domingo, 15 de setembro de 2019

O Vencedor & Competição de Destinos


O Vencedor (Breaking Away, EUA, 1979) – Nota 7
Direção – Peter Yates
Elenco – Dennis Christopher, Dennis Quaid, Daniel Stern, Jackie Earle Haley, Barbaria Barrie, Paul Dooley, Robyn Douglas, Hart Bochner, Peter Maloney, John Ashton.

Dave (Dennis Christopher), Mike (Dennis Quaid), Cyril (Daniel Stern) e Moochie (Jackie Earle Haley) são jovens amigos que vivem sem grande expectativa de futuro em uma cidade de Indiana. Apenas Dave tem a chance de ir para a universidade local, porém demonstra muito mais entusiasmo em se tornar ciclista.

Os jovens ainda enfrentam um conflito com os universitários que os tratam como caipiras. Quando ocorre uma competição de ciclismo na região, surge a chance dos jovens rebeldes mostrarem seu valor. 

Este drama foi um dos primeiros longas a explorar a juventude perdida, tema que se tornou habitual à partir dos anos oitenta. Os jovens protagonistas são de uma geração que começava a ver o mundo de uma forma muito mais pessimista do que seus pais. O inconformismo resultava em apatia para alguns jovens e revolta para outros. 

Ao mesmo tempo em que a premissa é interessante, o estilo da narrativa envelheceu um pouco, com algumas situações e soluções que hoje se mostram ingênuas. 

O filme ganha pontos pela espontaneidade do elenco, que entrega atuações simples e realistas, numa época em que Dennis Quaid, Daniel Stern e Jackie Earle Haley eram desconhecidos. A curiosidade é que o protagonista Dennis Christopher foi o que conseguiu menos sucesso na carreira, estando hoje praticamente aposentado.

 Vale citar que filme venceu o Oscar de Melhor Roteiro escrito pelo falecido Steve Tesich, que em 1985 teria outro roteiro sobre ciclismo levado às telas em “Competição de Destinos”. 

Competição de Destinos (American Flyers, EUA, 1985) – Nota 6,5
Direção – John Badham
Elenco – Kevin Costner, David Marshall Grant, Rae Dawn Chong, Alexandra Paul, Robert Townsend, Jennifer Grey

Marcus (Kevin Costner) é um médico que pratica ciclismo nas horas vagas. Seu sonho é participar de uma famoso corrida de bicicletas chamada “Hell of the West” que acontece nas Montanhas Rochosas. Marcus esconde também um segredo referente a um problema de saúde para convencer seu irmão mais novo David (David Marshall Grant) a ser seu parceiro na corrida. A competição é a chance dos irmãos superaram conflitos e criarem um novo laço. 

O roteiro escrito pelo falecido Steve Tesich é quase uma versão adulta e mais voltada para o drama de “O Vencedor” que ele escreveu em 1979. O tom de rebeldia juvenil daquele longa se transforma em um drama misturado com esporte repleto de clichês. O filme ganha pontos pelas paisagens das montanhas e pelas boas cenas da disputa ciclista. 

Vale citar que este foi um dos primeiros filmes em que público e crítica prestaram atenção no talento de Kevin Costner, que se tornaria famoso mundialmente dois anos depois com o sensacional “Os Intocáveis”.

sábado, 14 de setembro de 2019

The Mustang

The Mustang (The Mustang, França / Bélgica, 2019) – Nota 6,5
Direção – Laure de Clermont Tonnerre
Elenco – Matthias Schoenaerts, Bruce Dern, Jason Mitchell, Connie Britton, Gideon Adlon, Josh Stewart, Noel Gugliemi.

Roman Coleman (Matthias Schoenaerts) está preso em uma penitenciária localizada numa região rural. 

Após sair da solitária, ele recebe a chance de trabalhar ao ar livre cuidando de cavalos selvagens que são domados por detentos para serem leiloados. 

Mesmo sem conhecimento algum com animais, aos poucos Roman tenta se aproximar de um cavalo considerado indomável. 

