domingo, 31 de janeiro de 2021

Música, Amigos e Festa & Nerds, Bebidas e Curtição

 


Música, Amigos e Festa (We Are Your Friends, Inglaterra / França / EUA, 2015) – Nota 6
Direção – Max Joseph
Elenco – Zac Efron, Wes Bentley, Emily Ratajkowski, Jonny Weston, Shiloh Fernandez, Alex Shaffer, Jon Bernthal, Alicia Coppola.

Em San Fernando Valley na Califórnia, quatro jovens amigos trabalham como promoters de um casa noturna e cada um deles sonha com algo melhor, principalmente Cole (Zac Efron), que é um DJ novato. 

Enquanto busca uma chance e aproveita a vida em festas, Cole cria uma certa amizade com o veterano DJ James (Wes Bentley), ao mesmo tempo em que mostra interessa na garota do sujeito, a bela Sophie (Emily Ratajkowski). 

O roteiro explora o clichê do jovem que busca seu espaço em uma profissão, enquanto aprende com um veterano cínico que parece desmotivado. No meio disso, a narrativa acompanha as festas e baladas regadas a música eletrônica, drogas e sexo. 

O roteiro ainda tenta fazer uma pequena crítica social de uma forma rasa ao inserir na trama um negociador de imóveis vivido por Jon Bernthal e criar uma situação dramática na parte final. 

É um filme que prende atenção e que com certeza agrada aos fãs de música eletrônica, mas que no final se mostra totalmente esquecível.

Nerds, Bebidas e Curtição (Good Kids, EUA, 2016) – Nota 5
Direção – Chris McCoy
Elenco – Nicholas Braun, Zoey Deutch, Mateo Arias, Israel Broussard, Ashley Judd, Demian Bichir, Julia Garner, Kevin Chapman.

Prestes a se formarem no colégio, os amigos Andy (Nicholas Braun), The Lion (Mateo Arias) e Spice (Israel Broussard), além da amiga Nora (Zpey Deutch), decidem aproveitar os últimos dias de adolescência para curtir. 

O premissa e o roteiro seguem o estilo dos filmes adolescentes dos anos oitenta em que sexo e diversão são os pontos principais. O problema é que poucas piadas funcionam, resultando em sequências bobas e outras patéticas. Os personagens passam longe de serem carismáticos, com exceção da participação de Ashley Judd como a casada infiel. 

Para quem gosta do estilo, existem vários outros filmes melhores e mais engraçados, como “Finalmente 18” e “Projeto X”.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Museu

 


Museu (Museo, México, 2018) – Nota 6,5
Direção – Alonso Ruiz Palacios
Elenco – Gael Garcia Bernal, Leonardo Ortizgris, Alfredo Castro, Lisa Owen, Simon Russell Beale, Lynn Gilmartin, Leticia Brédice, Bernardo Velasco.

Cidade do México, Natal de 1985. Os amigos Juan (Gael Garcia Bernal) e Benjamin (Leonardo Ortizgris) roubam várias peças históricas do Museu de História Natural. A notícia do roubo se espalha pelo país, fato que dificulta muito a tentativa de venda das peças, deixando a dupla de ladrões em um beco sem saída. 

Baseado numa maluca história real, este longa detalha com várias modificações o famoso roubo que na verdade demorou quatro anos para ser solucionado. 

O roteiro escrito pelo diretor Alonso Ruiz Palacios explora uma narração em off do personagem Benjamin que explica a obsessão do amigo Juan pelo museu e a própria relação complicada entre os dois. O desenvolvimento dos personagens é interessante ao mostrar também a vida familiar de cada um deles. 

Por outro lado, o filme peca por não apresentar a real motivação para o crime, ficando em dúvida se foi por causa da ganância ou pela obsessão de Juan. A narrativa também é bastante irregular, com tempos mortos, algumas sequências longas e outras quase surreais, como a briga no bar e a noitada com a stripper. 

Fica claro que o potencial da história poderia ter rendido um filme muito melhor, explorando outros pontos que foram deixados de lado, como a investigação policial que em momento algum é representada.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Pelos Olhos de Maisie

 


Pelos Olhos de Maisie (What Maisie Knew, EUA, 2012) – Nota 7,5
Direção – Scott McGehee & David Siegel
Elenco – Julianne Moore, Steve Coogan, Alexander Skarsgard, Joanna Vanderham, Onata Aprile.

