domingo, 30 de setembro de 2018

A Morte Te Dá Parabéns!

A Morte Te Dá Parabéns! (Happy Death Day, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Christopher Landon
Elenco – Jessica Rothe, Israel Broussard, Ruby Modine, Charles Aitken, Laura Clifton, Phi Vu.

No dia de seu aniversário, a arrogante universitária Tree (Jessica Rothe) acorda no quarto do estudante Carter (Israel Broussard) após uma noite de bebedeira. Ela ignora o rapaz e segue sua vida, sem saber que será assassinada no final do dia. 

Para seu desespero, no dia seguinte ela acorda no mesmo quarto de Carter e reinicia o mesmo dia, até ser assassinada a noite. Enquanto o fatídico dia se repete, Tree tenta descobrir uma forma de mudar seu destino e descobrir quem é seu assassino. 

Este divertido longa de suspense mistura as premissas do clássico cult “Feitiço do Tempo” com a franquia “Pânico” de Wes Craven, inclusive inserindo pitadas de comédia na narrativa.

 A protagonista passa por algumas fases. Começa com o desespero de perceber que o dia está se repetindo, na sequência ela cria formas para tentar não ser assassinada, depois se conforma com seu destino, até descobrir uma forma que pode acabar com o pesadelo. 

A história inusitada e o razoável sucesso devem render uma sequência programada para 2019.

sábado, 29 de setembro de 2018

O Invisível

O Invisível (The Invisible, EUA / Canadá, 2007) – Nota 6,5
Direção – David S. Goyer
Elenco – Justin Chatwin, Margarita Levieva, Marcia Gay Harden, Chris Marquette, Alex O’Loughlin, Callum Keith Rennie, Michelle Harrison.

Nick (Justin Chatwin) é um estudante que está prestes a ir para a universidade. Annie (Margarita Levieva) é seu oposto. Garota rebelde de uma família desajustada que está envolvida em pequenos crimes. 

Uma sucessão de mentiras e ameaças resulta em Nick sendo espancado e seu corpo jogado no bosque. Enquanto a polícia o procura, algo como o “espírito” de Nick vaga entre em os vivos sem ser notado e tentando fazer com que encontrem seu corpo. 

O filme tem alguns pontos positivos, como a história que mistura policial, drama e ficção, além da dúvida que paira em boa parte da trama se o personagem de Nick está mesmo morto.

A narrativa segue razoavelmente por dois terços do filme, até que os furos no roteiro ficam mais evidentes chegando até um final que deixa a desejar.

É um filme com cara de produção para tv, que prende a atenção, mas está longe de ser marcante.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Círculo de Fogo

Círculo de Fogo (Enemy at the Gates, Inglaterra / Alemanha / Rússia, 2001) – Nota 7,5
Direção – Jean Jacques Annaud
Elenco – Jude Law, Joseph Fiennes, Rachel Weisz, Ed Harris, Bob Hoskins, Ron Perlman, Eva Mattes, Gabriel Thomson, Matthias Habbich, Sophie Ross, Ivan Shvedoff.

Stalingrado, 1942. A cidade está cercada pelos nazistas e o exército soviético tenta a todo custo impedir a entrada dos inimigos.

Durante uma batalha, o soldado Vassili Zaitsev (Jude Law) demonstra uma incrível habilidade como atirador, chamando a atenção do oficial Danilov (Joseph Fiennes), responsável por um jornal do governo. 

Danilov vê em Vassili a chance de criar um herói e assim motivar suas tropas. As várias mortes creditadas a Vassili chamam a atenção dos nazistas, que enviam seu melhor atirador para tentar matar o inimigo. É o início de um jogo de gato e rato entre o major alemão Konig (Ed Harris) e o atirador soviético. 

Inspirado numa história real, este longa do diretor francês Jean Jacques Annaud (“O Nome da Rosa” e “Sete Anos no Tibet”) tem vários destaques. O embate entre os atiradores em meio aos destroços da cidade é extremamente criativo, com muito suspense e violência. 

A reconstituição dos cenários de guerra é assustadora. A cidade destruída, os soldados se movendo em meio a lama e a ótima sequência de ação inicial dentro dos barcos, culminando com o massacre nas ruas são de uma qualidade absurda. 

O filme peca apenas por alguns deslizes no roteiro, como o envolvimento amoroso entre os personagens de Jude Law e Rachel Weisz e o ciúme de Joseph Fiennes, situação que parece ter sido inserida na trama apenas para criar uma tensão a mais na história. 

Para quem gosta de filmes de guerra, este é uma ótima opção.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Missão Impossível: Efeito Fallout

Missão Impossível: Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Christopher McQuarrie
Elenco – Tom Cruise, Henry Cavill, Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Sean Harris, Angela Bassett, Alec Baldwin, Vanessa Kirby, Michelle Monaghan, Wes Bentley, Frederick Schmidt.

O agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe falham ao tentar reaver um carregamento de plutônio que fora roubado.

Hunt tem uma nova chance quando pistas levam a crer que o plutônio está em Paris nas mãos de uma empresária conhecida como “Viúva Branca” (Vanessa Kirby). É o início de uma aventura que passará ainda por Londres e terminará na região da Caxemira. 

Por mais que eu goste de filmes de ação, fica difícil encarar com naturalidade sequências que parecem saídas de aventuras de super heróis. Este sexto filme da franquia “Missão Impossível” é com certeza aquele que tem as cenas mais absurdas de ação, produzidas especialmente para a geração atual que adora games e adrenalina. 

É possível fazer um ótimo filme de ação sem apelar para estes exageros. A franquia Bourne é um exemplo. Até mesmo o longa anterior “Nação Secreta” era eletrizante e tinha sequências bem menos malucas do que as deste novo longa. 

O ponto positivo aqui é a história é complexa, repleta de traições, reviravoltas e mentiras. 

Pelo sucesso de público, muito provavelmente uma nova sequência será produzida.   

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O Filho de Rambow

O Filho de Rambow (Son of Rambow, Inglaterra / França  / Alemanha / EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Garth Jennings
Elenco – Bill Milner, Will Poulter, Jessica Hynes, Neil Dudgeon, Jules Sitruk.

Inglaterra, anos oitenta. Will (Bill Milner) é um garoto solitário filho de uma viúva religiosa. Uma situação na escola faz Will cruzar o caminho do garoto rebelde Lee (Will Poulter), que a princípio tenta se aproveitar da ingenuidade do novo amigo. 

Por não ter televisão em casa, Will fica deslumbrado ao assistir na casa de Lee o filme “Rambo: Programado Para Matar”. Como Lee tem uma câmera, eles decidem filmar uma versão caseira de “Rambo”. 

O título lembra uma paródia ou besteirol, mas na verdade é um filme que mistura aventura, comédia e até pitadas de drama para contar uma história sobre amizade e família. 

As filmagens dos garotos são criativas, assim como as gravuras do livro de desenhos do personagem de Will, que são utilizadas como inspiração para o filme caseiro. 

