quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Operação Mekong

Operação Mekong (Mei Gong He Xing Dong, China / Hong Kong, 2016) – Nota 7
Direção – Dante Lam
Elenco – Hanyu Zhang, Eddie Peng, Vithaya Pansringarm, Carl Ng, Pawarith Monkolpisit.

Anos noventa. Uma embarcação chinesa é atacada por piratas no rio Mekong, numa região conhecida como “Triângulo Dourado”, que é uma espécie de fronteira aquática que une Tailândia, Laos e Myanmar. 

Enquanto a polícia e o exército destes países tem dificuldades em enfrentar a situação, o governo chinês monta uma equipe de elite para investigar o caso. 

Um experiente agente (Hanyu Zhang) e um agente infiltrado no submundo da Tailândia (Eddie Peng) lideram o grupo que utiliza de todos os meios para chegar até o chefão do crime na região. 

O ponto principal deste longa são as muitas sequências de ação, algumas eletrizantes, como as cenas dentro do shopping e o clímax no esconderijo dos bandidos no meio da floresta. Por outro lado, as interpretações são ruins e exageradas, assim como algumas reviravoltas malucas no roteiro. 

É um filme para curtir a ação sem se preocupar com o restante.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Star Wars: Os Últimos Jedi

Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: Episode VIII - The Last Jedi, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Rian Johnson
Elenco – Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Laura Dern, Benicio Del Toro, Frank Oz, Kelly Marie Tran, Justin Theroux.

Após encontrar Luke Skywalker (Mark Hamill) vivendo em um planeta isolado, Rey (Daisy Ridley) tenta convencê-lo a se tornar seu mestre e também a retornar à luta contra a Primeira Ordem. 

Em paralelo, Finn (John Boyega) e sua nova aliada Rose (Kelly Marie Tran) planejam entrar na nave da Primeira Ordem para desativar suas defesas e facilitar o ataque dos caças da Resistência, antes que eles sejam dizimados. 

A competente retomada da saga Star Wars no filme anterior deixou a esperança que a sequência manteria a mesma qualidade, porém isto não ocorreu. As cenas de ação com caças intergaláticos e toda a parte técnica apresentam a mesma qualidade da série, os problemas surgem na narrativa irregular e na história que parece reciclada da trilogia original. 

Nem mesmo a importante volta de Luke Skywalker ajuda, por sinal as várias sequências dele com a personagem Rey na ilha são cansativas e previsíveis. O melhor do filme são as peripécias dos personagens de John Boyega e Kelly Marie Tran, além do vilão vivido por Adam Driver. 

É um filme que com certeza agradou os fãs inveterados da franquia, mas para o cinéfilo mais crítico fica uma ponta de decepção.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Star Wars: O Despertar da Força

Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars: Episode VII - The Force Awakens, EUA, 2015) – Nota 8
Direção – J. J. Abrams
Elenco – Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Max Von Sydow, Peter Mayhew.

Trinta anos após a destruição da Estrela da Morte, a Resistência precisa enfrentar uma nova ameaça denominada Primeira Ordem. Os dois lados tem como objetivo localizar Luke Skywalker (Mark Hamill), que desapareceu sem deixar vestígios. 

Uma série de acontecimentos leva um stormtrooper desertor (John Boyega), uma jovem orfã (Daisy Ridley) e os aventureiros Han Solo (Harrison Ford) e seu parceiro Chewbacca (Peter Mayhew) a terem de proteger um robô que tem um mapa que pode levar até o local onde Luke está escondido. 

Apesar de não ter a mesma qualidade dos dois primeiros filmes da trilogia original, esta volta ao mundo “Star Wars” rende um competente longa que continua a saga da melhor forma possível. As cenas de ação, os coadjuvantes bizarros, um vilão que é quase uma cópia de Darth Vader e até as piadinhas seguem o mesmo estilo da franquia.

O que ajuda a melhorar da qualidade em relação aos episódios I, II e III que tanto foram criticados, é sem dúvida a volta do elenco original, principalmente de Harrison Ford. Mesmo com setenta e três anos na época, Ford ainda esbanja carisma como o mercenário galáctico. Os novatos Daisy Ridley e John Boyega também defendem bem seus papéis. 

