terça-feira, 24 de maio de 2022

The North Water

 


The North Water (The North Water, Inglaterra / Canadá, 2021) – Nota 7
Direção – Andrew Haigh
Elenco – Jack O’Connell, Colin Farrell, Stephen Graham, Sam Spruell, Roland Moller, Tom Courtenay, Peter Mullan, Gary Lamont, Philip Hill Pearson, Kieran Urquhart.

Inglaterra, final do século XIX. O médico Patrick Sumner (Jack O’Connell) consegue emprego em um navio baleeiro que seguirá pelo mar gelado em direção ao Ártico. Carregando um trauma por ter lutado na colonização da Índia, Patrick não imagina que enfrentará algo tão perigoso quanto. 

O capitão Brownlee (Stephen Graham) que lidera o navio tem um objetivo diferente de pescar, além de precisar lidar com uma tripulação de homens brutos como o manipulador e violento Henry Drax (Colin Farrell), que transformará a viagem em um inferno no gelo. 

Esta minissérie em cinco episódios detalha de forma crua uma violenta história de ambição, redenção e luta pela sobrevivência. O ritmo lento com a narração do protagonista através de um diário que descreve seu passado em flashbacks cansa um pouco, mas ao mesmo tempo é necessária para entender suas atitudes. 

Os demais personagens também são bem desenvolvidos, com o violento Drax vivido por Colin Farrell sendo um dos personagens mais detestáveis dos últimos anos. Destaque também para o capitão de Stephen Graham que tem atitudes contraditórias através de um código moral que vai até certo ponto e para o religioso personagem de Roland Moller, uma espécie de profeta do apocalipse.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Old Henry & O Último Filho

 


Old Henry (Old Henry, EUA, 2021) – Nota 7
Direção – Potsy Ponciroli
Elenco – Tim Blake Nelson, Stephen Dorff, Scott Haze, Gavin Lewis, Trace Adkins, Max Arcinega, Brad Carter, Kent Shelton, Richard Speight Jr.

Henry (Tim Blake Nelson) é um fazendeiro que vive em local isolado com seu filho adolescente Wyatt (Gavin Lewis). Ao encontrar um desconhecido à beira da morte e uma sacola de dinheiro, Henry decide ajudar o homem, sem imaginar que um xerife (Stephen Dorff) e seus assistentes estão no encalço do sujeito. 

Este curioso western escrito e dirigido pelo desconhecido Potsy Ponciroli explora a clássica trama do gênero em que um homem aparentemente comum esconde um passado pesado, tentando seguir uma vida normal. 

As boas sequências de tiroteio, as locações e a duas surpresas, com destaque para a maior que ocorre durante o clímax são os destaques. 

Para quem curte western dramático e violento e está sempre à espera de algo novo no gênero, este longa é uma boa opção.

O Último Filho (The Last Son, EUA, 2021) – Nota 5,5
Direção – Tim Sutton
Elenco – Sam Worthington, Colson Baker, Thomas Jane, Emily Marie Palmer, Heather Graham, Kim DeLonghi.

No velho oeste, Isaac LeMay (Sam Worthington) acredita sofrer de uma maldição familiar que o levaria a ser assassinado por um de seus filhos. Para evitar a morte, Isaac segue por várias cidades em busca dos filhos que fez e abandonou, com o objetivo de matar a todos. 

Este estranhíssimo western explora uma premissa que lembra um filme de terror. O que poderia ser interessante se transforma em um filme totalmente descartável. A narrativa lenta, os personagens estranhos e até a previsível surpresa na sequência final deixam bastante a desejar. O único destaque fica para o clima de tragédia que permeia toda a história.

domingo, 22 de maio de 2022

Três Andares

 


Três Andares (Tre Piani, Itália / França, 2021) – Nota 7
Direção – Nanni Moretti
Elenco – Riccardo Scamarcio, Margherita Buy, Alba Rorwacher, Adriano Giannini, Elena Lietti, Nanni Moretti, Denise Tantucci, Alessandro Sperdutti, Anna Bonaiuto, Paolo Graziosi, Tommaso Ragno, Stefano Dionisi.

Algumas famílias que vivem em um prédio de três andares em Roma enfrentam problemas que resultarão em consequências que afetarão suas vidas por dez anos. 

O roteiro escrito pelo diretor Nanni Moretti é baseado em livro que explora uma série de situações dramáticas que variam entre erros de julgamento, decisões baseadas no orgulho, na emoção, além do próprio destino traçado pelo universo que não pode ser controlado. 

Como é habitual nos filmes de Moretti, os personagens sofrem por causa de situações que poderiam ser reais, sempre com a questão familiar tendo grande importância no contexto. 

O roteiro é dividido em três partes com acontecimentos a cada cinco anos, sendo que a fase inicial é a mais longa e complexa, com as duas seguintes sendo um complemento para os dramas com um nível um pouco inferior na comparação. 

É um bom filme, indicado para quem gosta de dramas familiares e também das obras do diretor Nanni Moretti.

sábado, 21 de maio de 2022

Dopesick

 


Dopesick (Dopesick, EUA, 2021) – Nota 8
Direção – Michael Cuesta, Barry Levinson, Patricia Riggen & Danny Strong
Elenco – Michael Keaton, Peter Sarsgaard, Michael Stuhlbarg, Will Poulter, John Hoogenakker, Kaitlyn Dever, Rosario Dawson, Will Chase, Mare Winnigham, Ray McKinnon, Jake McDorman, Phillipa Soo, Raul Esparza.

Em 1996, Richard Sackler (Michael Stuhlbarg) é um dos gestores da indústria farmacêutica Purdue que pertence a sua família. Mesmo a contragosto de outros familiares, ele investe milhões para transformar um medicamento fortíssimo a base de opioides em uma droga a ser vendida com uma simples prescrição médica para qualquer tipo de dor. 

Batizado de oxycontin, não demora para o medicamento criar uma grande quantidade de viciados, fato que chama a atenção das famílias afetadas e de algumas poucas autoridades, como a agente do DEA Bridget Meyer (Rosario Dawson) e os procuradores de justiça Rick Mountcastle (Peter Sarsgaard) e Randy Ransemeyer (John Hoogenakker). 

Esta minissérie em oito episódios é baseada em um livro que descreve os bastidores de corrupção e poder que fez com que uma droga extremamente perigosa fosse lançada no mercado enganando pacientes e médicos, resultando numa crise de saúde que tem consequências até hoje. 

Muito do que se vê aqui ocorre de forma semelhante com a pandemia atual, em que uma indústria poderosa lança um medicamento visando apenas o lucro, utilizando a mídia, autoridades, especialistas, vendedores e médicos para fazer propaganda de um produto em troca de favores e benesses. 

O roteiro deixa claro como funciona este mercado e como as consequências nas vidas dos pacientes podem ser terríveis. 

A narrativa intercala vários momentos entre 1996 e 2006, desde o lançamento do produto até uma espécie de finalização do caso na justiça, algo que voltaria à tona nos últimos anos. 

Além dos personagens citados, destaque para Michael Keaton como o médico que tem sua vida virada de ponta cabeça ao descobrir que foi enganado da pior forma possível.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Pânico

 


Pânico (Scream 5, EUA, 2022) – Nota 5
Direção – Matt Bettinelli Olpin & Tyler Gillet
Elenco – Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Melissa Barrera, Jack Quaid, Mikey Madison, Jenna Ortega, Dylan Minnette, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Sonia Ammar, Marley Shelton, Skeet Ulrich, Kyle Gallner, Chester Tam, Heather Matarazzo.

Após dez anos, um novo assassino Ghostface volta a atacar em Woodsboro. Um grupo de jovens amigos tenta descobrir quem é o assassino com a ajuda do agora aposentado xerife Dewey Riley (David Arquette). 

O que a princípio parecia ser uma homenagem à franquia criada pelo saudoso Wes Craven, na verdade se revela um longa repleto de falhas, de militância ideológica e uma motivação para os assassinatos que é um verdadeiro insulto aos fãs dos filmes anteriores e também para aqueles que não curtem as mudanças radicais que estão sendo feitas nas novas versões de filmes famosos. 

As sequências de ataques em que o espectador se surpreende ao descobrir que a vítima sobreviveu mesmo tendo levado um enorme número de facadas é outra escolha absurda. 

Diferente do recente “Ghostbusters” que entregou um divertido filme e uma ótima homenagem aos dois longas anteriores, esta nova versão de “Pânico” decepciona totalmente.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Morte Sobre o Nilo & Morte no Nilo

 


Morte Sobre o Nilo (Death on th Nile, Inglaterra, 1978) – Nota 7,5
Direção – John Guillermin
Elenco – Peter Ustinov, David Niven, Jane Birkin, Bette Davis, Mia Farrow, Jon Finch, Jack Warden, Olivia Hussey, George Kennedy, Lois Chiles, Angela Lansbury, Maggie Smith, Simon MacCorkindale, Sam Wanamaker, Harry Andrews.

Década de trinta. Durante um cruzeiro pelo Rio Nilo, uma herdeira é assassinada. Diversas pessoas que viajam no navio se tornam suspeitas aos olhos do inspetor belga Hercule Poirot (Peter Ustinov), que abandona suas férias para tentar solucionar o crime. 

Ao lado de “Assassinato no Expresso do Oriente” dirigido por Sidney Lumet em 1974, esta é a melhor adaptação de Agatha Christie para o cinema. Desde o elenco recheado de astros dos anos setenta, passando pelos ótimos diálogos e a dúvida sobre quem é o assassino, este longa se mostra um passatempo de ótima qualidade. Destaque para a atuação de Peter Ustinov e para as discussões divertidas entre a veterana Angela Lansbury e sua empregada vivida pela ótima Maggie Smith.

Morte no Nilo (Death on the Nile, EUA / Inglaterra, 2022) – Nota 6
Direção – Kenneth Branagh
Elenco – Kenneth Branagh, Gal Gadot, Armie Hammer, Annette Benning, Sophie Okonedo, Tom Bateman, Russell Brand, Rose Leslie, Susannah Fielding, Ali Fazal, Rosie Dwier. Jennifer Saunders, Dawn French.

