segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Noite de Lobos

Noite de Lobos (Hold the Dark, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Jeremy Saulnier
Elenco – Jeffrey Wright, Alexander Skarsgaard, James Badge Dale, Riley Keough, Julian Black Antelope, Tantoo Cardinal, Macon Blair.

Russell Core (Jeffrey Wright) viaja para uma pequena cidade no Alasca a pedido da jovem Medora Slone (Riley Keough) que alega que seu filho pequeno fora levado por uma matilha de lobos. 

Russell escreveu um livro sobre sua experiência na caçada a um lobo que sequestrou e matou uma criança. Sujeito triste e de poucas palavras, Russell fica intrigado com as atitudes da mulher e com a história de que outras crianças teriam sido levadas por lobos. 

Em paralelo, o marido da jovem (Alexander Skarsgaard) cumpre uma missão como soldado no Iraque. Um fato inesperado muda completamente a situação. 

O diretor Jeremy Saulnier é responsável por filmes estranhos e violentos como “Sala Verde” e “Ruína Azul”, sempre tendo como parceiro o ator e roteirista Macon Blair. 

Este “Noite dos Lobos” foi mal recebido por público e crítica, porém eu considero um filme bastante interessante, com boas ideias escondidas em meio as crenças indígenas que são ponto importante no roteiro. 

Por mais estranhas que possam parecer, as atitudes do casal durante o desenrolar da trama tem uma explicação ligada a forma de viver dos lobos. 

O diretor acerta também nas cenas de violência, principalmente na sangrenta sequência do tiroteio envolvendo policiais e um indígena. 

Destaque para a melancólica atuação de Jeffrey Wright e para as paisagens geladas do Alasca.

domingo, 17 de novembro de 2019

Refém do Jogo

Refém do Jogo (Final Score, Inglaterra, 2018) – Nota 5
Direção – Scott Mann
Elenco – Dave Bautista, Ray Stevenson, Pierce Brosnan, Amit Shah, Martyn Ford, Ralph Brown, Lara Peake.

Michael Knox (Dave Bautista) é um ex-soldado que viaja para a Inglaterra para encontrar a filha de um amigo que morreu em combate. 

Michael leva a garota para ver um jogo de futebol entre o inglês West Ham e o time russo do Dínamo, sem imaginar que um grupo de rebeldes russos liderados por Arkady Belav (Ray Stevenson) pretende tomar o local para encontrar um dissidente que estará vendo a partida. Michael terá de usar suas habilidades para enfrentar os terroristas. 

A premissa de utilizar um estádio de futebol lotado como alvo de terrorismo tinha potencial para um ótimo filme, como se fosse uma espécie de “Duro de Matar” genérico. Mesmo com as primeiras cenas de ação sendo bem legais, aos poucos o filme vai ladeira abaixo. 

A partir da sequência de perseguição de motos na marquise do estádio, o longa se transforma numa sucessão de absurdos e diálogos idiotas, culminando com uma vergonhosa cena de explosão. Nem mesmo o grandalhão Dave Bautista descendo a porrada nos vilões e a pequena participação de Pierce Brosnan conseguem salvar o filme.

sábado, 16 de novembro de 2019

Lutando Pela Família

Lutando Pela Família (Fighting With My Family, EUA / Inglaterra, 2019) – Nota 7
Direção – Stephen Merchant
Elenco – Florence Pugh, Jack Lowden, Lena Headey, Nick Frost, Vince Vaughn, Dwayne Johnson.

Norwich, Inglaterra. Zak (Jack Lowden) e Saraya (Florence Pugh) são irmãos que desde criança participam de shows de luta-livre comandados por seu pai Ricky (Nick Frost) e sua mãe Julia (Lena Headey). 

O sonho dos irmãos é chegar ao WWE, a maior competição de luta-livre do mundo. Quando representantes do WWE vão para Londres fazer uma seleção de novos lutadores, Zak e Saraya acreditam que chegou a hora de realizar o sonho. 