Diversão garantida para os fãs da franquia e do gênero.

domingo, 11 de novembro de 2018

Forças Especiais & Comando Imbatível


Forças Especiais (Forces Spéciales, França, 2011) – Nota 6,5
Direção – Stéphane Rybojad
Elenco – Diane Kruger, Djimon Hounsou, Benoit Magimel, Denis Menochet, Raphael Personnaz, Raz Degan, Tcheky Karyo.

A jornalista francesa Elsa (Diane Kruger) é sequestrada pelo grupo Talibã enquanto trabalhava no Afeganistão. A impossibilidade de negociar com os fanáticos do Talibã leva o governo francês a enviar uma unidade de elite para resgatar a jornalista. Além do terroristas, o grupo de seis soldados liderados por Kovax (Djimon Hounson) terá de enfrentar também a natureza inóspita da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. 

Este longa francês de ação copia o estilo hollywoodiano, lembrando com as devidas proporções os filmes de Michael Bay. As cenas de ação filmadas com cortes rápidos, os diálogos que intercalam piadinhas bobas com sequências dramáticas sobre amizade e a história de superação são exemplos. Os destaques são as sequências de ação recheadas de tiroteios e as locações no deserto. 

O resultado é um filme de ação genérico que prende a atenção, mas que rapidamente será esquecido.

Comando Imbatível (Navy Seals, EUA, 1990) – Nota 6,5
Direção – Lewis Teague
Elenco – Charlie Sheen, Michael Biehn, Joanne Whaley Kilmer, Rick Rossovich, Bill Paxton, Dennis Haysbert, Cyril O’Reilly.

Um avião é sequestrado no Oriente Médio e um grupo de elite do governo americano é enviado para o resgate. Eles resolvem a situação, mas descobrem que terroristas roubaram mísseis de alto alcance. A nova missão do grupo é encontrar os terroristas e recuperar os artefatos roubados. 

Aventura típica dos anos oitenta, este longa intercala cenas engraçadinhas, como a sequência em que um dos soldados (Dennys Haysbert) abandona a noiva no casamento para responder o chamado do governo, com cenas de ação competentes e uma história simples, sem surpresa alguma. É curioso ver Charlie Sheen como herói de ação. 

É mais um filme genérico de ação, uma diversão passageira para os fãs do gênero.

sábado, 10 de novembro de 2018

Quase Amigos

Quase Amigos (Almost Friends, EUA, 2016) – Nota 7
Direção – Jake Goldberger
Elenco – Freddie Highmore, Odeya Rush, Christopher Meloni, Marg Helgenberger, Haley Joel Osment, Jake Abel, Rita Wolk, Taylor John Smith.

Charlie (Freddie Highmore) é um jovem inseguro que não sabe qual caminho seguir na vida. Ele tem muita dificuldade em se aproximar de Amber (Odeya Rush), uma garota por quem é apaixonado e que trabalha como garçonete em um pequeno café. 

Quando ele consegue a atenção da garota, descobre que ela namora com um atleta do colégio. Em paralelo, o reaparecimento de seu pai (Christopher Meloni) também mexe com o confuso Charlie. 

Este simpático drama romântico acerta ao retratar os dramas e as inseguranças da juventude de uma forma sóbria e realista, com exceção das atitudes do pai do protagonista que passam um pouco do limite. 

A relação entre Charlie e Amber é cheia de sentimentos, até mesmo com um toque de melancolia, como geralmente são as paixões entre jovens. Freddie Highmore se mostra perfeito para o papel do protagonista tímido e inseguro. 

É um bom filme indicado para quem gosta de um drama romântico leve. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Personal Shopper

Personal Shopper (Personal Shopper, França / Alemanha / República Tcheca / Bélgica, 2016) – Nota 6
Direção – Olivier Assayas
Elenco – Kristen Stewart, Lars Eidinger, Sigrid Bouaziz, Anders Danielsen Lie, Ty Olwin, Nora von Waldstatten.

Maureen (Kristen Stewart) mora em Paris e trabalha com personal shopper para uma celebridade. Traduzindo, ela compra roupas e acessórios pedidos pela pessoa que a contratou. 

Ao mesmo tempo, Maureen também é uma sensitiva que tenta entrar em contato com o espírito do irmão gêmeo que faleceu em uma casa nos arredores de Paris. Dividida entre a desmotivação com o trabalho e as dúvidas sobre seu dom, ela procura respostas para poder seguir em frente na vida. 

