quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Sr. Kaplan

Sr. Kaplan (Mr. Kaplan, Espanha / Uruguai / Alemanha, 2014) – Nota 7

Direção – Álvaro Brechner

Elenco – Hector Noguera, Nestor Guzzini, Rolf Becker, Nidia Telles, Nuria Fló. 

Jacobo Kaplan (Hector Noguera) é um senhor de setenta e seis anos que vive no Uruguai, mas que nasceu na Polônia e fugiu do país durante a Segunda Guerra Mundial. 

Por sofrer com alguns problemas da idade, seus filhos e sua esposa (Nidia Telles) contratam o ex-policial Wilson (Nestor Guzzini) para ser uma espécie de motorista particular. 

Quando Lottie (Nuria Fló), que é neta de Jacobo, conta para o avô que em uma praia próxima vive um alemão solitário, ele decide investigar o sujeito acreditando ser um criminoso nazista. 

Este simpático drama com pitadas de comédia explora temas como terceira idade, solidão e corrupção, além é claro das consequências de quem viveu a Segunda Guerra. 

As várias sequências na praia quase deserta são um destaque, assim como a ótima atuação de Hector Noguera. Com respostas afiadas para qualquer assunto, seu personagem é o típico idoso impossível de ser controlado pela família. 

É um filme agradável e ao mesmo tempo melancólico.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Big Time Adolescence

Big Time Adolescense (Big Time Adolescense, EUA, 2019) – Nota 7,5
Direção – Jason Orley
Elenco – Griffin Gluck, Pete Davidson, Emily Arlook, Jon Cryer, Julia Murney, Colson Baker, Sydney Sweeney, Oona Laurence, Thomas Barbusca.

Após ser dispensado pelo namorada Kate (Emily Arlook), o jovem Zeke (Pete Davidson) de dezessete anos continua amigo do irmão dela, o garoto Monroe de apenas nove.

Seis anos depois, Monroe (Griffin Gluck) é um adolescente que tem Zeke como seu melhor amigo. Engraçado, falador e vivendo como um adolescente ao vinte e três anos, Zeke é um espécie de tutor informal de Monroe, o que irrita o pai do garoto (Jon Cryer), com medo do filho seguir o mesmo caminho irresponsável.

Esta surpreendente comédia adolescente vai além das habituais festinhas e desencontros comuns ao gênero. O filme tem cenas engraçadas, outras bobas e uma trama que segue até para um linha mais séria em alguns momentos.

O roteiro explora o desenvolvimento adolescente através dos exemplos das pessoas com quem ele convive, a questão da aceitação por um grupo e a difícil transição para vida adulta. Destaque para a atuação de Pete Davidson, que protagoniza também o recente "O Rei de Staten Island".

A melancólica sequência final deixa claro que para alguns é quase impossível abandonar a adolescência. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

The Kid

The Kid (The Kid, EUA, 2019) – Nota 6,5
Direção – Vincent D’Onofrio
Elenco – Ethan Hawke, Dane DeHaan, Jake Schur, Leila George, Chris Pratt, Vincent D’Onofro, Adam Baldwin.

Novo México, 1880. O garoto Rio (Jake Schur) mata seu violento pai após este assassinar sua mãe e ameaçar sua irmã Sara (Leila George). 

Os irmãos fogem com medo da vingança do tio (Chris Pratt) e terminam por cruzar o caminho da quadrilha de Billy The Kid (Dane DeHaan), que também está sendo perseguido pelo xerife Pat Garrett (Ethan Hawke). 

O ator e aqui também diretor Vincent D”Onofrio utilizou personagens clássicos e reais do western americano como Billy The Kid e Pat Garrett para escrever uma história de ficção sobre um casal de irmãos que luta para sobreviver em um ambiente totalmente hostil. 

Ao mesmo tempo em que a ideia de colocar um garoto como personagem tão importante em meio aos dois ícones citados acima é interessante, por outro lado a atuação de Jake Schur deixa bastante a desejar. 

O “The Kid” do título serve tanto para o bandido Billy como para o garoto Rio.

domingo, 2 de agosto de 2020

Frankie

Frankie (Frankie, França / Portugal, 2019) – Nota 6
Direção – Ira Sachs
Elenco – Isabelle Hupert, Brendan Gleeson, Marisa Tomei, Greg Kinnear, Jeremie Renier, Pascal Greggory, Sennia Nanua, Ariyon Bakare, Vinette Robinson.

