sábado, 7 de março de 2026

Dívida de Sangue

 

Dívida de Sangue (Cat Ballou, EUA, 1965) – Nota 7
Direção – Elliot Silverstein
Elenco – Jane Fonda, Lee Marvin, Michael Callan, Nat King Cole, Stubby Kaye, John Marley, Bruce Cabot.

No século XIX, Cat Ballou (Jane Fonda) é uma jovem professora que viaja ao oeste americano decidida a vingar a morte de seu pai. Para enfrentar o assassino, ela contrata um pistoleiro alcoólatra (Lee Marvin). 

Este inusitado western mistura comédia e musical para contar uma divertida história de vingança. A então estrela em ascensão Jane Fonda interpreta a decidida protagonista que enfrenta um mundo que não conhece, enquanto o grande Lee Marvin tem umas das melhores atuações da sua carreira em papel duplo. Ele interpreta o pistoleiro bêbado de forma engraçadíssima e também o assassino do pai da protagonista. 

Destaque também para a dupla Nat King Cole e Stubby Kaye que narra a história em sequências musicais como se fosse menestréis.

Prisioneiro do Caos

 

Prisioneiro do Caos (Strul, Suécia, 2024) – Nota 6
Direção – Jon Holmberg
Elenco – Filip Berg, Amy Deasismont, Eva Melander, Mans Nathanaelson, Dejan Cukic, Joakim Sallquist, Peter Gardiner.

Conny (Filip Berg) é um vendedor de eletrônicos que termina se envolvendo em um caso de assassinato. Para provar sua inocência após ser preso, ele planeja uma fuga com outros detentos que cometeram um assalto e que desejam aproveitar a vida com o dinheiro que roubado que está escondido. 

Essa produção sueca é basicamente uma comédia policial no estilo dos filmes americanos do gênero. Um protagonista fracassado que é obrigado a se defender, coadjuvantes caricatos e uma narrativa ágil, com uma correria quase ininterrupta. Tem sequências absurdas e outras até patéticas, ma a narrativa é divertida e o filme passa extremamente rápido. É uma sessão da tarde sueca.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Trem Mistério

 

Trem Mistério (Mystery Train, Japão / EUA, 1989) – Nota 7,5
Direção – Jim Jarmusch
Elenco – Masatoshi Nagase, Youki Kudoh, Nicoletta Braschi, Joe Strummer, Elizabeth Bracco, Rick Aviles, Steve Buscemi

O roteiro escrito pelo cultuado diretor Jim Jarmusch detalha três histórias diferentes que acontecem na mesma noite em Memphis. Turistas, moradores e viajantes solitários passam por um velho hotel enquanto suas vidas se cruzam de forma curiosa e inesperada. Cada narrativa revela pequenos momentos de solidão, humor e estranheza no coração da cidade do rock. 

O filme tem o estilo contemplativo e a atmosfera única comum as obras do diretor, misturando humor sutil, personagens excêntricos e referências musicais ligadas ao legado de Elvis Presley. Com ritmo tranquilo e olhar sensível, o filme cria um retrato poético de encontros e coincidências durante uma única madrugada.

Sobre Ontem a Noite

 

Sobre Ontem à Noite (About Last Night..., EUA, 1986) – Nota 7
Direção – Edward Zwick
Elenco – Rob Lowe, Demi Moore, James Belushi, Elizabeth Perkins

Danny (Rob Lowe) e Debbie (Demi Moore) se conhecem casualmente e rapidamente iniciam um intenso romance. Entre paixão, inseguranças e interferências dos amigos, o casal enfrenta as dificuldades de transformar a atração em compromisso real. 

Protagonizado por Rob Lowe e Demi Moore, os dois em ascensão na carreira na época, este longa mistura romance e drama que mostram os altos e baixos de um relacionamento moderno em meio às expectativas e os medos da vida adulta. 

A narrativa busca retratar de forma mais realista as imperfeições e conflitos de um casal, fugindo do romantismo idealizado. É um retrato sincero das fragilidades emocionais que surgem quando o amor precisa amadurecer.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Sindicato da Violência, Assassinato nos Estados Unidos & À Queima Roupa

 

Sindicato da Violência (Act ov Vengeance, EUA, 1986) – Nota 6
Direção – John MacKenzie
Elenco – Charles Bronson, Ellen Burstyn, Wilford Brimley, Ellen Barkin, Hoyt Axton, Maury Chaykin, Caroline Kava.

Jock Yablonski (Charles Bronson) desafia a liderança corrupta ao concorrer para presidente do sindicato dos mineradores em defesa de melhores condições de trabalho. Sua tentativa desencadeia uma série de ameaças e violência, expondo a brutalidade da política interna que ele enfrenta. 

O filme é um drama biográfico inspirado em fatos reais que acompanha não apenas a campanha, mas também a vida pessoal e os riscos que Jock assume por seus ideais. A narrativa mostra como o poder corrompe e os perigos de confrontar interesses estabelecidos. É uma história de coragem, tragédia e crítica ao abuso de poder dentro de instituições que deveriam proteger os trabalhadores.

Assassinato nos Estados Unidos (Assassination, EUA, 1987) – Nota 5,5
Direção – Peter Hunt
Elenco – Charles Bronson, Jill Ireland, Stephen Elliott, Jan Gan Boyd, Michael Ansara.

Jay Killian (Charles Bronson) é o guarda-costas do presidente dos Estados Unidos que recebe a missão de proteger a primeira-dama (Jill Ireland), que é uma pessoa de difícil relacionamento. Quando ela sofre um atentado, Killian a salva, mas os dois precisam fugir sendo perseguidos por um assassino. 

Este longa produzido pelo Cannon é até agitado, mas com sequências de ação fracas e diálogos ruins. O filme foi também o último trabalho da atriz Jill Ireland com seu marido Charles Bronson. Ela faleceria em 1990 após ficar doente por alguns anos.

À Queima Roupa (Family of Cops, EUA, 1995) – Nota 5,5
Direção – Ted Kotcheff
Elenco – Charles Bronson, Daniel Baldwin, Angela Featherstone, Lesley Anne Down, Barbara Williams, Simon MacCorkindale, John Vernon.

Paul Fein (Charles Bronson) é um veterano policial que vê sua família ser colocada à prova quando sua própria filha se torna a principal suspeita de um assassinato. Dividido entre o dever e o amor paterno, ele precisa conduzir a investigação com imparcialidade enquanto tenta proteger aqueles que ama. O caso revela segredos e tensões dentro da própria família. 

É uma produção televisiva que explora o peso da responsabilidade, lealdade e justiça, apostando mais na tensão emocional do que na ação intensa. Esse longa teve duas sequências, sendo esses os últimos trabalhos do astro Charles Bronson, que faleceu em 2003.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Dezembro de 2001

Dezembro de 2001 (Diciembre 2001, Argentina, 2023) – Nota 7
Direção – Benjamin Ávila
Elenco – Luis Luque, Jean Pierre Noher, Diego Cremonesi, César Troncoso, Luis Machin, Fernan Miras, Cecilia Rossetto, Manuel Vicente, Nicolas Furtado.

Em 2001, o governo argentino do presidente Fernando De La Rúa (Jean Pierre Noher) estava em crise. Para tentar colocar a economia no caminho certo, eles e seus assessores indicam para o ministério da economia o renomado Domingo Cavallo (Luis Machin), porém uma série de decisões equivocadas leva o país ao caos econômico, político e social em dezembro do mesmo ano. 

Essa minissérie em seis episódios detalha os bastidores políticos da maior crise econômica vivida pela Argentina. Fica clara a fraqueza e a alienação do presidente De La Rúa, a falta de caráter dos oposicionistas em deixar o país afundar para tomar o poder e a arrogância dos muitos envolvidos. 

É uma minissérie para quem tem interesse em história e política.

Adivinhe Quem Vem Para Jantar

 

Adivinhe Quem Vem Para Jantar (Guess Who's Coming to Dinner, EUA, 1967) - Nota 8
Direção – Stanley Kramer
Elenco – Spencer Tracy, Katharine Hepburn, Sidney Poitier, Katharine Houghton, Cecil Kellaway.

Uma jovem branca (Katharine Houghton) leva seu noivo (Sidney Poitier) para conhecer os pais, revelando que ele é um médico negro altamente respeitado. O encontro inesperado coloca à prova os valores liberais da família diante do relacionamento da filha. Ao longo de uma única noite, tensões, preconceitos e dilemas morais vêm à tona. O jantar se transforma em um intenso debate sobre amor, igualdade e aceitação. 

Clássico que continua atual, mostrando com humor e inteligência a questão das diferenças e com um elenco de primeira. Os grandes Spencer Tracy, Katharine Hepburn e Sidney Poitier dão um show de atuação. Este foi também o último filme do astro Spencer Tracy.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Psicose

 

Psicose (Psycho, EUA, 1960) – Nota 10
Direção – Alfred Hitchcock
Elenco – Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, John McIntire, Martin Balsam, Simon Oakland.