Baseado em um programa real de ressocialização de presos que existe em alguns estados do oeste americano, este longa utiliza um personagem ficcional como protagonista. 

Aos poucos o roteiro detalha porque Roman é um sujeito calado de difícil relacionamento e qual o crime que o levou para cadeia. O roteiro ainda insere algumas situações típicas dos filmes de prisão, como o tráfico de drogas e a violência entre detentos. 

Um ponto interessante é fazer um paralelo entre as atitudes e os sentimentos de Roman em relação a perda da liberdade e a “revolta” do cavalo que não aceita ser domado. Por outro lado, a narrativa lenta e as várias cenas de montaria cansam um pouco, sendo mais indicadas para quem gosta de cavalos. 

Vale destacar a atuação de Matthias Schoenaerts e do veteraníssimo Bruce Dern como o treinador especializado em domar cavalos.  

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Jogo Duplo

Jogo Duplo (The Padre, Canadá, 2018) – Nota 6
Direção – Jonathan Sobol
Elenco – Tim Roth, Valeria Henriquez, Nick Nolte, Luis Guzman.

Um sujeito disfarçado de padre (Tim Roth) viaja pelo interior da Colômbia fugindo de um policial aposentado (Nick Nolte) que deseja vingança. 

Ao cruzar o caminho de uma adolescente (Valeria Henriquez) que deseja ir para os Estados Unidos procurar a irmã menor que foi adotada, o Padre cria um vínculo com a garota e aceita participar de um roubo para conseguir dinheiro. 

Apesar de entregar uma história previsível, este longa tem alguns pontos interessantes. As locações nas pequenas cidades e estradas poeirentas do interior da Colômbia resultam num misto de road movie com toques de western. 

As sequências de fuga e os pequenos golpes perpetrados pela dupla são outros destaques, assim como a química entre Tim Roth e a desconhecida Valeria Henriquez. Vale citar ainda o péssimo título nacional. 

O resultado é um filme razoável que prende a atenção, mas que logo será esquecido.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O Príncipe do Deserto

O Príncipe do Deserto (Black Gold, França / Itália / Catar / Tunísia, 2011) – Nota 7
Direção – Jean Jacques Annaud
Elenco – Tahar Rahim, Antonio Banderas, Mark Strong, Freida Pinto, Riz Ahmed, Liya Kebede, Corey Johnson, Akin Gazi, Eriq Ebouaney, Loft Dziri, Jan Uddin.

Arábia Saudita, início do século XX. Uma guerra entre duas tribos termina quando para selar um acordo de paz o Sultão Amar (Mark Strong) é obrigado a entregar seus dois filhos adolescentes para o Emir Nesib (Antonio Banderas). Em troca, uma região desértica conhecida como “Cinturão Amarelo” será considerada área neutra. 

Quinze anos depois, uma empresa americana descobre que existe petróleo no local. Enquanto Nesib deseja lucrar com a venda do petróleo e também ajudar seu povo, Amar não aceita negociar com estrangeiros. A situação coloca os agora adultos Auda (Tahar Rahim) e seu irmão Saleh (Akin Gazi) em meio ao conflito entre o pai e o tutor. 

O diretor francês Jean Jacques Annaud adaptou um livro de ficção que explora o fato real do início da exploração de petróleo no Oriente Médio. O roteiro tem boas ideias, como a questão do conflito entre a visão de quem desejava um futuro melhor, contra aqueles que ainda estavam presos ao passado e principalmente as amarras da religião muçulmana. 

O ponto interessante é que os dois lados mostram erros e acertos em sua visão do mundo, situação que ainda hoje continua igual naquela região e em alguns locais com discussões até mais radicais. 

Outros pontos altos são as cenas de ação e principalmente a belíssima fotografia do deserto que utiliza uma lente amarelada, dando uma ênfase ainda maior ao sol. 

Por outro lado, as atuações parecem um pouco teatrais, assim como o estilo da narrativa de Annaud, que exagera nos cortes abruptos em algumas sequências. O ritmo da narrativa também apresenta altos e baixos. 

