segunda-feira, 23 de julho de 2012

Precisamos Falar Sobre o Kevin

Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, EUA / Inglaterra, 2011) – Nota 8
Direção – Lynne Ramsay
Elenco – Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller, Ashley Gerasimovich, Jasper Newell, Siobhan Fallon, Alex Manette.

A diretora escocesa Lynne Ramsay adaptou o livro de Lionel Shriver para contar esta triste e assustadora história, que com certeza choca mais do que qualquer filme de terror.  

O longa tem uma espécie de prólogo com Eva Katchadourian (Tilda Swinton) com o corpo todo vermelho participando do Festival do Tomate na Espanha, como se estivesse limpando sua alma. Em seguida, o filme se divide em duas narrativas: Nos dias atuais, Eva é uma pessoa abatida que está desempregada e ao voltar para os EUA consegue um humilde serviço em uma agência de viagens numa típica cidade de subúrbio. Além disso, ela que mora sozinha tem sua casa toda pichada com a cor vermelha e é maltratada por pessoas que cruzam com ela pela rua. 

A segunda narrativa volta ao passado quando Eva vivia em Nova York e conheceu Franklin (John C. Reilly), com quem se casou e teve o filho Kevin (interpretado por três atores, sendo os mais importantes Jasper Newell aos cinco anos e Ezra Miller na adolescência) e logo em seguida mudaram-se para o subúrbio. 

O ponto principal do roteiro é o doloroso relacionamento entre mãe e filho, que desde bebê rejeita a mãe e ela que claramente estava em dúvida quanto a ter um filho, fica angustiada, sentindo-se numa situação sem saída, que piora com a permissividade do pai em relação ao filho frio e manipulador e chega a níveis insustentáveis com o nascimento da segunda filha, Celia (Ashley Gerasimovich). 

Está longe de ser um filme fácil, algumas sequências são angustiantes e até cruéis, como a cena da lichia e as palavras de um colega de trabalho para Eva durante a confraternização de Natal. Mesmo sendo doloroso, vale a sessão, também pelas ótimas atuações do trio principal, com Tilda Swinton injustiçada por não ter sido indicada ao Oscar, o sempre competente John C. Reilly como o pai alienado e Ezra Miller como o assustador Kevin.  

8 comentários:

Amanda Aouad disse...

Ainda preciso ver esse filme.

bjs

Celo Silva disse...

Como vc disse, está longe de ser um filme fácil, mas é obrigatório.

Alan Raspante disse...

Tilda merecia tanto essa indicação, mas tanto...

Aquele final é mata mesmo! rs

Gonga disse...

Para mim um dos melhores filmes de 2011, eu dei um 9/10.

1 abraço

Hugo disse...

Amanda - Vale a sessão.

Celo - Drama obrigatório.

Alan - A atuação dela é fantástica.

Gonga - É um ótimo filme.

Abraço a todos

Rodrigo Mendes disse...

Nem gosto muito de Stiller diretor!

Elton Telles disse...

Eu gosto do filme, mas há alguns vícios na linguagem adotada por Ramsay que me incomodam muito - e não porque o filme é naturalmente incômodo, mas são questões técnicas mesmo. Sem falar que o roteiro não mede algumas prioridades da trama.

No mais, é um filme satisfatório com uma excelente atuação de Tilda Swinton. Vale, sobretudo, por ela.

Abs!

Hugo disse...

Rodrigo - Stiller também não está entre os meus preferidos.

Elton - A atuação de Tilda Swinton é ótima.

Abraço