Maisie (Onata Aprile) tem sete anos de idade e se vê no meio de uma briga entre seus pais. Sua mãe Susanna (Julianne Moore) é um cantora de rock e seu pai Beale (Steve Coogan) um empresário. Assim que eles decidem se divorciar, Maisie é tratada como um objeto que é levado de um lado para o outro. 

A grande sacada deste drama é mostrar a dissolução de uma família e suas consequências pelos olhos de uma criança inteligente e ainda ingênua, que faz de tudo para se adaptar a situação. 

A pequena Maisie passa pelo divórcio, pela disputa na justiça, pelos novos relacionamentos dos pais e até pelo abandono em alguns momentos, tudo de forma triste e ao mesmo tempo delicada. 

A atuação de Onata Aprile é sincera e espontânea, quase sempre mostrando com os olhos seu sentimento em relação a cada nova situação. 

É um filme que deixa claro que para ser pai ou mãe é necessário ter tempo para cuidar, criar e dar atenção. Se a pessoa não tem este tempo ou não quer deixar de lado outras prioridades, o melhor é não ter filhos.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

The Gamechangers

 


The Gamechangers (The Gamechangers, Inglaterra, 2015) – Nota 6,5
Direção – Owen Harris
Elenco – Daniel Radcliffe, Bill Paxton, Ryan Gage, Joe Dempsie.

Em 2002, a equipe de desenvolvimento de games Rockstar liderada por Sam Houser (Daniel Radcliffe) lança a nova versão do Grand Theft Auto, mais conhecido como GTA. O jogo que consiste em matar todos que cruzam o caminho do protagonista é um sensacional sucesso de vendas. 

A festa se transforma em problema quando um jovem imita o jogo assassinando três policiais. O crime chama a atenção do advogado Jack Thompson (Bill Paxton), um religioso fanático que acredita que o jogo influenciou o assassino. Ele decide defender o rapaz e ao mesmo tempo processar a Rockstar. 

Baseado em uma história real, este longa tenta explorar alguns temas interessantes e complexos. O mais visível é a questão dos games violentos, em que muitas pessoas acreditam serem prejudiciais à saúde mental de jovens e adolescentes. 

Quando esta discussão vai para o campo de culpar um game por crimes pessoais, vejo como um absurdo sem tamanho. Esta teoria maluca tenta minimizar a culpa do criminoso. 

Vale citar que pelas consequências na vida do personagem de Bill Paxton, fica claro que o roteiro amenizou suas atitudes, provavelmente para criar uma certa empatia com o público. 

No geral é um filme mediano, que vale como curiosidade para os fãs dos games e para quem quiser saber um pouco mais desta complicada disputa de egos.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

O Público

 


O Público (The Public, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Emilio Estevez
Elenco – Emilio Estevez, Alec Baldwin, Michael Kenneth Williams, Taylor Schilling, Jena Malone, Jeff Wright, Christian Slater, Jacob Vargas, Gabrielle Union. Rhymefest, Richard T. Jones.

Durante um forte inverno em Cincinnati, um grupo de moradores de rua decide passar a noite na biblioteca municipal em protesto a falta de lugares nos abrigos da cidade. Eles que passam parte do dia no local, são conhecidos do bibliotecário Stuart (Emilio Estevez), que termina por apoiar a ação. O fato desperta a reação de políticos, da polícia e da imprensa. 

A premissa deste longa escrito e dirigido pelo ator Emilio Estevez é dar visão ao problema dos desabrigados. Mesmo criando uma história com algumas soluções exageradas e outras ingênuas, é interessante citar que o roteiro não faz apologia ao vitimismo, na verdade a proposta é pensar em soluções para o problema. 

Os moradores de rua são mostrados como problemáticos, como realmente são, assim como temos os políticos que se aproveitam da situação, a polícia que fica dividida entre cumprir ordens ou pensar no lado humano e a discussão sobre até que ponto locais públicos como uma biblioteca podem ser utilizados pelas pessoas em geral. 

