O Lamento (Goksung, Coreia do Sul / EUA, 2016) – Nota 7,5
Direção – Hong Jin Na
Elenco – Do Won Kwak, Jung Min Hwang, Jun Kunimura, Woo He
Chun, Hwan Hee Kin.
Na vila de Goksung, interior da Coreia do Sul, uma família é
assassinada de forma cruel e o único sobrevivente está catatônico e apresenta
bolhas pelo corpo.
Um policial subalterno (Do Won Kwak) e seu parceiro (Jung
Min Hwang) se assustam ao testemunharem uma estranha mulher andando nua pela
noite.
Um novo crime faz com que os dois policial desconfiem de um japonês (Jun
Kunimura) que vive solitário nas montanhas e que anteriormente foi acusado de
tentar violentar um mulher.
Estes fatos são apenas o início de uma série de
acontecimentos bizarros e violentos que transformam a pequena comunidade em um
inferno.
A princípio, este sinistro longa sul-coreano passa a impressão de ser
um thriller sobre um serial killer ou algo parecido. O desenrolar da trauma
transforma a história em um suspense misturado com terror, inclusive com
algumas cenas com bastante sangue.
O complexo roteiro explora ideias do
clássico “O Exorcista”, com a violência dos filmes de zumbis e por fim até uma
analogia religiosa referente a luta do bem contra o bem.
O filme perde pontos
em duas situações. A principal falha é a longa duração. São mais de duas horas
e meia, resultando num filme irregular, com alguns momentos mortos. Uns trinta
minutos a menos deixariam a trama mais concisa e o filme menos cansativo.
Outro
ponto que não me agradou por completo é o final ambíguo. Por mais que dê para entender
o que ocorreu, a dúvida que o roteiro deixa na cabeça do espectador até a cena
final se revela com furos. Analisando passagens do filme, fica claro que
algumas situações não se encaixam com a surpresa final.
Apesar destes
problemas, a história é instigante e o clima de tensão é forte em várias
sequências.
Vale a sessão para quem gosta de fugir da mesmice do gênero e também para
quem curte o cinema sul-coreano.
4 comentários:
Muito longo e muito violento.
Não faz meu estilo.
Não morri de amores pelo As palavras.
Espero entender o que me deixou dúvidas na história (Dennis Quaid, Olivia Wilde)
Liliane - É isso mesmo, longo, complexo e violento.
Por mais que seja longo eu não senti isso enquanto assistia, mesmo com os momentos mais parados desse filme.
A história em si parece se interessar mais em replicar um conto religioso com alegorias a problemas que acontecem/aconteceram na região. Demonificando o povo japonês ao mesmo tempo em que não deixa ele ser o único causador de problemas da região (O japão já invadiu a Coreia, por exemplo).
O final do filme me deixou bem confuso, não sei se era pra ter alguém certo ou errado, mas o comportamento da mulher não fez o menor sentido pra mim. Esperava algum tipo de reviravolta inteligente tipica de filmes coreanos, mas infelizmente não aconteceu, ou se aconteceu eu não consegui entender.
Pra mim valeu a pena ter assistido mesmo com esses problemas.
Se quer alguma serie coreana pra assistir eu recomendo Six Flying Dragons. É mais puxada pra comédia e drama televisivo do que o enredo histórico propõe, mas vale a pena assistir.
Ubiracy - Valeu pela dica, vou pesquisar sobre esta série.
Abraço
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