segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O Protetor 2

O Protetor 2 (The Equalizer 2, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Antoine Fuqua
Elenco – Denzel Washington, Pedro Pascal, Melissa Leo, Ashton Sanders, Bill Pullman, Orson Bean, Jonathan Scarfe.

Trabalhando com motorista de táxi, porém ainda atuando de forma clandestina para resolver problemas de pessoas comuns, o ex-agente da CIA Robert McCall (Denzel Washington) é obrigado a enfrentar um grupo que está eliminando seus antigos parceiros de agência. 

Em paralelo, ele tenta ajudar um jovem vizinho (Ashton Sanders) a não se envolver com a gangue de traficantes do bairro. 

Se no filme anterior a verdadeira identidade do protagonista vivido por Denzel Washington era revelada aos poucos, aqui a história já começa com um sequência de ação em que ele resgata um menina sequestrada pelo próprio pai. 

O ponto principal do filme são as criativas cenas de ação em que o protagonista solitário enfrenta seus inimigos. O diretor Antoine Fuqua é especialista no gênero, conseguindo imprimir um bom ritmo na narrativa e desenvolvendo a história de forma competente. 

Está longe de ser um grande filme, mas por outro lado entrega muito bem o que promete, agradando aos fãs dos longas de ação.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Entrevista com Deus & Em Defesa de Cristo


Entrevista com Deus (An Interview with God, EUA, 2018) – Nota 5,5
Direção – Perry Lang
Elenco – Brenton Thwaites, David Strathairn, Hill Harper, Yael Grobglas, Charlbi Dean Kriek, Bobby Di Cicco.

Em Nova York, o jornalista Paul Asher (Brenton Thwaites) passa por uma crise no casamento após trabalhar algum tempo cobrindo a vida dos soldados americanos no Afeganistão. Mesmo com os problemas pessoais, Paul decide entrevistar um sujeito que diz ser Deus (David Strathairn). Com conversas de meia-hora durante três dias seguidos, Paul é desafiado por Deus a enfrentar seus problemas e rever suas convicções. 

Mesmo para quem não é religioso, a premissa é extremamente interessante, mas infelizmente a realização deixa a desejar. O ponto alto são as três sequências das conversas entre Paul e Deus, que discutem principalmente sobre fé e salvação.

O problema é que as demais sequências que focam na crise do protagonista com a esposa (Charlbi Dean Kriek) são melodramáticas. As atuações dos coadjuvantes também são fracas. No elenco, o destaque fica para o veterano David Strathairn, que se mostra à vontade no papel de Deus. 

No final fica claro que o bom argumento foi desperdiçado.

Em Defesa de Cristo (The Case for Christ, EUA, 2017) – Nota 6
Direção – Jon Gunn
Elenco – Mike Vogel, Erika Christensen, L. Scott Caldwell, Frankie Faison, Robert Forster, Brett Rice, Faye Dunaway.

Chicago, 1978. O jornalista Lee Strobel (Mike Vogel) tem uma bela carreira e uma ótima vida de casado com Leslie (Erika Christensen). Um pequeno acidente com o filho desperta em Leslie a curiosidade religiosa.

Ateu convicto, Lee não aceita o novo pensamento da esposa e decide investigar a vida de Jesus Cristo para provar que a ressurreição jamais aconteceu. A cada nova entrevista, Lee fica ainda mais confuso ao descobrir que pessoas com profissões e vidas bem diferentes como padres, escritores e cientistas acreditam na ressurreição. 

Baseado em um livro autobiográfico de Lee Strobel, esse longa é praticamente uma propaganda do catolicismo. A saga do escritor em busca de provas sobre a ressurreição de Cristo claramente terminaria em frustração. Como alguns dos coadjuvantes citam durante o filme, a crença em Cristo é baseada na fé pessoal e não em provas concretas. 

O filme é apenas razoável e previsível, indicado para quem gosta de obras religiosas sem muita polêmica. 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Os Últimos Dias de Joe May

Os Últimos Dias de Joe May (The Last Rites of Joe May, EUA, 2011) – Nota 7,5
Direção – Joe Maggio
Elenco – Dennis Farina, Jamie Anne Allman, Gary Cole, Chelcie Ross, Meredith Droeger.

