segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Tigertail

 


Tigertail (Tigertail, EUA, 2020) – Nota 7,5
Direção – Alan Yang
Elenco – Tzi Ma, Christine Ko, Hong Chi Lee, Yo Hsing Fang, Joan Chen, Fiona Fu, Kuei Mei Yang, James Saito.

Em Nova York, após voltar do enterro da mãe em Taiwan, o divorciado Grover (Tzi Ma) demonstra dificuldades em se relacionar com a filha Angela (Christine Ko). A solidão faz Grover relembrar sua juventude em Taiwan, quando vivia com a mãe (Kuei Mei Yang) e sonhava em mudar para os EUA. 

Esta sinopse simples esconde uma sensível história de vida narrada pelo protagonista. O roteiro escrito pelo diretor Alan Yang explora situações comuns na vida de muitas pessoas, principalmente a questão de como as escolhas nos levam a caminhos que nem sempre terminam da forma que esperamos. 

Estas frustrações com as escolhas acabam moldando a natureza e as atitudes de cada um, mudando até mesmo a forma de ver o mundo e encarar a vida. A narrativa é sóbria e as emoções dos personagens afloram nos momentos certos. 

O longa também é o primeiro papel principal do veterano Tzi Ma, ator sempre relegado a vilões ou coadjuvantes, que aqui tem a chance de entregar uma interpretação mais consistente.

domingo, 27 de setembro de 2020

À Espreita do Mal & Além da Vida

 


À Espreita do Mal (I See You, EUA, 2019) – Nota 6,5
Direção – Adam Randall
Elenco – Helen Hunt, Jon Tenney, Judah Lewis, Owen Teague, Libe Barer, Gregory Alan Williams.

Em uma cidade típica de subúrbio, o desaparecimento de um garoto assusta os moradores. O investigador responsável pelo caso é Greg (Jon Tenney), que enfrenta problemas no seu casamento com Jackie (Helen Hunt), fato que afeta seu filho Connor (Judah Lewis). Tudo fica ainda pior quando fatos inexplicáveis começam a ocorrer na casa da família. 

O grande acerto deste filme é a surpreendente reviravolta que ocorre no meio da trama. Até então a narrativa seguia a cartilha dos filmes de suspense genéricos. Esta mudança de foco faz a história crescer, porém alguns furos no roteiro que surgem na sequência atrapalham bastante. É claramente uma trama que merecia ter sido desenvolvida por um roteirista melhor. Vale citar a presença de uma envelhecida Helen Hunt.

Além da Vida (The Keeping Hours, EUA, 2017) – Nota 6,5
Direção – Karen Moncrieff
Elenco – Lee Pace, Carrie Coon, Sander Thomas, Ray Baker, Amy Smart.

Na sequência inicial, Mark (Lee Pace) e Elizabeth (Carrie Cohn) oficializam sua união com muita alegria ao lado de amigos e do filho pequeno Jacob (Sander Thomas). A trama pula seis anos a frente, com o casal separado após a morte do filho. Ao visitar a antiga casa pensando em vendê-la, Mark é surpreendido ao encontrar o fantasma de Jacob, dando início a uma inusitada situação que mudará completamente sua vida e de sua ex-esposa. 

O acerto deste filme é transformar uma história sobrenatural em algo sensível, incluindo uma explicação para a situação que com certeza agradará aos espiritualistas. O roteiro explora ainda a questão da diferença com que as pessoas enfrentam o luto, fato que muitas vezes separa casais que passam por uma tragédia similar. O filme tem alguns exageros, mas que não atrapalham a proposta do roteiro.

sábado, 26 de setembro de 2020

Correndo Contra o Tempo

 


Correndo Contra o Tempo (Don’t Let Go, EUA, 2019) – Nota 6
Direção – Jacob Aaron Estes
Elenco – David Oyelowo, Storm Reid, Mykelti Williamson, Alfred Molina, Brian Tyree Henry, Shinelle Azoroh, Byron Mann, April Grace.

O detetive Jack (David Oyelowo) fica devastado quando seu irmão (Brian Tyree Henry), sua cunhada (Shinelle Azoroh) e a sobrinha (Storm Reid) são assassinados. A situação fica ainda mais confusa quando dias depois do fato, David recebe uma ligação da sobrinha falecida. Ele tenta entender como pode ser possível o contato com a sobrinha, além de investigar para descobrir a identidade do assassino de seus familiares. 

