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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mel Brooks - Parte I

Mel Brooks começou sua carreira como roteirista em seriados de tv na década de cinquenta, chegando ao sucesso em 1965 quando junto com Buck Henry, criou a marcante série "Agente 86".

O sucesso da série abriu as portas para o cinema, onde estreou em 1968 comandando o clássico "Primavera Para Hitler", que lhe rendeu o Oscar de Roteiro Original.

A partir daí, Brooks seguiu carreira como um dos mais criativos comediantes da história do cinema, sendo o pai dos "filmes paródia", estilo hoje totalmente desgastado, mas que nos anos setenta e oitenta rendeu divertidas comédias.

Brooks dirigiu apenas onze filmes, além de um que não chegou a assinar como diretor, mas foi o mentor intelectual. Dividirei as resenhas em duas postagens, sendo que não assisti apenas "Que Droga de Vida!", um dos últimos trabalhos do diretor.

Primavera Para Hitler (The Producers, EUA, 1968) – Nota 8
Direção – Mel Brooks
Elenco – Zero Mostel, Gene Wilder, Kenneth Mars, Dick Shawn, Estelle Winwood, Lee Meredith.

O produtor Max Bialystock (Zero Mostel) seduz mulheres idosas ricas para bancar suas peças de teatro, que invariavelmente resultam em fracassos. Quando Max conhece o contador Leo Bloom (Gene Wilder), este diz que um fracasso pode ser mais lucrativo que o sucesso, desde que seja vendido um percentual da peça para um grande números de pessoas. A dupla decide aplicar o golpe, vendendo mais de mil por cento em cotas de um musical onde o personagem principal é um Hitler cantor (Kenneth Mars). O que seria a certeza de um fracasso, se torna uma comédia de sucesso que deixa a dupla de golpistas em apuros. Além da ótima dupla principal, o falecido Kenneth Mars está impagável como o imitador de Hitler.

Banzé na Rússia (The Twelve Chairs, EUA, 1970) – Nota 6,5
Direção – Mel Brooks
Elenco – Ron Moody, Frank Langella, Dom DeLuise, Mel Brooks, Andréas Voutsinas, Diana Coupland.

Em 1920 na União Soviética, um aristocrata (Ron Moody) que ficou pobre em consequência da Revolução Russa, descobre que sua sogra deixou uma fortuna em joias escondida dentro de uma cadeira. O problema é que a mulher tinha doze cadeiras idênticas e cada uma delas ficou com uma pessoa diferente. Para piorar a situação, um padre (Dom DeLuise), seu antigo criado (Mel Brooks) e um ladrão (Frank Langella) também ficam sabendo do segredo e partem em busca da fortuna. 

Baseada numa peça de teatro russa que satirizava a revolução ocorrida no país, este filme lembra de longe o clássico “Deu a Louca no Mundo”, onde vários personagens procuravam um tesouro escondido, porém o resultado é irregular, principalmente porque algumas piadas com contexto histórico não funcionam.

Banzé no Oeste (Blazing Saddles, EUA, 1974) - Nota 8
Direção – Mel Brooks
Elenco – Gene Wilder, Cleavon Little, Mel Brooks, Madeline Kahn, Dom DeLuise, Harvey Korman, Slim Pickens, Alex Karras, David Huddleston, John Hillerman.

Numa pequena cidade do velho oeste, onde quase todos os moradores tem o sobrenome Johnson, quando o xerife é assassinado pelos capangas do vilão Hedley Lamar (Harvey Korman), o governador (Mel Brooks) decide dar o cargo para Bart (Cleavon Little), que se torna o primeiro xerife negro do velho oeste. Para tentar colocar ordem na cidade, Bart recebe ajuda de um pistoleiro bêbado (Gene Wilder) e ainda precisa enfrentar os brancos racistas. 