O roteiro escrito pelo diretor Olivier Assayas é mais estranho do que instigante. Ele tenta colocar em discussão nos diálogos a questão da vida após a morte, o que por si só é algo intrigante, mas por outro lado falha completamente na narrativa arrastada e na subtrama policial que surge na segunda metade do longa. O final abrupto também não ajuda. 

É um filme no máximo razoável.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Nasce uma Estrela

Nasce uma Estrela (The Star is Born, EUA, 2018) – Nota 8
Direção – Bradley Cooper
Elenco – Bradley Cooper, Lady Gaga, Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Rafi Gavron, Anthony Ramos. Dave Chappelle, Alec Baldwin, Ron Rifkin, Barry Shabaka Henley.

Jackson Maine (Bradley Cooper) é um famoso músico que abusa da bebida e das drogas. Ao cruzar o caminho da jovem cantora desconhecida Ally (Lady Gaga), Jackson rapidamente se apaixona e abre as portas da indústria musical para a garota. 

O relacionamento apaixonado do casal aos poucos entra em crise por causa dos vícios do cantor e pelo caminho escolhido por Ally, que deixa de lado as músicas autorais para se entregar ao pop bancado por um produtor ganancioso (Rafi Gavron). 

Para estrear como diretor, o ator Bradley Cooper escolheu refilmar uma trama clássica que já havia rendido três filmes. O roteiro escrito pelo próprio Bradley em parceria com Eric Roth e Will Fetters atualiza a história de uma forma extremamente realista. 

Com exceção da sequência do Grammy que se mostra um pouco exagerada e o final voltado para o melodrama, o longa detalha com qualidade a queda de um velho astro que não se dobrou ao mercado e a ascensão de uma jovem que abandona seus ideais para abraçar a fama como uma diva pop. 

A escolha de Lady Gaga para o papel é como um espelho da carreira real da cantora, que tem talento de sobra, mas que prefere privilegiar as danças sensuais e as músicas de letra fácil para alcançar o público. Por ser uma celebridade com milhões com fãs, sua boa atuação está sendo elevada pela crítica e público a um patamar acima do que realmente merece. 

O grande destaque do longa é sem dúvida a interpretação de Bradley Cooper. Ele está perfeito como o músico talentoso, decadente e com um passado pesado difícil de ser superado. Bradley Cooper já desponta como o grande favorito para vencer o Oscar de Melhor Ator ano que vem e quem sabe até mesmo disputar o de Melhor Diretor também.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Os Vigaristas & Vigaristas


Os Vigaristas (Matchstick Men, EUA, 2003) – Nota 7,5
Direção – Ridley Scott
Elenco – Nicolas Cage, Sam Rockwell, Alison Lohman, Bruce Altman, Bruce McGill, Jenny O’Hara, Steve Eastin, Beth Grant, Sheila Kelley.

Roy (Nicolas Cage) e seu parceiro Frank (Sam Rockwell) vivem de pequenos golpes. Enquanto Frank é um sujeito desorganizado, Roy é o mentor do golpes. Obcecado por detalhes e sempre em busca da perfeição, ele tenta controlar suas manias com medicamentos e sessões com um psiquiatra (Bruce Altman). Sua vida pessoal fica ainda mais confusa quando surge a adolescente Angela (Alison Lohman), que diz ser sua filha de um relacionamento antigo. A garota acaba se tornando o terceiro elemento da quadrilha.

Esta incursão de Ridley Scott no gênero que mistura golpes e comédia resulta num longa divertido e com uma história com boas reviravoltas. Além da trama, os destaques ficam para Alison Lohman e Nicolas Cage. A atriz que na época tinha vinte e quatro anos, interpretou muito bem a adolescente rebelde de catorze, com ajuda da sua aparência extremamente jovem.

Nicolas Cage está ótimo como o sujeito cheio de manias. Seu perfeccionismo resulta em cenas engraçadas e patéticas, incluindo gagueira e tiques nervosos em momentos de pressão. É uma pena que o talentoso ator tenha escolhido papéis em muitos filmes ruins nos últimos anos.

