terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Uma Fazenda do Barulho & Problemas Modernos

Uma Fazenda do Barulho (Funny Farm, EUA, 1988) – Nota 5
Direção – George Roy Hill
Elenco – Chevy Chase, Madolyn Smith, Joseph Maher. Kevin O’Morrison, Jack Gilpin, Mike Starr, Glenn Plummer.

Problemas Modernos (Modern Problems, EUA, 1981) – Nota 5,5
Direção – Ken ShapiroElenco – Chevy Chase, Patty D’Arbanville, Mary Kay Place, Dabney Coleman, Nell Carter, Brian Doyle Murray.

O ator Chevy Chase ficou famoso na tv americana trabalhando no "Saturday Night Live" durante os anos setenta, sendo companheiro de comediantes como Eddie Murphy, John Belushi e Steve Martin e acabou sendo o primeiro desta turma a abandonar o programa e se aventurar no cinema. Fez sucesso com filmes como "Clube dos Pilantras" e "Tudo bem no Ano que Vem", mas sua carreira foi irregular, estrelando também estes dois filmes com pouco graça.

Em "Uma Fazenda do Barulho", Chevy Chase é um cronista esportivo que resolve largar seu emprego em Nova Iorque e se mudar com a esposa (Madolyn Smith) para uma fazenda. Morando na fazenda percebe que a vida não será tão fácil quanto imaginada, além de ter de conviver com o estranhos moradores da pequena comunidade.

Filme feito na época em Chevy Chase era um astro e que tentava repetir o sucesso de “Férias Frustradas”, mas que acabou fracassando. O estranho é ver o ótimo diretor George Roy Hill de “Butch Cassidy” e “Golpe de Mestre” errar feio aqui.

Já em "Problemas Modernos" ele interpreta um controlador de vôo extremamente estressado, que foi abandonado pela namorada e acaba sendo contaminado por lixo radiotivo, passando a ter poderes paranormais. Tentando de se aproveitar da tragédia, ele procura resolver seus problemas com ajuda de seu novo poder, mas acaba apenas piorando a situação.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Bombas - Parte I

Todos os cinéfilos com certeza já deram de cara com bombas cinematográficas, sendo em alguns casos aqueles filmes com atores de renome ou com um diretor premiado, que todos esperam com ansiedade e se decepcionam rapidamente, porém neste espaço estou inaugurando a sessão "Bombas", com filmes desconhecidos, outros até com pessoas conhecidas envolvidas, mas que no geral podem ser considerados como dinheiro jogado fora para o produtor, fim de carreira para quem participou e tempo perdido para quem assistiu. Espero a opinião de vocês e por favor citem aqueles que vocês assistiram ou alguma outra maravilha que pode ser encaixada neste categoria.

Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, EUA, 1989) – Nota 4
Direção – Dwight H. Little
Elenco – Robert Englund, Jill Schoelen, Alex Hyde White, Billy Nighy. Esta versão B da obra clássica de Gaston Leroux tem como único trunfo “o eterno Freddy Krueger” Robert Englund no papel do ator deformado que deseja vingança. O diretor Dwight H. Littlte fez também pérolas como "Anaconda II" e "Halloween IV". Como curiosidade, o hoje famoso Bill Nighy em papel de coadjuvante. Esta obra eu assisti em uma daqueles sessões de filmes do SBT.

O Exterminador do Século XXVIII (Trancers, EUA, 1985) – Nota 4,5
Direção - Charles Band
Elenco – Tim Thomerson, Helen Hunt, Michael Stefani, Art LaFleur, Richard Herd.
Tim Thomerson é um policial do século 23 que volta no tempo até o século 20 perseguindo um assassino que tem o poder de transformar suas vítimas em zumbis. Essa bobagem foi dirigida pelo especialista em filmes de terror e ficção de baixo orçamento Charles Band e tem como curiosidade a participação de uma jovem Helen Hunt como namorada do herói. Acreditem ou não, assisti esta bomba no cinema quando era adolescente, péssima escolha.

Keruak, o Exterminador de Aço (Vendetta dal Futuro, 1986, Itália) – Nota 2
Direção - Martin Dollman
Elenco – Daniel Greene, Janet Agren, John Saxon, Claudio Cassinelli, George Eastman.
Esta cópia picareta de “O Exterminador do Futuro” foi dirigido pelo italiano Sergio Martino com pseudônimo de “Martin Dollman” e em cada país teve um título diferente. Aqui no Brasil chegou como “Hands of Steel”, mesmo título americano, mas resolveram traduzir como Exterminador para tentar faturar com o sucesso do filme de Schwarzenegger. O papel do herói misto de homem e máquina ficou com o péssimo Daniel Green e o eterno vilão John Saxon participa para ganhar um dinheiro fácil. Um dos primeiros filmes que assisti em videocassete, sabe quando alugamos vários e no final resolvemos pegar mais um? Foi isso. rs

Um Biruta na Casa do Espanto (Hillbillys in a Haunted House, EUA, 1967) – Nota 1
Direção - Jean Yarbrough
Elenco – John Carradine, Basil Rathbone, Lon Chaney Jr, Ferlin Husky.
Este inacreditável filme conta as aventuras de uma bando de música country que se hospeda em um casa mal assombrada e tem de enfrentar monstros e tipos estranhos interpretados por antigos astros de filmes de terror em final de carreira e em completa decadência. Com certeza o pior filme que já assisti, vale nota 1 apenas por existir. Mais um pego em locadora para completar o lote.

As Incríveis Aventuras de Duas Garotas Apaixonadas (The Incredibly True Adventure of Two Girls in Love, EUA, 1995) – Nota 3
Direção – Maria Maggenti
Elenco – Lauren Holloman, Nicole Ari Parker, Kate Stafford, Sabrina Artel, Dale Dickey.
O filme conta uma histriônica história de duas jovens apaixonadas, uma pobre vivendo com amigas também homossexuais e outra rica e mimada que tenta esconder a condição de sua família. Tema polêmico contado de forma histriônica e com péssimas interpretações. Lauren Holloman e Nicole Ari Parker até que conseguiram uma carreira, mas este início é péssimo. TV a cabo durante a tarde no meio da semana, canal HBO, eu estava em casa não me lembro por qual motivo e resolvi passar o tempo. Tempo perdido.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Fama

Filme Assistido nº 187
Fama (Fame, EUA, 1980) – Nota 8
Direção – Alan Parker
Elenco – Irene Cara, Lee Curreri, Gene Anthony Ray, Barry Miller, Steve Inwood, Paul McCrane, Joanna Merlin, Anne Meara, Laura Dean.

O diretor Alan Parker mostra com muito talento a luta pelo sucesso, além das angústias, desejos, amores e disputas entre os alunos de uma Escola de Artes em Nova Iorque, conseguindo como resultado a indicação para seis Prêmios Oscar sendo vencedor nas categorias de Trilha Sonora e Canção Original interpretada pela também atriz que participa do longa, Irene Cara.

O filme foca em oito alunos vindo de classes sociais e etnias diferentes e com talentos variados, todos em busca do sucesso na carreira, tendo entre eles a atriz Coco Hernandez (Irene Cara), o músico Bruno Martelli (Lee Curreri), o dançarino Leroy Johnson (Gene Anthony Ray) e o comediante latino Ralph Garcey (Barry Miller).

O grande sucesso deste drama musical urbano e na época extremamente moderno, gerou uma série de tv que durou seis temporadas de 1982 a 1987.

Como curiosidade, o diretor Alan Parker dedicou grande parte da sua carreira a dramas musicais, na época deste filme ele já havia realizado “Bugsy Malone – Quando as Metralhadoras Cospem” com um elenco de crianças num filme musical sobre gangsters, inusitado e divertido, inclusive com Jodie Foster no elenco. Depois ele faria ainda o cultuado “Pink Floyd – The Wall”, “The Commitments – Loucos pela Fama” e “Evita”.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O Fã - Obsessão Cega

O Fã – Obsessão Cega (The Fan, EUA, 1981) – Nota 5,5
Direção – Edward Bianchi
Elenco – Lauren Bacall, Maureen Stapleton, James Garner, Griffin Dunne, Michael Biehn, Hector Elizondo, Anna Maria Horsford, Dwight Schultz, Dana Delany.

Um vendedor (Michael Biehn de “O Exterminador do Futuro”) grande fã da de teatro Sally Ross (a veterana Laura Bacall), envia dezenas de cartas que são rejeitadas pela atriz, o que transforma a paixão em obsessão e ódio e leva o vendedor a perseguir primeiro os amigos da atriz para tentar se aproximar dela e depois a própria atriz.

Suspense que apesar do bom elenco não consegue um bom resultado, fruto provavelmente da fraca direção que não consegue fazer a o filme deslanchar. O destaque com certeza é o elenco e a oportunidade de ver a grande estrela Laura Bacall em um papel principal.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Santa Claus - O Maravilhoso Mundo de Papai Noel

Santa Claus - O Maravilhoso Mundo de Papai Noel (Santa Claus, EUA, 1985) – Nota 6
Direção - Jeannot Szwarc
Elenco – Dudley Moore, John Lithgow, David Hudlestone, Burgess Meredith, Judy Cornwell.

Um pouco antes do Natal o chefe dos elfos, Patch (Dudley Moore) é seduzido pelo empresário inescrupuloso B. Z. (John Lithgow) e comanda uma greve dos ajudantes do Papai Noel (David Hudleston), porém o que B. Z. deseja apenas é atrapalhar a entrega de presentes de Papai Noel e faturar muito dinheiro com a venda de brinquedos.

