sábado, 31 de janeiro de 2026

O Trem Italiano da Felicidade

 

O Trem Italiano da Felicidade (Il Treno dei Bambini, Itália, 2024) – Nota 7
Direção – Cristina Comencini
Elenco – Barbara Ronchi, Serena Rossi, Stefano Accorsi, Christian Cervone, Francesco Di Leva, Monica Nappo.

Em um prólogo em 1994, o maestro Amerigo (Stefano Accorsi) está prestes a participar de um concerto quando recebe a notícia de que sua mãe faleceu. Mesmo assim, ele decide se apresentar, mas sua memória volta para 1944 em Nápoles quando era criança e vivia na pobreza com a sua mãe. 

O roteiro detalha a dura vida Amerigo, até ele ser escolhido junto com outras crianças para um projeto que os levava para passar um período no norte do país, com pessoas que poderiam oferecer uma melhor qualidade de vida. 

Este longa é inspirado na história real das crianças que eram levadas de trem do sul para o norte da Itália, situação que resultou em opiniões contraditórias. Por mais que todos desejam uma vida melhor, a separação de filhos dos pais, mesmo sendo algo temporário, é extremamente doloroso. Isso fica claro no filme com os sentimentos carregados pelo protagonista durante a vida adulta. 

A narrativa é feita para emocionar em vários momentos, sendo um longa indicado para quem gosta do estilo. Vale citar que o título original “O Trem das Crianças” é muito mais realista em relação a história do que título em português.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dinheiro Suspeito

 

Dinheiro Suspeito (The Rip, EUA, 2025) – Nota 7
Direção – Joe Carnahan
Elenco – Matt Damon, Ben Affleck, Steven Yeun, Sasha Calle, Kyle Chandler, Teyana Taylor, Catalina Sandino Moreno, Scott Adkins, Daisuki Tsuji, Nestor Carbonell, Lina Esco, Jose Pablo Cantillo, Cliff Chamberlain, Sal Lopez.

O assassinato de uma capitã de polícia leva os integrantes do grupo que ela liderava a investigar o caso por conta própria. O tenente Dade (Matt Damon) recebe uma pista de que dinheiro do cartel mexicano estaria escondido em uma casa de subúrbio, fato que pode estar ligado a morte da amiga. Chegando no local, o grupo descobre que a situação é mais complexa do que parece. 

O diretor e roteirista Joe Carnahan é especialista em tramas policiais, tendo comandando bons filmes como “Narc” e “Fogo Cruzado” e outros ruins como a versão para o cinema da série “Esquadrão Classe A”. 

Aqui em parceria com os astros Matt Damon e Ben Affleck, ele consegue entregar um competente longa policial com bastante ação e também com um roteiro repleto de pequenas reviravoltas. Mesmo com um pouco de exagero no clímax, o filme prende a atenção para quem gosta do gênero policial clássico.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Olho de Deus

 

Olho de Deus (Eye of God, EUA, 1997) – Nota 7
Direção – Tim Blake Nelson
Elenco – Nick Stahl, Martha Plimpton, Kevin Anderson, Richard Jenkins, Hal Holbrook, Margo Martindale, Mary Kay Place.

Em uma pequena cidade, um adolescente (Nick Stahl) é localizado todo ensanguentado por uma dupla de policiais. Em paralelo, a narrativa detalha a relação da jovem Ainsley (Martha Plimpton) com Jack (Kevin Anderson), um ex-presidiário que se converteu em religioso. Essas duas histórias terminam por se cruzar. 

Este doloroso longa marcou a estreia do ator Tim Blake Nelson como diretor e roteirista. Ele consegue passar toda a falta de perspectivas na vida em uma cidade pequena americana, o que leva algumas pessoas a tomar decisões que resultam em situações ainda mais difíceis. 

Destaque para as atuações dos hoje apenas coadjuvantes Nick Stahl e Martha Plimpton. Cada um a sua maneira entregam interpretações fortes e trágicas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Um Domingo de Chuva

 

Um Domingo de Chuva (Like Sunday, Like Rain, EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Frank Whaley
Elenco – Leighton Meester, Julian Shatkin, Debra Messing, Billie Joe Armstrong, Georgia Ximenes Lifsher, J. Cameron Smith, James McCaffrey, Olga Merediz.

Eleanor (Leighton Meester) é uma jovem que por falta de opção aceita um trabalho como babá de um garoto de doze anos filho de um casal de milionários que vive em uma enorme casa em Manhattan.

Ao encontrar o garoto Reggie (Julian Shatkin), Eleanor se surpreende com a inteligência acima da média e a independência fruto do abandono dos pais, que o deixa diariamente com os empregados da casa. 

Escrito e dirigido pelo ator Frank Whaley, que tem uma longa carreira quase sempre como coadjuvante, esse longa entrega uma sensível história de amizade entre pessoas de idades, classes sociais e mundos completamente diferentes. 

É interessante que o roteiro aos poucos mostra que a jovem de família pobre tem muitas semelhanças com o garotinho rico. Os problemas familiares podem ser diferentes por conta da classe social, mas as consequências na vida dos envolvidos são igualmente dolorosas. 

A busca por laços profundos é algo forte, quase inconsciente, assim como a falta desses laços nos jovens leva ao isolamento, a tristeza e até a coisas piores em alguns casos. 

Destaque para a sensível atuação de Leighton Meester e para interpretação espontânea de Julian Shatkin, que fez apenas mais dois filmes após esse trabalho e estranhamente está desde 2020 longe das telas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Um Pai para Lily

 

Um Pai para Lily (Bob Trevino Likes It, EUA, 2025) – Nota 7,5
Direção – Tracie Laymon
Elenco – Barbie Ferreira, John Leguizamo, French Stewart, Lauren “Lolo” Spencer, Rachel Bay Jones, Ted Welch.

