quarta-feira, 18 de outubro de 2017

[Rec]

[Rec] ([Rec], Espanha, 2007) – Nota 7
Direção – Jaume Balagueró & Paco Plaza
Elenco – Manuela Velasco, Ferran Terraza, Jorge Yaman Serrano, Pablo Rosso.

Uma jovem repórter (Manuela Velasco) e um cinegrafista (Pablo Rosso) tem a missão de cobrir um dia de trabalho em uma base do corpo de bombeiros em Barcelona. 

Esperando algum chamado para fazer uma reportagem em busca de audiência, a jornalista fica animada quando os bombeiros seguem para atender uma ocorrência em um prédio residencial. 

Ao chegarem no local, eles encontram uma mulher completamente descontrolada que os ataca. Os demais moradores tentam fugir, porém o prédio é cercado pela polícia. As autoridades acreditam que o prédio seja o foco de uma infecção desconhecida. 

Este competente terror de baixo orçamento fez grande sucesso na época ao explorar o estilo do falso documentário que começou com o superestimado “A Bruxa de Blair”, em que algum personagem participa e filma toda a ação. 

A proposta aqui funciona bem. A narrativa ágil é perfeita para o desespero que toma conta das pessoas presas no edifício. As cenas sangrentas também agradam ao público que gosta do estilo. 

O filme rendeu três continuações e uma refilmagem americana batizada de “Quarentena” que também rendeu uma sequência. Por mais que este original seja interessante, inclusive com uma curiosa explicação para a infecção que surge na parte final, não tive vontade a assistir as sequências ou a versão americana. A meu ver seria mais do mesmo.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mulheres do Século 20

Mulheres do Século 20 (20th Century Women, EUA, 2016) – Nota 7,5
Direção – Mike Mills
Elenco – Annette Bening, Lucas Jade Zumann, Elle Fanning, Greta Gerwig, Billy Crudup.

Santa Bárbara, Califórnia, 1979. Em um velho casarão em reforma, a divorciada Dorothe Fields (Annette Bening) vive com o filho de quinze anos Jamie (Lucas Jade Zumann) e aluga os quartos para duas pessoas. 

A jovem fotógrafa Abbie (Greta Gerwig) que terminou o tratamento contra um tumor cervical e o bem humorado William (Billy Crudup). Ainda faz parte do grupo a adolescente Julie (Elle Fanning), que todos os dias sai da casa da mãe para dormir no quarto do amigo Jamie. 

O sensível roteiro escrito pelo diretor Mike Mills vai além do drama sobre família e amizade, focando também nas mudanças de comportamento das mulheres que viviam na época. A protagonista divorciada de meia-idade que criava o filho sozinha era algo novo, assim como as jovens interessadas em explorar sua sexualidade e ter uma vida própria. 

O grande acerto do roteiro é mostrar a importância do feminismo dos anos sessenta e setenta, quando a mulher buscava liberdade e independência, bem diferente do feminismo ideológico, político e raivoso dos dias atuais. 

As ótimas interpretações do elenco são outro ponto positivo, inclusive do garoto praticamente desconhecido Lucas Jade Zumann. 

É um bom filme sobre uma época de mudanças.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

5 Dias de Guerra

5 Dias de Guerra (5 Days of War, Geórgia / EUA, 2011) – Nota 6,5
Direção – Renny Harlin
Elenco – Rupert Friend, Emmanuelle Chriqui, Richard Coyle, Val Kilmer, Johnathon Schaech, Andy Garcia, Rade Sherbedgia, Heather Graham, Mikko Nousiainen, Antje Traue, Kenneth Cranham, Dean Cain.

Iraque, 2007. Um carro com quatro jornalistas é atacado por rebeldes, causando a morte de dois deles. 

Um ano depois, os dois sobreviventes do ataque, Thomas Anders (Rupert Friend) e Sebastian Ganz (Richard Coyle), seguem para a Geórgia com o objetivo de cobrir a invasão do exército russo ao país. 

Mesmo sabendo do perigo que enfrentarão, a dupla viaja para o interior do país. Não demora para os jornalistas ficarem sitiados no meio do conflito. 

O ponto forte da carreira do diretor finlandês Renny Harlin sempre foram as cenas de ação. Longas como “Duro de Matar 2” e “Risco de Total” são os grandes exemplos. Por outro lado, história e personagens muitas vezes deixam a desejar. 

