são pontos bem desenvolvidos. As sequências de ação e violência também são destaque, assim como a forte interpretação de Vincent Cassel. 

São dois filmes bem interessantes, indicados para quem gosta de tramas policiais.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Triângulo do Medo

 


Triângulo do Medo (Triangle, Inglaterra / Austrália, 2009) – Nota 7
Direção – Christopher Smith
Elenco – Melissa George, Michael Dorman, Henry Nixon, Rachael Carpani, Liam Hemsworth, Emma Lung.

Jess (Melissa George) é mãe solteira de um menino autista e trabalha como garçonete. Em um final de semana, ela aceita o convite de um conhecido (Michael Dorman) para velejar com um grupo de amigos dele. 

O passeio agradável se torna um pesadelo quando uma estranha tempestade ameaça o veleiro, resultando em algo totalmente fora do comum. 

Este surpreendente suspense B prende atenção pelo roteiro criativo e pelas tensas sequências de violência. Não dá para explicar muito sobre a trama para não estragar a surpresa. São algumas reviravoltas que parecem absurdas, mas que se mostram muito bem amarradas no final. 

É um daqueles filmes em que os pequenos detalhes escondem pistas sobre o que realmente está acontecendo.


quarta-feira, 21 de abril de 2021

In Your Eyes

 

In Your Eyes (In Your Eyes, EUA, 2014) – Nota 6,5
Direção – Brin Hill
Elenco – Zoe Kazan, Michael Stahl David, Mark Feuerstein, Steve Harris, David Gallagher, Jennifer Grey, Steve Howey, Nikki Reed.

Um acidente conecta telepaticamente duas crianças que vivem locais distantes. Vinte anos depois, em Connecticut, Rebecca (Zoe Kazan) vive um casamento infeliz com o médico dominador Philip (Mark Feuesrtein), enquanto isso no Novo México, Dylan (Michael Stahl David) tenta recomeçar a vida após passar dois anos na cadeia. Uma nova ligação telepática dá início a um relacionamento a distância entre os dois, fato que resulta em novos problemas a serem enfrentados. 

A premissa do roteiro escrito por Joss Whedon é ao mesmo tempo simples e criativa. A narrativa segue os clichês dos filmes do gênero de uma forma agradável durante dois terços da história, explorando os problemas individuais dos protagonistas de forma paralela. 

O filme se perde um pouco no terço final, quando a trama descamba para uma correria que termina em situações exageradas, muito provavelmente filmadas com o objetivo de inserir um clímax mais agitado. 

No geral é um filme interessante que agradará quem curte romance e fantasia.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Falcão, o Campeão dos Campeões & Caminhoneira

 


Falcão, o Campeão dos Campeões (Over the Top, EUA, 1987) – Nota 6
Direção – Menahem Golan
Elenco – Sylvester Stallone, Robert Loggia, David Mendenhal, Susan Blakely.

Após dez anos afastado de seu filho Michael (David Mendenhal), o caminhoneiro Lincoln Hawk (Sylvester Stallone) tenta se reconciliar com o adolescente quando sua ex-esposa (Susan Blalely) morre. 

Enquanto tenta ganhar a vida em viagens rodoviárias, Lincoln precisa também conquistar a confiança do filho. A chance de mudar de vida é vencer um torneio de braço-de-ferro em Las Vegas, conseguindo dinheiro e assim tentar vencer a disputa jurídica com o avô (Robert Loggia) que deseja ficar com Michael. 

O falecido diretor israelense Menahem Golan e o astro Sylvester Stallone tentaram emplacar este longa repleto de clichês misturando drama e ação. Como não era uma trama policial ou aventura, a saída foi inserir no roteiro o inusitado torneio de braço-de-ferro disputado por brutamontes. 

O filme fracassou nas bilheterias, mas ganhou até um certo ar de cult para os fãs de Sly. É um longa que tem a cara dos anos oitenta, incluindo o final apoteótico.

Caminhoneira (Trucker, EUA, 2008) – Nota 6,5
Direção – James Mottern
Elenco – Michelle Monaghan, Nathan Fillion, Benjamin Bratt, Joey Lauren Adams, Jimmy Bennett.

Diane (Michelle Monaghan) trabalha como caminhoneira, levando uma vida livre. Quando seu ex-marido (Benjamin Bratt) adoece e a atual esposa dele (Joey Lauren Adams) fica com a vida complicada, Diane é obrigada a cuidar de seu filho pré-adolescente Peter (Jimmy Bennett). 

Ela deixou o garoto com o ex-marido por vontade própria. O reencontro será doloroso, mas também uma chance de ter uma relação de verdade com o menino. 

O ponto principal do roteiro são os altos e baixos no relacionamento entre mãe e filho. A protagonista esconde medos e frustrações atrás de palavras duras e atitudes egoístas. 

O filme tem algumas boas sequências na estrada durante uma viagem de caminhão e outras mais fortes voltadas para o drama. 

É um filme correto, com emoções até certo ponto sóbrias e resultado mediano.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Dentro de Casa

 


Dentro de Casa (Dans la Maison, França, 2012) – Nota 7,5
Direção – François Ozon
Elenco – Fabrice Luchini, Kristin Scott Thomas, Ernst Umhauer, Emmanuelle Seigner, Denis Ménochet, Bastien Ughetto, Jean François Balmer.

Germain (Fabrice Luchini) é um professor de literatura de um colégio de ensino médio em Paris. A mediocridade intelectual da maioria dos alunos é quebrada quando Germain lê um trabalho de Claude (Ernst Umhauer). 

A qualidade do texto chama a atenção, assim como o conteúdo polêmico. Claude descreve como entrou na vida de um solitário colega de classe, inclusive espionando a vida dos pais do rapaz (Emmanuelle Seigner e Denis Ménochet). 

Este complexo drama é quase um exercício de voyeurismo, tanto do rapaz que descreve a vida de terceiros de forma oculta, quanto do professor que fica fascinado pelo talento do jovem em manipular o leitor (ele mesmo) com um texto cheio de ironias. 

