sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Breakdown & Perseguição


Breakdown - Implacável Perseguição (Breakdown, EUA, 1997) – Nota 7
Direção – Jonathan Mostow
Elenco – Kurt Russell, J. T. Walsh, Kathleen Quinlan, M. C. Gaines, Jack Noseworthy, Rex Linn.

O casal Jeff (Kurt Russell) e Amy (Kathleen Quinlan) está de mudança para San Diego na Califórnia. Eles decidem viajar pelo deserto até a nova residência. Um problema no motor do carro faz com que eles sejam obrigados a parar no acostamento. 

Um motorista de caminhão (J. T. Walsh) decide ajudar o casal. Ele se oferece para levar Amy até um posto próximo, enquanto Jeff fica tomando do carro esperando ela voltar. Após várias horas esperando, Jeff decide ir a pé até o tal posto, onde encontra o motorista que alega não o conhecer. Esse é o início de uma desesperada busca pela esposa. 

Produzido com baixo orçamento, este longa fez um razoável sucesso na época e abriu caminho para o diretor e roteirista Jonathan Mostow comandar filmes maiores como “U-571: A Batalha do Atlântico” e “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas”. 

Os pontos principais do longa são o suspense explorado no desespero do protagonista vivido por Kurt Russell e as boas cenas de perseguição pela estrada. Também é curioso ver Kurt Russell como um sujeito comum que precisa enfrentar algo mais forte do que ele, diferente dos personagens durões acostumado a interpretar. 

É um bom filme que entrega mais do que promete. 

Perseguição (Joy Ride, EUA, 2001) – Nota 6
Direção – John Dahl
Elenco – Steve Zahn, Paul Walker, Leelee Sobieski, Jessica Bowman.

Lewis (Paul Walker) é um estudante apaixonado pela amiga Venna (Leelee Sobieski). O problema é que ele mora no Colorado e a garota se mudou para cursar a universidade em New Jersey.

Mesmo assim, Lewis decide comprar um carro velho e atravessar o país para buscar Venna. No caminho, ele tira seu irmão encrenqueiro Fuller (Steve Zahn) da cadeia. Uma brincadeira de mal gosto incentivada por Fuller transforma os irmãos em alvos de um violento caminhoneiro. 

O roteiro tem semelhanças com o clássico “Encurralado” de Steven Spielberg, principalmente na questão de esconder a identidade do perseguidor, mostrando apenas o assustador caminhão. O contato com o motorista do caminhão também ocorre através de rádio. 

Mesmo com algumas boas cenas de perseguição pela estrada e um certo suspense nas sequências do motel e do posto de gasolina, o longa perde pontos pelos furos no roteiro. É difícil entender como o caminhoneiro consegue vigiar os irmãos sem ser visto. 

Vale citar que o filme foi lançado no mesmo ano do primeiro “Velozes e Furiosos”, por isso Paul Walker ainda era pouco conhecido, enquanto Steve Zahn tinha uma carreira mais sólida. 

É um filme no máximo razoável. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Homecoming

Homecoming (Homecoming, EUA, 2018)
Direção – Sam Esmail
Elenco – Julia Roberts, Bobby Cannavale, Stephan James, Shea Whigham, Alex Karpovsky, Sissy Spacek, Marianne Jean Baptiste, Dermot Mulroney, Jeremy Allen White, Hong Chau.

Esta intrigante série dividida em dez episódios de trinta minutos cada explora duas narrativas em paralelo. A primeira se passa em 2018, quando Heidi Bergman (Julia Roberts) é a coordenadora de um programa denominado “Homecoming, aparentemente criado para reinserção de soldados americanos à sociedade após lutarem no Iraque . 

A outra narrativa pula para quatro anos à frente, quando um analista do departamento de defesa (Shea Whigham) investiga uma reclamação sobre o tal projeto que já foi encerrado. De forma surpreendente ele encontra Heidi agora trabalhando como garçonete em um pequeno restaurante.

Criada por Sam Esmail, a mente por trás da complexa “Mr. Robot”, esta série segue o mesmo estilo explorando uma trama repleta de mentiras, paranoia e personagens incomuns.