Baseado em uma história real, este longa é interessante até mesmo para quem não acompanha a modalidade. O roteiro segue o estilo de filmes de superação, tanto em relação ao treinamento, quando as frustrações ligadas ao esporte. As cenas de luta são bem coreografadas, fato habitual ao formato da modalidade, que é muito mais um teatro do que uma disputa. 

É legal citar que nos créditos finais são mostradas as pessoas que inspiraram o longa, ficando claro que o elenco conseguiu criar personagens muito parecidos, sendo este um dos pontos altos da obra.

Vale destacar ainda Vince Vaughn como o treinador durão e realista e a pequena participação de Dwayne Johnson, que na vida real ficou famoso primeiro como astro da luta-livre sendo conhecido como “The Rock”.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Coração de Dragão & A Grande Cruzada


Coração de Dragão (DragonHeart, EUA, 1996) – Nota 6
Direção – Rob Cohen
Elenco – Dennis Quaid, Sean Connery, David Thewlis, Pete Postlethwaite, Dina Meyer, Jason Isaacs, Brian Thompson, Julie Christie.

Na Idade Média, um rei tirano é morto durante uma revolta de camponeses e seu filho adolescente ferido no coração. A rainha (Julie Christie) e o cavaleiro Bowen (Dennis Quaid) pedem socorro a um poderoso dragão (voz de Sean Connery), que aceita salvar o príncipe oferecendo parte de seu coração em troca da bondade do jovem Einon.

Doze anos depois, Einon (David Thewlis) se tornou um rei tão cruel quanto o pai. Por outro lado, Bowen persegue o dragão acreditando que a culpa pela maldade do rei seja da criatura.

Esta mistura de ficção e aventura medieval tem como ponto mais interessante a figura do dragão Draco que foi inteiramente criado em computador, algo que ainda era novidade na época. O filme em si é apenas razoável, com algumas boas sequências de lutas e péssimas interpretações. Se o dragão é até realista, por outro lado os efeitos especiais envelheceram mal.

Este longa ainda teve três sequências ainda piores.

A Grande Cruzada (Lionheart, Hungria / EUA, 1987) – Nota 6
Direção – Franklin J. Schaffner
Elenco – Eric Stoltz, Gabriel Byrne, Deborah Barrymore, Nicola Cowper, Dexter Fletcher, Nicholas Clay, Neil Dickson.

Na Idade Média, o jovem idealista Robert Nerra (Eric Stoltz) se junta aos cavaleiros do Rei Ricardo Coração de Leão para lutar contra o Príncipe Negro (Gabriel Byrne), que comanda um pequeno grupo de mercenários que sequestram crianças para vendê-las como escravos. 

O sucesso de “O Feitiço de Áquila” produzido dois anos antes e tendo o então adolescente Matthew Broderick como protagonista inspirou esta produção que escalou o também jovem Eric Stoltz para protagonizar uma trama misturando aventura e fantasia. 

As cenas de ação são apenas razoáveis e o ritmo irregular, além dos efeitos especiais que envelheceram bastante. Hoje vale apenas como curiosidade. 

Como informação, este foi o penúltimo trabalho do diretor Franklin J. Schaffner, responsável por clássicos como “O Planeta dos Macacos”, “Patton” e “Papillon”.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Escape Room

Escape Room (Escape Room, EUA / África do Sul, 2019) – Nota 7
Direção – Adam Robitel
Elenco – Taylor Russell, Logan Miller, Jay Ellis, Tyler Labine, Deborah Ann Woll, Nik Dodani, Yorick van Wageningen.

Seis desconhecidos recebem um estranho cubo e um convite para participar de um jogo em que o vencedor receberá dez mil dólares.

Ao chegarem na sede da empresa que os convidou, eles descobrem que estão presos em uma sala e que uma surpresa desagradável os espera. Eles precisam decifrar um enigma para escapar da sala. O problema é que são várias salas em sequência e um erro pode causar a própria morte. 

Este competente longa de suspense é mais uma obra que bebe na fonte do ótimo “Cubo” dirigido por Vincenzo Natali em 1997, além de explorar algumas ideias da franquia “Jogos Mortais”. O citado “Cubo” praticamente criou um gênero em que desconhecidos se descobrem presos em algum local e precisam se unir para entender o que está ocorrendo, descobrir qual a ligação entre eles e sobreviver. 

