quarta-feira, 3 de junho de 2020

White House Farm

White House Farm (White House Farm, Inglaterra, 2020) – Nota 7,5
Direção – Paul Whittington
Elenco – Freddie Fox, Mark Addy, Stephen Graham, Alexa Davies, Scott Reid, Mark Stanley, Gemma Whelan, Cressida Bonas, Nicholas Farrell, Amanda Burton, Alfie Allen.

Essex, Inglaterra, agosto de 1985. Em uma fazenda, pai, mãe, filha e dois netos pequenos da família Bamber são assassinados a tiros. 

As evidências à primeira vista, a ânsia do chefe de polícia (Stephen Graham) em fechar o caso e principalmente o depoimento de Jeremy (Freddie Fox), o outro filho do casal, levam a crer que a filha Sheila (Cressida Bones) matou a família e cometeu suicídio. 

O que eles não esperavam era o olhar apurado do veterano detetive Stan Jones (Mark Addy), que aos poucos percebe detalhes que confrontam a versão de Jeremy. Praticamente sozinho, Stan tenta chegar até a verdade. 

Baseada numa terrível história real, esta minissérie em seis episódios detalha em flashbacks os acontecimentos que levaram ao crime, além é claro da complexa investigação que envolveu diversos personagens, disputa por herança e ódio familiar. 

O roteiro explora ainda a questão política em relação ao chefe de polícia que colocou sua carreira acima da verdade dificultando a solução do caso. 

Os destaques do elenco ficam para Freddie Fox como o arrogante Jeremy Bamber e o comediante Mark Addy em um papel sério como o obcecado detetive. 

É uma boa opção para quem gosta de dramas policiais.

terça-feira, 2 de junho de 2020

The Eichmann Show

The Eichmann Show (The Eichmann Show, Ingaterra / Lituânia, 2015) – Nota 7
Direção – Paul Andrew Williams
Elenco – Anthony LaPaglia, Martin Freeman, Rebecca Front, Andy Nyman, Nicholas Woodeson, Ben Addis.

Israel, 1961. Após ser capturado na Argentina, o criminoso nazista Adolf Eichmann é levado a julgamento. 

Com o objetivo de mostrar os horrores cometidos pelos nazistas nos campos de concentração, o governo de Israel autoriza um canal de TV a transmitir o julgamento. 

O diretor de programação Martin Fruchtman (Martin Freeman) contrata o americano Leo Hurwitz (Anthony La Paglia) para comandar a transmissão. Enquanto Fruchtman a princípio pensa apenas na audiência, Hurtwitz está ansioso para tentar entender o que levou Eichmann a cometer os crimes. 

Baseado numa história real, este longa detalha os bastidores da transmissão do julgamento e também como ele impactou no mundo, alcançando pessoas que ainda não acreditavam que o Holocausto tivesse ocorrido. 

A curiosidade do personagem de Anthony LaPaglia é semelhante ao pensamento da escritora Hannah Arendt, que também queria entender Eichmann através de suas reações no julgamento. 

Existe um filme de 2012 sobra Hannah Arendt que também é extremamente interessante para quem tem interesse no tema.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Anna: O Perigo Tem Nome

Anna: O Perigo Tem Nome (Anna, França / EUA / Canadá / Rússia, 2019) – Nota 7
Direção – Luc Besson
Elenco – Sasha Luss, Helen Mirren, Cillian Murphy, Luke Evans, Lera Abova, Eric Godon, Andrew Howard.

Europa, 1990. Anna (Sasha Luss) é uma agente da KGB que utiliza como disfarce o trabalho de modelo em Paris. 

Enquanto sonha em se aposentar após cinco anos de serviço, Anna participa de inúmeras missões de assassinatos, até se ver envolvida em uma complicada trama de espionagem entre a KGB e a CIA. 

O diretor francês Luc Besson buscou a premissa de “Nikita – Criada Para Matar” que ele mesmo comandou em 1990 e reinventou uma história sobre a jovem drogada que é transformada em assassina profissional. 

