segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Creed II

Creed II (Creed II, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Steven Kaple Jr.
Elenco – Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson, Phylicia Rashad, Dolph Lundgreen, Florian Munteanu, Russell Hornsby, Wood Harris, Milo Ventimiglia, Brigitte Nielsen.

Três anos após se tornar campeão mundial, Adonis Creed (Michael B. Jordan) coloca seu título em jogo e consegue mantê-lo mesmo apanhando bastante. 

A insegurança em voltar a lutar é colocada à prova quando o ex-lutador russo Ivan Drago (Dolph Lundgreen) lança seu filho Viktor (Florian Munteanu) como oponente em disputa do título. 

Adonis tenta convencer Rocky (Sylvester Stallone) a aceitar o desafio de treiná-lo, assim como também precisa lidar com a resistência de sua noiva (Tessa Thompson). 

Se o longa original apresentava um roteiro que explorava os clichês da série “Rocky” de forma criativa dando uma nova cara à franquia, por outro lado esta sequência praticamente copia a história de “Rocky IV”, adaptando paras os dias atuais e colocando a nova geração de lutadores como oponentes. 

O filme é correto, as sequências de luta são bem filmadas e o drama fora dos ringues é aceitável, porém tudo extremamente previsível. Ao que parece a franquia chegou ao seu limite em termos de criatividade.

domingo, 6 de outubro de 2019

Caçada Brutal & Perigo na Montanha


Caçada Brutal (First Kill, Inglaterra / EUA / Canadá, 2017) – Nota 5,5
Direção – Steven C. Miller
Elenco – Hayden Christensen, Bruce Willis, Ty Shelton, Megan Leonard, Gethin Anthony, William DeMeo.

O executivo Will (Hayden Christensen) viaja com sua esposa Laura (Megan Leonard) e o filho Danny (Ty Sheldon) para passar o final de semana em sua cidade natal e ensinar o garoto a caçar. Durante a caçada na floresta, Will se torna testemunha de uma negociação entre criminosos e termina matando um deles. Uma nova decisão ruim faz com que ele e seu filho se tornem alvos das pessoas que desejam recuperar uma fortuna que foi roubada de um banco.

O diretor Steven C. Miller é especialista em filmes policiais genéricos recheados de brigas e tiroteios, tendo em comum sempre um roteiro repleto de clichês. Em três destes trabalhos ele teve a ajuda do astro Bruce Willis em papéis de coadjuvante. Aqui Willis é o chefe de polícia que investiga o crime, entregando mais uma atuação pra lá de canastrona.

Vale citar ainda o péssimo Hayden Christensen como protagonista, ator que teve uma enorme chance de se tornar astro com a franquia “Star Wars”, mas a cada novo trabalho comprova sua falta de talento.

O filme acaba ganhando pontos pelo ritmo ágil e algumas boas cenas de ação e violência, além da locação numa daquelas cidadezinhas americanas rodeada por uma floresta. O resultado é um filme agitado e descartável.

Perigo na Montanha (Braven, Canadá, 2018) – Nota 6
Direção – Lin Oeding
Elenco – Jason Momoa, Garret Dillahunt, Stephen Lang, Jill Wagner, Brendan Fletcher, Sasha Rossof.

Joe Braven (Jason Momoa) é o supervisor de uma empresa de exploração de madeiras na floresta do Canadá. Ao decidir levar o pai (Stephen Lang) para passar um dia na cabana da família em um local isolado pensando em resolver um problema familiar, Joe não imagina que seu funcionário Weston (Brendan Fletcher) escondeu um carregamento de drogas no local. Joe e seu pai se tornam alvos de uma quadrilha de traficantes liderada por Kassen (Garret Dillahunt). 

A história não apresenta surpresas, seguindo o estilo dos filmes de ação e suspense B, porém com o atrativo das locações na floresta gelada e as boas sequências de violência e correria. 

