sábado, 31 de janeiro de 2026

O Trem Italiano da Felicidade

 

O Trem Italiano da Felicidade (Il Treno dei Bambini, Itália, 2024) – Nota 7
Direção – Cristina Comencini
Elenco – Barbara Ronchi, Serena Rossi, Stefano Accorsi, Christian Cervone, Francesco Di Leva, Monica Nappo.

Em um prólogo em 1994, o maestro Amerigo (Stefano Accorsi) está prestes a participar de um concerto quando recebe a notícia de que sua mãe faleceu. Mesmo assim, ele decide se apresentar, mas sua memória volta para 1944 em Nápoles quando era criança e vivia na pobreza com a sua mãe. 

O roteiro detalha a dura vida Amerigo, até ele ser escolhido junto com outras crianças para um projeto que os levava para passar um período no norte do país, com pessoas que poderiam oferecer uma melhor qualidade de vida. 

Este longa é inspirado na história real das crianças que eram levadas de trem do sul para o norte da Itália, situação que resultou em opiniões contraditórias. Por mais que todos desejam uma vida melhor, a separação de filhos dos pais, mesmo sendo algo temporário, é extremamente doloroso. Isso fica claro no filme com os sentimentos carregados pelo protagonista durante a vida adulta. 

A narrativa é feita para emocionar em vários momentos, sendo um longa indicado para quem gosta do estilo. Vale citar que o título original “O Trem das Crianças” é muito mais realista em relação a história do que título em português.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dinheiro Suspeito

 

Dinheiro Suspeito (The Rip, EUA, 2025) – Nota 7
Direção – Joe Carnahan
Elenco – Matt Damon, Ben Affleck, Steven Yeun, Sasha Calle, Kyle Chandler, Teyana Taylor, Catalina Sandino Moreno, Scott Adkins, Daisuki Tsuji, Nestor Carbonell, Lina Esco, Jose Pablo Cantillo, Cliff Chamberlain, Sal Lopez.

O assassinato de uma capitã de polícia leva os integrantes do grupo que ela liderava a investigar o caso por conta própria. O tenente Dade (Matt Damon) recebe uma pista de que dinheiro do cartel mexicano estaria escondido em uma casa de subúrbio, fato que pode estar ligado a morte da amiga. Chegando no local, o grupo descobre que a situação é mais complexa do que parece. 

O diretor e roteirista Joe Carnahan é especialista em tramas policiais, tendo comandando bons filmes como “Narc” e “Fogo Cruzado” e outros ruins como a versão para o cinema da série “Esquadrão Classe A”. 

Aqui em parceria com os astros Matt Damon e Ben Affleck, ele consegue entregar um competente longa policial com bastante ação e também com um roteiro repleto de pequenas reviravoltas. Mesmo com um pouco de exagero no clímax, o filme prende a atenção para quem gosta do gênero policial clássico.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Olho de Deus

 

Olho de Deus (Eye of God, EUA, 1997) – Nota 7
Direção – Tim Blake Nelson
Elenco – Nick Stahl, Martha Plimpton, Kevin Anderson, Richard Jenkins, Hal Holbrook, Margo Martindale, Mary Kay Place.

Em uma pequena cidade, um adolescente (Nick Stahl) é localizado todo ensanguentado por uma dupla de policiais. Em paralelo, a narrativa detalha a relação da jovem Ainsley (Martha Plimpton) com Jack (Kevin Anderson), um ex-presidiário que se converteu em religioso. Essas duas histórias terminam por se cruzar. 

Este doloroso longa marcou a estreia do ator Tim Blake Nelson como diretor e roteirista. Ele consegue passar toda a falta de perspectivas na vida em uma cidade pequena americana, o que leva algumas pessoas a tomar decisões que resultam em situações ainda mais difíceis. 

Destaque para as atuações dos hoje apenas coadjuvantes Nick Stahl e Martha Plimpton. Cada um a sua maneira entregam interpretações fortes e trágicas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Um Domingo de Chuva

 

Um Domingo de Chuva (Like Sunday, Like Rain, EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Frank Whaley
Elenco – Leighton Meester, Julian Shatkin, Debra Messing, Billie Joe Armstrong, Georgia Ximenes Lifsher, J. Cameron Smith, James McCaffrey, Olga Merediz.

Eleanor (Leighton Meester) é uma jovem que por falta de opção aceita um trabalho como babá de um garoto de doze anos filho de um casal de milionários que vive em uma enorme casa em Manhattan.

Ao encontrar o garoto Reggie (Julian Shatkin), Eleanor se surpreende com a inteligência acima da média e a independência fruto do abandono dos pais, que o deixa diariamente com os empregados da casa. 

Escrito e dirigido pelo ator Frank Whaley, que tem uma longa carreira quase sempre como coadjuvante, esse longa entrega uma sensível história de amizade entre pessoas de idades, classes sociais e mundos completamente diferentes. 

É interessante que o roteiro aos poucos mostra que a jovem de família pobre tem muitas semelhanças com o garotinho rico. Os problemas familiares podem ser diferentes por conta da classe social, mas as consequências na vida dos envolvidos são igualmente dolorosas. 