Egito, anos trinta. O inspetor belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh) está de férias em um cruzeiro pelo rio Nilo quando um dos viajantes é assassinado. Poirot é obrigado a abandonar o descanso para desvendar o crime, em que diversos passageiros são suspeitos. 

Gosto de filmes sobre investigação, mas não sou grande apreciador das obras de Agatha Christie. Geralmente são tramas rocambolescas que passam um pouco longe da realidade. Como comentei acima, apesar disso o longa original com a mesma história é melhor, tanto pelo elenco, quanto pela forma como a trama é desenvolvida. 

Esta nova versão peca por ser clean ao extremo, apresentar personagens acima do tom e sem qualquer carisma. Mesmo o Poirot de Kenneth Branagh se mostra emotivo demais, quando o personagem sempre foi frio. A tentativa de inserir a temática progressista é outra bola fora. É mais um remake desnecessário.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

A Médium

 


A Médium (The Medium, Tailândia / Coreia do Sul, 2021) – Nota 7,5
Direção – Banjong Pisanthanakun
Elenco – Narilya Gulmongkolpech, Sawanee Utoomma, Sirani Yankittikan, Yasaka Chaisorn, Boonsong Nakphoo, Arunee Wattana.

Uma equipe que está finalizando um documentário sobre xamãs na Tailândia decide se aprofundar no tema ao conhecer a xamã Nim (Sawanee Utoomma), que ao visitar a família para um funeral começa a desconfiar que sua sobrinha Mink (Narilya Gulmongkolpech) pode estar começando a ser possuída por um espírito. 

Este terror tailandês começa em ritmo lento ao detalhar questões pessoais da família da xamã e colocar em discussão o tema da crença em espíritos e tradições antigas. As situações estranhas vão surgindo aos poucos até a explosão de loucura nos quarenta minutos finais. 

Todo o filme segue o estilo de câmera na mão, o que não chega a cansar, colocando os cinegrafistas primeiro como testemunhas e no final como participantes da tragédia. 

Destaque para o clima sinistro, as locações no interior da Tailândia e a bizarra atuação da jovem Narilya Gulmongkolpech.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Resistência

 


Resistência (Resistance, Inglaterra / França / Alemanha / EUA, 2020) – Nota 6,5
Direção – Jonathan Jakubowicz
Elenco – Jesse Eisenberg, Clémency Poésy, Matthias Schweighofer, Félix Moati, Vica Kerekes, Géza Rohrig, Ed Harris, Bella Ramsey.

Quando a França é invadida pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo decide tentar salvar a vida de dezenas de órfãos judeus. Uma destas pessoas é Marcel (Jesse Eisenberg), um jovem ator especialista em mímica que utiliza seu talento para entreter as crianças, fazendo com que elas esqueçam um pouco da tragédia que estão vivenciando. 

Baseado na história real da vida do famoso mímico Marcel Marceau, este longa tem uma produção caprichada e alguns bons momentos, mas peca por ser bem previsível e inserir situações que não convencem, como a sequência das crianças dentro do trem e a perseguição na neve no final. 

A ideia também de que Marcel Marceau salvou milhares de crianças tem suas dúvidas, já que mesmo o filme mostra um grupo bem menor de crianças, o que não diminui a coragem dos envolvidos na história real. 

Os momentos mais pesados surgem quando aparece na tela o nazista Klaus Barbie interpretado por Matthias Schweighofer. Klaus Barbie ficou conhecido como “O Carniceiro de Lyon” e foi localizado somente em 1983 na Bolivia, quando foi extraditado para França onde ficou preso até morrer em 1991.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

A Ganhadora de Defiance, Ohio

 


A Ganhadora de Defiance, Ohio (The Prize Winner of Defiance, Ohio, EUA, 2005) – Nota 6,5
Direção – Jane Anderson
Elenco – Julianne Moore, Woody Harrelson, Laura Dern, Trevor Morgan, Ellary Porterfield.

Defiance, Ohio, 1956. Evelyn (Julianne Moore) é uma dona de casa mãe de dez filhos que envia dezenas de cartas com frases com rimas para concursos de tv que pagam prêmios variados. Seu objetivo é ajudar o marido Kelly (Woody Harrelson) que trabalha em uma fábrica e ganha um salário que não dá para sustentar a enorme família. 

Esta longa tem ao mesmo tempo uma narrativa agradável que intercala drama com pitadas de comédia, mas também exagera um pouco ao transformar o personagem de Woody Harrelson em um pequeno vilão e a protagonista de Julianne Moore em uma espécie de Poliana adulta. 

O filme é baseado em uma história real contada em livro por uma das filhas do casal que claramente guarda grande mágoa do pai. É uma história em que existe a necessidade de se entender o contexto da época e as frustrações do casal, inclusive do pai que carrega uma enorme perda. 

No geral é um longa que agradará quem gosta de histórias familiares de superação, mesmo que muita coisa aqui tenha saído da visão romantizada da escritora.

domingo, 15 de maio de 2022

Uma Noite Alucinante (A Trilogia)

 


Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio (Evil Dead, EUA, 1981) – Nota 7,5
Direção – Sam Raimi
Elenco – Bruce Campbell, Ellen Sandweiss, Hal Delrich, Betsy Baker, Sarah York.

Cinco amigos vão passar o final de semana em uma cabana isolada na floresta. No local, eles encontram um livro antigo intitulado “Livro dos Mortos” e uma antiga gravação. A curiosidade faz com que os jovens decidam ouvir a gravação, que se mostra uma tradução do livro que parece escrito em latim. O que eles imaginavam ser uma brincadeira, na verdade era uma forma de libertar os espíritos que vivem na floresta e que em seguida passam a possuir um a um os jovens, dando início ao terror. 

Produzido com pouquíssimo dinheiro pelos amigos Sam Raimi, Bruce Campbell e Robert Tapert, este longa se transformou em cult no circuito independente e chegou a ser proibido em vários países por causa do tema e da violência. No Brasil o filme chegou apenas em 1987 quando do lançamento da sequência “Uma Noite Alucinante”, que fez grande sucesso e na minha opinião é o melhor da série. 

O clima assustador, a câmera causando claustrofobia ao explorar a cabana e as cenas de violência, algumas insanas que beiram o humor negro são os grandes trunfos do longa. Mesmo sem grandes recursos, fica claro o talento criativo de Raimi, que seria comprovado em trabalhos posteriores. 

O longa segue a linha de terror B ao estilo de obras como “O Massacre da Serra da Elétrica” e os trabalhos de Wes Craven, porém praticamente criou um novo gênero, o de terror em cabanas isoladas.

Uma Noite Alucinante 2 (Evil Dead II, EUA, 1987) – Nota 8,5
Direção – Sam Raimi
Elenco – Bruce Campbell, Sarah Berry, Dan Hicks, Ted Raimi, Kassie Wesley DePaiva, Denise Bixler.

Ash (Bruce Campbell) e sua namorada Linda (Denise Bixler) vão passar um final de semana em uma cabana no meio da floresta. Ao encontrar o Livro dos Mortos e ler algumas passagens, eles despertam espíritos sedentos por sangue e violência. 

Esta continuação do sucesso cult 1981 pode ser considerada muito mais um remake do que uma sequência. Bruce Campbell que foi também o protagonista do original volta como se nada tivesse ocorrido, ou seja, é praticamente a mesma história. 

Vários detalhes levam este longa a ser o melhor da trilogia e uns melhores do gênero da década de oitenta. A produção caprichada com muito mais dinheiro que o original, os enquadramentos inusitados, a câmera que corre pela cabana de uma forma em que o local parece ser enorme e a escolha de abraçar a comédia em meio ao terror são os acertos. A atuação insana de Bruce Campbell e as sequências com a mão decepada são clássicas. É um filme que elevou a outro patamar o gênero que alguns chamavam de “terrir”.

Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness, EUA, 1992) – Nota 7
Direção – Sam Raimi
Elenco – Bruce Campbell, Embeth Davidtz, Marcus Gilbert, Bridget Fonda, Ian Abercrombie, Ted Raimi, Patricia Tallman.

Após os eventos do filme anterior, o protagonista Ash (Bruce Campbell) é enviado de forma acidental para o século XIV, sendo tratado pelas pessoas da época como o “escolhido” para recuperar o Livro dos Mortos e assim salvar o mundo das forças das trevas. O problema é que tudo dá errado e um exército de mortos é libertado. 

O fechamento da trilogia utiliza apenas o Livro dos Mortos e o protagonista para contar uma história completamente diferente e totalmente maluca saindo da mente do diretor Sam Raimi. A comédia inserida na filme anterior aqui se torna ainda mais presente, com sequências realmente alucinantes e absurdas recheadas de sangue e violência. É uma mistura de Idade Média, violência e comédia, com bastante ação. 

O filme não fez tanto sucesso quanto os anteriores, mas mesmo assim vale a sessão para quem gosta do estilo.

sábado, 14 de maio de 2022

Você Pertence a Mim

 


Você Pertence a Mim (Every Breath You Take ou You Belong to Me, EUA, 2021) – Nota 5
Direção – Vaughn Stein
Elenco – Casey Affleck, Michelle Monaghan, Sam Claflin, Veronica Ferres, India Eisley, Emily Alyn Lind, Hiro Kanagawa, Vincent Gale.

Philip (Casey Affleck) é psicanalista e professor universitário. Seu casamento com Grace (Michelle Monaghan) passa por uma crise após um acidente que vitimou o filho do casal. Philip tem dificuldade em se relacionar com sua filha do primeiro casamento (India Eisley) e vê sua vida ficar ainda mais complicada quando uma paciente (Emily Alyn Lind) comete suicídio e o irmão desta (Sam Claflin) quer saber o porquê da tragédia. 