A premissa de explorar tempo e espaço diferentes para tentar mudar o curso da história já foi levada às telas diversas vezes. Por mais que seja uma tema extremamente intrigante e por si só prenda a atenção do espectador, na maioria das vezes o roteiro apresenta furos por causa da dificuldade em transformar algo incomum em uma trama verossímil. Aqui acontece exatamente isso. 

O filme tem boas sequências de ação e violência, suspense razoável, mas peca pelos vários absurdos utilizados para resolver a situação. Além de não ser muito difícil descobrir o vilão principal, a meia-hora final é uma verdadeira bagunça, em que o espectador pode tentar juntar peças que não se encaixam ou aceitar a falta de uma explicação convincente.


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Juror 8

 


Juror 8 (Bae-Sim-Won, Coreia do Sul, 2019) – Nota 7
Direção – Seung Wan Hong
Elenco – So Ri Moon, Hyung Shik Park, Han Chul Jo, Jo Soo Hyang.

Em 2008, o governo sul-coreano alterou o sistema de justiça introduzindo o júri popular nos julgamentos criminais. O primeiro julgamento neste formato tinha como réu um sujeito acusado de assassinar a mãe. 

Enquanto a juíza (So Ri Moon) precisa lidar com questões políticas além do caso, os membros do júri não sabem exatamente como agir. Tudo fica ainda mais complicado quando o jovem jurado número oito (Hyung Shik Park) fica em dúvida sobre a culpa do réu, dando início a uma sucessão de questionamentos. 

Baseado em uma história real, este longa lembra o clássico “12 Homens e uma Sentença”, porém ao invés do protagonista ser um sujeito sério e contestador, temos aqui um jovem confuso e inseguro que termina por subverter o pensamento dos demais membros do júri de uma forma até patética em alguns momentos. 

Apesar do drama ser o ponto principal, com algumas sequências mais emotivas, o diretor escolheu o caminho de inserir situações engraçadas em meio ao tumultuado julgamento. 

Está longe de ser um grande filme, mas vale como curiosidade para entender como o julgamento abordado foi uma experiência que nem mesmo os profissionais da justiça daquele país sabiam se daria certo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

O Assassino de Valhalla

 


O Assassino de Valhalla (The Valhalla Murders, Islândia, 2019) – Nota 7
Direção – Thordur Palsson
Elenco – Nina Dogg Filippusdottir, Bjorn Thors, Sigurour Skulason, Tinna Hrafnsdottir.

Em Reykjavik, capital da Islândia, dois assassinatos em locais diferentes podem ser obras de um serial killer. A detetive Kata (Nina Dogg Filippusdottir) é obrigada por seus superiores a aceitar a parceria do policial Arnar (Bjorn Thors), que veio da Noruega para auxiliar na investigação. Além dos crimes, os dois detetives precisam lidar também com politicagens dentro do departamento e problemas pessoais. 

Dividida em oito episódios, esta série islandesa segue o estilo da similar e ainda melhor “Trapped”, ao explorar uma complexa trama misturando crimes e dramas pessoais. Por sinal, a protagonista Nina Dogg Filippusdottir também teve um papel de destaque naquela série. 

A trama prende atenção ao esconder a identidade do assassino, pelas ótimas locações na bela e gelada capital da Islândia e também nas poucas, porém competentes cenas de violência. 

Está longe de ser uma série explosiva, mas com certeza agradará a quem curte uma boa investigação.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

O Filho de Jean

 


O Filho de Jean (Le Fils de Jean, França / Canadá, 2016) – Nota 7,5
Direção – Philippe Lioret
Elenco – Pierre Deladonchamps, Gabriel Arcand, Catherine de Lean, Marie Therese Fortin, Pierre Yves Cardinal, Patrick Hivon.

Em Paris, Mathieu (Pierre Deladonchamps) recebe um telefonema de Montreal no Canadá, onde uma pessoa informa que seu pai biológico faleceu e deixou algo para ele. Mathieu sequer sabia o nome de seu pai. 

Ao invés de esperar a encomenda, ele decide viajar para Montreal para saber um pouco sobre o pai, conhecer seus meios-irmãos e participar da cerimônia de despedida. Ele não imagina que enfrentará uma situação totalmente inesperada no Canadá. 