A busca por laços profundos é algo forte, quase inconsciente, assim como a falta desses laços nos jovens leva ao isolamento, a tristeza e até a coisas piores em alguns casos. 

Destaque para a sensível atuação de Leighton Meester e para interpretação espontânea de Julian Shatkin, que fez apenas mais dois filmes após esse trabalho e estranhamente está desde 2020 longe das telas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Um Pai para Lily

 

Um Pai para Lily (Bob Trevino Likes It, EUA, 2025) – Nota 7,5
Direção – Tracie Laymon
Elenco – Barbie Ferreira, John Leguizamo, French Stewart, Lauren “Lolo” Spencer, Rachel Bay Jones, Ted Welch.

Lily Trevino (Barbie Ferreira) é uma jovem solitária tratada com desprezo pelo pai Bob (French Stewart). Um dia ao tentar encontrar o perfil do pai nas redes sociais, Lily termina por enviar uma mensagem para outro Bob Trevino (John Leguizamo), que de forma surpreendente responde, dando início a uma inusitada relação de amizade. 

Este longa é inspirado numa história real vivida pela diretora Tracie Laymon, que conseguiu transformar em uma obra extremamente sensível. É curioso que algumas situações parecem um pouco exageradas no início, porém o desenrolar da narrativa leva a uma história muito mais profunda, sobre solidão, perdas e família. 

A atriz Barbie Ferreira se derrama em lágrimas em algumas sequências, enquanto John Leguizamo cria uma sujeito de bom coração que tenta reencontrar um objetivo na vida. É um daqueles filmes pequenos que entregam muito mais do que a premissa promete.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Operação Delta Force

 

Operação Delta Force (Operation Delta Force, EUA, 1997) – Nota 5,5
Direção – Sam Firstenberg
Elenco – Ernie Hudson, Jeff Fahey, Frank Zagarino, Joe Lara, Rob Stewart, Todd Jensen, Hal Holbrook.

Um grupo de soldados da Força Delta é designado para caçar um vilão que roubou um vírus letal. Esse fio de história é a base da trama desse longa de ação B com a cara dos anos noventa que foi produzido pela Nu Image, empresa fundada por produtores que trabalharam na Cannon que faliu em 1989. São várias sequências de ação com tiros, explosões e figurantes sendo abatidos. 

A curiosidade fica para o elenco que tem Ernie Hudson de “Os Caça-Fantasmas”, Jeff Fahey de “Lost”, o ótimo Hal Holbrook em um pequeno papel como comandante do exército e rostos conhecidos dos filmes de ação de baixo orçamento como Frank Zagarino e Joe Lara, além da direção de Sam Firstenberg, famoso pelo clássico B do anos oitenta “Guerreiro Americano”. 

Esse longa em quatro sequências ruins com elencos diferentes.

Operação Força Delta II (Operation Delta Force 2: Mayday, EUA / África do Sul, 1997) – Nota 4,5
Direção – Yossi Wein
Elenco – Michael McGrady, Dale Dye, Todd Jensen, J. Kenneth Campbell, Gavin Hood, Dale Dye.

Uma navio da marinha americana é sequestrado por terroristas. O grupo Delta Force é enviado para resolver a situação, porém com um detalhe. O capitão do navio (Dale Dye) é o pai do líder da unidade de resgate (Michael McGrady). Diversas sequências de ação exageradas e nada mais.

Operação Delta Force 3: Alvo Marcado (Operation Delta Force 3: Clear Target, EUA / África do Sul, 1998) – Nota 5
Direção – Mark Roper
Elenco – Jim Fitzpatrick, Bryan Genesse, Greg Collins, John Simon Jones, Gavin Hood, Darcy La Pier.

Esse terceiro longa da franquia tem novamente um elenco diferente e uma trama em que a Força Delta enfrenta um terrorista que deseja soltar uma arma biológica em Nova York. O filme é um pouco melhor que o anterior, com algumas sequências de ação aceitáveis e uma trama básica. É ruim, mas é possível assistir sem exigir muito.

Operação Delta Force 4: Engano Fatal (Operation Delta Force 4: Deep Fault, Bulgária / EUA, 1999) – Nota 3,5
Direção – Mark Roper
Elenco – Joe Lara, Greg Collins, Justin Williams, Johnny Messner, Gary Hudson, John Laughlin, Hayley Du Mond.

Neste quarto longa, a Força Delta é acionada para localizar um terrorista que pretende detonar um artefato para causar um grande terremoto. Com parte do elenco do filme anterior e uma trama ainda mais absurda, este é o pior da franquia ao lado do quinto.

Operação Delta Force 5: Fogo Cruzado (Operation Delta Force 5: Random Fire, EUA, 2000) – Nota 3,5
Direção – Yossi Wein
Elenco – Trae Thomas, Todd Jensen, Anthony Bishop, Emily Whitefield.

Este último filme da série leva a Força Delta a caçar um terrorista árabe que utiliza do controle mental para treinar ataques suicidas com bombas. A série fecha diretamente no fundo do poço.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Exit 8

 

Exit 8 (8-Ban Deguchi, Japão, 2025) – Nota 6
Direção – Genki Kawamura
Elenco – Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi, Kotone Hanase.

