domingo, 19 de novembro de 2017

O Sol da Noite

O Sol da Noite (That Evening Sun, EUA, 2009) – Nota 7,5
Direção – Scott Teems
Elenco – Hal Holbrook, Ray McKinnon, Walton Goggins, Mia Wasikowska, Carrie Preston, Barry Corbin, Dixie Carter.

Aos oitenta anos, Abner Meechum (Hal Holbrook) abandona a casa de repouso onde vive e viaja de volta para sua fazenda no Tennessee.

Chegando ao local, ele se surpreende ao descobrir que seu filho vendeu a fazenda para Lonzo Choat (Ray McKinnon), um sujeito com fama de bêbado e vagabundo. Morando com sua esposa (Carrie Preston) e filha (Mia Wasikowska), Lonzo se nega a desfazer o negócio, enquanto Abner decide ficar na cabana ao lado da casa, afirmando que jamais sairá de sua antiga propriedade.

Este drama é um daqueles filmes em que personagem algum está totalmente certo ou errado. Decisões unilaterais, circunstâncias complicadas e destino levam os personagens a um conflito que parece não ter solução.

O roteiro explora também os conflitos familiares e os problemas da terceira idade. É difícil para uma pessoa idosa aceitar abandonar sua casa porque os familiares não querem que ela fique sozinha, assim como um sujeito frustrado pode descontar seu sofrimento nas pessoas que estão próximas.

Vale destacar a sensível e sóbria interpretação do veteraníssimo Hal Holbrook, que na época estava com oitenta e quatro anos. Atualmente, o ator continua na ativa em pequenos papéis no alto do seus noventa e dois anos.

sábado, 18 de novembro de 2017

The Ardennes

The Ardennes (D’Ardennen, Bélgica, 2015) – Nota 7
Direção – Robin Pront
Elenco – Kevin Janssens, Jeroen Perceval, Veerle Baetens, Jan Bijvoet.

Um assalto não sai como planejado e leva o violento Kenny (Kevin Janssens) para a cadeia. Seu irmão Dave (Jeroen Perceval) e Sylvie (Veerle Baetens), que era namorada de Kenny, escapam e iniciam um romance. 

Quatro anos depois, Kenny sai da cadeia e volta para casa querendo reativar o relacionamento com Sylvie, sem saber que ela e seu irmão estão juntos. O temperamento violento de Kenny levará Dave e Sylvie a um beco sem saída. 

O ponto principal deste longa é o clima de tragédia anunciada que permeia toda a história. O roteiro explora a clássica premissa de pessoas que tentam sair do mundo do crime, mas que são atraídos pelo destino ou por algum personagem que os empurram de volta para o buraco. 

É um filme simples e violento, que apresenta uma surpresa no final e que se mostra extremamente eficiente em sua proposta.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Conflito das Águas

Conflito das Águas (También la Lluvia. Espanha / França / México, 2010) – Nota 7
Direção – Iciar Bollain
Elenco – Luis Tosar, Gael Garcia Bernal, Juan Carlos Aduviri, Karra Elejalde, Raul Arévalo, Carlos Santos, Cassandra Ciangherotti.

Cochabamba, Bolívia, 2000. Uma equipe de cinema está na cidade para filmar um longa sobre a vida de Cristovão Colombo na América. 

O produtor Costa (Luis Tosar) e o diretor Sebastian (Gael Garcia Bernal) escolhem moradores locais para papéis de figurantes indígenas e um sujeito chamado Daniel (Juan Carlos Aduviri) para ser o líder destes personagens que lutaram contra a colonização espanhola. 

Enquanto Costa pensa apenas no dinheiro que está sendo investido, Sebastian vê o filme como a principal obra de sua vida. Tudo começa a desmoronar quando a população de Cochabamba inicia um protesto contra a privatização da distribuição de água e Daniel se torna um dos líderes do movimento. 

O roteiro explora a história real da revolta popular ocorrida na Bolívia, para criar uma trama de ficção sobre a visão dos estrangeiros que estavam no país na época. A forma como as pessoas da equipe de filmagem encaram a situação é interessante, enquanto alguns fecham os olhos pensando apenas no filme, outros querem sair país e somente um realmente se envolve no conflito. 

Não é um grande filme analisando a parte técnica ou as interpretações, mas ganha força por abordar uma violenta e complexa história real, que mostra a importância da água e como ela poderá ser um fator decisivo para conflitos no futuro.  