Após roubar uma quantia em dinheiro, Marion Crane (Janet Leigh) foge e busca abrigo em um motel isolado à beira da estrada. O local é administrado pelo tímido e enigmático Norman Bates (Anthony Perkins), que vive sob a influência sufocante da mãe. O que começa como um encontro casual logo se transforma em uma das sequências mais chocantes do cinema. O desaparecimento de Marion desperta uma investigação cheia de mistério e tensão. 

Dirigido por Alfred Hitchcock, esse longa é um marco do suspense e do terror moderno. Hitchcock manipula a expectativa do público com maestria, quebrando padrões narrativos através de uma atmosfera claustrofóbica. 

São várias situações que transformaram o filme em um dos maiores clássicos da história do cinema. A famosa cena do chuveiro, a memorável atuação de Anthony Perkins como Norman Bates e a assustadora trilha sonora criada pelo maestro Bernard Hermann, parceiro habitual de Hitchcock, que é copiada é hoje.

Psicose 2 (Psycho II, EUA, 1982) – Nota 7
Direção – Richard Franklin
Elenco – Anthony Perkins, Vera Miles, Meg Tilly, Robert Loggia, Dennis Franz, Hugh Gillin.

Após ficar internado em um sanatório por vinte e dois anos, Norman Bates (Anthony Perkins) recebe alta e retorna ao antigo motel tentando reconstruir a própria vida. Acreditando estar curado, ele deseja viver de forma tranquila e normal. No entanto, estranhos acontecimentos começam a abalar sua frágil estabilidade mental. 

O diretor australiano Richard Franklin consegue construir uma narrativa em que paranoia, manipulação e memórias traumáticas mantém um clima de tensão respeitando o clássico de Hitchcock. A história é bastante aceitável para o gênero, com o roteiro explorando a questão psicológica através da tênue linha entre sanidade e loucura de maneira envolvente, valorizada pela atuação do sinistro Anthony Perkins.

Psicose 3 (Psucho III, EUA, 1986) – Nota 5,5
Direção – Anthony Perkins
Elenco – Anthony Perkins, Diana Scarwid, Jeff Fahey, Roberta Maxwell, Hugh Gillin.

Norman Bates (Anthony Perkins) ainda tenta manter a rotina no motel, mas sua mente continua assombrada pelo passado. A chegada de uma jovem misteriosa e problemática (Diana Scarwid) desestabiliza ainda mais seu frágil equilíbrio. A dúvida sobre a culpa de Norman retorna com força quando ocorrem novos assassinatos. 

Este terceiro longa dirigido pelo próprio protagonista Anthony Perkins segue muito mais o estilo de terror e suspense dos anos oitenta, do que o desenvolvimento psicológico dos filmes anteriores. Ele é mais explícito na violência e a atuação de Perkins que é bastante exagerada. 

Em 1990, o diretor especialista em terror Mick Garris comandou um quarto filme produzido para a tv contando a vida de Norman Bates na juventude, com o ator Henry Thomas no papel intercalando com Anthony Perkins que faleceria em 1992.

Psicose (Psycho, EUA, 1998) – Nota 5
Direção – Gus Van Sant
Elenco – Vince Vaughn, Anne Heche, Julianne Moore, Viggo Mortensen, William H. Macy, Philip Baker Hall, Robert Forster, Rita Wilson, James Remar, James LeGros, Flea.

O diretor Gus Van Sant comandou essa refilmagem fiel ao clássico de Hitchcock recriando praticamente todas as sequências e inserindo algumas situações mais explícitas, o que gerou críticas sobre o porquê de recriar uma cópia do clássico. Vince Vaughn que assumiu o papel de Norman Bates entrega uma interpretação over. A obra funciona somente como uma curiosidade cinematográfica e nada mais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Magnólia

 

Magnólia (Magnolia, EUA, 1999) – Nota 8
Direção – Paul Thomas Anderson
Elenco – Tom Cruise, Jeremy Blackman, Jason Robards, Julianne Moore, Philip Baker Hall, Philip Seymour Hoffman, William H. Macy, Melora Walters, Melinda Dillon, April Grace, Luis Guzman, John C. Reilly, Alfred Molina, Michael Murphy, Ricky Jay, Henry Gibson, Felicity Huffman.

Em um único dia no Vale de San Fernando na Califórnia, diferentes histórias se cruzam revelando culpas, traumas e desejos reprimidos. O policial Jim Kurring (John C. Reilly) tenta se conectar de forma sincera em meio à própria solidão, enquanto a frágil Claudia (Melora Walters) lida com vícios e traumas do passado. 

O produtor moribundo Earl Partridge (Jason Robards) busca reconciliação com o filho distante Frank T.J. Mackey (Tom Cruise), um guru de masculinidade que esconde profundas feridas emocionais. Paralelamente, o jovem gênio Stanley Spector (Jeremy Blackman) sofre com a pressão do pai, compondo com outros personagens um mosaico de relações marcadas por abandono e necessidade de perdão. 

Dirigido por Paul Thomas Anderson, esse longa constrói uma narrativa ambiciosa, onde cada personagem representa uma faceta da dor e da tentativa de redenção. As atuações intensas, especialmente nos confrontos entre pai e filho, ampliam o impacto emocional da história. O filme equilibra realismo cru e momentos simbólicos marcantes, transformando dramas individuais em uma reflexão poderosa sobre culpa, acaso e reconciliação.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Missão Refúgio

 

Missão Refúgio (Shelter, Inglaterra / EUA / Canadá, 2026) – Nota 7
Direção – Ric Roman Waugh
Elenco – Jason Statham, Bodhi Rae Breathnach, Daniel Mays, Bill Nighy, Naomi Ackie, Bryan Vigler, Michael Shaeffer.

Um sujeito (Jason Statham) que vive isolado em uma ilha do litoral escocês é obrigado a ajudar uma adolescente (Bodhi Rae Breathnach) que está se afogando em um acidente de barco. O fato desencadeia uma série de situações que colocam o desconhecido e a garota em perigo.

Esse agitado longa segue a cartilha dos filmes de ação protagonizados por Jason Statham e dirigidos por Ric Roman Waugh. A trama é previsível, porém bem amarrada e as sequências de ação são competentes. 

Mesmo beirando os sessenta anos de idade, Jason Statham ainda consegue desempenhar muito bem as sequências de lutas. É um filme que vai agradar quem gosta do gênero.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Violent Ends

 

Violent Ends (Violent Ends, EUA, 2025) – Nota 7
Direção – John Michael Powell
Elenco – Billy Magnussen, James Badge Dale, Kate Burton, Nick Stahl, Ray McKinnon, Alexandra Shipp, Jared Bankens, Bruce McKinnon, Sean Harrison Jones.

Arkansas, 1992. Lucas Frost (Billy Magnussen) tenta levar uma vida honesta mesmo sendo membro de uma família criminosa que domina o tráfico de drogas na região há décadas. Tudo começa a desmoronar quando um dos membros da família (James Badge Dale) sai da cadeia com o objetivo de tomar a frente dos negócios ilegais. 

O desconhecido diretor e roteirista John Michael Powell se inspirou na história real da desintegração de uma família criminosa que atuava na região de Ozark no Arkansas. 

O filme tem o clássico clima de tragédia de tramas em cidades do interior americano, daquelas em que a falta de perspectivas e a distância das grandes metrópoles facilita as ações de grupo criminosos que exploram o tráfico de drogas. 

O roteiro mesmo longe de ser perfeito, detalha bem os conflitos familiares, as disputas pelo poder e a sede por vingança. É um filme que vai agradar quem gosta de tramas policiais desse estilo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Extermínio: O Templo dos Ossos

 

Extermínio: O Templo dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple, Inglaterra / EUA / Canadá, 2026) – Nota 6,5
Direção – Nia DaCosta
Elenco – Ralph Fiennes, Jack O’Connell, Alfie Williams, Connor Newall, Erin Kellyman, Emma Laird, Maura Byrd.

Spike (Alfie Williams) que sobreviveu no filme anterior, cruza o caminho de Jimmy Crystal (Jack O’Connell), que lidera uma espécie de seita com crianças e adolescentes que são treinados para seguir ordens e matar zumbis. Em paralelo, o Dr. Kelson (Ralph Fiennes) continua suas experiências para tentar entender o vírus que infectou quase toda a população. 

Esta nova sequência da franquia começa de onde parou o filme anterior, que era mais voltado para uma trama de sobrevivência. Aqui a narrativa explora insere cinismo, loucura e até pitadas de comédia nas atitudes do personagem de Jack O’Connell, além de aumentar a quantidade de sangue na tela. 

