segunda-feira, 15 de julho de 2019

Em Busca do Tesouro Desaparecido

Em Busca do Tesouro Desaparecido (Los Buscadores, Paraguai, 2017) – Nota 7,5
Direção – Juan Carlos Maneglia & Tana Schembori
Elenco – Tomás Arredondo, Cecilia Torres, Christian Ferreira, Mario Toñanez, Sandra Sanabria, Leticia Panambi Sosa, Nelly Davalos, Martin Oviedo.

A Guerra do Paraguai que destruiu o país no século XIX rendeu a lenda de que as pessoas ricas teriam enterrado tesouros em vários locais com medo de serem roubadas pelas tropas argentinas e brasileiras. Desta lenda nasceram os chamados “Buscadores”, pessoas que utilizam mapas e pistas para tentar localizar os tesouros. 

Um destes mapas é encontrado pelo jovem Manu (Tomás Arredondo) dentro de um livro de seu avô que não consegue se comunicar por causa de um AVC. Junto com o amigo Fito (Christian Ferreira), Manu procura informações com o velho buscador Don Elio (Mario Toñanez) para decifrar o  mapa. 

Não demora para eles acreditarem que o tesouro do mapa está enterrado em um local onde foi construída uma embaixada. Manu decide se aproximar de uma empregada (Cecilia Torres) para tentar entrar na embaixada 

Cinco anos depois do ótimo “7 Caixas”, o melhor filme da história do cinema paraguaio, o casal de diretores Juan Carlos Maneglia e Tana Schembori entregou outro ótimo longa que mistura aventura, policial e comédia. 

A busca pelo tesouro em meio a um local urbano rende criativas sequências de perseguição e violência. O roteiro amarra muito bem a trama sem apelar para exageros, fazendo com que vários personagens gananciosos se cruzem na caçada, entregando ainda algumas boas reviravoltas, além de brincar com a lenda de que a busca ao tesouro seria uma maldição. 

O longa é uma ótima surpresa.

domingo, 14 de julho de 2019

A Morte de Stalin

A Morte de Stalin (The Death of Stalin, Inglaterra / França / Bélgica / Canadá / EUA, 2017) – Nota 7,5
Direção – Armando Iannucci
Elenco – Steve Buscemi, Simon Russell Beale, Jeffrey Tambor, Michael Palin, Adrian McLoughlin, Jason Isaacs, Dermot Crowley, Paul Whitehouse, Andrea Riseborough, Olga Kurylenko, Rupert Friend, Paddy Considine.

Moscou, União Soviética, 1953. A súbita morte do ditador Josef Stalin (Adrian McLoughlin) desencadeia uma série de alianças e traições entre os membros do conselho soviético que desejam tomar o lugar do falecido. 

Baseado numa comic book sobre os bastidores da sucessão de Stalin, este longa dirigido pelo escocês Armando Iannucci é uma deliciosa sátira ao absurdo regime comunista. 

O roteiro explora o medo das pessoas em desagradar algum poderoso e assim serem colocada em uma lista de inimigos a serem enviados para prisão ou executados. Esta situação cria sequências bizarras como a repetição do concerto musical e o desespero do diretor do teatro em telefonar para Stalin no horário exato. 

Os divertidos diálogos e o desenvolvimento dos personagens são outros acertos. Steve Buscemi como um falante e desbocado Nikita Khrushchev, que sucederia Stalin, Simon Russell Beale perfeito como o rival canalha Beria e um impagável Jeffrey Tambor no papel do idiota Malenkov. 

Vale citar ainda o casal maluco de filhos de Stalin, que são utilizados como escada pelos conspiradores que desejam chegar ao poder. 

O resultado é um divertido longa para que gosta de uma sátira política de qualidade.

sábado, 13 de julho de 2019

Últimos Dias no Deserto

Últimos Dias no Deserto (Last Days in the Desert, EUA, 2015) – Nota 5,5
Direção – Rodrigo Garcia
Elenco – Ewan McGregor, Ciaran Hinds, Ayelet Zurer, Tye Sheridan.