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Terra Selvagem

Terra Selvagem (Wind River, Inglaterra / Canadá / EUA, 2017) – Nota 8
Direção – Taylor Sheridan
Elenco – Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Graham Greene, Jon Bernthal, Gil Birmingham, Tantoo Cardinal, Kelsey Abile.

O caçador Cory Lambert (Jeremy Renner) encontra uma jovem morta numa reserva indígena denominada “Wind River”. Localizada numa região gelada e montanhosa do Wyoming, Cory e o xerife indígena (Graham Greene) esperam o FBI para investigar o caso. 

Para surpresa da dupla, é enviada a agente novata Jane Banner (Elizabeth Olsen), que além da falta de experiência, não conhece absolutamente nada sobre a região. A agente termina por pedir ajudar para Cory, que aceita a missão também pensando em encontrar respostas para uma tragédia que acabou com seu casamento. 

Não espere um filme de ação ou suspense agitado, a narrativa é sóbria com o roteiro dando as respostas aos poucos. O interessante desenvolvimento da dupla de protagonistas eleva a qualidade do longa. 

O roteiro ainda explora a falta de perspectivas dos descendentes indígenas que vivem na reserva, inclusive com o envolvimento de alguns com drogas e violência. 

Outro ponto alto são paisagens naturais da região, que são ao mesmo tempo belíssimas e duras para quem vive o dia a dia. As locações já valem a sessão.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Desafio no Gelo & Estrada Para Glória


Desafio no Gelo (Miracle, Canadá / EUA, 2004) – Nota 7,5
Direção – Gavin O’Connor
Elenco – Kurt Russell, Patricia Clarkson, Noah Emmerich, Sean McCann, Kenneth Welsh, Eddie Cahill, Patrick O’Brian Demsey, Michael Mantenuto, Nathan West, Kenneth Mitchell, Eric Peter Kaiser.

Em 1979, Herb Brooks (Kurt Russell) é escolhido para treinar a seleção americana de hóquei no gelo que no início de 1980 disputaria a Olimpíada de Inverno em Lake Placid, Nova York. Na época, era proibido que jogadores profissionais disputassem a Olimpíada, o que obrigava os americanos a montarem uma seleção com atletas universitários. 

Por outro lado, comunistas alegavam que os esportes em seus países não eram profissionais e por este motivo convocavam seus melhores atletas para disputar a competição. Neste contexto, a então União Soviética era praticamente imbatível no hóquei no gelo. 

Tratado com desprezo até mesmo pelo comitê olímpico americano, o obcecado Herb Brooks enfrenta o desafio de tentar vencer os soviéticos. Extremamente exigente nos treinamentos, Brooks precisa também ganhar a confiança dos jovens jogadores. 

Baseado numa belíssima história real, este longa relata um daqueles milagres que de tempos em tempos acontece no esporte. A dura jornada em busca da vitória é detalhada nas discussões, nas contusões e nas eletrizantes sequências dos jogos, principalmente a partida contra os soviéticos que é retratada por quase trinta minutos. Mesmo com as cenas de jogos cansando um pouco, não se pode negar que elas são emocionantes. 

É um filme competente na proposta de emocionar ao retratar um feito fora do comum. 

Estrada Para Glória (Glory Road, EUA, 2006) – Nota 7
Direção – James Gartner
Elenco – Josh Lucas, Derek Luke, Austin Nichols, Jon Voight, Evan Jones, Schin A.S. Kerr, Sam Jones III, Alphonso McAuley, Mehcad Brooks, Damaine Radcliff, Al Shearer, Emily Deschanel, Red West.

Em 1966, o então treinador de uma equipe feminina de basquete Don Haskins (Josh Lucas), recebe uma proposta para treinar a equipe masculina da universidade de Western Texas. Pela falta de tradição da universidade no esporte e com poucos atletas, Haskins decide enfrentar o preconceito da região e oferece bolsas de estudo para sete jogadores negros. 

A princípio tratados com desprezo pelos adversários e torcedores rivais, a cada nova vitória a equipe mostra seu valor, até conseguir um feito inédito que abriu caminho para os jogadores negros se tornarem os protagonistas do basquete americano. 

Baseado em uma surpreendente história real, o longa segue a fórmula dos filmes sobre esporte. Acompanhamos a montagem do time, os conflitos entre os jogadores e com o próprio técnico e por fim a superação. O roteiro não se aprofunda em algumas situações mais polêmicas, seguindo uma narrativa linear e até previsível. O filme ganha pontos pelas boas cenas das partidas e pela emoção do clímax. 

