terça-feira, 22 de janeiro de 2019

22 Milhas

22 Milhas (Mile 22, EUA, 2018) – Nota 6
Direção – Peter Berg
Elenco – Mark Wahlberg, Lauren Cohan, Iko Uwais, John Malkovich, Ronda Rousey, Sam Medina.

Na Indonésia, um policial (Iko Uwais) se entrega na embaixada americana dizendo saber onde estaria escondido um material nuclear que foi roubado. 

Um grupo de elite liderado pelo agente James Silva (Mark Wahlberg) é encarregado de transportar o sujeito até o aeroporto e levá-lo para fora do país. O problema é que as autoridades da Indonésia querem prender o desertor. 

Este longa de ação é a quarta parceria entre o diretor Peter Berg e o astro Mark Wahlberg. Desta vez o roteiro e a montagem deixam a desejar. A premissa é até interessante e a história apresenta a clássica reviravolta no final, porém este mesmo final é totalmente inconclusivo, deixando um gancho gigantesco para uma sequência. 

Já a montagem falha pelo excesso de cortes. Peter Berg parece encarar Michael Bay nos seus piores momentos, atrapalhando até mesmo as sequências de lutas protagonizadas pelo astro do cinema da Indonésia Iko Uwais, que por sinal tem o melhor papel do filme. 

Iko Uwais é o protagonista de filmes explosivos como “Operação Invasão I e II” e aos poucos está sendo descoberto por Hollywood. A habilidade do ator nas artes marciais e a criatividade nas lutas tem tudo para transformá-lo em astro mundial nos próximos anos. 

Mesmo com este “22 Milhas” tendo vários defeitos, fica a curiosidade quanto a um sequência para encerrar a história.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O Protetor 2

O Protetor 2 (The Equalizer 2, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Antoine Fuqua
Elenco – Denzel Washington, Pedro Pascal, Melissa Leo, Ashton Sanders, Bill Pullman, Orson Bean, Jonathan Scarfe.

Trabalhando com motorista de táxi, porém ainda atuando de forma clandestina para resolver problemas de pessoas comuns, o ex-agente da CIA Robert McCall (Denzel Washington) é obrigado a enfrentar um grupo que está eliminando seus antigos parceiros de agência. 

Em paralelo, ele tenta ajudar um jovem vizinho (Ashton Sanders) a não se envolver com a gangue de traficantes do bairro. 

Se no filme anterior a verdadeira identidade do protagonista vivido por Denzel Washington era revelada aos poucos, aqui a história já começa com um sequência de ação em que ele resgata um menina sequestrada pelo próprio pai. 

O ponto principal do filme são as criativas cenas de ação em que o protagonista solitário enfrenta seus inimigos. O diretor Antoine Fuqua é especialista no gênero, conseguindo imprimir um bom ritmo na narrativa e desenvolvendo a história de forma competente. 

Está longe de ser um grande filme, mas por outro lado entrega muito bem o que promete, agradando aos fãs dos longas de ação.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Entrevista com Deus & Em Defesa de Cristo


Entrevista com Deus (An Interview with God, EUA, 2018) – Nota 5,5
Direção – Perry Lang
Elenco – Brenton Thwaites, David Strathairn, Hill Harper, Yael Grobglas, Charlbi Dean Kriek, Bobby Di Cicco.

Em Nova York, o jornalista Paul Asher (Brenton Thwaites) passa por uma crise no casamento após trabalhar algum tempo cobrindo a vida dos soldados americanos no Afeganistão. Mesmo com os problemas pessoais, Paul decide entrevistar um sujeito que diz ser Deus (David Strathairn). Com conversas de meia-hora durante três dias seguidos, Paul é desafiado por Deus a enfrentar seus problemas e rever suas convicções. 

Mesmo para quem não é religioso, a premissa é extremamente interessante, mas infelizmente a realização deixa a desejar. O ponto alto são as três sequências das conversas entre Paul e Deus, que discutem principalmente sobre fé e salvação.

O problema é que as demais sequências que focam na crise do protagonista com a esposa (Charlbi Dean Kriek) são melodramáticas. As atuações dos coadjuvantes também são fracas. No elenco, o destaque fica para o veterano David Strathairn, que se mostra à vontade no papel de Deus. 

No final fica claro que o bom argumento foi desperdiçado.

Em Defesa de Cristo (The Case for Christ, EUA, 2017) – Nota 6
Direção – Jon Gunn
Elenco – Mike Vogel, Erika Christensen, L. Scott Caldwell, Frankie Faison, Robert Forster, Brett Rice, Faye Dunaway.

Chicago, 1978. O jornalista Lee Strobel (Mike Vogel) tem uma bela carreira e uma ótima vida de casado com Leslie (Erika Christensen). Um pequeno acidente com o filho desperta em Leslie a curiosidade religiosa.

Ateu convicto, Lee não aceita o novo pensamento da esposa e decide investigar a vida de Jesus Cristo para provar que a ressurreição jamais aconteceu. A cada nova entrevista, Lee fica ainda mais confuso ao descobrir que pessoas com profissões e vidas bem diferentes como padres, escritores e cientistas acreditam na ressurreição. 

Baseado em um livro autobiográfico de Lee Strobel, esse longa é praticamente uma propaganda do catolicismo. A saga do escritor em busca de provas sobre a ressurreição de Cristo claramente terminaria em frustração. Como alguns dos coadjuvantes citam durante o filme, a crença em Cristo é baseada na fé pessoal e não em provas concretas. 

O filme é apenas razoável e previsível, indicado para quem gosta de obras religiosas sem muita polêmica. 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Os Últimos Dias de Joe May

Os Últimos Dias de Joe May (The Last Rites of Joe May, EUA, 2011) – Nota 7,5
Direção – Joe Maggio
Elenco – Dennis Farina, Jamie Anne Allman, Gary Cole, Chelcie Ross, Meredith Droeger.