Durante sua viagem de quarenta dias pelo deserto para jejuar, rezar e refletir, Jesus (Ewan McGregor) cruza o caminho de uma família que vive em meio a região inóspita. 

O pai (Ciaran Hinds) é um sujeito que viveu sempre no deserto e o considera sua casa. O filho (Tye Sheridan) sonha em conhecer o mundo e ter uma vida diferente do pai. A mãe (Ayelet Zurer) está doente e à beira da morte. 

A proposta do roteiro escrito pelo diretor Rodrigo Garcia em humanizar Jesus é interessante. O diretor detalha os medos e as inseguranças de Jesus através de cenas de pesadelos, de suas conversas com o que seria o diabo ou sua consciência e das sequências em que ele não sabe como agir para ajudar a família que o abrigou. 

Infelizmente os pontos positivos, inclusive a boa atuação de Ewan McGregor, se perdem em uma narrativa lenta e nos diálogos rasos. O resultado é uma boa premissa desperdiçada em uma realização vazia.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Mundo Ordinário & Hearts Beat Loud


Mundo Ordinário (Ordinary World, EUA, 2016) – Nota 6
Direção – Lee Kirk
Elenco – Billie Joe Armstrong, Fred Armisen, Judy Greer, Selma Blair, Chris Messina, John Doman, Brian Baumgartner, Kevin Corrigan, Mia Dillon, Dallas Roberts, Madisyn Shipman.

No dia em que completa quarenta anos de idade, Perry (Billie Joe Armstrong) sofre com uma espécie de crise da meia-idade ao relembrar o tempo em que era vocalista de uma banda de punk rock que ele abandonou quando sua esposa Karen (Selma Blair) engravidou. 

Levando uma vida ordinária ao lado da esposa e da filha (Madisyn Shipman) e sendo sócio do irmão (Chris Messina) em uma loja de ferragens, Perry decide aproveitar o dia para chamar os integrantes da banda e fazer uma festa em um hotel. 

O protagonista Billie Joe Armstrong é na vida real o vocalista da banda Green Day e por curiosidade, casado desde muito jovem e sendo pai de dois filhos, considerado um sujeito careta no meio do mundo do rock. 

O roteiro explora um pedaço da vida de Billie Joe para criar uma história de ficção imaginando como seria sua vida se ele tivesse abandonado a banda quando casou, o que sabiamente ele não fez. A proposta é bem interessante, mas funciona apenas em parte. 

Mesmo sem ser ator, Billie Joe entrega uma boa atuação como o sujeito atrapalhado que se sente frustrado com o trabalho. Por outro lado, algumas situações beiram o clichê, como a crise com o irmão e o reencontro com a ex-namorada (Judy Greer) que surge do nada. 

É um filme que entrega menos do que promete. 

Hearts Beat Loud (Hearts Beat Loud, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Brett Haley
Elenco – Nick Offerman, Kiersey Clemons, Blythe Danner, Toni Collette, Sasha Lane, Ted Danson.

Frank Fisher (Nick Offerman) é o dono de uma loja de discos prestes a fechar as portas. Sua filha Sam (Kiersey Clemons) também deve ir para a universidade em poucos dias. Frank tinha uma dupla musical com a falecida esposa e ainda sonha em retomar a carreira ao lado da filha, que a princípio estuda para ser tornar médica. 

Uma simples música gravada entre os dois se transforma em sucesso na internet e faz com que pai e filha sejam obrigados a decidir qual caminho de vida seguir. 

Este longa entrega uma história básica e simpática sobre relacionamento familiar e amor pela música. O roteiro não explora grandes dramas, ao contrário, em alguns momentos parece faltar história.O ponto alto são as várias sequências musicais em que pai e filha criam, gravam e cantam ao vivo. 