Besson também tentou fazer com a modelo Sasha Luss a mesma coisa que fez com sua então namorada Milla Jovovich com “O Quinto Elemento” em 1997 ao transformá-la em heroína de ação. 

Outra fonte de inspiração para o diretor é o atual sucesso da franquia “John Wick” ao criar sequências de ação absurdas, em que a protagonista sozinha elemina um número enorme de inimigos. As sequências no restaurante e na sede da KGB são porradaria pura. 

Um dos acertos é a montagem que desenvolve a história com idas e vindas no tempo para explicar algumas situações, sempre detalhando uma pequena surpresa ou traição. 

O resultado é uma boa diversão para os fãs do cinema de ação.

domingo, 31 de maio de 2020

Um Novo Amor & Refém da Paixão


Um Novo Amor (At Middleton, EUA, 2013) – Nota 7,5
Direção – Adam Rodgers
Elenco – Andy Garcia, Vera Farmiga, Taissa Farmiga, Spencer Rocco Lofranco, Nicholas Braun, Tom Skerritt, Peter Riegert, Mirjana Jokovic, Daniella Garcia Lorido, Stephen Borrello.

George (Andy Garcia) é um cirurgião cardíaco que está levando seu filho Conrad (Spencer Rocco Lofranco) para visitar a Universidade de Middleton. Edith (Vera Farmiga) também acompanha sua filha Audrey (Taissa Farmiga). Conrad não demonstra interesse nesta universidade, mas Audrey está animada em conhecer um famoso escritor que é professor no local.

Enquanto os filhos seguem um monitor em uma excursão pelo campus, George e Edith terminam se separando do grupo. Mesmo tendo vidas bem diferentes, os dois parecem reencontrar a felicidade enquanto conversam e se aventuram pela universidade. 

Esta simpática comédia com toques de drama foca em momentos opostos da vida, de um lado os pais que precisam enfrentar a vida real cheia de frustrações e do outro os jovens que estão começando a vida e que acreditam saber tudo, quando na verdade não sabem praticamente nada. 

O ponto alto do longa é a química entre os personagens de Andy Garcia e Vera Farmiga. Diálogos espirituosos despertam sentimentos que estavam represados há muito tempo. Como se eles voltassem a ser jovens por um dia, tendo pelo menos a esperança de que a vida poderia ser diferente. 

Vale citar que as atrizes Vera e Taissa Farmiga que interpretam mãe e filha na verdade são irmãs. Ela tem onze anos de diferença na idade.

Refém da Paixão (Labor Day, EUA, 2013) – Nota 7
Direção – Jason Reitman
Elenco – Kate Winslet, Josh Brolin, Gattlin Griffith, Tobey Maguire, Tom Lipinski, Maika Monroe, Clark Cregg, James Van Der Beek. J.K. Simmons, Brooke Smith, Lucas Hedges.

Em 1987, numa pequena cidade na divisa com o Canadá, a divorciada Adele (Kate Winslet) e seu filho adolescente Henry (Gattlin Griffith) são abordados por Frank (Josh Brolin), um presidiário que fugiu do hospital após passar por uma cirurgia.

A depressiva Adele aceita esconder Frank em sua casa por uma noite. Aos poucos, o fugitivo cria um laço com Henry e se mostra um sujeito completamente diferente do que se espera de um criminoso. Em rápidos flashbacks surgem pistas de qual crime Frank cometeu.

O roteiro adaptado de um livro de sucesso pelo diretor Jason Reitman foca em personagens solitários que por um pequeno espaço de tempo acreditam que possam formar uma nova família. A protagonista vivida por Kate Winslet é depressiva, enquanto o filho tenta substituir o papel do pai que abandonou a família. O personagem de Josh Brolin é a esperança de uma nova vida.