O filme perde pontos por focar muito mais no visual e na violência explícita comum nos longas de terror atuais, do que na história que é apenas razoável.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Isso Ainda Está de Pé?

 

Isso Ainda Está de Pé (Is This Thing On?, EUA, 2025) – Nota 6
Direção – Bradley Cooper
Elenco – Will Arnett, Laura Dern, Bradley Cooper, Andra Day, Ciaran Hinds, Christine Ebersole, Sean Hayes, Scott Icenogle. Chloe Radcliffe, Jordan Jensen, Peyton Manning, Amy Sedaris.

Após vinte anos juntos, o casal Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) decide se separar. O fato mexe com os dois filhos pré-adolescentes e leva Alex a descobrir uma vocação perdida. Ele começa a se apresentar em show de stand up amador, contando sua história de vida de uma forma triste e ao mesmo tempo engraçada. 

Esse longa dirigido pelo ator Bradley Cooper foca na vida dos típicos moradores de Nova York, que querem se mostrar modernos, mas que no fundo sofrem com uma terrível insegurança. Os coadjuvantes são irritantes, como o casal de Bradley Cooper e Andra Day e outros que passam menos tempo na tela. 

O ponto alto são as melancólicas apresentações de stand up, em que o protagonista vivido por Will Arnett utiliza como uma espécie de terapia.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Corra, Lola, Corra

 

Corra, Lola, Corra (Lola Rennt, Alemanha, 1999) – Nota 8
Direção – Tom Tykwer
Elenco – Franka Potente, Moritz Bleitbreu, Herbert Knaup, Nina Petri, Armin Rohde.

Em Berlim, Lola (Franka Potente) é uma jovem que fica desesperada ao receber um telefonema do namorado que tem somente vinte minutos para pagar um enorme quantia que deve para um traficante. Ela sai em disparada pela cidade com o objetivo de pedir o dinheiro para o pai que é o gerente de um banco, porém terá de enfrentar vários obstáculos pelo caminho. 

Ao lado do complexo “A Viagem” de 2012, esse “Corra, Lola, Corra” é o melhor trabalho da carreira do diretor e roteirista alemão Tom Tykwer. O que seria um trama básica de correria para salvar uma vida, resulta em um dos longas mais criativos da história do cinema, mesmo com alguns furos. 

A corrida da protagonista em busca do dinheiro é repetida por três vezes em sequências de vinte minutos. Cada tentativa termina de uma forma diferente por causa das pequenas decisões que ela toma em sua corrida, seja desviando de um carrinho de bebê ou por causa de um automóvel saindo de uma garagem. 

A montagem frenética, a trilha sonora eletrônica e a estrutura repetitiva criam uma experiência extremamente criativa sobre o impacto do tempo e das pequenas ações no rumo da vida.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Amnésia Criminosa

 

Amnésia Criminosa (Den Sidste Viking, Dinamarca / Suécia, 2025) – Nota 7,5
Direção – Anders Thomas Jensen
Elenco – Mads Mikkelsen, Nikolaj Lie Kaas, Sofie Grabel, Soren Malling, Nicolas Bro, Lars Ranthe, Bodil Jorgensen, Lars Brygmann, Kardo Razzazi.

Após cumprir quinze ano de cadeia por conta de um assalto, Anker (Nikolaj Lie Kaas) volta para casa onde reencontra seu irmão (Manfred), que escondeu o dinheiro roubado. O problema é que Manfred sofre de uma psicose dissociativa e o dinheiro está enterrado na antiga casa da família em uma região rural, onde agora vive um casal. 

O título traduzido faz pensar que o longa é uma obra policial comum ou um suspense, quando na realidade a história explora uma violenta trama de humor negro. Os personagens que surgem pelo caminho da dupla são tão psicóticos quanto o estranho Manfred, resultando em situações que são engraçadas por causa dos absurdos. O roteiro ainda guarda uma pequena surpresa ligada a um trama de infância. 

Destaque para mais uma ótima interpretação de Mads Mikkelsen, que está impagável como o sujeito perturbado e ao mesmo inofensivo para quem está em volta, não para ele mesmo. Para quem gosta do estilo, esse longa é uma boa opção.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Hardcore: No Submundo do Sexo & Crime e Paixão

 

Hardcore: No Submundo do Sexo (Hardcore, EUA, 1979) – Nota 7,5
Direção – Paul Schrader
Elenco – George C. Scott, Peter Boyle, Dick Sargent, Leonard Gaines, Seasen Hubley, Gary Graham

Jake VanDorn (George C. Scott) é um homem de negócios extremamente religioso que vive em uma cidade do oeste americano. Quando sua filha desaparece durante uma viagem à Califórnia, ele contrata um detetive particular (Peter Boyle) que descobre que a jovem está trabalhando em filmes pornográficos clandestinos. A pista leva Jake a procurar sua filha pelo submundo de Los Angeles. 

Paul Schrader iniciou sua carreira nos anos setenta como roteirista e logo em seguida também como diretor, intercalando as posições nos últimos cinquenta anos. Considero Schrader melhor roteirista do que diretor, mas nesse longa ele entrega uma obra forte e extremamente competente. 

Schrader aproveitou a explosão do cinema pornô na época para escrever uma trama pesada em que um pai conservador enfrenta uma saga pelo inferno que ele sequer imaginava existir. A atuação atormentada de George C. Scott é perfeita na proposta de criar um conflito de gerações em uma situação extrema, como uma viagem do céu ao inferno. 

É com certeza um filme que merecia ser mais lembrado.

Crime e Paixão (Hustle, EUA, 1975) – Nota 6
Direção – Robert Aldrich
Elenco – Burt Reynolds, Catherine Deneuve, Ben Johnson, Paul Winfield, Eileen Brennan, Eddie Albert, Ernest Borgnine, James Hampton, Catherine Bach

Phil Gaines (Burt Reynolds) é um policial amargo e cínico que investiga a morte de uma atriz pornô. Gaines vive também um momento complicado em sua vida pessoal, por conta do relacionamento com a garota de programa Nicole Britton (Catherine Deneuve). Ele precisa também lidar com o pai da garota morta (Ben Johnson), que faz a sua própria investigação. 

O melhor deste filme irregular dirigido pelo bom diretor Robert Aldrich é a mistura de um clima de tragédia com a premissa do protagonista tentando resolver o crime em meio ao submundo de Los Angeles. Por outro lado, a narrativa é monótona, com pouca coisa importante acontecendo até o aceitável final. É uma pena, pelo bom elenco e a direção de Aldrich, o filme tinha tudo para ser melhor.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Justiça Artificial

 

Justiça Artificial (Mercy, EUA, 2026) – Nota 7
Direção – Timur Bekmambetov
Elenco – Chris Pratt, Rebecca Ferguson, Kali Reis, Annabelle Wallis, Chris Sullivan, Kylie Rogers, Jeff Pierre, Rafi Gavron, Kenneth Choi.

Em um futuro próximo, o policial Chris Raven (Chris Pratt) acorda preso em um cadeira de réu em um tribunal virtual comandado por um avatar de inteligência artificial chamado Maddox (Rebecca Ferguson). 

Acusado de matar a própria esposa, Chris tem noventa minutos para provar sua inocência utilizando as evidências colhidas no local e uma infinidade de vídeos e ligações telefônicas que foram gravadas pela sua família e por câmeras espalhadas pelas ruas e estabelecimentos. 

Este interessante longa explora a dúvida atual sobre até qual ponto pode chegar a utilização da inteligência artificial. O roteiro é uma trama policial básica sobre um sujeito tentado provar sua inocência, porém com a utilização da tecnologia para chegar a verdade. 

O filme tem algumas falhas e a chance do protagonista se salvar aumenta por ele ser policial e conhecer técnicas de investigação. Fica claro que o julgamento apenas por fatos “frios” sem o contexto humano está longe de ser perfeito. O resultado é um filme ágil que vai agradar quem gosta do gênero.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quarta-Feira de Cinzas

 

Quarta-Feira de Cinzas (Ash Wednesday, EUA, 2002) – Nota 7
Direção – Edward Burns
Elenco – Edward Burns, Elijah Wood, Rosario Dawson, James Handy, Oliver Platt, Michael Mulheren, Peter Gerety, Malachy McCourt, Julie Hale.

Hell’s Kitchen, Nova York, início dos anos oitenta. Três anos após ser dado como morto, Sean (Elijah Wood) é visto no bairro. Sua aparição reacende o conflito entre dois grupos de criminosos, colocando no meio dessa confusão seu irmão Francis (Edward Burns). 

O diretor, ator e roteirista Edward Burns foge um pouco aqui dos dramas românticos que costuma dirigir para focar na violenta vida de pequenos criminosos. Mesmo assim, ele novamente explora temas comuns como relações familiares, lealdade e religião. 