A famosa atriz Frankie (Isabelle Hupert) reúne sua família para passar as férias na histórica cidade de Sintra em Portugal. 

Aos poucos e de forma lenta, conhecemos cada personagem, seus problemas pessoais, parte de sua história de vida e o motivo da viagem. 

O roteiro escrito pelo diretor Ira Sachs explora uma coletânea de diálogos dos personagens em meio as paisagens turísticas da cidade. Não existe uma história, parece mais uma sequência de sessões de terapia ao ar livre. 

O final aberto e simbólico tenta mostrar que cada pessoa escolhe seu caminho, as vezes de uma forma bem diferente de quem está a seu lado.

sábado, 1 de agosto de 2020

A Missão & Hábito Negro


A Missão (The Mission, Inglaterra / França, 1986) – Nota 8
Direção – Roland Joffé
Elenco – Robert De Niro, Jeremy Irons, Ray McNally, Aidan Quinn, Liam Neeson, Cherie Lung, Ronald Pickup, Chuck Low.

No final do século XVIII, a América do Sul era disputada por colonizadores espanhóis e portugueses. Em uma missão jesuíta, o padre espanhol Gabriel (Jeremy Irons) luta para catequizar os índios, enfrentando ainda a pressão dos portugueses.

Neste contexto, um determinado episódio faz o mercador de escravos Mendoza (Robert De Niro) se converter a religião e se tornar defensor dos índios que ele caçava anteriormente. A história é narrada por Altamirano (Ray McNally), que foi enviado pelo coroa portuguesa para analisar e julgar se os jesuítas deveriam voltar para a Espanha ou ficar entre os índios.

Baseado em uma história real, este longa que venceu a Palma de Ouro em Cannes é um relato cru da relação entre jesuítas e índios durante a colonização da América do Sul. Mesmo com os personagens indígenas sendo mero coadjuvantes, isso não diminui a força da história que mostra os jesuítas como homens divididos entre a fé e a obrigação de catequizar os índios perante aos ordens de seu rei.

Além das ótimas atuações de Robert De Niro e Jeremy Irons, são destaques a marcante trilha sonora de Ennio Morricone e a belíssima fotografia de Chris Menges.

Mesmo ainda estando na ativa, os melhores trabalhos do diretor Roland Joffé foram em sequência nos anos oitenta, começando com “Os Gritos do Silêncio” que focava na ditadura do Pol Pot no Camboja, passando por este “A Missão” e chegando ao “Início do Fim” sobre o projeto da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial.

Hábito Negro (Black Robe, Canadá / Austrália / EUA, 1991) – Nota 7
Direção – Bruce Beresford
Elenco – Lothaire Bluteau, Aden Young, Sandrine Holt, August Schellenberg, Tantoo Cardinal.

Quebec 1634. Em uma pequena vila à beira mar, uma missão jesuíta francesa tenta catequizar uma tribo de índios. Pensando em expandir a “Palavra de Deus”, o jovem padre Laforgue (Lothaire Bluteau) é escoltado por um grupo de índios e também pelo francês Daniel (Aden Young) para atravessar um região selvagem e chegar até o local isolado onde vive uma outra tribo. Pelo caminho eles enfrentarão inimigos e passarão a acreditar que Laforgue é um demônio. 

Apesar de ser baseado um livro de ficção, a trama tem como premissa a história real da colonização francesa no Canadá, que na época recebeu pelos colonizadores o nome de Nova França. 

O roteiro explora a questão das enormes diferenças culturais, principalmente em relação a religião. A arrogância de alguns jesuítas querendo impor seu Deus aos índios que tinham suas próprias crenças geraram desavenças e violência. 

Os conflitos entre as tribos também é outro tema do longa, resultando em sequências violentas, inclusive de rituais. As locações nas geladas florestas canadenses é outro ponto positivo. 

É um bom filme indicado para quem gosta de histórias sobre colonização e religião.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Bait

Bait (Bait, Inglaterra, 2019) – Nota 7
Direção – Mark Jenkin
Elenco – Edward Rowe, Giles King, Simon Shepherd, Mary Woodvine, Isaac Woodvine, Wenna Kowalski.