O filme ganha pontos por não apelar para violência ou heroísmos, o foco principal acaba sendo os sentimentos de cada personagem. Vale citar a narração em off do personagem Henry já adulto, vivido por Tobey Maguire.

sábado, 30 de maio de 2020

Dois Lados de um Crime

Dois Lados de um Crime (A Crooked Somebody, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Trevor White
Elenco – Rich Sommer, Clifton Collins Jr., Joanne Froggatt, Ed Harris, Amy Madigan, Amanda Crew, Randee Heller, Paul Ben Victor, Greg Audino, Michael Mosley.

Michael Vaughan (Rich Sommer) é um médium picareta que engana as pessoas fazendo elas acreditaram que ele recebe mensagens dos mortos. 

Após uma palestra, Michael é sequestrado pelo atormentado Nathan (Clifton Collins Jr.), que anos atrás assassinou um homem. Nathan acreditou nas mentiras de Michael e agora deseja que o médium envie uma mensagem para a filha da vítima. 

Tudo fica ainda mais complicado e também interessante para Michael, quando este descobre que o crime de Nathan se refere a um famoso caso em que o corpo da vítima jamais foi encontrado. 

Esta produção sem grandes expectativas acerta em cheio ao entregar uma trama atual que explora a desonestidade de um profeta charlatão com a sede da mídia por tragédias. 

O talento do protagonista em manipular as pessoas cria uma situação bizarra que gera pelo menos duas reviravoltas, chegando até um final cheio de cinismo e hipocrisia. 

Sem grande nomes no elenco, a curiosidade fica para as pequenas participações de Ed Harris e Amy Madigan que interpretam os pais do protagonista e que são casados na vida real desde 1983, além de trabalharem juntos em diversos filmes.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Partida Fria

Partida Fria (The Coldest Game, Polônia / EUA, 2019) – Nota 6,5
Direção – Lukasz Kosmicki
Elenco – Bill Pullman, Lotte Verbeek, James Bloor, Robert Wieckiewicz, Aleksey Serebryakov, Corey Johnson, Nicholas Farrell, Evgeniy Sidikhin, Cezary Kosinski.

Em meio a chamada “Crise dos Mísseis de Cuba” em 1962, uma partida de xadrez entre os campeões americano e russo está marcada para Varsóvia, na Polônia. 

A morte inesperada do campeão americano leva o governo a “raptar” o antigo jogador Joshua Mansky (Bill Pullman), hoje um professor entregue a bebida. Ele aceita o desafio, sem imaginar que estará se envolvendo em uma complexa trama de espionagem, que vai muito além disputa de xadrez. 

O roteiro escrito pelo diretor polonês Lukasz Kosmicki utiliza a a história real da Crise dos Mísseis para criar uma trama de espionagem com toques de cinismo, ironia e violência. O filme tem traições, agentes duplos e poucas cenas de suspense. As sequências dos jogos de xadrez acabam ficando em segundo plano. 

Bill Pullman interpreta um personagem atormentado que lembra seu papel na série “The Sinner”, enquanto o destaque fica para o polonês Robert Wieckiewicz como o gerente do hotel que também adora beber e que leva o protagonista para um passeio noturno por Varsóvia. 

Como curiosidade, realmente ocorreu uma partida de xadrez entre o campeão americano Bobby Fischer e o russo Boris Spassky, porém na Islândia em 1972, tema que inclusive rendeu o filme “O Dono do Jogo” em 2014. 

O resultado aqui é um filme mediano, correto e esquecível.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Ad Astra: Rumo às Estrelas

Ad Astra: Rumo às Estrelas (Ad Astra, EUA, 2019) – Nota 7
Direção – James Gray
Elenco – Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Ruth Negga, Donald Sutherland, Kimberly Elise, Loren Dean, John Ortiz, Donnie Keshawarz, John Finn, Lisagay Hamilton, Sean Blakemore, Bobby Nish, Liv Tyler.

Em um futuro próximo, os humanos criaram estações espaciais, sendo uma delas na lua. 

Quando estranhas rajadas elétricas começam a atingir a Terra, o governo convoca o astronauta Roy McBride (Brad Pitt) para uma complicada missão de encontrar um foguete que desapareceu há dezesseis anos que era comandado por seu pai (Tommy Lee Jones). 