Neste até interessante trabalho sobre o conflito real que ocorreu entre Rússia e Geórgia, Harlin novamente acerta nas competentes cenas de ação e falha no desenvolvimento da história. O roteiro não deixa claro os motivos do conflito e nem se aprofunda na terrível questão da chamada “limpeza étnica”. O romance que surge no meio da história e as concessões cinematográficas na parte final também tiram pontos do filme. 

O resultado é um longa que prende a atenção, mas que ao mesmo tempo se mostra uma aventura de guerra genérica

domingo, 15 de outubro de 2017

A Incrível Aventura de Rick Baker

A Incrível Aventura de Rick Baker (Hunt for the Wilderpeople, Nova Zelândia, 2016) – Nota 7,5
Direção – Taika Waititi
Elenco – Sam Neill, Julian Dennison, Rima Te Wiata, Rachel House, Tioreore Ngatai Melbourne.

Na cena inicial, uma arrogante assistente social (Rachel House) entrega para adoção o garoto Rick Baker (Julian Dennison). Ele ficará na responsabilidade de um casal que vive em uma fazenda no interior da Nova Zelândia. 

A assistente social ainda fala que o garoto não presta e que não aceitará devolução. Mesmo assim, o garoto é acolhido pela simpática Bella (Rima Te Wiata) e pelo marido rabugento Hector (Sam Neill). 

Aos poucos, Bella ganha a confiança de Rick, até que uma surpresa muda completamente a situação e faz com que o garoto e Hector sejam obrigados a enfrentar um aventura na mata que cerca a região. 

Este simpático longa neozelandês mistura drama, aventura e pitadas de comédia de forma surpreendente e agradável, com uma história dividida em dez capítulos curtos e o epílogo. As sequências no meio da mata são divertidas e valorizadas pela beleza natural da região. 

O filme fica ainda melhor por causa da química entre o veterano Sam Neill (“Parque dos Dinossauros”) e o garoto gordinho Julian Dennison. Os diálogos entre eles são impagáveis. É interessante também as divertidas citações sobre os costumes neozelandeses. 

É um filme de sessão da tarde com qualidade. 

sábado, 14 de outubro de 2017

Partisan

Partisan (Partisan, Austrália, 2015) – Nota 5
Direção – Ariel Kleiman
Elenco – Vincent Cassel, Jeremy Chabriel,  Florence Mezzara.

Em uma comunidade escondida em uma região pobre, várias mulheres com filhos ainda crianças são lideradas pelo enigmático Gregori (Vincent Cassel). 

Agindo como uma espécie de guru, Gregori comanda tudo no local com mão de ferro, mesmo demonstrando gostar das crianças. 

Em seguida, descobrimos que seu filho de onze anos Alexander (Jeremy Chabriel) foi treinado para ser um assassino. A situação fica caótica quando uma da crianças que aparentemente é autista, começa a questionar as atitudes de Gregori. 

Este é com certeza um dos filmes mais estranhos dos últimos anos. A relação entre Gregori e sua enorme “família” lembra algo primitivo, mesmo com o roteiro não deixando claro se todas as crianças são realmente seus filhos. 

Por sinal, o roteiro oferece poucas respostas. A narrativa também é lenta, mesmo explorando a tensão que cresce aos poucos dentro da família. 

É um filme indicado para quem curte experiências cinematográficas fora do comum, mesmo não sendo sinônimo de qualidade.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Bombas! - Filmes de Ação dos Anos 80

Corrida em Pânico (Running Scared, EUA, 1980) – Nota 5
Direção – Paul Glicker
Elenco – Ken Wahl, Judge Reinhold, Annie McEnroe, Bradford Dillman, John Saxon, Pat Hingle.

Flórida, 1961. Dois soldados americanos (Ken Wahl e Judge Reinhold) fogem do serviço no Panamá e voltam aos Estados Unidos de forma clandestina em um avião militar. Descobertos pelos militares ao chegarem na Flórida e carregando uma máquina utilizada para tirar fotos de uma instalação militar secreta, os amigos se tornam suspeitos de espionagem. 