Filme com bons efeitos especiais para a época, que tem como alvo principal as crianças, mostrando a fabrica de brinquedos de Papai Noel bem colorida e cheia de engenhocas, que também tenta fazer uma crítica ao consumismo e passar uma mensagem de harmonia no Natal.

Fiquei em dúvida sobre o que postar no Natal, mas resolvi escrever sobre este pequeno filme que é o único sobre o tema que eu assisti no cinema, isso há mais de vinte anos.

Além disso agradeço a todos os que visitam meu blog regularmente, pelos seus comentários, opiniões e críticas, sei que nem sempre retribuo a visita na mesma proporção, mas podem ter certeza que se o meu tempo fosse maior estaria todos os dias lendo os seus blogs.

Que todos vocês tenham um Natal repleto de harmonia, paz e tranquilidade junto de suas famílias e que mesmo sendo difícil, temos de tentar manter o espírito deste época em todos os dias de nossas vidas, com certeza todos seriam mais felizes.

FELIZ NATAL !!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Falcões da Noite

Filme Assistido nº 186
Falcões da Noite (Nighthawks, EUA, 1981) – Nota 7,5
Direção – Bruce Malmuth
Elenco – Sylvester Stallone, Billy Dee Williams, Rutger Hauer, Lindsay Wagner, Persis Khambatta, Nigel Davenport, Joe Spinell.

Este bom filme policial se passa em Nova York no início dos anos oitenta, quando uma dupla de policiais violentos formada pelo veterano do Vietnã (Sylvester Stallone) e seu parceiro (Billy Dee Williams) tem de enfrentar um terrorista (Rutger Hauer), responsável por atentados na Europa e que agora pretende atacar em Nova York.

O modo bruto de agir da dupla faz eles entrarem em conflito com seus superiores, além do personagem de Stallone também estar tentando se reconciliar com a esposa (Lindsay Wagner, do seriado “A Mulher Biônica”), com tudo isso atrapalhando a caçada ao terrorista.

O filme segue a linha das obras do gênero feitas na década de setenta, tendo boas cenas de ação, com Stallone e Billy Dee Williams mostrando uma boa química, além de Rutger Hauer em seu tipo preferido de papel, o bandido cínico e frio.

Duas curiosidades, a primeira é uma inusitada cena em que Stallone se disfarça de mulher para capturar um bandido e a segunda é sobre o falecido diretor Bruce Malmuth, que deixou poucos filmes no currículo, entre eles um dos poucos de boa qualidade estrelados por Steven Seagal, que mesmo sendo absurdo é competente em termos de ação, chamado “Difícil de Matar”, onde Seagal é um policial que fica em coma por sete anos e acorda com sede de vingança.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Faca de Dois Gumes & Como Nascem os Anjos

Faca de Dois Gumes (Brasil, 1989) – Nota 6
Direção – Murilo Salles
Elenco – Paulo José, Marieta Severo, José de Abreu, Flávio Galvão, Ursula Canto, Paulo Goulart, José Lewgoy, Fernando Peixoto, Pedro Vasconcelos.

Como Nascem os Anjos (Brasil, 1996) – Nota 7,5
Direção – Murilo Salles
Elenco – Larry Pine, Priscila Assum, Silvio Guindane, Ryan Massey, André Mattos, Antônio Grassi, Enrique Diaz.

O diretor Murilo Salles fez estes dois dramas policiais que são parecidos apenas no gênero, mas tocam em temas bem diferentes, enquanto um foca em traição e vingança, o outro é uma crítica sobre os problemas sociais de nosso país.

Em "Faca de Dois Gumes", o advogado Jorge Bragança (Paulo José) descobre que sua mulher Vera Lúcia (Ursula Canto) o está traindo com seu melhor amigo, que também é seu sócio (Flávio Galvão). Inteligente e cego pela sede de vingança, arma um plano que parecia perfeito, porém a pressão do delegado Fontana (José de Abreu) que acredita ter sido um crime passional e a ameaça de desconhecidos que tinham ligação com seus sócio e acabam seqüestrando seu filho, levam o advogado a um beco sem saída.

Baseado num conto de Fernando Sabino, a história é a mesma de vários filmes do gênero, começando bem com um clima de suspense durante a execução da vingança, mas que acaba ficando confusa da metade para o final e perde um pouco de sua força. Ainda assim é um filme razoável feito numa época em que o cinema brasileiro estava em baixa.

Já "Como Nascem os Anjos" tem início quando o ignorante Maguila (André Mattos) mata por acidente o chefão do tráfico em um morro do Rio de Janeiro e na fuga leva a garota Branquinha (Priscila Assum) que diz ser sua esposa e o garoto Japa (Silvio Guindane). Chegando em um bairro de classe alta, Maguila precisa usar o banheiro e pede para um homem que está saindo de casa, o americano William (Larry Pine), porém o estrangeiro assustado pensando ser um assalto pede socorro a seu motorista que inicia um tiroteio que termina na morte do mesmo, fazendo com que todos entrem para a mansão e se inicie um seqüestro por acaso.

Este é apenas o início de um drama que aumenta a tensão com a chegada da polícia e os bandidos, se é que podemos chamar Maguila e as duas de crianças desse nome, que apenas querem sair dali e tocar suas vidas, mas sabem que isso será quase impossível.

O filme toca em temas comuns na nossa sociedade como violência, preconceito, falta de perspectivas e a grande diferença social, tudo isso misturado num caldeirão pode gerar situações limites, como a que é mostrada neste bom drama.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, EUA, 2007) – Nota 7,5
Direção – Andrew Dominik
Elenco – Brad Pitt, Casey Affleck, Sam Rockwell, Mary Louise Parker, Sam Shephard, Jeremy Renner, Paul Schneider, Garrett Dillahunt, Michael Parks, Ted Levine, James Carville, Zooey Deschanel.

Este interessante faroeste conta os últimos meses da vida do célebre assaltante de bancos Jesse James (Brad Pitt), aqui com trinta e quatro anos e todos os seus homens de confiança do bando tendo sido presos ou assassinados, vê ainda seu irmão mais velho Frank (Sam Shephard) resolver largar a vida de crimes após aquele que seria seu último assato a trem.

Sem o irmão e rodeado por homens que ele não confia, entre eles Robert Ford (Casey Affleck) que seria seu assassino, vivendo com sua esposa (Mary Louise Parker) e filhos, usando um nome falso, Jesse se mostra um sujeito imprevisível, com mudanças de humor e atitudes que apavoram seus homens, sempre preocupado em quem tentará ganhar a recompensa pela sua cabeça. Robert Ford será este homem, mas também pagará um preço caro pela atitude.

O diretor Andrew Dominik construiu um faroeste muito mais psicológico do que de ação, jogando a maioria de suas fichas nas interpretação de Brad Pitt, como eu já citei e em Casey Affleck que faz um jovem Robert Ford angustiado, confuso e inseguro, que tem em Jesse James seu ídolo mas que aos poucos começa a querer tomar o lugar e a fama dele, passando a impressão de querer viver a vida do ídolo.

Destaque também para Sam Rockwell no papel do irmão de Robert Ford, como um sujeito que pertence ao bando de Jesse, mas morre de medo do chefe.

Um detalhe negativo é a longa duração do filme, ficando a impressão de que pelos uns trinta minutos a menos já seriam suficientes para contar bem a história, deixando um filme mais conciso.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Expresso de Chicago

Filme Assistido nº 184
O Expresso de Chicago (Silver Streak, EUA, 1976) – Nota 7,5
Direção – Arthur Hiller
Elenco – Gene Wilder, Jill Clayburg, Richard Pryor, Ned Beatty, Richard Kiel, Patrick McGoohan, Clifton James, Ray Walston, Scatman Crothers, Valerie Curtin, Fred Willard.

Durante um viagem de trem para Chicago, George Caldwell (Gene Wilder) conhece a bela secretária Hilly (Jill Clayburgh) com quem acaba flertando, porém em seguida acaba testemunhando um assassinato e a garota sendo seqüestrada. Ninguém no trem acredita em sua história e ele acaba sendo perseguido, tendo a ajuda apenas do trapaceiro Grover (Richard Pryor).

Engraçada comédia de ação, que bebe na fonte dos filmes policiais e de espionagem, inclusive utilizando como vilão o ator Richard Kiel, que fez o personagem “Dentes-de-Aço” em dois filmes da série 007.

O resultado é muito bom e marca a primeira parceria da dupla Gene Wilder / Richard Pryor que fariam mais duas comédias juntos, “Loucos de Dar Nó” e “Cegos, Surdos e Loucos”.

Como curiosidade, o comediante Gene Wilder estreou no cinema em um pequeno papel no clássico “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas”.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Expresso da Meia-Noite

Filme Assistido nº 183
O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express, EUA, 1978) – Nota 8,5
Direção – Alan Parker
Elenco – Brad Davis, Irene Miracle, Bo Hopkins, Randy Quaid, John Hurt, Norbert Weisser, Paolo Bonacelli.

O jovem estudante Billy Hayes (o falecido Brad Davis) tenta embarcar na Turquia de volta para os EUA com pacotes de haxixe presos ao corpo, porém é descoberto por policiais, acaba sendo preso e sentenciado a quatro anos de cadeia. Jogado em um presídio imundo, dominado por guardas sádicos, ele passa por todo tipo de provação junto com outros presos, vividos por atores como Randy Quaid e John Hurt. Estas amizades e mais sua força interior fazem com que consiga suportar a dor, porém quando está prestes a ser libertado, sua pena é alterada para trinta anos, causando desespero e mostrando como única saída tentar fugir daquele inferno.