É um razoável passatempo para quem deseja um filme rápido e agitado.

sábado, 5 de outubro de 2019

O Novo Mundo

O Novo Mundo (The New World, EUA / Inglaterra, 2005) – Nota 7
Direção – Terrence Malick
Elenco – Colin Farrell, Q’orianka Kilcher, Christopher Plummer, Christian Bale, August Schellenberg, Wes Studi, David Thewlis, Yorick van Wageningen, Raoul Max Trujillo, Michael Greyeyes, Kalani Queypo, Ben Mendelsohn, Noah Taylor, Brian F. O’Byrne, Ben Chaplin, Eddie Marsan, Jake Curran, John Savage.

Em 1607, dois navios ingleses chegaram na costa da Virginia. O comandante (Christopher Plummer) tem como missão criar uma colônia. A princípio vistos com curiosidade pelos indígenas e tratados de forma pacífica, tudo muda quando um incidente dá início a um conflito. 

Enquanto o comandante volta para Inglaterra em busca de suprimentos e pessoas, os colonos ficam sob a liderança do Capitão Smith (Colin Farrell), que termina se envolvendo com a índia Pocahontas (Q’orianka Kilcher). 

Este longa foi o segundo trabalho do diretor Terrence Malick após o hiato de vinte anos sem filmar. Seu trabalho anterior foi sete anos antes com o  belíssimo e também extremamente lento “Além da Linha Vermelha”. 

Este “O Novo Mundo” tem vários semelhanças com o filme citado, principalmente na questão da fotografia explorando as locações naturais, além do conflito que resulta em competentes sequências de violência. 

A narrativa fica um pouco cansativa na parte final quando entra em cena o personagem de Christian Bale e a história segue definitivamente para o drama. 

Na comparação com os trabalhos seguintes do diretor como os tremendamente chatos “Amor Pleno” e “Cavaleiro de Copas”, este longa se mostra muito mais interessante.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Uma Jornada Inesquecível

Uma Jornada Inesquecível (Coming Through the Rye, EUA, 2015) – Nota 7
Direção – James Steven Sadwith
Elenco – Alex Wolff, Stefania LaVie Owen, Chris Cooper, Jacob Leinbach, Eric Nelsen, Jacon Rhodes, Adrian Pasdar.

Em 1969, o jovem Jamie Schwartz (Alex Wolff) está no último ano do colégio interno enfrentando problemas com os colegas. 

Solitário e angustiado, Jamie tem como objetivo conseguir autorização do recluso escritor J.D. Salinger para encenar uma peça baseada no livro “O Apanhador no Campo de Centeio”. 

Mesmo sem saber exatamente onde vive o escritor e tendo como única pista o nome de uma pequena cidade, Jamie e sua nova amiga Deedee (Stefania LaVie) pegam a estrada para tentar encontrá-lo. 

O roteiro escrito pelo diretor James Steven Sadwith diz ser inspirado em uma história real. Além da busca pelo escritor que era um verdadeiro ícone dos anos sessenta, o roteiro foca também no amadurecimento do casal de protagonistas e nos traumas que o personagem de Alex Wolff carrega. O roteiro ainda tem espaço para romance e algumas cenas divertidas. 

É basicamente um filme independente sobre jovens de uma época bem diferente da atual.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Departamento Q: Journal 64

Departamento Q: Journal 64 (Journal 64, Dinamarca / Alemanha, 2018) – Nota 7,5
Direção – Christoffer Boe
Elenco – Nikolaj Lie Kaas, Fares Fares, Johanne Louise Schmidt, Soren Pilmark, Fanny Leander Bornedal, Clara Rosager, Amanda Radeljak, Nicolas Bro, Elliott Crosset Hove.

A dupla de detetives Carl Morck (Nikolaj Lie Kaas) e Assad (Fares Fares) que trabalha com casos antigos não solucionados está prestes a se desfazer. Assad conseguiu uma promoção, enquanto Carl continua demonstrando mau humor e dificuldade para se relacionar. 