Este foi um dos primeiros filmes a ser lançado em VHS original no Brasil nos anos oitenta, quando o mercado ainda estava dominado pelas fitas piratas. O longa é fraco, tendo como ponto principal uma sequência de perseguição de barcos a motor pelos pântanos da Flórida. Ken Wahl com a série “O Homem da Máfia” e Judge Reinhold como coadjuvante na franquia “Um Tira da Pesada” tiveram um certo destaque na carreira. 

O Sequestro do Presidente (The Kidnapping of the President, Canadá / EUA, 1980) – Nota 5,5
Direção – George Mendeluk
Elenco – William Shatner, Hal Holbrook, Van Johnson, Ava Gardner, Miguel Fernandes.

Durante uma visita ao Canadá, o presidente americano (Hal Holbrook) é sequestrado e mantido em cativeiro dentro de um caminhão repleto de explosivos. Os sequestradores que pertencem a um grupo revolucionário latino, exigem cem milhões de dólares como resgate. Um agente do serviço secreto (William Shatner) comanda a investigação. Apesar de ter sido lançado nos cinemas, este envelhecido longa tem cara de produção para tv.

Cidade Corrompida (Blue City, EUA, 1986) – Nota 4,5
Direção – Michelle Manning
Elenco – Judd Nelson, Ally Sheedy, David Caruso, Paul Winfield, Scott Wilson, Anita Morris.

Ao voltar para sua cidade natal na Flórida por causa do assassinato de seu pai, o rebelde Billy Turner (Judd Nelson) se une a sua antiga namorada (Ally Sheedy) e ao irmão dela (David Caruso) para descobrir o porque do crime. Logo, ele percebe que a cidade é dominada por um empresário corrupto (Scott Wilson) que comanda inclusive a polícia local. Este fraco drama policial foi uma tentativa de explorar a então popularidade de Judd Nelson e Ally Sheedy, que conseguiram fama no clássico adolescente “Clube do Cinco”. O roteiro ruim e os personagens mal desenvolvidos enterraram o longa.  

Duelo no Asfalto (Rolling Vengeance, Canadá, 1987) – Nota 5
Direção – Steven Hilliard Stern
Elenco – Don Michael Paul, Lawrence Dane, Ned Beatty, Lisa Howard, Michael G. Reynolds.

Joey (Don Michael Paul) e seu pai Big Joe (Lawrence Dane) transportam bebidas para Tiny Doyle (Ned Beatty), o dono do maior bar da região. Uma desavença com Tiny e seus filhos resulta no assassinato da mãe e da irmã de Joey, dando início a uma verdadeira guerra entre as famílias. Outros crimes acontecem até que Joey decide se vingar utilizando seu caminhão como arma. Ums dos filmes B de ação mais bizarros dos anos oitenta, este longa é daqueles para ser assistido sem preocupação com os absurdos. A carreira do protagonista Don Michael Paul não decolou e a partir daí o ator se limitou a pontas em seriados. 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sangue Pela Glória & Punhos de Sangue


Sangue Pela Glória (Bleed For This, EUA, 2016) – Nota 7
Direção – Ben Younger
Elenco – Miles Teller, Aaron Eckhart, Ciaran Hinds, Katey Sagal, Ted Levine, Jordan Gelber, Amanda Clayton, Daniel Sauli.

Em 1988, o boxeador Vinny Pazienza (Miles Teller) estava no auge do carreira após vencer uma luta válida pelo título mundial. Um acidente de automóvel muda completamente sua vida. A princípio, médicos e familiares acreditam que sua carreira acabou, porém o decidido pugilista não se entrega e faz de tudo para voltar aos ringues. 

Baseado numa incrível história real, este longa tem como um dos pontos positivos não apelar para o dramalhão. A narrativa sóbria foca na força de vontade do protagonista e também na sua relação com o pai (Ciaran Hinds), com a mãe religiosa (Katey Sagal) e a irmã (Amanda Clayton), além do treinador (Aaron Eckhart). O roteiro também mostra o lendário treinador e empresário Lou Duva (Ted Levine) como um explorador interessado apenas em lucrar com o esporte. Miles Teller dá conta do recado, inclusive nas boas cenas de lutas. 

Punhos de Sangue (The Bleeder, EUA, 2016) – Nota 7
Direção – Phillippe Falardeau
Elenco – Liev Schreiber, Elizabeth Moss, Naomi Watts, Ron Perlman, Michael Rapaport, Jim Gaffigan, Morgan Spector, Pooch Hall.

