quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Corrida Mortal

Corrida Mortal (Death Race, EUA, 2008) – Nota 6
Direção – Paul W. S. Anderson
Elenco – Jason Statham, Joan Allen, Tyrese Gibson, Ian McShane, Natalie Martinez, Max Ryan, Jacob Vargas, Jason Clarke, Frederick Koehler, Justin Mader, Robert LaSardo, Robin Shou.

Em 2012 o sistema prisional americano foi privatizado, com isso sem interferência do governo, a empresa que comanda os presídios criou um esporte chamado “Death Race”, onde os detentos dirigem carros de corrida modificados numa disputa em que vale tudo e quanto mais mortes ocorrerem, maior a audiência do canal de tv.

A trama tem como protagonista o ex-piloto Jensen Ames (Jason Statham) que trabalhando como operário é despedido em virtude do fechamento da fábrica e ao chegar em casa tem a esposa assassinada por um estranho, que o incrimina e faz com que ele seja condenado a prisão. No local comandado a mão de ferro pela diretora Hennessy (Joan Allen totalmente canastrona), Jensen é “convidado” a participar desta corrida usando a máscara de outro detento que faleceu, com a promessa de ser libertado se vencer. Mas como em todo filme de prisão, ninguém é totalmente honesto e dificilmente as promessas são cumpridas.

Esta refilmagem do longa B produzido na década de setenta pelo mestre do baixo orçamento Roger Corman é competente nas cenas das corridas e nas brigas, mas tem um roteiro confuso, que já começa errado por colocar o futuro em 2012. Esta data era possível no longa original, mas mesmo nos dias malucos de hoje fica impossível acreditar que possa existir um reality show tão absurdo em pouco tempo.

Outro detalhe, considero Paul W. S. Anderson o melhor diretor ruim do cinema, ele consegue ao mesmo tempo criar cenas de ação muito bem feitas, com bons efeitos especiais e visuais interessantes, misturados com roteiros fracos, além de não se importar em nada com as interpretações do elenco que dirige. Exemplos como “Mortal Kombat”, “Resident Evil” e “O Soldado do Futuro” dizem tudo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Asas do Desejo

Asas do Desejo (Der Himmel Uber Berlin, Alemanha, 1987) - Nota 10
Direção – Wim Wenders
Elenco – Bruno Ganz, Otto Sander, Solveig Dommartin, Peter Falk, Curt Bois.

A obra-prima de Wim Wenders conta a história de dois anjos (Bruno Gaz e Otto Sander) que perambulam pelas ruas e o telhados de Berlim no pós-guerra e ouvem os pensamentos, as alegrias, tristezas e desejos dos moradores da cidade que não podem vê-los, nem eles podem interagir com estas pessoas. Mas tudo muda quando um dos anjos (Ganz) se apaixona por uma trapezista (Solveig Dommartin) e resolve se transformar em humano para viver este amor, mesmo sabendo que terá de enfrentar a mortalidade.

Um filme delicado, um drama com imagens e diálogos tocantes, onde os anjos enxergam em preto e branco e os humanos em cores.

Teve uma boa continuação em 1993, "Tão Longe, Tão Perto", competente mas sem o mesmo encanto e foi refilmado nos EUA como "Cidade dos Anjos" com Nicolas Cage e Meg Ryan, mas também com resultado inferior.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Lagoa Azul

A Lagoa Azul (The Blue Lagoon, EUA, 1980) – Nota 7
Direção – Randal Kleiser
Elenco – Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern, William Daniels.

Um dos clássicos absolutos da sessão da tarde, este drama adolescente com pitadas de aventura fez grande sucesso na época.

O filme conta a história de duas crianças e um velho marinheiro (Leo McKern) que sobrevivem a um naufrágio, ficando à deriva até chegar em uma ilha. Mesmo existindo um tribo no outro lado da ilha, as crianças e o velho ficam isolados, até que este morre e deixa o pequeno casal tendo de sobreviver sozinho. Após alguns anos quando chegam a adolescência (agora interpretados por Brooke Shields e Christopher Atkins), mesmo isolados, começam a enfrentar os problemas da idade que acabam por influenciar o seu relacionamento, que passa de uma amizade fraternal para o desejo sexual e como consequência na gravidez da garota.

Esta história de amor juvenil num paraíso tropical emocionou o público e transformou o casal principal em ídolos adolescentes na época, mas infelizmente os dois não conseguiram um grande carreira. Apesar da bela Brooke Shieds continuar famosa até hoje (por ter sido casada com o tenista Andre Agassi principalmente), sua carreira no cinema não decolou, ela estrelou fracassos como “Sahara” e “Brenda Starr”, depois teve um pouco de sucesso na tv com a série “Suddenly Susan” e agora geralmente faz participações especiais em seriados. Já Christopher Atkins trabalhou por duas temporadas no seriado estilo dramalhão “Dallas” e depois seguiu carreira em filmes B e produções para a tv.

domingo, 22 de novembro de 2009

Paixão à Flor da Pele

Paixão à Flor da Pele (Wicker Park, EUA, 2004) – Nota 7
Direção – Paul McGuigan
Elenco – Josh Hartnett, Rose Byrne, Matthew Lillard, Diane Kruger, Christopher Cousins, Jessica Paré, Vlasta Vrana.