Os dois atores conseguiram seguir carreira, porém Bill Milner com menos sucesso, hoje relegado a pequenos papéis. Por outro lado, Will Poulter teve destaque em filmes famosos como a trilogia “Maze Runner”, “O Regresso” e “Detroit em Rebelião”.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Estranha Fascinação & Do Lodo Brotou uma Flor


Estranha Fascinação (I Walk Alone, EUA, 1947) – Nota 6,5
Direção – Byron Haskin
Elenco – Burt Lancaster, Lizabeth Scott, Kirk Douglas, Wendell Corey, Kristine Miller, George Rigaud, Marc Lawrence.

Após cumprir uma pena de catorze anos por transportar bebidas durante a Lei Seca, Frankie Madison (Burt Lancaster) deseja reativar a sociedade com seu parceiro Noll “Dink” Turner (Kirk Douglas). 

Recebido por seu irmão Dave (Wendel Corey), Frankie descobre que tudo mudou. Seu ex-amigo Dink hoje é dono de uma famosa casa noturna e Dave cuida da contabilidade do local. Dink utiliza a bela Kay (Lizabeth Scott) para entender o que fazer com Frankie, que por seu lado não se conforma ao perceber que fora deixado de lado nos negócios. 

A premissa é interessante e até atual ao detalhar como uma pessoa que se afasta por alguns anos de algo, ao retornar sofre para entender e aceitar que as coisas mudaram bastante. O personagem de Burt Lancaster não entende o novo mundo, mas sabe que foi enganado pelo parceiro, que por seu lado se mostra arrogante e ganancioso. 

Infelizmente a forma como o roteiro desenvolve a trama envelheceu bastante, principalmente no quesito do romance e também na reviravolta final. É um filme que vale apenas pela presença dos astros Burt Lancaster e Kirk Douglas.  

Do Lodo Brotou uma Flor (Ride the Pink Horse, EUA, 1947) – Nota 7
Direção – Robert Montgomery
Elenco – Robert Montgomery, Thomas Gomez, Wanda Hendrix, Rita Conde, Fred Clark, Art Smith, Iris Flores, Richard Gaines.

Gagin (Robert Montgomery) chega na pequena cidade de San Pablo na divisa dos Estados Unidos com o México à procura do gângster Frank Hugo (Fred Clark) para cobrar uma dívida. Um agente do FBI (Art Smith) segue seu rastro também com o objetivo de encontrar Hugo. A cidade está na véspera de comemorar a “Fiesta Mexicana”. 

Ao cobrar o gângster, Gagin se torna alvo de seus capangas e recebe a inusitada ajuda de dois moradores locais. O bonachão Pancho (Thomas Gomez), que comanda uma carrossel para crianças e a jovem Pila (Wanda Hendrix). 

O ator e diretor Robert Montgomery foi um dos pioneiros da tv americana ao abandonar o cinema no início dos anos cinquenta para se dedicar ao programa “Robert Montgomery Presents” em que ele era o apresentador dos episódios que contavam pequenas histórias sobre a vida real. Ele também é conhecido por ser pai da atriz Elizabeth Montgomery, famosa pela série “A Feiticeira”. 

Neste longa, Montgomery mistura uma trama ao estilo noir com uma ambientação próxima a um western. Seu personagem é o estranho que chega a cidade para incomodar o chefão local, ao mesmo tempo em que cria amizade com pessoas simples. 

O filme tem algumas boas cenas de suspense e violência, levando em conta a época em que foi produzido. 

Vale citar que Thomas Gomez, que era americano, foi indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante por este filme, sendo o primeiro latino a disputar o prêmio.  

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Longe dos Homens

Longe dos Homens (Loin des Hommes, França, 2014) – Nota 7
Direção – David Oelhoffen
Elenco – Viggo Mortensen, Reda Kateb, Nicolas Giraud, Djemel Barek, Vincent Martin.

Argélia, 1954. Daru (Viggo Mortensen) é um professor que ministra aulas para crianças em uma pequena escola no meio do deserto argelino. O país passa por uma guerra entre os locais que desejam a independência e o exército francês colonizador. 

Em um certo dia um policial francês surge na escola e entrega para Daru um simplório morador da região chamado Mohamed (Reda Kateb) que deve ser levado a uma cidade próxima para ser julgado por assassinato. 

Daru acolhe o homem e ao invés de levá-lo como prisioneiro, decide ajudá-lo. Os dois atravessam o deserto em meio a guerra e aos poucos criam um laço de amizade. 

Baseado num conto de Albert Camus, este longa utiliza a Guerra da Argélia como pano de fundo de uma história sobre amizade e lealdade. Os dois protagonistas com experiências de vida opostas descobrem que tem muito mais em comum do que aparentam. 

O roteiro foca também nos costumes árabes da região, inclusive a questão da vingança familiar no caso de um parente ser assassinado. 

As áridas paisagens do deserto é um dos destaques, assim como as boas atuações de Viggo Mortensen e Reda Kateb. Por sinal, Mortensen está desenvolto nos diálogos que em sua maioria são em francês. 

É um filme com uma tema interessante desenvolvido com sensibilidade.

domingo, 23 de setembro de 2018

Maze Runner: A Cura Mortal

Maze Runner: A Cura Mortal (Maze Runner: The Death Cure, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Wes Ball
Elenco – Dylan O’Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie Sangster, Ki Hong Lee, Will Poulter, Dexter Darden, Jacob Lofland, Rosa Salazar, Giancarlo Esposito, Barry Pepper, Patricia Clarkson, Aidan Gillen, Walton Goggins.

Thomas (Dylan O’Brien) e os jovens que conseguiram escapar da empresa que os tratavam como cobaias pretendem seguir para um local isolado usando um velho navio. 

Antes disso, eles conseguem salvar o que seria o último grupo de adolescentes que estava sendo transportado em um trem. Mesmo assim, alguns garotos não conseguem sair do trem e são levados pelos mercenários, entre eles está Minho (Ki Hong Lee). Inconformado, Thomas e mais quatro jovens seguem o rastro de Minho que está preso na última cidade que ainda não foi destruída pelos infectados. 

Este fechamento da trilogia baseada em livros adolescentes deixa bastante a desejar. O original foi uma ótima surpresa ao explorar uma trama instigante e muita ação dentro do labirinto. A sequência perdeu um pouco da qualidade ao levar a trama para um base militar, mas manteve a qualidade nas cenas de ação. 

Infelizmente este terceiro longa se rende aos clichês, as soluções fáceis e até ao sentimentalismo. O roteiro termina a história da forma mais previsível possível. Redenção de personagem, clímax com luta entre herói e vilão, salvação no último instante e até um coadjuvante que foi ressuscitado na trama. Fica a clara impressão de que faltou criatividade para encerrar a trilogia.

sábado, 22 de setembro de 2018

Beirute

Beirute (Beirut, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Brad Anderson
Elenco – Jon Hamm, Rosamund Pike, Dean Norris, Shea Whigham, Mark Pellegrino, Larry Pine, Johnny Coyne, Idir Chender, Kate Fleetwood.