É um filme correto, que vale como registro de uma sensacional história real.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Pandora

Pandora (Pandora, Coreia do Sul, 2016) – Nota 8
Direção – Jong Woo Park
Elenco – Nam Gil Kim, Yeo Ji, Do Bin Baek, , Jung Hee Moon, Yeong Ae Kim, Myung Min Kim.

Numa pequena cidade do interior da Coreia do Sul, cinco crianças conversam ingenuamente sobre a usina nuclear que foi construída no local. 

Anos depois, quase toda a população trabalha na usina, inclusive o jovem Jae Hyeok (Nam Gil Kim), que planeja sair da cidade em busca de dinheiro para dar uma vida melhor para sua família. 

Quando um terremoto atinge a região, a usina é afetada e precisa ser reparada com urgência antes de entrar em colapso. É o início de um inferno. 

Este ótimo blockbuster sul-coreano não deixa nada a dever em comparação aos semelhantes americanos. Cenas de ação caprichadas, tensão crescente, drama familiar, corrupção política e uma trilha sonora assustadora são os ingredientes principais. 

O estilo de atuação oriental pode desagradar um pouco quem não está acostumado, assim como a duração um pouco longa, mas por outro lado, os personagens são muito mais próximos da realidade do que os heróis das produções de Hollywood. A sequência final mostra toda a fragilidade do ser humano frente a morte, mesmo em um momento de heroísmo. 

Cada vez mais o cinema sul-coreano se firma entre os melhores do mundo.  

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Doidão

Doidão (The Wackness, Inglaterra / EUA, 2008) – Nota 7
Direção – Jonathan Levine
Elenco – Josh Peck, Ben Kingsley, Famke Janssen, Olivia Thirlby, Mary Kate Olsen, Jane Adams, Method Man, Aaron Yoo, Talia Balsam, David Wohl.

Nova York, verão de 1994. O jovem Luke Shapiro (Josh Peck) ganha a vida traficando drogas escondidas em um carrinho de sorvete, enquanto espera o início das aulas na universidade. 

Solitário, Luke tem como único amigo o psiquiatra Dr. Squires (Ben Kingsley). De paciente, Luke se transformou em fornecedor de drogas e amigo do maluco Squires, que vive um casamento falido (Famke Janssen é a esposa) e que sonha em reviver os tempos de juventude. 

Luke também sofre com a dificuldade financeira dos pais e pela atração que sente por Stephanie (Olivia Thirlby), que é enteada de Squires. 

Não se deixe enganar pelo título nacional que lembra uma comédia rasgada, na verdade o longa é um drama independente sobre amizade, juventude e frustrações, com pitadas de humor a cargo do inusitado personagem de Ben Kingsley. 

É muito interessante a relação entre o jovem traficante e o psiquiatra. Enquanto o primeiro acredita estar deprimido, o segundo diz que a o remédio para se sentir bem é viver da melhor forma possível, ou seja, de um lado temos um jovem que sofre por não ter vivido e do outro um homem de meia-idade que sabe que seus melhores anos de vida não voltarão. 

É um filme bem mais profundo do que aparenta, com destaque para a atuação da dupla principal.

domingo, 12 de novembro de 2017

Guerreiro

Guerreiro (Warrior, EUA, 2011) – Nota 8
Direção – Gavin O’Connor
Elenco – Joel Edgerton, Tom Hardy, Nick Nolte, Jennifer Morrison, Frank Grillo, Kevin Dunn, Maximiliano Hernandez, Denzel Whitaker, Gavin O’Connor.

Muitos anos após ter partido com a mãe, Tommy (Tom Hardy) retorna a Pittsburgh e reencontra o pai Paddy (Nick Nolte). Mesmo tendo abandonado a bebida e se mostrando arrependido por ter sido um péssimo marido e pai, Paddy não é perdoado por Tommy. 

Em paralelo, Brendan (Joel Edgerton), que também é filho de Paddy, sofre com a possibilidade de perder sua casa por causa de uma dívida bancária. A única coisa que liga a família é o gosto pela luta. Paddy era treinador, enquanto Tommy e Brendan foram lutadores. O destino da família se cruza quando um torneio de MMA em Atlantic City que dará cinco milhões ao vencedor se torna o objetivo dos irmãos. 