Este “Escape Room” explora também um jogo real que foi criado há alguns anos onde algumas pessoas ficam presas em um sala tentando decifrar pistas para escapar, o que provavelmente também foi inspirado no filme “Cubo”. 

Um dos acertos aqui é a produção caprichada que cria armadilhas assustadoras. A ligação entre os personagens e o porquê do jogo também são criativos, mesmo com um final que poderia ser melhor, além é claro do habitual gancho para uma possível continuação. 

O elenco não é dos melhores, com destaque apenas para os personagens de Logan Miller e Tyler Labine.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Fúria em Alto Mar

Fúria em Alto Mar (Hunter Killer, Inglaterra / China / EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Donovan Marsh
Elenco – Gerard Butler, Gary Oldman, Toby Stephens, Michael Nyqvist,  Linda Cardellini, Common, Carter MacIntyre, Michael Gor, Alexander Diachenko, David Gyasi, Caroline Goodall, Corey Johnson, Henry Goodman, Colin Stinton.

No Mar de Barents, um submarino americano e outro russo são torpedeados por um inimigo desconhecido. 

O governo americano envia um submarino liderado pelo capitão Joe Glass (Gerard Butler) para tentar localizar sobreviventes, ao mesmo tempo em que uma equipe de agentes especiais é enviada por terra para descobrir se os russos são os responsáveis pelo ataque. Qualquer erro pode desencadear uma guerra. 

Este bom filme de ação e suspense me surpreendeu. Mesmo com alguns exageros, a história é bem amarrada, as cenas de ação em terra são boas e a tensão é crescente, tanto dentro do submarino, como nas reuniões do alto comando americano. O roteiro ainda explora a questão política e a lealdade entre militares. 

É um bom passatempo para quem curte o gênero.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Uma Longa Viagem

Uma Longa Viagem (The Railway Man, Suíça / Inglaterra / Austrália, 2013) – Nota 7,5
Direção – Jonathan Teplitzky
Elenco – Colin Firth, Nicole Kidman, Jeremy Irvine, Stellan Skarsgard, Sam Reid, Tanroh Ishida, Hiroyuki Sanada, Tom Hobbs, Tom Stokes.

Inglaterra, 1980. Eric Lomax (Colin Firth) é um apaixonado por trens que conhece sua esposa Patti (Nicole Kidman) durante uma viagem pelo interior do país.

Pouco tempo depois, a esposa descobre que Eric sofre de um terrível trauma de guerra, resultado do tempo em que foi prisioneiro dos japoneses em um campo de concentração no sudeste asiático. 

A trama volta pra 1942 em meio a Segunda Guerra Mundial, quando o jovem Eric (Jeremy Irvine) ao lado de colegas de farda são obrigados pelos japoneses a construir uma estrada de ferro, sofrendo torturas e humilhações para sobreviver. 

Baseado numa história real descrita em livro pelo verdadeiro Eric Lomax, este longa tem como ponto principal a questão dos traumas de guerra. As consequências físicas são facilmente detectadas naqueles que foram feridos e sobreviveram, sendo entendidas pelas pessoas ao redor, bem diferente dos traumas psicológicos que muitas vezes se escondem naqueles que não sofreram ferimento algum no corpo. 

Vale citar também a forma como os japoneses encaravam a guerra. As notícias divulgadas pelo alto comando japonês eram sempre que eles estavam vencendo a guerra, criando uma espécie de lavagem cerebral no soldados, que eram “treinados” para lutar até morrer, tudo em nome da honra.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A Justiceira

A Justiceira (Peppermint, Hong Kong /  EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Pierre Morel
Elenco – Jennifer Garner, John Gallagher Jr, John Ortiz, Juan Pablo Raba, Annie Ilonzeh, Jeff Hephner, Cailey Fleming, Eddie Shin, Cliff “Method Man” Smith.

Em Los Angeles, uma determinada situação leva o marido e a filha pequena de Riley North (Jennifer Garner) serem assassinados por uma quadrilha de traficantes ligados a um Cartel Mexicano. Os assassinos terminam soltos por falta de provas e Riley desaparece. Cinco anos depois, ela retorna em busca de vingança. 