Um rapaz (Kazunari Ninomiya) sai de um vagão no metrô em Tóquio, sobe várias escadas e chega a um corredor onde parece não existir uma saída. Conforme tenta avançar, ele repete o caminho pelo mesmo corredor, passando sempre pelo mesmo homem e as mesmas placas publicitárias, além de ler um aviso que diz para seguir se tudo estiver igual ou retornar para o início caso veja alguma anomalia no ambiente. 

Este longa japonês que é baseado em um famoso game tem uma premissa bastante intrigante ao colocar o protagonista em uma espécie de looping infinito no mesmo corredor. Uma das teorias para o roteiro é que a ideia seria mostrar como a vida de muitas pessoas é um ciclo de repetições sem fim que podem causar ansiedade, medo e até o desespero. 

O grande problema é que o filme se torna repetitivo. Mesmo com uma pequena mudança de foco na metade final, a saga pelo corredor começa a cansar e tirar do interesse do espectador. O filme até certo ponto prova a que teoria da ciclo de vida repetitivo é mesmo cansativa.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Morra, Amor

 

Morra, Amor (Die My Love, Inglaterra / Canadá / EUA, 2025) – Nota 5
Direção – Lynne Ramsay
Elenco – Jennifer Lawrence, Robert Pattinson, Sissy Spacek, Nick Nolte, LaKeith Stanfield, Gabrielle Rose, Kennedy Calderwood.

Grace (Jennifer Lawrence) e Jackson (Robert Pattinson) vivem juntos em uma casa isolada numa região rural. Após o nascimento do filho, Grace começa a apresentar problemas psicológicos que resultam em situações que abalam o relacionamento, inclusive com outros familiares e amigos. 

Este longa é intenso e perturbador ao mergulhar no lado obscuro das relações afetivas, explorando a instabilidade emocional, a maternidade e o isolamento. A narrativa aposta mais nas sensações do que em respostas, provocando um desconforto que aumenta pela atuação visceral de Jennifer Lawrence. 

O problema é que o filme se torna cansativo e desagradável. É um filme indicado para quem gosta de analisar o comportamento de pessoas desequilibrados. Para quem busca cinema, melhor passar longe.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A Noite Sempre Chega

 

A Noite Sempre Chega (Night Always Come, EUA / Inglaterra, 2025) – Nota 7,5
Direção – Benjamin Caron
Elenco – Vanessa Kirby, Jennifer Jason Leigh, Zack Gottsagen, Stephan James, Randall Park, Julia Fox, Michael Kelly, Eli Roth.

No início, descobrimos que Lynette (Vanessa Kirby) conseguiu fazer um acordo de financiamento para comprar a modesta casa onde vive com a mãe (Jennifer Jason Leigh) e o irmão (Zack Gottsagen). Uma atitude irresponsável da mãe leva Lynette a correr desesperadamente em busca do dinheiro para fechar o negócio, tendo somente uma noite para resolver a situação. 

Este surpreendente longa começa parecendo ser um drama focado em crítica social, porém o desenrolar da história leva a algo muito mais interessante e profundo, com competentes sequências de suspense e violência. O roteiro vai jogando na tela traumas de adolescência, decisões ruins, ganância e total desprezo pelo próximo. 

A jornada da protagonista em busca de dinheiro lembra obras noturnas como “Colateral”, em que os personagens bizarros e os bairros marginais de Los Angeles são destaques. Vale destacar também as atuações de Vanessa Kirby e da sempre assustadora Jennifer Jason Leigh.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Le Secret de Khéops

 

Le Secret de Khéops (Le Secret de Khéops, Bélgica / França, 2025) – Nota 5,5
Direção – Barbara Schulz
Elenco – Fabrice Luchini, Julie Piaton, Gavril Dartevelle, Johann Dionnet, Camille Japy, Sam Lowick, Vincent Heneine.

Christian Robinson (Fabrice Luchini) é um arqueólogo que descobre pistas no Egito sobre o tesouro desaparecido do faraó Quéops, que pode ter sido levado para França por Napoleão. Ele volta para Paris e com a ajuda da filha Isis (Julie Piaton) e do neto (Gavril Dartevelle), inicia uma busca pela fortuna. 

Essa produção francesa tem uma premissa clássica dos filmes de aventura, porém desenvolvida de uma forma que parece um episódio genérico de série de tv. O protagonista vivido pelo bom ator Fabrice Luchini é o sujeito que fala demais sobre detalhes históricos, algo que agradará apenas quem gosta de história do Egito. Mas o grande problema é que as poucas sequências que deveriam ser de ação são ruins. Os destaques ficam para as locações no Egito e em pontos ao redor do Museu do Louvre.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Anjo do Mal

 

Anjo do Mal (Pickup on South Street, EUA, 1953) – Nota 8
Direção – Samuel Fuller
Elenco – Richard Widmark, Jean Peters, Thelma Ritter, Murvyn Vye, Richard Kiley, Willis Bouchey,

Skip (Richard Widmark) é um batedor de carteiras que após roubar uma garota (Jean Peters), se torna alvo da polícia, de agentes secretos do governo e de conspiradores que desejam recuperar um microfilme com segredos. 