Destaque também para a atuação de Nick Offerman, ator que fez grande parte da carreira na tv e que nos últimos vem conseguindo papéis de algum destaque em filmes como “Fome de Poder” e “Um Novo Mundo”.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

O Homem que Odiava as Mulheres

O Homem que Odiava as Mulheres (The Boston Strangler, EUA, 1968) – Nota 6,5
Direção – Richard Fleischer
Elenco – Tony Curtis, Henry Fonda, George Kennedy, Mike Kellin, Hurd Hatfield, Murray Hamilton, Jeff Corey, Sally Kellerman.

Boston, início dos anos sessenta. Várias mulheres de diferentes idades são encontradas estranguladas em suas residências. Sem sinais de arrombamento, a polícia acredita que as vítimas conheciam o assassino. 

Para acalmar a população, o governador indica um advogado (Henry Fonda) para ser o porta-voz do caso e também comandar a força-tarefa que investiga os crimes. 

Baseado na história de Albert De Salvo, que ficou conhecido como “O Estrangulador de Boston”, este longa peca em algumas escolhas e principalmente no formato que envelheceu bastante. 

A primeira hora é a mais interessante, com a polícia seguindo pistas através de um narrativa que foca na investigação e também com o diretor Richard Fleischer utilizando a criatividade e dividindo a tela em duas ou até três imagens simultâneas. 

Quando o assassino vivido por Tony Curtis entra em cena na hora final, o longa desce a ladeira ao abordar a questão da sanidade do sujeito ao estilo de uma drama psicológico raso. 

Consta que o roteiro modificou muitas situações e amenizou bastante a verdadeira personalidade do assassino, provavelmente para adequá-la com a imagem do então galã Tony Curtis. 

É uma história forte que merecia um nova versão para o cinema.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Hotel Artemis

Hotel Artemis (Hotel Artemis, Inglaterra / EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Drew Pearce
Elenco – Jodie Foster, Sterling K. Brown, Sofia Boutella, Jeff Goldblum, Dave Bautista, Brian Tyree Henry, Jenny Slate, Zachary Quinto, Charlie Day, Kenneth Choi.

Los Angeles, 2028. A escassez de água gera uma enorme revolta em Los Angeles. Em meio ao tumulto, um grupo de ladrões tenta assaltar um banco. Dois irmãos (Sterling K. Brown e Brian Tyree Henry) conseguem escapar com parte do produto do roubo, sendo que um deles está ferido.

Eles seguem para um hotel de fachada que na verdade é uma espécie de hospital clandestino para bandidos administrado por uma enfermeira (Jodie Foster). No local eles cruzam o caminho de outros criminosos perigosos, com cada um deles tendo seu próprio objetivo. 

A premissa é extremamente interessante e criativa, assim como a produção que é caprichada. Os personagens excêntricos também são outro acerto, mas infelizmente o filme perde pontos pelo desenvolvimento da história. 

A curta duração faz com que tudo aconteça rapidamente, sem grande aprofundamento, inclusive com algumas explicações para determinadas situações sendo puro clichê. As cenas de ação são bem legais, mas poucas também. 

Não é ruim, mas fica claro que pela premissa que o filme poderia ser bem melhor.

terça-feira, 9 de julho de 2019

A Mula

A Mula (The Mule, EUA, 2018) – Nota 7,5
Direção – Clint Eastwood
Elenco – Clint Eastwood, Bradley Cooper, Dianne Wiest, Andy Garcia, Laurence Fishburne, Michael Peña, Ignacio Serricchio, Taissa Farmiga, Robert LaSardo, Noel Gugliemi, Clifton Collins Jr.

Em Los Angeles, Earl Stone (Clint Eastwood) é um idoso divorciado que vê seu negócio de cultivo de flores falir. 

Um inusitado convite de um estranho durante a festa de noivado de sua neta leva Earl a transportar drogas para um grupo de traficantes ligados aos Cartel de Sinaloa. 

Enquanto se surpreende com o dinheiro ganho por cada viagem e tenta se reaproximar da ex-esposa (Dianne Wiest), seu trabalho chama a atenção de um agente do DEA (Bradley Cooper), que nem imagina que o transportador que ele procura seja um idoso. 

Baseado em um artigo publicado em uma revista, este longa foca na história real de um criminoso que jamais chamaria a atenção da polícia. 