No inverno em Chicago, após ficar vários dias internado por causa de uma pneumonia, Joe May (Dennis Farina) recebe alta e descobre que o dono alugou seu apartamento para a jovem mãe solteira Jenny (Jamie Anne Allman) e sua filha (Meredith Droeger).

Percebendo que Joe não tem onde ficar, Jenny oferece alugar um quarto do apartamento, dando tempo para ele procurar outro local para morar.

Como o título original entrega, o roteiro escrito pelo diretor Joe Maggio detalha os últimos dias de vida de Joe May, sem deixar de mostrar também a vida pregressa do personagem. É interessante, triste e até comovente em algumas sequências a forma como descobrimos o verdadeiro Joe May através de seus erros, sonhos e frustrações.

O personagem é mais um daqueles casos em que se torna um presente para um ator em final de carreira. Apesar de não ser tão velho, o ator Dennis Farina faleceria dois anos depois. Este longa resultou no melhor papel da carreira do ator, que ficou marcado por interpretar policiais e bandidos, sempre como o sujeito durão. Aqui seu personagem chega a ser patético em alguns momentos, muito próximo da vida real.

É um interessante drama para quem gosta do gênero.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Redenção

Redenção (Machine Gun Preacher, EUA, 2011) – Nota 7
Direção – Marc Forster
Elenco – Gerard Butler, Michelle Monaghan, Michael Shannon, Kathy Baker, Madeline Carroll, Souleymane Sy Savane.

Após cumprir pena, o motoqueiro drogado Sam Childers (Gerard Butler) se surpreende ao encontrar a esposa (Michelle Monaghan) convertida para religião. Após uma determinada situação, Sam aceita ir para a igreja e consegue mudar de vida. 

Anos depois e com a vida estabilizada, ao ouvir um missionário falando de um trabalho voluntário em Uganda, Sam decide viajar para o local. Ao conhecer a triste situação da região de fronteira entre Uganda e Sudão que sofre com uma guerra civil, ele resolve construir um orfanato para abrigar as crianças órfãs. 

Baseado numa história real que foge completamente do lugar comum, este longa tem como ponto principal as sequências da dura vida na África, incluindo algumas cenas cruéis de violência. O trabalho realizado pelo protagonista é um misto de missionário e mercenário, sendo esta a única forma de sobreviver naquele local. 

Vale citar que no final são mostradas cenas do corajoso trabalho do verdadeiro Sam Childers na África.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Operação Red Sparrow

Operação Red Sparrow (Operation Red Sparrow, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Francis Lawrence
Elenco – Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Jeremy Irons, Mary Louise Parker, Ciaran Hinds, Joely Richardson, Bill Camp, Thekla Reuten, Douglas Hodge, Sakina Jaffrey.

Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) é um bailarina do Bolshoi que após sofrer um acidente em cena tem sua carreira encerrada. Sem saber o que fazer da vida e precisando cuidar da mãe doente (Joely Richardson), Dominika aceita participar de um trabalho como espiã para o tio (Matthias Schoenaerts) que é diretor do serviço secreto russo. 

A situação sai do controle e a jovem se vê presa a um destino cruel. Ela é enviada para uma escola de espiões, onde é obrigada a passar por diversas humilhações para salvar sua vida. Em paralelo, um agente americano (Joel Edgerton) luta para manter em segredo a identidade de um oficial russo que é seu informante, 

A premissa lembra os filmes de espionagem dos anos sessenta, inclusive na questão de mostrar a Rússia como um país que ainda estaria em Guerra Fria contra os Estados Unidos. A falta de cenas de ação e a frieza da narrativa são outros detalhes que também levam ao cinema clássico dos anos sessenta, resultando em um filme cansativo e enrolado. 

O diretor Francis Lawrence tenta dar um ar de modernidade ao inserir cenas fortes ligadas ao sexo, porém sem erotismo algum. Tentativas de estupro, humilhações e submissão fazem parte do cardápio. Jennifer Lawrence entrega uma interpretação corajosa e ousada. 

É um filme estranho, com mais sequências bizarras do que interessantes, além do segredo revelado no final que não é assim tão difícil do espectador descobrir.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Os Invencíveis

Os Invencíveis (Joheunnom Nabbeunnom Isanghannom, Coreia do Sul, 2008) – Nota 7,5
Direção – Jee Woon Kim
Elenco – Kang Ho Song, Byung Hun Lee, Woo Sung Jung, Je Mun Yun, Young Chang Song.

