quarta-feira, 15 de junho de 2016

Inferno nº 17 & 36 Horas


Inferno nº 17 (Stalag 17, EUA, 1953) – Nota 8
Direção – Billy Wilder
Elenco – William Holden, Don Taylor, Otto Preminger, Robert Strauss, Harvey Lembeck, Peter Graves, Neville Brand.

Natal de 1944, em um campo de concentração alemão, um grupo de oficiais e soldados americanos que estão presos acreditam que existe um espião entre eles. O suspeito é o sargento Sefton (William Holden), um sujeito que negocia cigarros com os guardas alemães para obter vantagens e que tem como único objetivo se manter vivo até o final da guerra. Os americanos planejam fugir, mas temem que Sefton seja o informante dos alemães, situação que ele nega com veemência. 

Antes dos filmes sobre fugas de campos de concentração se tornarem moda com o sucesso dos hoje clássicos “A Ponte do Rio Kway” e “Fugindo do Inferno”, o grande diretor Billy Wilder comandou este ótimo longa sobre o mesmo tema. Um dos diferenciais deste longa, são os diálogos afiados escritos por Wilder, que transformam uma trama pesada como a vida em um campo de concentração, em uma história leve em vários momentos, inclusive com toques de humor e ironia por parte do personagem de William Holden. Chega a ser engraçado o comandante do campo interpretado pelo diretor austríaco Otto Preminger, que cria uma caricatura do alemão disciplinado. Ótima diversão para quem gosta do tema e do estilo de Billy Wilder.

36 Horas (36 Hours, EUA, 1964) – Nota 6
Direção – George Seaton
Elenco – James Garner, Eva Marie Saint, Rod Taylor, Werner Peters, John Banner, Alan Napier.

Em 1944 durante a Segunda Guerra Mundial, poucos dias antes do chamado “Dia D”, o Major Jefferson Pike (James Garner) é avisado da data da invasão a Normandia, mas precisa manter suas atividades para despistar os espiões alemães. Ele segue para Lisboa como se fosse trabalhar normalmente, mas acaba sendo drogado e sequestrado. Ao acordar em um hospital, um oficial (Rod Taylor) diz para Pike que ele ficou desacordado durante seis anos. Realmente Pike não sem lembra de nada por causa da droga, mas na verdade o local é um acampamento alemão em que soldados, oficiais e enfermeiras estão disfarçados de americanos para tentar tirar de Pike os segredos sobre o Dia D. 

A interessante e ao mesmo tempo fantasiosa premissa é a melhor coisa do filme. Infelizmente a narrativa é lenta, as situações são arrastadas e praticamente não existe ação ou suspense, erros mortais para um filme de guerra. Os astros James Garner e Rod Taylor defendem bem seus papéis, mas é pouco para salvar o filme. Como informação, o longa foi filmado em preto e branco. 

5 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Acho que Inferno nº17 já seria uma comédia bem decente sem os exageros caricatos de Robert Strauss, que, por alum motivo fora da minha capacidade de compreensão, foi indicado ao Oscar de coadjuvante.

Cumps.

Pedrita disse...

eu vi faz tempo inferno 17 e gostei muito. beijos, pedrita

Hugo disse...

Gustavo - Muitas indicações da história do Oscar são um verdadeiro mistério e com o passar dos anos ficam ainda mais estranhas ao serem analisadas.

Pedrita - É um bom filme de guerra com pitadas de humor.

Abraço

Liliane de Paula disse...

Acho que todos os filmes com William Holden ele era elegantíssimo.
Meu pai era fã dele e eu fiquei.
E vi muitos filmes com ele, junto a meu pai.
Esse, não sei.

Hugo disse...

Liliane - William Holden deixou uma bela carreira, principalmente como protagonista nos anos cinquenta.