Beirute, Líbano, 1972. Mason Skiles (Jon Hamm) trabalha para o governo americano como negociador. Durante uma festa, um grupo terrorista sequestra o garoto Karim e mata sua esposa. O menino estava para ser adotado pelo casal, que não sabia que ele tinha um irmão terrorista. 

Dez anos depois, Skiles trabalha nos Estados Unidos, vive sozinho e abusa da bebida. Ele recebe uma proposta de uma agência do governo para voltar ao Líbano. Mesmo relutante, ele aceita a missão de participar da negociação para resgatar um antigo amigo feito refém pelo mesmo grupo terrorista que assassinou sua esposa. 

O roteiro escrito por Tony Gilroy (diretor de “Duplicidade” e “O Legado Bourne”) não apresenta surpresas, o cinéfilo que acompanha o gênero vai encontrar rapidamente as respostas de boa parte da história. 

O que faz o filme ser interessante são a narrativa ágil que prende a atenção, as poucas e boas cenas de ação, além dos cenários de uma Beirute destruída, bem parecida com o que ocorreu na cidade durante a guerra civil dos anos setenta e oitenta. 

Jon Hamm defende bem o papel do sujeito frustrado com a vida, enquanto a curiosidade fica para a peruca de Dean Norris. 

É uma diversão passageira com uma trama política que agradará os fãs do gênero.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Vida Passada

Vida Passada (Past Life, Israel / Polônia, 2016) – Nota 7,5
Direção – Avi Nesher
Elenco – Nelly Tagar, Joy Rieger, Doron Tavory, Evgenia Dodina, Tom Avni, Rafael Stachowiak, Katarzyna Gniewkowska.

Berlim Ocidental, 1977. A israelense Sephi (Joy Rieger) é uma jovem cantora de um coral que está se apresentando na cidade. 

Após o evento, uma senhora polonesa (Katarzyna Gniewkowska) ofende a assustada Sephi acusando a jovem de ser filha de um assassino. A mulher é mãe de um famoso compositor (Rafael Stachowiak) que estava assistindo ao concerto. 

Ao voltar para Israel, Sephi conta o ocorrido para sua irmã Nana (Nelly Tagar), que é jornalista independente. A dúvida faz com que as irmãs decidam investigar o passado do pai (Doron Tavory), que viveu na Polônia durante a Segunda Guerra. 

O grande acerto deste longa é detalhar aos poucos a verdadeira história que ocorreu com o pai das jovens e principalmente fugir do lugar comum em relação a crimes de guerra ou algo do gênero.

É uma história triste de sobrevivência que marcou o passado de algumas pessoas e que é desenterrada afetando a nova geração de duas famílias. 

O longa também explora a música através das apresentações do coral. 

É um bom filme indicado para quem gosta de drama sobre traumas familiares.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Traffik

Traffik (Traffik, EUA, 2018) – Nota 6
Direção – Deon Taylor
Elenco – Paula Patton, Omar Epps, Laz Alonso, William Fichtner, Dawn Olivieri, Luke Goss, Roselyn Sanchez, Missy Pyle, Scott Anthony Leet.

Brea (Paula Patton) é uma repórter que está prestes a perder o emprego por não seguir as ordens de seu chefe (William Fichtner) que deseja que ela escreva matérias simples e diretas. 

Enquanto pensa em como superar o problema profissional, Brea e seu namorado John (Omar Epps) viajam pelo interior para passar uns dias na casa de um empresário que é amigo do casal. 

Uma parada em um posto de gasolina resulta em um enorme problema. Um grupo de motoqueiros discute com John e uma mulher (Dawn Olivieri) parece querer pedir ajuda, mas não consegue se expressar. É o início de uma noite de terror. 

Os letreiros iniciais citam que o filme é inspirado em uma história real. O ponto principal da trama foca em um tipo de crime cruel que envolve bandidos da pior espécie e muito dinheiro, o que por si só é uma ótima premissa para um filme de suspense. 

Infelizmente a forma como o roteiro desenvolve a ideia deixa a desejar, falhando inclusive nas duas sequências de ação que solucionam a situação fácil demais.  

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Luther

Luther (Luther, Inglaterra, 2010 a 2018)
Criador – Neil Cross
Elenco – Idris Elba, Warren Brown, Ruth Wilson, Dermot Crowley, Michael Smiley, Indira Varma, Paul McGann, Nikki Amuka Bird, Steven Mackintosh, Sienna Guillory, David O’Hara.

O explosivo inspetor John Luther (Idris Elba) se torna alvo da corregedoria após um pedófilo cair de um edifício abandonado. Ao mesmo tempo, ele sofre com a separação da esposa (Indira Varma) e precisa investigar um duplo assassinato de um casal. Luther suspeita da filha do casal, a extremamente fria e inteligente Alice Morgan (Ruth Wilson). 

Até agora esta série tem dezesseis episódios divididos em quatro temporadas. Além das investigações comuns ao gênero, a série foca na personalidade complexa do protagonista, que alterna momentos de fúria com outros em que utiliza sua perspicácia para resolver os casos, muitas vezes beirando a marginalidade. 

Entre os coadjuvantes o destaque fica para a psicopata vivida por Ruth Wilson, que se torna uma espécie de amiga e cúmplice do protagonista, criando uma estranha relação. 

Vale citar que a série tem muitas cenas de violência e os crimes investigados fogem do lugar comum. 

É uma ótima opção para quem gosta de tramas policiais.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Chappaquiddick & Jackie


Chappaquiddick (Chappaquiddick, Suécia / EUA, 2017) – Nota 7
Direção – John Curran         
Elenco – Jason Clarke, Kate Mara, Ed Helms, Bruce Dern, Jim Gaffigan, Olivia Thirlby, Clancy Brown, Tayor Nichols, John Fiore.

Junho de 1969. Enquanto o povo americano aguardava a descida do homem na lua, o então senador Ted Kennedy (Jason Clarke) se envolve num acidente de carro que termina na morte da secretária Mary Jo Kopechne (Kate Mara), que trabalhara para seu irmão Bob que havia falecido um ano antes. Tentando manter sua carreira política e diminuir o tamanho do escândalo, Ted toma atitudes polêmicas e algumas até inconsequentes.

Este acidente é uma das várias tragédias envolvendo a família Kennedy, considerada por muitos como um clã amaldiçoado. São dois pontos principais neste longa. O primeiro foca no acidente, desde a festa que acontecia na casa de praia dos Kennedys e de onde saíram Ted e Mary Jo, até a forma como o político e um grupo de poderosos agiram para abafar o escândalo.

O segundo ponto é detalhar o caráter da figura de Ted Kennedy. Filho mais novo da família, Ted é mostrado como um inconsequente que sofria por não ter o mesmo talento e charme dos irmãos e por este motivo ser ignorado pelo pai (Bruce Dern).

O filme é uma versão do que teria acontecido, já que até hoje existem dúvidas se Ted estava embriagado, se ele tinha um caso com Mary Jo ou ainda se o acidente foi consequência de uma briga dentro do automóvel.