Lily Trevino (Barbie Ferreira) é uma jovem solitária tratada com desprezo pelo pai Bob (French Stewart). Um dia ao tentar encontrar o perfil do pai nas redes sociais, Lily termina por enviar uma mensagem para outro Bob Trevino (John Leguizamo), que de forma surpreendente responde, dando início a uma inusitada relação de amizade. 

Este longa é inspirado numa história real vivida pela diretora Tracie Laymon, que conseguiu transformar em uma obra extremamente sensível. É curioso que algumas situações parecem um pouco exageradas no início, porém o desenrolar da narrativa leva a uma história muito mais profunda, sobre solidão, perdas e família. 

A atriz Barbie Ferreira se derrama em lágrimas em algumas sequências, enquanto John Leguizamo cria uma sujeito de bom coração que tenta reencontrar um objetivo na vida. É um daqueles filmes pequenos que entregam muito mais do que a premissa promete.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Operação Delta Force

 

Operação Delta Force (Operation Delta Force, EUA, 1997) – Nota 5,5
Direção – Sam Firstenberg
Elenco – Ernie Hudson, Jeff Fahey, Frank Zagarino, Joe Lara, Rob Stewart, Todd Jensen, Hal Holbrook.

Um grupo de soldados da Força Delta é designado para caçar um vilão que roubou um vírus letal. Esse fio de história é a base da trama desse longa de ação B com a cara dos anos noventa que foi produzido pela Nu Image, empresa fundada por produtores que trabalharam na Cannon que faliu em 1989. São várias sequências de ação com tiros, explosões e figurantes sendo abatidos. 

A curiosidade fica para o elenco que tem Ernie Hudson de “Os Caça-Fantasmas”, Jeff Fahey de “Lost”, o ótimo Hal Holbrook em um pequeno papel como comandante do exército e rostos conhecidos dos filmes de ação de baixo orçamento como Frank Zagarino e Joe Lara, além da direção de Sam Firstenberg, famoso pelo clássico B do anos oitenta “Guerreiro Americano”. 

Esse longa em quatro sequências ruins com elencos diferentes.

Operação Força Delta II (Operation Delta Force 2: Mayday, EUA / África do Sul, 1997) – Nota 4,5
Direção – Yossi Wein
Elenco – Michael McGrady, Dale Dye, Todd Jensen, J. Kenneth Campbell, Gavin Hood, Dale Dye.

Uma navio da marinha americana é sequestrado por terroristas. O grupo Delta Force é enviado para resolver a situação, porém com um detalhe. O capitão do navio (Dale Dye) é o pai do líder da unidade de resgate (Michael McGrady). Diversas sequências de ação exageradas e nada mais.

Operação Delta Force 3: Alvo Marcado (Operation Delta Force 3: Clear Target, EUA / África do Sul, 1998) – Nota 5
Direção – Mark Roper
Elenco – Jim Fitzpatrick, Bryan Genesse, Greg Collins, John Simon Jones, Gavin Hood, Darcy La Pier.

Esse terceiro longa da franquia tem novamente um elenco diferente e uma trama em que a Força Delta enfrenta um terrorista que deseja soltar uma arma biológica em Nova York. O filme é um pouco melhor que o anterior, com algumas sequências de ação aceitáveis e uma trama básica. É ruim, mas é possível assistir sem exigir muito.

Operação Delta Force 4: Engano Fatal (Operation Delta Force 4: Deep Fault, Bulgária / EUA, 1999) – Nota 3,5
Direção – Mark Roper
Elenco – Joe Lara, Greg Collins, Justin Williams, Johnny Messner, Gary Hudson, John Laughlin, Hayley Du Mond.

Neste quarto longa, a Força Delta é acionada para localizar um terrorista que pretende detonar um artefato para causar um grande terremoto. Com parte do elenco do filme anterior e uma trama ainda mais absurda, este é o pior da franquia ao lado do quinto.

Operação Delta Force 5: Fogo Cruzado (Operation Delta Force 5: Random Fire, EUA, 2000) – Nota 3,5
Direção – Yossi Wein
Elenco – Trae Thomas, Todd Jensen, Anthony Bishop, Emily Whitefield.

Este último filme da série leva a Força Delta a caçar um terrorista árabe que utiliza do controle mental para treinar ataques suicidas com bombas. A série fecha diretamente no fundo do poço.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Exit 8

 

Exit 8 (8-Ban Deguchi, Japão, 2025) – Nota 6
Direção – Genki Kawamura
Elenco – Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi, Kotone Hanase.

Um rapaz (Kazunari Ninomiya) sai de um vagão no metrô em Tóquio, sobe várias escadas e chega a um corredor onde parece não existir uma saída. Conforme tenta avançar, ele repete o caminho pelo mesmo corredor, passando sempre pelo mesmo homem e as mesmas placas publicitárias, além de ler um aviso que diz para seguir se tudo estiver igual ou retornar para o início caso veja alguma anomalia no ambiente. 

Este longa japonês que é baseado em um famoso game tem uma premissa bastante intrigante ao colocar o protagonista em uma espécie de looping infinito no mesmo corredor. Uma das teorias para o roteiro é que a ideia seria mostrar como a vida de muitas pessoas é um ciclo de repetições sem fim que podem causar ansiedade, medo e até o desespero. 

O grande problema é que o filme se torna repetitivo. Mesmo com uma pequena mudança de foco na metade final, a saga pelo corredor começa a cansar e tirar do interesse do espectador. O filme até certo ponto prova a que teoria da ciclo de vida repetitivo é mesmo cansativa.