É uma obra que lembra bastante os filmes clássicos de aventura dos anos cinquenta e sessenta como “Lawrence da Arábia” por exemplo, mas sem a mesma qualidade.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Uma Forma de Assassinato

Uma Forma de Assassinato (A Kind of Murder, EUA, 2016) – Nota 6
Direção – Andy Goddard
Elenco – Patrick Wilson, Jessica Biel, Eddie Marsan, Vincent Kartheiser, Haley Bennett, Jon Osbeck, Radek Lord.

Nova York, anos cinquenta. Walter Stackhouse (Patrick Wilson) é um arquiteto de sucesso que nas horas vagas escreve contos policiais com o objetivo de se tornar escritor. Ele vive um casamento em crise com a perturbada Clara (Jessica Biel), que sofre de uma forte depressão. 

O assassinato de uma mulher em um ponto de ônibus na estrada desperta a curiosidade de Walter. O crime é investigado por um policial detalhista (Vincent Kartheiser), que tem como principal suspeito o marido da vítima (Eddie Marsan), que é dono de uma pequena livraria. 

Baseado em um livro de Patricia Highsmith, este longa tem uma premissa extremamente interessante que entrelaça um crime que está sendo investigado, com um personagem dúbio como o protagonista. 

Os pequenos detalhes que são desvendados aos poucos servem para montar um quebra-cabeça que seria promissor, mas que infelizmente se perde na falta de suspense e na forma como a trama é desenvolvida, chegando até um final irônico e ao mesmo tempo insatisfatório. 

Vale destacar a caprichada reconstituição de época e a atuação de um sinistro Eddie Marsan. 

É um longa que tinha potencial para ser bem melhor.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

O Primeiro Homem

O Primeiro Homem (First Man, EUA / Japão, 2018) – Nota 7
Direção – Damien Chazelle
Elenco – Ryan Gosling, Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler, Corey Stoll, Patrick Fugit, Christopher Abbott, Ciaran Hinds, Olivia Hamilton, Pablo Schreiber, Shea Whigham, Lukas Haas, Ethan Embry, Bryan D’Arcy James, Cory Michael Smith.

Neil Armstrong (Ryan Gosling) foi o primeiro homem a pisar na lua, resultado de anos de pesquisa, trabalho, testes e até desastres que marcaram a história do programa espacial americano. 

A proposta deste longa dirigido por Damien Chazelle, do marcante “Whiplash”, foi detalhar a vida profissional e pessoal de Armstrong, que é mostrado como um sujeito frio que escondia seus sentimentos. 

O roteiro descreve o porquê de sua decisão de se tornar astronauta, segue detalhando os vários testes que ele participou durante quase uma década e por fim o auge de sua carreira durante a missão que chegou até a lua. 

Os detalhes da vida pessoal de Armstrong com a esposa (Claire Foy) seguem o estilo comum de altos e baixos de um relacionamento em que um dos pares tem uma carreira complicada, não apresentando grandes surpresas. 

Os obstáculos enfrentados pelo programa espacial são quase todos de conhecimento público, mas com certeza agradam quem gosta do tema. 

Por outro lado, quem acompanhou a famosa série “Da Terra à Lua" produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg vai se decepcionar um pouco com este longa, principalmente por praticamente abandonar os coadjuvantes, dando ênfase apenas ao protagonista. 

O resultado é um filme correto, bem produzido e pouco mais do que mediano.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Cézanne e Eu

Cézanne e Eu (Cézanne et Moi, Bélgica / França, 2016) – Nota 6,5
Direção – Daniele Thompson
Elenco – Guillaume Canet, Guillaume Gallienne, Alice Pol, Déborah François, Sabine Azemá, Gérard Meylan, Isabelle Candelier.

Na segunda metade do século XIX, ainda crianças, os futuros escritor Emile Zola (Guillaume Canet) e pintor Paul Cézanne (Guillaume Gallienne) criam uma forte amizade que enfrentará conflitos por terem visões diferentes do mundo e da vida, pelas carreiras que seguiram por caminhos diferentes e pela relação com a mesma mulher (Alice Pol). 