É como se o espectador estivesse acompanhando o desenvolvimento de um livro capítulo por capítulo, porém com os personagens reais sequer imaginando que suas vidas estavam sendo a inspiração. 

Destaque para a estranha relação de tutor/aluno entre o ótimo Fabrice Luchini e o assustador em alguns momentos Ernst Umhauer. 

É um filme diferente e que faz pensar sobre como qualquer pessoa pode ter ao seu lado alguém que esconde sua verdadeira personalidade.

domingo, 18 de abril de 2021

James White

 


James White (James White, EUA, 2015) – Nota 6,5
Direção – Josh Mond
Elenco – Christopher Abbott, Cynthia Nixon, Kid Cudi, Makenzie Leigh, Scott Cohen, David Call, Ron Livingston.

James White (Christopher Abbott) é um jovem sem rumo que precisa lidar com a mãe doente (Cynthia Nixon) e com a recente morte do pai (Scott Cohen), que tinha outra família e que sempre foi ausente em sua vida. 

O roteiro escrito pelo diretor estreante Josh Mond detalha poucos e decisivos meses na vida de James. Com um câmera nervosa e um excesso de closes que lembra o drama húngaro “O Filho de Saul” produzido no mesmo ano, o filme resulta em um retrato incômodo sobre a falta de estrutura familiar. 

O sexo fácil, as bebidas, drogas e noitadas são fugas temporárias de algo que o protagonista não consegue mudar. Este estilo cansa um pouco, também pela história bastante depressiva. O destaque fica para a atuação atormentada de Christopher Abbott.

sábado, 17 de abril de 2021

Incertezas & Amor Por Contrato

 


Incertezas (Uncertainty, EUA, 2008) – Nota 6,5
Direção – Scott McGehee & David Siegel
Elenco – Joseph Gordon Levitt, Lynn Collins, Assumpta Serna, Olivia Thirlby, Louis Arcella, Nelson Landrieu.

No feriado de 4 de Julho, um casal (Joseph Gordon Levitt e Lynn Collins) divaga sobre dúvidas em relação a vida em cima de uma ponte que liga Manhattan e Queens. Após esta rápida conversa, eles correm em direções opostas e se reencontram enfrentando situações diferentes. 

Em Manhattan, eles encontram um celular perdido no banco de um táxi e terminam por se envolver em uma trama policial. No Queens, o casal precisa decidir uma complexa situação pessoal e lidar com a família dela. 

A premissa até lembra uma obra de ficção, como se fossem realidades paralelas, porém fiquei com a impressão de que as tramas ocorrem em épocas diferentes, talvez com uma diferença de meses. Os problemas enfrentados pelo par são um mar de incertezas que se casam perfeitamente com o título. 

A química entre Joseph Gordon Levitt e Lynn Collins funciona, mantendo o interesse do espectador, mesmo que na metade final a trama perca um pouco do fôlego. 

É um filme diferente, daqueles feitos para o espectador buscar entender as entrelinhas e os detalhes.

Amor Por Contrato (The Joneses, EUA, 2009) – Nota 6,5
Direção – Derrick Borte
Elenco – David Duchovny, Demi Moore, Amber Heard, Benjamin Hollingsworth, Gary Cole, Glenne Headly, Lauren Hutton, Chris Williams.

O casal Steve (David Duchovny) e Kate (Demi Moore) muda para uma belíssima casa em um subúrbio de classe alta junta com os filhos Jenn (Amber Heard) e Mick (Benjamin Hollingsworth). Rapidamente eles fazem amizade com vizinhos, organizam festas e entram para o country clube da região. A aparente família perfeita esconde um segredo inusitado. 

Esta interessante mistura de drama e comédia explora uma premissa criativa e bem diferente, o que não vou detalhar para não estragar a surpresa de quem quiser conferir. O foco principal do roteiro é mostrar com o marketing influencia a vida das pessoas, independente de classe social. 

A propaganda das mais variadas formas explora o desejo que as pessoas tem de possuir algo novo. Isto acaba trazendo consequências nem sempre agradáveis para quem não consegue se controlar. 

O filme se desenvolve bem durante os primeiros dois terços, até a história se voltar para os clichês do remorso e do final feliz.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

O Marido Perdido

 


O Marido Perdido (The Lost Husband, EUA, 2020) – Nota 6
Direção – Vicky Wight
Elenco – Leslie Bibb, Josh Duhamel, Nora Dunn, Isiah Whitlock Jr., Herizen F. Guardiola, Sharon Lawrence, Kevin Alejandro, Carly Pope, Georgia King.

Após perder o marido em um acidente e sua casa por problemas financeiras, Libby (Leslie Bibb) passa alguns meses com sua mãe (Sharon Lawrence), com quem tem um péssimo relacionamento, até que decide mudar com o casal de filhas para uma fazenda onde vive sua tia Jean (Nora Dunn). 

A princípio Libby estranha a vida no campo, mas aos poucos tenta reencontrar seu caminho ao se aproximar do capataz do local chamado James (Josh Duhamel). 

Baseado em um livro, este longa parece uma produção para tv. O tema da superação é explorado com todos os clichês possíveis, incluindo uma pequena crise na nova vida, um segredo familiar e a redenção. Tudo amarradinho para o público que curte dramas românticos esquemáticos e inofensivos.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Crown Vic

 


Crown Vic (Crown Vic, EUA, 2019) – Nota 7,5
Direção – Joel Souza
Elenco – Thomas Jane, Luke Kleintank, Josh Hopkins, David Krumholtz, Bridget Moynahan, Gregg Bello.

Ray Mandel (Thomas Jane) é um veterano policial que ainda trabalha de uniforme patrulhando as ruas de Los Angeles. Em uma noite, ele recebe como parceiro o policial Nick Holland (Luke Kleintank), que está em seu primeiro dia de trabalho. Durante a madrugada, o cinismo de Ray e a dura realidade de uma grande cidade mudará a visão de Nick em relação a profissão. 