Manchúria, anos 40. Três homens, o exército japonês e uma quadrilha de chineses travam uma verdadeira guerra em busca de um mapa do tesouro. 

Por mais que pareça absurdo, este longa é um verdadeiro western sul-coreano. A história é uma versão do clássico de Sergio Leone “Três Homens em Conflito”. 

Nesta nova versão, o papel principal é do “Estranho” vivido por Kang Ho So, o ladrão que faz de tudo para manter o mapa em seu poder. O “Bom” é interpretado por Woo Sung Jung, uma espécie de xerife que também busca o mapa. O terceiro elo é o “Mau” de Byung Hun Lee, que junto com seus capangas não mede esforços e violência para chegar ao tesouro. 

Além do elenco, o destaque fica para as sequências de ação. A inicial no trem, a correria na cidade e a cavalgada final no deserto são os destaques. Mesmo com alguns erros de montagem nesta sequência final, fica clara a homenagem aos clássicos do western. 

O filme perde alguns pontos por este erro e pela longa duração, mas no geral é um bom divertimento indicado principalmente para quem curte o gênero.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Os Últimos Dias & Cargo


Os Últimos Dias (Los Últimos Dias, Espanha / França, 2013) – Nota 7
Direção – David & Alex Pastor
Elenco – Quim Gutiérrez, Jose Coronado, Marta Etura, Leticia Dolera, Mikel Iglesias, Ivan Massagué.

Barcelona, 2013. Uma estranha epidemia levou o mundo a uma espécie de apocalipse, com várias pessoas presas dentro de um edifício comercial. O jovem Marc (Quim Gutiérrez) deseja sair do local para procurar sua noiva (Marta Etura), a quem não vê desde que começou a epidemia. Ele se junta ao veterano Enrique (Jose Coronado), que também deseja encontrar alguém em meio ao caos. Em flashbacks vemos o que realmente ocorreu no mundo e os detalhes da relação de Marc com sua noiva.

Os irmãos David e Alex Pastor estrearam no cinema com outro longa apocalíptico chamado “Vírus”, porém inferior a este que comento aqui. O roteiro deste “Os Últimos Dias” é bem melhor trabalhado, desenvolvendo de forma interessante a história e criando um passado importante para os protagonistas. A causa da epidemia também é bastante criativa, bem diferente dos filmes do gênero.

O longa tem ainda competentes cenas de ação e suspense, além de uma boa produção, com exceção dos fracos especiais especiais em uma determinada sequência com fogo.

É um bom filme indicado para quem gosta do gênero.

Cargo (Cargo, Austrália, 2017) – Nota 6
Direção – Ben Howling & Yolanda Ramke
Elenco – Martin Freeman, Anthony Hayes, Susie Porter, Caren Pistorius, Kris McQuade, Simone Landers.

O casal Andy (Martin Freeman) e Kay (Susan Porter) viajam com sua bebê Rosie em uma espécie de barco/casa por um rio no interior da Austrália. Logo, descobrimos que o mundo vive um apocalipse zumbi, em que pessoas que são infectadas tem apenas quarenta e oito horas de vida. Um determinado fato obriga o casal a sair do barco e seguir pela estrada para chegar até um hospital, tendo de enfrentar os perigos do novo mundo. 

Explorando a temática atual dos filmes com zumbis, este longa australiano se divide entre a violência e o drama familiar, além de inserir costumes aborígenes no meio da trama através da participação da garotinha Thoomi (Simone Landers) e de um grupo de caçadores de zumbis. 

Infelizmente a narrativa é arrastada e algumas situação são mal explicadas. Além disso, as poucas cenas de ação são fracas. De positivo temos algumas sequências um pouco mais emotivas relacionadas ao bebê e a paisagem ensolarada do deserto australiana. 

É um produção da Netflix que deixa a desejar.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

A Sala de Fermat

A Sala de Fermat (La Habitación de Fermat, Espanha, 2007) – Nota 7,5
Direção – Luis Piedrahita & Rodrigo Sopeña
Elenco – Alejo Sauras, Elena Ballesteros, Lluís Homar, Santi Millan, Federico Luppi.