Bayonne, New Jersey, 1974. Chuck Wepner (Liev Schreiber) é um boxeador mediano que tenta subir no ranking para disputar o título mundial, mesmo sendo mais um sonho do que realidade. A inesperada chance surge quando Don King, empresário do campeão Muhammad Ali, deseja encontrar um adversário branco, criando uma espécie de luta racial para aumentar a publicidade. Após aguentar quinze rounds contra Ali, Wepner se torna famoso em Bayonne, mas por outro lado, se perde totalmente em sua vida pessoal. 

A história real da luta de Wepner contra Ali foi a inspiração para Sylvester Stallone escrever, protagonizar e dirigir o clássico “Rocky – Um Lutador”. Aqui, o roteiro vai além da luta de Wepner, detalhando também sua conturbada vida pessoal, como o casamento com Phyliss (Elizabeth Moss), sua amizade nas farras com John (Jim Gaffigan) e seu problema com as drogas. Liev Schreiber entrega uma competente interpretação do sujeito que enfrentou altos e baixos, se mostrando radiante em alguns momentos e patético em outros. É um bom filme sobre um interessante personagem.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

The Deal

The Deal (Salineuiloe, Coreia do Sul, 2015) – Nota 7
Direção – Yong Ho Son
Elenco – Sang Kyung Kim, Sung Woong Park, Yoon Seung Ah, Jae Yoon Jo, Eui Sung Kim.

Um serial killer (Sun Woong Park) é detido pela polícia e se nega a contar onde estão os corpos de suas vítimas, com exceção de três garotas que foram encontradas enterradas no quintal de sua casa. 

O detetive Tae Soo (Sang Kyung Kim de “Memórias de um Assassino”) se desespera quando descobre que a última vítima do criminoso foi sua irmã. Seu cunhado (Yoon Seung Ah) também vê seu mundo desabar ao receber a notícia da morte da esposa. Para enfrentar o drama, policial e cunhado seguirão caminhos opostos. 

O roteiro segue o estilo comum dos thrillers produzidos na Coreia do Sul, misturando investigação, drama e violência, além de uma pequena surpresa na parte final. Vale destacar o assustador Sun Woong Park como o psicopata sorridente e as cenas de ação, como a briga no chuveiro na penitenciária e a sequência da perseguição pelos becos. 

Não está entre os melhores filmes sul-coreanos, mas mesmo assim é um competente thriller policial.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Atari: Game Over

Atari: Game Over (Atari: Game Over, EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Zak Penn
Documentário

Roteirista de várias adaptações de quadrinhos para o cinema, como alguns filmes da franquia “X-Men”, Zak Penn comandou este documentário sobre a história da pioneira empresa de videogames Atari e a lenda de que milhares de cartuchos do jogo “E.T” haviam sido enterrados em um lixão na cidade de Alamogordo no Novo México. 

Penn explora duas narrativas paralelas. A primeira segue o interesse de um funcionário da prefeitura de Alamogordo para conseguir a liberação para escavar o aterro sanitário em busca dos cartuchos. A outra narrativa, mostra depoimentos de pessoas que trabalharam na Atari no desenvolvimento dos jogos nos anos setenta e oitenta. 

O personagem principal é o engenheiro Howard Scott Warshaw, que desenvolveu o jogo “E.T.” e e levou toda a culpa pelo fracasso nas vendas e na quebra da empresa. O doc detalha os bastidores do ocorrido, mostrando que o trabalho de Warshaw foi apenas parte do fracasso, onde a culpa maior foi das pessoas que comandavam a empresa que fazia parte do grupo Warner. 

É um doc indicado para os fãs de games e para quem viveu a época em que o Atari era o grande avanço na diversão tecnológica. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Armadilha & Thomas Crown - A Arte do Crime


Armadilha (Entrapment, EUA / Inglaterra / Alemanha, 1999) – Nota 6
Direção – Jon Amiel
Elenco – Sean Connery, Catherine Zeta Jones, Ving Rhames, Will Patton, Maury Chaykin, Kevin McNally.

Um famoso quadro é roubado e a empresa de seguros acredita que o crime tenha sido cometido por Robert MacDougal (Sean Connery), um ladrão especializado em obras de arte. Para tentar localizar o quadro e prender MacDougal, a seguradora envia a investigadora Virginia Baker (Catherine Zeta Jones), que a princípio utiliza sua beleza e inteligência para se aproximar do ladrão. Os dois se tornam parceiros, mas cada um esconde suas reais intenções.