É um filme que lembra as obras de Martin Scorsese, porém com menos dinheiro na produção e uma trama mais simples. São quase sempre interessantes os filmes que mostram o submundo de Nova York.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Apocalipse Now

 

Apocalipse Now (Apocalipse Now, EUA, 1979) – Nota 10
Direção – Francis Ford Coppola
Elenco – Martin Sheen, Marlon Brando, Robert Duvall, Dennis Hopper, Harrison Ford, Scott Glenn, Frederic Forrest, Sam Bottoms, G.D. Spradlin.

Durante a Guerra do Vietnã, o capitão Willard (Martin Sheen) recebe a missão de localizar e matar o coronel Kurtz (Marlon Brando) que desertou, aparentemente enlouqueceu e criou um pequeno império no meio da floresta. Esta obra é mais do que um simples filme, na verdade é uma jornada sombria que afeta psicologicamente um militar na busca pelo coronel perturbado. 

São várias sequências clássicas, como o monólogo absurdo do personagem de Marlon Brando e a praia sendo bombardeada a mando do coronel vivido por Robert Duvall que deseja surfar, isso ao som da “Cavalgada das Valquírias” de Richard Wagner. 

Por sinal, essa postagem é uma homenagem ao grande Robert Duvall, que faleceu n    essa semana deixando um legado de papéis memoráveis, muitos deles em filmes da chamada Nova Hollywood nos anos setenta. 

Vale citar que do início das filmagens até o lançamento de “Apocalipse Now” foram quase quatro anos, levando o diretor Francis Ford Coppola à falência. Mas no final, todo o esforço e as loucuras foram válidas, resultando em um clássico eterno,

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Gangues de Nova York

 

Gangues de Nova York (Gangs of New York, EUA, 2002) – Nota 8
Direção – Martin Scorsese
Elenco – Leonardo Di Caprio, Daniel Day Lewis, Cameron Diaz, Jim Broadbent, Henry Thomas, Liam Neeson, Brendan Gleeson, John C. Reilly, Gary Lewis, Stephen Graham, Alec McCowen, Larry Gilliard Jr, Cara Seymour, David Hemmings.

Em meio à violência das ruas de Nova York no século XIX, a rivalidade entre gangues é extremamente violenta. O jovem Amsterdam (Leonardo Co Caprio) retorna para acertar contas com o temido Bill “The Butcher (Daniel Day Lewis), em um cenário de caos político e social. 

Entre conflitos étnicos e disputas de poder, a cidade surge como um personagem vivo, brutal e em transformação. A luta pessoal do protagonista se mistura ao nascimento turbulento da mais famosa metrópole moderna. A recriação histórica é detalhista e imersiva, reforçando o clima de tensão constante. 

A atuação intensa de Daniel Day-Lewis é um dos grandes destaques. Seu personagem é carismático e cruel na mesma medida, dominando cada cena em que aparece. Destaque também para o elenco recheados de grandes atores e a ótima direção de Martin Scorsese. 

É uma obra sobre poder, identidade e as raízes conflituosas da sociedade americana.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Sorry, Baby

 

Sorry Baby (Sorry, Baby, EUA / Espanh / França, 2025) – Nota 5,5
Direção – Eva Victor
Elenco – Eva Victor, Naomi Ackie, Louis Cancelmi, Kelly McCormack, Lucas Hedges, John Carrol Lynch, Hetienne Park, Jordan Mendoza.

Agnes (Eva Victor) é uma professora universitária solteira que vive em uma cidade do interior. A visita da amiga Lydie (Naomi Ackie) que mora em outra cidade é uma alegria. Três anos depois desse encontro, Agnes precisa lidar com um trauma pesado, tendo apoio apenas da amiga. 

Este drama independente tem o estilo inusitado da produtora A24. A primeira parte é arrastada ao focar no reencontro das amigas e nos diálogos quase infantis. O filme melhora depois que muda o foco para o drama envolvendo o sofrimento da protagonista, mas mesmo assim a narrativa é cansativa. É basicamente um daqueles filme que tenta ser cult e moderninho.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Os Donos do Poder & Blaze, o Escândalo

 

Os Donos do Poder (Power, EUA, 1986) – Nota 6
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Richard Gere, Julie Christie, Gene Hackman, Kate Capshaw, Denzel Washington, E. G. Marshall, Beatrice Straight, Fritz Weaver, J.T. Walsh.

Pete St. John (Richard Gere) é um famoso consultor político que precisa criar uma narrativa para a aposentadoria de um veterano senador que irá apoiar um executivo para ser seu sucessor. O problema é que o sujeito esconde segredos que não podem vir à tona. 

Esse é um dos filmes mais fracos do grande diretor Sidney Lumet, mesmo com um ótimo elenco. Os bastidores corruptos da política e dos poderosos é explorado de uma forma fria e rasa, Em momento algum a trama decola, nem mesmo na disputa entre o protagonista vivido por Richard Gere com outro assessor político vivido por um pouco conhecido na época Denzel Washington. Até mesmo o sempre marcante Gene Hackman se mostra longe de seus melhores trabalhos.

Blaze, o Escândalo (Blaze, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – Ron Shelton
Elenco – Paul Newman, Lolita Davidovich, Jerry Hardin, Gailard Sartain, Jeffrey DeMunn, Richard Jenkins, Robert Wuhl.

Louisiana, anos cinquenta. Earl Long (Paul Newman) é o governador do Estado que se apaixona pela jovem stripper Blaze Starr (Lolita Davidovich). O relacionamento e as ideias políticas de Long se tornam armas para oposição tentar derrubá-lo. 

Este longa baseado em uma história real é um dos poucos em que o diretor e roteirista Ron Shelton fez sem ser sobre esportes, o tema principal de sua carreira. A história é mais curiosa do que interessante. Ela explora preconceito e direitos civis em uma época em que esses temas eram polêmicos nos EUA, porém o filme é no máximo mediano. 

Destaque para um Paul Newman até engraçado em alguns momentos e para a atuação espontânea de Lolita Davidovich, que na vida real é casada até hoje com o diretor Ron Shelton.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Num Lago Dourado

 

Num Lago Dourado (On Golden Pond, EUA, 1981) – Nota 8
Direção – Mark Rydell
Elenco – Henry Fonda, Katharine Hepburn, Jane Fonda, Dabney Coleman, Doug McKeon

Aos oitenta anos de idade, Norman (Henry Fonda) é um sujeito cínico, mal humorado e ressentido, que é entendido apenas pela doce esposa Ethel (Katherine Hepburn). Quando a filha Chelsea (Jane Fonda), que está afastada da família retorna com seu filho adolescente Billy Ray (Doug McKeon) para passar um período com os pais, feridas do passado se abrem, assim como a possibilidade de resolver essas pendências. 

Esse longa que explora a complexidade das relações familiares foi indicado a dez prêmios Oscar, vencendo de roteiro adaptado e de melhor ator e atriz com Henry Fonda e Katherine Hepburn, dois ícones da era de ouro de Hollywood. 

O filme foi também o último trabalho para o cinema de Henry Fonda, que faleceu alguns meses após o lançamento, além de ter sido uma chance de contracenar com sua filha na vida real Jane Fonda, que era um dos grandes do cinema na época. 

É um filme que merece ser mais lembrado.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Primata

O Primata (Primate, EUA / Inglaterra / Canadá / Austrália, 2025) – Nota 5,5
Direção – Johannes Roberts
Elenco – Johnny Sequoyah, Jess Alexander, Troy Kotsur, Victoria Wyant, Gia Hunter, Benjamin Cheng.

O chimpanzé Ben foi criado por uma cientista que faleceu, deixando o animal com sua família que vive no Havaí. Uma determinada situação enlouquece o até então inofensivo Ben, que inicia um ataque brutal contra todos que estão na casa. 

Esse longa é basicamente um terror adolescente sangrento que tem até uma explicação verossímil para os ataques do animal, porém sem surpresas ou um mínimo desenvolvimento dos personagens. É tudo muito raso e previsível, o elenco é fraco e o destaque fica para violentas sequências do animal atacando totalmente descontrolado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Mistério no Parque Gorky

 

Mistério no Parque Gorky (Gorky Park, EUA, 1983) – Nota 7
Direção – Michael Apted
Elenco – William Hurt, Lee Marvin, Brian Dennehy, Ian Bannen, Joanna Pacula, Richard Griffiths, Ian McDiarmid

Três corpos congelados com rostos e digitais destruídas são encontrados no Parque Gorky em Moscou. O policial Renko (William Hurt) é designado para o caso, que com o desenrolar da investigação se mostra muito mais complexo do que imaginava, envolvendo poderosos e autoridades. 

Baseado em um livro de Martin Cruz Smith, que também assina o roteiro, este longa tem uma trama policial clássica de investigação que explora a corrupção no Estado Comunista Soviético e as ligações com poderosos, incluindo um empresário vivido por Lee Marvin. 

