sexta-feira, 7 de junho de 2024

Ghostbusters: Apocalipse de Gelo

 


Ghostbusters: Apocalipse de Gelo (Ghostbusters: Frozen Empire, EUA, 2024) – Nota 5,5
Direção – Gil Kenan
Elenco – Paul Rudd, Carrie Coon, Finn Wolfhard, Mckenna Grace, Kumail Nanjiani, Dan Aykroyd, Bill Murray, Ernie Hudson, Annie Potts, William Atherton, Patton Oswalt, James Acaster, Celeste O’Connor, Logan Kim, Emily Alyn Lind.

Uma sequência de situações leva uma criatura fantasma que tem o poder de congelar tudo ao seu redor a ser libertada de um antigo artefato. A união entre os novos e velhos caçafantasmas é a única chance de salvar o mundo. 

O reboot de 2021 fez sucesso ao entregar uma história bem amarrada que explorava a nostalgia dos anos oitenta ao fazer uma ligação entre os novos e os velhos caçantasmas de uma forma divertida e sensível. 

A inevitável sequência chegou e com ela o desejo dos produtores em tentar agradar a todos. E como acontece normalmente neste tipo de escolha, o filme acabou desagradando a maioria. 

A premissa tinha potencial, porém desenrolar da trama é uma bagunça em que os muitos personagens parecem perdidos. Até a participação do sempre marcante Bill Murray é desperdiçada com algumas falas patéticas. 

Esse caminho de enfiar pautas ideológicas em histórias em que o público quer diversão, é outra bola fora. É uma pena estragar uma franquia que poderia ser diversão pura.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Desespero Profundo

 

Desespero Profundo (No Way Up, Inglaterra, 2024) – Nota 5
Direção – Claudio Fah
Elenco – Sophie Mcintosh, Colm Meaney, Phyllis Logan, Will Attenborough, Jeremias Amoore, Grace Nettle, Manuel Pacific, James Carroll Jordan.

Um avião que sai do Reino Unido em direção aos EUA sofre um acidente e cai no Oceano Pacífico. Alguns sobreviventes ficam presos em um bolsão de ar dentro do avião no fundo do mar à espera de um resgate. 

Este filme catástrofe bebe na fonte dos similares americanos misturando com as tramas de sobrevivência que foram exploradas algumas vezes nos últimos anos. Com exceção da competente sequência do acidente e as atuações do veteranos Colm Meaney e Phyllis Logam, pouca coisa se salva. 

As sequências de tensão com os tubarões não convencem e a sucessão de absurdos na meia-hora final obriga o espectador a desligar o cérebro para tentar se divertir. O restante do elenco também é muito fraco, assim como o final totalmente clichê.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

The Keepers

 


The Keepers (The Keepers, EUA, 2017) – Nota 8
Direção – Ryan White
Documentário

Em 1969, uma jovem freira chamada Catherine Cesnik é sequestrada e assassinada em Baltimore. O caso é arquivado sem solução. Em 1992, uma mulher de meia-idade decide denunciar os abusos que sofreu na mesma escola católica em que Catherine era professora. O acusado é um padre, que teria inclusive parceiros que participavam dos abusos. A denúncia da mulher leva a crer que o assassinato da freira poderia estar ligado aos abusos cometidos no colégio. 

Esta minissérie documental em sete episódios detalha uma terrível história de crimes em que os culpados jamais foram punidos e alguns deles sequer identificados. Os depoimentos das mulheres que foram abusadas quando eram adolescentes são dolorosos e mostram como suas vidas ficaram marcadas e algumas até destruídas. 

O diretor Ryan White entrevista um grande número de pessoas envolvidas, como as duas hoje senhoras que foram alunas da freira, mas que mesmo não sofrendo abuso decidiram iniciar uma investigação paralela para tentar chegar ao culpado. 

Temos jornalistas, policiais aposentados e familiares das vítimas que a cada depoimento deixam claro que o padre abusador tinha amigos influentes na polícia, foi acobertado pela arquidiocese da cidade que dificultou as investigações e até pela promotoria pública. 

A entrevista da ex-promotora da cidade nos anos noventa é patética. Destilando arrogância, ela dá respostas vazias sobre o porquê do padre não ter sido levado a julgamento e as investigações encerradas. 

É uma história que mostra como o corporativismo é algo terrível, que muitas vezes faz o envolvidos acobertarem até mesmo crimes para manter o nome da organização intacto.

terça-feira, 4 de junho de 2024

Depois da Terra

 


Depois da Terra (After Earth, EUA, 2013) – Nota 4,5
Direção – M. Night Shyamalam
Elenco – Will Smith, Jaden Smith, David Denman, Sophie Okonedo, Zoe Kravitz, Glenn Morshower.