Este filme é baseado em história real acontecida no início dos anos setenta e se transformou num dos melhores sobre prisão da história do cinema, além de criticar ferozmente o sistema prisional e a justiça da Turquia, que é mostrado como corrupto e desumano.

A trilha sonora de Giorgio Moroder consegue passar todo o desespero da situação e a direção de Alan Parker não poupa os nervos do espectador nesta jornada que mostra como o ser humano pode ser cruel com seu semelhante.

O único senão é que o personagem de Billy Hayes apesar de traficante é mostrado como um bom sujeito, que em virtude de um erro foi obrigado a pagar um preço caríssimo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Caravana da Coragem & Ewoks: A Batalha de Endor

Caravana da Coragem (Caravan of Courage: An Ewok Adventure, EUA, 1985) – Nota 6,5
Direção – John Korty
Elenco – Eric Walker, Warwick Davis, Fionnula Flanagan, Guy Boyd, Aubree Miller.


Ewoks – A Batalha de Endor (Ewoks: The Battle of Endor, EUA, 1985) – Nota 5
Direção – Jim Wheat & Ken WheatElenco – Wilford Brimley, Warwick Davis, Aubree Miller, Sian Phillips, Paul Gleason.

Quando “O Império Contra-Ataca” foi lançado nos cinemas fomos apresentados a uma aldeia cheia de bichinhos peludos chamados Ewoks, que participaram ativamente da seqüência final do filme, durante uma batalha no Planeta Endor. Percebendo o apelo dos personagens para as crianças e a possibilidade de aumentar a venda de produtos relacionados à trilogia, George Lucas produziu este “Caravana da Coragem” e a seqüência “Ewoks – A Batalha de Endor”.

Apesar de ser um caça-níquel, “Caravana da Coragem” é uma ficção legal e inofensiva que conta a história do casal de irmãos Cindel (Aubree Miller) e Mace (Eric Walker) que são encontrados por Wicket (Warwick Davis de “Harry Potter” e “Willow”), um pequeno Ewok, após sofrerem um acidente com a nave espacial em que viajavam com seus pais. Mesmo falando línguas diferentes, as crianças conseguem fazer entender que seus pais foram seqüestrados por um monstro. Com isso os simpáticos Ewoks organizam uma missão de resgate, que irá gerar uma boa aventura juvenil.

O sucesso deste filhote de “Guerra nas Estrelas” gerou uma continuação chamada “Ewoks – A Batalha de Endor” onde um exército liderado por um rei malvado e por uma bruxa má, ataca a vila dos Ewoks e desta vez os irmãos Cindel e Mace é que fogem para a floresta e armam um plano para derrotar os vilões com a ajuda de outros pequeninos que fugiram também. Desta vez sem o mesmo fôlego e com a impressão de que filme foi feito com pressa para aproveitar o sucesso do anterior, o resultado acaba sendo fraco.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia & Eu Matei Lúcio Flávio


Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (Brasil, 1977) – Nota 8,5
Direção – Hector Babenco
Elenco – Reginaldo Farias, Ana Maria Magalhães, Milton Gonçalves, Paulo Cesar Pereio, Ivan Cândido, Lady Francisco, Stepan Nercessian, Érico Vidal, Grande Otelo, José Dumont.

Eu Matei Lúcio Flávio (Brasil, 1979) – Nota 7
Direção – Antônio Calmon
Elenco – Jece Valadão, Monique Lafond, Anselmo Vasconcelos, Vera Gimenez, Otávio Augusto, Fábio Sabag, Nildo Parente, Paulo Ramos, Maria Lúcia Dahl.

Estes dois bons filmes policiais brasileiros da década de setenta ao mesmo tempo se contradizem e se completam. Os dois falam sobre o famoso bandido carioca da época Lúcio Flávio, sendo que o filme de Hector Babenco é uma biografia dos últimos dias antes dele ser preso e o longa de Antônio Calmon tem como personagem principal o policial Mariel Mariscotte, que participou de uma espécie de Esquadrão da Morte e se gabava de ter assassinado Lúcio Flávio, que aqui é mostrado apenas como um bandido qualquer.

O filme de Babenco é hoje um clássico do cinema brasileiro que conta a história do famoso bandido carioca Lúcio Flávio (Reginaldo Farias), que na década de setenta cometeu muitos crimes no Rio de Janeiro e em virtude de seu envolvimento com policiais corruptos, como Dr. Moretti (Paulo César Peréio), acabou sendo perseguido obstinadamente pelo honesto delegado Bechara (Ivan Cândido) e tendo sido capturado algumas vezes ainda conseguiu escapar espetacularmente, até que na última vez em que foi detido resolveu entregar o nome de vários policiais que ele sabia serem corruptos, o que decretou seu assassinato dentro da cadeia.

Ótimo filme policial com todos os ingredientes do gênero, com boa ação, ótimo elenco que tem ainda gente como Milton Gonçalves e Grande Otelo, porém que ficou com a fama por parte da crítica de ter sido um filme que tentou transformar o bandido Lúcio Flávio em herói. Mesmo assim é um filme obrigatório.

Já o filme dirigido por Antônio Calmon é quase uma resposta ao clássico “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” de Hector Babenco feito dois anos antes. Aqui ele conta a história do policial corrupto Mariel Mariscotte de Mattos (Jece Valadão), personagem real que nos anos setenta quando o Rio de Janeiro começava a ser dominado pelos traficantes ganhou fama por resolver casos e matar bandidos, até que entrou para um grupo de extermínio chamado “Homens de Ouro” e acabou indo parar na cadeia onde encontrou e matou o famoso bandido Lúcio Flávio (Paulo Ramos).

O resultado é um bom filme policial, que mostra o lado reacionário da policia e do estado numa época em que vivíamos sob a ditadura e por outro lado também tenta desmistificar o bandido/herói Lúcio Flávio. Destaque para a violência e para Jece Valadão no papel principal, além do ótimo Anselmo Vasconcelos, mais conhecido por papéis em comédias na tv, como um capanga de Mariel extremamente violento.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Feliz Natal (Brasil, 2008) – Nota 7,5
Direção – Selton Mello
Elenco – Leonardo Medeiros, Darlene Glória, Paulo Guarnieri, Graziela Moretto, Lúcio Mauro, Emiliano Queiroz, Fabrício Reis, Thelmo Fernandes.

A estréia do ator Selton Mello na direção tem como personagem principal Caio (o ótimo Leonardo Medeiros), que morando no interior e trabalhando em um ferro-velho resolve visitar a família na noite de natal, após alguns anos afastado.

Assim que Caio chega na casa percebemos logo que algo está errado naquela família, a mãe (Darlene Glória) é uma alcoólatra em tempo integral, o pai (Lúcio Mauro) está separado vivendo com uma jovem e nutrindo um grande ódio pelo filho Caio e pela ex-esposa, tratando bem apenas o outro irmão, Théo (Paulo Guarnieri) que vive um casamento fracassado com Fabiana (Graziela Moretto) e praticamente não dá atenção aos filhos. Esse quadro triste aos poucos vai se acentuando, ao mostrar que o filho Caio se afastou após uma tragédia e parece querer reparar um passado que não pode ser mudado.

A direção de Selton Mello filma grande parte da produção em close, trocando os diálogos pelas expressões dos personagens, que por sinal acabam dizendo mais do que palavras. Esta interessante escolha cansa um pouco em alguns momentos, mas o resultado final deste pesado drama é satisfatório.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Estranhos Invasores & Invasores de Marte

Estranhos Invasores (Strange Invaders, EUA, 1983) – Nota 6
Direção – Michael Laughlin
Elenco – Paul LeMat, Nancy Allen, Diana Scarwid, Michael Lerner, Louise Fletcher, Kenneth Tobey, June Lockhart, Wallace Shawn, Fiona Lewis, Dey Young, Jack Kehler.

Invasores de Marte (Invaders from Mars, EUA, 1986) – Nota 4
Direção – Tobe Hooper
Elenco – Karen Black, Hunter Carson, Timothy Bottoms, Louise Fletcher, Laraine Newman, James Karen, Bud Cort, Eric Pierpoint.

Estas duas produções dos anos oitenta bebem na fonte dos filmes de ficção dos anos cinquenta, onde invasores alienígenas eram os grandes vilões do gênero e algumas vezes até eram usados como instrumentos de propaganda do governo americano para mostrar como a América poderia ser invadida, sendo que na época os inimigos eram os comunistas, ou seja, uma grande paranóia.

O filme "Estranhos Invasores" começa em 1958 quando alienígenas invadem uma pequena cidade do interior dos EUA e substituem os humanos por clones. Depois de trinta anos um professsor (Paul LeMat) retorna a cidadezinha para procurar sua ex-esposa (June Lockhart) que desapareceu. Por um acaso ele descobre que a cidade foi tomada pelos invasores e procura ajuda com uma repórter sensacionalista (Nancy Allen de “Robocop”) que no início não acredita, mas depois acaba ajudando o professor.

Esta ficção alterna altos e baixos, com um ótimo clima de paranóia e ao mesmo tempo algumas cenas descartáveis. O diretor deu o papel de líder dos invasores ao veterano Kenneth Tobey como uma homenagem, já que ele trabalhou em vários filmes de ficção, inclusive tendo estrelado o clássico “O Monstro do Ártico”, filme em que John Carpenter se baseou para fazer “O Enigma do Outro Mundo”.