Vigaristas (The Brothers Bloom, EUA, 2008) – Nota 6,5
Direção – Rian Johnson
Elenco – Adrien Brody, Rachel Weisz, Mark Ruffalo, Rinko Kikuchi, Robbie Coltrane, Maximilian Schell.

Desde crianças, os irmãos órfãos Stephen (Mark Ruffalo) e Bloom (Adrien Brody) aprenderam a sobreviver através de golpes, que com o passar do tempo se tornaram mais sofisticados. Após vinte e cinco anos enganando as pessoas, Bloom se mostra cansado e desmotivado, querendo mudar de vida, porém acaba convencido pelo irmão a participar de um último golpe. Ao lado da japonesa Bang Bang (Rinko Kikuchi), os irmãos se aproximam da nova vítima, a milionária solitária Penelope (Rachel Weisz). Quando Bloom se apaixona por Penelope, a situação se complica. 

O roteiro escrito pelo diretor Rian Johnson explora a clássica história dos intrincados golpes que tentam deixar o espectador em dúvida sobre quem está enganando quem. Os problemas aqui estão no ritmo irregular da narrativa, que perde tempo criando entraves bobos para o romance, principalmente por causa das atitudes do sentimental e irritante personagem de Adrien Brody e na forma confusa como a trama do golpe se desenrola. O maior destaque fica para a personagem calada e engraçada da japonesa Rinko Kikuchi. 

O resultado é razoável e totalmente esquecível.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

O Paradoxo Cloverfield

O Paradoxo Cloverfield (The Cloverfield Paradox, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Julius Onah
Elenco – Gugu Mbatha Raw, Daniel Bruhl, David Oyelowo, John Ortiz, Chris O’Dowd, Aksel Hennie, Zhang Ziyi. Elizabeth Debicki, Roger Davies, Donal Logue, Suzanne Cryer.   

As reservas naturais do planeta estão acabando, resultando na falta de energia e consequentemente em conflitos prestes a explodir. 

Uma equipe internacional é enviada em uma estação espacial com o objetivo de conseguir uma nova fonte de energia através de um mecanismo batizado como “Shepard”. 

Após dois anos no espaço, os tripulantes ainda não conseguiram resolver a situação. A pressão aumenta e um fato inesperado os leva ao desespero. 

Por mais que os três filmes da franquia “Cloverfield” tenham tramas bem diferentes entre si e este último seja o mais fraco, ainda vale a sessão para o cinéfilo que gosta de garimpar pistas que ligam as três histórias. 

O filme peca por seguir todos os clichês do gênero e desenvolver mal a maioria dos personagens, além de entregar interpretações ruins, porém fica o gosto pela curiosidade de encontrar as ligações nas histórias e o gancho no final que poderia ou ainda pode render um longa bem interessante. 

Vale citar ainda a pequena participação de Donal Logue como um escritor que vê a missão espacial como algo perigoso que pode despertar o apocalipse, sendo que seu personagem seria o irmão do paranoico vivido por John Goodman em “Rua Cloverfield, 10”. E o gancho final que citei tem ligação direta como “Cloverfield Monstro”. 

Vamos esperar para saber se a franquia terá alguma continuação.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Jurassic World: Reino Ameaçado

Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018) – Nota 5,5
Direção – Juan Antonio Bayona
Elenco – Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall, Justice Smith, Daniella Pineda, James Cromwell, Toby Jones, Ted Levine, Jeff Goldblum, BD Wong, Geraldine Chaplin, Isabella Sermon, Peter Jason.

Três anos após a tragédia no parque temático Jurassic World, a ilha Nublar está prestes a ser destruída por um vulcão. 

Pensando em salvar os dinossauros que estão soltos os levando para uma espécie de santuário, o milionário doente Benjamin Lockwood (James Cromwell) e seu braço-direito Eli Mills (Rafe Spall) contratam a ex-administradora do parque Claire (Bryce Dallas Howard) e o domador Owen (Chris Pratt) para a missão junto de uma equipe liderada por um militar (Ted Levine). O que Claire e Owen não imaginam é que o objetivo de Mills é bem diferente do que foi acertado. 

O eficiente filme de 2015 deixou a esperança de uma sequência com pelo menos a mesma qualidade, o que infelizmente não ocorreu. Este novo longa recicla de forma exagerada sequências semelhantes as que fizeram sucesso nos filmes anteriores, além de criar soluções ingênuas para salvar a pele dos mocinhos, inclusive dos novos coadjuvantes. 

