sexta-feira, 31 de maio de 2024

Red Right Hand & Bring Him To Me

 


Red Right Hand (Red Right Hand, EUA, 2024) – Nota 6,5
Direção – Eshom Nelms & Ian Nelms
Elenco – Orlando Bloom, Garrett Dillahunt, Chapel Oaks, Andie McDowell, Scott Haze, Brian Geraghty, Kenneth Miller.

Em uma pequena cidade americana, Cash (Orlando Bloom) descobre que seu irmão Finney (Scott Haze) fez um empréstimo com a chefe do tráfico na região (Andie McDowell). Para salvar a fazenda da família e também seu irmão e sobrinha (Chapel Oaks), Cash aceita fazer alguns trabalhos criminosos, porém a saída para o problema não será nada fácil. 

Este longa explora os clichês das tramas de vingança com várias sequências de violência. É o tipo de história que desde o início fica claro que tudo vai acabar em um banho de sangue. 

Destaque para as locações abertas, as sequências de ação e a curiosidade da ver a veterana estrela Andie McDowell participando inclusive de um tiroteio.

Bring Him to Me (Bring Him to Me, Austrália, 2023) – Nota 6
Direção – Lucas Sparke
Elenco – Barry Pepper, Jamie Costa, Sam Neill, Rachel Griffiths, Liam McIntyre, Zac Garred.

Um motorista de fuga (Barry Pepper) recebe a missão de entregar um comparsa (Jamie Costa) ao chefe da quadrilha que armou um assalto que eles participaram. Durante a viagem, ele tenta de todas as formas encontrar uma saída para salvar a vida do sujeito. 

Este longa policial divide o roteiro em duas narrativas. A principal segue os protagonistas que criam uma espécie de amizade, enquanto a segunda detalha o que aconteceu durante o assalto. 

O filme tem um bom desenvolvimento, mesmo sem grande surpresas, algumas interessantes sequências de violência e um clima de tragédia. Por outro lado, a parte final deixa bastante a desejar, inclusive com a escolha de não fechar a história, deixando apenas nas entrelinhas o que iria acontecer.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Caminhos Tortos

 


Caminhos Tortos (Shortcomings, EUA, 2023) – Nota 6
Direção – Randall Park
Elenco – Justin H. Min, Sherry Cola, Ally Maki, Tavi Gevinson, Debby Ryan, Sonoya Mizuno, Timothy Simmons, Jacob Batalon, Randall Park.

Ben (Justin H. Min) fracassou na tentativa de ser cineasta e terminou como gerente de um decadente cinema em Berkeley na Califórnia. Quando sua namorada de longa data (Ally Maki) decide mudar para Nova York após algumas discussões, Ben tenta se adaptar a nova situação sem entender as atitudes das pessoas ao seu redor. 

Esta mistura de drama e comédia romântica dirigida pelo ator Randall Park segue uma nova linha de filmes que utilizam um elenco com atores e atrizes de origem oriental para tentar fazer sucesso no rastro das ótimas produções sul-coreanas. 

A narrativa e a história lembram os filmes de Woody Allen, em que o protagonista sincero e de humor ácido entra em conflito com as pessoas que criam personagens para abraçar o politicamente correto e que se ofendem com qualquer palavra ou citação que não concordem. 

O protagonista tem defeitos e virtudes e uma vida profissional sem perspectivas, enquanto os demais personagens são estereótipos do mundo atual. A amiga lésbica, a garota indecisa, a atriz performática bizarra, os atendentes nerds do cinema e até o estranho sujeito que tenta viver como um oriental. 

Fica difícil saber se a ideia do roteiro e do diretor foi criticar o protagonista que é mal visto aos olhos dos jovens atuais, ou se foi mostrar a superficialidade destes mesmos jovens. Pode ser que o objetivo tenha sido criticar as duas visões antagônicas de mundo.

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Confissões

 


Confissões (Confesiones, México / EUA, 2023) – Nota 5,5
Direção – Carlos Carrera
Elenco – Luis Gnecco, Claudia Ramirez, Juan Manuel Bernal, Emilio Rafael Treviño, Ana Claudia Talancon, Maria Del Carmen Farias.