O roteiro se mostra até aceitável durante dois terços do filme, enquanto a dupla principal planeja o grande golpe. Na parte final, o longa foi por água abaixo. A sequência de ação no alto do edifício na Malásia é absurda, finalizando com um reviravolta prá lá de forçada.

Outro ponto que não funciona é o romance entre Sean Connery e Catherine Zeta Jones. Não existe química alguma, resultando em cenas de romance quase constrangedoras. Este foi um dos últimos trabalhos de Connery no cinema. Ele trabalharia ainda no interessante “Encontrando Forrester” e no fraco “A Liga Extraordinária”, filme que marcou sua despedida das telas.  

Thomas Crown – A Arte do Crime (TheThomas Crown Affair, EUA, 1999) – Nota 7
Direção – John McTiernan
Elenco – Pierce Brosnan, Rene Russo, Denis Leary, Frankie Faison, Ben Gazzara, Fritz Weaver, Charles Keating, Marc Margolis, Faye Dunaway.

Thomas Crown (Pierce Brosnan) é um empresário milionário que tem como hobby roubar valiosas obras de arte. Quando ele rouba um Monet no museu de Nova York, a investigadora de seguros Catherine Banning (Rene Russo) é contratada para recuperar a obra. Aos poucos, a bela Catherine se deixa seduzir pelo charme de Crown, ficando dividida entre o trabalho e uma possível nova vida. Em paralelo, um amargurado policial (Denis Leary) também investiga o caso. 

Este longa é uma refilmagem do clássico dos anos sessenta “Crown – O Magnífico” dirigido por Norman Jewison e protagonizado por Steve McQueen e Faye Dunaway. Com curiosidade, neste remake a atriz Faye Dunaway interpreta a psicóloga que atende o protagonista vivido por Pierce Brosnan. Não assisti ao original para comparar, mas mesmo assim gostei desta versão. O então 007 Pierce Brosnan estava no auge da carreira e se mostrava perfeito no papel do requintado ladrão, enquanto a ex-modelo Rene Russo desfilava sua beleza. 

Finalizando, este foi um trabalho diferente na carreira de John McTiernan, especialista em filmes de ação como “Duro de Matar” e “O Predador”.

domingo, 8 de outubro de 2017

Histórias Cruzadas

Histórias Cruzadas (100 Streets, Inglaterra, 2016) – Nota 6,5
Direção – Jim O’Hanlon
Elenco – Idris Elba, Gemma Arterton, Tom Cullen, Franz Drameh, Ken Stott, Charlie Creed Miles, Kierston Wareing, Lorraine Stanley.

Em Londres, alguns personagens passam por momentos decisivos em suas vidas. 

Max (Idris Elba) é um astro de rugby aposentado, mulherengo e drogado que está separado da esposa Emily (Gemma Arterton) por causa de suas traições. Ele deseja voltar para a esposa, que também está tendo um caso com um fotógrafo (Tom Cullen). 

Kingsley (Franz Drameh) é um jovem que vive em um conjunto habitacional e que deseja abandonar o tráfico de drogas. A terceira trama segue o motorista de táxi George (Charlie Creed Miles), que se envolve em um acidente que mudará para sempre sua vida e da esposa. 

As três histórias que se cruzam focam em dramas pessoais que envolvem até mesmo violência. A trama com o jogador de rugby é a mais forte e também a que termina de forma mais exagerada. 

É um filme pequeno, daqueles que se apoiam nos personagens. 

O resultado é uma obra no máximo mediana.

sábado, 7 de outubro de 2017

Quatro Vidas de um Cachorro

Quatro Vidas de um Cachorro (A Dog’s Purpose. EUA, 2017) – Nota 7,5
Direção – Lasse Hallstrom
Elenco – Josh Gad, Dennis Quaid, Peggy Lipton, Bryce Gheisar, K.J. Apa, Britt Robertson, Juliet Rylance, Luke Kirby, Logan Miller, John Ortiz, Kirby Howell Baptiste.

O título nacional está errado. Na verdade são cinco vidas do cachorro, sendo que uma delas é bem curta e provavelmente o sujeito que traduziu o título não percebeu ou ignorou a situação. 