Este suspense além de ser totalmente previsível ainda apresenta outros pontos negativos. Como vem acontecendo muito em filmes recentes, a questão da infidelidade é relativizada em prol da um perdão que não convence. As atuações são péssimas, com um apático Casey Aflleck e um vilão extremamente caricato. Tudo isso leva ao clímax que é um festival de clichês.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Gold

 


Gold (Gold, Austrália, 2022) – Nota 5
Direção – Anthony Hayes
Elenco – Zac Efron, Anthony Hayes, Susie Porter.

Um sujeito (Zac Efron) chega em um posto isolado em meio ao outback australiano. Ele encontra outro homem (Anthony Hayes) que o irá levar até um local de trabalho no deserto. No meio da viagem, o destino faz com que a dupla de desconhecidos encontre uma enorme pepita de ouro encravada no solo. É a chance deles mudarem de vida, mas antes terão de desenterrar a possível fortuna. 

Escrito e dirigido por Anthony Hayes, que protagoniza a história ao lado do astro Zac Efron, este longa mistura premissas clássicas do cinema indo da ganância até o desespero da solidão em um local isolado. 

A narrativa é lenta desde o início, porém fica muito mais cansativa a partir do momento em que o ouro é encontrado. Na sequência o roteiro vira o foco para o embate homem versus natureza, tema que o diretor precisa ter extrema criatividade para prender a atenção do espectador com poucos recursos em mãos. 

Tirando as locações no deserto australiano, sobra pouca coisa de interessante no filme.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Sempre em Frente

 


Sempre em Frente (C’mon C’mon, EUA, 2022) – Nota 7
Direção – Mike Mills
Elenco – Joaquin Phoenix, Gaby Hoffmann, Woody Norman, Scoot McNairy, Molly Webster, Jaboukie Young White.

Johnny (Joaquin Phoenix) é um jornalista que percorre os EUA ouvido relatos de crianças e adolescentes sobre suas vidas e expectativas. Quando sua irmã Viv (Gaby Hoffmann) precisa ajudar o ex-marido (Scoot McNairy) que sofre de problemas psicológicos, Johnny aceita cuidar por alguns dias de seu sobrinho Jesse (Woody Norman), levando o garoto em suas viagens. 

O ponto principal deste longa filmado em preto e branco são as atuações de Joaquin Phoenix e do garotinho Woody Norman, que criam uma forte relação, quase de pai e filho. A ideia de mostrar como a ausência da mãe e do pai afetam a criança, mesmo ela sendo tratada com carinho pelo tio é outro ponto positivo. 

Por outro lado, o filme tem diversos diálogos em que o garoto parece um adulto em miniatura, soltando perguntas e frases que uma criança de sua idade dificilmente formularia. 

O diretor também peca ao estender demais a história. Com vinte minutos a menos o espectador entenderia a proposta. 

Eu considero um bom filme, mas longe de algumas críticas que estão endeusando a obra.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Os Olhos de Tammy Faye

 


Os Olhos de Tammy Fay (The Eyes of Tammy Faye, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – Michael Showalter
Elenco – Jessica Chastain, Andrew Garfield, Cherry Jones, Vincent D’Onofrio, Sam Jaeger, Mark Wystrach, Louis Cancelmi, Gabriel Olds, Fredric Lehne.

Nos anos sessenta, a jovem Tammy Faye (Jessica Chastain) conhece e logo se casa com Jim Bakker (Andrew Garfield). Religiosos e ambiciosos, eles iniciam também uma parceria profissional que durante mais de vinte anos os transformarão em astros de programas evangélicos na tv americana, até que um escândalo colocará tudo a perder. 

Este longa é baseado em um documentário que detalha a história real da ascensão e queda do casal, focando principalmente na vida de Tammy Faye Bakker desde a sua infância. 

Ao mesmo tempo em que o roteiro é rico em detalhes e os pastores de tv sejam personagens até inusitados as vezes, por outro lado as interpretações do casal de protagonistas beiram a caricatura, o que atrapalha os momentos em que situações mais sérias são mostradas. 

Eu considero a história bastante interessante, incluindo os bastidores da empresa que o casal criou e suas relações com outros religiosos, porém a realização do filme é no máximo razoável.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Ida Red & O Herdeiro das Drogas

 


Ida Red (Ida Red, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – John Swab
Elenco – Josh Hartnett, Frank Grillo, Melissa Leo, Sofia Hublitz, William Forsythe, Deborah Ann Woll, George Carroll, Mark Boone Junior, Beau Knapp, Nicholas Cirillo, Ben Hall, Bruce Davis.

Ida “Red” Walker (Melissa Leo) é uma criminosa cumprindo pena que sofre de uma doença em fase terminal. Seu desejo é passar os últimos dias em liberdade. Para chegar em seu objetivo ela utiliza seu filho Wyatt (Josh Hartnett) e seu cunhado Dallas (Frank Grillo) que são assaltantes para pressionar autoridades, porém a situação escapa do controle. 

Este drama policial com sequências de ação e violência competentes explora a clássica trama da família de criminosos conhecidos em uma cidade do interior, que são sempre alvos dos policiais. 

A história se desenvolve bem até a parte final, quando a necessidade de um clímax cria uma vingança um pouco sem sentido, finalizando com uma sequência mais piegas do que realista. Mesmo assim é um longa policial que agradará quem curte o gênero.

O Herdeiro das Drogas (Inherit the Viper, EUA, 2019) – Nota 5,5
Direção – Anthony Jerjen
Elenco – Josh Hartnett, Owen Teague, Margarita Levieva, Tara Buck, Bruce Dern, Chandler Riggs, Brad William Henke, Dash Mihok, Lobo Sebastian, Garrett Kruithof.

Em uma pequena cidade na região dos Apalaches, três irmãos (Josh Hartnett, Owen Teague e Margarita Levieva) estão envolvidos em uma rede de tráfico de drogas herdada do falecido pai. Quando alguns viciados morrem por culpa de uma droga adulterada, os irmãos precisam decidir entre mudar de vida ou enfrentar os inimigos. 

O tema do tráfico sempre tem potencial para render um bom filme, o problema é quando o diretor não consegue imprimir ritmo na narrativa e o roteiro deixar a desejar com soluções ruins. 

A narrativa lenta poderia até ser relevada pelo clima de tragédia e as locações na nublada cidade, mas infelizmente a história é mal desenvolvida levando até um final que parece uma volta ao início da trama. 

Mesmo gostando deste estilo de filme, fica complicado dar uma boa nota por causa destas falhas.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Começar de Novo

 


Começar de Novo (Reprise, Noruega, 2006) – Nota 6,5
Direção – Joachim Trier
Elenco – Anders Danielsen Lie, Espen Klouman Hoiner, Viktoria Winge, Christian Rubeck, Odd Magnus Williamson.

Phillip (Anders Danielsen Lie) e Erik (Espen Klouman Hoiner) são jovens aspirantes a escritores que enviam seus livros para uma editora. Um deles tem sucesso instantâneo, enquanto o outro é obrigado a procurar uma nova chance. Com o passar do tempo as situações se modificam, novos problemas surgem e as carreiras individuais também sofrem com altos e baixos. 

Este longa é considerado o primeiro de uma trilogia escrita pelo diretor Joachim Trier que seguiu com o ótimo e doloroso “Oslo, 31 de Agosto” e finalizou com “A Pior Pessoa do Mundo” em 2021. Dos três filmes eu considero este o mais fraco, mesmo tendo pontos interessantes. 

A montagem inicial é bastante criativa, assim como a narração e a questão da amizade. No momento em que os dramas tomam a frente da história, o longa se torna um pouco cansativo. Apesar das ótimas críticas, considero uma obra interessante, mas apenas razoável.

sábado, 7 de maio de 2022

Terra das Sombras

 


Terra das Sombras (Shadowlands, Inglaterra, 1993) – Nota 7,5
Direção – Richard Attenborough
Elenco – Anthony Hopkins, Debra Winger, Joseph Mazzello, Edward Hardwicke, John Wood, James Frain.

Oxford, Inglaterra, anos cinquenta. O escritor C.S. Lewis (Anthony Hopkins) é professor na famosa universidade e mora com seu irmão (Edward Hardwicke) que é solteiro igual a ele. 

Ao trocar cartas com a poetisa americana Joy Gresham (Debra Winger) e depois receber sua visita com o filho pré-adolescente Douglas (Joseph Mazzello), Lewis e Joy iniciam um relação a princípio de amizade, mas que se tornará algo mais profundo. 

Baseado numa história real, este sensível longa detalha com competência a relação entre os dois escritores de uma forma sóbria, sensível e realista. As atuações de Anthony Hopkins e Debra Winger valorizam a história, assim como a caprichada reconstituição de época. 

Vale citar que o garoto Joseph Mazzello no mesmo ano de 1993 trabalhou com o diretor Richard Attenborough em “Parque dos Dinossauros” de Spielberg, talvez por isso ele tenha sido escolhido para interpretar o filho da escritora neste drama de época.

Puma vs Adidas

 


Puma vs Adidas (Duell der Brüder - Die Geschichte von Adidas und Puma, Alemanha, 2016) – Nota 7
Direção – Oliver Dommenget
Elenco – Ken Duken, Torben Liebrecht, Picco von Groote, Nadja Becker.

Alemanha, anos vinte. Em uma cidade do interior, os irmãos Adi (Ken Duken) e Rudi Dassler (Torber Liebrecht) iniciam uma pequena fábrica para produção de calçados esportivos. Adi desenvolve os calçados, enquanto Rudi é o administrador e vendedor. 

Conforme as vendas aumentam e a empresa cresce, aumenta também a tensão entre os irmãos. As diferenças na forma de ver o mundo, o temperamento pessoal e a entrada em cena das esposas criam um conflito que levará a separação. 

Este longa é baseado na história real do nascimento das empresas Adidas e Puma. O roteiro segue dos anos vinte até os cinquenta, quando a briga entre os irmãos os levou para caminhos separados e para a criação das novas empresas. Adi Dassler utilizou seu nome para criar a Adidas e Rudi seu apelido para batizar a Puma. 

