sexta-feira, 2 de julho de 2021

Paraíso & Uma Estranha Viagem

 


Paraíso (Heaven, Inglaterra / França / Itália / Alemanha / EUA, 2002) – Nota 5,5
Direção – Tom Tykwer
Elenco – Cate Blanchett, Giovanni Ribisi, Remo Girone, Stefania Rocca, Mattia Sbragia.

Turim, Itália. Uma mulher (Cate Blanchett) segue todo um roteiro até entrar em um belo edifício e deixar uma maleta com uma bomba em uma sala. A explosão resulta em tragédia e a ela acaba presa. Enquanto é interrogada e aos poucos conta sua versão do fato, o policial que registra o depoimento (Giovani Ribisi) se sente atraído pela mulher, pensando no que fazer para ajudá-la. 

O diretor alemão Tom Tykwer, do ótimo “Corra Lola, Corra” e de “A Viagem” filmou aqui um roteiro do falecido diretor polonês Krzysztof Kieslowski, conhecido pela “Trilogia das Cores” e a série “Decálogo”. 

A intrigante sequência inicial se perde à partir do momento que começa o interrogatório, indo ladeira abaixo quando o casal foge iniciando uma estranha saga em busca de algo que nem eles mesmos sabem o que seria. 

Muitos filmes fazem o espectador pensar, analisando as entrelinhas, mas outros como este se mostram irritantes em vários momentos. São protagonistas perturbados que não cativam o espectador ou despertam qualquer interesse. Eu esperava um filme bem melhor.

Uma Estranha Viagem (Un Étrange Voyage, França, 1981) – Nota 6
Direção – Alain Cavalier
Elenco – Jean Rochefort, Camille de Casabianca.

Pierre (Jean Rochefort) é um pintor que fica perdido quando sua mãe desaparece durante uma viagem de trem entre Troyes e Paris. Sem pistas, a polícia desiste do caso, o que faz com que Pierre tome uma decisão incomum. Junto com a filha Amelie (Camille de Casabianca), ele resolve percorrer a pé o percurso do trem, seguindo os trilhos em busca de sua mãe ou de alguma informação. 

A premissa deste drama francês sobre desaparecimento é intrigante, assim como a construção do personagem principal é sóbria, sem desesperos ou loucuras, mesmo tomando uma decisão inusitada. O problema é que a narrativa é bastante irregular, com tempos mortos e situações que não levam a lugar algum. 

O relacionamento entre pai e filha também não empolga, mesmo com a boa atuação do falecido Jean Rochefort. Vale citar que a atriz Camille de Casabianca é filha do diretor e roteirista Alain Cavalier.

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