O roteiro se divide em duas narrativas. Uma detalha o reencontro dos amigos em 1888, quando já beirando os cinquenta anos de idade eles discutem os fatos que os afastaram. A segunda volta para a infância e segue até alguns anos antes do reencontro. 

Baseado na história real da amizade entre o escritor e o pintor, este longa peca em alguns momentos por exagerar nos diálogos sobre crises existenciais dos protagonistas, principalmente do dramático Cézanne. As complicadas relações com as mulheres também é explorada com uma dramaticidade exagerada. 

Por não ser um profundo conhecedor das obras da dupla, considero um filme apenas mediano e didático. Para quem é um estudioso das artes, o longa deve se mostrar mais interessante.

domingo, 8 de setembro de 2019

Narcos: México

Narcos: México (Narcos: México, México / EUA, 2018)
Direção – Andrés Baiz, Amat Escalante, Alonso Ruizpalacios & Josef Kubota Wladyka
Elenco – Michael Peña, Diego Luna, Joaquin Cosio, Matt Letscher, Alyssa Diaz, Tenoch Huerta, Aaron Staton, José Maria Yazpik, Lenny Jacobson, Alejandro Edda, Yul Vazquez, Ernesto Alterio, Scoot McNairy.

Sinaloa, México, 1985. Miguel Angel Felix Gallardo (Diego Luna) é um jovem policial que percebendo o potencial de negócio da venda maconha para os Estados Unidos, se aproxima do chefão do tráfico local e não demora para apresentar sua ideia de unir os variados grupos em um cartel. 

A ideia maluca funciona porque seu cunhado Rafael (Tenoch Huerta) desenvolveu um novo tipo de maconha que pode ser plantada no deserto, longe da fiscalização das autoridades. 

Em paralelo, o agente americano do DEA Enrique “Kiki” Camarena (Michael Peña) aceita uma transferência para o escritório em Guadalajara, onde apenas quatro agentes trabalham sem ajuda alguma das autoridades mexicanas. Aos poucos, Kiki e seus companheiros passam a investigar a nova organização criminosa. 

As duas primeiras temporadas de “Narcos” focavam no Cartel de Medellin comandado por Pablo Escobar e a terceira no Cartel de Cali dos irmãos Rodriguez Orejuela. Esta nova temporada é considerada uma espécie de filhote da série original que tem como objetivo detalhar o nascimento dos Cartéis Mexicanos junto com a história do agente Kiki Camarena, deixando claro que as duas narrativas são baseadas em fatos reais.

A série mantém a mesma qualidade das temporadas anteriores, com um roteiro bastante didático em relação a “´profissionalização” do tráfico naquele país através da ligação dos criminosos com policiais e autoridades que dificultavam qualquer tipo de investigação, criando uma espécie de poder paralelo, além é claro de mostrar da escalada da violência. 

Quanto ao elenco, Michael Peña dá conta do recado como o agente obcecado em chegar nos líderes do Cartel, enquanto Diego Luna mesmo não comprometendo, fica uma sensação estranha ao ver o ator baixinho com cara de moleque interpretando um chefão do tráfico. 

Vale citar que a narração da história fica por conta de Scoot McNairy, que aparece apenas no final do último episódio, sendo uma espécie de entrada para a segunda temporada em que ele será um dos protagonistas.

sábado, 7 de setembro de 2019

Culpa

Culpa (Den Skyldige, Dinamarca, 2018) – Nota 8
Direção – Gustav Moller
Elenco – Jakob Cedergren, Jessica Dinnage, Omar Shargawi, Johan Olsen, Katinka Evers Jahnsen.

Asger (Jakob Cedergren) é um policial que foi afastado de suas funções e está sob investigação. Ele foi designado para atender ligações no setor de emergência da polícia. 

Ao atender o chamado de uma mulher que está sendo sequestrada, Asger vai além de sua função atual para ajudá-la, vendo a chance diminuir a culpa que carrega pelo erro que causou seu afastamento das ruas. 

