Giordano Bruno (Giordano Bruno, Itália / França, 1973) –
Nota 7
Direção – Giuliano Montaldo
Elenco –
Gian Maria Volonté, Hans Christian Blech, Mathieu Carriere, Renato Scarpa,
Charlotte Rampling.
Em meados do século XVI, o frade Giordano Bruno (Gian Maria
Volonté) entra em colisão com a Igreja Católica por escrever livros criticando
a forma como a Igreja deturpava os ensinamentos da bíblia para dominar as
massas. Famoso em toda a Europa por ser também filósofo, Giordano é convidado
por um nobre para passar algum tempo em sua casa em Veneza. O nobre deseja que Giordano
o ensine a arte da magia para dominar as pessoas, o que ele se nega. Irritado,
o nobre denúncia Giordano para a Inquisição Veneziana, que o leva preso, porém
o clero da cidade era conhecido por ser liberal, fato que faz com que os
Cardeais de Roma criem manobras para que Giordano seja julgado na capital para
ser punido como exemplo de heresia.
Baseado na história real do célebre
personagem, o diretor Giuliano Montaldo que dois antes havia filmado “Sacco
& Vanzetti”, drama sobre um famoso erro judiciário italiano também com
Volonté no papel principal, decidiu aqui filmar outra história de injustiça dos
poderosos sobre alguém que era contestador e por isso considerado inimigo. A
história é melhor que a narrativa, que se mostra fria e com muitos diálogos que
exageram na divagação.
Um dos destaques é a trama política para condenar
Giordano Bruno, que mostra uma divisão na própria Igreja sobre punir ou não o
frade, colocando o então Papa Clemene III como uma espécie de voz da razão que
acreditava ser um erro o processo, mas que se mostrava um sujeito sem forças
para enfrentar os cardeais.
Outro destaque é a interpretação de Volonté como o
atormentado personagem principal que sonha em mudar a Igreja ao mesmo tempo em
que se entrega aos pecados da carne.
3 comentários:
A história de Giordano Bruno é das mais fascinantes. É uma pena que o filme não está a altura... de qualquer forma, parece ter seus bons momentos.
Lembro-me de ter 'namorado' esse DVD há vários anos, mas sem chegar a comprá-lo. Sua crítica fez a memória e o interesse pelo filme redespertarem.
Bruno - O ator Gian Maria Volonté era talentoso e cumpriu bem o papel, mas o filme é apenas mediano.
Gustavo - Pelas críticas que li durante anos, esperava um pouco mais do filme.
Abraço
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