A trama tem ainda a bela Joanna Pacula como uma jovem que esconde segredos relacionados ao crime e o sempre marcante Brian Dennehy vivendo um policial. Destaque para as locações geladas em Helsinque na Finlândia, que substituiu Moscou que na época seria praticamente impossível rodar um filme americano no local.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Menina Bonita

 

Menina Bonita (Prettty Baby, EUA, 1978) – Nota 6,5
Direção – Louis Malle
Elenco – Keith Carradine, Susan Sarandon, Brooke Shields, Frances Faye, Antonio Fargas, Diana Scarwid, Gerrit Graham

Nova Orleans, 1917. Violet (Brooke Shields) é uma garota de doze anos que cuida do seu irmão pequeno e vive em um bordel onde sua mãe (Susan Sarandon) trabalha. Ela tem sua virgindade leiloada e em seguida se casa um fotógrafo muito mais velho (Keith Carradine). 

Este longa dirigido pelo francês Louis Malle dificilmente seria produzido hoje, não por ser algo explícito, mas pelo temática extremamente polêmica. Malle aborda o tema com sensibilidade, mas também com sofrimentos e tristeza. Na época do lançamento a história foi comparada com o clássico “Lolita”. 

O filme foi o primeiro trabalho de destaque de Brooke Shields, que em seguida seria a protagonista de “A Lagoa Azul” e se transformaria em um ícone de beleza nos anos oitenta.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Eternidade

 

Eternidade (Eternity, EUA / Canadá. 2025) – Nota 7,5
Direção – David Freyne
Elenco – Miles Teller, Elizabeth Olsen, Callum Turner, Da’Vine Joy Randolph, Bety Buckley, Barry Primus, John Early, Olga Merediz, Brandi Alexander.

Após quase setenta anos de casamento, Larry (Barry Primus) morre de repente e deixa sua esposa Joan (Betty Buckley) que está doente e tem pouco tempo de vida. De forma surpreendente, Larry chega a uma espécie de triagem para a eternidade, porém voltando para seu corpo da época em que foi mais feliz na vida (Miles Teller). Sabendo que sua esposa deve morrer em breve, ele decide ficar no local esperando, sem imaginar que uma nova surpresa acontecerá. 

Este simpático explora uma história de amor que brinca com a questão da vida após a morte. O local de transição é um misto de estação ferroviária com hotel em cenários que lembram os filmes de Tim Burton. A química entre Miles Teller e Elizabeth Olsen, além da divertida personagem de Da’Vine Joy Randolph são destaques. É um daqueles filmes inofensivos que agradam pela narrativa ágil e a profunda mensagem de amor.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

The Hack

 

The Hack (The Hack, Inglaterra, 2025) – Nota 8
Direção – Lewis Arnold
Elenco – David Tennant, Robert Carlyle, Toby Jones, Neil Maskell, Rose Leslie, Kevin Doyle, Eve Miles, Dougray Scott, Phil Davis, Cara Theobold, Sean Pertwee, Robert Glenister, Nicholas Rowe, Steven Waddington, Nigel Lindsay.

Em 2009, o jornalista Nick Davies (David Tennant), que trabalhava no jornal The Guardian em Londres, descobre pistas de que o jornal concorrente chamado News of the World espionava telefonemas de dezenas de pessoas importantes de forma sistemática durante anos. 

As mesmas pistas indicavam que alguns dos envolvidos na espionagem tinham ligações com o brutal assassinato do detetive particular Daniel Morgan em 1987, caso que jamais foi resolvido. Isso leva Nick a cruzar o caminho do policial Dave Cook (Robert Carlyle), que é indicado para investigar os casos. 

Essa minissérie em sete episódios detalha o maior escândalo da história da mídia impressa britânica, com suas ramificações com outros crimes e as consequências na vida de diversas pessoas envolvidas. 

É uma trama extremamente complexa, com muitos personagens, alguns que pouco aparecem mas que são citados diversas vezes e situações que exigem do espectador o mínimo de conhecimento sobre o caso. 

O foco da série é o drama de investigação que leva os protagonistas a situações que colocam suas carreiras e vida pessoal em jogo. 

Destaque para as atuações de David Tennant e Robert Carlyle, que conseguem passar todo o sofrimento de quem busca a verdade em meio a corrupção.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Destruição Final 2

 

Destruição Final 2 (Greenland 2: Migration, Inglaterra / EUA, 2026) – Nota 6
Direção – Ric Roman Waugh
Elenco – Gerard Butler, Morena Baccarin, Roman Griffin Davis, Trond Fausa, Amber Rose Revah, Gisli Orn Gardarsson, Sophie Thompson, William Abadie.

Cinco anos após a Terra sofrer com a queda de um meteoro, destroços ainda caem do céu causando descargas elétricas e diversos desastres naturais. Quando o bunker em que a família Garrity (Gerard Butler, Morena Baccarin e Roman Griffin Davis) vive com outras pessoas é atingido, eles precisam enfrentar uma longa viagem em busca de um novo local seguro. 

Esta sequências recicla o mesmo roteiro do original somente alterando o contexto da situação na Terra. Novamente o diretor cria diversas sequências de suspense durante a jornada da família, intercalando violência e ameaças naturais. A ação funciona e a narrativa é ágil, porém a história reciclada e algumas soluções se mostram inferiores ao primeiro filme. 

É uma diversão agitada sem compromisso.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Sociedade Feroz

 

Sociedade Feroz (Fierce People, EUA / Canadá, 2006) – Nota 6
Direção – Griffin Dunne
Elenco – Diane Lane, Anton Yelchin, Donald Sutherland, Chris Evans, Kristen Stewart, Paz de la Huerta, Blu Mankuma, Elizabeth Perkins, Christopher Shyer, Garry Chalk.

Finn (Anton Yelchin) é um adolescente que vive com a mãe Liz (Diane Lane). Trabalhando como massagista e tendo problemas com drogas, Liz vê a chance de mudar de vida ao ser convidada para morar em uma casa na enorme propriedade do sr. Osborne (Donald Sutherland), um milionário que criou um laço com ela. Mãe e filho terminam se envolvendo na vida da complicada família.

Esse estranho drama começa como uma história de choque entre pessoas de mundos diferentes, para no meio da trama mudar o foco para situações cruéis e verdades reveladas. O contexto de fundo do jovem protagonista fazendo uma comparação da vida da família milionária com uma tribo indígena onde seu pai que é antropólogo vive é bastante inusitada. 

É um filme desagradável em alguns momentos e estranho em vários outros.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Vingança Brutal

 

Vingança Brutal (The Unholy Trinity, EUA, 2024) – Nota 7
Direção – Richard Gray
Elenco – Pierce Brosnan, Samuel L. Jackson, Brandon Lessard, Veronica Ferres, Gianni Capaldi, Q’orianka Kilcher, David Arquette, Ethan Peck, Katrina Bowden, Tim Daly, Beau Knapp.

Após ver o pai que se dizia inocente ser enforcado, o jovem Henry (Brandon Lessard) viaja para a cidade de Trinity com o objetivo de matar o xerife que teria incriminado seu pai. Ao chegar no local, ele descobre que a história é muito mais complicada. 

Este interessante western entrega uma trama com várias pontas que são bem amarradas e sequências de tiroteios ao estilo clássico do gênero. Os personagens também são destaque. 

Além do jovem em busca de vingança, temos o xerife honesto vivido por Pierce Brosnan, o canalha de Samuel L. Jackson, alguns irmãos assassinos, uma indígena foragida, um falso padre e uma fortuna em ouro escondida. 

É um filme que vai agradar quem gosta de western.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Mr Burton & Desafiando a Escuridão

 


Mr Burton (Mr Burton, Inglaterra / Canadá / EUA / Irlanda, 2025) – Nota 7
Direção – Marc Evans
Elenco – Toby Jones, Harry Lawtey, Lesley Manville, Mali O’Donnell, Aneurin Bernard.

País de Gales, 1942. Em uma escola do interior do país, o professor Mr Burton (Tony Jones) vê um enorme potencial no jovem Rich (Harry Lawtey), que por viver na casa da irmã e do cunhado, está prestes a abandonar os estudos. Burton busca maneiras para ajudar Rich, que por seu lado sonha se tornar ator. 

Esse longa é baseado na história real do grande ator Richard Burton, que protagonizou diversos filmes entre os anos cinquenta e oitenta, até falecer em 1984 com apenas cinquenta e oito anos de idade. Burton também foi casado com a belíssima atriz Elizabeth Taylor, com quem trabalhou em onze filmes. 

Essa versão da juventude de Burton é curiosa ao mostrá-lo como um jovem até certo ponto ingênuo, que se torna pupilo do solitário professor que o prepara para a carreira de ator e como ele conseguiu chegar ao topo de careira.

