domingo, 3 de julho de 2016

Destino Especial & Starman - O Homem das Estrelas

Destino Especial (Midnight Special, EUA / Grécia, 2016) – Nota 7
Direção – Jeff Nichols
Elenco – Michael Shannon, Joel Edgerton, Kirsten Dunst, Jaeden Lieberher, Adam Driver, Sam Shepard, Bill Camp, Scott Haze, Paul Sparks, David Jensen.

Roy (Michael Shannon) e Lucas (Joel Edgerton) estão fugindo levando o garoto Alton (Jaeden Liberher) em direção a um local desconhecido. Alton é filho de Roy, mas estava sob os cuidados de um pastor (Sam Shepard) que comanda uma comunidade religiosa em um rancho. O garoto tem poderes especiais que o transformaram em alvo do FBI que pretende estudá-lo e do próprio pastor que acredita que o menino é um salvador enviado por Deus. 

O diretor e roteirista Jeff Nichols é especialista em dramas focados em personagens fortes e tramas sobre perseguição e paranoia. Aqui, Nichols mistura estes detalhes em uma trama de ficção científica, que lembra os filmes B do gênero dos anos oitenta. A sinistra trilha sonora, as estradas isoladas do oeste americano e os mistérios da história que são desvendados aos poucos, além é claro da paranoia, são semelhantes aos trabalhos de John Carpentes, por isso estou postando esta resenha ao lado de “Starman – O Homem das Estrelas”. 

Apesar de manter o interesse do espectador durante todo o filme, este “Destino Especial” é um pouco inferior aos trabalhos anteriores do diretor. O elenco todo está bem, com destaque maior para Michael Shannon, ator que é parceiro habitual do diretor Jeff Nichols e que a cada novo trabalho comprova seu talento. 

Starman – O Homem das Estrelas (Starman, EUA, 1984) – Nota 7,5
Direção – John Carpenter
Elenco – Jeff Bridges, Karen Allen, Charles Martin Smith, Richard Jaeckel.

Uma nave alienígena é abatida por caças ao entrar no espaço aéreo americano. O piloto sobrevive e toma a forma de um homem recentemente falecido (Jeff Bridges). Com o objetivo de chegar até o deserto de Nevada para encontrar uma nave que irá resgatá-lo, o alienígena recebe a ajuda da viúva (Karen Allen), que após se assustar com o “retorno” do marido, descobre a verdadeira identidade do corpo que está a sua frente. A partir daí, eles precisam fugir do exército que pretende capturar o intruso. 

O grande diretor John Carpenter estava no auge da carreira quando decidiu investir nesta ficção com pitadas de romance, bem diferente dos violentos filmes de terror e suspense que o consagraram. 

O resultado é interessante, principalmente pela química entre Jeff Bridges e Karen Allen, além da própria história que apresenta nas entrelinhas uma mensagem de paz. 

2 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Nada mais apropriado do que resenhar os dois conjuntamente. E concordo com sua opinião sobre o filme de Nichols, que ficou aquém das expectativas, apesar de estar longe de ser ruim.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - Gosto do estilo de Nichols, mas realmente seus outros trabalhos foram superiores.

Abraço