Escrito e dirigido pelo desconhecido Joel Souza, este longa bebe na fonte do ótimo “Dia de Treinamento”, porém deixando de lado a questão da corrupção policial. A proposta é mostrar como o policial das ruas tem que tomar decisões rápidas que podem impactar para sempre em sua carreira e a própria vida pessoal. Não existe teoria ou regra que resolva dentro da lei um ataque inesperado de um suspeito ou como lidar com pessoas perturbadas, drogadas e violentas. 

O roteiro explora ainda a questão pessoal dos personagens, deixando claro que o casamento do jovem policial dificilmente vai se sustentar com ele seguindo esta carreira, mostrando o porquê do cinismo do veterano policial e chegando até o detetive VanZandt (Josh Hopkins), que é um veterano do Afeganistão que demonstra um total desequilíbrio psicológico. 

O resultado é um ótimo drama policial que merece ser conhecido.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

As Confissões & A Tortura do Silêncio

 


As Confissões (Le Confessioni, Itália / França, 2016) – Nota 7
Direção – Roberto Ando
Elenco – Toni Servillo, Daniel Auteuil, Pierfrancesco Favino, Mortiz Bleitbreu, Connie Nielsen, Marie Josée Croze, Lambert Wilson, Richard Sammel, Johan Heldenberg, Togo Igawa, Aleksey Guskov, Stephanie Freiss, John Keogh, Andy de la Tour, Julian Ovenden, Giulia Ando.

Ministros das finanças dos oito países mais ricos do mundo se encontram em um hotel de luxo na Alemanha para decidirem em parceria com o diretor geral do FMI (Daniel Auteuil) mudanças que impactariam diretamente na economia de países mais pobres. 

A reunião com cara de conspiração fica ainda mais tensa quando o diretor do FMI é encontrado morto em seu quarto após conversar com um monge italiano (Toni Servillo), que estranhamente fora convidado para o evento pela vítima. O medo do demais integrantes da reunião é que o monge saiba algo que não pode chegar ao público. 

Este longa escrito e dirigido pelo italiano Roberto Ando interliga os polêmicos temas da religião e da política em meio a uma trama que brinca com reuniões secretas entre poderosos ao estilo do “Grupo Bilderberg”. 

Tratados como lenda até anos atrás, hoje é comprovado que estes encontros existem e de onde nascem ideias que realmente impactam a vida global. A sacada de Ando foi inserir o personagem do monge que se sente protegido pelo “sigilo da confissão”. 

É um filme interessante, que tem ainda como destaque o ótimo elenco internacional.

A Tortura do Silêncio (I Confess, EUA, 1953) – Nota 7,5
Direção – Alfred Hitchcock
Elenco – Montgomery Clift, Anne Baxter, Karl Marlden, Brian Aherne, O.E. Hasse, Dolly Haas

O padre Michael Logan (Montgomery Clift) é totalmente dedicado a Igreja e a sua fé, acreditando no perdão. Ao ouvir uma confissão de um assassino e se negar a quebra o voto de silêncio religioso, Logan se torna também suspeito aos olhos do detetive Larrue (Karl Marlden), enquanto encontra apoio em Ruth (Anne Baxter), que fora sua paixão antes de se tornar padre. 

Nesta mistura de drama e policial, Hitchcock explora a eterna disputa entre razão e fé, colocando o protagonista em um verdadeiro beco sem saída, tendo de decidir entre abdicar de tudo que acredita para fazer justiça ou destruir sua reputação para defender sua fé. 

Tudo fica ainda mais tenso pela pressão exercida de um lado pelo detetive e do outro pelo assassino vivido pelo sinistro O.E. Hasse. Destaque também para a atormentada atuação de Montogmery Clift, grande ator que faleceu cedo demais.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Mank

 


Mank (Mank, EUA, 2020) – Nota 6
Direção – David Fincher
Elenco – Gary Oldman, Amanda Seyfried, Lily Collins, Tom Pelphrey, Arliss Howard, Tuppence Middleton, Joseph Cross, Monika Gossmann, Toby Leonard Moore, Tom Burke, Charles Dance.

Los Angeles, 1940. Após sofrer um acidente, o roteirista Herman “Mank” Mankiewicz (Gary Oldman) é levado para uma casa numa região rural para terminar o roteiro de “Cidadão Kane”, longa que se tornaria clássico. 

Alcoólatra e extremamente crítico, Mank enfrenta uma relação de conflitos com Orson Welles, que espera a finalização do roteiro para filmar o longa. Em paralelo, vemos em flashbacks pontos importantes da vida pessoal e da carreira de Mank durante os anos trinta. 

Baseado numa história real, este longa dirigido por David Fincher tem uma produção caprichada e uma bela fotografia em preto e branco, porém peca pela narrativa cansativa e os diálogos cínicos que mesmo explorando os bastidores de Hollywood parecem mais uma comédia involuntária. 

Vejo um certo exagero neste estilo da narrativa e nas atitudes do protagonista, que por seu lado é o destaque principal na ótima interpretação de Gary Oldman. A sequência do jantar na casa do magnata da imprensa William Randolph Hearst (Charles Dance) chega a ser bizarra com o “show” dado pelo protagonista. 

Gosto muitos dos trabalhos de Fincher, mas infelizmente este me decepcionou.




segunda-feira, 12 de abril de 2021

Encontros

 


Encontros (Deux Moi, França / Bélgica, 2019) – Nota 7
Direção – Cédric Klapisch
Elenco – François Civil, Ana Girardot, Camille Cottin, François Berleand, Eye Haidara, Pierre Niney, Simon Abkarian, Rebecca Marder.

Rémy (François Civil) e Mélanie (Ana Giradot) são jovens que moram em edifícios vizinhos no mesmo andar, porém não conseguem se ver por causa de uma parede externa. 

Eles andam diariamente pelo bairro, visitam os mesmos locais, principalmente o pequeno mercado de Mansour (Simon Abkarian), mas nunca perceberam um ao outro. 

Enquanto enfrentam problemas com emprego, relacionamentos confusos, questões familiares e até mesmo terapia, o destino parece esperar o momento certo para colocá-los frente a frente. 

Este sensível drama sobre problemas atuais lembra muito o superior longa argentino “Medianeras”, também sobre a vida de personagens que vivem em uma cidade grande, mas que se sentem solitários. 