Além de Julia Roberts e Shea Whigham, os destaques do elenco ficam para Bobby Cannavale como o criador do projeto e a pequena participação de Marianne Jean Baptiste interpretando a mãe do soldado vivido por Stephan James que é um dos participantes do programa. 

Não espere cenas de ação ou violência, a proposta é detalhar os segredos de um projeto com um objetivo bem diferente do que o prometido para os soldados. Esta escolha tira alguns pontos da série. A falta de ação e de suspense acaba decepcionando um pouco. 

Por mais que a história termine com algumas pontas soltas, fica estranha a notícia de uma segunda temporada. Eu não vejo o porquê de continuar uma história que foi explorada ao máximo e que dificilmente terá algo novo de interessante para entregar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Você Nunca Realmente Esteve Aqui

Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here, Inglaterra / França / EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Lynne Ramsay
Elenco – Joaquin Phoenix, Judith Roberts, John Doman, Alex Manette, Alessandro Nivola, Ekaterina Samsonov.

Joe (Joaquin Phoenix) é uma espécie de mercenário urbano especialista em resgatar pessoas sequestradas ou desaparecidas. 

Ao ser contratado por um senador (Alex Manette) para resgatar sua filha adolescente que foi sequestrada por homens ligados a uma rede de pedofilia, Joe não imagina estar se envolvendo numa violenta conspiração. 

A forma como a diretora e roteirista Lynne Ramsay (“Precisamos Falar Sobre o Kevin”) desenvolve a história é no mínimo inusitada. Ela insere rápidos flashbacks que tentam explicar o passado do protagonista e o porquê da sua forma extremamente violenta de agir. 

As sequências em que Joe enfrenta os bandidos são ao mesmo tempo violentas e distantes, algumas vezes mostradas através de câmeras de segurança e em outras vemos apenas o sangue. 

A interpretação perturbada de Joaquin Phoenix é outro destaque e se casa perfeitamente com a proposta da diretora. 

O filme é um experiência diferente, indicada para o espectador que gosta de obras estranhas e violentas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A Irmandade da Guerra

A Irmandade da Guerra (Taegukgi Hwinalrimyeo, Coreia do Sul, 2004) – Nota 8
Direção – Je Gyu Kang
Elenco – Dong Gun Jang, Won Bin, Eun Ju Lee, Hyeong Jin Kong, Yeorang Ran Lee.

Coreia do Sul, 1950. Quando o exército norte-coreano invade o país, a vida dos irmãos Jin Tae (Dong Gun Jang) e Jin Seok (Won Bin) se transforma em um inferno. Eles são afastados da família, obrigados a entrar para o exército sul-coreano e jogados diretamente numa guerra sangrenta. 

Jin Tae é um engraxate que sonhava em ter uma loja de sapatos, enquanto Jin Seok se preparava para entrar na universidade. Em meio a loucura da guerra, eles precisam lutar para manter a vida e a amizade. 

Este violentíssimo épico de guerra lembra obras hollywoodianas como “O Resgate do Soldado Ryan” e “Até o Último Homem”. São sequências e mais sequências de batalhas sangrentas intercaladas por discussões e sentimentalismo. Este último item é um pouco exagerado, porém algo comum nas produções asiáticas.

É um filme para o espectador que gosta de ação do início ao fim.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Belém: Zona de Conflito

Belém: Zona de Conflito (Bethlehem, Israel / Alemanha / Bélgica, 2013) – Nota 7,5
Direção – Yuval Adler
Elenco – Tshai Halevi, Shadi Mar’i, Hitham Omari, Tarik Kopty, Michael Shtamler, George Iskandar.

Na dividida cidade de Belém, Razi (Tshai Halevi) é um policial israelense que tem como informante o adolescente palestino Sanfur (Shadi Mar’i), que é irmão de um perigoso terrorista. 

Quando ocorre um ataque suicida na cidade, o chefe de Razi o pressiona para utilizar Sanfur como isca para chegar até o irmão. O problema é que Razi criou um laço de amizade de garoto. Ele tenta a todo custo poupar o jovem, mesmo colocando sua própria carreira em risco. 