Quatro matemáticos (três homens e uma mulher) são convidados para uma reunião em uma velha fábrica isolada. Eles receberam o convite pelo correio e um crachá com um apelido, não podendo revelar suas verdadeiras identidades. 

Algum após chegaram na fábrica aparece o anfitrião que diz se chamar Fermat (Federico Luppi). Para surpresa geral, antes de Fermat dizer qual enigma o grupo terá de resolver, ele recebe um telefonema e os abandona na sala. Em seguida os quatro convidados percebem que estão presos no local. 

Este criativo longa espanhol explora enigmas matemáticos para criar suspense. Mesmo sem saber o porquê, os convidados precisam utilizar seu talento matemático para resolver problemas complexos e assim escapar da armadilha. O roteiro vai entregando pequenas pistas para o espectador tentar montar o quebra-cabeça junto com os personagens. 

É basicamente um criativo filme B de suspense.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Esperança e Glória

Esperança e Glória (Hope and Glory, Inglaterra / EUA, 1987) – Nota 7,5
Direção – John Boorman
Elenco – Sebastian Rice Edwards, Sarah Miles, David Hayman, Sammi Davis, Derrick O’Connor, Susan Woolbridge, Geraldine Muir, Jean Marc Barr, Ian Bannen, Annie Leon.

Londres, 1939. A Inglaterra declara guerra contra Alemanha. O garoto Billy (Sebastian Rice Edwards) tenta seguir uma vida normal com os amigos, mesmo após seu pai (David Hayman) se alistar no exército. 

Ao lado da mãe (Sarah Miles), da irmã caçula (Geraldine Muir) e da irmã adolescente (Sammi Davis), aos poucos Billy se torna testemunha das casas destruídas pelos bombardeios e do sofrimento de vizinhos que perderam parentes na guerra. 

O diretor John Boorman se baseou em sua experiência pessoal quando crianças para escrever o roteiro deste longa que tenta mostrar a guerra pelos olhos de um pré-adolescente. Pelo alemães jamais terem chegado em terra na Inglaterra, as crianças viam a ruínas da guerra como um terreno a ser explorado, não imaginando que houvesse um inimigo real. 

Boorman desenvolve a narrativa com pitadas normais de drama, mas também com bom humor e até cenas engraçadas, principalmente quando entra em cena o avô vivido por Ian Bannen. 

É um filme de guerra que foge do lugar comum, com uma visão diferente da vida de pessoas comuns durante o conflito.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Coisas que Perdemos Pelo Caminho

Coisas que Perdemos Pelo Caminho (Things We Lost in the Fire, EUA / Inglaterra / Canadá, 2007) – Nota 7,5
Direção – Susanne Bier
Elenco – Halle Berry, Benicio Del Toro, David Duchovny, John Carroll Lynch, Alexis Llewellyn, Micah Berry, Alison Lohman, Robin Weigert, Omar Benson Miller.

Brian (David Duchovny) e Audrey (Halle Berry) levam um vida feliz ao lado do casal de filhos (Alexis Llewellyn e Micah Berry). Quando Brian é assassinado em uma discussão na rua, o mundo da família desaba. 

Perdida, Audrey acaba se aproximando de um antigo amigo de infância do marido. Jerry (Benicio Del Toro) é um ex-advogado viciado em drogas que sofre para se reabilitar. 

O filme pode ser definido em duas palavras: luto e luta. Viúva e viciado criam uma complicada relação de apoio e ao mesmo tempo de cobranças, principalmente por parte dela, que sentia ciúmes da amizade do marido com o drogado. 

Por mais que o longa tenha alguns momentos pesados e outros emotivos, a diretora Susanne Bier consegue um equilíbrio na narrativa sem apelar para os exageros comuns ao gênero. 

O roteiro explora também as reações das crianças em consequência da perda do pai. 

É ao mesmo tempo uma história triste e de esperança, daquelas em que os personagens precisam enfrentar seu destino para seguir em frente.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Adeus Christopher Robin & Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível


Adeus Christopher Robin (Goodbye Christopher Robin, Inglaterra, 2017) – Nota 7
Direção – Simon Curtis
Elenco – Domhnall Gleeson, Margot Robbie, Will Tilston, Kelly Macdonald, Alex Lawther, Stephen Campbell Moore.