Se a premissa era interessante, a forma como a história se desenvolve é extremamente absurda e repleta de clichês. Até mesmo a volta do personagem de Jeff Goldblum, que era um dos protagonistas do filme original, acaba sendo desperdiçada. 

O final piegas deixa um enorme gancho para mais uma sequência, que se realmente sair do papel, espero que seja bem diferente deste longa.

domingo, 4 de novembro de 2018

O Colosso de Rodes

O Colosso de Rodes (Il Colosso di Rodi, Itália / França / Espanha, 1961) – Nota 5,5
Direção – Sergio Leone
Elenco – Rory Calhoun, Lea Massari, Georges Marchal, Conrado San Martim, Angel Aranda, Roberto Camardiel.

Dario (Rory Calhoun) é um herói militar grego que ao visitar seu tio na Ilha do Rodes é praticamente obrigado a escolher um lado no conflito entre os rebeldes liderados por Peliocles (Georges Marchal) e o exército do rei tirano Serse (Roberto Camardiel). 

Dario também se envolve com a bela Diala (Lea Massari), que é filha do criador da estátua conhecida como O Colosso de Rodes. 

Nos anos sessenta, o cinema italiano criou o gênero batizado como “western spaghetti” copiando os longas americanos, assim como fez o mesmo com os épicos. 

Entre os vários épicos italianos, este “O Colosso de Rodes” chama a atenção por ser o primeiro filme dirigido pelo grande Sergio Leone, que faria apenas mais seis filmes na carreira, todos clássicos absolutos. A única coisa que vale a sessão aqui é a curiosidade de conhecer o trabalho de Leone em um gênero diferente do western. 

O elenco recheado de canastrões, inclusive o protagonista americano Rory Calhoun, a narrativa arrastada e as cenas de batalha quase amadoras tornam as mais de duas horas de projeção extremamente cansativas. 

Se fosse apenas por este trabalho, Sergio Leone estaria esquecido. 

sábado, 3 de novembro de 2018

Tangerinas

Tangerinas (Mandariinid, Estônia / Geórgia, 2013) – Nota 8
Direção – Zaza Urushadze
Elenco – Lembit Ulfsak, Giorgi Nakashidze, Elmo Nuganen, Mikhail Meskhi, Raivo Trass.

Interior da Geórgia, 1992. Durante a Guerra Civil que assolou o país que buscava independência, os estonianos Ivo (Lembit Ulfask) e seu vizinho Margus (Elmo Nuganen) decidem ficar em suas casas ao invés de fugirem para a Estônia, como fez a maioria dos moradores da região. 

Margus deseja colher pela última vez as milhares de tangerinas que crescem em seu pomar, enquanto o idoso Ivo mantém uma relação sentimental com o local onde mora. 

Um conflito entre mercenários chechenos e soldados georgianos na estrada em frente a casa dos amigos resulta na morte de alguns homens. Dois inimigos acabam sobrevivendo feridos. O checheno Ahmed (Giorgi Nakashidze) e o georgiano Nika (Mikhail Meskhi) são resgatados por Ivo, que precisa mostrar força para mantê-los vivos e em paz. 

Este sensível longa acerta em cheio ao inserir um pouco de humanidade em meio a uma guerra. O protagonista tenta a todo custo colocar a vida acima do conflito, mesmo que nem sempre o resultado seja o melhor possível. 

O roteiro explora ainda a questão da ignorância dos soldados, que muitas vezes lutam acreditando em alguma mentira ou até mesmo por dinheiro. Os diálogos entre os dois sobreviventes do tiroteio deixam esta situação bem clara. Eles se odeiam mesmo sem saber exatamente o porquê. 

É um filme simples, de baixo orçamento e que vai direto ao ponto ao detalhar o absurdo da guerra.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Uma Noite Fora de Série & Uma Noite de Aventuras


Uma Noite Fora de Série (Date Night, EUA, 2010) – Nota 5,5
Direção – Shawn Levy
Elenco – Steve Carell, Tina Fey, Mark Wahlberg, Ray Liotta, Taraji P. Henson, Jimmi Simpson, Common, William Fichtner, Leighton Meester, J. B. Smoove, Kristen Wiig, Mark Ruffalo, James Franco, Mila Kunis, Bill Burr, Gal Gadot, Jon Bernthal, Ari Graynor.