O governo acredita que esta espaçonave desaparecida é a responsável pelas alterações na Terra. A nova missão é a chance Roy tentar reencontrar o pai e também salvar o planeta. 

Esta ficção foi claramente inspirada nos sucessos de “Perdido em Marte” e  “Interestelar”, porém sem a mesma qualidade no desenvolvimento da história. 

O roteiro escrito pelo diretor James Gray tenta criar um clima “filosofal” através da narrativa do protagonista vivido por um angustiado Brad Pitt, mas no fundo esconde uma história simples de filho que deseja conseguir a atenção do pai. 

A narrativa irregular e os personagens atormentados são comuns na filmografia de Gray, a curiosidade é transportar este estilo para uma ficção científica. 

Os destaques ficam para a produção caprichada e para as poucas, porém boas sequências de tensão. 

O resultado é interessante, indicado para quem gosta de ficção misturada com drama.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A Chave de Sarah

A Chave de Sarah (Elle S'Appelait Sarah, França, 2010) – Nota 7
Direção – Gilles Paquet Brenner
Elenco – Kristin Scott Thomas, Mélusine Mayance, Niels Arestrup, Frederic Pierrot, Aidan Quinn, Michel Duchuassoy, Dominique Frot.

Paris, 2009. Ao pesquisar para escrever um artigo sobre a colaboração francesa com os nazistas em 1942, quando milhares de judeus foram detidos e enviados para campos de concentração, a jornalista Julia (Kristen Scott Thomas) fica perplexa ao descobrir que o apartamento herdado por seu marido (Frederic Pierrot) pode ter sido o lar de uma família judia que teve seus bens tomados pelo governo na época. 

Enquanto Julia se aprofunda na busca pela verdade, uma segunda narrativa em flashbacks detalha como uma família foi expulsa deste apartamento e a filha pré-adolescente Sarah (Mélusine Mayance) ficou obcecada em salvar o irmão menor. 

Baseado em um livro de ficção, este longa explora um tema pouco visitado pelo cinema, a triste história da “França de Vichy” em que o Marechal Philippe Pétain liderou a rendição para os nazistas entregando os próprios cidadãos franceses que eram de origem judaica, que a princípio foram detidos no velódromo da cidade que foi transformado em uma prisão temporária. 

As histórias paralelas prendem a atenção, mesmo com uma certa frieza nas narrativas e com algumas soluções fáceis, como por exemplo a fuga do campo de concentração e a sequência no trem de passageiros. 

É um bom filme, sem grandes surpresas e que agradará ao público fã de adaptações de livros. 

terça-feira, 26 de maio de 2020

O Caminho de Volta & Arremesso de Ouro


O Caminho de Volta (The Way Back, EUA, 2020) – Nota 7
Direção – Gavin O’Connor
Elenco – Ben Affleck, Al Madrigal, Janina Gavankar, Michaela Watkins, Brandon Wilson, John Aylward, Matthew Glave, Glynn Turman, T.K. Carter, Jeremy Ratchford, Dan Lauria.

Jack (Ben Affleck) foi um astro do basquete colegial que na vida adulta enfrenta a separação no casamento após a morte do filho. Descontando a frustração na bebida, Jack se surpreende ao receber o convite do colégio católico em que estudou para treinar a equipe de basquete. Ao lado de um auxiliar (Al Madrigal), ele tenta transformar o catado de garotos do colégio em um verdadeiro time, mas também precisa vencer seus próprios demônios.

Ao mesmo tempo em que este longa segue a cartilha das histórias de superação, o roteiro consegue entregar um final um pouco diferente e mais realista do que as obras similares. Temos os altos e baixos do protagonista, os problemas de relacionamento, mas também a mensagem de que aceitar um choque de realidade pode ser fundamental para quem deseja colocar a vida nos trilhos.

