quarta-feira, 13 de maio de 2015

O Jogo da Imitação

O Jogo da Imitação (The Imitation Game, Inglaterra / EUA, 2014) – Nota 8
Direção – Morten Tyldum
Elenco – Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Rory Kinnear, Allen Leech, Mark Strong, Charles Dance, Matthew Beard.

Com uma narrativa dividida em três épocas distintas, este ótimo filme é uma biografia de Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um criptologista que foi fundamental para os aliados vencerem a Segunda Guerra, além de ter deixado um trabalho que serviu como base para criação do computador. 

A trama principal se passa durante a Segunda Guerra, quando Turing foi convocado para trabalhar num projeto secreto que tinha como objetivo quebrar os códigos da máquina alemã Enigma. Os alemães enviavam mensagens criptografadas utilizando a máquina e a cada vinte e quatro horas trocavam os códigos, o que tornava praticamente impossível decifrar as mensagens. Diferente de seus colegas, que tentavam decifrar as mensagens através da matemática pura, Turing acreditava que a única chance de sucesso seria construir outra máquina, o que a princípio faz com que ele entrasse em conflito com os parceiros e com seu superior (Charles Dance). 

As outras duas narrativas intercalavam a vida de Turing na adolescência, enquanto estudava em um colégio interno e alguns anos depois da guerra, quando ele é investigado por um policial (Rory Kinnear), que suspeita de algo estranho após a casa do criptologista ter sido assaltada. 

A corrida contra o tempo para quebrar o código da máquina gera bons momentos, principalmente as discussões entre Turing e as pessoas que trabalhavam ao seu redor, porém outro ponto principal do filme é a estranha personalidade do protagonista. Turing fala o que pensa, leva tudo ao pé da letra e tem uma enorme dificuldade em lidar com as pessoas, com exceção da amizade que cria com Joan Clarke (Keira Knightley), que se torna seu elo com o mundo normal. 

A interpretação de Benedict Cumberbatch (“12 Anos de Escravidão”) é perfeita na obsessão em alcançar seus objetivos e na solidão que o acompanha boa parte da vida por ser uma pessoa diferente. Esta complexa personalidade faz lembrar o personagem de Russel Crowe em “Uma Mente Brilhante”, mesmo que o contexto e os problemas enfrentados sejam bem diferentes. 

Como informação, o diretor norueguês Morten Tyldum comandou também o ótimo drama “Headhunters”, filme pouco conhecido que merece ser descoberto.  

4 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Um drama/thriller bastante correto. A produção é muito boa, mas quem se sobressai é mesmo Cumberbatch. Achei sua comparação ao Crowe de UMB bem apropriada.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - A interpretação do protagonista é perfeita.

Abraço

Pedrita disse...

eu gostei muito, até porque adoro matemática. e gosto de conhecer história. beijos, pedrita

Hugo disse...

Pedrita - É um ótima filme com um protagonista brilhante e excêntrico.

Bjos