O diretor e roteirista Samuel Fuller fez um carreira marcante com filmes de baixo orçamento, vários deles do gênero policial. Neste, ele explora o submundo de Nova York em uma trama que apresenta uma premissa que ainda é bastante atual. Conspirações envolvendo política, autoridades e criminosos já renderam várias grandes filmes. 

Destaque para a fotografia em preto e branco e para as atuações do trio principal. Richard Widmark sempre competente como o marginal durão, a bela Jean Peters vivendo uma femme fatale que esconde sua insegurança e a ótima Thelma Ritter interpretando uma cínica informante da polícia.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A Redenção: A História Real de Bonhoeffer

 

A Redenção: A História Real de Bonhoeffer (Bonhoeffer: Pastor. Spy. Assassin., Irlanda / Bélgica / EUA, 2024) – Nota 6
Direção – Todd Komarnicki
Elenco – Jonas Dassler, August Diehl, David Jonsson, Flula Borg, Moritz Bleitbreu, Nadine Heidenreich, Greg Kolpakchi, Clarke Peters.

Dietrich Bonhoeffer (Jonas Dassler) sofreu com a morte do irmão durante a Primeira Guerra Mundial e a vida o levou a se tornar um pastor luterano. Crítico do nazismo durante a Segunda Guerra, Bonhoeffer ajudou a Resistência Alemã salvando judeus e por fim, mesmo enfrentando um dilema moral, se envolveu em um plano para assassinar Hitler. 

Este longa baseado na história do personagem real é bastante interessante no conteúdo, porém cansativo na narrativa. O roteiro tem algumas idas e vindas entre a infância, a juventude do personagem nos EUA e o sofrimento quando foi preso pelos nazistas. O filme tem uma frieza e um distanciamento emocional que não combina com dramas sobre guerra.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood

 

O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood (Corman's World: Exploits of a Hollywood Rebel, EUA, 2011) – Nota 7,5
Direção – Alex Stapleton
Documentário

Este documentário detalha a carreira do lendário produtor e diretor Roger Corman, que ficou conhecido como o rei dos filmes B. 

Ele iniciou sua jornada no cinema em meados dos anos cinquenta, indo na contramão do que se fazia na época. A maioria das produções eram bancadas pelos estúdios que pagavam salários a diretores, atores e outros envolvidos. 

Com uma mentalidade empreendedora e o gosto pela liberdade, Corman tirou dinheiro do bolso para bancar seu primeiro filme, utilizando da criatividade para driblar o baixo orçamento. A ideia era gastar o mínimo possível e investir o lucro em novos filmes. 

Seu planejamento deu certo. Ele produziu quase 500 filmes em 70 anos de carreira, até falecer aos 98 anos de idade em 2024. 

Corman também foi o responsável por dar a primeira chance a pessoas que se tornaram grandes nomes no cinema. Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Jack Nicholson, Peter Bodganovich e Joe Dante são alguns dos que começaram a aprender sobre cinema com Corman. 

O documentário tem vários depoimentos, entre eles de Scorsese e Tarantino, além do próprio Corman.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Amores Materialistas

 

Amores Materialistas (Materialists, EUA / Finlândia / Inglaterra, 2025) – Nota 7
Direção – Celine Song
Elenco – Dakota Johnson, Chris Evans, Pedro Pascal, Zoe Winters, Marin Ireland, Louisa Jacobson, Eddie Cahill, Joseph Lee, Sawyer Spielberg, John Magaro.

Lucy (Dakota Johnson) trabalha para uma empresa que oferece serviços para unir pessoas solitárias e endinheiradas em Nova York. Solteira, mas especialista em formar pares que muitas vezes resultam em casamentos, Lucy fica dividida ao reencontrar um antigo amor da juventude que é pobre (Chris Evans) e conhecer um investidor milionário (Pedro Pascal). 

A diretora e roteirista sul-coreana Celine Song chamou atenção de público e crítica com o sensível, doloroso e autobiográfico “Vidas Passadas”. Nesse “Amores Materialistas”, ela novamente volta sua câmera para mostrar como as relações amorosas nos dias atuais vão muito além do sentimento e por esse motivo naufragam na maioria das vezes. 

A forma como a protagonista conduz a busca de pessoas para formar casais lembra a escolha da montagem de produtos, como se fosse uma decoração da casa ou a escolha de roupas para um novo guarda-roupa. 

Quando essa situação reflete nela mesma, tendo de escolher entre o amor cheio de problemas do mundo real ou um relacionamento que é mais acordo do que sentimento, Lucy sentirá a dificuldade em decidir qual caminho seguir. 

É uma pena que a bela Dakota Johnson seja apenas uma atriz razoável, que não consegue convencer nas sequências mais dramáticas, enquanto Chris Evans acerta como o sujeito apaixonado e Pedro Pascal está perfeito como o milionário de bom caráter, porém frio e pragmático. 

É um filme que me surpreendeu positivamente.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Plano 75

 

Plano 75 (Plan 75, Japão / França / Filipinas / Catar, 2022) – Nota 6,5
Direção – Chie Hayakawa
Elenco – Chieko Baishô, Hayato Isomura, Stefanie Arianne, Yumi Kawai, Taka Takao.