Além de Emilio Estevez, o destaque do elenco fica para Michael Kenneth Williams como o líder do moradores de rua, ator pouco celebrado mas que sempre entrega atuações marcantes, desde quando era personagem importante na antiga série “A Escuta (The Wire)”.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Uma Aventura na América Selvagem & Uma Aventura no Deserto

 


Uma Aventura na América Selvagem (Wild America, EUA, 1997) – Nota 7
Direção – William Dear
Elenco – Jonathan Taylor Thomas, Devon Sawa, Scott Bairstow, Frances Fisher, Jamey Sheridan, Tracey Walter, Danny Glover, Zack Ward.

Verão de 1968. Os irmãos Marshall (Jonathan Taylor Thomas), Mark (Devon Sawa) e Marty (Scott Bairstow) decidem viajar pelos EUA filmando animais e a natureza selvagem. Eles enfrentaram desafios e perigos, cruzando o caminho de desconhecidos e locais intocados. 

Este simpático e praticamente esquecido longa vai além da aventura na natureza, explorando também o relacionamento entre irmãos e o amadurecimento de jovens frente a um desafio bem diferente da vida normal. E não se pode deixar de destacar as locações naturais. 

É curioso citar que o trio principal não conseguiu emplacar carreiras sólidas. Scott Bairstow protagonizou a fracassada série “Harsh Healm” e praticamente se aposentou em meados dos anos 2000. Jonathan Taylor Thomas era conhecido por trabalhar desde criança na série “Home Improvement” ao lado do astro Tim Allen, mas foi outro que parou cedo a carreira. Apenas Devon Sawa ainda continua na ativa, mesmo com pouco destaque. Seu papel mais conhecido é o de protagonista do primeiro filme da franquia “Premonição”.

Uma Aventura no Deserto (Desert Blue, EUA, 1998) – Nota 6
Direção – Morgan J. Freeman
Elenco – Brendan Sexton III, Kate Hudson, John Heard, Christina Ricci, Casey Affleck, Ethan Suplee, Peter Sarsgaard, Lucinda Jenney, Sarah Gilbert, Michael Ironside, Daniel Von Bargen

O professor Lance (John Heard) viaja com sua filha Skye (Kate Hudson) pelo deserto de Nevada em busca de locais pitorescos. A viagem é feita a contragosto da jovem, que é uma estrela de televisão. 

Um fato inusitado faz com que pai e filha sejam obrigados a passar um tempo em uma pequena cidade, local onde cruzam o caminho de personagens peculiares, como o jovem que deseja construir um parque aquático  (Brendan Sexton III) e a garota que adora explodir coisas (Christina Ricci). 

O roteiro explora as diferenças de costumes entre os personagens da cidade grande e os moradores da pequena localidade através de situações que variam entre o engraçado e o patético. 

Destaque para as locações no deserto e para o elenco de jovens que conseguiram se firmar na carreira. Além dos protagonistas temos ainda Casey Affleck e Peter Sarsgaard.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Caminhos de Sangue

 


Caminhos de Sangue (American Dreamer, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Derrick Borte
Elenco – Jim Gaffigan, Robbie Jones, Tammy Blanchard, Isabel Arraiza, Alejandro Hernandez, Curtis Lyons.

Cam (Jim Gaffigan) trabalha como motorista de aplicativo. Para aumentar a renda também presta serviços para o traficante Mazz (Robbie Jones), levando o criminoso para seus “compromissos” diários. 

A difícil relação com a ex-mulher (Tammy Blanchard) que o afasta do filho é outro problema enfrentando por Cam, que vive em um motel. Praticamente no fundo do poço, ele decide arriscar tudo em um perigoso golpe. 

Este pesado drama sobre o desespero de uma pessoa comum que se envolve em algo criminoso surpreende de forma positiva. A ação do protagonista leva a consequências inesperadas envolvendo vários personagens. 

Suas próprias reações perante estas consequências são de alguém que foi para o tudo ou nada, resultando em algumas boas sequências de suspense e violência. 

Destaque para a atuação de Jim Gaffigan, ator com carreira mais voltada para comédias ou dramas românticos, que aqui está perfeito no papel do decadente protagonista.