O longa é narrado pelo cachorro (voz de Josh Gad) e segue cinco reencarnações do animal através de sua relações com os humanos ao seu redor. 

Deixando de lado a primeira encarnação que é mostrada rapidamente, os pontos altos do longa estão na segunda e na última história. Não citarei mais detalhes sobres estas duas histórias para não estragar a surpresa. As duas outras histórias que preenchem o longa se mostram um pouco deslocadas, mesmo entendendo que são tramas sensíveis. 

O grande acerto é mostrar a sensacional relação de amizade entre um cão e seu dono. Todas as pessoas que gostam de animais e que tem cães ao seu lado vão se emocionar com o filme. A amizade sincera entre dono e animal, as trapalhadas que os animais aprontam, seus hábitos e o triste momento do envelhecimento são retratados com extrema sensibilidade. 

O diretor sueco Lasse Hallstrom já havia explorado o tema de amizade entre homem e cachorro no também sensível “Sempre ao Seu Lado”.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Em Ritmo de Fuga

Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, Inglaterra / EUA, 2017) – Nota 7,5
Direção – Edgar Wright
Elenco – Ansel Elgort, Kevin Spacey, Jon Hamm, Jamie Foxx, Lily James, Eiza Gonzalez, Jon Bernthal, CJ Jones, Sky Ferreira, Lance Palmer, Flea, Lanny Joon.

Baby (Ansel Elgort) é o chamado “motorista de fuga”. Ele trabalha há anos para pagar uma dívida ao gângster Doc (Kevin Spacey), sempre dirigindo automóveis para fugir com bandidos após algum assalto. 

Após o que seria seu último trabalho, Baby planeja mudar de vida com a nova namorada, a garçonete Debora (Lily James), mas como sair do mundo do crime é extremamente complicado, logo ele se vê obrigado a participar de mais um assalto. 

Especialista em filmes que misturam violência e comédia com toques de paródia, o diretor inglês Edgar Wright está sendo muito elogiado por este novo trabalho. Como opinião pessoal, considero um filme divertido com algumas boas ideias, mas longe de merecer todos estes elogios. 

A história é totalmente clichê ao explorar o jovem que deseja sair do mundo do crime, que carrega um trauma de infância e que vive um novo amor. Por outro lado, as cenas de ação são muito bem filmadas e embaladas por uma ótima trilha sonora. O detalhe do jovem sofrer com um problema de audição e utilizar um fone ouvindo músicas durante todo o filme é muito bem explorado pelo diretor, inclusive gerando alguns interessantes diálogos. 

O resultado é uma diversão sem compromisso com a realidade. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O Guardião Invisível

O Guardião Invisível (El Guardián Invisible, Espanha / Alemanha, 2016) – Nota 7
Direção – Fernando Gonzalez Molina
Elenco – Marta Etura, Elvira Minguez, Frances Orella, Carlos Librado “Nene”, Itziar Aizpuru, Colin McFarlane, Benn Northover.

O assassinato de uma adolescente leva a inspetora Amaia Salazar (Marta Etura) de volta a sua cidade natal para investigar o crime. 

Na pequena Elizondo no País Basco, Amaya precisará lidar com os traumas de seu passado e sua complicada relação com a família, principalmente com a irmã mais velha (Elvira Minguez). 

A situação fica ainda mais difícil quando ocorre um segundo assassinato de forma semelhante. Amaya acredita ser obra de um serial killer, enquanto a mídia batiza o assassino como “Basajaun”, que seria uma criatura da mitologia Basca que lembra o americano “Pé Grande”. 

O filme é baseado no primeiro livro de uma trilogia policial que explora a mitologia, os costumes e as tradições do País Basco, região espanhola que faz fronteira com a França e que há décadas luta para se tornar um país independente. 

A premissa e o clima de tragédia são os pontos altos do longa. As cenas ao ar livre foram quase todas filmadas em dias nublados ou debaixo de chuva, o que passa uma sensação de tristeza e desamparo. 

Por mais que a investigação prenda a atenção, o filme se tornar irregular por perder tempo nos conflitos familiares da protagonista, inclusive deixando sem explicação sua terrível relação com a mãe que é mostrada em flashbacks. 

Aparentemente, as pontas soltas e a falta de explicação para esta situação podem ser ganchos para uma sequência.