No México, um casal de classe média alta e seu filho mais velho se desesperam quando sua filha pré-adolescente é sequestrada. O sequestrador se apresenta na casa da família e ao invés de dinheiro, faz a inusitada exigência de que eles confessem um ato terrível que um integrante da família cometeu. 

Este suspense tem uma premissa intrigante que cria uma enorme expectativa nos primeiros trinta minutos. Quando o criminoso chega na casa, a trama toma uma rumo previsível de segredos que vem à tona de uma forma angustiante e ao mesmo tempo irritante. 

Algumas sequências são cruéis e outras absurdas. As atuações não convencem, com os momentos mais tensos parecendo discussões de novelas. Eu esperava um filme melhor.

terça-feira, 28 de maio de 2024

Miranda's Victim

 


Miranda’s Victim (Miranda’s Victim, EUA, 2023) – Nota 7
Direção – Michelle Danner
Elenco – Abigail Breslin, Luke Wilson, Ryan Phillippe, Emily VanCamp, Mireille Enos, Andy Garcia, Enrique Murciano, Brent Sexton, Taryn Manning, Donald Sutherland, Kyle MacLachlan, Josh Bowman, Dan Lauria, Sebastian Quinn.

Phoenix, Arizona, 1963. Trish (Abigail Breslin) é uma garota de dezoito anos que ao chegar na rua de sua casa é sequestrada, levada em um carro para o deserto e violentada. O criminoso (Sebastian Quinn) é preso pouco tempo depois, dando início a um longo processo jurídico que com idas e vindas se estenderá por mais de três anos. 

Quem gosta de filmes policiais e principalmente séries do gênero está acostumado a ouvir um policial falando ao criminoso no momento da prisão que ele “tem o direito de ficar calado e tudo que disser poderá ser usado contra ele no tribunal”. 

O caso real detalhado neste filme foi o estopim para a criação da chamada “Lei Miranda”, que obriga o policial a dizer esta rase no momento da prisão, caso contrário todo o processo pode ser anulado. 

O roteiro detalha o sofrimento da protagonista e também sua força para enfrentar a situação, o trabalho dos detetives, do promotor e dos advogados, porém o ponto principal que fica é que a lei acabou sendo criada baseada em uma mentira contada pelo criminoso e utilizada pelo advogado liberal vivido por Ryan Phillippe para alavancar sua carreira. 

Leis criadas em cima de casos que são transformados em bandeira política são comuns também em nosso país, muitas vezes baseadas em situações nebulosas.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Car Wash, Dois Tiras Meio Suspeitos & Zorro: Entre a Espada e as Plumas

 


Car Wash (Car Wash, EUA, 1976) – Nota 4
Direção – Michael Schultz
Elenco – Richard Pryor, Franklin Ajaye, Ivan Dixon, Bill Duke, Tracy Reed, Antonio Fargas, The Pointer Sisters, Pepe Serna.

Esta comédia foca em confusões entre funcionários, dono e clientes de um lava-rápido em Los Angeles, resultando em poucas risadas. Até mesmo o nome de Richard Pryor na frente dos créditos é falso, na realidade ele tem apenas uma pequena participação, assim como o grupo musical famoso na época, The Pointer Sisters.

Dois Tiras Meio Suspeitos (Partners, EUA, 1982) – Nota 5,5
Direção – James Burrows
Elenco – Ryan O’Neal, John Hurt, Kenneth McMillan, Robyn Douglas, James Remar.

Um detetive (Ryan O’Neal) é destacado para investigar crimes na comunidade gay e precisa trabalhar com um parceiro homossexual (John Hurt). O filme é quase uma paródia ao polêmico “Parceiros da Noite” protagonizado por Al Pacino dois anos antes, com direito a situações patéticas e até um automóvel totalmente cor de rosa.

Zorro – Entre a Espada e as Plumas ou As Duas Faces de Zorro (Zorro: The Gay Blade, EUA / México, 1981) – Nota 5,5
Direção – Peter Medak
Elenco – George Hamilton, Lauren Hutton, Brenda Vaccaro, Donovan Scott, Ron Leibman, James Booth.