Inglaterra, litoral da Cornualha. Martin (Edward Rowe) é um pescador que vive de jogar redes no mar, tudo porque se desentendeu com seu irmão Steven (Giles Ward) que prefere utilizar seu barco para transportar turistas. 

Martin também mantém uma relação conflituosa com um casal que comprou a antiga casa de sua família e a transformou em uma pousada. 

O diretor e roteirista Mark Jenkin tem em seu currículo diversos curtas e alguns longas de baixo orçamento praticamente desconhecidos. Este “Bait” mostra um estilo próprio e muita criatividade. Ele foi totalmente filmado em preto e branco com uma câmera de 16 mm, o que resulta em uma imagem granulada que parece envelhecida. 

Os diálogos também foram inseridos após as filmagens, sobrepondo a voz original dos atores, o que lembra produções europeias dos anos sessenta e setenta que eram dubladas em inglês. 

Jenkin também explora muitos closes com os rostos congelados, ângulos inusitados e em algumas sequências intercala dois diálogos diferentes ao mesmo tempo, o que obriga o espectador a ficar muito atento para entender tudo. 

Por mais que alguns tenham tentado comparar com o recente “O Farol”, esta produção é muito mais crua na questão técnica e nas atuações, resultando em uma obra curiosa e bastante interessante.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

The Kill Team

The Kill Team (The Kill Team, Espanha / EUA, 2019) – Nota 6,5
Direção – Dan Krauss
Elenco – Nat Wolff, Alexander Skarsgard, Adam Long, Jonathan Whitesell, Brian “Sene” Marc, Osy Ikhile, Rob Morrow.

Andrew Briggman (Nat Wolff) inicia sua carreira de soldado em uma missão no Afeganistão. 

Quando seu grupo passa a ser liderado pelo sargento Deeks (Alexander Skarsgard), Briggman é pressionado a não demonstrar emoções e tratar todos os locais como inimigos. 

O que a princípio parecia ser apenas a ordem de um sujeito insensível, aos poucos se mostra algo muito mais perigoso. 

Inspirado em uma história real, este longa tem como ponto principal a escalada da tensão enfrentada pelo protagonista que é jovem e inexperiente. 

O roteiro explora ainda a questão do corporativismo entre soldados e como isso muitas vezes é utilizado da pior forma possível. 

O filme perde pontos pelas poucas cenas de ação e pelo final apressado.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Histórias de Além-Túmulo

Histórias de Além-Túmulo (Ghost Stories, Inglaterra, 2017) – Nota 6,5
Direção – Jeremy Dyson & Andy Nyman
Elenco – Andy Nyman, Martin Freeman, Paul Whitehouse, Alex Lawther, Paul Warren, Kobna Holdrook Smith.

O professor Goodman (Andy Nyman) é especialista em desmascarar histórias sobrenaturais fajutas e videntes picaretas. 

Totalmente cético, Goodman fica surpreso quando é procurado por um antigo apresentador de tv que entrega para ele três casos inexplicáveis a serem investigados. Goodman aceita o desafio, sem imaginar as consequências. 

As três histórias analisadas pelo protagonista são detalhadas em flashbacks e não chegam a ser assustadoras. O grande acerto do filme é a reviravolta do roteiro nos vinte minutos finais. 

Os destaques do elenco ficam para o veterano Paul Whitehouse, do antigo seriado “The Fast Show” e o estranho jovem Alex Lawther, protagonista da série “The End of the F***ing World”.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Adiós

Adiós (Adiós, Espanha, 2019) – Nota 7,5
Direção – Paco Cabezas
Elenco – Mario Casas, Natalia de Molina, Ruth Diaz, Carlos Bardem, Vicente Romero, Paulina Fenoy, Mauricio Morales, Mona Martinez.

Sevilla, Espanha. O condenado Juan (Mario Casas) consegue autorização para cumprir o resto de sua pena em um regime semiaberto. 

A alegria em reencontrar a esposa Triana (Natalia de Molina) e sua filha Estrella (Paulina Fenoy) dura pouco. Um acidente de automóvel termina em tragédia e coloca Juan em meio a uma disputa entre traficantes e policiais corruptos. 

Esta competente produção espanhola segue o estilo clássico dos filmes policiais em que todos os personagens são desonestos ou beiram a marginalidade. O roteiro amarra bem a trama incluindo algumas reviravoltas. 