Como são trinta anos condensados em duas horas, várias situações passam rapidamente, o que deve ter sido melhor explorado em uma minissérie que foi produzida com outro elenco no mesmo ano. Isso não chega a atrapalhar, situações importantes como a relação dos irmãos com os nazistas e posteriormente com os americanos são detalhadas de forma competente, assim como o crescente conflito entre eles mesmos. 

É um filme indicado para quem gosta de histórias reais.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Os Sacerdotes & Lembranças Sombrias

 

  
Os Sacerdotes (Geomeun Sajedeul, Coreia do Sul, 2015) – Nota 6
Direção – Jae Hyun Jang
Elenco – Kim Yoon Seok, Dong Won Gang, Kim Byeong Ok, Kim Eui Sung, Son Jong Hak.

Um jovem diácono (Dong Won Gang) se depara com o caso de uma adolescente que pode estar possuída por um espírito maligno. Ele pede ajuda a um veterano padre especialista em exorcismos (Kim Yoon Seok), que é mal visto pelas autoridades da Igreja. 

Este terror e suspense sul-coreano bebe na fonte do clássico “O Exorcista”, porém misturando catolicismo com tradições orientais. O problema é que a narrativa é irregular e são poucos os momentos de tensão, com destaque para a sequência final. 

É um passatempo razoável para quem curte o gênero.

Lembranças Sombrias (Recalled, Coreia do Sul, 2021) – Nota 6
Direção – You Min Seo
Elenco – Seo Ye Ji, Kang Woo Kim, Yoo Ram Bae, Park Bomm Yeom Hi Ran, Sung Hyuk.

Após sofrer um acidente, Soo Jin (Seo Ye Ji) volta do coma sem lembrar de sua vida. Ao tentar recomeçar a vida com o marido Ji Hoon (Kang Woo Kim), Soo passa a sofrer de alucinações que podem estar ligadas ao seu passado, ao mesmo tempo em que começa a desconfiar que existe algo de errado com seu casamento. 

O roteiro deste longa lembra os suspenses dos anos oitenta e noventa, quando uma protagonista precisa reconstruir sua vida juntando fragmentos do passado. O roteiro guarda algumas reviravoltas, mas nada que surpreenda muito o cinéfilo acostumado ao gênero.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Traficantes de Corpos

 


Traficantes de Corpos (Body Brokers, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – John Swab
Elenco – Jack Kilmer, Michael Kenneth Williams, Melissa Leo, Frank Grillo, Jessica Rothe, Alice Englert, Peter Greene, Thomas Dekker, Owen Campbell.

Os créditos iniciais citam como funciona o mercado de clínicas de reabilitação de viciados nos Estados Unidos, principalmente no sul da Califórnia onde dezenas destes estabelecimentos foram criados com subsídio do governo. 

A trama pula para as ruas de Ohio, onde um casal de adolescentes viciados (Jack Kilmer e Alice Englert) é convidado por um estranho (Michael Kenneth Williams) para começar um tratamento gratuito em Los Angeles. O garoto aceita e descobre um mercado que movimenta uma fortuna em dinheiro, enquanto os pacientes são apenas instrumentos para o lucro destas empresas. 

A premissa é bastante interessante ao focar em um tema atual e suas consequências. Nos dois primeiros terços do filme o roteiro detalha como funciona este esquema que visa o lucro de várias formas e por outro lado tendo um resultado ínfimo na reabilitação dos pacientes. A ideia de mostrar como todo este processo é falho leva a uma parte final que deixa a desejar. 

Vale citar que o longa diz ser baseado em fatos reais, mas fica nas entrelinhas que muita coisa foi modificada para a adaptação.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

A Batalha Esquecida

 


A Batalha Esquecida (De Slag om de Schelde, Holanda / Bélgica, 2021) – Nota 7,5
Direção – Matthijs van Heijningen Jr.
Elenco – Gijs Blom, Jamie Flatters, Susan Radder, Jan Bivoet, Tom Felton, Coen Brill, Theo Barklem Biggs, Scott Reid, Marthe Schneider, Justus von Dohnany.

Holanda, setembro de 1944. Um jovem holandês (Gijs Blom) lutando no exército nazista, um piloto inglês (Jamie Flatters) que participa de uma missão para retomar uma região litorânea e outro jovem holandês (Coen Brill) que ajuda a Resistência tem suas vidas cruzadas em meio a Segunda Guerra Mundial. 

Baseado em uma história real, este competente longa de guerra intercala sequências de ação, suspense e drama na medida certa para o gênero. Os dilemas enfrentados pelos personagens e a ótima reconstituição de época são outros pontos de destaque. 

É mais uma das muitas histórias da Segunda Guerra que resulta em um bom filme.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Conte Comigo

 


Conte Comigo (You Can Count On Me, EUA, 2000) – Nota 7
Direção – Kenneth Lonergan
Elenco – Laura Linney, Mark Ruffalo, Matthew Broderick, Rory Culkin, Jon Tenney, Adam LeLeFevre, Gaby Hoffmann, Josh Lucas, Kenneth Lonergan, Amy Ryan, Michael Countryman.

Sammy (Laura Linney) é uma mãe solteira que vive com seu filho pré-adolescente Rudy (Rory Culkin) em uma pequena cidade americana. Ela é surpreendida com a volta de seu irmão Terry (Mark Ruffalo), que estava afastado há anos. O reencontro dos irmãos fará traumas do passado virem à tona, além de Terry se tornar uma espécie de figura paterna para o pequeno Rudy. 

Este sensível drama familiar marcou a estreia na direção de Kenneth Lonergan, famoso nos últimos anos pelo ótimo “Manchester à Beira Mar”, que aqui também interpreta o padre amigo da protagonista. O que faz o filme ganhar pontos é a forma realista como os personagens são desenvolvidos, com defeitos e virtudes de pessoas comuns. 

Além do trio principal incluindo o então garoto Rory Culkin, vale destacar ainda Matthew Broderick como o novo gerente do banco em que trabalha a personagem de Laura Linney. 

É um bom drama, que agradará quem gosta do gênero.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

The Slap

 


The Slap (The Slap, EUA, 2015) – Nota 6,5
Direção – Ken Olin, Michael Morris & Lisa Cholodenko
Elenco – Peter Sasgaard, Thandie Newton, Brian Cox, Melissa George, Zachary Quinto, Makenzie Leigh, Marin Ireland, Thomas Sadoski, Lucsa Hedges, Uma Thurman, Dylan Schombing, Victor Garber, Sophie Okonedo, Maria Tucci, Michael Nouri.

Uma festa de aniversário termina com uma enorme crise quando um adulto dá um tapa no rosto de uma criança. O fato desencadeia uma série de situações e pequenos conflitos envolvendo vários personagens de uma família de origem grega e seus amigos. 

Refilmagem em oito episódios de uma minissérie australiana produzida em 2011, esta versão americana começa de forma interessante ao expor nos primeiros episódios as virtudes e os defeitos de cada personagem. 

Por sinal, cada episódio foca em um personagem e nas consequências do tapa na vida individual. Os personagens são bem desenvolvidos, porém infelizmente o roteiro parece perder força a cada episódio, chegando até um final sem um clímax e com uma sequência que deixa bastante a desejar. 

Vale citar que do bom elenco, a atriz Melissa George trabalhou nas duas versões interpretando a mesma personagem. O resultado é um minissérie em que faltou um pouco de ousadia na parte final do roteiro.

domingo, 1 de maio de 2022

Ataque dos Cães

 


Ataque dos Cães (The Power of the Dog, Inglaterra / Canadá / Austrália / Nova Zelândia, 2021) – Nota 5,5
Direção – Jane Campion
Elenco – Benedict Cumberbatch, Jesse Plemons, Kirsten Dunst, Kodi Smit McPhee.

Montana, 1925. Phil (Benedict Cumberbatch) é um sujeito rústico e durão que cuida de uma fazenda, enquanto seu irmão George (Jesse Plemons) é o oposto, sempre educado. A relação entre os dois se complica quando George casa com a viúva Rose (Kirsten Dunst), que tem o filho adolescente Peter (Kodi Smit McPhee), que é um jovem sensível. Com a família junta na mesma casa, se inicia uma série de conflitos. 

Baseado em um livro, este longa é daqueles que a crítica adora, mas que nas verdade é uma obra chata e cansativa. São mais de duas horas de lentidão em que personagens desagradáveis descontam suas frustrações uns nos outros. É diferente das histórias em que os personagens sofrem por situações reais ou obstáculos que surgem em seus caminhos. Aqui eles parecem buscar a tragédia. O que se salva é o bom elenco e as locações no oeste americano.

sábado, 30 de abril de 2022

Mass

 


Mass (Mass, EUA, 2021) – Nota 7,5
Direção – Fran Kranz
Elenco – Jason Isaacs, Martha Plimpton, Ann Dowd, Reed Birney, Breeda Wool, Michelle N. Carter, Kagen Albright.

Uma psicanalista (Michelle N. Carter) consegue reunir no salão de uma igreja dois casais que tiveram seus filhos envolvidos em uma tragédia. O objetivo é dar um final ao caso e quem sabe ajudá-los a superar a crise que enfrentam. 

Escrito e dirigido pelo ator Fran Kranz, este longa é uma dolorosa sessão de terapia em grupo. Frustrações, raiva, choro, surpresa e uma série de sentimentos e reações vem à tona em cada um dos personagens, que além da tragédia discutem sobre a criação de filhos e seus próprios relacionamentos. É basicamente um teatro filmado que explora uma história pesada sobre perda. 

O “Mass” do título original significa “Missa”, que aqui também pode ser comparado com a busca pelo perdão. Também é possível fazer um trocadilho em relação ao som com a palavra “Mess”, que em português seria “Bagunça”, o que explicaria a vida confusa que os envolvidos enfrentam após a tragédia.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Os Caça-Fantasmas (Trilogia)

 


Os Caça-Fantasmas (Ghostbusters, EUA, 1984) – Nota 8,5
Direção – Ivan Reitman
Elenco – Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis, Sigourney Weaver, Rick Moranis, Ernie Hudson, Annie Potts, William Atherton, David Margullies.