Em um futuro próximo, o Japão aprovou uma lei em que pessoas acima de 75 anos podem encomendar a própria morte contratando uma empresa especializada. 

Nesse contexto, o roteiro segue uma senhora que se prepara para a situação, uma imigrante filipina que trabalha com idosos e precisa conseguir dinheiro para o tratamento de seu filho e por fim, um jovem funcionário da empresa que precisa decidir o que fazer com o tio que está doente. 

Esse longa mistura drama e ficção explorando a complicada questão real do envelhecimento populacional no Japão. A ideia do roteiro é absurda em relação a solução da situação, porém a forma como a diretora Chie Hayakawa desenvolve a narrativa é bastante sóbria e até contemplativa em alguns momentos, o que resulta em uma frieza que faz o espectador manter uma certa distância na emoção. 

A produção bem cuidada, as atuações e as locações são destaques, mas no geral, é um filme que fica aquém do potencial da premissa.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out

 

Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out (Wake Up Dead Man – Nota 7,5
Direção – Rian Johnson
Elenco – Daniel Craig, Josh O’Connor, Josh Brolin, Glenn Close, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington, Andrew Scott, Thomas Haden Church, Jeffrey Wright, Annie Hamilton, James Faulkner, Noah Segan.

Um crime ligado a uma igreja em uma típica cidade de classe média americana leva o detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) a investigar em busca do culpado. O suspeito principal é o padre auxiliar (Josh O’Connor), que precisa lidar com um complicado grupo de pessoas que frequentam a igreja. 

Este terceiro longa com o detetive Benoit Blanc interpretado por Daniel Craig tem uma trama bem amarrada ao estilo Agatha Christie que resgata a qualidade do primeiro filme. 

A sequência de 2023 deixou a desejar em parte por forçar o lado ideológico, enquanto aqui o roteiro coloca em discussão o polêmico tema da religião de uma forma interessante e divertida. Os diálogos entre o protagonista e o veterano padre vivido por Josh Brolin são o destaque, assim como a complexa montagem do crime. 

Por outro lado, a atuação de Daniel Craig continua exagerada. Diferente do cinismo do clássico personagem Hercule Poirot, que claramente é a inspiração para o protagonista, Benoit Blanc passa do ponto nos trejeitos e nas expressões.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Identidades em Jogo

 

Identidades em Jogo (It's What's Inside, EUA, 2024) – Nota 6
Direção – Greg Jardin
Elenco – Brittany O’Grady, James Morosini, Alycia Debnam Carey, Gavin Leatherwood, Nina Bloomgarden, Devon Terrell, David Thompson, Madison Davenport.

Um grupo de jovens amigos se reencontra para passar dois dias na bela casa de um deles. A chegada de surpresa de um amigo que estava afastado cria uma inusitada situação quando ele mostra uma enigmática maleta que seria utilizada para um jogo. 

Esse longa começa como um típico suspense adolescente com personagens irritantes. A história melhora quando o sujeito entra em cena com a maleta, porém aos poucos o filme se transforma em uma série de situações bizarras, incluindo a curiosa surpresa final. 

É um filme irregular, que prende a atenção de quem não exigir muito.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A Pequena Morte

 

A Pequena Morte (The Little Death, Austrália, 2014) – Nota 7
Direção – Josh Lawson
Elenco – Bojana Novakovic, Josh Lawson, Damon Herriman, Kate Mulvany, Kate Box, Patrick Brammall, Alan Dukes, Lisa McCune, Erin James, T.J. Power, Kim Gyngell.

Cinco casais que vivem em Sydney na Austrália enfrentam pequenas crises relacionadas as frustrações no sexo. 

Escrito e dirigido por Josh Lawson, que interpreta também o marido em uma das pequenas histórias, esse longa consegue explorar de forma divertida situações incômodas aos relacionamentos, como fetiches, discussões com psicanalista e desprezo pelo parceiro. 

A melhor história é a da atendente em libras de um serviço telefônico que precisa traduzir uma conversa picante e termina por criar uma inusitada ligação com um cliente. 

É um filme divertido que com certeza vai agradar quem gosta do tema.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

13 Dias, 13 Noites

 

13 Dias, 13 Noites (13 Jours, 13 Nuits, França / Bélgica, 2025) – Nota 7,5
Direção – Martin Bourboulon
Elenco – Roschdy Zem, Lina Khoudry, Sidse Babett Knudsen, Christophe Montenez, Sina Parvaneh, Fatima Adoun, Nicolas Bridet.

Cabul, Afeganistão. Em 15 de Agosto de 2021, enquanto as tropas americanas recebem a ordem de deixar o país, a milícia Talibã retoma o comando reiniciando seu governo de terror. Nesse contexto, o responsável pela segurança da embaixada da França na cidade, Mohamed Bida (Roschdy Zem), tenta organizar a saída dos funcionários e de diversas pessoas que se refugiaram no local. 

Esse longa inspirado em fatos reais acerta em cheio no clima de tensão crescente, sem apelar para heroísmos ou exageros de ação. O foco é a habilidade do protagonista em lidar com a situação extrema e a luta das pessoas para sobreviver, principalmente dos moradores locais que sabiam que ficar no país seria se submeter a injustiças, perseguições e correr o risco de até mesmo perder a vida. 