Eu não assisto MMA, mas por outro não é necessário ser fã do esporte para gostar deste ótimo longa que une conflitos familiares e lutas de uma forma emocionante. O sofrido relacionamento entre pai e irmãos carrega uma forte carga dramática, que é potencializada pelas ótimas lutas filmadas de uma forma extremamente realista, com destaque para as atuações no ringue de Tom Hardy e Joel Edgerton. 

De uma forma inusitada, eu diria que o filme é uma mistura de “Rocky” com “O Grande Dragão Branco”.

sábado, 11 de novembro de 2017

O Jogo do Exterminador

O Jogo do Exterminador (Ender’s Game, EUA, 2013) – Nota 6
Direção – Gavin Hood
Elenco – Asa Butterfield, Harrison Ford, Hailee Steinfeld, Ben Kingsley, Abigail Breslin, Viola Davis, Aramis Knight, Suraj Partha, Moises Arias, Nonso Anozie.

Cinquenta anos após a Terra ter sido atacada por alienígenas e conseguir deter o que seria uma invasão, os governos criaram um programa de defesa para evitar um novo ataque. O programa recruta crianças para desenvolverem estratégias de ataque e defesa em simuladores especiais e que tenham potencial para enfrentarem batalhas reais. 

Ender Wiggin (Asa Butterfield) é um destes garotos, que rapidamente demonstra uma inteligência acima da média para situações complexas e perigosas. Tendo o Coronel Graff (Harrison Ford) como uma espécie de tutor, Ender é preparado para liderar uma frota contra o inimigo. 

Este longa é mais uma adaptação de um livro de ficção infanto-juvenil, gênero que se tornou comum nos últimos anos. Por mais que a produção seja caprichada e agrade principalmente a geração que curte games, o filme é um amontoado de clichês que mistura disciplina militar, técnicas de liderança e disputa por poder. 

Para quem é um pouco mais velho, a premissa lembra o explosivo “Tropas Estelares” de Paul Verhoeven, porém diferente daquele longa repleto de cenas de ação, aqui praticamente toda a história se passa durante o treinamento do protagonista em simuladores, o que torna o filme cansativo. 

O final também deixa a desejar e chega a ser piegas, tudo para deixar um gancho. Como o longa fracassou nas bilheterias, não acredito que a sequência saia do papel.  

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Prece Para um Condenado & Agenda Secreta


Prece Para um Condenado (A Prayer for the Dying, Inglaterra, 1987) – Nota 5,5
Direção – Mike Hodges
Elenco – Mickey Rourke, Bob Hoskins, Alan Bates, Sammi Davis, Christopher Fulford, Liam Neeson, Camille Coduri, Alison Doody.

Na Irlanda do Norte, um grupo de terroristas do IRA falha ao tentar explodir um comboio do exército inglês e termina por atingir um ônibus cheio de crianças. Martin Fallon (Mickey Rouke) e Liam Docherty (Liam Neeson) conseguem fugir. Fallon segue para Londres onde deseja conseguir novos documentos e dinheiro para fugir aos Estados Unidos, porém seu contato na cidade faz uma proposta. 

Ele deverá assassinar um sujeito para conseguir o que deseja, senão terá de se virar sozinho para fugir. Fallon aceita a missão e ao matar o homem dentro de um cemitério, percebe em seguida que um padre (Bob Hoskins) testemunhou a execução. Mesmo usando a criatividade para não matar o padre e fazer com que ele não o entregue à polícia, Fallon se torna alvo do mandante do crime (Alan Bates) e de seus antigos parceiros do IRA. 

Por mais incrível que pareça hoje, Mickey Rourke era um dos maiores astro do cinema em 1987. Infelizmente, a derrocada da carreira de Rourke começou com este equivocado trabalho. A premissa de explorar uma trama política que era atual na época parecia interessante, o problema surgiu na execução. A narrativa lenta e irregular, além do roteiro previsível não ajudaram em nada. A situação piora com as péssimas atuações. Com exceção de Bob Hoskins, perfeito como padre, o restante do elenco parece interpretar uma peça de teatro ruim. Rourke com o cabelo pintado quase ruivo para parecer irlandês, com um sotaque falso e exagerando na pose chega a ser patético. 

Finalizando, ainda escolheram para diretor Mike Hodges, que durante anos trabalhou apenas na tv após ter feito o péssimo “Flash Gordon” em 1980. 