Mil anos após o humanos fugirem da Terra que ficou inabitável e colonizarem um novo planeta, uma nave com militares prontos para batalha contra monstros alienígenas sofre um acidente. Os únicos sobreviventes são o comandante (Will Smith) e seu filho (Jaden Smith), que logo descobrem terem caído na Terra. Com o pai ferido, o filho inicia uma jornada pela Terra devastada em busca de uma chance de retornar ao novo planeta. 

Este longa foi um merecido fracasso de público e crítica. O astro Will Smith tinha o objetivo de alavancar a carreira do filho, que demonstrou não ter talento algum para atuar. Além de ser na época um garoto de catorze anos se passando por militar. 

O próprio Will Smith entrega uma péssima atuação que em momento algum convence como o oficial durão, sem contar os flashbacks piegas. O único destaque é a produção caprichada. Este é com certeza o pior trabalho do diretor M. Night Shyamalan.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

MotherFatherSon

 


MotherFatherSon (MotherFatherSon, Inglaterra, 2019) – Nota 4
Direção – James Kent & Charles Sturridge
Elenco – Richard Gere, Helen McCrory, Billy Howle, Paul Ready, Pippa Bennett Warner, Sinead Cusack, Danny Sapani, Joseph Mawle, Elena Anaya, Niamh Algar, Sarah Lancashire.

Max Finch (Richard Gere) é um magnata da comunicação que volta para Londres com o objetivo de resolver problemas causados pelo filho Caden (Billy Howle), que administra sua empresa de mídia em meio a uma vida sem limites. Um novo problema causado pelo rapaz e as decisões de sua ex-esposa Kathryn (Helen McCrory) levam Max a tomar atitudes extremas para manter seu poder intacto. 

Esta minissérie em oito episódios é um exemplo de como a ideologia política e social pode destruir uma história. A clássica premissa de um homem poderoso, arrogante e sem limites já foi levado ao cinema e a tv diversas vezes, porém a ideia atual de politizar tudo tira o foco da trama e do personagem para colocar em primeiro plano a agenda que os diretores, o criador e os produtores desejam divulgar, com todas as caixinhas ideológicas preenchidas. Parar piorar, o ritmo arrastado da narrativa é um desafio de paciência para o espectador.

domingo, 2 de junho de 2024

Grandes Hits

 


Grandes Hits (The Greatest Hits, EUA, 2024) – Not 6,5
Direção – Ned Benson
Elenco – Lucy Boynton, Justin H. Min, David Corensweet, Austin Crute, Retta, Andie Jau.

Dois anos após a morte do namorado em um acidente de automóvel, Harriet (Lucy Boynton) desenvolveu um inusitado poder ou problema. Cada vez que ouve uma música ligada a sua relação com o namorado, ela desmaia e retorna ao passado tentando mudar o que aconteceu. 

Esta curiosa premissa mistura a ideia dos filmes de viagem no tempo com obras em que a música é o ponto principal. Mesmo com a criatividade da premissa, o roteiro escrito pelo diretor Ned Benson é bastante previsível. 

O filme ganha pontos pela simpatia das atuações da bela Lucy Boynton e de Justin H. Min como o novo interesse da garota, além é claro da ótima trilha sonora repleta de músicas pop dos anos oitenta e noventa.

sábado, 1 de junho de 2024

A Grande Entrevista

 


A Grande Entrevista (Scoop, Inglaterra, 2024) – Nota 6
Direção – Philip Martin
Elenco – Billie Piper, Gilian Anderson, Rufus Sewell, Keeley Hawes, Romola Garay, Connor Swindells, Richard Goulding, Jordan Kouamé.

Em 2019, a produtora de tv Sam McAlister (Billie Piper) é sondada pela secretária (Keeley Hawes) do Príncipe Andrew (Rufus Sewell) para uma entrevista, que seria uma tentativa de melhorar a imagem do filho da Rainha Elizabeth, que era amigo do abusador Jeffrey Epstein. Quando Epstein é preso e morre na prisão, Andrew decide dar uma entrevista, mesmo a contragosto da família real. 

Este longa explora os bastidores de como teria sido a negociação para a famosa entrevista do Príncipe Andrew, que rendeu uma audiência recorde na tv britânica. O filme é apenas correto, não tem emoção ou momentos mais tensos, nem mesmo na entrevista. 

É interessante citar uma certa ingenuidade do sujeito, que deixando de lado o que realmente aconteceu na vida real, ele acreditava que poderia melhorar sua imagem com a entrevista, sem se atentar que é quase impossível reverter o chamado “cancelamento”. 

Outro ponto a ser citado é que dezenas de famosos participaram das “festas” de Epstein, porém somente o Príncípe Andrew foi acusado fortemente pela imprensa, muito pela grande rejeição que sofre a família real inglesa. 

Destaque para a atuação de Rufus Sewell, ator que flertou com a fama nos anos noventa, seguiu com trabalhos medianos e tem aqui um dos melhores papéis de sua carreira.