O longa "Invasores de Marte" também se passa numa pequena cidade dos EUA, onde cai uma espécie de estrela cadente seguida de uma explosão e na manhã seguinte o garoto David (Hunter Carson) percebe que seu pai (Timothy Bottoms) está agindo de forma estranha, além de ter um furo na nuca. Mesmo desconfiado ele vai para a escola e lá acontece o mesmo com sua severa professora (Louise Fletcher). O garoto consegue ajuda da enfermeira da escola (Karen Black, sua mãe na vida real) para fugir, mas os dois acabam sendo perseguidos pelos humanos, que na realidade foram possuídos pelos marcianos.

Esta refilmagem de um longa de mesmo nome dirigido por William Cameron Menzies, foi mais uma bola fora do diretor Tobe Hooper que fez fama com “O Massacre da Serra Elétrica” e “Poltergeist”, teve a chance e o dinheiro para fazer um grande filme em “Força Sinistra” mas não conseguiu e após este longa nunca mais acertou a mão. Este “Invasores de Morte” tem bons nomes no elenco, mas com péssimas atuações, além de gente do porte de Stan Winston e John Dykstra na parte técnica, mas nem mesmo isso pode salvar o filme.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Essa Pequena é uma Parada

Filme Assistido nº 179
Essa Pequena é uma Parada (What’s Up, Doc?, EUA, 1972) – Nota 8,5
Direção – Peter Bogdanovich
Elenco – Barbra Streisand, Ryan O’Neal, Kenneth Mars, Madeline Kahn, Austin Pendleton, Randy Quaid, M. Emmet Walsh, Michael Murphy, John Hillerman.

O diretor Peter Bogdanovich havia feito o grande drama “A Última Sessão de Cinema” e logo em seguida nos brindou com esta comédia maluca, homenagem aos filmes do gênero dos anos trinta, utilizando a célebre frase do personagem Pernalonga “Whats Up Doc?” como título (nos desenhos animados foi traduzida como “O que é que há velhinho?”).

A história começa com o músico Howard Bannister (Ryan O’Neal no auge da carreira) viajando com a noiva (a engraçada e falecida Madeline Kahn) para San Francisco onde pretende conseguir uma bolsa de estudos, porém a confusão começa quando chega ao hotel e cruza o caminho com a atrapalhada Judy Maxwell (Barbra Streisand) que acaba causando um troca de malas envolvendo jóias e documentos secretos.

O resultado é uma das grandes comédias dos anos setenta, com direito a muita correria, cenas estilo pastelão e com destaque para uma maluca perseguição de carros pelas ladeiras de San Francisco, que acaba lembrando um desenho animado. O elenco é ótimo, com Ryan O’Neal fazendo o cara tímido e Barbra Streisand a garota maluquinha.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Espião Trapalhão & Os Espiões que Entraram Numa Fria


Filme Assistido nº 177
O Espião Trapalhão (Hopscotch, EUA, 1980) – Nota 7
Direção – Ronald Neame
Elenco – Walter Matthau, Glenda Jackson, Ned Beatty, Herbert Lom, Sam Waterston.

Filme Assistido nº 178
Os Espiões que Entraram Numa Fria (Spies Like Us, EUA, 1985) – Nota 6
Direção – John Landis
Elenco – Chevy Chase, Dan Aykroyd, Steve Forrest, Donna Dixon, Bruce Davison, Bernie Casey, William Prince, Frank Oz.

Estas duas comédias tem como tema principal a sátira aos filmes de espionagem, uma delas dirigida por um craque do gênero como John Landis, mas mesmo assim com resultados apenas medianos.

Em "O Espião Trapalhão" um veterano agente da CIA (Walter Matthau) é obrigado a se aposentar por motivos políticos e querendo vingança resolver armar um plano para enganar americanos e russos. Usando vários disfarces, o ótimo Walter Matthau é o dono do filme que brinca com a Guerra Fria e tira sarro dos filmes de espionagem.

O longa "Os Espiões que Entraram Numa Fria" se passa no meio da Guerra Fria, quando os EUA detectam que a União Soviética vai lançar um míssil nuclear e para impedir isso manda a campo quatro agentes, dois especialistas e dois idiotas para serem usados como iscas (Chevy Chase e Dan Aykroyd) para atrapalhar os russos. Os mentores desta trama estão vigiando tudo de uma base subterrânea.

Esta é mais uma comédia que tenta usar a Guerra Fria como tema, mas apesar dos nomes de peso envolvidos, inclusive o diretor John Landis (de “Clube dos Cafajestes” e “Os Irmãos Cara de Pau”), o resultado é fraco, tendo algumas cenas engraçadas mas perdendo o rumo na parte final quando o filme tenta se levar a sério.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Queime Depois de Ler

Queime Depois de Ler (Burn After Reading, EUA, 2008) – Nota 8,5
Direção – Joel & Ethan Cohen
Elenco – George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich, Tilda Swinton, Brad Pitt, Richard Jenkins, Elizabeth Marvel, Davir Rasche, J. K. Simmons, Olek Krupa.

Os irmãos Cohen novamente nos brindam com uma comédia simples mas engraçadíssima, que começa um pouco devagar, apresentado personagens estranhos e aos poucos vai amarrando a trama de um modo inacreditável e nos fazendo rir pelo absurdo das situações.

A história começa quando o esquentado agente da CIA Osbourne Cox (John Malkovich) é colocado de lado na organização e acaba se demitindo. Com raiva da situação ele resolve escrever suas memórias, porém por uma obra do acaso o cd com seu livro cai nas mãos de dois funcionários de um academia, Linda Litzke (Frances McDormand) que deseja a todo custo fazer algumas cirurgias plásticas e o bobalhão personal trainer Chad (Brad Pitt), que juntos resolvem extorquir grana do ex-agente. Misture isso com o personagem do ex-policial Harry (George Clooney), caso mas metido a garanhão e amante da dondoca mulher de Osbourne, Katie (Tilda Swinton), mais medroso gerente da academia Ted (Richard Jenkins) que é apaixonado por Linda e teremos um emaranhado de confusões estapafúrdias, a marca dos irmãos Cohen.

Impagáveis também são os diálogos entre o chefe de Osbourne (David Rasche) e seu superior (J. K. Simmons), onde o primeiro tenta explicar o inexplicável e o outro sem entender nada tenta dar um parecer sobre a absurda situação. Diversão de primeira com risos garantidos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Espada de Gideon

Filme Assistido nº 176
A Espada de Gideon (Sword of Gideon, EUA, 1986) – Nota 7
Direção – Michael Anderson
Elenco – Steven Bauer, Robert Joy, Michael York, Lino Ventura, Rod Steiger, Colleen Dewhurst, Leslie Hope.

Baseado no mesmo livro que deu origem a “Munique” de Spielberg, esta minissérie feita para a TV conta a história real da vingança que o Serviço Secreto de Israel, o Mossad, planejou para assassinar todos os terroristas envolvidos no atentado que matou onze atletas de Israel nas Olimpíadas de Munique em 1972.

Os agentes incumbindos desta missão extra-oficial foram liderados por Avner (Steven Bauer, o parceiro de Al Pacino em “Scarface”) e tiveram a benção da poderosa primeira-ministra de Israel na época, Golda Meir (Colleen Dewhurst), porém se algo desse errado o governo de Israel negaria a participação.

O filme é eficiente no suspense e nas cenas de ação, tendo ainda ótimos coajuvantes como o inglês Michael York, o italiano Lino Ventura e o americano Rod Steiger, além da boa direção de Michael Anderson, que fez o clássico “A Volta ao Mundo em Oitenta dias”.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Escândalo, Pavor e Chamas & Joelma 23º Andar

Escândalo, Pavor e Chamas (The Triangle Factory Fire Scandal, EUA, 1979) – Nota 6,5
Direção – Mel Stuart
Elenco – Tovah Feldshuh, David Dukes, Lauren Front, Janet Margolin, Stacey Melkin, Ted Wass, Stephanie Zimbalist.

Joelma, 23º Andar (Brasil, 1980) – Nota 5
Direção – Clery Cunha
Elenco – Beth Goulart, Liana Duval, Carlos Marques, Ed Carlos, Marly de Fátima, Jesse James.

Estes dois filmes foram baseados em incêndios ocorridos em épocas bem distintas, o primeiro no início do século XX nos EUA e o segundo na década de setenta em São Paulo capital, tendo as duas tragédias deixado um grande saldo de vítimas e marcas tão fortes que fizeram cada um em seu tempo que os governantes tomassem atitudes para melhorar a segurança em locais de trabalho e edíficios.

Este "Escândalo, Pavor e Chamas" é um interessante drama feito para a TV, baseado na história real de um incêndio numa tecelagem em Nova Iorque em 1911 que matou mais de uma centena de trabalhadoras. O filme é contada a partir de um dia antes da tragédia, mostrando a vida de quatro mulheres que trabalham no local.

O filme não loi lançado em DVD e por ser tão pouco conhecido sequer consegui localizar o cartaz para postar. Assisti este filme há alguns anos, em virtude dele ter passado por diversas vezes na TV aberta.