Este competente drama foca no inferno que é a vida em Belém, local onde israelenses e palestinos vivem em eterna batalha. O roteiro acerta ao mostrar os erros dos dois lados, tanto a forma opressora como os israelenses tratam os palestinos, como a ódio recíproco que resulta em atentados a bombas e assassinatos por vingança. O roteiro detalha também as brigas políticas entre os diferentes grupos palestinos. 

É um retrato perfeito de um conflito que aparentemente nunca terá fim.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Gênios do Mal

Gênios do Mal (Charlard Games Goeng, Tailândia, 2017) – Nota 8
Direção – Nattawut Poonpiriya
Elenco – Chutimon Chuengcharoensukying, Eisaya Hosuwan, Teeradon Supapunpinyo, Chanon Santinatornkul, Thaneth Warakulnukroh.

Lynn (Chutimon Chuengcharoensukying) é uma jovem com QI acima da média para matemática. Seu pai que é professor, consegue matricular a garota num colégio de elite com o objetivo dela conseguir uma bolsa de estudos para cursar a universidade em outro país. 

Lynn faz amizade com Grace (Eisaya Hosuwan) e seu namorado Pat (Teeradon Supapunpinyo), que oferecem dinheiro para ela ajudá-los nas provas. Percebendo a chance de lucrar, Lynn cria uma inusitada forma de cola e passa a vender seus serviços para outros alunos. Tudo vai bem até Bank (Chanon Santinatornkul), que também é uma espécie de gênio da matemática, perceber que existe algo de errado durante as provas. 

Este surpreendente longa tailandês coloca em discussão a questão da ética no mundo educacional. A protagonista que vem de uma família de classe média se vê diante da tentação de conseguir dinheiro para melhorar de vida, ao mesmo tempo em que descobre que a bolsa de estudos que ganhou da escola esconde uma espécie de propina que seu pai precisa pagar para mantê-la matriculada. Ou seja, é uma administração escolar corrompida que cobra ética dos alunos para mostrar uma falsa honestidade. 

O filme vai além disso. As estratégias criadas pela protagonista são extremamente criativas, principalmente a primeira utilizada com os amigos no colégio. As sequências da segunda parte da trama quando o golpe se torna mais perigoso são tensas, dignas de um ótimo suspense. 

O filme perde alguns pontos apenas pela escolha do final.

sábado, 8 de dezembro de 2018

O Maior Espetáculo da Terra

O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, EUA, 1952) – Nota 7
Direção – Cecil B. DeMille
Elenco – Charlton Heston, Betty Hutton, Cornel Wilde, James Stewart, Dorothy Lamour, Gloria Grahame, Lawrence Tierney, Henry Wilcoxon, Lyle Bettger.

Brad Braden (Charlon Heston) é o administrador de um grande circo que viaja pelo país com mais de mil funcionários e artistas. Ele precisa convencer os investidores a bancarem uma temporada completa, além de lidar com os problemas do dia a dia e os egos dos artistas. 

O longa é praticamente uma enorme propaganda do circo Ringling Bros and Barnum & Bailey, intercalando diversas sequências com apresentações de artistas reais do circo, com um triângulo amoroso entre o personagem de Heston e os trapezistas vividos por Betty Hutton e Cornel Wilde. No elenco, ainda vale destacar Gloria Grahame como uma domadora de elefantes e James Stewart interpretando um palhaço que vive sempre maquiado. 

Apesar as cenas no trapézio e algumas outras de apresentações serem competentes, o filme tem um ritmo irregular e uma ciranda de amores um pouco ingênua para os dias atuais. O filme ganha pontos por uma surpreendente sequência que muda o foco da trama na parte final. Não vale a pena contar os detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda não viu o longa. 

O resultado é um filme interessante por detalhar os bastidores de um circo na época de ouro deste tipo de espetáculo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

A Seita Misteriosa

A Seita Misteriosa (Sound of My Voice, EUA, 2011) – Nota 6,5
Direção – Zal Batmanglij
Elenco – Christopher Denham, Nicole Vicius, Brit Marling, Richard Wharton, Kandice Stroh.