Esta produção dinamarquesa com menos de uma hora e meia de duração prende a atenção do espectador utilizando apenas a central de atendimento da polícia como cenário. 

Mesmo com alguns personagens trabalhando no mesmo local, as interações importantes do protagonista são com pessoas do outro lado da linha telefônica. Ele utiliza toda sua experiência para tentar direcionar a investigação e assim salvar a mulher sequestrada. 

O inteligente roteiro revela aos poucos algumas surpresas que mudam completamente a percepção do público e do protagonista. 

É um filme simples, produzido com poucos recursos, mas com uma extrema competência que merece ser conhecido.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Vingança a Sangue Frio

Vingança a Sangue-Frio (Cold Pursuit, EUA / Noruega / Canadá / EUA / França / Alemanha, 2019) – Nota 6,5
Direção – Hans Petter Moland
Elenco – Liam Neeson, Laura Dern, Tom Bateman, John Doman, Emmy Rossum, Domenick Lombardozzi, William Forsythe, Elizabeth Thai, David O’Hara, Gus Halper, Tom Jackson.

Nels Coxman (Liam Neeson) ganha o título de cidadão do ano na pequena cidade gelada em que vive com a esposa (Laura Dern). Quando chega a notícia de que seu filho morreu de overdose, Nels não acredita. 

Inconformado com a falta de interesse da polícia, ele decide investigar por conta própria e descobre que o filho fora assassinado por uma quadrilha de traficantes. Não tendo como provar o fato, ele inicia sua vingança pessoal. 

Este longa é uma refilmagem do ótimo “O Cidadão do Ano” dirigido pelo mesmo Hans Petter Moland deste remake. Para quem não viu o original, este novo filme parecerá melhor do que realmente é. 

Moland utiliza dos mesmos elementos criativos do original. Temos uma espécie de lápide virtual que escurece a tela cada vez que um personagem é assassinado, todos os bandidos tem algum apelido e vários diálogos fogem do lugar comum. O problema é que para quem viu o original, todas estas situações são repetições, sem surpresas. 

Novamente Liam Neeson interpreta o herói durão e solitário.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Viper Club

Viper Club (Viper Club, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Maryam Keshavarz
Elenco – Susan Sarandon, Matt Bomer, Edie Falco, Lola Kirke, Julian Morris, Sheila Vand, Amir Malaklou, Adepero Oduye.

Helen (Susan Sarandon) é uma experiente enfermeira que sofre por seu filho Andy (Julian Morris) ter sido sequestrado pelo Estado Islâmico na Síria. Andy é um jornalista independente que cobria a guerra na região. 

Sem ter respostas claras do FBI e do Departamento de Estado, Helen é procurada por um amigo do filho (Matt Bomer) que tem contato com um grupo clandestino chamado “Viper Club”, que trabalha tentando resgatar jornalistas que são sequestrados em zonas de guerra. 

Apesar das críticas ruins, muito pelo ritmo lento, este longa apresenta ideias interessantes. O ponto principal é a questão do amor de mãe, que geralmente move montanhas para ajudar o filho ou filhos. 

A questão política também é importante ao mostrar que a forma como as autoridades lidam com este tipo de situação varia de acordo com a posição dos envolvidos. 

O filme ainda insere pitadas do perigo enfrentado por jornalistas que buscam notícias em meio a guerra. 

Não chega a ser um filme marcante, mas está longe de ser ruim.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Atentado ao Hotel Taj Mahal

Atentado ao Hotel Taj Mahal (Hotel Mumbai, Índia / Austrália / EUA, 2018) – Nota 7,5
Direção – Anthony Maras
Elenco – Dev Patel, Armie Hammer, Anupam Kher, Jason Isaacs, Nazanin Boniadi, Tilda Cobham Hervey.

Mumbai, Índia, 2008. Um grupo de terroristas paquistaneses ataca diversos locais na cidade, porém tendo como alvo principal o luxuoso Hotel Taj Mahal. 