As locações na periferia de Sevilla, com sequências em bairros decadentes e um condomínio popular são perfeitas para a proposta do filme, que é recheado de boas cenas de ação e violência, terminando de forma explosiva. 

É um longa que vai agradar quem curte o gênero.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O Último Fim de Ano & South Is Nothing


O Último Fim de Ano (L’Ultimo Capodanno, Itália, 1998) – Nota 6
Direção – Marco Risi
Elenco – Monica Bellucci, Francesco D’Aloja, Marco Giallini, Alessandro Haber, Beppe Fiorello, Claudio Santamaria.

Na véspera do ano novo, em um condomínio em Roma, vários personagens enfrentam situações bizarras que podem terminar mal. Temos um advogado que curte sadomasoquismo prestes a ser assaltado por uma prostituta e seus parceiros, uma mulher casada que descobre a traição do parceiro, uma esposa que pretende cometer suicídio por causa do desaparecimento do marido e uma senhora rica que desejar curtir a noite com um gigolô. 

O filme baseado é um livro de histórias curtas que focam no lado obscuro do ser humano explorando os costumes italianos. A narrativa irregular e o exagero em algumas situações resultam em um longa diferente e apenas mediano. No elenco, destaque para a belíssima Monica Bellucci como a esposa traída.

South is Nothing (Il Sud é Niente, França / Itália, 2013) – Nota 5
Direção – Fabio Mollo
Elenco – Miriam Karlkvist, Vinicio Marchioni, Valentina Lodovini, Andrea Belisario, Alessandra Costanzo.

Em uma pequena cidade do sul da Itália, Grazia (Miriam Karlkvist) é uma jovem de dezessete anos que sofre pelo desaparecimento do irmão e pela falta de perspectivas na vida. Ela trabalha na peixaria do pai (Vinicio Marchioni), que também está indeciso entre vender tudo e mudar ou continuar na mesma vida. Solitária e amargurada, Grazi questiona o pai ao ver na rua um sujeito que ela acredita ser o irmão, que por seu lado não quer dar explicações. 

Escrito e dirigido por Fabio Mollo, este estranho drama foca em uma protagonista extremamente complicada vivendo em um mundo em que a vida passa sem as pessoas serem notadas. Sua inquietação em relação a saudade do irmão e o dificuldade em se relacionar são os pontos principais. Na história em si pouca coisa acontece em meio as sequências de silêncio e outras de diálogos desconfortáveis. É um filme que não consegui simpatizar com a história ou com os personagens.

domingo, 26 de julho de 2020

Vivarium

Vivarium (Vivarium, Irlanda / EUA / Bélgica / Dinamarca, 2019) – Nota 6,5
Direção – Lorcan Finnegan
Elenco – Imogen Poots, Jesse Eisenberg, Jonathan Aris, Senan Jennings, Eanna Hardwicke.

Na Irlanda, o casal de namorados Tom (Jesse Eisenberg) e Gemma (Imogen Poots) são convencidos por um estranho corretor imobiliário (Jonathan Aris) a visitarem um novo empreendimento. 

Eles seguem o carro do sujeito e chegam a um enorme condomínio com casas idênticas pintadas de verde. O casal entra para visitar uma casa e o corretor desaparece. Tom e Gemma decidem ir embora também, mas de forma anormal não conseguem encontrar a saída do condomínio. 

O roteiro escrito pelo diretor Lorcan Finnegan deixa claro ser uma alegoria bizarra sobre a “prisão” do casamento. O desespero de estarem presos no condomínio é desenvolvido com as típicas fases do casamento. A parceria inicial, a rotina que leva ao cansaço e o estranho “filho” que surge causando o distanciamento. É como se fosse o ciclo da vida em um mundo bizarro. 

A ideia é bastante interessante e o desenvolvimento apenas razoável. É um filme que marca muito mais por ser estranho do que pela qualidade.

sábado, 25 de julho de 2020

O Pacto dos Lobos

O Pacto dos Lobos (Le Pacte des Loups, França, 2001) – Nota 7,5
Direção – Christophe Gans
Elenco – Samuel Le Bihan, Mark Dacascos, Vincent Cassel, Monica Bellucci, Jeremie Renier, Emilie Dequenne, Jacques Perrin, Philippe Nahon, Hans Meyer, Jean Yanne, Johan Leysen, Bernard Fresson.