Os pontos principais do roteiro são as dificuldades de relacionamento e as consequências de atitudes e decisões que mudam para sempre a vida de uma pessoa. A viagem do protagonista termina sendo um ponto de mudança em sua vida, com revelações e descobertas sobre si mesmo. 

O filme tem ainda belas locações em um lago afastado onde ocorrem algumas sequências importantes da história. 

É basicamente um drama familiar sensível e sóbrio sobre personagens que poderiam ser reais.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Desaparecimento

 


Desaparecimento (Disappearance, Irã / Catar, 2017) – Nota 7
Direção – Ali Asgari
Elenco – Amirreza Ranjbaran, Sadaf Asgari.

Teerã, capital do Irã. A jovem Sara (Sadaf Asgari) e seu namorado Hamed (Amirreza Ranjbaran) iniciam um saga por hospitais buscando atendimento para a garota após um determinado fato deixá-la machucada. O problema é que para o atendimento necessário, Sara precisa da autorização de seus pais, a quem ela não tem coragem de contar o que aconteceu. 

Escrito e dirigido por Ali Asgari, este longa explora as consequências dos tabus familiares e sociais que são muito fortes por causa da religião no Irã. O roteiro toca ainda de forma rasa na corrupção ocasional, no caso em que alguém vê a chance de lucrar com o desespero de terceiros. 

O ponto final é a própria relação entre os jovens imaturos que não sabem exatamente como lidar com a situação. É interessante também as locações em Teerã durante a noite. Os jovens passam por vários locais claramente com estilo ocidental, mesmo em um país com as tradições islâmicas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Louca Obsessão & Ma

 


Louca Obsessão (Misery, EUA, 1990) – Nota 8
Direção – Rob Reiner
Elenco – James Caan, Kathy Bates, Richard Farnsworth, Frances Sternhagen, Lauren Bacall, J. T. Walsh.

Após sofrer um acidente de carro em uma região isolada, o famoso escritor Paul Sheldon (James Caan) é socorrido pela enfermeira Annie (Kathy Bates), que mora perto do local. Annie leva Paul para sua casa com o objetivo de cuidar do ferimento, ao mesmo tempo em que diz ser fã ardorosa de seus livros. 

O jeito amável de Annie muda completamente quando ela pega o rascunho do novo livro de Paul e descobre que ele matou a personagem principal. É o início do inferno para o escritor. 

Baseado em um livro de Stephen King, esta história muito provavelmente saiu do medo do escritor em enfrentar fãs malucos. Este medo rendeu um ótimo longa, muito pela personagem assustadora interpretada por Kathy Bates. Suas mudanças de comportamento, de humor e a tortura psicológica que impõe ao personagem de James Caan são perfeitas para a proposta do filme. 

É sem dúvida umas melhores adaptações de King para o cinema.

Ma (Ma, EUA / Japão, 2019) – Nota 6,5
Direção – Tate Taylor
Elenco – Octavia Spencer, Diana Silvers, Juliette Lewis, McKaley Miller, Luke Evans, Corey Fogelmanis, Gianni Paolo, Dante Brow, Missi Pyle, Allison Janney.

Ao mudar para uma nova cidade com a mãe (Juliette Lewis), a adolescente Maggie (Diane Silvers) rapidamente faz amizade com outros jovens. Num certo dia, eles pedem para várias pessoas comprar bebida alcoólica em uma loja de conveniência, sendo ignorados, até que Sue Ann (Octavia Spencer) aceita. 

A solitária mulher consegue fazer os jovens passar a visitar sua casa, utilizando o porão para festas e bebedeiras, criando a princípio uma estranha amizade. Aos poucos ela passa a demonstrar sua verdadeira intenção. 

O roteiro se apoia totalmente no talento de Octavia Spencer para criar uma personagem estranha, com intenções dúbias e que carrega um trauma que é o gatilho para suas atitudes. 

O filme funciona bem na primeira parte, enquanto ela cria um laço com os jovens. A partir do momento em que seu ódio vem à tona, o longa se torna um suspense genérico, com sequências violentas e situações absurdas. 