Após lutar na Primeira Guerra Mundial, o escritor Alan Milne (Domhnall Gleeson) volta para casa traumatizado. Ele perdeu a vontade de escrever peças e sofre por querer retratar em livro os horrores da guerra. O casamento com Daphne (Margot Robbie) e o nascimento do filho Christopher Robin (Will Tilston) não ajudam Alan, que decide se mudar com a família de Londres para uma casa no campo. 

Uma crise com Daphne que o abandona e volta para Londres e a viagem da babá (Kelly Macdonald) obrigam Alan a cuidar de Christopher por alguns dias. O relacionamento que era distante entre pai e filho se estreita e Alan tem a ideia de criar uma história infantil utilizando brinquedos do filho como personagens. 

Baseado na história real da criação da turma do Ursinho Pooh, este longa explora de forma sensível questões como o trauma de guerra e a relação entre pais e filhos na época, além de detalhar a difícil vida do verdadeiro Christopher Robin, que aqui é interpretado por dois atores. 

Na primeira parte o personagem tem oito anos de idade, sendo vivido de forma espontânea por Will Tilston. Apesar da narrativa ser um pouco irregular nesta fase, as relações dramáticas e também lúdicas, principalmente entre o garoto e sua babá são os pontos principais. 

A dramaticidade aumenta um pouco na parte final, porém ao mesmo tempo perde pontos pela fraca interpretação de Alex Lawther como o jovem Christopher Robin. Provavelmente por isso esta fase na vida do personagem é mostrada de forma rápida, acredito até mesmo que cenas do ator tenham sido cortadas. 

É um filme indicado para quem gosta de dramas e também quem quiser saber como o Ursinho Pooh foi criado.  

Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível (Christopher Robin, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Marc Forster
Elenco – Ewan McGregor, Hayley Atwell, Bronte Carmichael, Mark Gatiss, Jim Cummings, Brad Garrett, Peter Capaldi, Sophie Okonedo, Toby Jones.

Quando criança, Christopher Robin brincava na floresta com o Ursinho Pooh e seus amigos. Agora adulto, Christopher (Ewan McGregor) dedica quase todo seu tempo para o emprego, deixando sua esposa (Hayley Atwell) e filha (Bronte Carmichael) em segundo plano. 

No mesmo final de semana em que precisa analisar um corte de custos para evitar que seus funcionários sejam dispensados pelo dono da empresa, ele recebe a inesperada visita de Pooh, que pede ajuda para encontrar seus amigos que desapareceram. Mesmo a contragosto, Christopher decide ajudar o antigo amigo. 

Diferente da versão de 2017 que era voltada para o drama e focava no criador dos personagens que era o pai de Christopher Robin, este novo longa escolhe o caminho da fábula. O roteiro explora as mudanças de comportamento, arrependimento e crise familiar que será contornada com ajuda de um agente externo. 

Eu esperava algo mais complexo. São vários clichês em meio a situações infantis. Por mais que a produção seja caprichada e a interação entre humanos e os animais bem realistas, o longa acabará agradando mais as crianças e as pessoas que desejam algo inofensivo e esquecível. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Frank e o Robô

Frank e o Robô (Robot & Frank, EUA, 2012) – Nota 7
Direção – Jake Schreier
Elenco – Frank Langella, Peter Sarsgaard, Susan Sarandon, James Marsden, Liv Tyler, Jeremy Strong, Jeremy Sisto, Ana Gasteyer, Katherine Waterston, Bonnie Bentley.

Em um futuro próximo, Frank (Frank Langella) é um idoso que foi ladrão na juventude e que hoje vive solitário numa casa na região rural de uma pequena cidade. 

Cansado por ter de viajar semanalmente para visitar o pai, Hunter (James Marsden) compra um robô (voz de Peter Sarsgaard) para cuidar do velho, que aos poucos demonstra problemas de esquecimento. 

A princípio Frank não quer aceitar a ajuda, até ele descobrir que o robô pode ir além de fazer comida ou limpar a casa. Ele decide ensinar o robô a abrir fechaduras e o transforma em parceiro para cometer roubos na cidade. 

O criativo roteiro mistura ficção, policial, pitadas de comédia e até drama familiar neste interessante longa. A questão da solidão e dos problemas da terceira idade são mostradas de forma sensível, assim como a bizarra relação de amizade que nasce entre o protagonista e o robô. 