França, século XVIII. Na pequena vila de Gevaudan, uma série de terríveis assassinatos de mulheres assusta os moradores, que acreditam terem sido cometidos por uma criatura parecida com um lobo gigante. 

O governo francês envia o aventureiro e ambientalista Gregoire de Fronsac (Samuel Le Bihan) e seu irmão de amizade, o índio Mani (Mark Dacascos) para caçar e matar o animal. Além da caça, a dupla precisa lidar com a elite da cidade que esconde segredos. 

O roteiro utiliza como premissa a história real do “Lobo de Gevaudan” que matou mais de duzentas pessoas, para criar uma trama de ficção misturando aventura violenta, romance e drama. 

A narrativa é um pouco irregular por causa das duas horas e meia de duração, mas isso é compensado pela boa história e principalmente pelas violentas sequências de ação. 

Na época foi vista de forma curiosa a participação do astro de filmes B de lutas marciais Mark Dacascos em uma superprodução francesa. Por mais que Dacascos seja um canastrão, seu personagem é o que entrega as melhores cenas de ação. 

No elenco também se destacam Vincent Cassel como um afetado membro da elite e a belíssima Monica Bellucci interpretando uma prostituta. 

É um filme francês com cara de produção hollywoodiana.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A Odisseia dos Tontos

A Odisseia dos Tontos (La Odisea de los Giles, Argentina / Espanha, 2019) – Nota 7,5
Direção – Sebastian Borensztein
Elenco – Ricardo Darin, Luis Brandoni, Chino Darin, Veronica Llinás, Andrés Parra, Daniel Araoz, German Rodriguez, Alejandro Gigena, Rita Cortese, Marco Antonio Caponi.

Argentina, 2001. Na pequena cidade de Alsina no interior do país, o casal Fermin (Ricardo Darin) e Lidia (Veronica Llinás) junto com o amigo Antonio (Luis Brandoni) planejam comprar um antigo moinho abandonado para criar uma cooperativa para os produtores rurais da região. 

Eles conseguem o dinheiro necessário oferecendo participação no negócio para outras pessoas da cidade. Ao depositarem o valor no banco, são surpreendidos no dia seguinte com a criação do chamado “Corralito”, em que o governo decretou que todo dinheiro em poupança seria retido, deixando que cada pessoa pudesse sacar apenas um valor mínimo semanal. É o início do desespero do grupo para tentar recuperar o dinheiro. 

O roteiro escrito pelo diretor Sebastian Borensztein é baseado em um livro de Eduardo Sacheri que utilizou o tema real do terrível confisco de dinheiro que ocorreu na Argentina para criar uma história de ficção que mistura drama, policial e toques de comédia. O roteiro também explora o tema da corrupção comum aos países latino-americanos, colocando ainda em discussão o tema do ladrão que rouba ladrão. 

Além da história bem amarrada e do bom desenvolvimento dos personagens, as sequências de suspense também são competentes e criativas. É mais um exemplo de como cinema argentino aprendeu a fazer filmes de ótima qualidade para o mercado internacional

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Assassino Contratado

Assassino Contratado (The Hunter’s Prayer, EUA / Espanha / Alemanha, 2017) – Nota 6
Direção – Jonathan Mostow
Elenco – Sam Worthington, Odeya Rush, Allen Leech, Amy Landecker, Martin Compston, Veronica Echegui.

Lucas (Sam Worthington) é um assassino profissional com a missão de eliminar Ella (Odeya Rush), uma adolescente filha de um empresário corrupto que foi morto após ter enganado um chefão do tráfico (Allen Leech). 

Algo desperta a consciência em Lucas, que decide ajudar a garota a fugir, transformando ele mesmo em alvo do antigo patrão. Eles atravessam a Europa da Suíça até a Inglaterra lutando para sobreviver. 

O roteiro explora a premissa batida do criminoso que tenta mudar sua vida quando isto parece impossível. O desenvolvimento da trama é bastante previsível e recheado de clichês. As cenas de ação são interessantes, ajudando a melhorar um pouco a qualidade do longa. 

O diretor Jonathan Mostow comandou filmes melhores como “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas” e “Breakwdown: Perseguição Implacável”. 

Este que comento é basicamente um filme de ação genérico totalmente esquecível.