No inverno em Chicago, após ficar vários dias internado por causa de uma pneumonia, Joe May (Dennis Farina) recebe alta e descobre que o dono alugou seu apartamento para a jovem mãe solteira Jenny (Jamie Anne Allman) e sua filha (Meredith Droeger).

Percebendo que Joe não tem onde ficar, Jenny oferece alugar um quarto do apartamento, dando tempo para ele procurar outro local para morar.

Como o título original entrega, o roteiro escrito pelo diretor Joe Maggio detalha os últimos dias de vida de Joe May, sem deixar de mostrar também a vida pregressa do personagem. É interessante, triste e até comovente em algumas sequências a forma como descobrimos o verdadeiro Joe May através de seus erros, sonhos e frustrações.

O personagem é mais um daqueles casos em que se torna um presente para um ator em final de carreira. Apesar de não ser tão velho, o ator Dennis Farina faleceria dois anos depois. Este longa resultou no melhor papel da carreira do ator, que ficou marcado por interpretar policiais e bandidos, sempre como o sujeito durão. Aqui seu personagem chega a ser patético em alguns momentos, muito próximo da vida real.

É um interessante drama para quem gosta do gênero.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Redenção

Redenção (Machine Gun Preacher, EUA, 2011) – Nota 7
Direção – Marc Forster
Elenco – Gerard Butler, Michelle Monaghan, Michael Shannon, Kathy Baker, Madeline Carroll, Souleymane Sy Savane.

Após cumprir pena, o motoqueiro drogado Sam Childers (Gerard Butler) se surpreende ao encontrar a esposa (Michelle Monaghan) convertida para religião. Após uma determinada situação, Sam aceita ir para a igreja e consegue mudar de vida. 

Anos depois e com a vida estabilizada, ao ouvir um missionário falando de um trabalho voluntário em Uganda, Sam decide viajar para o local. Ao conhecer a triste situação da região de fronteira entre Uganda e Sudão que sofre com uma guerra civil, ele resolve construir um orfanato para abrigar as crianças órfãs. 

Baseado numa história real que foge completamente do lugar comum, este longa tem como ponto principal as sequências da dura vida na África, incluindo algumas cenas cruéis de violência. O trabalho realizado pelo protagonista é um misto de missionário e mercenário, sendo esta a única forma de sobreviver naquele local. 

Vale citar que no final são mostradas cenas do corajoso trabalho do verdadeiro Sam Childers na África.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Operação Red Sparrow

Operação Red Sparrow (Operation Red Sparrow, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Francis Lawrence
Elenco – Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Jeremy Irons, Mary Louise Parker, Ciaran Hinds, Joely Richardson, Bill Camp, Thekla Reuten, Douglas Hodge, Sakina Jaffrey.

Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) é um bailarina do Bolshoi que após sofrer um acidente em cena tem sua carreira encerrada. Sem saber o que fazer da vida e precisando cuidar da mãe doente (Joely Richardson), Dominika aceita participar de um trabalho como espiã para o tio (Matthias Schoenaerts) que é diretor do serviço secreto russo. 

A situação sai do controle e a jovem se vê presa a um destino cruel. Ela é enviada para uma escola de espiões, onde é obrigada a passar por diversas humilhações para salvar sua vida. Em paralelo, um agente americano (Joel Edgerton) luta para manter em segredo a identidade de um oficial russo que é seu informante, 

A premissa lembra os filmes de espionagem dos anos sessenta, inclusive na questão de mostrar a Rússia como um país que ainda estaria em Guerra Fria contra os Estados Unidos. A falta de cenas de ação e a frieza da narrativa são outros detalhes que também levam ao cinema clássico dos anos sessenta, resultando em um filme cansativo e enrolado. 

O diretor Francis Lawrence tenta dar um ar de modernidade ao inserir cenas fortes ligadas ao sexo, porém sem erotismo algum. Tentativas de estupro, humilhações e submissão fazem parte do cardápio. Jennifer Lawrence entrega uma interpretação corajosa e ousada. 

É um filme estranho, com mais sequências bizarras do que interessantes, além do segredo revelado no final que não é assim tão difícil do espectador descobrir.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Os Invencíveis

Os Invencíveis (Joheunnom Nabbeunnom Isanghannom, Coreia do Sul, 2008) – Nota 7,5
Direção – Jee Woon Kim
Elenco – Kang Ho Song, Byung Hun Lee, Woo Sung Jung, Je Mun Yun, Young Chang Song.

Manchúria, anos 40. Três homens, o exército japonês e uma quadrilha de chineses travam uma verdadeira guerra em busca de um mapa do tesouro. 

Por mais que pareça absurdo, este longa é um verdadeiro western sul-coreano. A história é uma versão do clássico de Sergio Leone “Três Homens em Conflito”. 

Nesta nova versão, o papel principal é do “Estranho” vivido por Kang Ho So, o ladrão que faz de tudo para manter o mapa em seu poder. O “Bom” é interpretado por Woo Sung Jung, uma espécie de xerife que também busca o mapa. O terceiro elo é o “Mau” de Byung Hun Lee, que junto com seus capangas não mede esforços e violência para chegar ao tesouro. 

Além do elenco, o destaque fica para as sequências de ação. A inicial no trem, a correria na cidade e a cavalgada final no deserto são os destaques. Mesmo com alguns erros de montagem nesta sequência final, fica clara a homenagem aos clássicos do western. 

O filme perde alguns pontos por este erro e pela longa duração, mas no geral é um bom divertimento indicado principalmente para quem curte o gênero.