quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Expresso do Amanhã

Expresso do Amanhã (Snowpiercer, Coréia do Sul / EUA / França / República Tcheca, 2013) – Nota 7,5
Direção – Joon Ho Bong
Elenco – Chris Evans, Jamie Bell, Kang Ho Song. Tilda Swinton, Ah Sung Ko, John Hurt, Luke Pasqualino, Alison Pill, Ed Harris, Octavia Spencer, Ewen Bremner.

Para combater o aquecimento global, vários países lançaram na atmosfera uma espécie de produto químico com o objetivo de esfriar o planeta, porém o resultado foi o congelamento da Terra e a morte de todas as espécies. Os únicos sobreviventes foram resgatados por um expresso construído por um sujeito chamado Wilford. O excêntrico milionário construiu também uma via férrea que passa atravessa todo o planeta. O expresso gera sua própria energia e nunca para. 

O que poderia ser oásis em meio ao caos, na realidade se torna uma sociedade extremamente autoritária. Na primeira classe que fica nos vagões da frente, a elite aproveita uma vida fútil de luxo, enquanto nos últimos vagões os pobres se espremem em pequenos espaços, se alimentam de uma estranha barra de proteínas gosmenta e são vigiados por guardas armados. 

Neste contexto, Curtis (Chris Evans) espera o momento certo para iniciar uma revolução, sendo apoiado pelo líder veterano e debilitado Gilliam (John Hurt), que por sua vez recebe bilhetes de uma pessoa não identificada que oferece informações para ajudar a revolução. Um determinado bilhete cita que a chave para tomar o expresso está em um sujeito especialista em segurança que está preso (Kang Ho Song). 

O diretor coreano Joon Hon Bong comandou três filmaços em seu país natal, os policiais “Memórias de um Assassino” e “Mother – A Busca Pela Verdade”,  além da ficção “O Hospedeiro”. O sucesso destes trabalhos criou uma enorme expectativa com este longa com cenário pós-apocalíptico e elenco internacional. 

O filme dividiu a crítica, sendo inferior aos outros trabalhos do diretor, mas fica longe de ser ruim, principalmente pela originalidade do estilo e a trama que cria um microcosmos do mundo dentro do expresso. A divisão de classes, o preconceito, a violência, os líderes manipuladores, o culto cego e quase religioso ao tal de Wilford, entre várias outras situações demostram todos os defeitos que existem na sociedade atual, que aumentam de intensidade em momentos de crise. 

Vale ressaltar que o estilo do diretor gera cenas e personagens estranhos, como a “chefe” interpretada por Tilda Swinton e a sequência dentro do vagão da escola que lembra o colorido exagerado dos filmes de Wes Anderson. 

O longa fez grande sucesso na Coréia do Sul, porém a distribuição nos EUA e na América Latina ficou por conta de Harvey Weinsten, que entrou em conflito com Joon Ho Bong exigindo que fossem feitos cortes, principalmente nas cenas com personagens orientais, fato que atrasou a estreia do filme até que se chegasse a um acordo. 

Finalizando, os pontos positivos do elenco são o coreano Kang Ho Song, parceiro do diretor em “Memórias de um Assassino” e “O Hospedeiro” e o surpreendente Chris Evans, que mesmo continuando a ser o Capitão América, parece ter a intenção de variar papéis em filmes sérios, tendo aqui um ótimo desempenho, assim como teve interpretando um assassino psicopata no pouco visto “O Homem de Gelo” de 2012.     

2 comentários:

Amanda Aouad disse...

Sigo curiosa em relação a esse filme. Ainda não tive oportunidade de ver...

bjs

Hugo disse...

Amanda - O filme tem um narrativa diferente que vale a sessão.

Bjos