É um ótimo filme sobre um país há décadas sofre com conflitos, violência e opressão.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O Troll da Montanha 2

 

O Troll da Montanha 2 (Troll 2, Noruega, 2025) – Nota 5,5
Direção – Roar Uthaug
Elenco – Ine Marie Willman, Kim Falck, Mads Sjogard Pettersen, Sara Khorami, Ka roline Viktoria Sletteng Garvang, Gard B. Eidsvold.

Três anos após ajudar a salvar a Noruega do ataque de um troll gigante, a cientista Nora Tidemann (Ine Marie Willman) é novamente recrutada pelo governo para participar do estudo de outro troll que foi capturado. O troll termina por escapar e se torna uma nova ameaça para o país. 

O filme original era competente nas sequências de ação, criativo na utilização das lendas escandinavas e com personagens teimosos e divertidos. Essa sequência tem uma história com algumas pitadas interessantes sobre o folclore, mas deixa muito a desejar na trama em geral e nos personagens que parecem perdidos, sem química. Até mesmo as sequências de ação são inferiores. Mesmo assim, ainda fica um enorme gancho nos créditos finais para uma nova sequência.

domingo, 11 de janeiro de 2026

A Mulher da Fila

A Mulher da Fila (La Mujer de la Fila, Argentina / Espanha, 2025) – Nota 5,5
Direção – Benjamin Ávila
Elenco – Natalia Oreiro, Amparo Noguera, Alberto Ammann, Federico Heinrich, Benjamin Ávila.

Andrea (Natalia Oreiro) fica desesperado quando seu filho Gustavo (Federico Heinrich) é preso acusado de participar de alguns roubos. Acreditando na inocência do filho, ela inicia uma saga em busca da liberdade do jovem. 

Esta co-produção entre Argentina e Espanha que se diz baseada em uma história real tem como maior objetivo fazer uma crítica a burocracia do sistema judicial e a forma como as famílias dos presos são tratadas, o que de certa forma tende a minimizar a ação dos criminosos. A forma como a protagonista se envolve com personagens desse mundo também leva para o mesmo caminho. É um filme que deixa bastante a desejar.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Stone Creek Killer

 

Stone Creek Killer (Stone Creek Killer, EUA, 2025) – Nota 5
Direção – Robert Enriquez
Elenco – Clayne Crawford, Lyndon Smith, Britney Young, Vincent Washington, Adam Hicks, Robert Enriquez, Wilmer Calderon, Lily Rains.

O desaparecimento de duas adolescentes em uma pequena cidade e a chegada de uma vidente (Lyndon Smith) dizendo que as garotas estão mortas faz o xerife (Clayne Crawford) acreditar que um serial killer esteja agindo na região. 

Este suspense policial tem uma premissa até interessante ao colocar em discussão a questão de acreditar ou não em uma sensitiva. O problema é que o roteiro é ruim, o elenco tem atuações fracas e até a reviravolta final é apelativa. É um daqueles filmes que o potencial é totalmente desperdiçado pela falta de talento dos envolvidos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

As Mãos Sobre a Cidade

 

       
As Mãos Sobre a Cidade (Le Mani Sulla Citta, Itália, 1963) – Nota 7,5
Direção – Francesco Rosi
Elenco – Rod Steiger, Salvo Randone, Guido Aliberti, Marcelo Cannavale.

O desabamento de um edifício que estava sendo construído em uma região pobre de Nápoles cria um enorme problema político para Edoardo Nottola (Rod Steiger), o vereador que liderou um grupo de investidores que pretendia lucrar com o empreendimento. Nottola tenta salvar sua carreira, enquanto outros políticos utilizam situação para conseguir votos e poder. 

Este longa é considerado um clássico do cinema político italiano dirigido pelo especialista Francesco Rosi. A trama continua extremamente atual ao mostrar as maquinações politicas para não assumir erros, para garantir lucros e derrubar os opositores. 

Semelhantes a várias produções italianas dos anos sessenta e setenta, esse longa tinha um astro americano como protagonista sendo dublado em italiano, nesse caso específico sendo o grande Rod Steiger.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A Marca do Passado & Testemunha Perfeita

 

A Marca do Passado (Tough Guys Don't Dance, EUA, 1987) – Nota 5,5
Direção – Norman Mailer
Elenco – Ryan O’Neal, Wings Hauser, Debra Sundland, Frances Fisher, Isabella Rossellini, John Bedford Lloyd, Lawrence Tierney, Penn Jillette, Clarence Williams III.

Tim Madden (Ryan O’Neal) é um escritor alcoólatra que após uma noite de bebedeira acorda sem lembrar do que aconteceu e descobre que sua amante foi assassinada. Enquanto tenta descobrir a verdade, ele se envolve em uma teia de corrupção, violência, chantagem e crimes em uma pequena cidade litorânea. 

Este longa foi uma aventura na direção do escritor e roteirista Norman Mailer, que adaptou seu próprio livro. O filme foi também uma tentativa da produtora Cannon de Menahem Golan e Yoram Globus em ser vista por um público além dos fãs de ação. Infelizmente nada disso funcionou. O filme resultou em uma narrativa irregular, misturando noir, drama psicológico e humor involuntário. Nem mesmo a atmosfera sombria consegue salvar o filme.