Após perder o emprego na universidade de Nova York, os parapsicólogos Peter (Bill Murray), Raymond (Dan Aykoyd) e Egon (Harold Ramis) decidem começar um inusitado negócio de caçar fantasmas. O que seria algo absurdo, se tornará a chance de salvação da cidade quando um fato faz com que um portal de outra dimensão seja aberto para fantasmas invadirem a Terra. 

Clássico absoluto dos anos oitenta, este longa acerta em cheio na mistura entre ficção e comédia, tanto nos ótimos efeitos especiais da época, quanto no desenvolvimento dos personagens. Além de Murray, Aykroyd e Ramis, sem contar o quarto elemento vivido por Ernie Hudson, são impagáveis as participações de Rick Moranis e Annie Potts. 

Vale citar que o ano de 1984 foi um dos mais marcantes da história do cinema-pipoca, com vários clássicos lançados como “O Exterminador do Futuro”, “Karatê Kid”, “Indiana Jones e o Templo da Perdição”, “Um Tira da Pesada”, “A Hora do Pesadelo”, “Gremlins” e “Loucademia de Polícia”.

Os Caça-Fantasmas II (Ghostbusters II, EUA, 1989) – Nota 7,5
Direção – Ivan Reitman
Elenco – Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis, Sigourney Weaver, Rick Moranis, Ernie Hudson, Annie Potts, Peter MacNicol, Harris Yulin, David Magullies, Kurt Fuller, Janet Margolin.

Esta sequência do clássico de 1984 segue o mesmo estilo e uma história com várias semelhanças. Novamente o mundo sofre com o perigo da volta do espírito de um antigo tirano, enquanto o grupo de cientistas e seus coadjuvantes precisam lutar pela salvação. 

Os bons diálogos, as sequências de ação e os efeitos criativos continuam, inserindo ai um bebê filho da personagem de Sigourney Weaver com grande importância na trama. Lógico que faltam o frescor e a originalidade do primeiro filme, mas isso não atrapalha a diversão.

Ghostbusters: Mais Além (Ghostbusters: Afterlife, EUA / Canadá, 2021) – Nota 7
Direção – Jason Reitman
Elenco – Paul Rudd, Carrie Coon, Finn Wolfhard, Mckenna Grace, Logan Kim, Celeste O’Connor, Bill Murray, Dan Aykoryd, Ernie Hudson, Annie Potts, Sigourney Weaver, Bob Gunton, J.K. Simmons, Bokeem Woodbine.

Com dificuldades financeiras, Callie (Carrie Coon) decide mudar com seus filhos Trevor (Finn Wolfhard) e Phoebe (Mckenna Grace) para a casa de seu pai que faleceu. A casa fica em uma fazenda. Não demora para a família descobrir que existe algo de sobrenatural no local. 

Esta sequência dos dois filmes dos anos oitenta segue o mesmo estilo leve e divertido que transformou a franquia em sucesso. A história é simples e remete diretamente aos acontecimentos dos filmes anteriores. 

A escolha de utilizar efeitos especiais sem exageros, apenas como um complemento das sequências de ação e suspense dando maior ênfase aos personagens é outro acerto. 

Além do trio principal, destaque para Paul Rudd como o professor de ciências nerd, o garotinho Logan Kim como o narrador de um Podcast e a homenagem ao elenco dos filmes originais, principalmente ao falecido Harold Ramis. 

É um filme que agradará a quem viu os longas anteriores na época e também aqueles da nova geração que procuram diversão que vai além dos efeitos especiais.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Encounter

 


Encounter (Encounter, Inglaterra / EUA, 2021) – Nota 5,5
Direção – Michael Pearce
Elenco – Riz Ahmed, Lucian River Chauhan, Aditya Geddada, Octavia Spencer, Rory Cochrane, Shane McRae, Janina Gavankar, Misha Collins, Keith Szarabajka.

Um sujeito (Riz Ahmed) se prepara para o apocalipse e assim decide salvar seus filhos pré-adolescentes (Lucian River Chauhan e Aditya Geddada) que vivem com a mãe e o padrasto. Enquanto viaja em direção a um local desconhecido para o espectador, aos poucos entendemos melhor as motivações do protagonista. 

Este longa começa de forma intrigante ao mostrar o desespero do pai, para antes da metade entregar uma reviravolta que muda bastante o foco da trama. Esta mudança de direção e a forma como a história avança no relacionamento do pai com os filhos aos poucos vão levando a trama ladeira abaixo. O mal desenvolvimento dos coadjuvantes é outro ponto negativo. 

É um filme que deseja bastante a desejar.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

BAC Nord: Sobre Pressão

 


BAC Nord: Sobre Pressão (Bac Nord, França, 2020) – Nota 7,5
Direção – Cedric Jimenez
Elenco – Gilles Lellouche, Karim Leklou, François Civil, Adele Exarchopoulos, Kenza Fortas, Cyril Lecomte.

Marselha, França, 2012. Três policiais (Gilles Lellouche, Karim Leklou e François Civil) formam um esquadrão que trabalha na periferia da cidade. Enfrentando diariamente problemas com traficantes, drogados e negociando com informantes, o trio algumas vezes ultrapassa a linha da lei para cumprir seu dever. 

Baseado em uma história real, este longa policial mistura de forma competente violência, drama e politicagem. As locações na periferia suja de Marselha em meio a conjuntos habitacionais decadentes e quadrilhas de traficantes mostra como esta cidade europeia sofre nos dias atuais com a violência e o descontrole das drogas, algo muito parecido com o que ocorre nas periferias brasileiras. 

O longa tem sequências de ação bem filmadas, ritmo ágil e um arco dramático bastante interessante, que por sinal muda o foco da trama na meia-hora final. 

Para quem gosta do gênero, este filme é uma boa opção.

terça-feira, 26 de abril de 2022

The Humans

 


The Humans (The Humans, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – Stephen Karam
Elenco – Richard Jenkins, Jayne Houdyshell, Amy Schumer, Beanie Feldstein, Steven Yeun, June Squibb.

Uma família se encontra para celebrar o Dia de Ação de Graças em um velho apartamento em Manhattan onde a filha Brigid (Beanie Feldstein) e seu namorado Richard (Steven Yeun) se mudaram faz pouco tempo e ainda esperam a chegada de parte da mobília. 

Junto com o casal está a irmã de Brigid (Amy Schumer), seus pais (Richard Jenkins e Jayne Houdyshell) e a avó doente (June Squibb). Durante uma noite a família relembrará o passado com suas alegrias, tristezas e frustrações junto com as consequências da vida atual. 

Baseado em uma peça escrita pelo próprio diretor Stephen Karam, este drama é um teatro filmado que explora o tema dos problemas familiares que em determinado momento vem à tona, causando pequenos conflitos que por muito tempo foram evitados. 

O ritmo lento da narrativa e os inusitados enquadramentos de câmera que em alguns momentos ficam longe dos personagens dificultando até mesmo escutar os diálogos, além da iluminação escura do apartamento quase vazio passam um ar de melancolia.

O resultado é um drama estranho e um pouco cansativo.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Filmes Policias B - Resenhas Rápidas

 


O Preço da Liberdade (Inside, EUA, 1996) – Nota 6
Direção – Arthur Penn
Elenco – Nigel Hawthorne, Eric Stoltz, Louis Gossett Jr., Ian Roberts, Janine Eser.

Durante o regime do Apartheid na África do Sul, um jovem ativista (Eric Stoltz) é preso e torturado pela equipe de um coronel (Nigel Hawthorne) que deseja extrair informações sobre quem seriam seus companheiros. Dez anos depois, com um novo governo no país, o coronel é acusado de crimes de tortura e precisa se defender ao ser interrogado por um policial (Louis Gossett Jr.). 

Este longa produzido para a tv intercala as duas narrativas para mostrar como era terrível o Apartheid e como a tortura física e psicológica pode destruir uma pessoa. O filme peca pelas interpretações que parecem teatrais, mas ganha pontos pelas sequências que incomodam e revoltam o espectador. Vale citar que este foi o último longa dirigido por Arthur Penn, famoso pelo clássico “Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas”.

A Face do Crime (Face Down, EUA, 1997) – Nota 6
Direção – Thom Eberhardt
Elenco – Joe Mantegna, Peter Riegert, Kelli Maroney, Cameron Thor, Adam Ant, J.K. Simmons.

Um ex-policial que trabalha como investigador particular (Joe Mantegna) é procurado por uma mulher sedutora (Kelli Maroney) que o contrata para uma investigação. Atraído pela bela mulher, ele termina envolvido em um caso de assassinato e se torna suspeito, sendo investigado por ex-companheiros da polícia. 

É mais um filme com uma trama típica dos anos noventa, explorando o estilo noir com um clima de sedução, um pouco de violência e uma trama com reviravoltas, mas sem grandes surpresas.

Texas – A Última Chance (Don't Look Back, EUA, 1996) – Nota 6,5
Direção – Geoff Murphy
Elenco – Eric Stoltz, John Corbett, Josh Hamilton, Billy Bob Thornton, Annabeth Gish, Dwight Yoakam, Amanda Plummer. R.G. Armstrong, M.C. Gainey.

Em Los Angeles, Jesse (Eric Stolz) é um viciado em drogas que ao encontrar um maleta cheia de dinheiro acredita poder iniciar uma nova vida retornando a sua cidade natal no Texas. O problema é que o dinheiro pertence a uma quadrilha liderada por Marshall (Billy Bob Thornton), que deseja reaver a quantia. 

Este longa produzido para tv mistura o drama comum ao filmes sobre reencontro com o passado, com uma trama policial clássica envolvendo drogas. O filme tem boas sequências do protagonista com seus amigos de infância, intercalando com outras de violência. O resultado é uma obra mediana.