Esta situação é extremamente comum, assim com a angústia causada pela série de problemas que as pessoas carregam desde a infância. Mesmo com tudo isso, a mensagem final deste bom filme é de esperança.


domingo, 11 de abril de 2021

Contatos de 4º Grau

 


Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind, EUA / Inglaterra, 2009) – Nota 7
Direção – Olatunde Osunsanmi
Elenco – Milla Jovovich, Will Patton, Hakeem Kae Kazim, Corey Johnson, Enzo Cilenti, Elias Koteas.

Na pequena cidade de Nome no Alasca, vários moradores sofrem com insônia e terríveis pesadelos com criaturas alienígenas. Após perder o marido, a terapeuta Abbey Tyler (Milla Jovovich) passa a utilizar a hipnose em pacientes para tentar descobrir qual o gatilho para os pesadelos, desencadeando atitudes inesperadas e até violentas. 

A grande sacada deste longa é fazer de tudo para o espectador acreditar que é a história é baseada em fato real. Antes dos créditos iniciais, a atriz Milla Jovovich cita isso em um prólogo assustador, para em seguida a narrativa principal ser intercalada com filmagens caseiras para corroborar a situação. A questão é que estas filmagens são falsas. 

Deixando isso claro, por outro lado o longa tem boas sequências de tensão, clima de terror e algumas gravações caseiras de vozes sinistras em uma língua desconhecida. 

Para quem gosta de ficção sobre alienígenas, o filme é uma opção bastante interessante, mesmo tentando enganar o espectador.

sábado, 10 de abril de 2021

Posto de Combate

 


Posto de Combate (The Outpost, EUA / Bulgária, 2020) – Nota 7,5
Direção – Rod Lurie
Elenco – Scott Eastwood, Caleb Landry Jones, Orlando Bloom, Jack Kesy, Cory Hardrict, Milo Gibson, Jacob Scipio, Taylor John Smith.

Durante a Guerra do Afeganistão, o exército americano cria uma base no interior do país no meio de um vale rodeado por montanhas. Enquanto os soldados e oficiais ficam no local sem saber exatamente o que fazer, os rebeldes talibãs fazem pequenos ataques diariamente, preparando terreno para uma pesada ofensiva. 

Baseado em uma história real, este longa surpreende pelas ótimas sequências de ação, pela tensão crescente e pelo desenvolvimento dos personagens, que precisam enfrentar seus medos para sobreviver. 

A explosiva e longa parte final é o grande destaque ao mostrar em detalhes a ofensiva dos rebeldes e a defesa dos soldados americanos. 

Os dois rostos mais conhecidos do elenco são Orlando Bloom e Scott Eastwood, filho de Clint Eastwood, mas o melhor fica para a atuação de Caleb Landry Jones como o soldado que é visto com desconfiança pelos companheiros. 

Para quem gosta do gênero, o longa lembra na temática e no estilo o ainda melhor “Falcão Negro em Perigo” de Ridley Scott.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

A Irmã da Sua Irmã & Complicações do Amor

 


A Irmã da Sua Irmã (Your Sister's Sister, EUA, 2011) – Nota 6,5
Direção – Lynn Shelton
Elenco – Mark Duplass, Emily Blunt, Rosemarie DeWitt.

Um ano após a morte de seu irmão, Jack (Mark Duplass) ainda se mostra perdido na vida. Sua cunhada Iris (Emily Blunt), que aparentemente superou a perda, convida Jack a passar alguns dias na casa de veraneio de sua família que fica em um local isolado. 

Jack aceita e se surpreende ao encontrar no local a irmã de Iris, Hannah (Rosemary DeWitt). Quando Iris chega na casa no dia seguinte, se inicia uma complexa relação entre os três. 

O objetivo do roteiro escrito pela falecida diretora Lynn Sheltonn foi focar em relacionamentos modernos, em que um problema incomum pode ser superado desde que os envolvidos aceitem a situação. 

O melhor são os diálogos sobre relacionamentos e frustrações, enquanto a situação em si e o drama que surge na parte final não convencem por inteiro. 

Destaque para as boas interpretações do trio principal.

Complicações do Amor (The One I Love, EUA, 2014) – Nota 5,5
Direção – Charlie McDowell
Elenco – Mark Duplass, Elisabeth Moss, Ted Danson.

Após algumas sessões de terapia, o casal Ethan (Mark Duplass) e Sophie (Elisabeth Moss) aceita a sugestão de um psicanalista (Ted Danson) para passar um final de semana em uma bela casa em um local isolado. 

O que seria para melhorar o casamento, se transforma em algo bizarro quando eles descobrem cópias deles mesmos vivendo no local. 

Por mais que eu goste do estilo original do cinema independente feito pelos irmãos Mark e Jay Duplass, foi difícil encarar este longa até o final. 

A premissa é bastante interessante ao misturar ficção e drama sobre relacionamentos com pitadas de comédia, o problema é que o desenvolvimento da trama é cansativo. 

As discussões do casal e de suas cópias parecem se repetir a cada sequência. O final entrega ainda uma reviravolta até certa ponto esperada.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Mentira Incondicional

 


Mentira Incondicional (Between Earth and Sky ou The Lie, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Veena Sud
Elenco – Peter Sarsgaard, Mireille Enos, Joey King, Cas Anvar, Patti Kim, Nicholas Lea, Debery Jacobs.

Uma parada durante uma rápida viagem em que o pai Jay (Peter Sarsgaard) está levando sua filha Kayla (Joey King) com a amiga Britney (Devery Jacobs) para um acampamento termina em tragédia. 

Kayla grita e diz ter empurrado a amiga de uma ponte dentro de um rio. Desesperado, Jay decide não denunciar o fato e volta para casa da ex-esposa Rebecca (Mireille Enos). Os pais resolvem inventar uma mentira para salvar a filha de uma possível condenação, o que trará consequências inesperadas. 

A premissa lembra um pouco a posterior e superior minissérie “Em Defesa de Jacob”, porém desenvolvendo a trama de uma forma diferente. Aqui os pais querem a todo custo esconder o crime da filha, mesmo que isso prejudique outras pessoas. 