Vale citar a curiosidade de ter os comediantes Ed Helms e Jim Gaffigan em papéis sérios. Helms interpreta o primo de Ted, que era uma espécie de “faz tudo” da família, enquanto Gaffigan vive o Promotor Chefe de Massachusetts.

É um filme indicado para quem gosta de história e tem curiosidade com as tragédias da família Kennedy. 

Jackie (Jackie, EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – Pablo Larrain
Elenco – Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Billy Crudup, Greta Gerwig, John Hurt, Richard E. Grant, John Carroll Lynch, Beth Grant, Caspar Phillipson, Max Casella, Corey Johnson.

Uma semana após o funeral do presidente John Kennedy, sua esposa Jackie (Natalie Portman) chama um jornalista (Billy Crudup) para uma entrevista exclusiva em que pretende dar sua versão da vida do marido. Enquanto ela conversa com o jornalista, vemos em flashback o assassinato de Kennedy e as consequências na vida Jackie até o final do funeral. 

Mesmo numa época em que a imprensa de fofocas não era tão forte como nos dias atuais, a personagem de Jackie Kennedy foi um dos grandes alvos deste tipo de jornalismo. Este longa dirigido pelo chileno Pablo Larrain (dos superiores “No” e “O Clube”) mostra uma Jackie cheia de contradições em suas atitudes. 

O tom esnobe de se dirigir ao jornalista contradiz suas palavras sobre a preocupação com o povo, assim como sua ingenuidade em alguns momentos desaparece quando ela exige que organizem uma procissão para marcar o funeral do marido. 

Em alguns diálogos fica claro também que ela tinha temor em ficar pobre, citando que viúvas de outros presidentes terminaram a vida de forma simples. Muito provavelmente este medo e também a ambição fez com que ela se casasse cinco anos depois com o milionário grego Aristóteles Onassis, fato que não é mostrado neste filme. 

É uma personagem interessante que ficou marcada na história pela tragédia, aqui retratada em um longa apenas razoável.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Olive Kitteridge

Olive Kitteridge (Olive Kitteridge, EUA, 2014) – Nota 9
Direção – Lisa Cholodenko
Elenco – Frances McDormand, Richard Jenkins, Bill Murray, John Gallagher Jr. Peter Mullan, Zoe Kazan, Jesse Plemons, Rosemarie DeWitt, Brady Corbett, Ann Dowd, Ken Cheeseman, Devin Druid.

Esta belíssima e triste minissérie produzida pela HBO em quatro episódios retrata vinte e cinco anos na vida da professora de matemática Olive Kitteridge (Frances McDormand), que vive numa pequena cidade do Maine. 

Dura e sem papas na língua, Olive esconde uma forte depressão causada pelo suicídio do pai. Seu marido é o farmacêutico Henry (Richard Jenkins), um sujeito educado, gentil e otimista, exatamente o oposto da esposa. 

Mesmo sem receber em troca o mínimo de carinho por parte da esposa, Henry tenta enfrentar a vida da melhor forma possível. As atitudes de Olive também tornam um inferno a vida do filho Christopher (Devin Druid na adolescência e John Gallagher Jr na vida adulta), que não suporta conviver com a mãe. 

Nestes vinte e cinco anos, diversas pessoas cruzam o caminho do casal Kitteridge e de uma forma ou outra tem suas vidas influenciadas por esta relação. O professor alcoólatra (Peter Mullan), o jovem entregador (Jesse Plemons), a ingênua atendente da farmácia (Zoe Kazan), a mãe bipolar (Rosemarie DeWitt), entre outros. 

São basicamente acontecimentos da vida real. Mortes, doença, casamento, divórcio, conflitos, amor e até suicídio são os ingredientes. Tudo isso ganha pontos pelas ótimas interpretações de Frances McDormand e Richard Jenkins, que criam um casal extremamente real, daqueles que mesmo frustrados levam o casamento até o final. A pequena participação de Bill Murray também é outro destaque. 

Vale citar que a minissérie venceu oito prêmios Emmy. 

domingo, 16 de setembro de 2018

The Strange Ones

The Strange Ones (The Strange Ones, EUA, 2017) – Nota 5
Direção – Christopher Radcliff & Lauren Wolkstein
Elenco – Alex Pettyfer, James Freedson Jackson, Emily Althaus, Gene Jones.

Nick (Alex Pettyfer) e seu irmão adolescente Sam (James Freedson Jones) viajam de carro com o objetivo de chegar a uma cabana em um local isolado.

A estranha relação entre os dois e a forma como Nick reage ao ver dois policiais em uma lanchonete deixam claro que existe algo de errado naquela viagem. 

É um filme sombrio, arrastado e com uma trama confusa. O roteiro escrito pela dupla de diretores utiliza flashbacks para explicar a relação dos personagens principais de uma forma sinistra. 

Pouco depois da metade do filme, o roteiro insere sem muita explicação um sujeito (Gene Davis) que é uma espécie de tutor de um grupo de crianças de adolescentes. 

O final simbólico e com um toque de sobrenatural fecha o filme de uma forma mais estranha ainda.

sábado, 15 de setembro de 2018

7 Dias em Entebbe

7 Dias em Entebbe (Entebbe, Inglaterra / EUA, 2018) – Nota 6
Direção – José Padilha
Elenco – Daniel Bruhl, Rosamund Pike, Eddie Marsan, Lior Ashkenazi, Denis Ménochet, Ben Schnetzer, Nonso Anozie, Mark Ivanir, Juan Pablo Raba, Amir Khoury, Ala Dakka.

Junho de 1976. Dois terroristas alemães (Daniel Bruhl e Rosamund Pike) e dois palestinos (Amir Khoury e Ala Dakka) sequestram um avião da Air France que transportava vários judeus que viajavam de Tel Aviv para Paris. 

O avião é desviado para reabastecer na Líbia e depois segue para Uganda, país comandado pelo ditador Idi Amin Dada (Nonso Anozie), que oferece apoio do seu exército para manter os passageiros e a tripulação como reféns. 

Enquanto os palestinos exigem a libertação de companheiros presos em Israel, o primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin (Lior Ashkenazi) e o ministro da defesa Shimon Peres (Eddie Marsan) divergem quanto a negociar com os terroristas ou enviar um comando para tentar resgatar os reféns. 

Baseado numa história real que já rendeu outros quatro filmes famosos, com destaque para “Operação Thunderbolt” e “Comando Delta”, por sinal duas versões diferentes dirigidas pelo mesmo Menahem Golan, este longa do brasileiro José Padilha deixa a desejar. Sua estreia americana com o remake de “Robocop” não teve surpresa alguma, mas foi pelo menos uma versão correta. 

Neste novo trabalho, Padilha mostra algumas escolhas equivocadas. Ele tenta humanizar o terrorista alemão vivido por Daniel Bruhl de uma forma ingênua, assim como falha ao descrever a motivação do mesmo a da jovem vivida por Rosamund Pike. 