Esta sátira aos clichês do western é um dos trabalhos mais divertidos de Mel Brooks. Sobram farpas para todos os lados. O nome do vilão é uma gozação com a atriz Hedy Lamarr, o personagem de Wilder é o esteriótipo do pistoleiro bêbado comum em vários filmes do gênero, além de Madeline Kahn interpretando uma mulher sedutora ao estilo Marlene Dietrich. Não se pode deixar de destacar o trabalho do falecido Cleavon Little como o protagonista e a absurda sequência final.

O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein, EUA, 1974) – Nota 8
Direção – Mel Brooks
Elenco – Gene Wilder, Peter Boyle, Marty Feldman, Teri Garr, Cloris Leachman, Madeline Kahn, Kenneth Mars, Gene Hackman.

O Dr. Frankenstein (Gene Wilder) é um neurocirurgião que viaja para Transilvânia após receber a notícia da morte do avô. O velho tinha fama de maluco por fazer experiências estranhas. Chegando ao castelo do avô, ele encontra a bela Inga (Teri Garr), que era assistente do velho, o sinistro mordomo Igor (Marty Feldman) e a estranha governanta Frau Blucher (Cloris Leachman). Após encontrar um livro em que seu avô descrevia suas experiências, o jovem médico acredita ter descoberto a fórmula de dar vida aos mortos. Para colocar a experiência em prática, o médico e seus novos amigos desenterram o corpo de um assassino (Peter Boyle), porém o resultado é inesperado. 

Desta vez a sátira de Brooks tinha como alvo os filmes de terror da Universal dos anos trinta e quarenta, utilizando a clássica história do monstro de Frankenstein como ponto de partida para muitas piadas. Vários diálogos são trocadilhos e jogos de palavras intraduzíveis, mesmo assim é impossíveç não rir das situações absurdas. Uma das sequências mais engraçadas é o encontro do monstro com o cego barbudo interpretado por Gene Hackman.

A Última Loucura de Mel Brooks (Silent Movie, EUA, 1976) – Nota 7,5
Direção – Mel Brooks
Elenco – Mel Brooks, Marty Feldman, Dom DeLuise, Bernadette Peters, Sid Caesar, Burt Reynolds, James Caan, Liza Minelli, Paul Newman, Anne Bancroft, Marcel Marceau, Barry Levinson, Howard Hesseman, Harold Gould, Valerie Curtin.

Nesta hilariante comédia, Mel Brooks faz o papel de um diretor de cinema que tem a brilhante ideia de fazer um filme mudo nos dias atuais para tentar salvar o estúdio da falência. Contando com a ajuda dos amigos (o estranho e engraçado Marty Feldman e o gorducho Dom DeLuise), ele sai à caça de astros para participarem de seu filme e assim conseguir financiamento, porém arruma muita confusão ao encontrar figuras como Burt Reynolds, James Caan e Paul Newman, com um detalhe, o filme é sonoro mas tem não tem diálogo algum. 

Esta ótima homenagem ao cinema mudo está recheada de gags e fica ainda mais engraçada com os astros convidados interpretando eles mesmos, não falando uma palavra sequer e ainda sendo alvos das desastradas sequências. 

sábado, 6 de setembro de 2014

Sem Novidade no Front

Sem Novidade no Front (All Quiet on the Western Front, EUA, 1930) – Nota 8
Direção – Lewis Milestone
Elenco – Lew Ayres, Louis Wolheim, John Wray, Ben Alexander, William Bakewell, Slim Summerville.

Início da Primeira Guerra Mundial, uma pequena cidade da Alemanha faz festa para os soldados que seguirão para o campo de batalha. Com uma euforia de patriotismo tomando conta do lugar, um professor faz um belo discurso sobre honra para seus alunos, incentivando os jovens a se alistarem. Vários deles seguem o conselho do professor sem saber que enfrentarão um verdadeiro inferno na linha de frente da guerra. 

Baseado num livro do alemão Erich Maria Remarque, este longa que venceu os Oscars de Melhor Filme e Direção, é uma belíssima obra pacifista, que mostra de forma cru o sofrimento dos jovens que sequer sabiam porque lutavam. Diferente dos filmes sobre a Segunda Guerra, que em sua maioria focavam no heroísmo dos combatentes, esta obra tem como ponto principal o lado humano do soldado. 