Agenda Secreta (Hidden Agenda, Inglaterra, 1990) – Nota 7
Direção – Ken Loach
Elenco – Frances McDormand, Brian Cox, Brad Dourif, Mai Zetterling.

Apesar de serem americanos, a advogada Ingrid Jessner (Frances McDormand) e o ativista político Paul Sullivan (Brad Dourif) lutam para levar a público as provas da ação violenta do governo britânico contra os separatistas da Irlanda da Norte. O trabalho da dupla incomoda o governo e resulta no assassinato de Sullivan. 

Decidido a continuar seu trabalho, Jessner recebe a ajuda de um investigador inglês Peter Kerrigan (Brian Cox), que se mostra inconformado com as atitudes do governo britânico e dos colegas de polícia. 

Neste trabalho, o cinema político de Ken Loach vai além da crítica social. O roteiro explora o ódio entre ingleses e irlandeses separatistas através de uma conspiração que envolve poderosos. É um drama policial que lembra os filmes de espionagem. O ritmo lento e a falta de ação atrapalham um pouco o resultado. O ponto principal termina sendo a própria história.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Despedida em Grande Estilo

Despedida em Grande Estilo (Going in Style, EUA, 2017) – Nota 6,5
Direção – Zach Braff
Elenco – Michael Caine, Morgan Freeman, Alan Arkin, John Ortiz, Matt Dillon, Ann Margret, Joey King, Maria Dizzia, Christopher Lloyd, Anthony Chisholm, Siobhan Fallon Hogan, Josh Pais, Peter Serafinowicz, Kenan Thompson.

O aposentado Joe (Michael Caine) se sente encurralado quando recebe um aviso do banco ameaçando tomar sua casa por conta de uma hipoteca em atraso. 

Sua situação fica pior quando a empresa em que trabalhou durante trinta anos avisa que fechará as portas no país e deixará de pagar os pensionistas. O problema da empresa atinge também seus amigos Willie (Morgan Freeman) e Al (Alan Arkin). Acreditando não ter nada a perder, Joe convence os amigos a assaltarem o banco que está tentando tomar sua casa. 

Esta simpática sessão da tarde é uma refilmagem de um longa de 1979. O ponto principal é o elenco recheado de veteranos, que se divertem com os diálogos bem humorados que brincam com a questão da idade. 

A cena do assalto ao banco, assim como “o teste” no supermercado são bizarros, mas dentro do esperado pela proposta do longa. 

Além do trio principal, no elenco temos outros veteranos como Christopher Lloyd e Anthony Chisholm, além da estrela dos anos sessenta e setenta Ann Margret. 

Como se dizia antigamente, este é um filme para toda a família.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Dono do Jogo

O Dono do Jogo (Pawn Sacrifice, EUA / Canadá, 2014) – Nota 7
Direção – Edward Zwick
Elenco – Tobey Maguire, Liev Schreiber, Peter Sarsgaard, Michael Stuhlbarg, Lily Rabe, Robin Weigert, Seamus Davey Fitzpatrick, Aiden Lovekamp, Sophie Nélisse, Conrad Pla.

Em 1972, o russo campeão mundial de xadrez Boris Spassky (Liev Schreiber) enfrentou o americano Bobby Fischer (Tobey Maguire) na Islândia. O vencedor seria aquele que vencesse primeiro doze partidas. Antes disso, o roteiro detalha a vida de Fischer, começando por sua infância pobre no Brooklyn e a descoberta do talento para o jogo. 

Desde criança, Fischer (interpretado por Seamus Davey Fitzgerald) se mostra obcecado pelo jogo e também com um temperamento difícil. Ao chegar na vida adulta, ele tem como único objetivo se tornar campeão mundial de xadrez e derrotar os russos que eram considerados quase invencíveis. 

Seu talento é apoiado e explorado pelo governo americano, que vê em Fischer uma forma de vencer os russos em plena Guerra Fria, mesmo sendo algo apenas simbólico. Ao mesmo tempo, sua arrogância e paranoia aumentam, criando situações constrangedoras e afetando sua vida pessoal. 

Não é necessário entender de xadrez para gostar do filme, que na verdade é uma biografia sobre uma pessoa com um talento excepcional para o jogo, mas que infelizmente sofria de problemas psicológicos complexos.   

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe

Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe (The Meyerowitz Stories (New and Selected), EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Noah Baumbach
Elenco – Adam Sandler, Ben Stiller, Dustin Hoffman, Grace Van Patten, Elizabeth Marvel, Emma Thompson, Judd Hirsch, Rebecca Miller, Sigourney Weaver, Adam Driver, Candice Bergen, Michael Chernus.