O casal Peter (Christopher Denham) e Lorna (Nicole Vicius) se infiltram numa estranha seita liderada pela jovem Maggie (Brit Marling), que diz ter vindo do futuro. 

Peter e Lorna estão levantando informações para um documentário sobre seitas e falsos profetas. A princípio tendo certeza de que Maggie e seus auxiliares são picaretas, aos poucos Peter se deixa levar pelas palavras manipuladoras da jovem. 

Por mais absurda que pareçam as palavras da jovem guru, o roteiro escrito em parceria pelo diretor Zal Batmanglij e a atriz Brit Marling consegue deixar o espectador em dúvida sobre o que realmente é verdade por boa parte do filme. 

A forma como ela consegue decifrar os medos e desejos dos seguidores demonstra um grande talento. Por outro, a conclusão da história deixa algumas perguntas em aberto e principalmente não explica o verdadeiro objetivo da seita. 

Batmanglij e Marling voltaram a trabalhar juntos no também paranoico “O Sistema”, longa sobre um grupo anarquista.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Guerreiro da Escuridão

Guerreiro da Escuridão (Underverden, Dinamarca, 2017) – Nota 6,5
Direção – Fenar Ahmad
Elenco – Dar Salim, Stine Fischer Christensen, Ali Sivandi, Dulfi Al Jabouri, Jakob Lohmann, Roland Moller.

Zaid (Dar Salim) é um cirurgião filho de iraquianos que nasceu e vive na Dinamarca. Quando seu irmão que é viciado em drogas termina assassinado, Zaid não se conforma ao perceber que a polícia não tem interesse em resolver o caso. 

Ele decide investigar sozinho e terá enfrentar figuras perigosas do submundo para descobrir quem matou seu irmão, mesmo que isso possa lhe custar o emprego e o casamento com Stine (Stine Fischer Christensen). 

O roteiro segue a linha dos filmes de “justiça pelas próprias mãos”. O protagonista é visto como uma espécie de traidor no bairro onde cresceu e que seu irmão foi assassinado, pois conseguiu mudar de vida ao estudar medicina. 

A história funciona bem durante dois terços do filme, com cenas de violência bem filmadas e várias sequências noturnas que criam um interessante clima. O filme perde pontos na parte final quando furos no roteiro e alguns exageros vem à tona. 

O resultado é apenas mediano.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

As Viúvas

As Viúvas (Widows, Inglaterra / EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Steve McQueen
Elenco – Viola Davis, Liam Neeson, Colin Farrell, Michelle Rodriguez, Elizabeth Debicki, Robert Duvall, Bryan Tyree Henry, Daniel Kaluuya, Garrett Dillahunt, Jon Bernthal, Manuel Garcia Rulfo, Coburm Goss, Carrie Coon, Molly Kunz, Jacki Weaver, Kevin J. O’Connor, Jon Michael Hil, Cynthia Erivo, Lukas Haas.

Um assalto termina com quatro bandidos mortos (Liam Neeson, Jon Bernthal, Manuel Garcia Rulfo e Coburn Goss). Em cenas rápidas, descobrimos que cada um deles deixou uma viúva. 

Não demora para um corrupto candidato a vereador (Bryan Tyree Henry) ameaçar Veronica (Viola Davis), a viúva do líder da quadrilha (Liam Neeson), que teria roubado do político uma fortuna que virou pó no incêndio durante o confronto com a polícia. Pressionada para pagar a dívida do marido, Veronica procura as demais viúvas para ajudá-la em um plano de assalto. 

Baseado numa minissérie inglesa dos anos oitenta, este longa infelizmente engana o espectador em uma primeira espiada. O ótimo elenco e a premissa complexa passam a impressão de que veremos um grande filme, quando na verdade o bom diretor Steve McQueen força a barra em algumas situações e falha na narrativa repleta de personagens. 

