quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Cheiro do Ralo

O Cheiro do Ralo (Brasil, 2006) – Nota 7,5
Direção – Heitor Dahlia
Elenco – Selton Mello, Paula Braun, Lourenço Mutarelli, Silvia Lourenço, Alice Braga, Flávio Bauraqui, Milhem Cortaz, Wolney de Assis, Abrahão Farc, Susana Alves, Martha Meola.

Num antigo galpão em São Paulo, Lourenço (Selton Mello) tem um escritório onde compra objetos de pessoas que precisam de dinheiro rapidamente. Ele atende pessoas simples e algumas estranhas que lhe oferecem os mais diversos objetos. Lourenço despreza estes clientes, os tratando da pior forma possível. 

Um destes clientes oferece um olho de vidro que deixa Lourenço fascinado, ao mesmo tempo em que ele começa a ficar obcecado pela bunda de uma garçonete (Paula Braun), que trabalha num boteco onde ele almoça todos os dias. 

Estas duas obsessões se misturam ao cheiro ruim que exala do banheiro de seu escritório e que Lourenço tenta explicar para cada cliente como uma desculpa, ao mesmo tempo em que o mal cheiro pode comparado com o caráter desagradável de seu personagem. 

O longa é baseado num romance de Lourenço Mutarelli, que interpreta o segurança do escritório de Selton Mello, tendo o roteiro sido desenvolvido pelo diretor Heitor Dahlia em parceria com Marçal Aquino, roteirista de “O Invasor”. 

O estilo sujo e quase marginal que o também desenhista Mutarelli utilizou para criar um personagem principal que desperta antipatia no público, acerta em cheio na proposta mostrar como uma pessoa sem caráter trata os semelhantes, principalmente aqueles que ele julga serem inferiores. 

Destaque também para o elenco, com os diversos personagens que desfilam pela trama, principalmente a drogada intepretada por Silvia Lourenço e o encanador de Milhem Cortaz.


4 comentários:

! Marcelo Cândido ! disse...

Engraçado e irônico
!!!

Celo Silva disse...

adoro esse filme, na minha opinião o melhor Dahlia, Selton Mello concebe um personagem sarcastico e ironico ao maximo.

Amanda Aouad disse...

Acho genial a ligação dele naquele galpãp, com as "coisas" que compra e vende. Um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos. Irônico ao extremo.

bjs

Hugo disse...

A todos - É uma filme irônico e diferente que merece ser visto.

Abraços