Baseado no livro “Somos Seis” psicografado por Chico Xavier, "Joelma 23º Andar" foi o primeiro filme com tema espírita feito no Brasil, que utiliza o incêndio real do Edíficio Joelma em São Paulo no início da década de setenta como ponto principal. A história tem Lucimar (Beth Goulart) e seu irmão Alfredo (Carlos Marques) como funcionários de um escritório no edíficio, porém quando o incêndio acontece apenas Alfredo sobrevive. Como resultado a mãe dos dois, Lucinda (Liana Duval), não aceita a morte da filha e vai procurar o médium Chico Xavier, no papel dele mesmo, para tentar entrar em contato com o espírito da jovem. Como curiosidade, é o único filme feito sobre a tragédia e vale ser assistido para quem quer saber mais sobre ocorrido e sobre a doutrina espírita.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Turistas

Turistas (Turistas, EUA, 2006) – Nota 6,5
Direção – John Stockwell
Elenco – Josh Duhamel, Melissa George, Olivia Wilde, Desmond Askew, Beau Garrett, Max Brown, Agles Steib, Miguel Lunardi.

Nós brasileiros temos o hábito de não aceitar qualquer coisa possa denegrir a imagem do país no exterior, mesmo que o fato seja verdadeiro. Críticas de jornalistas estrangeiros ao nosso futebol ou a política, qualquer tipo de violência ocorrida aqui mostrada lá fora ou até mesmo um episódio dos Simpsons tirando sarro do país (como fazem há quase vinte com os EUA e o resto do mundo) são motivos para que os patriotas de plantão caiam de pau.

Isto aconteceu com este suspense “Turistas”, película filmada toda no Brasil que mostra um grupo de estrangeiros mochileiros que sofrem um acidente de ônibus e resolvem parar em uma praia para aproveitar o dia enquanto esperam outro ônibus para continuar a viagem e nesse local são roubados e seqüestrados por uma quadrilha de traficantes de órgãos humanos.

Como suspense o filme é razoável, lembra um pouco o australiano “Wolf Creek”, entre tantos outros filmes onde jovens são perseguidos por psicopatas, neste caso o líder da quadrilha é um médico, por outro lado tendo o Brasil, vide Rio de Janeiro como cenário acabou irritando muita gente, mas apesar dos exageros da trama, o filme mostra fatos que infelizmente acontecem por aqui, como a prostituta que se faz de apaixonada para ganhar uns dólares, os picaretas que querem fazer amizade com os estrangeiros para rouba-los e até o problema mundial do tráfico de órgãos. No geral é um filme para quem gosta do gênero suspense e terror mesmo sem grande qualidade e que não tem preconceito quanto a nacionalidade dos vilões no cinema.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ligeiramente Grávidos

Ligeiramente Grávidos (Knocked Up, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Judd Apatow
Elenco – Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd, Leslie Mann, Jason Segel, Jay Baruchel , Jonah Hill, Martin Starr, Joanna Kerns, Harold Ramis, Alan Tudyk, Bill Hader, Charlyne Yi.

Em uma balada Ben Stone (Seth Rogen) e Alison Scott (Katherine Heigl de “Grey’s Anatomy”) se conhecem, enchem a cara e acabam na cama. A história fica por aí, até que poucos meses depois Alison se descobre grávida e vai procurar Ben para contar a novidade. Este é apenas o início de uma relação confusa, engraçada e parecida com a realidade, nesta produção dirigida pelo craque em comédias Judd Apatow e com direito a participação de seus colaboradores fiéis, sendo o principal deles o ator Seth Rogen com quem trabalhou em “O Virgem de 40 Anos” e “Superbad”.

O filme se apóia na dificuldade do casal principal em lidar com a gravidez e com uma relação que começou por acaso, onde a bela Alison é certinha e trabalhadora e Ben (como na maioria dos papéis de Seth Rogen) vive ainda como um adolescente.

As partes mais engraçada são os diálogos escrachados e politicamente incorretos, em grande parte saindo da boca dos coadjuvantes, um pouco nas discussões e nas atitudes do casal Debbie e Pete, interpretados por Leslie Mann e Paul Rudd (que estavam também em o “Virgem de 40 Anos”) que mostram uma relação desgastada pelo tempo e pelos filhos de um modo engraçado e as vezes até estúpido, mas principalmente os diálogos entre os amigos de Ben, que por sinal moram todos juntos como adolescentes e tentam lançar um site sobre celebridades nuas mas sem nunca terminar o trabalho.

Os amigos são o metido a garanhão Jason Segel (Jason), o moleque nerd e medroso Jay (Jay Baruchel), o barbudo Martin (Martin Starr) que em virtude de uma aposta deixou barba e cabelo crescerem e se transforma no alvo de uma saraivada de piadas, que em sua maioria saem da boca do engraçadíssimo gordinho Jonah (Jonah Hill). Por sinal, Jonah Hill em poucos filmes já mostrou ter uma veia cômica de primeira, especialista em tiradas engraçadas e sem pudor, se transformou em um dos pilares da trupe de Apatow e até agora teve seu melhor papel no ótimo “Superbad”.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma Equipe Muito Especial & Armas e Amores








Uma Equipe Muito Especial (A League of Their Own, EUA, 1992) – Nota 7
Direção – Penny Marshall
Elenco – Tom Hanks, Geena Davis, Madonna, Lori Petty, Jon Lovitz, Bill Pullman, David Strathairn, Garry Marshall, Rosie O’Donnell, Tracy Reiner, Bitty Schram, Don Davis, Ann Cusack.

Armas e Amores (Swing Shift, EUA, 1984) - Nota 6
Direção – Jonathan Demme
Elenco – Goldie Hawn, Kurt Russell, Christine Lahti, Ed Harris, Fred Ward, Sudie Pond, Holly Hunter, Charles Napier, Roger Corman.

Durante a 2º Guerra Mundial grande parte dos homens adultos foram para o front, o que causou um grande falta de mão-de-obra nas fábricas e nos esportes, com isso muitas mulheres sairam de casa e tomaram os lugares dos maridos. Este fato é o tema principal destes dois bons filmes.

O filme "Uma Equipe Muito Especial" mostra quando um industrial (Garry Marshall) tem a idéia de montar um liga de baseball feminina e um dos times que acaba sendo formado tem duas irmãs (Geena Davis e Lori Petti) sendo treinadas por um ex-astro do esporte (Tom Hanks), hoje um alcoólatra que pouca se importa com o jogo, principalmente em se tratando de mulheres, e que aceitou o emprego apenas pelo dinheiro.

O filme que começa como uma comédia ligeira, se torna sério quando resolve tocar na questão do preconceito, que junto com os problemas financeiros da época podem ser fatores para o cancelamento da liga. Diversão passageira, misto de comédia e drama, por sinal uma especialidade da diretora Penny Marshal, que se apoia no ótimo elenco que consegue ser engraçado nas várias cenas de jogos e ao mesmo sério no dramas das jogadoras. Destaque para Tom Hanks no papel do treinador bêbado, obeso e relaxado.

Já "Armas e Amores" se passa em uma fábrica onde a dona de casa Kay (Goldie Hawn) e a dançarina Hazel (Christine Lahti), juntas com outra mulheres que nada conhecem sobre o assunto, resolvem trabalhar como operárias para substituir os maridos que estão na Guerra.

Confusões, dramas, infidelidade e histórias de amor se cruzam neste trabalho apenas mediano do bom diretor Jonathan Demme ("O Silêncio dos Inocentes"). Destaque para o elenco, principalmente para o casal Goldie Hawn ainda uma estrela no auge da carreira e Kurt Russell.

domingo, 30 de novembro de 2008

E o Vento Levou

Filme Assistido nº 173
E o Vento Levou (Gone with the Wind, EUA, 1939) – Nota 10
Direção – Victor Fleming
Elenco – Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia DeHavilland, Thomas Mitchell, Barbara O’Neill, Hattie McDaniel, Butterfly McQueen, Victor Jory, Jane Darwell, Ward Bond, George Reeves, Fred Crane.

Um dos maiores dramas já feitos para o cinema, conta a história de amor e ódio entre Rhett Butler (Clark Gable) e Scarlett O’Hara (Vivien Leigh). Tudo começa pouco antes da Guerra da Secessão quando em uma festa numa grande fazenda do sul dos EUA, Scarlett é cortejada por vários homens mas acaba declarando seu amor para Ashley (Leslie Howard), que agradece mas diz estar apaixonado por Melanie (Olivia DeHavilland) com quem irá se casar. Desapontada e brava ela é abordada pelo galanteador Rhett Butler com quem entra em conflito, principalmente após este comentar que se acontecer a guerra, o sul onde eles vivem seria derrotado.

Este é apenas o início de relações que se estenderão por toda a guerra entre estes personagens, com direito a casamentos sem amor, mortes, perda de fortunas e tudo que um drama épico pode mostrar.

Com um orçamento gigante para época o produtor David O Selznick trocou várias vezes de diretor, com Victor Fleming apenas dirigindo metade do filme, que teve na condução do restante da produção nomes famosos como George Cukor, Sam Wood e o fotógrafo William Cameron Menzies.

O filme concorreu a quinze Prêmios Oscar e ganhou dez, incluíndo Melhor Filme, Direção, Atriz para Vivien Leigh e Atriz Coadjuvante para Hattie McDaniel, por sinal foi a primeira pessoa de cor negra a ganhar um Oscar.

sábado, 29 de novembro de 2008

Entre Dois Amores

Filme Assistido nº 172
Entre Dois Amores (Out of Africa, EUA, 1985) – Nota 8
Direção – Sydney Pollack
Elenco – Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Donal McCann, Michael Kitchen, Michael Gough, Suzanna Hamilton.

Este vencedor de sete Prêmios Oscar, incluíndo de Melhor Filme e Direção é um drama autobiográfico escrito por Karen Blixen (usando o pseudônimo de Isak Dinesen). Ela uma Baronesa que dirige uma fazenda de café no Quênia em 1914, é casada com o Barão Hans Blixen (Klaus Maria Brandauer) por interesse e se descobre apaixonada pela África, até que acaba se envolvendo com o caçador Denys Finch (Robert Redford).