O roteiro critica também a questão do excesso de tecnologia através da velha biblioteca pública que é digitalizada e termina tratada como um museu. 

O ótimo Frank Langella está perfeito como o sujeito que começa a sentir que está perdendo o controle de sua vida e que precisa aproveitar os últimos momentos de lucidez, mesmo que suas atitudes passem longe da honestidade.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A Cordilheira

A Cordilheira (La Cordillera, Argentina / França / Espanha, 2017) – Nota 7
Direção – Santiago Mitre
Elenco – Ricardo Darin, Dolores Fonzi, Erica Rivas, Daniel Gimenez Cacho, Christian Slater, Paulina Garcia, Gerardo Romano, Leonardo Franco, Elena Anaya.

Hernan Blanco (Ricardo Darin) é o presidente argentino que passa por um momento decisivo no cargo. Visto como um sujeito que não se arrisca, ele precisará tomar decisões complexas durante o encontro dos países da América do Sul em um resort no Chile. Os países pretendem criar uma aliança para extração de petróleo na região. 

Ao mesmo tempo em que é pressionado de um lado para apoiar o Brasil e de outro pelo presidente do México (Daniel Gimenez Cacho) para ajudar os EUA, Blanco precisa resolver o problema com sua filha (Dolores Fonzi) que sofre de problemas psicológicos e com o ex-marido dela que ameaça entregar para a imprensa a história de uma grande desvio de dinheiro do seu partido. 

Além dos conchavos dos bastidores da política que são detalhados pelo roteiro, outro ponto interessante é como vem à tona a verdadeira face do protagonista vivido por Ricardo Darin, que no início se mostra um sujeito de poucas falas e aparente submissão. 

Algumas situações do roteiro são claramente inspiradas na realidade política da América do Sul. Vale destacar ainda a pequena, mas importante participação de Christian Slater como um lobista trabalhando para o governo americano de forma clandestina. 

Apesar das críticas ruins, em parte pela história não ter exatamente um final, o filme é extremamente interessante para quem acompanha política internacional.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O Desaparecimento de Sidney Hall

O Desaparecimento de Sidney Hall (Sidney Hall, EUA, 2017) – Nota 7,5
Direção – Shawn Christensen
Elenco – Logan Lerman, Elle Fanning, Kyle Chandler, Michelle Monaghan, Blake Jenner, Nathan Lane, Tim Blake Nelson, Yahya Abdul Mateen II, Margaret Qualley.

O roteiro escrito pelo diretor Shawn Christensen em parceria com Jason Dolan divide a narrativa em três épocas diferentes de forma não linear para contar a história de vida do jovem escritor Sidney Hall (Logan Lerman). 

A primeira narrativa detalha a adolescência de Sidney, quando ele sofre com o difícil relacionamento com a mãe (Michelle Monaghan), começa um relacionamento com a vizinha Melody (Elle Fanning) e se envolve numa complicada história com o atleta Brett (Blake Jenner). 

A segunda narrativa segue o sucesso de Sidney como escritor, ao mesmo tempo em que passa por uma crise no casamento e enfrenta problemas psicológicos. O terceiro segmento ocorre nos dias atuais, quando um sujeito (Kyle Chandler) investiga o paradeiro de Sidney, que desapareceu há alguns anos sem deixar pistas. 

O longa segue o estilo dos filmes biográficos, com um personagem principal extremamente brilhante e ao mesmo com personalidade complexa, com o detalhe de tudo aqui ser apenas ficção. 

O roteiro esconde algumas pequenas surpresas que vão sendo reveladas aos poucos e que terminam por encaixar as três narrativas. 

O jovem Logan Lerman mostra novamente seu talento para papéis dramáticos e o eterno coadjuvante Kyle Chandler também defende muito seu importante papel. 

O resultado é um bom drama que foca em um protagonista excêntrico.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Barry

Barry (Barry, EUA, 2018)
Criadores – Bill Hader & Alex Berg
Elenco – Bill Hader, Stephen Root, Sarah Goldberg, Henry Winkler, Glenn Fleshler, Anthony Carrigan, Paula Newsome, John Pirruccello, Chris Marquette, Mark Ivanir.

Barry (Bill Hader) é um ex-militar que “trabalha” como assassino profissional. Depressivo e entediado com seu trabalho, Barry pensa em se aposentar, fato que não agrada seu empresário no ramo de assassinatos (Stephen Root). 