Mesmo longe de ter uma grande atuação, Ben Affleck não chega a atrapalhar o resultado. O diretor Gavin O’Connor e o astro Ben Affleck também trabalharam juntos no superior “O Contador”.

Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm, EUA, 2014) – Nota 6,5
Direção – Craig Gillespie
Elenco – Jon Hamm, Aasif Mandvi, Suraj Sharma, Madhur Mittal, Pitobash, Lake Bell, Alan Arkin, Bill Paxton, Gregory Allan Williams, Allyn Rachel, Tzi Ma.

Los Angeles, 2008. JB Bernstein (Jon Hamm) é um agente de atletas profissionais que passa por uma fase complicada, praticamente sem clientes. Ao ver pela tv uma partida de críquete na Índia, JB tem a ideia de transformar atletas deste esporte em lançadores de beisebol. O objetivo também é abrir o mercado naquele país para vender produtos ligados ao esporte. Ele consegue um patrocinador (Tzi Ma) e segue para Índia onde promove um concurso para encontrar novos jogadores. 

Produzido pela Disney, este longa baseado numa história real segue o estilo das obras do gênero ao explorar uma premissa incomum que se tornou um êxito de superação. Não se pode deixar de citar que a premissa está muito mais ligada a questão financeira e comercial do que esportiva, mesmo com o roteiro amenizando esta situação e criando uma pequena mudança na personalidade do agente vivido por Jon Hamm. 

A grande força da história está nos jogadores indianos (Suraj Sharma e Madhur Mittal) e no intérprete (Pitobash), faltando ao filme o clímax comum ao gênero. As duas sequências de testes no final são apenas corretas, sem grande emoção. 

É um filme que prende a atenção pela simpatia da história e nada mais.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Ozark

Ozark (Ozark, EUA, 2017 a 2020)
Criadores – Bill Dubuque & Mark Williams
Elenco – Jason Bateman, Laura Linney, Sofia Hublitz, Skylar Gaertner, Julia Garner, Lisa Emery, Charlie Tahan, Jordana Spiro, Jason Butler Harner, Peter Mullan, Carson Holmes, Janet McTeer, Kevin L. Johnson, Trevor Long, Marc Menchaca, McKinley Belcher III, Nelson Bonilla, Harris Yulin, Esai Morales, Tom Pelphrey, Jessica Frances Dukes, Felix Solis, Michael Mosley, Joseph Sikora, John Bedford Lloyd.

No episódio inicial, descobrimos que o especialista em investimentos Marty Byrde (Jason Bateman) utiliza seu conhecimento para lavar dinheiro de um cartel de drogas mexicano. 

Um determinado fato obriga Marty a mudar com sua esposa Wendy (Laura Linney) e o casal de filhos Charlotte (Spfia Hublitz) e Jonah (Skylar Gaertner) de Chicago para a pequena cidade de Ozark no Missouri, local conhecido pelos lagos que são visitados por turistas no verão. 

Para provar ao cartel que ainda é confiável e assim salvar sua vida e de sua família, ele precisa lavar uma enorme quantidade de dinheiro em pouco tempo. 

Esta ótima série que até agora tem três temporadas com dez episódios cada guarda algumas semelhanças com a já clássica “Breaking Bad”, principalmente por colocar uma família aparentemente normal tentando sobreviver no violento mundo do tráfico de drogas. 

Diferente de “Breaking Bad” que explorava bastante o humor negro e tinha como destaques os personagens peculiares, esta “Ozark” segue uma linha mais séria. O roteiro desenvolve a história criando em todo episódio algum problema urgente e as vezes de vida ou morte a ser resolvido pelo protagonista e por sua esposa. 

Eles não conseguem respirar tranquilidade, muito por causa dos ótimos coadjuvantes, praticamente todos desonestos de alguma forma. Este emaranhado de situações e reviravoltas prendem a atenção do espectador em todos os episódios. 

O roteiro explora ainda os problemas familiares causados pela profissão do pai e como este “trabalho” influencia no destino de outros personagens, com destaque para Ruth (Julia Garner), a jovem infratora que se torna parceira dos protagonistas. Conte ainda com uma grande dose de violência. 