O roteiro escrito e dirigido pela canadense Veena Sud deixa a pergunta de até que ponto os pais podem chegar para defender seus filhos. 

Vale citar que Veena Sud foi responsável pela ótima série policial “The Killing”, protagonizada também por Mireille Enos, que aqui interpreta a mãe.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Enter Nowhere

 


Enter Nowhere (Enter Nowhere, EUA, 2011) – Nota 7
Direção – Jack Heller
Elenco – Scott Eastwood, Katherine Waterston, Sara Paxton, Shaun Sipos, Christopher Denham.

Samantha (Katherine Waterston), Tom (Scott Eastwood) e Jody (Sara Paxton) são desconhecidos que se perderam em uma floresta vindo de caminhos diferentes. Eles terminam se encontrando em uma velha cabana. As personalidades distintas rapidamente criam um conflito, que fica ainda pior quando descobrem que parece ser impossível encontrar uma saída da floresta. 

Esta ficção dribla o baixo orçamento através de um roteiro que amarra a trama de forma criativa e surpreendente. As pistas e os detalhes levam os protagonistas a tentarem descobrir como escapar do local e também o porquê deles estarem presos na floresta. 

O trio principal também está ligado por uma curiosidade semelhante na vida real. A do parentesco com atores famosos. Scott Eastwood é filho de Clint Eastwood, Katherine Waterston é filha de Sam Waterston, astro da antiga série ‘Law and Order” e Sara Paxton é prima do falecido Bill Paxton.


terça-feira, 6 de abril de 2021

Vidas Roubadas

 


Vidas Roubadas (Stolen Lives, EUA, 2009) – Nota 7
Direção – Anders Anderson
Elenco – Jon Hamm, Josh Lucas, Rhona Mitra, James Van Der Beek, Jessica Chastain, Joanna Cassidy, Jimmy Bennett, Morena Baccarin, Michael Cudlitz, Holt McCallany, Jude Ciccolella.

O detetive Tom Atkins (Jon Hamm) sofre há anos pelo desaparecimento da filha, fato que abalou seu casamento com Barbara (Rhona Mitra). Quando o corpo de um garoto é encontrado enterrado em uma construção, as pistas levam Tom a acreditar que os dois crimes estejam ligados. O detalhe sinistro é que o corpo do menino estava enterrado no local há quase cinquenta anos. 

Este competente drama policial explora duas narrativas paralelas para reconstruir o caminho dos dois crimes. A narrativa antiga segue as dificuldades encontradas por um homem (Josh Lucas), que perdeu a esposa e ficou sozinho para criar três filhos. 

A trama prende a atenção nos dois tempos através dos dramas enfrentados pelos protagonistas, além de tentar esconder a identidade do assassino, situação que o cinéfilo mais atento não vai demorar para descobrir. 

É um filme que com certeza agradará quem curte o gênero.


segunda-feira, 5 de abril de 2021

Origens Secretas & Fanboys

 


Origens Secretas (Origenes Secretos, Espanha / Argentina, 2020) – Nota 7
Direção – David Galan Galindo
Elenco – Javier Rey, Veronica Echegui, Brays Efe, Antonio Resines, Ernersto Alterio, Leonardo Sbaraglia.

Em Madrid, dois assassinatos deixam pistas que podem ter sido motivados por histórias em quadrinhos. Para investigar os crimes, o detetive David Valentin (Javier Rey) é obrigado a aceitar como parceiro o nerd Jorge Elias (Brays Efe), que é filho de um detetive que acabou de se aposentar (Antonio Resines), mas que tem um grande conhecimento do mundo dos quadrinhos. 

Escrito e dirigido por David Galan Galindo, este longa é uma grande brincadeira com o mundo nerd. O roteiro utiliza referências com super heróis para criar uma típica trama do mundo dos quadrinhos. 

O personagem de Brays Efe carrega todos os clichês possíveis dos nerds, assim como a delegada chefe vivida por Veronica Echegui que é adepta do cosplay. O longa tem outros personagens bizarros como o patologista de Ernesto Alterio e o maluco que acredita em conspirações de Leonardo Sbaraglia. 

É um filme para o espectador entrar na brincadeira e se divertir.

Fanboys (Fanboys, EUA, 2009) – Nota 6
Direção – Kyle Newman
Elenco – Sam Huntington, Chris Marquette, Dan Fogler, Jay Baruchel, Kristen Bell, David Denman, Christopher McDonald, Seth Rogen, Danny Trejo, Ethan Suplee, Allie Grant, Joe Lo Truglio, Billy Dee Williams, Jaime King, William Shatner, Carrie Fisher, Kevin Smith, Jason Mewes, Will Forte, Craig Robinson.

Texas, 1998. Quatro jovens nerds que são amigos desde a infância (Sam Huntington, Chris Marquette, Dan Fogler e Jay Baruchel), voltam a se reunir três anos após a formatura no colégio e decidem atravessar o país até Utah, para tentar invadir o Rancho Skywalker e assistir antes de todos o novo filme da saga Star Wars que seria lançado no ano seguinte. 

A premissa desta comédia lembra o superior “Detroit Rock City” em que adolescentes atravessam o país para ver um show da banda de rock Kiss nos anos setenta. A ideia funciona em parte apenas. Os quatro personagens são os típicos nerds que exploram diálogos sobre o universo pop e ainda contracenam com um “quinto elemento” interpretado por Kristen Bell. 

O problema é que várias situações são mais bobas do que engraçadas, como a rivalidade com os fãs da franquia “Jornada nas Estrelas” liderados por um estranho Seth Rogen. 

No geral é uma comédia apenas razoável, que tinha potencial para ser bem melhor.

domingo, 4 de abril de 2021

A Minha Versão do Amor

 


A Minha Versão do Amor (Barney's Version, Itália / Canadá, 2010) – Nota 8
Direção – Richard J. Lewis
Elenco – Paul Giamatti, Rosamund Pike, Dustin Hoffman, Scott Speedman, Bruce Greenwood, Minnie Driver, Mark Addy, Anna Hopkins, Rachelle Lefevre, Thomas Trabacchi, Clé Bennett, Saul Rubinek.

