segunda-feira, 7 de maio de 2018

Sem Identidade

Sem Identidade (Sin Nombre, México / EUA, 2009) – Nota 8
Direção – Cary Joji Fukunaga
Elenco – Edgar Flores, Paulina Gaitan, Kristyan Ferrer, Tenoch Huerta Mejia, Luis Fernando Peña, Diana Garcia.

Numa cidade no Estado de Chiapas no México, o jovem Casper (Edgar Flores) pertence a violenta gangue dos “Maras”, que tem como um dos “passatempos” perseguir e assaltar imigrantes ilegais que passam pela região em direção a fronteira com os EUA. 

Em Tegucigalpa, capital de Honduras, Sayra (Paulina Gaitan) é convencida pelo tio e pelo pai que ela não via há anos, para atravessar o país até o México e assim entrar clandestinamente nos EUA. O destino faz com que os caminhos dos dois jovens se cruzem. 

Dirigido pelo competente Cary Joji Fukunaga, responsável pela ótima série “True Detective”, este é um dos longas mais realistas sobre a imigração ilegal na América Central. Violência, preconceito, exploração e um mínimo de solidariedade são os ingredientes desta verdadeira saga dos imigrantes em busca de uma vida melhor. 

Outro ponto importante do roteiro é a força que as gangues de bairro tem no México, conseguindo atrair jovens pobres sem perspectivas, que vêem na vida de bandido a única chance de serem respeitados, mesmo de que uma forma totalmente equivocada. 

É um ótimo filme sobre uma problema atual e extremamente complexo.

3 comentários:

Liliane de Paula disse...

Esse filme deve ser muito interessante e vai se juntar as informações que o Programa "Que mundo é esse?" fez no muro que separa USA do México.
No Documentário mostra que já tem mexicanos fazendo um serviço na fronteira para mostrar o perigo e a violência que se tem, querendo entrar clandestinamente.
E mostra famílias separadas se falando através do muro-cerca.

E mostra a cidade de Juarez,(acho que é perto da fronteira) no México que já foi a mais violenta, deixou de ser e voltou a ser.

Estou vendo agora, um filme turco (Eksi Elmajar)na Netflix.
Parece interessante.

Luli Ap disse...

Olá Hugo
Fiquei curiosa com esse filme.
Realismo, preconceito, violência, exploração, mas ainda assim um pouco de solidariedade.
Um problema quase sem solução, que exige um olhar atento, sensível e responsável.
Dica devidamente anotada.
Bjs Luli
https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

Hugo disse...

Liliane - Juarez é divisa com os EUA, assim como Tijuana. São locais extremamente violentos.

Luli - É um filme bem realista, vale a pena conferir.

Bjos