Especialista em filmes policiais de ação e suspense, o diretor francês Pierre Morel explora a clássica história de vingança pelas próprias mãos se apoiando em roteiro básico e no talento de Jennifer Garner para as sequências de ação. 

A atriz relembra sua fase de protagonista da série “Alias”, mostrando que ainda está em forma para enfrentar brutamontes e tiroteios. Não espere nada muito elaborado, o foco principal são as cenas de ação e a obsessão por vingança. 

Para quem gosta do gênero, o longa é uma boa opção.

domingo, 10 de novembro de 2019

Assim é a Vida

Assim é a Vida (Le Sens de la Fête, Bélgica / Canadá / França, 2017) – Nota 7,5
Direção – Olivier Nakache & Eric Toledano
Elenco – Jean Pierre Bacri, Gilles Lellouche, Jean Paul Rove, Vincent Macaigne, Eye Haidara, Suzanne Clement, Alban Ivanov, Benjamin Lavernhe, Judith Chemla, Helene Vincent.

Max (Jean Pierre Bacri) é o dono de uma empresa que organiza festas de casamento. Veterano neste trabalho, Max tem que demonstrar jogo de cintura e paciência para comandar sua equipe e resolver os mais diversos problemas, como conflitos entre funcionários, comida estragada e um noivo babaca, exigente e arrogante. Ele ainda tem que lidar com seu casamento falido e com a amante que deseja algo sério. 

Esta simpática comédia francesa dirigida pela dupla responsável pelo sucesso “Intocáveis” e por “Samba” é uma divertida brincadeira que explora os bastidores de um grande casamento, além dos erros e exageros deste tipo de evento. 

As pessoas com certeza vão reconhecer vários tipos comuns que aparecem em casamentos. O fotógrafo malandro, a mãe do noivo intrometida, os garçons que querem aproveitar a festa, os chatos que pedem músicas para o cantor, entre outros. 

A mensagem que a história passa é que por mais que pessoas tentem criar um evento perfeito, o melhor da festa acaba sendo os improvisos. 

Vale a sessão para quem quer um filme para descontrair.

sábado, 9 de novembro de 2019

A Rebelião

A Rebelião (Captive State, EUA, 2019) – Nota 6,5
Direção – Rupert Wyatt
Elenco – John Goodman, Ashton Sanders, Jonathan Majors, Vera Farmiga, Kevin Dunn, James Ransone, Alan Ruck, Madeline Brewer, Colson Baker “Machine Gun Kelly”, Kevin J. O’Connor, Ben Daniels, Guy Van Swearingen, D.B. Sweeney.

A Terra foi invadida por alienígenas e os governos foram obrigados a se render. Nove anos após a rendição, o novo governo que se reporta aos alienígenas criou uma polícia especial para investigar possíveis rebeliões, além de ter implantado chips de rastreamento em toda a população. 

Em Chicago, o comissário de polícia (John Goodman) acredita que um grupo rebelde planeja agir. Ele pressiona o jovem Gabriel (Ashton Sanders) para contar detalhes sobre a possível ação contra o governo. Gabriel tinha um irmão (Jonathan Majors) que se tornou uma espécie de mártir da rebelião após aparentemente ter morrido. 

A premissa é extremamente interessante ao explorar um mundo dominado por aliens que utilizam os próprios seres humanos para reprimir a população. A cidade decadente com vários locais destruídos e a sinistra trilha sonora eletrônica que lembra os filmes dos anos oitenta resultam em um clima perfeito para uma ficção apocalíptica. 

Infelizmente o desenvolvimento do roteiro é confuso, com personagens mal explorados e uma surpresa no final que o cinéfilo acostumado ao gênero vai descobrir bem antes. 

No elenco, destaque para a figura de John Goodman e a pequena, mas importante participação de Vera Farmiga.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

O Traidor & Falcone


O Traidor (Il Traditore, Itália / França / Alemanha / Brasil, 2019) – Nota 7,5
Direção – Marco Bellocchio
Elenco – Pierfrancesco Favino, Maria Fernanda Cândido, Luigi Lo Cascio, Fausto Russo Alesi, Fabrizio Ferracane, Nicola Cali.