O Alvo de uma Suspeita (Seeds of Doub, EUA, 1998) – Nota 5,5
Direção – Peter Foldy
Elenco – Peter Coyote, Joe Lando, Alberta Watson, David Storch.

Uma jornalista (Alberta Watson) faz uma série de reportagens sobre um assassino condenado (Joe Lando) que alega ser inocente. Conforme ela se aprofunda na história, também acaba se envolvendo como o homem, despertando o ódio de um policial (Peter Coyote) que tem certeza da culpa do sujeito. 

É um suspense policial previsível com algumas sequências mais quentes típica dos longas do gênero dos anos noventa. No elenco de canastrões, destaque para Peter Coyote.

Efeito Blackout (Blackout Effect, EUA, 1998) – Nota 5,5
Direção – Jeff Bleckner
Elenco – Eric Stoltz, Charles Martin Smith, Leslie Hope, Lorraine Toussaint, Denis Arndt.

Uma colisão aérea entre dois aviões mata todos os passageiros e tripulantes. A investigação do acidente fica com o agente Johh Dantley (Eric Stoltz), que a principio desconfia de falha humana, fato que é refutado pelo suspeito controlador de tráfego aéreo (Charles Martin Smith). Conforme as pistas aparecem, a história fica ainda mais complexa. 

Esta longa produzido para a tv começa de forma intrigante e vai perdendo a força com o desenrolar da história. Os diálogos ruins e o final exagerado criado para gerar suspense deixam a desejar.

Vida em Risco (Final Jeopardy, EUA, 2001) – Nota 5,5
Direção – Nick Gomez
Elenco – Dana Delany, Billy Burke, Chris Potter, Joelle Carter, Colm Feore, Sherman Augustus.

Um atriz é assassinada na casa de campo de sua amiga que é promotora de justiça (Dana Delany), que se torna a principal suspeita pelo crime. Com a vida e a carreira em jogo, a promotora precisa provar sua inocência. 

Drama policial com pitadas de suspense produzido pela tv com um clímax previsível.

domingo, 24 de abril de 2022

O Texto

 


O Texto (Tekst, Rússia, 2019) – Nota 7,5
Direção – Klim Shipenko
Elenco – Alexander Petrov, Kristina Asmus, Ivan Yankovskiy, Sofya Ozerova.

Ilya (Alexander Petrov) é um estudante universitário que termina preso por um policial corrupto (Ivan Yankovskiy) em uma batida dentro de uma casa noturna. Acusado injustamente de tráfico, Ilya é condenado a sete anos de prisão. 

Ao ser libertado e perceber que sua vida jamais será a mesma, ele decide confrontar seu algoz, dando início a uma complexa trama envolvendo traficantes e os familiares do sujeito. 

Esta produção russa mistura drama e policial para construir uma trama que se desenvolve boa parte através de mensagens de texto enviadas pelo protagonista, que utiliza a ferramenta para manipular várias pessoas. 

O ponto interessante é que a provável vingança desejada pelo protagonista vai tomando rumos diferentes conforme ele passa a entender o contexto daqueles que seriam seus inimigos. 

É uma história de descobertas pessoais em que o verdadeiro caráter do rapaz vem à tona, o levando a tomar decisões inusitadas. 

Gostei da originalidade da narrativa e do desenvolvimento do personagem principal.

sábado, 23 de abril de 2022

Hit & Run

 


Hit & Run (Hit & Run, Israel / EUA, 2021) – Nota 7
Direção – Mike Barber, Neasa Hardiman & Roten Shamir
Elenco – Lior Raz, Kaele Ohm, Moran Rosenblatt, Lior Ashkenazi, Gregg Henry, Sanaa Lathan, Neta Orbach, Gal Toren, Avraham Aviv Alush, Michael Aronov, Igal Naor, Will Swenson.

Em Tel Aviv, capital de Israel, a dançarina Danielle (Kaele Ohm) morre atropelada e o motorista foge. Seu marido Segev (Lioz Raz) é um guia turístico que no passado trabalhou nas Forças Especiais de Israel. A princípio acreditando ser um crime cometido por um motorista irresponsável, aos poucos Segev descobre segredos de sua esposa que podem estar ligados a uma complexa trama de espionagem. 

Desenvolvido como seriado que teria duas ou três temporadas, esta co-produção entre Israel e Estados Unidos foi cancelada ao final dos nove episódios da primeira temporada ficando com cara de minissérie, mesmo deixando um enorme gancho sem resposta, o que também pode ser visto como um final em aberto. 

A narrativa ágil e as sequências de violência e tensão quase constantes cobrem os furos no roteiro e algumas soluções fáceis. A atuação de Lior Raz como o sujeito disposto a tudo para descobrir a verdade é outro destaque. 

Vale citar que a história intercala sequências em Tel Aviv e em Nova York.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Chegadas e Partidas

 


Chegadas e Partidas (The Shipping News, Canadá / EUA, 2002) – Nota 7
Direção – Lasse Hallstrom
Elenco – Kevin Spacey, Juliane Moore, Judi Dench, Cate Blanchett, Scott Glenn, Pete Postlethwaite, Rhys Ifans, Gordon Pinsent, Jason Behr, Larry Pine, Jeannetta Arnette, Robert Joy, Alyssa Gainer.

Após um casamento conturbado, Quoyle (Kevin Spacey) muda com sua filha pequena Bunny (Alyssa Gainer) e sua tia Agnis (Judi Dench) para uma pequena cidade costeira, local onde viveram seus ancestrais. Será o início de uma nova vida, com descobertas pessoais e profissionais. 

Baseado em um romance, este longa segue o estilo do diretor sueco Lasse Hallstrom, que é especialista em dramas familiares. O roteiro tem algumas surpresas e revelações pessoais, além de explorar a vida e as lendas da pequena comunidade. 

O que pode incomodar um pouco é a insegurança e até ingenuidade inicial do protagonista vivido por Kevin Spacey, que melhora a atitude com o desenrolar da trama. A locação na fria cidade litorânea com casas de madeira passa um ar de desolação. 

É um drama que agradará quem gosta do gênero.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Imperdoável

 


Imperdoável (The Unforgivable, Inglaterra / Alemanha / EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – Nora Fingscheidt
Elenco – Sandra Bullock, Vincent D’Onofrio, Jon Bernthal, Viola Davis, Richard Thomas, Linda Emond, Aisling Franciosi, Emma Nelson, Will Pullen, Tom Guiry, Jessica McLeod, Rob Morgan, W, Earl Brown.

Após cumprir uma pena de vinte anos por ter assassinado um policial, Ruth Slater (Sandra Bullock) ganha a liberdade. Ela deseja recomeçar a vida e reencontrar sua irmã que tinha apenas cinco anos quando o crime ocorreu. Na busca pela irmã ela terá de enfrentar seu passado e as pessoas que a desprezam e odeiam. 

Este longa é uma versão de uma minissérie inglesa de 2009 que eu não vi e assim não tenho como comparar. Ao mesmo tempo em que o roteiro segue a cartilha dos filmes em que um personagem busca uma nova vida e quem sabe uma redenção, ele entrega uma pequena surpresa na parte final que dá uma nova visão ao todo da história. 

A sofrida atuação de Sandra Bullock é do tipo que agrada ao fãs do gênero. Por outro lado, alguns personagens são mal aproveitados ou desaparecem no momento mais importante como o advogado vivido por Vincent D’Onofrio. 

É um filme correto e pouco mais do que mediano.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Steel Rain

 


Steel Rain (Gangcheolbi, Coreia do Sul, 2017) – Nota 7,5
Direção – WooSuk Yang
Elenco – Jung Woo Sung, Kwak Do Won, Kim Kap Su, Eui Sung Kim, Lee Kyung Young.

Eom (Jung Woo Sung) é um agente do serviço secreto norte-coreano que é designado para uma complicada missão. Eom termina no meio de um golpe de Estado que tenta derrubar o presidente norte-coreano. Ele consegue escapar com o presidente e foge para a Coreia do Sul, onde terá de se unir aos agentes daquele país para evitar um possível confronto nuclear. 

O grande destaque deste longa é sem dúvida a trama que a princípio parece exagerada, mas que se desenvolve mostrando como seriam as reações das duas Coreias em um caso de incidente mais forte entre elas. As sequências de ação são bem filmadas, como é habitual no cinema sul-coreano e também a duração é longa. 

É um filme para quem gosta de tramas de conspiração e ação com fundo político.

terça-feira, 19 de abril de 2022

A Vida É Agora

 


A Vida É Agora (Here Today, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – Billy Crystal
Elenco – Billy Crystal, Tiffany Haddish, Penn Badgley, Audrey Hsieh, Laura Benanti, Louisa Krause, Andrew Durand, Matthew Broussard, Max Gordon Moore, Dierdre Friel, Sharon Stone, Kevin Kline, Barry Levinson.

Charlie Burnz (Billy Crystal) é um veterano roteirista especializado em comédias que descobre estar sofrendo de demência ao começar a ter lapsos de memória. O destino o faz cruzar o caminho da cantora de rua Emma (Tiffany Haddish), que assim como ele tem facilidade para dar respostas rápidas, cínicas e engraçadas. Nasce entre os dois um inusitado laço de amizade. 

Esta comédia dramática dirigida e escrita pelo ator Billy Crystal é baseada em uma pequena história do escritor Alan Zweibel. O roteiro detalha os problemas causadas pela doença, mas também os sucessos e as frustrações do protagonista, o relacionamento com os filhos, com a neta e em flashbacks com a esposa (Louisa Krause). 

O desenvolvimento da história é correto e sem surpresas, com exceção do final que é diferente do habitual deste tipo de filme. O ponto principal são os divertidos diálogos entre Billy Crystal e Tiffany Haddish.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Lansky

 


Lansky (Lansky, EUA, 2021) – Nota 7
Direção – Eytan Rockaway
Elenco – Harvey Keitel, Sam Worthington, John Magaro, Minka Kelly, David James Elliott, Danny A. Abeckaser, David Cade, AnnaSophia Robb, Shane McRae, Jackie Cruz.