É um filme razoável, apesar de ser bastante irregular.


domingo, 20 de setembro de 2020

Malone: Puxando o Gatilho

 


Malone: Puxando o Gatilho (Give ‘em Hell Malone, EUA, 2009) – Nota 4
Direção – Russel Mulcahy
Elenco – Thomas Jane, Ving Rhames, Elsa Pataky, French Stewart, Leland Orser, Doug Hutchison, Gregory Harrison, Chris Yen.

Malone (Thomas Jane) é um detetive particular que se tornou matador de aluguel após sua família ser assassinada. Ao ser contratado para recuperar uma pasta com algo desconhecido dentro, Malone se torna alvo de um chefão do crime que envia outro matador (Ving Rhames) para terminar o serviço. 

Conhecido principalmente pelo clássico “Highlander: O Guerreiro Imortal”, o diretor australiano Russell Mulcahy entregou aqui um dos piores filmes de sua carreira. A boa sequência inicial com um violento tiroteio é a única coisa se salva. 

A péssima história e a escolha do diretor em inserir humor negro para “homenagear” o estilo noir se perde em meio a diálogos idiotas e situações constrangedoras. Ao invés de misteriosos, os personagens são totalmente caricatos, com total destaque negativo para o incendiário vivido por um maluco Doug Hutchison, conhecido por viver vilões bizarros na série “Arquivo X” e no clássico “À Espera de um Milagre”. 

Este “Malone: Puxando o Gatilho” é um filme para passar longe.

sábado, 19 de setembro de 2020

O Rei de Staten Island

 


O Rei de Staten Island (The King of Staten Island, EUA, 2020) – Nota 7,5
Direção – Judd Apatow
Elenco – Pete Davidson, Marisa Tomei, Bill Burr, Bel Powley, Maude Apatow, Steve Buscemi, Ricky Velez, Moises Arias, Lou Wilson, Kevin Corrigan, Domenick Lombardozzi.

Scott (Pete Davidson) tem vinte e quatro anos, passa o dia fumando maconha com os amigos e ainda mora com a mãe (Marisa Tomei) em Staten Island, subúrbio de Nova York.  Quando sua irmã (Maude Apatow) vai para a universidade e sua mãe pensa em recomeçar a vida, Scott se vê obrigado a procurar um novo caminho, algo que não será fácil. 

O ator Pete Davidson escreveu em parceria com o diretor Judd Apatow o roteiro deste longa baseado em sua própria experiência de vida. Pete perdeu o pai que era bombeiro durante os ataques de 11 de Setembro, fato que influenciou em suas atitudes durante a adolescência, resultando em vários problemas que são detalhados aqui. 

O grande acerto é que o filme é construído com bom humor, mesmo nos momentos mais complicados e nas situações patéticas. Pete Davidson praticamente repete o papel de seu filme anterior “Big Time Adolescense”, ou seja, nos dois trabalhos interpretou ele mesmo. 

No elenco vale destacar ainda o comediante Bill Burr interpretando um bombeiro falador e as sempre simpáticas Marisa Tomei e Bel Powley, esta última como a namorada do protagonista.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

A Hora do Lobo

 


A Hora do Lobo (The Wolf Hour, Inglaterra / EUA, 2019) – Nota 6
Direção – Alistair Banks Griffin
Elenco – Naomi Watts, Jennifer Ehle, Emory Cohen, Kelvin Harrison Jr., Jeremy Bobb, Brennan Brown.

Bronx, Nova York, 1977. Durante o verão em que o psicopata conhecido como “O Filho de Sam” assassinou várias mulheres na cidade, June Leigh (Naomi Watts) vive enclausurada em um velho apartamento. 

Demonstrando um medo fora do comum de ir para rua, June sofre também com a péssima vizinhança e com um desconhecido que toda noite toca seu interfone sem falar absolutamente nada. 

O roteiro escrito pelo diretor Alistair Banks Smiths aproveita a história real do medo que tomou conta de Nova York na época para criar uma trama de ficção fazendo um paralelo com a vida da complicada protagonista. 

As explicações do porquê de suas atitudes surgem aos poucos e de formas diferentes. Seja na visita de uma amiga (Jennifer Ehle), em fitas de vídeo, nos telefonemas e no relacionamento com um entregador (Kelvin Harrison Jr.), tudo isso dentro do apartamento. 

O problema é que mesmo sendo algo forte, a motivação da personagem para seu “exílio” parece exagerada, assim como sua mudança de personalidade em relação a uma sequência sobre seu passado e principalmente o final. 

