terça-feira, 4 de setembro de 2018

Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049, EUA / Inglaterra / Hungria / Canadá, 2017) – Nota 6,5
Direção – Denis Villeneuve
Elenco – Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Ana de Armas, Jared Leto, Hiam Abbas, Mackenzie Davis, Lennie James, Edward James Olmos, Barkhad Abdi, Sean Young, Wood Harris.

Em 2049, os replicantes antigos estão foragidos e são perseguidos por uma nova geração de androides desenvolvida para manter o mundo em ordem. 

Neste contexto, K (Ryan Gosling) é um androide que ao eliminar um replicante descobre uma ossada de outra replicante que aparentemente tinha conseguido o milagre de gerar um filho. Mesmo pressionado por sua chefe (Robin Wright) para esconder a descoberta, K fica intrigado e decide investigar o caso. 

Por mais que considere o diretor canadense Denis Villeneuve como um dos grandes talentos que surgiram nos últimos anos, esta sequência do clássico “Blade Runner” é decepcionante. Mesmo com uma caprichada parte técnica que explora cores diversas para cada cenário, o filme chega a dar sono por causa da narrativa arrastada. 

O clima futurista esconde uma trama extremamente simples que infelizmente é mal desenvolvida. A questão da revolução dos replicantes se torna apenas uma nota de rodapé, vários coadjuvantes interessantes (Lennie James, Edward James Olmos e Barkhad Abdi) aparecem em apenas uma sequência e até o personagem de Jared Leto que teria uma importância grande na história acaba sendo abandonado. A falta de ação é outro ponto negativo, nem mesmo a sequência do clímax convence. 

Vejo este longa com um efeito inverso ao original em relação ao público. O “Blade Runner” original fracassou na bilheteria e se tornou cult apenas anos depois, enquanto a sequência nasceu com o objetivo do diretor em colocar o selo de cult desde o berço. Muitas pessoas abraçaram a ideia e elogiaram o filme. A meu ver é apenas uma obra pretensiosa.

10 comentários:

Pedrita disse...

é maravilhoso esse filme! gostei muito mais do que o primeiro. beijos, pedrita

Liliane de Paula disse...

A querida Luli me fez colocar esse filme na minha lista.
E eu gravei mais ainda não vi.
Além de não gostar desse estilo de filme, não consigo entender nada, de nada.

Liliane de Paula disse...

Hugo, pelo WhatsApp já lhe disse que vi e gostei demais do filme "Passageiros da vida".
Assim que li sua Resenha, encontrei o filme no YouTube.
Pena que era dublado.
Não consegui "ouvir" a razão do médico ter sido "aposentado".

Marília Tasso disse...

Preciso rever o primeiro e depois verei esse, faz tempo que tô me preparando pra isso rsrs

Leo Rib disse...

Oi, Hugo.
Estou com um blog novo. Se chama Nova Bússola (é que não deu mais pra postar na Bússola do Terror por causa de um probleminha técnico com o Blogger).
Abraços!

https://novabussola.blogspot.com/

Hugo disse...

Pedrita - Eu não gostei. Considero o primeiro filme muito superior.

Liliane - Eu acredito que não é o tipo de filme que vc vai gostar.

Marília - O primeiro é um filmaço, vale revisitar.

Leo - Vou adicionar seu blog aqui.

Abraço

Luli Ap disse...

Aaaahhhhhh que pena que vc não amou :/
Eu fui uma das que abraçou a ideia e sou fã da película, amei muito mais que o primeiro.
Na minha opinião nem precisaram fazer uma releitura do universo distópico :)
E a cena final foi uma overdose de fofurice.
Bjs Luli

Hugo disse...

Luli - Realmente não gostei. Considero o primeiro bem melhor.

Bjs

Ubiracy Júnior disse...

Por mais arrastado que fosse eu ainda tava gostando do desenvolver da trama até chegar na parte do Deckard. Dai em diante eu já não gostei de nada principalmente pelo contexto do primeiro filme, que assisti a tempos, ser bem mais filosófico e intrigante enquanto essa sequência vira um drama sobre os personagens em si, pra depois terminar em uma luta sem graça e sentido.
Eu ainda pensei em reassistir o original pra ter certeza de que não iria perder nada, mas não acho que ajudaria esse filme de qualquer jeito.

Hugo disse...

Ubiracy - Eu considero uma decepção essa sequência.

Abraço