Preocupados com a rotina do casamento e com a separação de um casal de amigos, Phil (Steve Carell) e Claire (Tina Fey) decidem curtir uma noite em Manhattan, começando por jantar em um famoso restaurante.

Um desencontro leva dois sujeitos (Jimmi Simpson e Common) a acreditarem que o casal está chantageando seu chefe, o mafioso Joe Miletto (Ray Liotta). O que seria uma noite de diversão para o casal, se torna uma corrida maluca para fugir dos bandidos.

O diretor explora a clássica trama dos inocentes perseguidos por bandidos, porém o roteiro cheio de furos e as sequências que não funcionam como ação e nem como comédia estragam o filme. Os vários coadjuvantes famosos que passam pela tela em sequências rápidas pouco se destacam.

O filme só não é pior por causa do casal principal. Os talentosos Steve Carell e Tina Fey demonstram uma ótima química e fazem o possível para melhorar o fraco roteiro.

É uma comédia que infelizmente fica muito abaixo do esperado.

Uma Noite de Aventuras (Adventures in Babysitting, EUA, 1987) – Nota 7
Direção – Chris Columbus
Elenco – Elizabeth Shue, Keith Coogan, Maia Brewton, Anthony Rapp, Penelope Ann Miller, Vincent D'Onofrio, Calvin Levels, George Newbern, Bradley Whitford, Ron Canada.

A jovem Chris (Elizabeth Shue) é dispensada pelo namorado e acaba aceitando trabalhar uma noite como babá de um casal de filhos dos vizinhos. Assim que começa “o trabalho”, Chris recebe a ligação de sua melhor amiga (Penelope Ann Miller), que fugiu de casa e ficou sem dinheiro. 

Para ajudar a amiga, Chris decide ir até o centro de Chicago levando a pequena Sara (Maia Brewton), seu irmão adolescente Brad (Keith Coogan) e o amigo deste chamado Daryl (Anthony Rapp). Assim que o pneu do carro que ela dirige fura no meio da estrada, começa uma verdadeira saga de loucuras noite adentro. 

Clássico adolescente dos anos oitenta, este longa é um dos vários trabalhos divertidos do diretor e roteirista Chris Columbus (“Esqueceram de Mim 1 e 2”). O filme segue o estilo de aventuras urbanas noturnas como “Depois de Horas” que Martin Scorsese filmou dois anos antes, porém com um estilo juvenil e um humor que beira o nonsense. 

A bela Elisabeth Shue segura bem o papel principal. Destaque ainda para a participação de Vincent D’Onofrio como um cara totalmente maluco. 

Boa diversão para os fãs das comédias dos anos oitenta.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Cidade Louca

Cidade Louca (Madtown, EUA, 2016) – Nota 7
Direção – Charles Moore
Elenco – Milo Ventimiglia, Rachel Melvin, Amanda Aday, John Billingsley, Bonita Friedericy, Matt Lockwood, Joshua Elijah Reese.

Na cena inicial, um jovem assustado (Milo Ventimiglia) entra no palco de um bar para se apresentar em um show de stand up. Ele diz que falará apenas a verdade e inicia contando sua vida. 

Em seguida, descobrimos em flashback que o jovem é o solitário Denny Briggs, que ao conseguir um emprego em uma lanchonete passa a fazer parte da família do casal de donos (John Billingsley e Bonita Friedericy), que trata os demais funcionários como filhos. 

Quando sua irmã (Amanda Aday) ganha liberdade após vinte anos de prisão, a vida de Denny vira de ponta de cabeça. Uma tragédia do passado liga os dois irmãos e volta a assombrar o pobre Denny. 

Esqueçam o título que lembra uma comédia, o grande acerto deste simpático e ao mesmo triste longa está na forma como são construídas as relações entre os personagens.

Por mais que as pessoas cresçam em famílias desajustadas, sempre existirá a chance na vida adulta de cada um escolher sua nova família através das amizades e das relações afetivas. 

O roteiro também acerta no desenvolvimento dos personagens, ao criar um passado para cada um deles. 

O resultado é uma agradável surpresa para quem gosta de drama sobre familia a relacionamentos.