Agora é esperar a quarta temporada.

domingo, 24 de maio de 2020

Cinzas da Vingança

Cinzas da Vingança (Into The Ashes, EUA, 2019) – Nota 6
Direção – Aaron Harvey
Elenco – Luke Grimes, Robert Taylor, James Badge Dale, Frank Grillo, Marguerite Moreau, Brady Smith, David Maldonado, Andrea Frankle.

Após sair da cadeia, Sloan (Frank Grillo) se junta a dois comparsas em busca de vingança. O alvo é Nick (Luke Grimes), um ex-parceiro que abandonou a vida de crimes, mudou para uma cidade distante e casou com Tara (Marguerite Moreau), que é filha do xerife do local (Robert Taylor). 

O roteiro escrito pelo diretor Aaron Harvey explora o tema comum da vingança a qualquer preço, seja por conta da lealdade entre bandidos ou da defesa da família. 

Ele tenta ainda dar um ar cult ao inverter algumas sequências, entregando primeiro as consequências, para depois mostrar como tudo chegou naquele ponto. 

A sequência de tiroteio no motel é bem filmada e as locações no interior americano em estradas isoladas, rodovias e floresta ajudam a criar um clima de decadência. 

O resultado é um filme razoável e sem surpresas.

sábado, 23 de maio de 2020

Sieranevada

Sieranevada (Sieranevada, Romênia / França / Bósnia / Croácia / Macedônia, 2016) – Nota 7,5
Direção – Cristi Puiu
Elenco – Mimi Branescu, Ana Branescu, Marin Grigore, Bogdan Dumitrache, Tatiana Iekel, Mara Elena Andrei, Ilona Brezoianu.

Uma família romena católica se reúne em um apartamento para uma cerimônia em homenagem ao patriarca recentemente falecido. O que seria um almoço, se transforma em um interminável dia à partir do momento em que o padre que faria uma oração se atrasa. 

Enquanto esperam, familiares discutem sobre assuntos aleatórios como os atentados de 11 de Setembro e o comunismo na antiga Romênia. Com o passar do tempo as discussões ficam mais fortes quando vem à tona problemas nos relacionamentos, frustrações e pequenas desavenças. 

O diretor e roteirista romeno Cristi Puiu é conhecido por filmes de longa duração que exploram os problemas e as peculiaridades da sociedade romena. Seu filme mais famoso é “A Morte do Sr. Lazarescu”. 

Este “Sieranevada” tem duas horas e quarenta e cinco minutos de duração passados quase todo dentro do apartamento. São várias sequências longas em que Puiu segue os personagens com a câmera pela casa, entrando e saindo de cômodos, discutindo e esperando para almoçar. 

São apenas três sequências na rua em que um dos casais que está na festa discute a princípio sobre coisas triviais de casamento, até uma explosão de sentimentos. 

Não é um filme fácil, a longa duração e o excesso de diálogos com certeza desagradará quem busca um cinema ágil. A proposta aqui é mostrar como uma reunião de família é complicada em qualquer parte do mundo.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Cold Mountain

Cold Mountain (Cold Mountain, Inglaterra / Itália / Romênia / EUA, 2003) – Nota 7
Direção – Anthony Minghella
Elenco – Jude Law, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Eileen Atkins, Brendan Gleeson, Philip Seymour Hoffman, Natalie Portman, Giovanni Ribisi, Donald Sutherland, Ray Winstone, Kathy Baker, James Gammon, Charlie Hunnan, Jackie White, Ethan Suplee, Jena Malone, Melora Walters, Lucas Black, Taryn Manning, Tom Aldredge, James Rebhorn, Emily Deschanel, Cillian Murphy.

Pouco tempo antes da Guerra da Secessão, o Reverendo Monroe (Donald Sutherland) e sua filha Ada (Nicole Kidman) compram uma fazenda na Carolina do Norte, em um local conhecido como Cold Mountain. 