O filme mostra ainda o início do vício na bebida que afetou a vida do ator e que tem como um das causas o relacionamento complicado com o pai que também era alcoólatra. É um longa que vale como curiosidade sobre a vida do ator.

Desafie a Escuridão (Brave the Dark, EUA, 2023) – Nota 6
Direção – Damian Harris
Elenco – Jared Harris, Nicholas Hamilton, Will Price, Sasha Bhasin, Jamie Harris, Kimberly S. Fairbanks.

Em 1986, Nathan (Nicholas Hamilton) é um adolescente que se envolve em um roubo e termina preso. Ele é praticamente resgatado pelo professor Stan Deen (Jared Harris), que deseja ajudar o rapaz a finalizar os estudos e encontrar um caminho na vida. 

Esse filme que é baseado em uma história real é um projeto da família Harris. O diretor Damian Harris, o ótimo ator Jared Harris e o coadjuvante Jamie Harris são irmãos na vida real e filhos do grande Richard Harris, que fez uma belíssima carreira como astro nos sessenta e setenta principalmente. 

O filme é bastante previsível no conteúdo e no estilo da narrativa de dramas focados em mensagens de esperança e no lado bom do ser humano. O professor hoje seria visto como um sujeito extremamente ingênuo, muito por causa do mundo em que vivemos, porém sua forma de encarar a vida é um exemplo bastante raro atualmente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Sean Combs: O Acerto de Contas

 
Sean Combs: O Acerto de Contas (Sean Combs: The Reckoning, EUA, 2025) – Nota 8
Direção – Alex Stapleton
Documentário

A documentarista Alex Stapleton, de bons trabalhos como “O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood” sobre a carreira do grande produtor Roger Corman, aqui volta sua câmera para contar a conturbada história de Sean “Puff Daddy” Combs, que recentemente foi condenado a 50 meses de cadeia por alguns crimes, escapando por enquanto de uma pena ainda maior por conta da série de acusações que enfrentou e que ainda enfrenta. 

Através de muitos depoimentos, a diretora consegue mostrar um panorama detalhado da vida pessoal e da carreira de Combs, que desde o início se envolveu em ameaças, violência e manipulações, resultando em vários inimigos e diversos crimes que foram abafados por causa de seu dinheiro e sua influência com poderosos. 

Pelos menos dez pessoas que conviveram com Combs e que dão depoimentos aqui mostram como foram vítimas de um sujeito extremamente manipulador. Mesmo levando em conta que é a versão de quem foi prejudicado, fica claro que Combs não mediu forças para usar a todos e derrubar aqueles que se tornavam opositores. 

São quatro episódios que valem a pena ser vistos, como se fosse um reality sobre um psicopata.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Soldados de Chumbo

 

Soldados de Chumbo (Tin Soldier, EUA / Inglaterra, 2025) – Nota 4
Direção – Brad Furman
Elenco – Scott Eastwood, Jamie Foxx, Nora Arnezeder, John Leguizamo, Robert De Niro, Joey Bicicchi, Rita Ora, Shamier Anderson.

Nash (Scott Eastwood) é um veterano que após lutar no Iraque, voltou para os EUA e viveu durante um período dentro de uma seita liderada por Bokushi (Jamie Foxx). Ele é recrutado por um agente do governo (Robert De Niro) para participar de um grupo que tem o objetivo de destruir o complexo militar clandestino criado por Bokushi, que comanda agora uma espécie de milícia. 

O diretor Brad Furman tem uma carreira irregular, porém com alguns bons filmes como “O Poder e a Lei” e “Cidade de Mentiras” e outros fracos como “Aposta Máxima”. Fica complicado entender como esse diretor entrega um filme péssimo como esse “Soldados de Chumbo”. 

A história sem pé nem cabeça, os vários flashbacks do protagonista com a namorada e o personagem de Jamie Foxx que parece saído de um quadro de comédia são inacreditáveis de tão ruins. É difícil também entender porque atores como Jamie Foxx, John Leguizamo e o grande Robert De Niro aceitaram participar dessa bomba. 

É com certeza um dos piores filmes dos últimos anos.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Down to the Felt

 

Down to the Felt (Down to the Felt, EUA, 2025) – Nota 7,5
Direção – Jon Osbeck
Elenco – Michael Stahl David, Scottie Thompson, Michael Weston, Cullen Douglas, Jo Ann Robinson.

Após perder quarenta mil dólares em um jogo de poker e ficar devendo para criminosos, Paul (Michael Stahl David) é expulso de casa pela noiva que esperava utilizar o dinheiro para dar entrada em um imóvel. Um encontro do destino com um assassino de aluguel (Michael Weston), leva Paul a tomar uma atitude extrema que o fará se arrepender pouco tempo depois. 

Mesmo com uma trama até certo ponto previsível, essa produção independente acerta em cheio no desenvolvimento dos personagens e na narrativa que intercala pitadas de drama e comédia. O filme deixa a mensagem de que tomar decisões por impulso ou acreditar que não existe solução para algo está longe de ser o melhor caminho.

sábado, 31 de janeiro de 2026

O Trem Italiano da Felicidade

 

O Trem Italiano da Felicidade (Il Treno dei Bambini, Itália, 2024) – Nota 7
Direção – Cristina Comencini
Elenco – Barbara Ronchi, Serena Rossi, Stefano Accorsi, Christian Cervone, Francesco Di Leva, Monica Nappo.

Em um prólogo em 1994, o maestro Amerigo (Stefano Accorsi) está prestes a participar de um concerto quando recebe a notícia de que sua mãe faleceu. Mesmo assim, ele decide se apresentar, mas sua memória volta para 1944 em Nápoles quando era criança e vivia na pobreza com a sua mãe. 

O roteiro detalha a dura vida Amerigo, até ele ser escolhido junto com outras crianças para um projeto que os levava para passar um período no norte do país, com pessoas que poderiam oferecer uma melhor qualidade de vida. 

Este longa é inspirado na história real das crianças que eram levadas de trem do sul para o norte da Itália, situação que resultou em opiniões contraditórias. Por mais que todos desejam uma vida melhor, a separação de filhos dos pais, mesmo sendo algo temporário, é extremamente doloroso. Isso fica claro no filme com os sentimentos carregados pelo protagonista durante a vida adulta. 

A narrativa é feita para emocionar em vários momentos, sendo um longa indicado para quem gosta do estilo. Vale citar que o título original “O Trem das Crianças” é muito mais realista em relação a história do que título em português.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dinheiro Suspeito

 

Dinheiro Suspeito (The Rip, EUA, 2025) – Nota 7
Direção – Joe Carnahan
Elenco – Matt Damon, Ben Affleck, Steven Yeun, Sasha Calle, Kyle Chandler, Teyana Taylor, Catalina Sandino Moreno, Scott Adkins, Daisuki Tsuji, Nestor Carbonell, Lina Esco, Jose Pablo Cantillo, Cliff Chamberlain, Sal Lopez.

O assassinato de uma capitã de polícia leva os integrantes do grupo que ela liderava a investigar o caso por conta própria. O tenente Dade (Matt Damon) recebe uma pista de que dinheiro do cartel mexicano estaria escondido em uma casa de subúrbio, fato que pode estar ligado a morte da amiga. Chegando no local, o grupo descobre que a situação é mais complexa do que parece. 

O diretor e roteirista Joe Carnahan é especialista em tramas policiais, tendo comandando bons filmes como “Narc” e “Fogo Cruzado” e outros ruins como a versão para o cinema da série “Esquadrão Classe A”. 

Aqui em parceria com os astros Matt Damon e Ben Affleck, ele consegue entregar um competente longa policial com bastante ação e também com um roteiro repleto de pequenas reviravoltas. Mesmo com um pouco de exagero no clímax, o filme prende a atenção para quem gosta do gênero policial clássico.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Olho de Deus

 

Olho de Deus (Eye of God, EUA, 1997) – Nota 7
Direção – Tim Blake Nelson
Elenco – Nick Stahl, Martha Plimpton, Kevin Anderson, Richard Jenkins, Hal Holbrook, Margo Martindale, Mary Kay Place.

Em uma pequena cidade, um adolescente (Nick Stahl) é localizado todo ensanguentado por uma dupla de policiais. Em paralelo, a narrativa detalha a relação da jovem Ainsley (Martha Plimpton) com Jack (Kevin Anderson), um ex-presidiário que se converteu em religioso. Essas duas histórias terminam por se cruzar. 

Este doloroso longa marcou a estreia do ator Tim Blake Nelson como diretor e roteirista. Ele consegue passar toda a falta de perspectivas na vida em uma cidade pequena americana, o que leva algumas pessoas a tomar decisões que resultam em situações ainda mais difíceis. 