Quatro terroristas armados tomam o local matando todas as pessoas que cruzam seu caminho. Um grupo de hóspedes e funcionários se escondem na cozinha, porém a falta de policiais qualificados para enfrentar a situação faz com que a espera seja interminável. 

Baseado em uma terrível história real, este competente longa de ação consegue passar todo o desespero enfrentado pela vítimas. O roteiro escrito pelo diretor estreante Anthony Maras destaca alguns personagens em meio ao caos. 

O garçom indiano (Dev Patel) que se transforma em herói improvável, o chef de cozinha (Anupam Kher) que lidera o grupo de sobreviventes, um mafioso russo (Jason Isaacs) e um casal de milionários (Armie Hammer e Nazanin Boniadi). 

Os terroristas são mostrados como jovens raivosos e ignorantes que acreditam estar lutando contra um “Grande Mal” e que durante toda a ação recebem ordens dos mandantes pelo celular. 

O diretor consegue explorar muito bem o enorme hotel para criar sequências de ação e suspense, resultando em um filme marcante que agradará aos fãs do gênero.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Leal

Leal (Leal, Solo Hay Una Forma de Vivir, Paraguai / Argentina, 2018) – Nota 6
Direção – Rodrigo Salomón & Pietro Scappini
Elenco – Luis Aguirre, Andrea  Quattrocchi, Felix Medina, Silvio Rodas, Andrea Frigerio, Bruno Sosa, Gonzalo Vivanco.

Um coronel aposentado (Silvio Rodas) é convidado pelo presidente do Paraguai para assumir o Ministério Antidrogas. Com carta branca, o coronel designa dois agentes de campo (Luis Aguirre e Felix Medina) para montar um grupo especial com o objetivo de combater o narcotráfico no país. 

Esta co-produção de baixo orçamento entre Paraguai e Argentina que diz ser baseada numa história real segue a linha dos filmes americanos do gênero, em alguns momento lembrando a série “Narcos”, porém com uma qualidade bem inferior. 

Os pontos altos são a forma como a inteligência de uma agente (Andrea Quattrocchi) analisa as pistas na investigação e as sequências de ação que se mostram simples e competentes. Por outro lado, as atuações são quase amadoras, incluindo um personagem caricato que fala em portunhol. 

A escolha da dupla de diretores em utilizar cortes rápidos e sequências com as imagens desfocadas se mostram estranhas. Como curiosidade, nomes de jogadores de futebol do Brasil são citados em uma sequência importante e criativa. 

É um filme que vale a sessão como curiosidade para quem gosta do gênero sem exigir muito.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Megatubarão

Megatubarão (The Meg, EUA / China, 2018) – Nota 5,5
Direção – Jon Turteltaub
Elenco – Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson, Cliff Curtis, Winston Chao, Shuya Sophia Cai, Ruby Rose, Page Kennedy, Robert Taylor, Olafur Darri Olafsson, Masi Oka, Jessica McNamee.

Uma avançado laboratório marinho liderado pelo Dr Zhang (Winston Chao) envia uma espécie de sonda tripulada para desbravar o fundo do Oceano Pacífico. 

O que eles não esperavam era encontrar um gigantesco tubarão pré-histórico ainda vivo. Para tentar salvar a sonda, Zhang chama o explorador aposentado Jonas Taylor (Jason Statham), que é taxado como maluco por acreditar ter sido atacado por uma criatura marinha desconhecida. 

O roteiro explora todos os clichês possíveis dos filmes de ação. Protagonista beberrão e rebelde que carrega um trauma, milionário canalha (Rainn Wilson), a filha do cientista que deseja provar seu valor (Bingbing Li) e até uma garotinha prodígio (Shuya Sophia Cai), além é claro das reviravoltas batidas, dos discursos emotivos e rasos e por fim os diálogos engraçadinhos. 

A primeira parte que foca na tentativa de resgate é o melhor do filme. O tubarão demora uma hora para aparecer, com os sustos sendo criados com suspense. Depois que o monstro surge, o longa se transforma em um amontoado de efeitos especiais. 

É mais um blockbuster que desperdiça uma boa premissa.