Não demora para Ada se apaixonar pelo carpinteiro Inman (Jude Law), que logo é enviado para guerra. Três anos depois, enquanto Ada tenta manter a fazenda funcionando, Inman é feriado durante combate e decide desertar. 

Ele inicia uma longa jornada de volta para casa, tendo de escapar de caçadores de recompensa, soldados confederados e de seus antigos colegas de farda. 

Este longa dirigido pelo falecido Anthony Minghella (“O Paciente Inglês”) segue o estilo dos antigos clássicos que misturam drama, romance e guerra. 

Esta escolha do diretor funciona em parte, principalmente nas sequências de ação e violência em que o protagonista vivido por Jude Law é obrigado a enfrentar. 

O drama em relação a fazenda e mesmo o romance seguem o modelo água com açúcar comum a muitas adaptações de best sellers. 

O filme acaba sendo um pouco cansativo por causa da longa duração.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Projeto X & Finalmente 18


Projeto X: Uma Festa Fora de Controle (Project X, EUA, 2012) – Nota 7,5
Direção – Nima Nourizadeh
Elenco – Thomas Mann, Oliver Cooper, Jonathan Daniel Brown, Dax Flame, Kirby Bliss Danton, Brady Hender, Alexis Knapp, Miles Teller, Peter Mackenzie, Caitlin Dulany, Martin Klebba.

No dia de seu aniversário de dezessete anos, Thomas (Thomas Mann) é forçado pelos amigos Costa (Oliver Cooper) e JB (Jonathan Daniel Brown) a fazer uma grande festa em sua casa (o Projeto X do título), aproveitando que seus pais irão viajar.

Enquanto Thomas deseja algo para poucas pessoas, Costa prepara uma festa enorme com bebidas, drogas, DJ e até um amigo (Dax Flame) que filmará tudo o que acontecer durante o dia até o final da noite. O que Costa não imagina é que as coisas sairão totalmente fora do controle.

Este longa é um dos mais divertidos dos últimos tempos para quem gosta do gênero de festas malucas com adolescentes. O diretor inglês Nima Nourizadeh criou uma mistura de “Superbad” com o clássico “Clube dos Cafajestes”, o primeiro em relação aos diálogos recheados de palavrões, piadas sobre sexo e a preparação da festa, enquanto o segundo foi a inspiração para o explosivo final.

Os trinta minutos finais durante a festa é um festival de loucuras pontuadas por uma trilha sonora barulhenta e personagens insanos, como o traficante, a dupla de seguranças, o baixinho nervoso (Martin Klebba) e a presença do ator Miles Teller interpretando ele mesmo.

Para um gênero batido como a comédia adolescente, um filme para funcionar tem que ser tão maluco e engraçado como este.

Finalmente 18 (21 & Over, EUA, 2013) – Nota 7
Direção – Jon Lucas & Scott Moore
Elenco – Miles Teller, Skylar Astin, Justin Chon, Sarah Wright, Jonathan Katz, François Chau, Russell Hodgkinson.

No dia em que está completando vinte e um anos, o estudante de medicina Jeff Chang (Justin Chon) recebe a visita de seus amigos de colégio Miller (Miles Teller) e Casey (Skylar Astin) que o pressionam para comemorar o aniversário. 

O problema é que Jeff também está sendo pressionado pelo pai, que no dia seguinte o levará para uma importante entrevista de emprego. Jeff decide sair com os amigos, dando início a uma noite de loucuras. 

Este divertido longa é praticamente uma versão jovem de “Se Beber, Não Case!”. Ao invés de Las Vegas, aqui os jovens passam a noite por bares e fraternidades universitárias, cometendo uma loucura atrás da outra. Este tipo de filme que funciona quando os absurdos são engraçados e os personagens carismáticos. 

Os destaques do elenco ficam para o irresponsável vivido por Miles Teller e pelo maluco Justin Chon, que passa pelo menos três quartos do filme totalmente bêbado. 

Boa diversão para quem gosta do estilo.