Palermo, Itália, 1980. Uma disputa de poder entre mafiosos obriga Tommaso Buscetta (Pierfrancesco Favino) a fugir para o Rio de Janeiro, local onde tem um belíssima casa e terra natal de sua esposa Cristina (Maria Fernanda Cândido). A guerra em Palermo entre a Cosa Nostra a qual fazia parte Tommaso e a rival Corleone liderada por Salvatore “Toto” Rina (Nicola Cali) deixa dezenas de mortos.

Quatro anos depois, Tommaso é preso por estar envolvido com o tráfico de drogas e deportado para a Itália. Ele recebe a oferta do promotor Giovanni Falcone (Fausto Russo Alesi) para delatar os companheiros e diminuir sua pena, o que a princípio ele declina, mas muda de opinião após dois de seus filhos serem assassinados por ex-companheiros de crime.

O longa é baseado na vida do maior delator da história da Máfia. Tommaso Buscetta se tornou uma lenda por ter a coragem de entregar os companheiros e também um sujeito marcado para morrer que passou o resto da vida sendo protegido por agentes na Itália e posteriormente nos EUA.

Quem viveu nos anos oitenta com certeza se lembra do barulho que fez esta história no Brasil. Assim como a história do inglês Ronald Biggs que viveu décadas por aqui após assaltar um trem em seu país, a de Tommaso reforçou o clichê explorado pelo cinema dos bandidos que após cometer algum grande crime planejam fugir para o Brasil.

O filme começa de uma forma estranha com sequências que lembram as produções brasileiras dos anos oitenta, porém a narrativa melhora bastante com o desenrolar da história, intercalando cenas de violência e as mudanças na vida do protagonista.

Vale destacar a boa atuação de Pierfrancesco Favino e as absurdas sequências dos julgamentos que renderam um verdadeiro circo.

É uma obra indicada para quem gosta de filmes sobre a Máfia.

Falcone (Falcone, Itália / EUA, 1999) – Nota 7
Direção – Ricky Tognazzi
Elenco – Chazz Palminteri, F. Murray Abraham, Anna Galiena, Andy Luotto, Lina Sastri, Pierfrancesco Favino.

Diferente do recente “O Traidor”, este longa produzido pela HBO foca na vida dos promotores Giovanni Falcone (Chazz Palminteri) e Paolo Borsellino (Andy Luoto), que praticamente abdicaram de uma vida normal para enfrentar a Máfia, colocando em perigo também seus familiares. 

O roteiro explora a relação de Falcone e Borsellino com o mafioso Tommaso Buscetta (F. Murray Abraham), que após ser preso no Brasil em 1984 e ter dois filhos assassinados em Palermo, aceitou se tornar delator revelando detalhes desconhecidos sobre a Cosa Nostra, a Máfia Siciliana e ajudando a condenar quase quatrocentos criminosos. 

Além das conversas entre os promotores e o mafioso, o roteiro explora também as relações pessoais entre Falcone e Borsellino com suas esposas, até os atentados que vitimaram os dois. 

Muito do que é relatado neste filme e em “O Traidor” é parecido com o que vivemos no Brasil em relação ao poder do crime organizado infiltrado em várias esferas. O que aqui se chama Operação Lava Jato, na Itália ficou conhecida como Operação Mãos Limpas.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, EUA / Espanha / Hungria, 2019) – Nota 6,5
Direção – Tim Miller
Elenco – Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton, Mackenzie Davis, Natalia Reyes, Gabriel Luna, Diego Boneta, Tristan Ulloa.

Dois ciborgues vem do futuro e chegam na Cidade do México. Grace (Mackenzie Davis) foi enviada pelos humanos para salvar a garota Dani Ramos (Natalia Reyes), que terá um papel importante no futuro da humanidade, enquanto o assustador VER-9 (Gabriel Luna) tem como único objetivo matar a jovem. 