Assim que os jovens se apresentam para o treinamento, são surpreendidos ao encontrar o carteiro da cidade como sargento, que os trata como estranhos, inclusive com humilhações. Quando são enviados aos front, descobrem que falta comida, precisam se esconder em trincheiras e chegam ao desespero durante o primeiro bombardeio que enfrentam. No local, eles são “adotados” pelo veterano Kat (Louis Wolheim), que se torna uma espécie de pai para o grupo de jovens, principalmente para Paul (Lew Ayres), o protagonista que terá sua vida transformada pelos horrores da guerra. 

Mesmo sendo impossível comparar, tanto pela diferença de quase sessenta anos entre as produções, quanto pelos estilos dos diretores, este ótimo filme com certeza foi uma das inspirações de Stanley Kubrick para comandar “Nascido Para Matar”.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Crime do Padre Amaro

O Crime do Padre Amaro (El Crimen del Padre Amaro, México / Espanha / França / Argentina / França, 2002) – Nota 6,5
Direção – Carlos Carrera
Elenco – Gael Garcia Bernal, Ana Claudia Talancon, Sancho Gracia, Damian Alcazar, Angélica Aragón, Luisa Huertas, Andrés Montiel, Pedro Armendariz Jr, Gaston Melo.

Amaro (Gael Garcia Bernal) é um jovem padre protegido pelo Bispo que tem o objetivo de enviá-lo para Roma, mas antes disso, o rapaz precisará passar um período na paróquia do povoado de Los Reyes para ganhar experiência. Acostumado com a vida no seminário, Amaro enfrentará os problemas da dura realidade do local.

Não demora para descobrir que o Padre Benito (Sancho Gracia) fecha os olhos para o tráfico de drogas em troca de benesses para igreja, sem contar que ele ainda tem um caso com uma fiel (Angélica Aragón). Benito também vive em conflito com Padre Natalio (Damian Alcazar), este ligado a Teologia da Libertação. A situação de Amaro fica ainda mais difícil quando começa a sentir atração e é correspondido pela jovem Amelia (Ana Claudia Talancon).

Baseado no livro clássico de Eça de Queiroz, esta versão mexicana modernizou a história e chegou a concorrer ao Oscar de Filme Estrangeiro, porém diferente de outros longas produzidos no país na época como “Amores Brutos” e “E Sua Mãe Também”, que eram dramas fortes, aqui alguns momentos beiram o dramalhão.

É interessante incluir na trama elementos atuais como o tráfico de drogas e a Teologia da Libertação, além da questão do celibato, uma discussão eterna do catolicismo. O problema está nos momentos dramáticos, as cenas do astro Gael Garcia Bernal com a garota Ana Claudia Talancon são novelescas e não convencem. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Plano de Fuga

Plano de Fuga (Get the Gringo, EUA, 2012) – Nota 7
Direção – Adrian Grunberg
Elenco – Mel Gibson, Kevin Hernandez, Daniel Gimenez Cacho, Jesus Ochoa, Dolores Heredia, Peter Gerety, Roberto Sosa Martinez, Peter Stormare, Bob Gunton, Dean Norris, Scott Cohen.

Dois sujeitos disfarçados de palhaços são perseguidos pela polícia americana na divisa com o México. Um dos fugitivos que estava ferido morre, enquanto o motorista (Mel Gibson) para tentar escapar decide derrubar a barreira de metal que divide os dois países. Ele consegue o intento, porém acaba preso por policiais mexicanos corruptos, que ficam com uma mala cheia de dinheiro que ele roubou e o levam para cumprir pena na prisão conhecida como “El Pueblito”, uma verdadeira cidade onde muitas famílias moram com os detentos. O local é sujo, superpovoado e dominado por uma família de traficantes. Logo, ele fica conhecido como “Gringo” e passa a estudar como fugir do local, contando com a ajuda de um garoto (Kevin Hernandez) que vive com a mãe (Dolores Heredia) e que guarda um perigoso segredo.