A fraca cena de ação no clímax também deixa o espectador desapontado. Outra escolha inexplicável é a utilização de uma sequência de dança de uma coadjuvante em Israel em paralelo com a ação do clímax. 

O melhor do filme é a disputa política que gera discussões entre os personagens de Eddie Marsan e Lior Ashkenazi. Esta questão de bastidor entre os políticos israelenses foi praticamente ignorada nas versões anteriores. 

O resultado é um bola fora na carreira internacional de José Padilha.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Em Carne Viva

Em Carne Viva (In the Cut, Inglaterra / Austrália / EUA, 2003) – Nota 6
Direção – Jane Campion
Elenco – Meg Ryan, Mark Ruffalo, Jennifer Jason Lee, Nick Damici, Sharrieff Pugh, Kevin Bacon.

Ao testemunhar uma jovem fazendo sexo oral para um sujeito no banheiro escuro de um bar, a professora Frannie (Meg Ryan) se envolve numa complicada trama. 

Mesmo sem ter visto os rostos do casal no banheiro, Frannie se torna testemunha do possível assassinato da jovem, que foi encontrada morta na mesma noite. 

Os policiais Malloy (Mark Ruffalo) e Rodriguez (Nick Damici) investigam o caso. Frannie se envolve com Malloy e passa a desconfiar de que ele possa ser o assassino. Ela ainda tem de lidar com sua complicada irmã (Jennifer Jason Leigh). 

Este filme fez barulho na época do lançamento por causa da cena de sexo oral e as sequências quentes com Meg Ryan, mas infelizmente ficou nisso, a história não convence e o ritmo é bem irregular. 

A diretora neozelandesa Jane Campion que era famosa pelo drama “O Piano”, exagera também na tonalidade das cores da fotografia, principalmente em um amarelado estranho, além de inserir algumas cenas desfocadas que não ajudam em nada. 

O resultado é um filme polêmico e no máximo razoável.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Case

Case (Case, Islândia, 2015) – Nota 7
Direção – Baldvin Zophoniasson
Elenco – Steinunn Olina Porteinsdottir, Magnus Jonsson, Birna Run Eiriksdottir, Elma Stefania Agustsdottir, Bergur Por Ingolfsson, Johanna Vigdis Arnardottir, Porstein Bachmann, Halldora Geirharsdottir, Arnar Jonsson.

Reykjavic, Islândia. Uma adolescente é encontrada morta por enforcamento em um teatro. A perícia chega a conclusão de que foi suicídio, porém os policiais ao entrevistarem familiares e conhecidos percebem que existe algo de errado em relação a motivação da garota para acabar com a própria vida. 

Apesar de explorar uma investigação semelhante a premissa da série “Trapped”, também produzida na Islândia, este “Case” se passa numa cidade maior durante os longos dias de verão, enquanto a série anterior tinha como locação uma cidade pequena durante o rigoroso inverno repleto de neve e gelo. 

Enquanto “Trapped” apresentava uma complexa trama muito bem amarrada e um ótimo desenvolvimento dos personagens, “Case” acaba passando do ponto no emaranhado da história. O que era para ser complexo resulta em uma trama um pouco confusa, com um excesso de subtramas e de personagens que escondem segredos. 

A ousadia em “Case” é maior na questão de mostrar nudez total, sexo, drogas e até uma rede de pornografia adolescente, ou seja, o conteúdo é bem mais pesado. 

Infelizmente além das falhas na trama, a série também perde alguns pontos pela falta carisma do elenco. A protagonista Steinunn Olina Porteinsdottir interpreta uma detetive que segue sempre pistas erradas, toma decisões equivocadas e se mostra uma personagem até mesmo irritante. 

A série não chega a ser ruim, mas eu esperava algo a mais.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Rampage & Arranha-Céu


Rampage: Destruição Total (Rampage, EUA, 2018) – Nota 6
Direção – Brad Peyton
Elenco – Dwayne Johnson, Naomi Harris, Malin Akerman, Jeffrey Dean Morgan, Jake Lacy, Joe Manganiello, Marley Shelton, P. J. Byrne, Jack Quaid, Demetrius Gross, Breanne Hill, Matt Gerald, Will Yun Lee.

Uma estação espacial financiada por uma corporação que comanda um projeto clandestino de manipulação genética sofre um acidente. Três recipientes com amostras da experiência são lançadas de volta para Terra.

Uma destas amostras atinge um zoológico em San Diego e transforma um calmo gorila em um agitado monstro gigante. Davis Okoye (Dwayne Johnson) tenta entender o que aconteceu com seu “amigo” gorila, ao mesmo tempo em que dois outros animais em locais diferentes também sofrem uma terrível mutação genética.

Este agitado longa de ficção é uma mistura de “Godzilla” com “King Kong”, explorando o lado sentimental da relação entre homem e gorila, chegando a um clímax destruidor em Chicago.

Os diálogos são péssimos, principalmente os que saem da boca do personagem engraçadinho do agente do governo vivido por Jeffrey Dean Morgan, que parece estar em uma comédia. As absurdas cenas de ação com Dwayne Johnson também não podem ser levadas a sério.

É um blockbuster explosivo e exagerado, que vale como a diversão passageira.

Arranha-Céu: Coragem Sem Limite (Skyscraper, EUA, 2018) – Nota 6
Direção – Rawson Marshall Thurber
Elenco – Dwayne Johnson, Neve Campbell, Chin Han, Roland Moller, Noah Taylor, Byron Mann, Pablo Schreiber, McKenna Roberts, Noah Cottrell, Hannah Quinlivan, Kevin Rankin.

Durante uma ação para conter um sequestro, o agente do FBI Will Sawyer (Dwayne Johnson) e sua equipe são surpreendidos por uma explosão. Ele termina por perder uma perna. Dez anos depois, Will se tornou consultor de segurança e recebe uma ótima proposta de trabalho de um ex-companheiro (Pablo Schreiber).

O trabalho consiste em verificar a segurança do maior edifício do mundo que foi construído por um bilionário em Hong Kong. O que seria uma grande oportunidade, se transforma em desespero quando terroristas atacam o edifício e a família de Will fica presa no local. 

O roteiro escrito pelo diretor Rawson Marshall Thurber é repleto de clichês, inclusive utilizando ideias do clássico “Inferno na Torre”, fato que seria até aceitável neste tipo de filme. O problema maior está nas absurdas cenas de ação que transformam o protagonista numa espécie de super herói.

Não tem muito mais o que se falar deste longa que é mais um blockbuster exagerado.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Homens de Coragem

Homens de Coragem (Only the Brave, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Joseph Kosinski
Elenco – Josh Brolin, Miles Teller, Jeff Bridges, Jennifer Connelly, James Badge Dale, Taylor Kitsch, Andie MacDowell, Thad Luckinbill, Scott Haze.

Eric Marsh (Josh Brolin) é o líder de uma equipe de bombeiros florestais que atuam na região da cidade de Prescott no Arizona. 

Eric luta para promover sua equipe ao nível de especialistas, tendo de provar a qualidade do trabalho em meio aos incêndios que atingem a região durante o verão. 