O roteiro escrito por várias pessoas, entre elas o diretor James Cameron responsável pelas sensacionais partes I (1984) e II (1991) deixa de lado os três filmes posteriores e segue a história a partir do filme de 1991. Esta escolha de ignorar sequências está se tornando comum, tendo ocorrido recentemente na franquia “Halloween”. 

Infelizmente mesmo com a presença de Cameron, o filme deixa a desejar em alguns aspectos. A escolha de Tim Miller para direção mostra a vontade de agradar ao público jovem, principalmente pelo sucesso do diretor em “Deadpool”, longa recheado de piadinhas infames. 

Estas piadinhas juvenis são soltadas aos montes também neste novo longa, algo bem diferente dos demais filmes da franquia que sempre foram sérios. Mesmo o famoso bordão “I'll be back” era um complemento engraçado e não uma piada para esculachar o filme. 

A personagem de Linda Hamilton que estava insana na parte II, aqui se transformou numa mercenária cínica desperdiçada em diálogos idiotas, assim como Schwarzenegger. Para piorar, a personagem da inexpressiva Natalia Reyes em momento algum convence. 

Para não falar citar que tudo foi ruim, vale destacar a surpreendente Mackenzie Davis, muito bem nas cenas de ação e batendo de frente com o vilão de Gabriel Luna, que praticamente repete o papel de Robert Patrick na parte II. 

É um filme explosivo, repleto de efeitos especiais e correria, mas que fica abaixo do restante da franquia.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

15 Minutos de Guerra

15 Minutos de Guerra (L’Intervention, França / Bélgica, 2019) – Nota 6,5
Direção – Fred Grivois
Elenco – Alban Lenoir, Olga Kurylenko, Sébastien Lalanne, David Murgia, Michael Abiteboul, Guillaume Labbé, Vincent Perez, Josiane Balasko, Kevin Layne, Andre Pierre, Ben Cura.

Fevereiro de 1976. O Djibouti é a última colônia francesa na África. O grupo que luta pela independência do país sequestra um ônibus escolar com crianças francesas e segue para a fronteira da Somália.

O ônibus quebra a poucos metros da fronteira e o governo francês envia um grupo militar especial liderado por André Gerval (Alban Lenoir), com o objetivo de resolver a situação rapidamente. 

Baseado em uma história real, este longa tem duas sequências de ação. A primeira mais simples durante a tentativa dos sequestradores fugirem com o ônibus e a principal que é guardada para os quinze minutos finais com a ação efetiva do grupo de resgate. 

O restante do filme é como uma preparação para a ação, com algumas discussões em relação as ordens do governo e outras cenas em que a professora das crianças (Olga Kurylenko) tenta negociar com os sequestradores. 

É um filme mediano que aborda o tema ainda atual dos sequestros cometidos por terroristas de uma forma simples e previsível.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

The Sinner

The Sinner (The Sinner, EUA, 2017/2018)
Criador – Derek Simonds
Elenco – Bill Pullman, Jessica Biel, Christopher Abbott, Carrie Coon, Natalie Paul, Tracy Letts, Elisha Henig, Dohn Norwood, Abby Miller, Hannah Gross, Jay O. Sanders.

Dividido em duas temporadas de oito episódios cada e com uma terceira programada para o ano que vem, esta série brinca com o título “The Sinner (O Pecador)” em que os pecados de vários personagens vem à tona como resultado de um ato desesperado. 

São histórias diferentes com elencos diferentes, o único personagem presente nas duas temporadas é o detetive vivido por Bill Pullman que investiga o motivo dos dois crimes aparentemente sem explicação. 

Na primeira temporada, um dona de casa (Jessica Biel) tem uma espécie de surto psicótico e assassina um rapaz a facadas em uma praia lotada de pessoas. Na segunda, um garoto (Elisha Henig) mata por envenenamento um casal que aparentemente seriam seus pais. 

A grande sacada das duas temporadas é o desenvolvimento das histórias que vai muito além dos crimes. Nos dois casos a motivação dos assassinos está ligada a traumas e situações no mínimo fora do comum. Quase todos os personagens guardam segredos, inclusive o detetive. 

É uma série bastante interessante para quem gosta de dramas policiais com tramas complexas.