Depois de oito anos trabalhando apenas como diretor e tendo enfrentando diversas polêmicas como um divórcio e acusações de antissemitismo, Mel Gibson retornou como protagonista no interessante “Um Novo Despertar” e deu sequência neste divertido “Plano de Fuga", longa de ação no mesmo estilo que o consagrou como astro nos oitenta e noventa.

A grande sacada do filme é criar uma boa trama de ação onde todos os personagens são corruptos, os diálogos são divertidos e politicamente incorretos, além do carisma de Mel Gibson, perfeito no papel do sujeito malandro e um pouco maluco.

A narração de Gibson em off é outro ponto alto, cheia de ironias, como quando ele cita que a cidade/prisão parece ser o “pior shopping center do mundo”.

Como Gibson ainda sofre rejeição dos grandes estúdios por causa dos problemas pessoais, este longa é quase uma produção independente que foi rodada toda no México.

Mesmo falhando na parte final que se mostra totalmente exagerada, o resultado é um divertido passatempo, principalmente para os fãs do ator que esperavam seu retorno aos filmes de ação. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Os Dois Escobares

Os Dois Escobares (The Two Escobars, Colômbia, 2010) – Nota 8,5
Direção – Jeff Zimbalist & Michael Zimbalist
Documentário

Apesar do mesmo sobrenome e do destino que fez com que seus caminhos se cruzassem, o chefão do tráfico colombiano Pablo Escobar e o jogador de futebol da seleção colombiana Andres Escobar não eram parentes, mas viveram o auge na mesma época e foram assassinados com uma diferença de poucos meses. O documentário conta com detalhes a história de vida destes dois personagens. 

Pablo Escobar nasceu em Medellin e nos anos setenta se tornou o maior traficante do país ao conseguir exportar cocaína para os Estados Unidos e vários outros países da América Latina. Nos anos oitenta, Pablo foi considerado um dos homens mais ricos do mundo, sendo adorado pela população pobre de Medellin, local onde construiu moradias, bancou a iluminação de bairros e incentivou o esporte mantendo campos de futebol, ou seja, usou seu dinheiro sujo para fazer o que governo colombiano ignorava. 

Apaixonado por futebol, Pablo se transformou em dono do Atlético Nacional da Medellin, investindo muito dinheiro, inclusive fazendo com que a equipe se tornasse o primeiro clube colombiano a ser campeão da Taça Libertadores em 1989. O sucesso de Pablo com o futebol fez com que outros grandes traficantes investissem em clubes como Milionarios de Bogotá e América de Cali, resultando na época de ouro do futebol colombiano. 

Enquanto isso, Andres Escobar se tornaria um jogador importante do Atlético Nacional em meados dos anos oitenta, chegando a seleção colombiana como capitão de um fantástica geração que tinha Valderrama, Rincon, Higuita, Asprilla, Leonel Alvarez e vários outros jogadores que massacraram a Argentina em, Buenos Aires vencendo por 5 x 0 e chegaram na Copa do Mundo dos Estados Unidos em 1994 como favoritos ao título. 

O fracasso na Copa é explicado em detalhes, com depoimentos comoventes de jogadores, do treinador Francisco Maturana e até do ex-presidente do país Cesar Gaviria, culminando com o assassinato de Andres. 

O grande acerto do documentário é mostrar com clareza a violência que tomava conta da Colômbia na época, a influência dos traficantes no futebol e no poder público e como a seleção era a esperança de mudar a desgastada imagem do país. 

Este documentário faz parte da fantástica série “30 for 30” produzida pela ESPN.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Roubo a Máfia

Roubo a Máfia (Rob the Mob, EUA, 2014) – Nota 6,5
Direção – Raymond De Felitta
Elenco – Michael Pitt, Nina Arianda, Andy Garcia, Ray Romano, Griffin Dunne, Michael Rispoli, Yul Vazquez, Frank Whaley, Brian Tarantina, Ainda Turturro, Burt Young, Cathy Moriarty, Adam Trese.