Mesmo com quase noventa anos de idade, Clint Eastwood consegue dirigir o longa e interpretar o protagonista de forma competente. Ele esbanja carisma e espontaneidade, inclusive nas sequências mais tensas com os traficantes. 

A narrativa agradável e o bom desenvolvimento da trama são outros destaques. Vale citar ainda a relação familiar do protagonista e as táticas utilizadas pelo personagem de Bradley Cooper para chegar até o criminoso. 

É muito legal ver Clint Eastwood ainda na ativa e entregando trabalhos de qualidade.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Tempo de Crescer

Tempo de Crescer (Paper Man, EUA, 2009) – Nota 6,5
Direção – Kieran Mulroney & Michele Mulroney
Elenco – Jeff Daniels, Emma Stone, Ryan Reynolds, Lisa Kudrow, Kieran Culkin, Hunter Parrish.

Richard Dunn (Jeff Daniels) é um escritor que se muda para uma pequena cidade ao lado da esposa Claire (Lisa Kudrow) com o objetivo de escrever seu segundo livro. 

Além de viver um casamento desgastado, Richard sofre com um bloqueio criativo e ainda “conversa” com um amigo imaginário (Ryan Reynolds), que é uma espécie de super-herói. 

Enquanto tenta achar um caminho na vida, Richard cria uma inusitada amizade com a jovem Abby (Emma Stone), que também enfrenta problemas e carrega traumas. 

O roteiro escrito pelo casal Kieran e Michele Mulroney foca na dificuldade em enfrentar os desafios da vida adulta, principalmente quando a pessoa carrega consigo problemas que a afetam desde a infância. 

Outro ponto interessante é a questão da dificuldade das pessoas em se relacionar, seja em um casamento, na família ou com as amizades. 

A história não chega a empolgar, deixando até a sensação de faltar algo no final, porém o filme ganha alguns pontos pela química entre Jeff Daniels e Emma Stone, que interpretam personagens complexos e problemáticos. 

É basicamente um drama independente com pitadas de comédia.

domingo, 7 de julho de 2019

The Whiskey Bandit

The Whiskey Bandit (A Viszkis, Hungria, 2017) – Nota 7,5
Direção – Nimród Antal
Elenco – Bence Szalay, Zoltan Schneider, Viktor Klem, Piroska Móga, Andor Lukats, Barnabás Szabó.

Entre o final dos anos oitenta e início dos noventa, um criminoso batizado pela mídia como “O Bandido do Whisky” assaltou diversos bancos e agências do correio em Budapeste na Hungria. 

O roteiro escrito pelo diretor Nimród Antal divide esta história em duas narrativas. Uma segue o interrogatório comandado pelo chefe de polícia (Zoltan Schneider) após o assaltante Attila Ambrus (Bence Szalay) ser preso. A segunda narrativa detalha em flashbacks a vida de Attila desde a infância, passando pela adolescência vivida na Romênia e o retorno para a Hungria. 

Além da trama policial bem amarrada, o roteiro insere críticas em relação ao sistema comunista que dominava a Hungria e a Romênia na época. O filme também ganha pontos ao explorar o drama na vida do protagonista. A infância e a adolescência complicadas, a luta para reerguer a vida, os relacionamentos com amigos e com a namorada (Piroska Móga) e por fim a escolha de seguir o caminho do crime. 

O resultando é uma competente mistura de drama com policial.

sábado, 6 de julho de 2019

United

United (United, Inglaterra, 2011) – Nota 7,5
Direção – James Strong
Elenco – David Tennant, Jack O’Connell, Sam Claflin, Dougray Scott, Neil Dudgeon.

Na história do futebol profissional, seis acidentes aéreos marcaram de forma trágica o esporte. O Torino da Itália em 1949, o The Strongest da Bolívia em 1969, o Alianza Lima do Peru em 1987, a seleção de Zâmbia em 1993 e o recente acidente com a Chapecoense em 2016 se juntaram ao sofrimento do Manchester United da Inglaterra em 1958. 