O filme é baseado em uma história real que tem como ponto principal o acontecimento detalhado no clímax. Como isso seria apenas um fio de história, o roteiro detalha a luta do protagonista em conseguir a certificação de especialista e escolhe basicamente dois personagens para mostrar seus dramas pessoais. 

O personagem de Josh Brolin sofre com a pressão da esposa vivida por Jennifer Connelly para ter um filho, enquanto o bombeiro de Miles Teller abandona as drogas quando descobre vai ser pai. 

Por mais que a parte final seja extremamente forte, as duas horas e quinze minutos de duração é um exagero, cansando um pouco o espectador. 

Este final passa a falsa impressão de que assistimos um ótimo filme, fazendo o espectador esquecer um pouco da duração.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Ilha dos Cachorros

Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs, Alemanha / EUA, 2012) – Nota 8
Direção – Wes Anderson
Vozes – Bryan Cranston, Koyu Rankin, Edward Norton, Bob Balaban, Bill Murray, Jeff Goldblum, Greta Gerwig, Frances McDormand, Kunichi Nomura, Akira Takayama, Akira Ito, Scarlett Johansson, Harvey Keitel, F. Murray Abraham, Liev Schreiber, Tilda Swinton, Ken Watanabe, Fisher Stevens, Courtney B. Vance.

O diretor Wes Anderson explora toda sua criatividade para contar histórias fora do comum através desta animação que foge do estilo tradicional. A história se passa no Japão em uma época em que os cachorros são considerados inimigos pelo prefeito de Megasaki chamado Kobayashi (Kunichi Nomura). 

Os cães são expulsos para uma ilha que também é utilizada como lixão. Abandonados a sorte, os cães tem uma chance de mudar de vida quando o garoto Atari (Koyu Rankin), que é sobrinho de Kobayasahi, foge para a ilha com o objetivo de encontrar seu cão Spots (Liev Schreiber). 

O roteiro escrito por Wes Anderson insere algumas pitadas de crítica social e corrupção, mas se apoia principalmente nos personagens. Os “humanos” falam em japonês, enquanto os cães conversam em inglês. Esta bizarrice resulta em alguns diálogos engraçados, principalmente os que envolvem o personagem do cão vira-lata Chief (Bryan Cranston). 

Como citei no início, o estilo da animação é diferente e pode não agradar as crianças. Os personagens não tem grande movimento e sua expressões parecem não mudar, mas tudo isso faz parte da proposta. Com certeza é uma animação mais indicada para jovens e adultos do que as crianças.

domingo, 9 de setembro de 2018

Kodachrome

Kodachrome (Kodachrome, Canadá / EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Mark Raso
Elenco – Jason Sudeikis, Ed Harris, Elizabeth Olsen, Bruce Greenwood, Wendy Crewson, Dennis Haysbert.

Matt (Jason Sudeikis) é um caçador de talentos de uma gravadora que está prestes a perder o emprego. Sua última chance é conseguir convencer uma banda de rock a abandonar uma grande gravadora e assinar com ele. 

Em paralelo, Matt é procurado por Zoe (Elizabeth Olsen), que trabalha como enfermeira para seu pai, o famoso fotógrafo Ben Ryder (Ed Harris), que está doente e tem pouco tempo de vida. 

Pai e filho não se falam há dez anos. Ben deseja que o filho viaje com ele até uma pequena cidade no Kansas onde a empresa Kodak revela fotos tiradas em filmes, serviço que eles deixarão de prestar em poucos dias. Mesmo a contragosto, Matt aceita viajar com o pai e a enfermeira ao planejar encontrar no meio do caminho os músicos com quem precisa negociar. 

Sabe aquele filme que após quinze minutos você sabe exatamente como irá terminar? É o caso deste road movie que não apresenta novidade alguma. O roteiro quadradinho poderia estragar tudo, porém o diretor Mark Raso (“Copenhagen”) consegue imprimir uma narrativa agradável que transforma a premissa dramática em um filme leve. 

As atuações de Jason Sudeikis, Ed Harris e Elizabeth Olsen ajudam bastante. O primeiro como o filho que não sabe como lidar com a ausência do pai e o segundo entregando um sujeito detestável que busca um mínimo de redenção no final da vida.

É curioso ver também como Elizabeth Olsen atropelou suas irmãs no talento. As gêmeas Ashley e Mary Kate Olsen eram famosas quando crianças pelo trabalho no seriado "Full House" e hoje se tornaram subcelebridades, enquanto a caçula Elizabeth pavimenta uma carreira de sucesso.

sábado, 8 de setembro de 2018

A Luz Entre Oceanos

A Luz Entre Oceanos (The Light Between Oceans, Inglaterra / Nova Zelândia / EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – Derek Cianfrance
Elenco – Michael Fassbender, Alicia Vikander, Rachel Weisz, Jack Thompson, Thomas Unger, Bryan Brown, Florence Clery.

Austrália, 1918. Tom (Michael Fassbender) é um veterano da Primeira Guerra Mundial que consegue um emprego para tomar conta de um farol em uma ilha isolada da costa. 

Na pequena cidade costeira, ele conhece e acaba se casando com a jovem Isabel (Alicia Vikander). O casal segue para a ilha e pouco tempo depois ela engravida. Situações inesperadas e uma decisão na base da emoção levam Tom e Isabel a um terrível dilema. 

Eu tentei nesta pequena descrição contar pouca coisa da história, mesmo sabendo que as sinopses espalhadas pela internet entregam quase todo o filme, que é baseado em um famoso livro. O filme tem uma belíssima fotografia e um ritmo lento que se casam perfeitamente com a proposta e o estilo do diretor Derek Cianfrance. 

Por outro lado, como opinião pessoal, entendo que a história resvala para o dramalhão em várias sequências, praticamente forçando o espectador a se emocionar. Me incomoda um pouco as atitudes dramáticas do casal de protagonistas, situações que levam a crise na parte final. 

É um filme que os fãs deste tipo de obra adoram, mas para quem gosta de algo mais perto da realidade, fica a sensação de exagero.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

The Last Movie Star

The Last Movie Star (The Last Movie Star, EUA, 2017) – Nota 7,5
Direção – Adam Rifkin
Elenco – Burt Reynolds, Ariel Winter, Clark Duke, Ellar Coltrane, Al Jaleel Knox, Chevy Chase, Nikki Blonsky.

Vic Edwards (Burt Reynolds) foi um grande astro do cinema nos anos setenta. Praticamente esquecido, Vic leva uma vida rotineira até a chegada de um convite para receber um prêmio por sua carreira em um festival de cinema em Nashville. 

Incentivado por seu amigo Sonny (Chevy Chase), que também é outro veterano ator, Vic decide viajar para o receber a homenagem. Esperando o luxo e as mordomias do auge da carreira, ele se decepciona ao ser recebido pela agitada jovem Lil (Ariel Winter), que o leva para um hotel de beira de estrada. Para piorar, o festival é organizado por três jovens que utilizam as dependências de um bar para passar os filmes. 