Este clássico triângulo amoroso é contada de forma discreta pelo diretor Sydney Pollack, se apoiando no ótimo trio principal e na bela fotografia e na direção de arte que usam com maestria os cenários naturais da África.

Apesar de ser um dos vencedores de Oscar menos festejados, este filme cumpre bem seu papel de drama biográfico e histórico.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

OZ - A Vida é uma Prisão

OZ - A Vida é uma Prisão (OZ, EUA, 1997 a 2003) - Nota 9
Criado por Tom Fontana e Produzido por Barry Levinson
Elenco - Ernie Hudson, Terry Kinney, Harold Perrineau, Lee Tergesen, J. K. Simmons, Dean Winters, Rita Moreno, George Morfogen, Eammon Walker, B. D. Wong, Kirk Acevedo, Scott William Winters, Christopher Meloni, Adewale Akinnouye Agbaje, Zeljko Ivanek, Eddie Falco, Luiz Guzman, John Lurie, Austin Pendleton.

Assisti muitos filmes policiais, suspenses, ação, terror e coisas do gênero, mas poucas vezes vi em uma produção personagens tão malvados como na premiada série produzida pela HBO “Oz – A Vida é uma Prisão”. Me lembro do primeiro episódio quando foram apresentados os detentos do local, que pareciam ser iguais a personagens de outras produções sobre prisão, mas a cada episódio fomos surpreendidos com a força da interpretações e o mal enraizado na maioria deles, o que acaba deixando uma mensagem: Mesmo que a prisão seja criada com todas as condições para o infrator se regenerar isto é impossível, pois a presença daqueles que não querem mudam contaminam o restante.

A história se passa no moderno presídio de segurança máxima Oswald, chamada de “Emerald City” pelas autoridades e apelidada de “Oz” pelos detentos, é um projeto criado por Tim McManus (Terry Kinney) que com suas técnicas tenta ressocializar os condenados. Mesmo tendo o apoio do severo e honesto diretor Leo Glynn (Ernie Hudson), as diversas facções existentes dentro do presídio as poucos se armam, criam alianças e comandam o tráfico de drogas, cigarros e tudo o que for possível. Misturando isso com a corrupção dos guardas e funcionários, além da politicagem do governador James Devlin (Zeljko Ivanek de “Damages”), o projeto não chega a lugar algum e a violência continua a dominar o local.

A série é radical no modo de mostrar a convivência destes grupos, mesmo a prisão sendo limpa, bem cuidada e organizada de acordo com o projeto de McManus, isso não impede as atitudes de extrema violência, como surras, assassinatos e estupros, além de um rebelião que ocorre ao final da primeira temporada.

Um dos grupos em questão é o dos nazistas liderados pelo violento Schillinger (J. K. Simmons de “Homem-Aranha”) e durante algum tempo com apoio de Chris Keller (Christopher Meloni de “Law and Order: SVU”) um psicopata assassino, mas em virtude das alianças que se formam entre inimigos para matar outro inimigo em comum ou para dominar algo como o tráfico de mercadorias, eles acabam se tornando inimigos. Os negros são liderados por Simon Adebisi (Adewale Aakinnouoye Agbaje, o Mr. Eko de “Lost”) e por um algum tempo dominam a prisão, quando McManus tem de dividir o poder com o também negro Martin Querns (Reg E. Cathey). Os latinos tem no poder Raoul “El Cid” Hernandez (Luiz Guzman) e Enrique Morales (David Zayas), os italianos começam sendo liderados por Nino Schibetta (Tony Musante) e os muçulmanos que tinham Jefferson Keane (Leon) no início, depois seguem Karim Said (Eammon Walker).

Vale citar que ao longo das temporadas vários destes personagens morrem e são substituídos por outros tão perversos quanto. Além destes, a série tem outros personagens importantes avulsos, aqueles que precisam se cuidar sozinhos para não serem vítimas, neste caso os principais são Tobias Beecher (Lee Tergesen), que foi preso por ter atropelado uma pessoa, e chegando na cadeia é rapidamente violentado por Schillinger, com quem terá diversas brigas durante a série. Outro personagem importante é Ryan O’Reilly (Dean Winters), de descendência irlandesa e criado a base de golpes pelo pai bêbado, se tranforma numa espécie de coringa que negocia com aquele que lhe oferecer proteção ao algo em troca, além de ser o mentor de muitas vinganças no local.

Poderia citar muitos personagens que entraram e saíram da série, sendo interpretados por gente como Edie Falco (a Carmela de “Família Soprano”), Luke Perry, B. D. Wong como o Padre Mukada, a veterana Rita Moreno, entre outros, porém o personagem mais importante da série é o ladrão paraplégico Augustus Hill (Harrold Perrineau, o Michael de “Lost”), que faz o narrador dos episódios de uma forma sarcástica, uma espécie de menestrel da tragédia, que informa o “currículo” de cada novo detento.

A série que foi criada por Tom Fontana e tem produção de Barry Levinson (“Rain Man”) é um marco na tv a cabo americana e como sempre a HBO deu um passo a frente com esta série que elevou os níveis de violência e tensão ao último grau.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Enigma da Pirâmide

Filme Assistido nº 171
O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes, EUA/Inglaterra, 1985) – Nota 7,5
Direção – Barry Levinson
Elenco – Nicholas Rowe, Alan Cox, Sophie Ward, Anthony Higgins, Freddie Jones, Michael Hordern.

No final do século XIX, Sherlock Holmes (Nicholas Rowe) e Sr. Watson (Alan Cox) se conhecem ainda adolescentes em uma escola inglesa e iniciam uma amizade que se torna parceria na investigação de crimes. O primeiro caso ocorre dentro do colégio onde vários assassinatos são cometidos e estranhos rituais acontecem.

O filme tenta mostrar o que teria acontecido se a dupla de investigadores tivesse se conhecido ainda jovem e como trunfos, tem a produção de Steven Spielberg e os efeitos especiais de primeira.

Como curiosidade o ator Nicholas Rowe foi coadjuvante em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, interpretando um dos drogados que produziam e vendiam maconha, um papel bem diferente deste.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Encruzilhada

Filme Assistido nº 170
A Encruzilhada (Crossroads, EUA, 1986) – Nota 8
Direção – Walter Hill
Elenco – Ralph Macchio, Joe Seneca, Jami Gertz, Joe Morton, Robert Judd, Steve Vai, Dennis Lipscomb, Harry Carey Jr.

Um jovem músico (Ralph Macchio) apaixonado por Blues procura uma canção perdida no tempo para chegar ao sucesso e neste caminho encontra um velho músico do gênero (Joe Seneca), que ajuda o garoto, mas diz que ele mesmo só conseguiu talento após vender sua alma ao diabo. O jovem acredita na história e acaba fazendo um pacto com o capeta, que só poderá ser desfeito caso ele venca um duelo de guitarras com o próprio demo.

Este filme é obrigatório para os fãs da música, principalmente de Blues, já que história cita lendas do gênero como Robert Johnson e tem um trilha sonora maravilhosa composta pelo grande Ry Cooder, que fez a trilha de “Paris, Texas” também.

O filme tem um antológico final, na sensacional seqüência do duelo de guitarras entre Macchio e o músico Steve Vai. Com certeza é o melhor filme e interpretação de Ralph Macchio, o eterno Karatê Kid.

Também é curioso ver o diretor Walter Hill especialista em filmes policiais e de ação, no comando deste longa que é uma homenagem ao Blues.

domingo, 23 de novembro de 2008

A Ambulância e Emergência Maluca











A Ambulância (The Ambulance, EUA, 1990) - Nota 6
Direção - Larry Cohen
Elenco – Eric Roberts, James Earl Jones, Megan Gallagher, Red Buttons, Janine Turner.

Emergência Maluca (Mother, Jugs & Speed, EUA, 1976) – Nota 5,5
Direção – Peter Yates
Elenco – Raquel Welch, Bill Cosby, Harvey Keitel, Allen Garfield, L. Q. Jones, Bruce Davison, Dick Butkus, Larry Hagman, Valerie Curtin.

Vou destacar hoje dois filmes que te uma ambulância como ligação, porém são bem diferentes no gênero, mas com resultados parecidos.

Este "A Ambulância" é um suspense B que tem Eric Roberts como um sujeito que auxilia uma garota que passa mal na rua, até que ela é resgatada por uma ambulância. Preocupado e ao mesmo tempo interessado na garota, ele vai até o hospital para ver como ela está porém tem uma surpresa, ninguém no hospital sabe da garota. Intrigado ele resolveu investigar e descobre uma conspiração onde outras pessoas socorridas por uma ambulância também sumiram.

Este filme dirigido pelo especialista em suspense e terror de baixo orçamento Larry Cohen, é interessante e mantém o suspense até o final, com um bom trabalho de Eric Roberts e do sempre competente James Earl Jones.

Já "Emnergência Maluca" é uma comédia onde uma ambulância é comandada por Raquel Welch, Bill Cosby e Harvey Keitel, que tem como trabalho efetuar o socorro de acidentes na cidade de Los Angeles, mas acaba se metendo em diversas confusões no trânsito e com os pacientes.

Filme dirigido por Peter Yates que ficou famoso na década de sessenta após dirigir o clássico filme policial “Bullit”, que tinha Steve McQueen no papel principal e foi a primeira produção com uma grandiosa seqüência de perseguição de carros. Aqui nesta comédia, a correria no trânsito é o que há de melhor e tem a marca de Yates.