Duas narrativas em paralelo detalham a vida de Barney Panosfky (Paul Giamatti). Nos dias atuais, Barney sofre por estar separado da esposa (Rosamund Pike) e percebe que sua memória começa a falhar. 

Mesmo assim, suas lembranças são mostradas em flashbacks. Sua vida na Itália nos anos sessenta, seus dois casamentos anteriores, a relação com amigos e o caso de polícia que o transformou em suspeito. 

Baseado em um livro de Mordecai Richler, este longa explora uma riquíssima história de vida de um personagem que entre erros e acertos viveu intensamente seus sonhos e fez de tudo para conquistar o amor de uma mulher. 

O roteiro explora ainda as relações familiares, com destaque para a participação de Dustin Hoffman como o pai do protagonista, além de mostrar as tradições judaicas em várias momentos, principalmente na sequência do casamento. 

Como é habitual, Paul Giamatti entrega uma ótima interpretação, assim como Hoffman, além da sensível presença da bela Rosamund Pike. 

É um filme que merecia ser mais conhecido.

sábado, 3 de abril de 2021

Tenet

 


Tenet (Tenet, Inglaterra / EUA, 2020) – Nota 7
Direção – Christopher Nolan
Elenco – John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debocki, Kenneth Branagh, Michael Caine, Aaron Taylor Johnson, Himesh Patel, Dimple Kapadia, Clémence Poésy, Martin Donovan.

Após sobreviver a um aparente ataque terrorista em um meio a um concerto, um agente (John David Washington) recebe a missão de descobrir quem desenvolveu uma nova espécie de munição que pode ser o estopim para a destruição do mundo. É o início de uma corrida pelo planeta em busca da verdade. 

Este longa é como se transformassem James Bond em protagonista de uma ficção, porém da uma forma ainda mais confusa do que possa parecer a ideia. Os filmes de Christopher Nolan são complexos, com tramas repletas de reviravoltas e até de conceitos científicos que fogem do entendimento das pessoas comuns. 

Este “Tenet” vai além da questão da complexidade, beirando uma confusão de ideias que levam a uma linha temporal sem início ou final. O vilão caricato, sua motivação e a trama em relação sua esposa deixam a desejar, assim como a atuação inexpressiva dos personagens principais, com exceção de Robert Pattinson que tenta entregar algo a mais. 

Estas falhas são compensadas um pouco pela ótima parte técnica. As sequências de ação são muito bem produzidas, com destaque para a inicial no teatro e a perseguição na rodovia. 

A carreira de Nolan é fantástica, mas este filme termina sendo seu trabalho mais fraco.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

O Primeiro Amor

 


O Primeiro Amor (Flipped, EUA, 2010) – Nota 7,5
Direção – Rob Reiner
Elenco – Madeline Carroll, Callan McAuliffe, Aidan Quinn, Penelope Ann Miller, Anthony Edwards, Rebecca De Mornay, John Mahoney, Kevin Wisman.

Final dos anos cinquenta. A família do garoto Bryce Loski (Callan McAuliffe) muda para uma casa de um típico subúrbio americano. Desde o primeiro dia, a garota vizinha Juli Baker (Madeline Carroll) demonstra interesse em Bryce. Alguns anos depois, no início da adolescência, os sentimentos dos dois se confundem em meio a encontros e desencontros da idade. 

O roteiro escrito pelo diretor Rob Reiner detalha com sensibilidade o turbilhão de emoções que adolescentes enfrentam quando se apaixonam pela primeira vez. 

A grande sacada de Reiner é mostrar a mesma situação através dos pontos de vistas individuais de Bryce e Juli. Uma determinada reação ou diálogo que a princípio parece sem sentido, é explicada na sequência seguinte. Seja uma fala sem pensar, problemas familiares ou mesmo ciúme. 

As atuações espontâneas de Madeline Carroll e Callan McAuliffe são outro destaque, assim como o estilo de vida familiar tradicional que cria um alicerce para os filhos enfrentarem o mundo. 

É um belíssimo filme que merece ser descoberto.


quinta-feira, 1 de abril de 2021

Sem Direito a Resgate & Por Favor Matem Minha Mulher

 


Sem Direito a Resgate (Life of Crime, EUA, 2013) – Nota 6
Direção – Daniel Schechter
Elenco – Jennifer Aniston, John Hawkes, Yasiin Bey (Mos Def), Isla Fisher, Will Forte, Tim Robbins, Mark Boone Junior, Charlie Tahan, Kevin Corrigan.

Ordell (Yasiin Bey), Louis (John Hawkes) e Richard (Mark Boone Junior) sequestram Mickey (Jennifer Aniston), uma dondoca que é casada com o canalha Frank (Tom Robbins) e pedem uma milhão de dólares pelo resgate. 

Eles sabem que Frank tem uma conta secreta, mas não imaginavam que o sujeito teria uma amante (Isla Fisher), que o convence a não pagar o resgate, esperando que a esposa seja assassinada. 

Baseado em um livro de Elmore Leonard, este longa mistura policial e comédia com toques de humor negro. A premissa é bastante interessante, assim como a apresentação inicial dos personagens inusitados. 

Infelizmente muito disso se perde na narrativa confusa e entrecortada, com traições e reviravoltas que parecem se atropelar. 

Resumindo, o roteiro é mal desenvolvido, levando até um final que ainda deixa a trama em aberto.

Por Favor, Matem Minha Mulher (Ruthlees People, EUA, 1986) – Nota 7
Direção – David Zucker, Jim Abrahams & Jerry Zucker
Elenco – Danny DeVito, Judge Reinhold, Helen Slater, Bette Midler, Anita Morris, Bill Pullman.

Sam Stone (Danny DeVito) é um empresário que casou por dinheiro com a agitada Barbara (Bette Midler). No dia em que Sam e sua amante Carol (Anita Morris) planejam matar Barbara, ele recebe uma ligação de estranhos informando que sequestraram sua esposa. 

Ao invés de negociar, Sam vê a chance de se livrar de Barbara ao ignorar os sequestradores. O problema é que eles são um casal de jovens atrapalhados  (Judge Reinhold e Helen Slater) que na verdade querem se vingar do empresário. 