Assim como Harry Dean Stanton teve sua despedida do cinema no sensível “Lucky” em que o ator interpretava um personagem semelhante a ele mesmo na vida real, este “The Last Movie Star” tem o mesmo efeito para a carreira do recém falecido Burt Reynolds. 

Assim como seu personagem Vic Edwards, Reynolds foi um dos maiores astros dos anos setenta, porém sempre foi visto como um canastrão, com algumas boas atuações que são exceções em sua filmografia como no clássico “Amargo Pesadelo” e em “Boogie Nights”. 

O roteiro escrito pelo diretor Adam Rifkin foca tanto na solidão e nas frustrações da terceira idade, como na tristeza de quem era famoso e hoje vive no esquecimento. As sequências em que o personagem de Reynolds sonha e conversa com ele mesmo em montagens de cenas de filmes antigos são retratos de quem percebeu que a melhor parte da vida acabou, assim como os diálogos entre ele e a garota Lil que são recheados de remorso pelos erros do passado e ao mesmo tempo de conselhos para ajudar a complicada jovem. 

É um filme extremamente sensível que nos faz pensar sobre a vida.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Distante Nós Vamos

Distante Nós Vamos (Away We Go, EUA / Inglaterra, 2009) – Nota 7
Direção – Sam Mendes
Elenco – John Krasinski, Maya Rudolph, Carmen Ejogo, Catherine O’Hara, Jeff Daniels, Allison Janney, Jim Gaffigan, Maggie Gyllenhaal, Josh Hamilton, Chris Messina, Melanie Lynskey, Paul Schneider.

Uma gravidez inesperada muda a vida do casal Burt (John Krasinski) e Verona (Maya Rudolph). Eles descobrem em seguida que os pais de Burt (Jeff Daniels e Catherine O’Hara) estão de mudança para Bélgica. 

Sem grandes perspectivas de vida na cidade do Colorado onde vivem, o casal decide viajar por algumas cidades onde moram amigos e parentes para escolher o melhor lugar para criar o filho que está a caminho. 

Este simpático misto de comédia e drama brinca com a dificuldade de relacionamento entre casais e também com a criação. Os coadjuvantes que surgem no caminho dos protagonistas são exemplos exagerados e ao mesmo tempo engraçados destas relações.

Temos o casal que vive para criticar a tudo e a todos, um outro casal que tenta se mostrar zen, mas que na verdade são patéticos, além de um terceiro que adotou vários filhos para esconder suas próprias frustrações. 

A simpatia e a boa química entre John Krasinski e Maya Rudolph é um dos pontos altos do longa. 

É basicamente um filme independente sobre pessoas comuns e relacionamentos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Wendy e Lucy & Certas Mulheres


Wendy e Lucy (Wendy and Lucy, EUA, 2008) – Nota 7
Direção – Kelly Reichardt
Elenco – Michelle Williams, Walter Dalton, Will Patton, John Robinson, Will Oldham.

Wendy (Michelle Williams) e sua cachorra Lucy viajam de carro para o Alasca. O automóvel quebra em uma pequena cidade do Oregon. Com pouco dinheiro, dormindo no carro e sendo obrigada a esperar que a única oficina mecânica da cidade abra, Lucy precisará ter paciência. Um incidente faz com a garota e sua cachorra se separem. Ao mesmo tempo em que tenta resolver o problema do carro, Lucy também sai a procura da companheira.

Este sensível filme independente passa a impressão de que pouca coisa acontece, porém cada situação tem um significado e detalha a vida solitária da protagonista. A personagem de Michelle Williams não é uma adolescente rebelde ou algo parecido. Sua relação com a cachorra, a conversa pelo telefone com a irmã e a forma de encarar os problemas mostram uma jovem decidida.

São interessantes também os encontros com personagens que cruzam seu caminho na pequena cidade. Alguns demonstram solidariedade, enquanto outros apelam para a indiferença ou até acreditam estar ajudando mesmo que no fundo estejam apenas defendendo sua vida.

Com uma tocante sequência final, o longa é uma obra melancólica sobre pessoas que buscam seu caminho e também sobre a falta de perspectivas de vida nas pequenas cidades.

Certas Mulheres (Certain Women, EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – Kelly Reichardt
Elenco – Laura Dern, James Le Gros, Jared Harris, John Getz, Michelle Williams, Sara Rodier, Rene Auberjonois, Kristen Stewart, Lily Gladstone.

O roteiro escrito pela diretora Kelly Reichardt é baseado em três contos que focam em mulheres como protagonistas. As três histórias se passam em pequenas cidades de Montana e se cruzam em alguns detalhes. 

Na primeira história a advogada Laura (Laura Dern) tem dificuldades para convencer um cliente (Jared Harris) que sofreu um acidente de trabalho de que é impossível processar seu ex-patrão por ele já ter aceitado uma pequena indenização. 

A segunda trama segue o casal Gina (Michelle Williams) e Ryan (James Le Gros) que junto com a filha adolescente (Sara Rodier) visitam um velho solitário (Rene Auberjonois) para tentar comprar algumas pedras de arenito para utilizarem na construção de uma casa.

A história final tem como protagonista uma domadora de cavalos (Lily Gladstone) que se apaixona por uma jovem advogada (Kristen Stewart) que está dando aulas de direito para diretores de escola. 

Os filmes da diretora Kelly Reichardt geralmente se passam em cidades pequenas e focam em histórias sobre pessoas comuns. A narrativa lenta e a falta de um trilha sonora são outros pontos comuns em seus trabalhos. As três histórias aqui são melancólicas, com personagens que claramente carregam sofrimentos e angústias. 

O filme perde pontos por não chegar a lugar algum. Apenas a primeira história tem uma espécie de final, as duas seguintes parecem inacabadas. É basicamente um filme independente com resultado mediano.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049, EUA / Inglaterra / Hungria / Canadá, 2017) – Nota 6,5
Direção – Denis Villeneuve
Elenco – Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Ana de Armas, Jared Leto, Hiam Abbas, Mackenzie Davis, Lennie James, Edward James Olmos, Barkhad Abdi, Sean Young, Wood Harris.

Em 2049, os replicantes antigos estão foragidos e são perseguidos por uma nova geração de androides desenvolvida para manter o mundo em ordem. 

Neste contexto, K (Ryan Gosling) é um androide que ao eliminar um replicante descobre uma ossada de outra replicante que aparentemente tinha conseguido o milagre de gerar um filho. Mesmo pressionado por sua chefe (Robin Wright) para esconder a descoberta, K fica intrigado e decide investigar o caso. 

Por mais que considere o diretor canadense Denis Villeneuve como um dos grandes talentos que surgiram nos últimos anos, esta sequência do clássico “Blade Runner” é decepcionante. Mesmo com uma caprichada parte técnica que explora cores diversas para cada cenário, o filme chega a dar sono por causa da narrativa arrastada. 