Ao seguir o que seria sua próxima vítima, Barry descobre que o sujeito faz parte de um grupo de teatro amador. O assassino fica curioso quanto ao curso e vê a chance de mudar de carreira. Logo, ele se apaixona por uma colega de curso (Sarah Goldberg), mas também precisa lidar com mafiosos chechenos que o contrataram para o serviço. 

Esta série com oito episódios de trinta minutos cada mistura humor negro e drama de forma competente. O que poderia ser uma sitcom rasteira se revela uma série mais profunda do que a simples premissa do assassino em crise. 

Ao mesmo tempo em que a série faz rir com situações bizarras envolvendo os mafiosos chechenos, principalmente os impagáveis Anthony Corrigan como o bandido educado e Mark Ivanir interpretando um psicopata, o lado dramático fica por conta das sequências no teatro. 

Mesmo sofrendo por querer abandonar o crime, o personagem de Bill Hader se sente mais à vontade matando do que tentando atuar. As cenas em que ele “explode” no teatro são um espécie de catarse em que o professor vivido pelo veterano Henry Winkler se surpreende com a atuação realista do novo ator. 

Os coadjuvantes bizarros, a trama policial envolvendo mafiosos chechenos e bolivianos e as cenas de violência lembram a ótima “Breaking Bad”. 

A segunda temporada deverá ser produzida e lançada em 2019. Agora é esperar.

domingo, 6 de janeiro de 2019

O Guarda

O Guarda (The Guard, Irlanda, 2011) – Nota 6,5
Direção – John Michael McDonagh
Elenco – Brendan Gleeson, Don Cheadle, Liam Cunningham, Mark Strong, Fionnula Flanagan, Rory Keenan, David Wilmot, Katarina Cas.

Um traficante é encontrado morto em uma pequena cidade da Irlanda. O excêntrico guarda Gerry Boyle (Brendan Gleeson) investiga o caso sem muito esforço, até que chega na cidade o agente do FBI Wendell Everett (Don Cheadle), que está seguindo a pista de outros três traficantes ligados à vítima. É o início de uma confusa investigação. 

O roteiro escrito pelo diretor John Michael McDonagh (do drama “Calvário” também com Brendan Gleeson como protagonista) beira o humor negro. O guarda vivido por Gleeson é o típico irlandês beberrão que fala o que pensa, sem se importar se está ofendendo quem está ao seu lado. Muitas de suas falas são piadas involuntárias e politicamente incorretas, quase sempre tendo o personagem de Don Cheadle como alvo. 

O destaque do filme são os diálogos, enquanto a trama é puro clichês e as cenas de violência são exageradas de forma proposital. É um filme indicado para quem curte obras estranhas.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Experimentos

Experimentos (Experimenter, EUA, 2015) – Nota 6,5
Direção – Michael Almereyda
Elenco – Peter Sarsgaard, Winona Ryder, Jim Gaffigan, Edoardo Ballerini, John Palladino, Anthony Edwards, John Leguizamo, Anton Yelchin, Taryn Manning, Ned Eisenberg, Tom Farrell, Lori Singer, Josh Hamilton, Vondie Curtis Hall, Kellan Lutz, Dennis Haysbert.

Em 1961, o psicólogo Stanley Milgram (Peter Sarsgaard) comandou um experimento em que uma pessoa era responsável por dar um choque elétrico em outra que errasse a resposta de questões sobre memória. 

Milgram e seus auxiliares escondiam da pessoa que “apertava o botão” que os choques eram falsos, na verdade o objetivo era analisar a questão da obediência cega. 

Milgram queria entender como os nazistas conseguiram que milhares de soldados cometessem crimes de guerra baseados apenas na obediência a um superior. 

O roteiro seleciona momentos da vida profissional de Milgram após o tal experimento e como isso impactou sua carreira, principalmente por causa de colegas de profissão que o acusaram de falta de ética por enganar os participantes. 

Entender os resultados da experiência se mostra mais interessante do que o filme, que apresenta uma narrativa fria, além de vários pulos no tempo. 

Por outro lado, o diretor Michael Almereyda acerta ao colocar o protagonista conversando direto com o espectador para explicar seus pensamentos e suas experiências. 

