sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Love and Mercy

Love and Mercy (Love and Mercy, EUA, 2013) – Nota 6,5
Direção – Bill Pohlad
Elenco – John Cusack, Paul Dano, Elizabeth Banks, Paul Giamatti, Erin Darke, Joanna Going, Jake Abel, Graham Rogers, Bill Camp.

No início dos anos sessenta, a banda de rock “The Beach Boys” chegou ao sucesso. Composta pelos três irmãos Wilson, pelo primo Mike Love e por Al Jardine, a banda tem como mente criativa Brian Wilson (Paul Dano), o irmão mais novo da família. 

Considerado um prodígio por tocar piano desde criança, compor e criar arranjos com facilidade, os irmãos e o pai, que foi empresário da banda, se interessam apenas pelas novas músicas que Brian possa criar, sem grandes preocupações com os problemas psicológicos que o jovem apresenta com o passar do tempo. 

Em paralelo, o roteiro avança no tempo e segue Brian (John Cuscak agora) nos anos oitenta, quando ele se apaixona pela vendedora de automóveis Melinda (Elizabeth Banks), mas sua vida está um caos. Ele vive dominado pelo psiquiatra Eugene Landry (Paul Giamatti), que se tornou seu tutor e o trata a base de remédios fortíssimos. 

O músico Brian Wilson é considerado quase um gênio por muitos críticos, ao mesmo tempo em que sua vida beirou o absurdo por vários anos. Estas insanidades provocadas por sua doença e pelas drogas, ao lado de seu talento musical, são os pontos principais do roteiro. 

Para os fãs da banda e de Wilson, as cenas de gravação do álbum “Pet Sounds” são perfeitas ao retratar a obsessão do músico pelos mínimos detalhes. Para o espectador comum, como eu, estes detalhes se mostram cansativos, assim como as várias sequências que mostram as “viagens mentais” do personagem, que parece um zumbi. 

Outro ponto que incomoda é a falta de informação sobre algumas situações. A mãe do personagem é citada, porém não aparece em sequência alguma, assim como suas filhas. Os irmãos e a ex-esposa são quase figurantes. Além disso, não é explicado como o psiquiatra interpretado por Paul Giamatti entrou na vida do músico. 

Apesar das boas atuações de Paul Dano, Elizabeth Wilson e John Cusack, este último após vários papéis ruins nos últimos anos, fica a sensação de um filme que contou uma história picotada e sem emoção alguma.

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