No meio desta confusão ainda surge o malandro Earl (Bill Pullman), que é namorado da amante de Sam e também planeja um golpe. 

Esta divertida comédia foi sucesso de bilheteria, mesmo não sendo tão maluca quantos os filmes anteriores do trio ZAZ (Zucker, Abrahams e Zucker), as ótimas sátiras “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu” e “Top Secret – Super Confidencial”. O foco aqui é a comédia de erros, com reviravoltas e traições entre personagens desonestos. 

Apesar de ainda terem trabalhado juntos em outros filmes, este foi o último em que o trio ZAZ assinou a direção em grupo.

quarta-feira, 31 de março de 2021

On the Rocks

 


On The Rocks (On The Rocks, EUA, 2020) – Nota 6
Direção – Sofia Coppola
Elenco – Bill Murray, Rashida Jones, Marlon Wayans, Jessica Henwick, Jenny Slate, Barbara Bain.

Em Nova York, Laura (Rashida Jones) é uma escritora que tenta retomar a carreira após ter dedicado algum tempo para cuidar das filhas pequenas. 

A vida perfeita sofre um abalo quando ela passa a desconfiar que o marido Dean (Marlon Wayans) está tendo um caso, disfarçando a situação com viagens semanais. 

Laura fica ainda mais em dúvida quando seu pai Felix (Bill Murray), que é um mulherengo, a convence a investigar o marido, acreditando que homem algum é fiel. 

Este longa escrito por Sofia Coppola explora uma história extremamente simples sobre desconfiança que passa a falsa impressão de ser algo mais complexo, muito por mostrar a vida da classe média alta de Nova York. 

Os jantares e reuniões em locais de luxo servem como cenário para alguns bons diálogos entre Bill Murray e Rashida Jones, porém a história jamais decola ou empolga. Se a trama fosse ambientada em locais mais simples com personagens comuns, seria uma sessão da tarde bobinha e esquecível.


terça-feira, 30 de março de 2021

O Colapso

 


O Colapso (L'Effondrementm, França, 2019) – Nota 8
Direção – Jeremy Bernard, Guillaume Desjardins & Bastien Ughetto
Elenco – Lubna Azabal, Nael Malassagne, Philippe Rebbot, Thibault de Montalembert, Bellamine Abiteboul, Samir Guesmi, Audrey Fleurot.

Esta minissérie em oito episódios de vinte minutos cada detalha as consequências de um colapso econômico que leva ao desabastecimento de alimentos e combustível, gerando um caos em que o pior do ser humano vem à tona. 

São episódios independentes filmados em plano-sequência, cada um deles em locais diferentes e sem um final totalmente conclusivo. 

A proposta é mostrar que em uma situação limite, aqueles que tentam seguir a lei, a ética ou a solidariedade tendem a ser atropelados pelo desespero da maioria ou do próprio destino. 

Cada episódio segue um foco diferente, como o sensível drama no asilo, a ação desenfreada na lancha e o desespero na usina nuclear. 

Gostei bastante da proposta, que busca mostrar fatos que realmente poderiam ocorrer em um caso de colapso econômico em larga escala.


segunda-feira, 29 de março de 2021

A Mentira & Escola da Desordem

 


A Mentira (Easy A, EUA, 2010) – Nota 7
Direção – Will Gluck
Elenco – Emma Stone, Penn Badgley, Amanda Bynes, Dan Byrd, Thomar Haden Church, Patricia Clark, Stanley Tucci, Cam Gigandet, Lisa Kudrow, Malcolm McDowell, Fred Armisen, Aly Michalka.

Uma mentira contada pela adolescente Olive (Emma Stone) para uma amiga termina sendo espalhada por uma aluna religiosa (Amanda Bynes). Ao invés de tentar desmentir, Olive decide abraçar a mentira, tomando atitudes que a transformam em popular entre os garotos. Quando a história sai do controle, a mentira passa a afetar sua vida de forma negativa. 

Em um primeiro olhar, a premissa parece de um filme adolescente qualquer, porém o desenrolar da trama vai além disso. A narração da protagonista que conta sua história em vídeo é uma crítica ao mundo de aparências em que vivemos, em que uma situação, mesmo uma mentira como aqui, termina por rotular uma pessoa. 

O roteiro explora ainda a questão de como uma mentira ou boato é espalhado rapidamente, surgindo versões das mais bizarras possíveis. 

São bem legais as citações aos filmes de John Hughes com temática adolescente, quase uma homenagem em algumas cenas. 

O bom elenco é o destaque, principalmente a sempre simpática Emma Stone, além do professor vivido por Thomas Haden Church e os pais da protagonista interpretados por Patricia Clarkson e Stanley Tucci.

Escola da Desordem (Teachers, EUA, 1984) – Nota 6,5
Direção – Arthur Hiller
Elenco – Nick Nolte, Jobeth Williams, Judd Hirsch, Ralph Macchio, Laura Dern, Allen Garfield, Richard Mulligan, Morgan Freeman, Lee Grant, Crispin Glover, Steven Hill.

Alex Jurel (Nick Nolte) é um professor veterano que está cansado de enfrentar os problemas da escola pública em que leciona. Alunos rebeldes sem estrutura familiar, burocracia e colegas de profissão que variam de incompetentes, irresponsáveis e malucos. Tudo fica mais complicado quando uma denúncia coloca o colégio sob investigação. 

O falecido diretor Arthur Hiller faz uma crítica ao sistema de ensino americano misturando comédia boba em alguns momentos com sequências um pouco mais dramáticas. Ele deixou de lado o formato do professor herói idealizado em “Ao Mestre com Carinho” e copiado em tantos outros filmes, para aqui utilizar um protagonista muito mais com os pés no chão 

O personagem de Nick Nolte tenta mudar as coisas no colégio e ajudar alguns alunos, mas enfrenta uma série de problemas e obstáculos comuns a profissão. 