Miami, 1981. Doente, o veterano gângster Meyer Lansky (Harvey Keitel) aceita contar sua vida para o jornalista David Stone (Sam Worthington) escrever um livro. O fato faz o FBI tentar uma última cartada para prender Lansky e encontrar uma suposta fortuna de trezentos milhões de dólares que ele teria escondido. 

Baseado em uma história real, este longa detalha a vida de Lansky em duas narrativas paralelas. Uma segue as conversas de Lansky com o jornalista que são espionadas pelo FBI e a uma segunda detalha a vida do gângster na juventude (vivido por John Magaro). 

O roteiro explora os fatos importantes da vida do protagonista. Sua amizade com Bugsy Siegel (David Cade) e Lucky Luciano (Shane McRae), o casamento com Anne (AnnaSophia Robb), o sofrimento com o filho deficiente e sua influência em questões maiores como a Segunda Guerra Mundial e a criação do Estado de Israel, já que Lansky era judeu. 

É um enfoque bastante completo da vida do criminoso e superior a um filme semelhante de 1999 que tinha Richard Dreyfuss no papel principal.

domingo, 17 de abril de 2022

O Idiota

 


O Idiota (Durak, Rússia, 2014) – Nota 8,5
Direção – Yuriy Bykov
Elenco – Artyom Bystrov, Natalya Surkova, Yuriy Tsurilo, Boris Nevzorov, Aleksandr Korshunov, Olga Samoshina, Darya Moroz, Kirill Polukhin.

Dima (Artyom Bystrov) é um estudante de engenharia que trabalha como encanador em uma cidade do interior da Rússia. Ao ser chamado para verificar um vazamento em um velho edifício de moradias populares, Dima descobre uma enorme rachadura na estrutura que pode derrubar a construção a qualquer momento. Ele decide procurar a prefeita (Natalya Surkova) para evacuar o prédio, o que dá início a uma série de situações em que a política e a corrupção irão se sobrepor a tudo. 

Este doloroso longa russo expõe de forma extremamente atual o problema da corrupção estatal, neste caso específico em um país em que oficialmente o comunismo acabou, mas que as raízes nefastas desta ideologia continuam impregnadas na sociedade. 

A burocracia estatal transformada em um emaranhado de situações que são desenroladas com propinas, fiscalizações que não existem, dinheiro desviado e um povo conformado com a miséria são fatos normais. O senso de humanidade, honestidade e justiça do protagonista é tratado como ingenuidade e loucura até por pessoas próximas, que preferem se calar do que tentar enfrentar o sistema. 

O roteiro deixa duas mensagens claras. A primeira é a questão da criação dos filhos. O pai do protagonista também sofre por se honesto, sendo criticado até por sua esposa. A segunda mensagem deixa no ar a pergunta sobre até que ponto vale a pena enfrentar o sistema sabendo que sua vida irá virar de ponta de cabeça. Esta pergunta hoje é mais atual do que era em 2014 quando este longa foi filmado.

sábado, 16 de abril de 2022

Abaixo de Zero

 


Abaixo de Zero (Bajocero, Espanha, 2021) – Nota 6,5
Direção – Lluís Quilez
Elenco – Javier Gutierrez, Karra Elejalde, Luis Callejo, Andrés Gertrudix, Patrick Criado, Isak Ferriz, Edgar Vittorino, Miquel Gelabert, Florin Opritescu.

Martin (Javier Gutierrez) é um agente penitenciário que junto com o colega Montesinos (Isak Ferriz) recebe a missão de transportar seis detentos para outra cadeia. O complicado trabalho se transforma em um inferno quando o ônibus é atacado. Para piorar a situação, a região enfrenta um fortíssimo inverno. 

Este competente filme-pipoca com um fio de história e uma motivação clássica para o confronto prende a atenção do cinéfilo que gosta de cenas de ação e suspense. O roteiro tem furos e os típicos absurdos do gênero, mas mesmo assim é interessante a surpresa em relação ao porquê do ataque ao ônibus. As locações no inverno de uma região rural na Espanha também é destaque. 

É um passatempo divertido.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Um Verão Para Toda Vida

 


Um Verão para Toda Vida (December Boys, Austrália / Alemanha / EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Rod Hardy
Elenco – Daniel Radcliffe, Lee Corme, Christian Byers, James Peter Fraser, Teresa Palmer, Jack Thompsonl Sullivan Stapleton, Victoria Hill, Kris McQuade, Ralph Cotterill.

Outback australiano, anos sessenta. Quatro garotos (Daniel Radcliffe, Lee Corme, Christian Byers e James Peter Fraser) que vivem em um orfanato católico e fazem aniversário em dezembro, ganham de presente das freiras e do padre uma viagem de verão para uma pequena vila à beira mar. Durante a estadia de alguns dias, os garotos descobrirão a força da amizade e da família com acontecimentos que mudarão para sempre suas vidas. 

Baseado em um livro, este longa tem algumas semelhanças com o clássico “Conta Comigo” ao colocar como protagonistas quatro garotos que cultivam uma grande amizade, além de terem sonhos de uma vida melhor e conviverem com frustrações pela falta de uma família. 

O roteiro ainda explora pequenas histórias paralelas, como a garota em férias vivida por Teresa Palmer e os dois casais que não tem filhos e por isso criam um forte laço com os rapazes. 

Como curiosidade, este foi o primeiro filme protagonizado por Daniel Radcliffe fora da franquia “Harry Potter”.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Silk Road: Mercado Clandestino

 


Silk Road: Mercado Clandestino (Silk Road, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – Tiller Russell
Elenco – Nick Robinson, Jason Clarke, Alexandra Shipp, Katie Aselton, Darrell Britt Gibson, Jimmi Simpson, Paul Walter Hauser, Daniel David Stewart, Lexi Rabe, Will Ropp.

Texas, 2011. Ross Ulbricht (Nick Robinson) é um jovem empreendedor que prega a liberdade total das pessoas em relação ao governo. Este pensamento o leva a criar o site “Silk Road”, em que pequenos traficantes e usuários podiam negociar livremente com pagamentos em bitcoins sem rastreio algum das autoridades. 

O sucesso do site chama a atenção da polícia e do FBI. Neste contexto, o veterano agente Rick Bowden (Jason Clarke), que é mal visto pelos superiores e considerado descartável, começa a investigar o caso utilizando métodos pouco ortodoxos. 

Baseado numa história real que transformou Ulbricht em uma lenda da internet e o fez pagar caro por isso, este longa detalha como cresceu seu império de vendas terceirizadas de drogas pela internet. 

É interessante que a ideia libertária do protagonista aos poucos vai se transformando em algo totalmente sem controle e bem longe do princípio de ajudar as pessoas, algo que ele tinha como objetivo no início. 

A narrativa prende a atenção, a história é bem desenvolvida e a atuação de Jason Clarke é o destaque. Por outro lado, o filme perde pontos pela falta de emoção e de suspense, inclusive nas sequências principais. 

É um filme que vale como curiosidade, até mesmo para entender um pouco como um negócio na internet pode crescer rapidamente, apesar deste exemplo ser totalmente ilegal.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Fogo Cruzado

 


Fogo Cruzado (Copshop, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – Joe Carnahan
Elenco – Gerard Butler, Frank Grillo, Alexis Louder, Toby Huss, Chad L. Coleman, Ryan O’Nan, Jose Pablo Cantilo, Kiawi Lyman, Robert Walker Branchaurd, Travey Bonner.

Um sujeito (Frank Grillo) fugindo de um assassino toma uma atitude que o leva para um cadeia em um local isolado no deserto de Nevada. O que ele não esperava é que o matador (Gerard Butler) teria a mesma ideia para tentar assassiná-lo dentro da cadeia. É o início de uma violenta luta pela sobrevivência que envolverá também os policiais do local. 

Este divertido longa de ação dirigido pelo especialista Joe Carnahan tem créditos criativos e trilha sonora ao estilo dos anos setenta com sequências de ação com a cara dos noventa. São tiroteios com chuvas de balas, brigas violentas e diálogos engraçadinhos que funcionam para quem abraçar a proposta de diversão sem compromisso. 

O final totalmente clichê com os tiros salvadores e uma pitada de ironia deixam um pouco a desejar. Não chega a ser tão divertido como o recente “Mate ou Morra” do mesmo diretor, mas ainda assim vale a sessão.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Finch

 


Finch (Finch, Inglaterra / EUA, 2021) – Nota 6
Direção – Miguel Sapochnik
Elenco – Tom Hanks, Caleb Landry Jones.

Em um futuro próximo, uma catástrofe ambiental destruiu grande parte do mundo e dizimou praticamente toda a população. Neste contexto, Finch (Tom Hanks) consegue montar um robô (voz de Caleb Landry Jones) que se torna seu companheiro junto com um cachorrinho. O trio luta para sobreviver em meio ao caos. 

Mesmo sendo bem diferente na locação e no desenvolvimento, a primeira lembrança que vem à cabeça do espectador é de “Náufrago”, aqui com Tom Hanks tendo um robô e um cão para conversar ao invés da bola “Wilson”. 

Mesmo com Robert Zemeckis como produtor, o filme resulta em uma história muito mais lenta e chata do que o longo “Náufrago”. Pouca coisa acontece durante a uma hora e meia de duração. O perigo é mostrado de forma rasa, sem ação ou emoção, até mesmo nos momentos que deveriam ser mais dramáticos. 

Sobra o carisma de Hanks, do cachorrinho e os diálogos sobre vida com o robô, que é educado como se fosse uma criança em fase de aprendizado. Não considero um filme ruim, mas com certeza é uma obra que será esquecida rapidamente.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

South of Heaven

 


South of Heaven (South of Heaven, EUA, 2021) – Nota 6,5
Direção – Aharon Keshales
Elenco – Jason Sudeikis, Evangeline Lilly, Mike Colter, Shea Whigham, Jeremy Bobb, Amaury Nolasco, Michael Paré.