Quando surge um caso em que três corpos são encontrados enterrados em uma parede falsa, a dupla tem a chance de investigar juntos pela última vez. 

Este é o quarto longa da competente série “Departamento Q”, novamente focando em um crime antigo que resulta em consequências nos dias atuais.

Neste caso a história tem como locação principal um hospital psiquiátrico para mulheres que era utilizado também por famílias que enviavam filhas solteiras que engravidavam. Como nos filmes anteriores, vários personagens surgem em meio a uma complexa e sinistra trama. 

Mesmo sendo uma história individual, para quem tiver curiosidade eu indicaria ver os filmes em sequência até chegar nesse. Seriam “O Guardião das Causas Perdidas”, “O Ausente” e “Uma Conspiração de Fé”.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Hebe: A Estrela do Brasil

Hebe: A Estrela do Brasil (Brasil, 2019) – Nota 5
Direção – Maurício Farias
Elenco – Andrea Beltrão, Marco Ricca, Danton Mello, Caio Horowicz, Danilo Grangheia, Ivo Muller, Gabriel Braga Nunes, Daniel Boaventura, Otávio Augusto.

A moda atual de levar às telas biografias de famosos da tv rendeu bons filmes como “Chacrinha”, “Bingo” e “Tim Maia”, que mesmo com falhas resultaram em obras que tentaram detalhar a vida pessoal e profissional dos protagonistas. 

Esta tentativa de mostrar a vida de Hebe muda completamente o foco, deixando de ser uma biografia completa para explorar um pequeno período de tempo, dando ênfase a questões ideológicas e transformando a protagonista numa espécie de heroína dos oprimidos, claramente com o objetivo principal de agradar ao público que curte a agenda progressista. 

Mesmo com parte do roteiro sendo voltado para os problemas em seu casamento com Lélio Ravagnani (Marco Ricca) e a tristeza do filho Marcelo (Caio Horowicz), muita coisa interessante foi deixada de lado, como a relação com o primeiro marido (Gabriel Braga Nunes), as dificuldades que ela cita ter tido na infância e até mesmo a complicada relação com Silvio Santos, que é mostrada de forma rápida e com ela vencendo facilmente o chefe em uma negociação. 

O destaque positivo fica para a vibrante atuação de Andrea Beltrão, que deverá voltar a interpretar a personagem em uma minissérie no próximo ano.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Finding Steve McQueen

Finding Steve McQueen (Finding Steve McQueen, EUA, 2019) – Nota 7
Direção – Mark Steven Johnson
Elenco – Travis Fimmel, Rachael Taylor, William Fichtner, Jack Weary, Forest Whitaker, Lily Rabe, Rhys Coiro, Louis Lombardi, John Finn, Molly McQueen.

Estamos em 1980. Em uma lanchonete, um sujeito (Travis Fimmel) decide contar a verdade sobre sua vida para a namorada (Rachael Taylor) com quem vive faz oito anos. 

A narrativa volta para 1972 em Ohio, quando o jovem Harris James Barber (Travis Fimmel) trabalha para o tio Enzo (William Fichtner), um picareta que tem uma empresa de fachada. 

Enzo e seu sócio Pauly (Louis Lombardi) recebem uma dica de que o então presidente Richard Nixon escondeu uma fortuna em um banco na Califórnia. Os dois se unem a Ray (Rhys Coiro), Harris e seu irmão Tommy (Jack Weary) para roubarem o banco. 

Baseado numa absurda história real, este longa tem algumas semelhanças com o divertido e superior “Em Ritmo de Fuga”, principalmente na narrativa que mistura policial e comédia. 

São legais as varias citações sobre o antigo astro Steve McQueen, de quem o protagonista era fã e gostava de imitar. A reconstituição de época dos anos setenta é outro acerto. 

É um filme curto, divertido e que vai direto ao ponto.