Destaque para as atuações dos hoje apenas coadjuvantes Nick Stahl e Martha Plimpton. Cada um a sua maneira entregam interpretações fortes e trágicas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Um Domingo de Chuva

 

Um Domingo de Chuva (Like Sunday, Like Rain, EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Frank Whaley
Elenco – Leighton Meester, Julian Shatkin, Debra Messing, Billie Joe Armstrong, Georgia Ximenes Lifsher, J. Cameron Smith, James McCaffrey, Olga Merediz.

Eleanor (Leighton Meester) é uma jovem que por falta de opção aceita um trabalho como babá de um garoto de doze anos filho de um casal de milionários que vive em uma enorme casa em Manhattan.

Ao encontrar o garoto Reggie (Julian Shatkin), Eleanor se surpreende com a inteligência acima da média e a independência fruto do abandono dos pais, que o deixa diariamente com os empregados da casa. 

Escrito e dirigido pelo ator Frank Whaley, que tem uma longa carreira quase sempre como coadjuvante, esse longa entrega uma sensível história de amizade entre pessoas de idades, classes sociais e mundos completamente diferentes. 

É interessante que o roteiro aos poucos mostra que a jovem de família pobre tem muitas semelhanças com o garotinho rico. Os problemas familiares podem ser diferentes por conta da classe social, mas as consequências na vida dos envolvidos são igualmente dolorosas. 

A busca por laços profundos é algo forte, quase inconsciente, assim como a falta desses laços nos jovens leva ao isolamento, a tristeza e até a coisas piores em alguns casos. 

Destaque para a sensível atuação de Leighton Meester e para interpretação espontânea de Julian Shatkin, que fez apenas mais dois filmes após esse trabalho e estranhamente está desde 2020 longe das telas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Um Pai para Lily

 

Um Pai para Lily (Bob Trevino Likes It, EUA, 2025) – Nota 7,5
Direção – Tracie Laymon
Elenco – Barbie Ferreira, John Leguizamo, French Stewart, Lauren “Lolo” Spencer, Rachel Bay Jones, Ted Welch.

Lily Trevino (Barbie Ferreira) é uma jovem solitária tratada com desprezo pelo pai Bob (French Stewart). Um dia ao tentar encontrar o perfil do pai nas redes sociais, Lily termina por enviar uma mensagem para outro Bob Trevino (John Leguizamo), que de forma surpreendente responde, dando início a uma inusitada relação de amizade. 

Este longa é inspirado numa história real vivida pela diretora Tracie Laymon, que conseguiu transformar em uma obra extremamente sensível. É curioso que algumas situações parecem um pouco exageradas no início, porém o desenrolar da narrativa leva a uma história muito mais profunda, sobre solidão, perdas e família. 

A atriz Barbie Ferreira se derrama em lágrimas em algumas sequências, enquanto John Leguizamo cria uma sujeito de bom coração que tenta reencontrar um objetivo na vida. É um daqueles filmes pequenos que entregam muito mais do que a premissa promete.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Operação Delta Force

 

Operação Delta Force (Operation Delta Force, EUA, 1997) – Nota 5,5
Direção – Sam Firstenberg
Elenco – Ernie Hudson, Jeff Fahey, Frank Zagarino, Joe Lara, Rob Stewart, Todd Jensen, Hal Holbrook.

Um grupo de soldados da Força Delta é designado para caçar um vilão que roubou um vírus letal. Esse fio de história é a base da trama desse longa de ação B com a cara dos anos noventa que foi produzido pela Nu Image, empresa fundada por produtores que trabalharam na Cannon que faliu em 1989. São várias sequências de ação com tiros, explosões e figurantes sendo abatidos. 

A curiosidade fica para o elenco que tem Ernie Hudson de “Os Caça-Fantasmas”, Jeff Fahey de “Lost”, o ótimo Hal Holbrook em um pequeno papel como comandante do exército e rostos conhecidos dos filmes de ação de baixo orçamento como Frank Zagarino e Joe Lara, além da direção de Sam Firstenberg, famoso pelo clássico B do anos oitenta “Guerreiro Americano”. 

Esse longa em quatro sequências ruins com elencos diferentes.

Operação Força Delta II (Operation Delta Force 2: Mayday, EUA / África do Sul, 1997) – Nota 4,5
Direção – Yossi Wein
Elenco – Michael McGrady, Dale Dye, Todd Jensen, J. Kenneth Campbell, Gavin Hood, Dale Dye.

Uma navio da marinha americana é sequestrado por terroristas. O grupo Delta Force é enviado para resolver a situação, porém com um detalhe. O capitão do navio (Dale Dye) é o pai do líder da unidade de resgate (Michael McGrady). Diversas sequências de ação exageradas e nada mais.

Operação Delta Force 3: Alvo Marcado (Operation Delta Force 3: Clear Target, EUA / África do Sul, 1998) – Nota 5
Direção – Mark Roper
Elenco – Jim Fitzpatrick, Bryan Genesse, Greg Collins, John Simon Jones, Gavin Hood, Darcy La Pier.

Esse terceiro longa da franquia tem novamente um elenco diferente e uma trama em que a Força Delta enfrenta um terrorista que deseja soltar uma arma biológica em Nova York. O filme é um pouco melhor que o anterior, com algumas sequências de ação aceitáveis e uma trama básica. É ruim, mas é possível assistir sem exigir muito.

Operação Delta Force 4: Engano Fatal (Operation Delta Force 4: Deep Fault, Bulgária / EUA, 1999) – Nota 3,5
Direção – Mark Roper
Elenco – Joe Lara, Greg Collins, Justin Williams, Johnny Messner, Gary Hudson, John Laughlin, Hayley Du Mond.

Neste quarto longa, a Força Delta é acionada para localizar um terrorista que pretende detonar um artefato para causar um grande terremoto. Com parte do elenco do filme anterior e uma trama ainda mais absurda, este é o pior da franquia ao lado do quinto.

Operação Delta Force 5: Fogo Cruzado (Operation Delta Force 5: Random Fire, EUA, 2000) – Nota 3,5
Direção – Yossi Wein
Elenco – Trae Thomas, Todd Jensen, Anthony Bishop, Emily Whitefield.

Este último filme da série leva a Força Delta a caçar um terrorista árabe que utiliza do controle mental para treinar ataques suicidas com bombas. A série fecha diretamente no fundo do poço.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Exit 8

 

Exit 8 (8-Ban Deguchi, Japão, 2025) – Nota 6
Direção – Genki Kawamura
Elenco – Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi, Kotone Hanase.

Um rapaz (Kazunari Ninomiya) sai de um vagão no metrô em Tóquio, sobe várias escadas e chega a um corredor onde parece não existir uma saída. Conforme tenta avançar, ele repete o caminho pelo mesmo corredor, passando sempre pelo mesmo homem e as mesmas placas publicitárias, além de ler um aviso que diz para seguir se tudo estiver igual ou retornar para o início caso veja alguma anomalia no ambiente. 

Este longa japonês que é baseado em um famoso game tem uma premissa bastante intrigante ao colocar o protagonista em uma espécie de looping infinito no mesmo corredor. Uma das teorias para o roteiro é que a ideia seria mostrar como a vida de muitas pessoas é um ciclo de repetições sem fim que podem causar ansiedade, medo e até o desespero. 

O grande problema é que o filme se torna repetitivo. Mesmo com uma pequena mudança de foco na metade final, a saga pelo corredor começa a cansar e tirar do interesse do espectador. O filme até certo ponto prova a que teoria da ciclo de vida repetitivo é mesmo cansativa.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Morra, Amor

 

Morra, Amor (Die My Love, Inglaterra / Canadá / EUA, 2025) – Nota 5
Direção – Lynne Ramsay
Elenco – Jennifer Lawrence, Robert Pattinson, Sissy Spacek, Nick Nolte, LaKeith Stanfield, Gabrielle Rose, Kennedy Calderwood.

Grace (Jennifer Lawrence) e Jackson (Robert Pattinson) vivem juntos em uma casa isolada numa região rural. Após o nascimento do filho, Grace começa a apresentar problemas psicológicos que resultam em situações que abalam o relacionamento, inclusive com outros familiares e amigos. 

Este longa é intenso e perturbador ao mergulhar no lado obscuro das relações afetivas, explorando a instabilidade emocional, a maternidade e o isolamento. A narrativa aposta mais nas sensações do que em respostas, provocando um desconforto que aumenta pela atuação visceral de Jennifer Lawrence. 

O problema é que o filme se torna cansativo e desagradável. É um filme indicado para quem gosta de analisar o comportamento de pessoas desequilibrados. Para quem busca cinema, melhor passar longe.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A Noite Sempre Chega

 

A Noite Sempre Chega (Night Always Come, EUA / Inglaterra, 2025) – Nota 7,5
Direção – Benjamin Caron
Elenco – Vanessa Kirby, Jennifer Jason Leigh, Zack Gottsagen, Stephan James, Randall Park, Julia Fox, Michael Kelly, Eli Roth.

