quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Um Grito no Escuro

Um Grito no Escuro (A Cry in the Drak ou Evil Angels, EUA / Austrália, 1988) – Nota 6,5
Direção – Fred Schepisi
Elenco – Meryl Streep, Sam Neill.

Em 1980 na Austrália, o casal Chamberlain, Michael (Sam Neill) e Lindy (Meryl Streep) decide viajar nas férias para Ayer’s Rock, um vale utilizado por turistas como acampamento ao lado de um enorme montanha. Levando os dois filhos pequenos e uma filha ainda bebê, o casal faz amizade com outros turistas, se reunindo durante a noite para relaxar. 

Após o bebê dormir, Lindy o coloca dentro barraca da família, porém poucos minutos depois, um cão selvagem (Dingo Australiano) sai correndo da tenda e ela percebe que a criança sumiu. O fato dá início a uma busca desesperada que conta com a ajuda de dezenas de pessoas. Sem sucesso na busca e com o casal que é adventista, se mostrando resignado pela perda da filha durante entrevistas para tv, um promotor passa a acreditar que a história é mentira, decidindo investigar e processar o casal. 

Esta premissa absurda é baseada numa história real que dividiu a Austrália, com muitas pessoas acreditando que tudo era mentira, já que não existia relato anterior algum de ataque de Dingo que tenha carregado um bebê. A história se desenrola por vários anos e tinha tudo para render um filme melhor, porém a direção pesada de Fred Schepisi (“Roxanne”) falha na narrativa lenta e na passagem do tempo. 

O ponto positivo é a atuação de Meryl Streep, que com um estranho cabelo estilo tigela cria uma personagem que se mostra fria em muitos momentos, mesmo passando por uma situação extrema. Esta atuação rendeu uma das várias indicações de Meryl para o Oscar. 

Como curiosidade, este longa foi uma das várias tentativas dos primos israelenses Menahem Golan e Yoram Globus, donos da falida produtora Cannon, de tentar emplacar um filme sério, porém se tornou mais um dos vários fracassos da dupla. 

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