Testemunha Perfeita (Perfect Witness, EUA, 1989) – Nota 6,5
Direção – Robert Mandel
Elenco – Brian Dennehy, Aidan Quinn, Stockard Channing, Laura Harrington, Delroy Lindo, Joe Grifasi, Ken Pogue, Colm Meaney, Tony Sirico, Tobin Bell, David Proval.

Sam (Aidan Quinn) testemunha um assassinato encomendado pela Máfia. O crime está ligado a um caso em que o promotor (Bryan Dennehy) e sua assistente (Stockard Channing) acusam um mafioso. Pressionado para depor, Sam fica dividido entre o dever de dizer a verdade e o medo de ter sua família ser perseguida. 

É basicamente um filme que aposta no drama jurídico e no suspense habitual de histórias sobre inocentes envolvidos em crimes. A narrativa prende a atenção, o roteiro é amarrado e o elenco entrega boas atuações.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Paradise Records

 

Paradise Records (Paradise Records, EUA, 2025) – Nota 5
Direção – Logic
Elenco – Logic, Tramayne Hudson, Reed Northrup, Tony Revolory, Martin Starr, Diedrach Bader, Kevin Corrigan, David Krumholtz, Hoseoh Gordon Levitt, Kevin Smith, Jason Mewes, Pauline Dorsey, Daba Milican, Ron Perlman, Rainn Wilson.

Cooper (Logic) é o dono de uma loja de discos à beira da falência. Ele precisa conseguir dinheiro, lidar com os funcionários que são seus amigos e com vários outros problemas que surgem com clientes e cobradores. 

Essa comédia escrita, dirigida e protagonizada pelo rapper Logic, começa de uma forma até divertida com diálogos politicamente incorretos e personagens estranhos. Conforme a narrativa avança, a trama se perde nos absurdos com situações mais patéticas do que engraçados. 

Logic claramente buscou inspiração e com certeza uma espécie de consultoria com Kevin Smith, que inclusive tem uma pequena participação interpretando o icônico Silent Bob ao lado do maluco Jay de Jason Mewes. Tudo no filme é muito semelhante as obras de Kevin Smith, porém sem a mesma qualidade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Springsteen: Salve-me do Desconhecido

 

Springsteen: Salve-me do Desconhecido (Springsteen: Deliver Me from Nowhere, EUA, 2025) – Nota 7
Direção – Scott Cooper
Elenco – Jeremy Allen White, Jeremy Strong, Paul Walter Hauser, Stephen Graham, Odessa Young, David Krumholtz, Gaby Hoffmann, Harrison Sloan Gilbertson, Grace Gummer, Marc Maron, Matthew Anthony Pelicano Jr.

Em 1981, Bruce Springsteen (Jeremy Allen White) estava com a carreira em ascensão e pressionado para entregar um novo álbum que tinha tudo para ser um grande sucesso. Lutando contra os traumas de uma infância difícil no relacionamento com o pai (Stephen Graham), Bruce decide criar canções autobiográficas, bem diferentes do que a gravadora imaginava. 

Este longa detalha o período de um ano na vida de Bruce Springsteen, basicamente nos conflitos psicológicos e no processo de construção do álbum “Nebraska” que o levou ao topo da carreira. 

Diferente de outras biografias recentes sobre astros do rock, as sequências musicais em shows são poucas, com o foco principal sendo no drama pessoal enfrentado pelo cantor. 

A atuação atormentada de Jeremy Allen White é competente e não chega a ser exagerada. Ele constrói um personagem que gosta da solidão e que sofre em silêncio. Destaque também para as atuações de Stephen Graham e Odessa Young.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Júlia e Júlia & V.I. Warshawski

 

Júlia e Júlia (Julia and Julia, EUA, 1987) – Nota 5
Direção – Peter Del Monte
Elenco – Kathleen Turner, Gabriel Byrne, Sting, Gabriele Ferzetti, Yorgo Voyagis.

Julia (Kathleen Turner) é uma mulher que começa a viver duas realidades paralelas sem muita explicação. Na primeira ela é uma dona de casa frustrada casada com Paolo (Gabriel Byrne), enquanto na segunda ela vive uma fotógrafa bem-sucedida e independente que tem um caso com um estranho (Sting). Conforme as duas realidades se cruzam, Julia é forçada a tomar decisões complicadas. 

Esse drama psicológico introspectivo foi uma tentativa do esquecido diretor e roteirista italiano Peter Del Monte emplacar um sucesso fora de seu país através do elenco de famosos e das sequências quentes entre a bela Kathleen Turner no auge da carreira e o roqueiro Sting, que se aventurou algumas vezes no cinema na época. 

A estética do filme envelheceu bastante, assim como o roteiro que mesmo tentando fazer reflexões sobre identidade e possibilidades, resulta em algo bastante confuso e até sem sentido em vários momentos.

V.I. Warshawski – Bonita e Perigosa (V.I. Warshawski, EUA, 1991) – Nota 5
Direção – Jeff Kanew
Elenco – Kathleen Turner, Jay O. Sanders, Angela Goethals, Charles Durning, Frederick Coffin, Stephen Meadows, Wayne Knight, Stephen Root.