Este longa detalha a tragédia através dos olhos e das reações de dois personagens principais. Bobby Charlton (Jack O’Connell), então um jovem que sobreviveu ao acidente e se tornou talvez o maior jogador da história do futebol inglês e o assistente técnico Jimmy Murphy (David Tennant), que não estava na viagem. 

O grande acerto do longa é mostrar o sofrimento dos envolvimentos e de pessoas próximas nos dias seguintes ao acidente e a luta de Murphy para reerguer o clube mesmo em clima de tragédia. 

Não se pode deixar de citar a negligência absurda que resultou no acidente. Tudo levava a crer que algo estava errado com o avião, além da neve excessiva que tomava conta de Munique na Alemanha naquela tarde, porém pessoa alguma teve coragem de cancelar o voo. 

É uma história real que vai além do futebol.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Anjos Rebeldes & Constantine


Anjos Rebeldes (The Prophecy, EUA, 1995) – Nota 6,5
Direção – Gregory Widen
Elenco – Christopher Walken, Elias Koteas, Virginia Madsen, Eric Stoltz, Amanda Plummer, Viggo Mortensen, Adam Goldberg, Steve Hytner.

Dagget (Elias Koteas) é um policial que na juventude quase se tornou padre, até que perdeu a fé e desistiu. Num certo dia ao encontrar um cadáver aparentemente hermafrodita e sem olhos, Dagget não imagina que está testemunhando o início de uma guerra entre anjos. O anjo Gabriel (Christopher Walken) desceu à Terra em busca de uma alma pura para vencer a batalha. 

Hoje visto como obra cult, este longa fez algum sucesso no mercado de vídeo na época do lançamento por causa do tema que misturava religião e terror, além da marcante atuação de Christopher Walken como o assustador anjo. Vale citar ainda a participação de Viggo Mortensen como Lucifer e o clima de apocalipse. 

O filme tem defeitos, como o roteiro com soluções confusas e os efeitos com cara de produção B. 

O longa teve ainda duas sequências também protagonizadas por Christopher Walken, porém lançadas diretamente em vídeo.

Constantine (Constantine, EUA / Alemanha, 2005) – Nota 7<
Direção – Francis Lawrence
Elenco – Keanu Reeves, Rachel Weisz, Shia LaBeouf, Djimon Hounsou, Max Baker, Pruitt Taylor Vince, Gavin Rossdale, Tilda Swinton, Peter Stormare, Jose Zuniga.

John Constantine (Keanu Reeves) é um policial que morreu, foi para o inferno e voltou para o mundo para ter uma segunda chance de praticar o bem. Ao ser procurado pela também policial Angela Dodson (Rachel Weisz), que deseja provar que sua irmã gêmea que era católica fervorosa não cometeu suicídio, Constantine tem a sua chance de redenção. Ao investigar o caso, ele descobre que Satã (Peter Stormare) está preparando o caminho para seus discípulos invadirem o mundo. 

Esta adaptação de um conhecido comic book recebeu muitas críticas ruins e teve uma bilheteria abaixo do esperado, o que fez os produtores desistirem de uma continuação. O filme é interessante mesmo para quem não é fã de quadrinhos, prendendo a atenção através de uma trama que foca na luta entre bem e o mal. O bom clima de suspense é outro destaque. 

Para quem gosta do gênero, o longa é um bom passatempo.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Sem Amor

Sem Amor (Nelyubov, Rússia /  França / Alemanha / Bélgica, 2017) – Nota 8
Direção – Andrey Zvyagintsev
Elenco – Maryana Spivak, Aleksey Rozin, Matvey Novikov, Aleksey Fateev, Marina Vasileva, Andris Keiss.

O casal Zhenya (Maryana Spivak) e Boris (Aleksey Rozin) ainda vive no mesmo apartamento, mas estão em avançado e conflituoso processo de divórcio. 

Os dois já tem novos parceiros fora de casa e tentam esconder do filho pré-adolescente Alyosha (Matvey Novikov) que pretendem colocá-lo em um colégio interno ou mesmo em uma orfanato. Quando o garoto desaparece sem deixar vestígios, a situação fica ainda mais terrível. 