O jovem Matthew (Josh Hartnett) vê uma mulher em um café (a bela Diane Kruger) e acredita ser o amor de sua vida que desapareceu há dois anos e decide segui-la para descobrir onde ela mora.

A partir daí misturando presente e passado somos apresentados ao início da história, quando Matthew trabalhava em uma loja de fotos e como ele se apaixonou pela garota, além de todos os acontecimentos e desentendimentos que fizeram eles se separarem, porém com fatos que serão revelados aos poucos.

Interessante história de amor com uma roupagem moderna, mas que lembra os antigos filmes românticos, onde pequenos desencontros mudam toda uma vida.

sábado, 21 de novembro de 2009

O Último Rei da Escócia

O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland, Inglaterra, 2006) – Nota 8
Direção – Kevin Macdonald
Elenco – Forest Whitaker, James McAvoy, Kerry Washington, Gillian Anderson, Simon McBurney, David Oyelowo, Stephen Rwangyezi, Abby Mukiibi.

Misturando personagens e fatos reais com ficção, este ótimo drama foca no relacionamento entre o ditador de Uganda Idi Amim Dada (Forest Whitaker) e o jovem médico escocês Nicholas Garrigan (James McAvoy).

O filme começa em 1970 quando Amim tomou o poder em Uganda através de um golpe ao mesmo tempo em que o médico chega ao país para trabalhar em um pequeno vilarejo. Num certo dia o ditador em visita ao vilarejo sofre um pequeno acidente e o médico Nicholas é chamado para o socorro. Um acontecimento diferente faz com que Amim resolva contratar Nicholas como seu médico particular, além da estranha ligação de Amim com a Escócia. A princípio Nicholas fica fascinado com o jeito popular e educado de Amim, porém ao passar do tempo ele percebe que a figura pública de Amim é bem diferente do diretor sanguinário e descontrolado que manda matar todos os seus oponentes e desconfia até da sombra.

O resultado é acima da média ao mostrar como a ditadura sangrenta de Amim matou centenas de ugandenses durante os nove anos em que ele ficou no poder e tem Forest Whitaker numa sensacional interpretação que lhe valeu o Oscar de Melhor Ator. Ele acerta em cheio ao mostar Amim como um sujeito instável, simpático em várias situações e completamente maluco em outras. No final do longa, um pequena cena com o verdadeiro ditador mostra um sujeito com um olhar estranho e ameaçador, que se deu o próprio título de “O Último Rei da Escócia”, mas que para a história deixou sua marca como um ditador brutal.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Casamento Polonês

Casamento Polonês (Polish Wedding, EUA, 1998) – Nota 5,5
Direção – Theresa Connelly
Elenco – Lena Olin, Gabriel Byrne, Claire Danes, Adam Trese, Rade Sherbedgia, Mili Avital, Daniel Lapaine.

Num bairro pobre de Detroit vive o casal de origem polonesa, a faxineira Jadwiga (Lena Olin) e o padeiro Bolek (Gabriel Byrne), junto com seus cinco filhos, sendo quatro homens e uma mulher, a inconsequente Hala (Claire Danes). Enquanto o casal parece distante, com o marido quieto e solitário e a mãe tendo um caso com outro homem (Rade Sherbedgia), a filha se envolve com o jovem policial Russell (Adam Trese) e estes fatos acabam abalando a família.

Histórias sobre famílias podem render grandes filmes com um bom roteiro, o que falta nesta obra. Aqui apesar dos bons desempenhos do trio central (pai, mãe e filha), o longa praticamente ignora os outros filhos do casal na trama e ao invés de despertar emoção, acaba passando uma sensação de frieza sem conseguir fazer o espectador se envolver com a história. O ponto alto é ver Claire Danes bem jovem e extremamente bela e simpática.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Solitário Jim

O Solitário Jim (Lonesome Jim, EUA, 2005) – Nota 6
Direção – Steve Buscemi
Elenco – Casey Affleck, Liv Tyler, Mary Kay Place, Seymour Cassell, Kevin Corrigan, Mark Boone Junior.

O melancólico Jim (Casey Affleck) após uma frustrada tentativa de morar em Nova Iorque, volta sem dinheiro para a casa dos pais (Mary Kay Place e Seymour Cassell) e encontra o irmão Tim (o estranho Kevin Corrigan) que está divorciado, cuidando das duas filhas e tendo como única ocupação ser técnico da equipe de basquete das meninas, que não fez uma cesta sequer no campeonato. Os pais são donos de uma pequena fábrica onde Jim é obrigado a trabalhar e lá reencontra seu maluco tio Stacey (Mark Boone Junior), que vende drogas para os colegas de trabalho. O destino ainda fará Jim se envolver com a enfermeira Anika (Liv Tyler) e seu filho Ben (Jack Rovello), que começa a ver o patético Jim como uma figura paterna.

O filme tem a cara de seu diretor, o ator Steve Buscemi, sujeito acostumado a interpretar personagens cínicos, melancólicos e esquisitos, aqui ele desfila uma gama de personagens ao mesmo patéticos e reais, mostrando como a vida nas pequenas cidades americanas pode ser triste, vazia e sem perspectivas para aqueles que desejam algo mais e pior ainda para aqueles que tentam a sorte em cidades grandes e quebram a cara, sendo obrigados a voltar e encarar a família.