terça-feira, 30 de abril de 2013

Cabeça a Prêmio

Cabeça a Prêmio (Brasil, 2009) – Nota 6,5
Direção – Marco Ricca
Elenco – Fúlvio Stefanini, Alice Braga, Daniel Hendler, Eduardo Moscovis, Cássio Gabus Mendes, Otávio Muller, Via Negromonte, Cesar Troncoso, Ana Braga, David Cardoso.

Na região do Pantanal, o pecuarista Miro (Fúlvio Stefanini) comanda também um esquema de tráfico de drogas e está sendo pressionado por investigações de agentes federais. Seu irmão Abílio (Otávio Muller) manda assassinar um radialista (David Cardoso) que poderia denunciá-los, fato que desagrada Miro. O assassinato foi cometido por Brito (Eduardo Moscovis), um ex-policial calado que faz dupla com o falastrão Albano (Cássio Gabus Mendes) e que trabalham para a família de traficantes. Ao mesmo tempo, a filha de Miro, Elaine (Alice Braga) tem um caso com o piloto (Daniel Hendler) que transporta as drogas do pai pela região. Miro acredita que possa se safar da justiça e manter sua família unida desistindo do tráfico, porém ele não percebe que na verdade comanda um castelo de areia prestes a ruir. 

O longa marca a estreia do ator Marco Ricca na direção, que se baseia num livro de Marçal Aquino para contar uma trama de mentiras, violência e traições. Ricca já havia trabalhado como ator em “O Invasor”, que também é baseado num livro de Aquino, que por sinal escreveu o roteiro do longa, porém este “Cabeça a Prêmio” é bem mais parecido com outra obra de Aquino que foi para as telas, o ótimo “Os Matadores” (leia resenha aqui) dirigido por Beto Brant, que por sinal é superior ao filme de Marco Ricca. 

A premissa é ótima, a história de decadência de uma família sustentada pelo tráfico e de seus pares tinha tudo para render um grande filme, mas talvez a inexperiência de Ricca na direção tenha pesado. O ritmo é irregular, algumas passagens são lentas demais e outras desnecessárias, além disso, algumas soluções incomodam. 

A subtrama do caso de amor entre o matador Brito e a ex-prostituta dona de bar vivida por Via Negromonte parece ter sido inserida no roteiro apenas para mostrar duas ousadas cenas de sexo, mesmo com a sequência final do longa tendo uma certa ligação com esta relação entre os dois personagens marginais. 

O elenco não compromete, considero que apenas o uruguaio Daniel Hendler não convence, mas o que me deixou surpreso foi a forma de Fúlvio Stefanini. Como não acompanho novelas, há muito tempo não via o veterano ator e até me assustei com a enorme barriga do sujeito, que rapidamente me lembrou Marlon Brando em final de carreira.            

5 comentários:

Amanda Aouad disse...

Tá aí, não achei tão irregular. Na verdade, o filme até me surpreendeu e acho uma pena que Marco Ricca ainda não tenha emplacado o segundo filme. O que mais me incomodou nesse filme foi a fotografia, escura demais.

bjs

B-Cine disse...

Gosto de O Invasor e tenho curiosidade de conhecer melhor o trabalho do Beto Brant. esse filme aí ainda é inédito pra mim.

Suzane Weck disse...

Ola,ainda não assisti á este filme ,mas pela tua narração acredito que irei gostar.Já entrou para minha lista... Concordo contigo em achar nosso caro Fúlvio completamente fora de forma fisicamente,o que é de lastimar.Adorei tua visitinha.Meu grande abraço.SU

Hugo disse...

Amanda - Também vi potencial em Ricca, mas o filme não convenceu por completo.

B-Cine - Gosto do trabalho de Brant, principalmente seus três primeiros filmes que são dramas policiais.

Suzane - Fiquei assustado com a forma do ator, como citei, na hora lembrei de Marlon Brando no final da carreira.

Abraço a todos

Pedrita disse...

esse filme é muito bom. beijos, pedrita