O filme não chega a ser ruim, inclusive prende bem a atenção e oferece algumas competentes cenas de violência, porém o desejo de focar em vários temas (corrupção política, crítica social e feminismo) deixa a história dispersa e com várias pontas soltas. A transformação das personagens femininas em gênios do crime não convence, assim como a reviravolta no final se mostra exagerada. 

Os destaques do elenco ficam para Viola Davis à vontade como protagonista, Colin Farrell surpreendente como o político inseguro e principalmente para o pequeno e importante papel do veteraníssimo Robert Duvall. As oitenta e sete anos ele entrega uma interpretação forte como o político corrupto e ultrapassado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O Último Caçador de Bruxas & Enigma do Espaço


O Último Caçador de Bruxas (The Las Witch Hunter, EUA / China / Canadá, 2015) – Nota 5,5
Direção – Breck Eisner
Elenco – Vin Diesel, Elijah Wood, Rose Leslie, Michael Caine, Olafur Darri Olafsson, Joseph Gilgun, Isaach De Bankolé, Julie Engelbrecht.

Na Idade Média, um grupo de caçadores enfrenta várias bruxas em uma caverna. Eles conseguem matar as inimigas, inclusive a bruxa rainha que termina por jogar uma maldição em Kaulder (Vin Diesel), o transformando em imortal. 

A trama pula para os dias atuais, quando Kaulder trabalha ao lado de um padre (Michael Caine) mantendo a paz entre bruxas e humanas, caçando os rebeldes e os levando para uma prisão. Quando um estranho bruxo (Olafur Darri Olafsson) aparece causando mortes, Kaulder precisará detê-lo antes da rainha das bruxas ser ressuscitada. 

Apesar dos ótimos efeitos especiais e das agitadas sequências de ação, o filme perde pontos por causa dos furos na história. As várias cenas de flashbacks mostrando Kaulder na Idade Média também são cansativas, assim como a reviravolta causada por um personagem na parte final ser no mínimo ingênua. 

Nas poucas cenas em que aparece, Michael Caine tenta passar um pouco de credibilidade, enquanto Elijah Wood é muito mal aproveitado. 

O resultado é um filme fraco, barulhento e vazio.

Enigma do Espaço (The Astronaut’s Wife, EUA, 1999) – Nota 5,5
Direção – Rand Ravich
Elenco – Johnny Depp, Charlize Theron, Joe Morton, Clea Duvall, Nick Cassavetes, Donna Murphy, Samantha Eggar, Gary Grubbs, Blair Brown, Tom Noonan.

Dois astronautas que estão se preparando para voltar à Terra sofrem com uma espécie de apagão na nave. Pouco tempo depois, tudo volta ao normal e eles conseguem regressar para casa. 

Enquanto Spencer Armacost (Johnny Depp) aparentemente leva uma vida normal ao lado da esposa Jillian (Charlize Theron) que logo engravida, além de conseguir um cargo de executivo em Nova York, seu parceiro Alex Streck (Nick Cassavetes) demonstra uma complicada mudança de comportamento que assusta sua esposa Natalie (Donna Murphy). 

Desde o início esta ficção se mostra extremamente previsível. A premissa de filme B é mal desenvolvida, com o roteiro abusando dos clichês, inclusive copiando ideias de filmes famosos como “O Bebê de Rosemary”. 

Algumas cenas de suspense melhoram um pouco o filme, que no geral desperdiça os talentos de Johnny Depp e Charlize Theron.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Vida Privada

Vida Privada (Private Life, EUA, 2018) – Nota 7
Direção – Tamara Jenkins
Elenco – Paul Giamatti, Kathryn Hahn, Kayli Carter, John Carroll Lynch, Molly Shannon, Denis O’Hare, Emily Robinson, Siobhan Fallon Hogan, Lizzy DeClement.

O casal Richard (Paul Giamatti) e Rachel (Kathryn Hahn) já passou dos quarenta anos de idade e ela não conseguiu engravidar.

Para realizar o sonho de ter um filho, eles partem para dois caminhos complexos. Ao mesmo tempo em que se inscrevem para tentar adotar uma criança, ela tenta engravidar através de um tratamento de fertilização. 