Como curiosidade, na época Raquel Welch era uma estrela, enquanto Bill Cosby e Harvey Keitel estavam em início de carreira.

sábado, 22 de novembro de 2008

Em Busca do Ouro

Filme Assistido nº 168
Em Busca do Ouro (The Gold Rush, EUA, 1925) – Nota 9
Direção – Charles Chaplin
Elenco – Charles Chaplin, Georgia Hale, Mack Swain, Tom Murray.

Grande clássico de Chaplin interpretando um vagabundo que segue para o Alasca tentando encontrar ouro e durante o caminho faz amizade com Big Jim McKay (Mack Swain) e os dois seguem em busca da fortuna.

Com em grande parte dos seus filmes, Chaplin se apaixona para uma garota (Geórgia Hale) e cria seqüências maravilhosas, como a famosa dança dos pãezinhos e as cenas em que ele e o amigo morrendo de fome, comem suas botas como se fosse uma grande refeição e depois disso o amigo começa a persegui-lo alucinado pela fome, pensando que o vagabundo é um frango.

Como todo filme de Chaplin, é uma aula de cinema e um prazer para o coração de todos que assistem.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Em Busca da Vitória & Salto para a Glória

Em Busca da Vitória (Vision Quest, EUA, 1985) – Nota 6
Direção – Harold Becker
Elenco – Matthew Modine, Linda Fiorentino, Michael Schoeffling, Ronny Cox, Harold Sylvester, Charles Hallahan, Daphne Zuniga, Forest Whitaker, J. C. Quinn, Raphael Sbarge, Roberts Blossom, James Gammon, Madonna.

Salto Para a Glória (American Anthem, EUA, 1986) – Nota 3
Direção – Albert Magnoli
Elenco – Mitch Gaylord, Janet Jones, Michelle Phillips, Michael Pataki.

Dois filmes com o tema muito parecido, mais com resultados bem diferentes. Ambos mostram jovens atletas em crise familiar e ao mesmo tempo tendo de provar seu talento no esporte

No filme "Em Busca da Vítória" um jovem estudante (Matthew Modine) que pratica luta greco-romana e passa por uma crise em virtude de problemas familiares, além do confusões normais do colegial e ainda precisando se preparar para enfrentar um lutador que é campeão e mais forte do que ele vivido por Forest Whitaker, se envolve com uma mulher mais velha (Linda Fiorentino já no papel de sedutora) o que acaba o deixando ainda mais confuso.

Típico filme sobre jovem que precisa enfrentar obstáculos para vencer no esporte e ainda o achar o caminho do amor. Apesar do tema batido, o filme é correto e tem uma boa dupla principal, além de bons coadjuvantes como Whitaker, Schoeffling e Ronny Cox. O filme tem ainda auma pequena participação de Madonna cantando em uma festa.

Já em "Salto para a Glória" o medalista medalhista olímpico em Los Angeles 1984 Mitch Gaylord, estrela este fraco filme sobre um ginasta, é claro, que precisa provar seu valor no esporte, porém tem de enfrentar além dos obstáculos normais, vários problemas familiares e até a desaprovação do pai.

Filme feito especificamente para tentar aproveitar a fama de Gaylord na época, acabou sendo um fracasso pela falta de talento do protagonista e pela direção do péssimo Albert Magnoli, que havia feito o estranho musical “Purple Rain” com Prince no papel principal.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Em Algum Lugar do Passado

Filme Assistido nº 166
Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, EUA, 1980) – Nota 7
Direção – Jeannot Szwarc
Elenco – Christopher Reeve, Jane Seymour, Christopher Plummer, Teresa Wright, Bill Irwin, William H. Macy.

Um escritor (Christopher Reeve) é visitado por uma senhora durante a estréia de sua peça, sendo presenteado por ela com um antigo relógio e em seguida a senhora pede que ele volte para ela. Intrigado, ele começa a investigar e descobre que esta senhora é uma antiga atriz, que faleceu logo após lhe entregar o relógio. Vendo a foto dela quando jovem ele fica obcecado em voltar ao passado para conhece-la.

Interessante mistura de romance com ficção que fez sucesso na época, tanto pela história de amor quanto pelo carisma de Christopher Reeve, que vinha em alta depois de estrear no cinema com o hoje clássico “Superman – O Filme”.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Eles Não Usam Black-Tie & Garotas do ABC

Eles Não Usam Black-Tie (Brasil, 1981) – Nota 8
Direção – Leon Hirszman
Elenco – Gianfancesco Guarnieri, Fernando Montenegro, Bete Mendes, Carlos Alberto Riccelli, Lélia Abramo, Milton Gonçalves.

Garotas do ABC (Brasil, 2003) – Nota 7,5
Direção – Carlos Reichenbach
Elenco – Michelle Valle, Vanessa Alves, Natália Lorda, Luciele Di Camargo, Vanessa Goulart, Fernanda Carvalho Leite, Marcia de Oliveira, Viviane Porto, Selton Mello, Antonio Pitanga, Rocco Pitanga, Ângela Correa, Fernando Pavão, Dionísio Neto, Milhem Cortaz, Fábio Ferreira Dias, Ênio Gonçalves, Adriano Stuart, Vera Mancini, Alessandro Azevedo, Fafá de Belém.

Dois filmes produzidos com mais de vinte anos de diferença, mas que tem como palco o mesmo local, a região ao ABC paulista, uma região que foi marco da industrialização no Brasil e nos anos setenta virou palco do movimento sindical e agora nos século XXI perdeu grande partes de suas fábricas para outras cidades. Estes filmes mostram com clareza a realidade e as dificuldades de trabalhadores desta região nestas épocas distintas.

Baseado na peça de Gianfrancesco Guarnieri que inclusive encabeça o elenco, "Eles Não Usam Blakck-Tie" conta a história de uma família onde pai e filho são operários em uma fábrica no ABC paulista durante os anos setenta, sendo o pai (Gianfrancesco Guarnieri) um líder sindical e o filho (Carlos Alberto Riccelli) um simples operário, que acaba engravidando a namorada (Bete Mendes) no mesmo momento em que o pai lidera um greve. Preocupado em perder o emprego e não ter como sustentar o filho que está para nascer, ele resolve furar a greve e inicia um sério conflito familiar.

Este ótimo drama feito numa época em que ainda vivíamos sob a ditadura militar e qualquer tentativa de greve era visto como crime, além de acabar com centenas de pessoas perdendo seus empregos ou até mesmo sendo presas, mostra como esta situação influenciava no convivio familiar e na luta pela sobrevivência. O filme foi premiado em vários festivais e fez a fama do falecido diretor Leon Hirszman.

O diretor Carlos Reichenbach tinha na cabeça a idéia de fazer mais do que um filme devido a grande quantidade de personagens envolvidos na trama, fora vários outros que foram cortados da produção, mas em virtude da falta de dinheiro e apoio, resolveu dirigir apenas este "Garotas do ABC" e nos brindou com uma boa surpresa.

O filme também se passa no ABC Paulista no tempo atual e é dividido em duas partes: A primeira se passa na Tecelagem Mazini e a segunda no salão de danças Democrático. A história gira em torno da vida profissional e pessoal de várias funcionárias da tecelagem, que durante a semana sofrem com problemas cotidianos, como transporte, trabalho estressante que inclui discussões e acidentes. Já no final de semana mostra a vida pessoal, o lazer e seus dramas.

A personagem principal é a operária Aurélia (Michelle Valle), desinibida e fã de homens musculosos, tem o apelido de Schwarzenega e namora com o rude Fábio (Fernando Pavão) que é ligado a um grupo racista liderado pelo advogado Salesiano de Carvalho (Selton Mello), um filhinho de papai que tenta assustar negros e nordestinos através de ataques covardes.

O resultado é bom, porém o grande número de personagens que transitam pela história poderiam realmente render mais de um filme, assim como pensou Reichenbach. Personagens como o jornalista Nelsinho Torres (Ênio Gonçalves) que investiga os racistas, sendo famoso pelas entrevistas com o justiceiros da região, como Maleita (Alessandro Azevedo), o sindicalista picareta Professor André Luís (Dionísio Neto), o delegado de polícia Osvaldo Sampaio (Adriano Stuart) e a líder da operárias Paula Nelson (Natália Lorda) são muito bem desenvolvidos e ligam várias pequenas histórias neste interessante drama urbano.

domingo, 16 de novembro de 2008

Filhos da Esperança

Filhos da Esperança (Children of Men, EUA/Inglaterra, 2006) – Nota 9
Direção – Alfonso Cuarón
Elenco – Clive Owen, Julianne Moore, Michael Caine, Chiwetel Ejiofor, Pam Ferris, Danny Huston, Clare Hope Ashitey, Peter Mullan, Oana Pellea.

Em 2027 as mulheres não conseguem mais engravidar, sendo que a última criança que nasceu há dezoito anos acaba de ser assasssinada, levando o mundo à beira do caos, por sinal em uma época onde os imigrantes são caçados e expulsos das cidades, seitas apocalípticas recrutam adeptos e terroristas agem contra os governos.

No meio disso tudo Theo Faron (Clive Owen) um ex-ativista é recrutado por sua ex-esposa (Julianne Moore), agora uma líder do grupo terrorista “Peixes”, para conseguir um passe e escoltar uma jovem que misteriosamente está grávida (Clare Hope Ashitay). A jovem mesmo sendo uma imigrante é vista por Theo como uma luz no fim do túnel da humanidade, mas para manter esta esperança ele terá de protege-la do próprio grupo terrorista que deseja usá-la como um mártir e atravessar um verdadeira guerra para leva-la ao Projeto Humanidade, que tenta descobrir o porque da infertilidade no planeta.