Além boa atuação de Nolte, destaque para a participação de Ralph Macchio, que se tornaria astro naquele mesmo ano com o lançamento de “Karatê Kid” e para o veterano Richard Mulligan como o maluco professor de história.

domingo, 28 de março de 2021

A Caçada

 


A Caçada (The Hunt, EUA, 2020) – Nota 7,5
Direção – Craig Zobel
Elenco – Betty Gilpin, Hilary Swank, Ike Barinholtz, Wayne Duvall, Ethan Suplee, Emma Roberts, Christopher Berry, Sturgill Simpson, Amy Madigan, Reed Birney, Glenn Howerton, Steve Coulter.

Doze desconhecidos acordam em uma região rural sem saber como chegaram no local. Eles encontram uma enorme caixa cheia de armas e logo em seguida descobrem que estão sendo caçados. 

Este surpreendente longa escrito por Nick Cuse e Damon Lindelof, este último um dos responsáveis pela série “Lost”, tira um sarro de preferências políticas, do mercado financeiro, do politicamente correto, do cancelamento nas redes sociais e outras situações atuais que geram conflitos. 

Ao mesmo tempo em que o filme não se leva a sério, ele passa a mensagem de como o mundo atual é absurdo, começando pela motivação dos vilões e finalizando na irônica descoberta sobre o erro de escolha de uma personagem. 

Nos primeiros vinte minutos o espectador é enganado ao tentar descobrir quem realmente é o protagonista da história, com personagens saindo de cena das formas mais bizarras possíveis. 

É um filme indicado para o cinéfilo que gosta de obras incomuns, com situações malucas e bastante violência.

sábado, 27 de março de 2021

Mr. Saturday Night

 


Mr. Saturday Night – A Arte de Fazer Rir (Mr. Saturday Night, EUA, 1992) – Nota 7,5
Direção – Billy Crystal
Elenco – Billy Crystal, David Paymer, Julie Warner, Helen Hunt, Mary Mara, Jerry Orbach, Ron Silver, Jerry Lewis.

Buddy Young Jr. (Billy Crystal) é um veterano comediante que foi famoso dos anos cinquenta até aos setenta. Hoje tenta continuar a carreira com apresentações em pequenos locais, fato que o desagrada bastante. Enquanto ainda imagina voltar ao sucesso, Buddy enfrenta os problemas dos dias atuais e em flashbacks relembra sua carreira. 

Escrito, dirigido e protagonizado por Billy Crystal, este longa detalha a ascensão e queda de um comediante no showbizz. O roteiro explora a complexa relação com seu irmão e empresário (David Paymer), com a esposa (Julie Warner), além das atitudes que atrapalharam sua carreira. 

O protagonista é muito bem desenvolvido, tanto nas apresentações engraçadas e cheias de energia, como nos diálogos comuns repletos de piadas e cinismo, além do ego inflado em vários momentos, tudo isso valorizado pela ótima atuação de Billy Crystal. 

O desenvolvimento da história é quase um roteiro de como é difícil lidar com o sucesso.


sexta-feira, 26 de março de 2021

O Resgate & Negócio de Risco

 


O Resgate (The Entitled, Canadá, 2011) – Nota 7
Direção – Aaron Woodley
Elenco – Kevin Zegers, Ray Liotta, Victor Garber, Stephen McHattie, Dustin Milligan, Devon Bostick, Laura Vandervoort, Tatiana Maslany, John Bregar.

Paul (Kevin Zegers) é um jovem recém formado que não consegue emprego em sua área. Sua mãe está doente e com uma enorme dívida que pode fazer a família perder a casa. 

Paul decide arriscar tudo em um plano de sequestro de jovens filhos de famílias ricas, utilizando como parceiros um casal de adolescentes problemáticos (Tatiana Maslany e Devon Bostick). 

Este suspense tem como ponto principal o roteiro que amarra de forma criativa todas as pontas da história. É basicamente uma trama em que o sequestro faz parte de algo maior, daquelas histórias em que não se podem confiar em personagem algum. 

Destaque para as locações na bela região florestal de Ontário no Canadá.

Negócio de Risco (The Prime Gig, EUA, 2000) – Nota 6,5
Direção – Gregory Mosher
Elenco – Vince Vaughn, Julia Ormond, Ed Harris, Rory Cochrane, George Wendt, Wallace Shawn, Stephen Tobolowsky.

Pendelton “Penny” Wise (Vince Vaughn) é um malandro que vive de golpes pelo telefone, vendendo “sonhos” para pessoas ingênuas. Seu talento em enganar os clientes chama a atenção de um veterano vigarista (Ed Harris), que o contrata para participar de seus esquemas. 

Não demora para o ambicioso Penny ser fisgado pela amante do vigarista (Julia Ormond), que utiliza sua beleza e malícia para conseguir o que deseja. 

A história segue o modelo de filmes em que personagens desonestos tentam enganar uns aos outros, com o espectador ficando em dúvida sobre quais são as verdadeiras alianças. 

A narrativa é morna, com o drama sendo preponderante até chegar ao interessante final. Destaque para as boas atuações do trio principal.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Os Segredos que Guardamos

 


Os Segredos que Guardamos (The Secrets We Keep, EUA, 2020) – Nota 6,5
Direção – Yuval Adler
Elenco – Noomi Rapace, Joel Kinnaman, Chris Messina, Amy Seimetz, Jackson Dean Vincent.

Anos cinquenta. Em uma típica cidade americana, a romena Maja (Noomi Rapace) vê um homem (Joel Kinnaman) em uma praça e acredita que seja um ex-soldado nazista que a violentou durante a Segunda Guerra. 

Obcecada em confrontar o sujeito, Maya toma uma atitude radical que coloca em risco até mesmo seu casamento com o médico Lewis (Chris Messina). 

O roteiro escrito pelo diretor israelense Yuval Adler explora o tema clássico da vingança junto com o suspense através da dúvida sobre a identidade do alvo da protagonista. 

O roteiro desenvolve ainda a questão dos traumas de guerra, principalmente como estas pessoas buscam esquecer o passado deixando de falar sobre o assunto, até que algum fato se torna o gatilho para o problema vir à tona. 

No mais é um filme com algumas sequências de violência e um razoável drama.