Após vários anos na cadeia, Jimmy Ray (Jason Sudeikis) consegue liberdade condicional por bom comportamento e por piedade dos juízes. Sua noiva Annie (Evangeline Lilly) enfrenta um câncer terminal, tendo no máximo um ano de vida. 

O sonho de ter uma vida normal e recompensar sua amada pelo sofrimento dos anos que ficaram longe se torna um desafio quando entra em cena seu corrupto agente da condicional (Shea Whigham). 

A primeira meia-hora é previsível ao explorar o tema clássico do ex-presidiário sendo empurrado de volta para o mundo do crime. Em um certo momento o roteiro cria uma nova situação inusitada que deixa a vida do sujeito ainda mais complicada. 

Esta reviravolta por mais que tenha alguns momentos interessantes e violentos, perde um pouco a força pela irregularidade na narrativa e por um estranho arco dramático. O resultado é um pouco mais do que mediano.

domingo, 10 de abril de 2022

Zona de Confronto

 


Zona de Confronto (Shorta, Dinamarca, 2020) – Nota 7,5
Direção – Frederik Louis Hviid & Anders Olholm
Elenco – Jacob Lohmann, Simon Sears, Tarek Zayat, Dulfi Al Jabouri, Ozlem Saglanmak, Arian Kashef.

Em Copenhague na Dinamarca, um suspeito de origem árabe termina em coma após um confronto com a polícia. No dia seguinte, com a cidade em máxima tensão, uma dupla de policiais (Jacob Lohmann e Simon Sears) persegue um automóvel até uma região dominada por imigrantes na periferia. O que seria uma abordagem de rotina se torna um pesadelo quando os policiais passam a ser perseguidos e ficam sem apoio algum dos colegas. 

Este competente longa explora temas clássicos do gênero como as diferenças de pensamento entre os policiais e a questão da lealdade, assim como os temas atuais da imigração e da violência na periferia das grandes cidades europeias. 

A narrativa intercala sequências de violência e perseguição com dramas pessoais de coadjuvantes que cruzam o caminho dos policiais desesperados. Um ponto que não gostei foi o final, que destoa deste estilo de realidade crua. Mesmo assim é um filme que está acima da média na comparação com a maioria das obras atuais do gênero. 

Como curiosidade, o “Shorta” do título original é um sinônimo pejorativo para a palavra “polícia” que é utilizada pelos imigrantes para ofender os policiais.

Medo da Chuva

 


Medo da Chuva (Fear of Rain, EUA, 2021) – Nota 6
Direção – Castille Landon
Elenco – Madison Iseman, Katherine Heigl, Harry Connick Jr., Israel Broussard, Eugenie Bondurant, Julia Vasi, Enuka Okuma.

Rain (Madison Iseman) é uma adolescente que sofre de esquizofrenia. Tendo dificuldade em saber o que é real ou produto de sua imaginação, Rain se vê desesperada quando acredita ter visto uma garotinha presa na casa da vizinha. O único que acredita nela é seu colega de escola Caleb (Israel Broussard), a quem a própria Rain tem dúvidas se ele realmente existe. 

Este suspense recicla ideias de filmes famosos do gênero para criar uma trama em que o ponto principal é a luta da protagonista em descobrir o que é imaginação ou realidade. Pelo menos dois terços da narrativa explora a questão da doença e as consequências na vida da garota, até a parte final quando o suspense toma a frente. 

O resultado é um suspense genérico, com um bom ritmo e que prende a atenção, agradando quem não se importar com a previsibilidade da trama.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Código de Honra

 


Código de Honra (Puncture, EUA, 2011) – Nota 6,5
Direção – Adam Kassen & Mark Kassen
Elenco – Chris Evans, Mark Kassen, Vinessa Shaw, Marshall Bell, Brett Cullen, Jesse L. Martin, Michael Biehn, Roxanna Hope Radja, Kate Burton, Erinn Allison.

Houston, Texas, 1998. Mike Weiss (Chris Evans) e Paul Danziger (Mark Kassen) são advogados especialistas em defender pessoas que lutam contra seguradoras. Ao serem procurados por uma enfermeira (Vinessa Shaw) que foi contaminada com o vírus HIV após um acidente com uma agulha durante um atendimento, eles descobrem que existe um tipo de seringa retrátil totalmente segura que é boicotada pelos hospitais. É o início de uma complexa luta para colocar o produto no mercado. 

Baseado em uma história real, este longa explora uma premissa semelhante a “Erin Brockovich” em que pessoas comuns tentam lutar contra um sistema corrupto. Aqui a grande diferença é que filme não chega a detalhar as batalhas nos tribunais, o foco é mostrar os bastidores de como os advogados foram descobrindo a sujeira de um mercado dominado por um grupo, além focar na complicada vida pessoal do personagem Mike Weiss vivido por Chris Evans. 

A história é desenvolvida de forma resumida, sem se aprofundar em algumas situações, o que resulta em uma obra apenas razoável. Apesar da luta dos protagonistas contra o sistema sujo, este título nacional “Código de Honra” não tem sentido algum.

quinta-feira, 7 de abril de 2022

A Crônica Francesa

 


A Crônica Francesa (The French Dispatch, EUA / Alemanha, 2021) – Nota 6
Direção – Wes Anderson
Elenco – Bill Murray, Tilda Swinton, Benicio Del Toto, Adrien Brody, Léa Seydoux, Frances McDormand, Timothée Chalamet, Lyna Khoudry, Jeffrey Wright, Matheu Amalric, Steve Park, Owen Wilson, Bob Balaban, Henry Winkler, Tony Revolori, Denis Ménochet, Larry Pine, Christoph Waltz, Cecile de France, Guillaume Gallienne, Rupert Friend, Alex Lawther, Hippolyte Girardot, Liev Schreiber, Willem Dafoe, Edward Norton, Saoirse Ronan, Elisabet Moss, Jason Schwartzman, Fisher Stevens, Griffin Dunne, Damien Bonnard, Anjelica Huston.

Em uma cidade francesca, um grupo de jornalistas tenta publicar a última edição de uma revista após a morte de seu editor (Bill Murray). O roteiro escrito pelo diretor Wes Anderson detalha quatro histórias inusitadas com personagens estranhos que se envolvem em situações incomuns. 

Elogiado pela crítica desde que iniciou a carreira em meados dos anos noventa, Wes Anderson sempre se destacou pela belíssima e criativa parte técnica de seus trabalhos. A utilização de cores, formatos e figurinos marcantes lembram o mundo das fábulas. 

Mesmo com este talento, considero apenas “Moonrise Kindgom” e “O Grande Hotel Budapeste” como grandes filmes do diretor ao mesclar esta criatividade com histórias interessantes e personagens bem desenvolvidos. 

Este “A Crônica Francesa” continua sensacional na parte técnica, porém entrega histórias cansativas e desinteressantes. A tentativa de fazer uma crítica ao mundo da arte e também ao jornalismo com toques de política não funciona É uma pena, pois o ótimo elenco com diversos atores a atrizes que são parceiros habituais de Anderson terminam desperdiçados.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Alerta Vermelho

 


Alerta Vermelho (Red Notice, EUA, 2021) – Nota 5
Direção – Rawson Marshall Thurber
Elenco – Dwayne Johnson, Ryan Reynolds, Gal Gadot, Ritu Arya, Chris Diamantopoulos.

John Hartley (Dwayne Johnson) é um analista do FBI especialista em obras de arte. Nolan Booth (Ryan Reynolds) é o ladrão que deseja um ovo de ouro que pertenceu a Cleópatra. No meio da disputa entre os sujeitos aparece a misteriosa personagem chamada de Bispo (Gal Gadot), que está sempre um passo à frente. 

Esta aventura descerebrada que mistura ideias dos filmes de James Bond e Indiana Jones é o típico blockbuster vazio. Sendo a produção mais cara da história da Netflix, fica claro que o dinheiro foi todo gasto com o salário do trio principal e as sequências de ação absurdas, deixando de lado o roteiro. 

Os diálogos são sofríveis, assim como o desenvolvimento dos personagens e a ridícula reviravolta perto do final, que ainda deixa um gancho para uma sequência. É uma pena, com um orçamento tão alto era possível criar sequências de ação melhores, sem tanto exagero e um roteiro minimamente decente.

terça-feira, 5 de abril de 2022

No Man of God

 


No Man of God (No Man of God, EUA, 2021) – Nota 7
Direção – Amber Sealey
Elenco – Elijah Wood, Luke Kirby, Aleksa Paladino, Robert Patrick, W. Earl Brown, Christian Clemenson.

Em 1985, o FBI havia montado uma equipe de psicólogos para analisar o comportamento de assassinos com o objetivo de conseguir informações que poderiam ser utilizadas em investigações deste tipo de crime. 

Neste contexto, o analista Bill Hagmaier (Elijah Wood) decide tentar entrevistar o serial killer Ted Bundy (Luke Kirby), que normalmente não aceitava falar com policiais ou agentes do FBI. Após uma troca de cartas, Bundy aceita conversar com Hagmaier, dando início a uma estranha relação que seguiu até o criminoso ser executado. 

Baseado em uma história real, este longa detalha como os analistas do FBI utilizaram os próprios assassinos como base para tentar entender o comportamento violento, assim como busca mostrar o lado humano de um psicopata como Bundy. 

As conversas entre os protagonistas são bastante interessantes sobre até que ponto uma fantasia violenta pode ser tornar realidade, ou seja, o que faz um sujeito atravessar esta linha imaginária que não tem volta. 

Se Elijah Wood tem um atuação básica, o destaque fica para o Bundy inteligente e manipulador vivido por Luke Kirby. 

É um filme que se casa bem com a série “Mindhunter”, que apesar de ter sido cancelada, tem duas boas temporadas sobre o mesmo tema.