quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Michael Collins: O Preço da Liberdade

Michael Collins: Preço da Liberdade (Michael Collins, Inglaterra / Irlanda / EUA, 1996) – Nota 7,5
Direção – Neil Jordan
Elenco – Liam Neeson, Aidan Quinn, Stephen Rea, Alan Rickman, Julia Roberts, Ian Hart, Charles Dance.

Esta postagem é uma homenagem ao ótimo ator Alan Rickman que faleceu nesta semana.

Belfast, 1916. Após ser preso pela primeira vez ao participar de um protesto a favor da independência da Irlanda do Norte em relação ao Reino Unido, o ativista Michael Collins (Liam Neesom) decide criar um exército para enfrentar os inimigos ingleses. 

Ao lado dos amigos Harry Boland (Aidan Quinn) e Eamon de Valera (Alan Rickman), Collins recruta um grande número de pessoas descontentes com os ingleses e juntos comandam ações para desestabilizar o governo. Com o crescimento do movimento, se tornam necessárias também ações políticas, situações que levam Collins a um beco sem saída. 

O diretor irlandês Neil Jordan conta aqui a sua versão sobre a criação do IRA, o Exército Republicano Irlandês, através das ações de guerrilha urbana e também dos bastidores políticos do movimento, incluindo conflitos entre os líderes e traições. 

O roteiro tende a humanizar o personagem de Collins, inclusive mostrando seu envolvimento com Kitty Kiernan (Julia Roberts), mas nada verdade ele teria sido um sujeito violento, que desejava a independência da Irlanda do Norte a qualquer custo. 

A visão de Jordan coloca como vilão o personagem de Alan Rickman. Eamon de Valera era muito mais um político do que um guerrilheiro e com sua inteligência chegou a ser chefe de Estado do país. 

Jordan também foi criticado por ter escalado americanos como Aidan Quinn e Julia Roberts em papéis de irlandeses, assim como Rickman que era inglês. 

Vale destacar a parte técnica e o figurino. A reconstituição de época é perfeita, assim como as cenas de ação são bem filmadas. O roteiro ainda amarra muito bem a trama política. 

É um filme interessante por retratar o início do IRA e por homenagear um personagem praticamente esquecido na história mundial.

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