O roteiro escrito pela diretora Tamara Jenkins cria uma verdadeira saga a ser enfrentada pelos protagonistas. Após cada tentativa falha que resulta em frustração, Richard e Rachel buscam um novo caminho a qualquer custo, mesmo que as consequências possam ser ainda piores. 

A proposta do roteiro é mostrar que muitas vezes o desejo de conseguir algo se torna uma obsessão, no caso a busca pelo filho termina sendo mais importante que o próprio casamento. Eles abandonam sua vida em busca de um sonho idealizado, que dificilmente será realizado. 

Paul Giamatti e Kathryn Hahn passam com competência toda a frustração de seus personagens, assim como a jovem Kayli Carter tem um importante papel como a sensível sobrinha do casal. 

É um filme que deixa a pergunta. Até que ponto vale a pena sofrer por algo que não temos, ao invés de aproveitar o que a vida nos oferece? 

domingo, 2 de dezembro de 2018

Tocaia no Asfalto

Tocaia no Asfalto (Brasil, 1962) – Nota 7
Direção – Roberto Pires
Elenco – Agildo Ribeiro, Arassary de Oliveira, Geraldo Del Rey, Adriano Lisboa, Antonio Pitanga, Angela Bonatti.

Na Bahia, Rufino (Agildo Ribeiro) é um matador contratado por um coronel para assassinar um político rival que é candidato ao governo do Estado. 

Em paralelo, um deputado (Geraldo Del Rey) ameaça denunciar à justiça o candidato que está envolvido com corrupção. 

Enquanto espera o momento de agir, Rufino se hospeda em um bordel e se envolve com a prostituta Ana Paula (Arassary de Almeida). 

Este interessante longa é um drama político que foca em temas que ainda são atuais como corrupção, pobreza e violência. 

A fotografia em preto e branco e a narrativa lembram os filmes noir, além é claro dos personagens corruptos e marginais. As cenas noturnas nos criativos créditos iniciais é outro destaque. 

É curioso ver o comediante Agildo Ribeiro como o rústico assassino que se apaixona pela prostituta.

O resultado é um bom filme brasileiro que merece ser mais conhecido.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Meu Jantar com Hervé

Meu Jantar com Hervé (My Dinner With Hervé, EUA, 2018) – Nota 8
Direção – Sacha Gervasi
Elenco – Peter Dinklage, Jamie Dornan, David Strathairn, Mireille Enos, Andy Garcia, Harriet Walter, Daniel Mays, Oona Chaplin.

Agosto de 1993. O jornalista irlandês Danny Tate (Jamie Dornan) está separado da esposa e lutando contra o alcoolismo. Ele consegue mais uma chance para manter o emprego em um jornal de Londres. 

Sua missão é viajar até Los Angeles para entrevistar o escritor Gore Vidal e como uma trabalho menor, também fazer uma entrevista com um ex-astro da tv, o anão Hervé Villechaize (Peter Dinklage). 

Mesmo sem mostrar interesse em ouvir as histórias de Hervé, aos poucos Danny é convencido pelo sujeito a farrear pelo noite de Los Angeles. É o início de uma noite maluca que mudará a vida do jornalista. 

Esta produção da HBO é baseada na entrevista real que o aqui diretor Sacha Gervasi fez com o ator Hervé Villechaize quando este enfrentava problemas pessoais e uma carreira que tinha praticamente acabado. 

O francês Hervé Villechaize era famoso pelo papel de Tattoo no seriado “Ilha da Fantasia” e pela atuação como Nick Nack em “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro”. O longa detalha uma noite de catarse para o astro decadente, que demonstra toda a loucura e os excessos que o levaram para a situação em que se encontrava. 

O filme ganha pontos pelas atuações da dupla principal e de David Strathairn como o empresário e também amigo do astro. O show principal fica para Peter Dinklage, que encarna com perfeição o sujeito que tenta criar uma narrativa para diminuir seus erros e suas frustrações, mas que ao final da noite abre o coração para o jornalista que se torna seu novo amigo. 

O resultado é um ótimo filme sobre a história de vida de alguém que chegou ao sucesso, mas que não conseguiu lidar com seus problemas pessoais.