É um filme indicado para quem tem curiosidade e interesse em psicologia e análise de comportamento.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A Exceção

A Exceção (The Exception, Inglaterra / EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – David Leveaux
Elenco – Jai Courtney, Christopher Plummer, Lily James, Janet McTeer, Ben Daniels, Eddie Marsan, Mark Dexter.

Os nazistas invadem a Holanda em 1940 e enviam o capitão Stefan Brandt (Jai Courtney) para ser o responsável pela segurança do antigo rei alemão Wilhem II (Christopher Plummer) que vive no país com a esposa (Janet McTeer) desde que abdicou do trono.

Brandt encontra um homem que se considera injustiçado pela história e que sonha em voltar a reinar na Alemanha. Em paralelo, ele se envolve com a empregada holandesa Mieke (Lily James), a princípio sem saber que ela é uma espiã inglesa.

O roteiro que é baseado em um livro utiliza personagens reais como Kaiser alemão Wilhem II e o nazista Heinrich Himmler (Eddie Marsan) em uma trama de ficção.

O suspense em relação a espionagem é raso, assim como o romance entre o oficial nazista e a empregada.

O ponto principal é a interpretação do veteraníssimo Christopher Plummer, que passa toda a frustração de alguém que ainda acredita que possa mudar seu destino, mesmo estando no final da vida.

A história em momento algum engrena, resultando em uma obra apenas razoável.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Godless

Godless (Godless, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Scott Frank
Elenco – Jack O’Connell, Michelle Dockery, Scoot McNairy, Jeff Daniels, Sam Waterston, Merrit Wever, Thomas Brodie Sangster, Tantoo Cardinal, Jeremy Bob, Kim Coates.

Na década de 1880, o jovem pistoleiro Roy Goode (Jack O’Connell) se revolta com as atrocidades cometidas pelo bando do violento Frank Griffin (Jeff Daniels), que é uma espécie de segundo pai para ele. 

Após ferir Frank e matar alguns de seus homens, Roy foge para a pequena cidade de La Belle, local onde quase toda a população masculina morreu em um acidente numa mina. 

A chegada de Roy chama a atenção do xerife Bill McNue (Scoot McNairy), que rapidamente percebe o perigo da situação. Enquanto Roy estiver na cidade, o local poderá se tornar alvo de Griffin. 

Ao mesmo tempo em que esta minissérie apresenta uma premissa bem interessante sobre vingança e uma produção caprichada, o diretor e roteirista Scott Frank se perde na narrativa arrastada e nas pequenas tramas paralelas. 

São sete episódios, sendo que cinco são longos e cansativos com mais de uma hora de duração. Utilizando uma expressão popular, o problema é que as várias tramas parecem a famosa ”encheção de linguiça”.

Um romance lésbico, outro inter-racial, a questão da viúva (Michelle Dockery) que era casada com um índio e a chegada dos capangas da empresa que compra a mina abandonada são situações mal desenvolvidas.

O explosivo episódio final é o grande ponto positivo. 

Eu acredito que a minissérie seria muito mais interessante com três ou no máximo quatro episódios focando na trama principal.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Museu do Cinema

Neste final de ano, eu e minha esposa descobrimos por acaso este local batizado como "Cinema Paradiso - Museu do Cinema" na pequena cidade de São Bento do Sapucaí no sul de Minas Gerais divisa com São Paulo, especificamente com a cidade de Santo Antônio do Pinhal.

O responsável por este belíssimo trabalho se chama Manoel Coutinho, que foi projecionista do antigo cinema da cidade. Ele utilizou dois cômodos de sua residência para criar o museu.

Como podem ver nas fotos no final da postagem (que infelizmente estão apenas razoáveis e uma com um corte), Manoel tem diversos itens de uma antiga sala de cinema, inclusive dois projetores, sendo um deles dos anos cinquenta. Ele fez uma pequena apresentação do funcionamento do projetor que está na foto e nos explicou diversos detalhes sobre seu trabalho na época em que era projecionista.

O museu está repleto de cartazes de filmes antigos nas paredes e uma enorme estante com uma infinidade de filmes clássicos em DVD.

Viajando pela região, o local é uma ótima parada para os fãs de cinema, que com certeza terão uma simpática conversa com Manoel.

Quem quiser pode acessar a página do museu no Facebook por este link abaixo: