sábado, 2 de janeiro de 2016

Martha Marcy May Marlene

Martha Marcy May Marlene (Martha Marcy May Marlene, EUA, 2011) – Nota 7
Direção – Sean Durkin
Elenco – Elizabeth Olsen, Sarah Paulson, Hugh Dancy, John Hawkes, Brad Corbet, Maria Dizzia.

Na sequência inicial, em uma fazenda, um grupo de homens faz a refeição em silêncio. Em seguida, a mesa a preenchida apenas por mulheres, todas jovens. Assim que todos estão dormindo, a garota Martha (Elizabeth Olsen) foge pela mata. Mesmo sendo perseguida, ela escapa e consegue contato com a irmã Lucy (Sarah Paulson), que vai buscá-la. 

A partir daí, Martha tenta voltar a ter uma vida normal com a irmã e o marido desta (Hugh Dancy), porém seu estado mental é frágil após todo o sofrimento que passou naquela comunidade. Em paralelo, a narrativa mostra em flashbacks a vida de Martha na fazenda e sua relação com o manipulador Patrick (John Hawkes). 

Uma das grandes aberrações criadas pelo ser humano são as seitas. A fórmula é sempre a mesma. Um líder carismático utiliza sua lábia para dominar pessoas carentes, solitárias ou com problemas financeiros, a princípio mostrando solidariedade, para depois cobrar “o favor”. 

O interessante neste longa é mostrar as consequências desta lavagem cerebral na vida da protagonista, que se sente perdida ao voltar para a sociedade, como se estivesse em um limbo entre dois mundos, não conseguindo se encaixar em nenhum deles. 

A narrativa é lenta e a trama é psicologicamente pesada, não sendo um filme indicado para todo o público. 

O destaque fica para a interpretação da jovem Elizabeth Olsen, que consegue passar todo o sofrimento de sua personagem. 

2 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Incômodo.

Hugo disse...

Gustavo - Esta palavra resume bem o filme.

Abraço