No início de 1991, os namorados Tommy (Michael Pitt) e Rosie (Nina Arianda) são presos após assaltarem uma floricultura com o objetivo de conseguir dinheiro para comprar drogas. No ano seguinte, Tommy sai de cadeia e com ajuda de Rosie começa a trabalhar em uma empresa de cobranças, onde o dono (Griffin Dunne) é um ex-presidiário que acredita em segunda chance, porém seu verdadeiro intuito é contratar pessoas para pagar um baixo salário. 

O casal tenta levar uma vida normal, mas sofre com a falta de dinheiro. Esta dificuldade, somada ao ódio de Tommy pela Máfia que extorquia seu pai, um pequeno comerciante dono de uma floricultura, faz nascer uma ideia maluca no sujeito. Ao acompanhar o julgamento do chefão mafioso John Gotti, que fora entregue aos federais por um de seus capangas, Tommy anota os endereços dos clubes que eles frequentam e descobre que mafioso algum usa arma nestes locais. Tommy e Rosie decidem assaltar os clubes, acreditando que bandidos jamais dariam queixa na polícia, porém não imaginavam que estariam se envolvendo em algo maior que um simples roubo. 

Esta inacreditável história sobre um casal de jovens malucos e ao mesmo tempo ingênuos é baseada em um fato real que influenciou decisivamente no julgamento de vários mafiosos. 

A trama por si só tinha tudo para render um grande filme, o problema está no roteiro frouxo que aproveita mal vários personagens e na direção que não se decide entre fazer uma comédia ou um drama policial, resultando numa narrativa irregular. A tentativa de criar uma história de amor ao estilo “Bonnie & Clyde” também não funciona. 

Mesmo com personagens mal aproveitados, vale destacar Andy Garcia como outro chefão mafioso, o comediante Ray Romano como um jornalista especializado na Máfia e a pequena e importante participação do veteraníssimo Burt Young, o Paulie da série “Rocky”. 

No final, fica a sensação de uma boa história desperdiçada.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Religulous

Religulous (Religulous, EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção – Larry Charles
Documentário com Bill Maher

O comediante e apresentador Bill Maher entrevistou diversas pessoas ligadas a várias religiões com o objetivo de desmistificar os dogmas que elas tanto acreditam, sempre utilizando de argumentos racionais, ironias e até debochando dos entrevistados em algumas situações. 

Mesmo não assumindo ser ateu, Maher deixa claro que não acredita em religião alguma, além de enfatizar que elas são nocivas por disseminarem separação, ódio e até guerras. Por mais ofensivo que pareça aos olhos de uma pessoa religiosa, os argumentos de Maher se sustentam frente ao abstrato defendido pelos entrevistados, principalmente quando alguns deles tentam disseminar ideias absurdas, daquelas que brincam com a inteligência das pessoas. 

Entre as figuras que passam pela tela temos o ex-cantor que se transformou em pastor picareta e que se veste com ternos e sapatos caros, ostentando um relógio de ouro e que tem a cara de pau de dizer que Cristo deseja que ele se vista bem. Outro pastor diz ser descendente de Cristo, um rabino maluco nega o Holocausto, um ex-gay que se tornou pastor “ajuda” homossexuais a se tornarem héteros e um muçulmano questionado sobre como sua religião considera a mulher inferior, se defende mostrando uma jovem rezando em um minúsculo canto na enorme Mesquita, com todo o restante do espaço reservado para os homens. 

Como citei anteriormente, o documentário com certeza será considerado ofensivo para uma pessoa religiosa, enquanto o sujeito mais racional dará boas risadas com o embate de pensamentos entre Maher e os entrevistados, principalmente pelas cenas inseridas entre os diálogos que na maioria das vezes contradiz a afirmação do religioso.