No início, descobrimos que Lynette (Vanessa Kirby) conseguiu fazer um acordo de financiamento para comprar a modesta casa onde vive com a mãe (Jennifer Jason Leigh) e o irmão (Zack Gottsagen). Uma atitude irresponsável da mãe leva Lynette a correr desesperadamente em busca do dinheiro para fechar o negócio, tendo somente uma noite para resolver a situação. 

Este surpreendente longa começa parecendo ser um drama focado em crítica social, porém o desenrolar da história leva a algo muito mais interessante e profundo, com competentes sequências de suspense e violência. O roteiro vai jogando na tela traumas de adolescência, decisões ruins, ganância e total desprezo pelo próximo. 

A jornada da protagonista em busca de dinheiro lembra obras noturnas como “Colateral”, em que os personagens bizarros e os bairros marginais de Los Angeles são destaques. Vale destacar também as atuações de Vanessa Kirby e da sempre assustadora Jennifer Jason Leigh.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Le Secret de Khéops

 

Le Secret de Khéops (Le Secret de Khéops, Bélgica / França, 2025) – Nota 5,5
Direção – Barbara Schulz
Elenco – Fabrice Luchini, Julie Piaton, Gavril Dartevelle, Johann Dionnet, Camille Japy, Sam Lowick, Vincent Heneine.

Christian Robinson (Fabrice Luchini) é um arqueólogo que descobre pistas no Egito sobre o tesouro desaparecido do faraó Quéops, que pode ter sido levado para França por Napoleão. Ele volta para Paris e com a ajuda da filha Isis (Julie Piaton) e do neto (Gavril Dartevelle), inicia uma busca pela fortuna. 

Essa produção francesa tem uma premissa clássica dos filmes de aventura, porém desenvolvida de uma forma que parece um episódio genérico de série de tv. O protagonista vivido pelo bom ator Fabrice Luchini é o sujeito que fala demais sobre detalhes históricos, algo que agradará apenas quem gosta de história do Egito. Mas o grande problema é que as poucas sequências que deveriam ser de ação são ruins. Os destaques ficam para as locações no Egito e em pontos ao redor do Museu do Louvre.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Anjo do Mal

 

Anjo do Mal (Pickup on South Street, EUA, 1953) – Nota 8
Direção – Samuel Fuller
Elenco – Richard Widmark, Jean Peters, Thelma Ritter, Murvyn Vye, Richard Kiley, Willis Bouchey,

Skip (Richard Widmark) é um batedor de carteiras que após roubar uma garota (Jean Peters), se torna alvo da polícia, de agentes secretos do governo e de conspiradores que desejam recuperar um microfilme com segredos. 

O diretor e roteirista Samuel Fuller fez um carreira marcante com filmes de baixo orçamento, vários deles do gênero policial. Neste, ele explora o submundo de Nova York em uma trama que apresenta uma premissa que ainda é bastante atual. Conspirações envolvendo política, autoridades e criminosos já renderam várias grandes filmes. 

Destaque para a fotografia em preto e branco e para as atuações do trio principal. Richard Widmark sempre competente como o marginal durão, a bela Jean Peters vivendo uma femme fatale que esconde sua insegurança e a ótima Thelma Ritter interpretando uma cínica informante da polícia.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A Redenção: A História Real de Bonhoeffer

 

A Redenção: A História Real de Bonhoeffer (Bonhoeffer: Pastor. Spy. Assassin., Irlanda / Bélgica / EUA, 2024) – Nota 6
Direção – Todd Komarnicki
Elenco – Jonas Dassler, August Diehl, David Jonsson, Flula Borg, Moritz Bleitbreu, Nadine Heidenreich, Greg Kolpakchi, Clarke Peters.

Dietrich Bonhoeffer (Jonas Dassler) sofreu com a morte do irmão durante a Primeira Guerra Mundial e a vida o levou a se tornar um pastor luterano. Crítico do nazismo durante a Segunda Guerra, Bonhoeffer ajudou a Resistência Alemã salvando judeus e por fim, mesmo enfrentando um dilema moral, se envolveu em um plano para assassinar Hitler. 

Este longa baseado na história do personagem real é bastante interessante no conteúdo, porém cansativo na narrativa. O roteiro tem algumas idas e vindas entre a infância, a juventude do personagem nos EUA e o sofrimento quando foi preso pelos nazistas. O filme tem uma frieza e um distanciamento emocional que não combina com dramas sobre guerra.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood

 

O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood (Corman's World: Exploits of a Hollywood Rebel, EUA, 2011) – Nota 7,5
Direção – Alex Stapleton
Documentário

Este documentário detalha a carreira do lendário produtor e diretor Roger Corman, que ficou conhecido como o rei dos filmes B. 

Ele iniciou sua jornada no cinema em meados dos anos cinquenta, indo na contramão do que se fazia na época. A maioria das produções eram bancadas pelos estúdios que pagavam salários a diretores, atores e outros envolvidos. 

Com uma mentalidade empreendedora e o gosto pela liberdade, Corman tirou dinheiro do bolso para bancar seu primeiro filme, utilizando da criatividade para driblar o baixo orçamento. A ideia era gastar o mínimo possível e investir o lucro em novos filmes. 

Seu planejamento deu certo. Ele produziu quase 500 filmes em 70 anos de carreira, até falecer aos 98 anos de idade em 2024. 

Corman também foi o responsável por dar a primeira chance a pessoas que se tornaram grandes nomes no cinema. Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Jack Nicholson, Peter Bodganovich e Joe Dante são alguns dos que começaram a aprender sobre cinema com Corman. 

O documentário tem vários depoimentos, entre eles de Scorsese e Tarantino, além do próprio Corman.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Amores Materialistas

 

Amores Materialistas (Materialists, EUA / Finlândia / Inglaterra, 2025) – Nota 7
Direção – Celine Song
Elenco – Dakota Johnson, Chris Evans, Pedro Pascal, Zoe Winters, Marin Ireland, Louisa Jacobson, Eddie Cahill, Joseph Lee, Sawyer Spielberg, John Magaro.

Lucy (Dakota Johnson) trabalha para uma empresa que oferece serviços para unir pessoas solitárias e endinheiradas em Nova York. Solteira, mas especialista em formar pares que muitas vezes resultam em casamentos, Lucy fica dividida ao reencontrar um antigo amor da juventude que é pobre (Chris Evans) e conhecer um investidor milionário (Pedro Pascal). 

A diretora e roteirista sul-coreana Celine Song chamou atenção de público e crítica com o sensível, doloroso e autobiográfico “Vidas Passadas”. Nesse “Amores Materialistas”, ela novamente volta sua câmera para mostrar como as relações amorosas nos dias atuais vão muito além do sentimento e por esse motivo naufragam na maioria das vezes. 

A forma como a protagonista conduz a busca de pessoas para formar casais lembra a escolha da montagem de produtos, como se fosse uma decoração da casa ou a escolha de roupas para um novo guarda-roupa. 

Quando essa situação reflete nela mesma, tendo de escolher entre o amor cheio de problemas do mundo real ou um relacionamento que é mais acordo do que sentimento, Lucy sentirá a dificuldade em decidir qual caminho seguir. 

É uma pena que a bela Dakota Johnson seja apenas uma atriz razoável, que não consegue convencer nas sequências mais dramáticas, enquanto Chris Evans acerta como o sujeito apaixonado e Pedro Pascal está perfeito como o milionário de bom caráter, porém frio e pragmático. 

É um filme que me surpreendeu positivamente.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Plano 75

 

Plano 75 (Plan 75, Japão / França / Filipinas / Catar, 2022) – Nota 6,5
Direção – Chie Hayakawa
Elenco – Chieko Baishô, Hayato Isomura, Stefanie Arianne, Yumi Kawai, Taka Takao.

Em um futuro próximo, o Japão aprovou uma lei em que pessoas acima de 75 anos podem encomendar a própria morte contratando uma empresa especializada. 

Nesse contexto, o roteiro segue uma senhora que se prepara para a situação, uma imigrante filipina que trabalha com idosos e precisa conseguir dinheiro para o tratamento de seu filho e por fim, um jovem funcionário da empresa que precisa decidir o que fazer com o tio que está doente. 

Esse longa mistura drama e ficção explorando a complicada questão real do envelhecimento populacional no Japão. A ideia do roteiro é absurda em relação a solução da situação, porém a forma como a diretora Chie Hayakawa desenvolve a narrativa é bastante sóbria e até contemplativa em alguns momentos, o que resulta em uma frieza que faz o espectador manter uma certa distância na emoção. 

A produção bem cuidada, as atuações e as locações são destaques, mas no geral, é um filme que fica aquém do potencial da premissa.