Corrida Mortal (Death Race, EUA, 2008) – Nota 6Direção – Paul W. S. Anderson
Elenco – Jason Statham, Joan Allen, Tyrese Gibson, Ian McShane, Natalie Martinez, Max Ryan, Jacob Vargas, Jason Clarke, Frederick Koehler, Justin Mader, Robert LaSardo, Robin Shou.
Em 2012 o sistema prisional americano foi privatizado, com isso sem interferência do governo, a empresa que comanda os presídios criou um esporte chamado “Death Race”, onde os detentos dirigem carros de corrida modificados numa disputa em que vale tudo e quanto mais mortes ocorrerem, maior a audiência do canal de tv.
A trama tem como protagonista o ex-piloto Jensen Ames (Jason Statham) que trabalhando como operário é despedido em virtude do fechamento da fábrica e ao chegar em casa tem a esposa assassinada por um estranho, que o incrimina e faz com que ele seja condenado a prisão. No local comandado a mão de ferro pela diretora Hennessy (Joan Allen totalmente canastrona), Jensen é “convidado” a participar desta corrida usando a máscara de outro detento que faleceu, com a promessa de ser libertado se vencer. Mas como em todo filme de prisão, ninguém é totalmente honesto e dificilmente as promessas são cumpridas.
Esta refilmagem do longa B produzido na década de setenta pelo mestre do baixo orçamento Roger Corman é competente nas cenas das corridas e nas brigas, mas tem um roteiro confuso, que já começa errado por colocar o futuro em 2012. Esta data era possível no longa original, mas mesmo nos dias malucos de hoje fica impossível acreditar que possa existir um reality show tão absurdo em pouco tempo.
Outro detalhe, considero Paul W. S. Anderson o melhor diretor ruim do cinema, ele consegue ao mesmo tempo criar cenas de ação muito bem feitas, com bons efeitos especiais e visuais interessantes, misturados com roteiros fracos, além de não se importar em nada com as interpretações do elenco que dirige. Exemplos como “Mortal Kombat”, “Resident Evil” e “O Soldado do Futuro” dizem tudo.