Com uma produção de primeira e grandes seqüências, principalmente a meia-hora final no meio da guerra entre exército, imigrantes e terroristas, que muito lembra os grandes filmes da Segunda Guerra, mostrando um Reino Unido apocalíptico e destruído, o filme nos apresenta a uma verdadeira Babel moderna, com imigrantes do leste europeu jogados nas calçadas, mulheres árabes chorando a morte de parentes, tudo isso deixando uma sensação de abandono e falta de esperança. Uma grande obra de ficção, mas tirando a questão da infertilidade, não fica muito diferente da realidade de muitos países em guerra no momento.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Howard Hawks & John Wayne









Onde Começa o Inferno (Rio Bravo, EUA, 1959) – Nota 8,5
Direção – Howard Hawks
Elenco – John Wayne, Dean Martin, Angie Dickinson, Ricky Nelson, Walter Brennan, Ward Bond, Claude Akins.

Grande faroeste que tem John Wayne como um xerife que depois de ter prendido um assassino precisa defender sua cadeia do resto do quadrilha que se arma para libertá-lo. Ele terá ajuda apenas de um auxiliar bebâdo (Dean Martin), que é motivo de chacota na cidade, um velho deficiente (Walter Brennan) e um garoto que deseja provar ser bom no gatilho (Ricky Nelson), contando ainda com a decidida garota que o ama (uma jovem Angie Dickinson).

Esta parceria de Hawks e Wayne é de primeira, tanto nas ótimas cenas de ação como na boa história que acabam resultando num grande faroeste, com todos os elementos que o gênero pede. Como sempre Wayne dá conta do recado, sendo muito bem auxiliado por Dean Martin em um de seus melhores papéis da carreira como o bêbado e pelo veterano Walter Brennan.

El Dorado (El Dorado, EUA, 1966) – Nota 8
Direção – Howard Hawks
Elenco – John Wayne, Robert Mitchum, James Caan, Arthur Hunnicutt, Charlene Holt, Michele Carey, Edward Asner, R. G. Armstrong.

Este faroeste foi o penúltimo filme dirigido por Hawks, que conta história de um pistoleiro (John Wayne) que volta para sua cidade e precisa ajudar o seu amigo xerife (Robert Mitchum), que se entregou à bebida depois de uma desilusão amorosa e no momento se envolveu em briga de duas famílias por terras. Eles terão ajuda apenas do velho assistente de xerife (Arthur Hunnicutt) e do garoto rápido no gatilho (James Caan).

Apesar de ser quase uma refilmagem de “Onde Começa o Inferno” o resultado é dos melhores, também com ótimas cenas de ação (tiroteios eram especialidade de Howard Hawks), uma história bem amarrada e grandes desempenhos de Mitchum como xerife bêbado e de Hunnicutt como o velho esperto, além é claro da presença de John Wayne. Atenção para um jovem James Caan bem no início de carreira.

Rio Lobo (Rio Lobo, EUA, 1970) – Nota 7,5
Direção – Howard Hawks
Elenco – John Wayne, Jennifer O’Neill, Jack Elam, Christopher Mitchum, Jorge Rivero.

Último filme de Hawks e a quinta parceria com John Wayne não é tão bom como os anteriores, mas mesmo assim não faz feio ao gênero. Aqui John Wayne é o comandante de um trem que carrega ouro durante a Guerra da Secessão, porém seu trem é atacado por um grupo de confederados liderados por dois oficias (Jorge Rivero e Christopher Mitchum). Após o assalto e alguns outros incidentes Wayne e os dois confederados acabam se unindo para perseguir o responsável por uma série de roubos de trem.

Muita ação, com um ótima sequência inicial do assalto ao trem fazem deste um bom faroeste, que tem ainda como curiosidade a participação da bela Jennifer O’Neill (“Verão de 42”) ainda bem jovem e Wayne tendo como um dos parceiros o filho de Robert Mitchum, Christopher

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ela é o Diabo & Norbit

Ela é o Diabo (She-Devil, EUA, 1989) – Nota 4
Direção – Susan Seidelman
Elenco – Meryl Streep, Roseanne Barr, Ed Begley Jr, Sylvia Miles, Linda Hunt, A. Martinez, Maria Pitillo, Jack Gilpin.




Norbit (Norbit, EUA, 2007) – Nota 2
Direção – Brian Robbins
Elenco – Eddie Murphy, Thandie Newton, Terry Crews, Cuba Gooding Jr, Eddie Griffin, Katt Williams, Marlon Wayans.


Estes dois filmes são um exemplo de como fazer comédia de péssima qualidade, mesmo tendo gente de talento como Meryl Streep, Eddie Murphy e Cuba Gooding Jr nos elencos.

O filme "Ela é o Diabo" começa mostrando o casal Ruth (Roseanne Barr) e Bob (Ed Begley Jr) que estão bem casados, até que ele conhece e se apaixona pela escritora de sucesso Mary Fisher (Meryl Streep) e larga a esposa para morar com o novo amor. Isto desperta toda a ira da esposa rejeitada que fará de tudo para arruinar a vida do casal e especialmente a do ex-marido.

Comédia que fez algum sucesso no final dos anos oitenta, mas que é necessário ter muita paciência para agüentar a histriônica Roseanne Barr, que constrói uma personagem antipática ao extremo. As atuações de Ed Begley Jr como o marido banana e Meryl Streep como a escritora famosa de romances picaretas poderiam até ter ajudado no resultado final, mas fica difícil entrar no clima que a diretora queria dar ao filme tendo Roseanne a frente do elenco.

Já o talentoso Eddie Murphy já teve seu auge em filmes como a série “Um Tira da Pesada”, “Trocando as Bolas”, o divertido “Um Príncipe em Nova Iorque” entre outros, sendo que na última década fez algumas comédias rasteiras como “Dr. Dolittle” e “O Professor Aloprado” e teve um grande papel em “Dream Girls”, porém um dos seus últimos trabalho é o péssimo “Norbit”.

Aqui Eddie Muprhy faz o papel título, um órfão que é criado em um orfanato/restaurante chinês por Mr. Wong (o próprio Murphy) e se apega a pequena Kate (quando adulta a bela, mas fraquinha Thandie Newton), que logo é adotada. Em seguida ele acaba sendo “adotado” pela estranha Rasputia (quando adulta também interpretada por Eddie Murphy). Já adulto ele se casa com Rasputia que o trata como um idiota e pelos três irmãos bandidos dela. As coisas mudam quando Kate reaparece na cidade e pretende comprar o orfanato.

Este roteiro maluco misturado com a personagem intragável Rasputia, as diversas cenas constrangedoras, além de péssimos diálogos, acabam deixando o filme extremamente irritante ao invés de engraçado. Fica difícil entender como Murphy se meteu num projeto desses, que resultou no pior filme de sua carreira.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dupla Fatal

Filme Assistido nº 162
Dupla Fatal (Slaughter of the Innocents, EUA, 1994) – Nota 5
Direção – James Glickenhaus
Elenco ­­– Scott Glenn, Jesse Cameron Glickenhaus, Sheila Tousey, Zitto Kazann, Darlanne Fluegel, Zakes Mokae, Kevin Sorbo.

O agente do FBI Stephen Broderick (Scott Glenn) é encarregado de investigar o assassinato de duas crianças e acaba contando com a ajuda do filho Jesse (Jesse Cameron Glickenhaus, filho do diretor James), um pequeno gênio da informática que acaba ligando estes assassinatos com um estranha seita religiosa.

Neste policial B dirigido pelo especialista Glickenhaus, apesar do bom ator Scott Glenn no papel principal, o resultado é fraco e o diretor ainda tenta lançar seu filho como um pequeno astro, assim como no seu filme seguinte chamado “Viajantes do Futuro” (“Time Master”), mas não conseguiu sucesso e acabou desistindo.

O diretor Glickenhaus fez ainda nos anos oitenta o cult trash “O Exterminador”, sobre um veterano do Vietnã que após um tragédia se transforma num vigilante urbano e passar a assassinar bandidos e “A Fúria do Protetor”, o primeiro filme de ação que Jackie Chan fez nos EUA, onde teve com Danny Aiello como parceiro, mas que acabou fracassando.

domingo, 9 de novembro de 2008

Duelo ao Sol

Filme Assistido nº 161
Duelo ao Sol (Duel in the Sun, EUA, 1946) – Nota 8
Direção – King Vidor
Elenco – Jennifer Jones, Gregory Peck, Joseph Cotten, Lionel Barrymore, Lillian Gish, Herbert Marshall, Walter Huston, Butterfly McQueen, Charles Bickford, Harry Carey, Otto Kruger, Sidney Blackmer.

Faoreste dramático dirigido por King Vidor (“Guerra e Paz”) que conta a história da mestiça Pearl Chavez (Jennifer Jones) que após o pai ter matado a mãe adúltera e ser condenado a morte, vai morar em um rancho no Texas onde vive a ex-noiva de seu pai, Laura (Lílian Gish) hoje casada com o Senador Jackson (Lionel Barrymore) e seus dois filhos, o advogado Jesse (Joseph Cotten) e o rebelde Lewt (Gregory Peck). A chegada da mestiça dá início há um disputa pelo seu amor entre os irmãos, gerando brigas, traições e uma tragédia.

Diferente da maioria dos faorestes que tem a ação como tema principal, aqui temos no centro das atenções uma drama sobre família, amor e desejo que é levado as últimas conseqüências.