O clima futurista esconde uma trama extremamente simples que infelizmente é mal desenvolvida. A questão da revolução dos replicantes se torna apenas uma nota de rodapé, vários coadjuvantes interessantes (Lennie James, Edward James Olmos e Barkhad Abdi) aparecem em apenas uma sequência e até o personagem de Jared Leto que teria uma importância grande na história acaba sendo abandonado. A falta de ação é outro ponto negativo, nem mesmo a sequência do clímax convence. 

Vejo este longa com um efeito inverso ao original em relação ao público. O “Blade Runner” original fracassou na bilheteria e se tornou cult apenas anos depois, enquanto a sequência nasceu com o objetivo do diretor em colocar o selo de cult desde o berço. Muitas pessoas abraçaram a ideia e elogiaram o filme. A meu ver é apenas uma obra pretensiosa.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

211: O Grande Assalto & Conexão Mortal


211: O Grande Assalto (211, EUA, 2018) – Nota 5
Direção – York Alec Shackleton
Elenco – Nicolas Cage, Michael Rainey Jr, Dwayne Cameron, Sophie Skelton, Ori Pfeffer, Cory Hardrict.

No Iraque, um grupo paramilitar mata o executivo que os contratou e tentou enganá-los roubando uma fortuna. Para recuperar o dinheiro, os mercenários voltam aos Estados Unidos e preparam um assalto ao banco onde o dinheiro está depositado.

Uma dupla de policiais que são sogro e genro (Nicolas Cage e Dwayne Cameron) leva no banco traseiro da viatura um adolescente (Michael Rainey Jr) que participa de uma ação educativa. Quando eles passam em frente ao banco e percebem a estranha movimentação, terminam recebidos com tiros, dando início a um violento conflito. 

Por mais que as várias sequências de tiroteio prendam a atenção do espectador que gosta do gênero, fica impossível deixar de lado os clichês absurdos do roteiro e as péssimas interpretações. Policial que descobre no mesmo dia do assalto que vai ser pai, relacionamento difícil entre pai e filha e bandidos psicopatas são os ingredientes. 

A cada novo filme fica difícil entender as escolhas de Nicolas Cage. São bombas seguidas de bombas.

Conexão Mortal (Cell, EUA, 2016) – Nota 5
Direção – Tod Williams
Elenco – John Cusack, Samuel L. Jackson, Isabelle Fuhrman, Stacy Keach, Owen Teague, Clark Sarullo, Ethan Andrew Casto.

Ao voltar de uma viagem de negócios, o escritor Clay Ridell (John Cusack) se vê em meio a uma loucura generalizada dentro do aeroporto de Boston. As pessoas que utilizam celular são afetadas por um sinal e passam a agir de forma irracional, atacando as demais pessoas com extrema violência.

Ele consegue escapar do local junto com o condutor do metrô Tom McCourt (Samuel L. Jackson). Não demora para uma garota (Isabelle Furhman) se juntar a dupla, que pretende seguir até uma cidade próxima para tentar localizar a esposa e o filho de Clay. 

Baseado num livro de Stephen King, este longa lembra em parte uma antiga história do escritor que foi adaptada para o cinema nos anos oitenta com o nome “Comboio do Terror”. Naquele filme a premissa era que as máquinas tomavam vida e atacavam as pessoas. Aqui King reciclou em parte esta ideia explorando aparelhos de celular como transmissores que transformam os humanos em zumbis. 

A narrativa vai razoavelmente bem durante os dois primeiros terços, mesmo apresentando efeitos especiais vergonhosos. A coisa desanda completamente na parte final, com um clímax bizarro e uma decisão pra lá de ridícula tomada pelo personagem de John Cusack, que por sinal está seguindo o caminho de Nicolas Cage protagonizando um filme ruim atrás do outro. 

Fica a sensação de que mesmo reciclada, a história tinha potencial para render um filme muito melhor. 

domingo, 2 de setembro de 2018

Ghost World: Aprendendo a Viver

Ghost World: Aprendendo a Viver (Ghost World, EUA / Inglaterra / Alemanha, 2001) – Nota 7,5
Direção – Terry Zwigoff
Elenco – Thora Birch, Scarlett Johansson, Steve Buscemi, Brad Renfro, Illeana Douglas, Bob Balaban, Stacey Travis.

Após se formarem no colégio, Enid (Thora Birch) e Rebecca (Scarlett Johansson) planejam alugar um apartamento e morar juntas. Adolescentes cínicas que pensam que sabem tudo sobre a vida e desprezam as pessoas ao redor, elas decidem tirar um sarro de um sujeito que postou um anúncio procurando uma mulher. 

O pobre sujeito (Steve Buscemi) vai ao encontro fantasma, enquanto é observado pelas jovens, que resolvem segui-lo até em casa. A curiosa Enid se aproxima do homem que se chama Seymour sem contar a verdade e acaba criando um laço de amizade após conhecê-lo melhor. A imaturidade da garota e suas atitudes impensadas causarão problemas ainda maiores. 

Este longa independente é baseado numa história em quadrinhos que foca em personagens que beiram o clichê, mas que ao mesmo tempo são tristes retratos da vida atual. O roteiro explora temas universais como insegurança adolescente, imaturidade, dificuldade de relacionamentos e solidão. É o tipo de filme em que alguns momentos faz o espectador rir sem muito jeito e em outros deixa um pitada de tristeza. 

Vale destacar o ótimo elenco. A sumida Thora Birch passava a impressão de que se tornaria uma grande atriz, mas infelizmente sua carreira jamais decolou. Por outro lado, Scarlett Johansson que aqui está um pouco abaixo, hoje é uma das maiores de Hollywood. Não posso deixar de citar o sempre ótimo Steve Buscemi, aqui perfeito como o sujeito que se sente deslocado no mundo.  

sábado, 1 de setembro de 2018

Passageiros da Vida

Passageiros da Vida (Land Ho!, Islândia / EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Aaron Katz & Martha Stephens
Elenco – Earl Lynn Nelson, Paul Eenhoorn, Karrie Crouse, Elizabeth McKee, Alice Olivia Clarke.

Mitch (Earl Lynn Nelson) é um médico aposentado e divorciado que vive sozinho. Ao receber a visita do ex-cunhado Colin (Paul Eenhoorn), um australiano que também está divorciado, Mitch o convida para uma curiosa viagem turística a Islândia. Os dois homens na casa dos setenta anos passarão alguns dias juntos conversando sobre a vida, conhecendo pessoas e lugares. 

O grande charme deste longa está nas simpáticas interpretações da dupla principal, que por sinal são atores quase amadores. O americano Earl Lynn Nelson interpreta o sulista falastrão, piadista e que não tem papas na língua. O australiano Paul Eenhoorn vive o sujeito mais tranquilo, que fala pausadamente e se diverte com o falatório do amigo. Os diálogos espirituosos variam sobre os problemas da idade, sobre as frustrações da vida e até sobre sexo. 

É um filme extremamente leve que ao mesmo tempo mostra que a terceira idade com saúde pode ser bem vivida, mas por outro lado deixa claro que é a fase da vida mais difícil de ser enfrentada.