Harold Meyerowitz (Dustin Hoffman) é um professor de artes aposentado e também escultor frustrado com a falta de reconhecimento pelo talento que acredita ter. 

Danny (Adam Sandler) e Jean (Elizabeth Marvel) são seus filhos do primeiro casamento, que mesmo carregando traumas pela falta de atenção do pai quando crianças, ainda tentam ajudá-lo na carreira de escultor. Danny sofre também pela separação recente e pela ida da filha Eliza (Grace Van Patten) para universidade. O terceiro filho de Harold e também seu preferido é Matthew (Ben Stiller). Filho de outra esposa, Matthew também guarda mágoas do pai. 

Não sou grande apreciador do cinema de Noah Baumbach, geralmente vejo seus trabalhos como obras que não se aprofundam na proposta de mostrar conflitos pessoais e familiares. Seu estilo lembra bastante Woddy Allen, principalmente nos personagens. Geralmente são pessoas ligadas a arte e de origem judaica. Os diálogos escritos por Baumbach não tem a mesma qualidade de Allen e as vezes são mais amargos. 

Este novo trabalho me agradou um pouco mais, muito por causa da qualidade do elenco. Adam Sandler e Dustin Hoffman tem ótimas atuações, além da garota Grace Van Patten. A inglesa Emma Thompson está caricata como a esposa atual do escultor, uma espécie de hippie alcoólatra e totalmente fora do seu tempo. 

Por mais que seja curiosa a crise familiar, chegam a ser irritantes os diálogos onde cada um fala o que quer e não tem a mínima vontade de ouvir o que outro está falando. Uma cena de briga pastelão também incomoda e não acrescenta nada à história. 

Longe de ser um grande filme, vale a sessão para quem gosta do estilo de Baumbach e de filmes com personagens excêntricos.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Correspondente Estrangeiro & Trama Macabra


Correspondente Estrangeiro (Foreign Correspondent, EUA, 1940) – Nota 7
Direção – Alfred Hitchcock
Elenco – Joel McCrea, Laraine Day, Herbert Marshall, George Sanders, Albert Bassermann, Edmund Gwen, Robert Benchley.

Pouco tempo antes do início da Segunda Guerra Mundial em 1939, um famoso jornal americano envia o repórter John Jones (Joel McCrea) para a Europa em busca de notícias sobre a situação. Passando por Londres e Amsterdam, Jones se envolve com um político (Herbert Marshall) que comanda um Partido Pacifista, com a bela filha do sujeito (Laraine Day) e ainda participa da investigação de uma conspiração que tem como alvo um político holandês (Albert Bassemann). 

Apesar de ter sido indicado a seis prêmios Oscar, inclusive o de melhor filme, este trabalho de Alfred Hithcock apresenta uma trama confusa e um pouco sem sentido em relação a guerra. O motivo da conspiração não convence. O filme ganha pontos por algumas sequências criativas, como a perseguição em meio a várias pessoas com guarda-chuvas, a cena na torre de Londres e principalmente a parte final que envolve um avião. 

Não colocaria este longa entre os melhores do diretor.

Trama Macabra (Family Plot, EUA, 1976) – Nota 7
Direção – Alfred Hitchcock
Elenco – Bruce Dern, Barbara Harris, Karen Black, William Devane, Ed Lauter, Cathleen Nesbitt, Katherine Helmond.

Blanche (Barbara Harris) é uma falsa vidente que durante uma sessão com uma senhora rica, recebe uma proposta de dez mil dólares para encontrar o sobrinho da mulher que foi dado para adoção há quarenta anos. Gananciosa, ela e o namorado George (Bruce Dern) iniciam uma investigação para encontrar o paradeiro do sujeito. As pistas levam os picaretas a cruzar o caminho de um casal de sequestradores (William Devane e Karen Black). 

Este longa que mistura suspense, policial e pitadas de humor negro foi o último trabalho do grande Alfred Hitchcock. Mesmo sendo previsível, a trama prende a atenção, principalmente nas sequências em que o curioso personagem de Bruce Dern investiga o sumiço do sobrinho da milionária. Por sinal, o ator é o melhor do elenco. Barbara Harris como a vidente e o William Devane como o sequestrador estão caricatos. 

O resultado é um filme apenas mediano.