O cinema atual dos antigos países comunistas/socialistas deixam claro que a sociedade nestes locais ainda sofre com as marcas deixadas pelo antigo regime. Corrupção, polícia despreparada, burocracia e principalmente a falta de sensibilidade nas relações. 

Nesta questão política e social vemos que assim como ocorrem em países da América Latina, o desaparecimento de um adolescente ou adulto é tratado com desprezo pelas autoridades, como se fosse uma fuga da pessoa, com a desculpa de que crimes são mais importantes. 

Quanto ao desenvolvimento dos protagonistas, o roteiro foca por quase metade do filme nas novas relações do casal em separação, incluindo cenas ousadas de sexo. 

A proposta do roteiro, assim como o título do filme, é mostrar que as pessoas não mudam sua essência mesmo após enfrentarem situações complexas e também confundem amor com paixão e desejo, sentimentos estes que duram apenas por algum tempo. 

Aqui vemos paixão, desejo, ódio e frustração, menos o amor.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Nostalgia

Nostalgia (Nostalgia, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Mark Pellington
Elenco – Jon Hamm, Catherine Keener, Ellen Burstyn, Bruce Dern, John Ortiz, Nick Offerman, Amber Tamblyn, Chris Marquette, James Le Gros, Arye Gross, Beth Grant.

Pequenas histórias sobre perdas e lembranças são interligadas em sequência. Tudo começa com um especialista em seguros (John Ortiz) que visita um velho viúvo (Bruce Dern) para analisar seus pertences antigos e na sequência atende uma idosa (Ellen Burstyn) que teve a casa consumida pelo fogo. 

A trama segue para o encontro de uma personagem com o dono de uma loja de objetos esportivos para colecionador (Jon Hamm), que em seguida viaja para visitar a irmã (Catherine Keener) que deseja esvaziar a casa dos pais que mudaram para a Flórida. 

O roteiro escrito por Alex Ross Perry foca nas lembranças que cada objeto pode trazer na vida de uma pessoa. O que parece insignificante em termos de valor monetário pode ter um valor sentimental imensurável para o dono. 

A questão da percepção de que a melhor parte da vida já tenha passado é outro fato explorado pelo roteiro, situação que causa tristeza e sofrimento. 

O ritmo lento pode não agradar, mas se casa perfeitamente com as pequenas tramas e principalmente com a ideia principal do roteiro. A “nostalgia” é lenta, triste e contemplativa. 

É um drama diferente que me agradou.

terça-feira, 2 de julho de 2019

O Favorito

O Favorito (The Front Runner, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Jason Reitman
Elenco – Hugh Jackman, Vera Farmiga, J. K. Simmons, Alfred Molina, Mamoudou Athie, Mark O’Brien, Molly Ephraim, Chris Coy, Alex Karpovsky, Josh Brener, Tommy Dewey, Kaitlyn Dever, Ari Graynor, John Bedford Lloyd, Steve Coulter, Bill Burr, Kevin Pollak, Mike Judge, Steve Zissis, Sara Paxton, Toby Huss.

Faltando apenas três semanas para a eleição presidencial americana em 1988, o senador Gary Hart (Hugh Jackman) estava doze pontos na frente de George Bush pai nas pesquisas. 

Com muito carisma e visto pelo público como alguém que faria uma grande renovação no país, Hart vê seu mundo ruir quando o acaso faz com que dois jornalistas o flagrem com a amante. 

A base da história é esta. O que o roteiro escrito por Jason Reitman em parceria com Matt Bai e Jay Carson apresenta de novidade são os detalhes dos bastidores da crise que levou Hart a renunciar a candidatura. 

Sua relação com a esposa (Vera Farmiga) e a filha (Kaitlyn Dever), sua dificuldade em lidar e falar de sua vida privada, além das diversas figuras entre jornalistas e assessores que tentaram a todo custo defender seus lados. 

É um filme indicado para quem gosta de saber sobre os bastidores da política e do jornalismo.