A detetive particular V.I. Warshawski (Kathleen Turner), que é bonita, inteligente e sarcástica, se envolve em um caso perigoso ao investigar a morte de um antigo amigo. A investigação a leva a uma conspiração em Chicago e também coloca em seu caminho uma garota órfã. 

Este longa foi produzido numa época em que a atriz Kathleen Turner ainda estava no auge da carreira e tinha o objetivo de explorar o filão de comédia policial comum nos anos oitenta e noventa. A escolha de transformar a trama com o estilo noir em comédia não funcionou aqui. As poucas sequências de ação são fracas e as pitadas de comédia não tem graça alguma. 

Esse longa marcou o início da decadência na carreira da atriz, que depois desse trabalho nunca mais conseguiu emplacar um bom filme como protagonista.

domingo, 4 de janeiro de 2026

A Grande Inundação

 

A Grande Inundação (Daehongsu, Coreia do Sul, 2025) – Nota 5,5
Direção – Byung Wo Kim
Elenco – Kim Da Ni, Park Hae Soo, Lee Dong Chan, Kwon Eun Song, Yuna.

Uma jovem mãe (Kim Da Ni) e seu filho pequeno (Kwon Eun Song) vivem em um enorme condomínio residencial popular. Num certo dia, eles acordam quando o apartamento começa a ser invadido pela água, que já está chegando ao terceiro andar. É o início do desespero para tentar escapar da inundação que está aumentando sem controle. 

Os primeiros quarenta minutos são basicamente de um filme catástrofe que segue mãe e filho em busca de sobrevivência, porém uma reviravolta tão grande quanto a inundação muda completamente o rumo da história e o gênero do filme. 

E com essa mudança a trama fica bastante confusa, mesmo com algumas pistas que até ajudam a entender o contexto geral repleto de furos. O destaque são as sequências da inundação, que salvam um pouco o filme.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Almas à Venda

Almas à Venda (Cold Souls, EUA / França, 2009) – Nota 5
Direção – Sophie Barthes
Elenco – Paul Giamatti, Emily Watson, David Straithairn, Dina Korzun, Armand Schultz, Michael Tucker.

Paul (Paul Giamatti) é um ator que se sente atormentado ao ensaiar a famosa peça russa “Tio Vânia”. Para tentar manter a sanidade, ele descobre um serviço em que é possível “extrair” sua alma e deixá-la armazenada por um período. A experiência não funciona como o esperado, levando Paul a uma série de situações bizarras. 

Esse é o típico filme que tenta ser cult ao explorar algo intelectual, no caso a peça de teatro, misturando com uma trama de ficção absurda. É aquele filme em que o espectador tem que abraçar a premissa e tentar se divertir. No meu caso não funcionou, achei a narrativa extremamente chato. O único destaque são alguns diálogos entre os ótimos Paul Giamatti e David Straithairn, mas sendo pouco para salvar o filme.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

All the Devils are Here

 

All the Devils are Here (All the Devils are Here, Inglaterra / EUA, 2025) – Nota 5,5
Direção – Barnaby Roper
Elenco – Eddie Marsan, Sam Claflin, Burn Gorman, Tienne Simon, Rory Kinnear, Suki Waterhouse.

Três ladrões cometem um violento assalto e fogem com uma grande quantia em dinheiro para o interior da Inglaterra. Eles se unem a um contador enviado pelo financiador do assalto e juntos esperam um novo contato que acontecerá após sete dias. Enquanto o tempo passa sem ter o que fazer, surgem os conflitos entre os criminosos. 

Este estranho longa que começa com um assalto violento se transforma em um drama com pitadas de terror psicológico em alguns momentos e sangrento em outros. O ritmo arrastado e os personagens detestáveis não ajudam. Os destaques ficam para as sequências violentas e a curiosa surpresa final.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Dois Minutos Além do Infinito

 

Dois Minutos Além do Infinito (Dorosute no Hate de Bokura, Japão, 2020) – Nota 6
Direção – Junta Yamaguchi
Elenco – Kazunari Tosa, Riko Fujitani, Gôta Ishida, Masashi Suwa, Yoshifumi Sakai, Haruki Nakagawa, Aki Asakura.

Kato (Kazunari Tosa) é o dono de um café que mora em um apartamento no andar de cima do estabelecimento. Um certo dia, Kato chega no apartamento e vê ele mesmo na tv, só que o seu outro eu diz que está dois minutos no futuro. Ao descer para o café, Kato descobre que em outra tv, ele está dois minutos atrasado. 

Essa premissa extremamente original é tratada como uma comédia em que os personagens parecem crianças brincando quando ganham um novo brinquedo. Eles começam a testar as idas e vindas nas imagens das tvs para descobrir o que pode ser feito com essa situação inusitada e porque isso está ocorrendo. 

O grande problema é que mesmo com apenas setenta minutos de duração, a trama fica repetitiva após uns vinte minutos. As atuações também são fracas, parecem atores amadores em quadros de comédia. É um filme que vale mais pela curiosidade da premissa do que pelo desenvolvimento da história.