É basicamente um filme estranho, que explora uma história incomum e que tem como destaque a atuação de uma perturbada Naomi Watts.


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

1945

 


1945 (1945, Hungria, 2017) – Nota 7,5
Direção – Ferenc Torok
Elenco – Peter Rudolf, Bence Tasnadi, Tamas Szabo Kimmel, Dora Sztarenki.

Agosto de 1945. Ao final da Segunda Guerra Mundial, no dia em que o filho do prefeito vai se casar, os moradores de um povoado no interior da Hungria ficam apreensivos quando dois judeus chegam de trem carregando dois baús. A presença dos estranhos desperta medos e sentimentos que as pessoas do local gostariam de deixar no passado. 

Este interessantíssimo longa húngaro filmado em preto e branco explora o terrível tema das consequências da guerra, principalmente como as pessoas que sobreviveram tiveram de enfrentar seus traumas, erros, culpas, remorsos e traições, muitas vezes por terem agido para salvar a própria pele. Muito do que o ser humano tem de pior vem à tona neste dia, motivado apenas pela chegada enigmática dos dois judeus. 

O roteiro dá espaço ainda para as mudanças que estavam prestes a ocorrer na Hungria, com a presença de soldados russos na vila e a propaganda do partido nacionalista na rádio, tudo sendo preparado para o terrível regime comunista que seria implantado e mantido durante décadas no país. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Reflexos da Inocência

 


Reflexos da Inocência (Flashbacks of a Fool, Inglaterra, 2008) – Nota 7,5
Direção – Baillie Walsh
Elenco – Daniel Craig, Harry Eden, Olivia Williams, Jodhi May, Felicity Jones, Max Deacon, Keeley Hawes, Eve, Emilia Fox, Mark Strong, James D’Arcy, Alfie Allen. 

Em Los Angeles, Joe Scott (Daniel Craig) é um ator que passa por um momento conturbado na carreira e na vida pessoal. Ao receber uma ligação da mãe avisando que seu melhor amigo da infância faleceu, Joe fica ainda mais perturbado e começa a relembrar o passado. 

Em seguida, a narrativa volta para os anos oitenta quando Joe (Harry Eden) era um adolescente que vivia em uma comunidade simples no litoral da Inglaterra. 

O início do longa é um pouco estranho ao mostrar a vida confusa do protagonista, passando a impressão de que a trama vai focar apenas na descida ao inferno do personagem. 

Tudo muda quando a narrativa se volta para a adolescência de Joe. O desenrolar dos acontecimentos na época terminam por marcar o personagem pelo resto da vida, elevando bastante o interesse pela trama. 

O ponto principal do roteiro é a dificuldade em lidar com nossos próprios erros, sabendo que o passado não pode ser modificado. 

É um drama que entrega mais do que promete.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Repo Men: O Resgate de Órgãos

 


Repo Men: O Resgate de Órgãos (Repo Men, Canadá / EUA, 2010) – Nota 6
Direção – Miguel Sapochnik
Elenco – Jude Law, Forest Whitaker, Alice Braga, Liev Schreiber, Carice van Houten, Chandler Canterbury, RZA.

No futuro, a venda de órgãos artificiais para transplante ou upgrade da qualidade de vida se tornou um negócio rentável para uma corporação. Os órgãos são financiados como se fossem automóveis ou casas. 

De forma semelhante aos negócios citados, se o comprador atrasar as parcelas, o órgão é removido por funcionários da empresa conhecidos como “repo”. Os parceiros Remy (Jude Law) e Jake (Forest Whitaker) são dois repos que lucram com a remoção forçada. Tudo vai bem para a dupla até que um acidente muda totalmente a situação. 

Apesar de bizarra e sangrenta, a premissa é criativa e ao mesmo tempo uma grande crítica de como funcionam os financiamentos. Em uma análise um pouco mais profunda, o espectador verá que o desenvolvimento da trama é puro clichê, com reviravoltas comuns ao gênero, transformando caçador em caça. 

Algumas situações são deixadas de lado, como a relação do personagem de Jude Law com a esposa, levando até um final que basicamente tira um sarro da cara do espectador. 

O resultado é um longa criativo na premissa, mas genérico e totalmente esquecível ao final.