Com a Califórnia dominada por um tirano, Don Diego de La Veja (George Hamilton) assume o papel de Zorro para lutar pela liberdade. Quando ele se machuca e fica impossibilitado de lutar, seu irmão gêmeo que é gay (também George Hamilton) assume o personagem de uma forma diferente. Este paródia da clássica história do herói Zorro faz rir em alguns momentos pelos absurdos e pela interpretação do canastrão George Hamilton.

domingo, 26 de maio de 2024

Resistência

 


Resistência (The Creator, EUA, 2023) – Nota 6,5
Direção – Gareth Edwards
Elenco – John David Washington, Madeleine Yuna Voyles, Gemma Chan, Allison Janney, Ken Watanabe, Sturgill Simpson, Marc Menchaca, Amar Chadha Patel, Robbie Tann, Ralph Ineson.

A evolução da Inteligência Artificial chegou em um ponto em que uma bomba atômica foi detonada em Los Angeles sem ação do ser humano. Enquanto o mundo ocidental aboliu esta tecnologia, a agora chamada Nova Ásia continuou a utilizá-la construindo robôs simulantes. Um agente infiltrado (John David Washington) tenta chegar ao criador da tecnologia para matá-lo. 

Este é mais um filme que pode ser analisado de várias formas. A história é previsível reciclando pedaços de obras como “Eu, Robô”, “A.I.” entre outros filmes de ficção criando reviravoltas que nada verdade são clichês do gênero. 

O roteiro chuta para vários lados, apresentando ao mesmo tempo uma crítica a militarização e a paranoia ao avanço da tecnologia. O final totalmente piegas é outra bola fora. Por outro lado, a produção é ótima, com sequências de ação caprichadas e um belíssimo visual misturando locações reais abertas com CGI.

Resumindo, é um filme que tenta se mostrar sério, mas que resulta em um passatempo irregular ao estilo cinema pipoca, com os erros e acertos comuns ao estilo.

sábado, 25 de maio de 2024

Primavera para Hitler & Vigaristas em Hollywood

 


Primavera Para Hitler (The Producers, EUA, 1967) – Nota 8
Direção – Mel Brooks
Elenco – Zero Mostel, Gene Wilder, Kenneth Mars, Dick Shawn, Estelle Winwood, Lee Meredith.

O produtor Max Bialystock (Zero Mostel) seduz mulheres idosas ricas para bancar suas peças de teatro, que invariavelmente resultam em fracassos. Quando Max conhece o contador Leo Bloom (Gene Wilder), este diz que um fracasso pode ser mais lucrativo que o sucesso, desde que seja vendido um percentual da peça para um grande números de pessoas. 

A dupla decide aplicar o golpe, vendendo mais de mil por cento em cotas de um musical onde o personagem principal é um Hitler cantor (Kenneth Mars). O que seria a certeza de um fracasso, se torna uma comédia de sucesso que deixa a dupla de golpistas em apuros. 

Após o sucesso como co-criador da série “Agente 86”, Mel Brooks partiu para o cinema e estreou com esta deliciosa comédia que lhe rendeu o Oscar de Roteiro Original. Além da ótima dupla principal, destaque para o impagável Kenneth Mars como o imitador de Hitler.

Vigaristas em Hollywood (The Comeback Trail, EUA, 2020) – Nota 5,5
Direção – George Gallo
Elenco – Robert De Niro, Tommy Lee Jones, Morgan Freeman, Zach Braff, Emile Hirsch, Sheryl Lee Ralph, Kate Katzman, Eddie Griffin, Chris Mullinax.

Hollywood, anos setenta. Max Barber (Robert De Niro) é um fracassado produtor de cinema que deve muito dinheiro para um chefão do crime (Morgan Freeman). Sem ter como pagar a dívida, ele decide aplicar um golpe contratando o veterano e decadente ator de westerns Duke Montana (Tommy Lee Jones) para um novo filme, porém com a ideia de matar o sujeito durante as filmagens para receber o seguro. 

Esta comédia tem como único ponto de destaque o trio de veteranos que parecem se divertir sem preocupações com a qualidade do filme. A premissa até poderia ser melhor desenvolvida, ao invés das sequências que beiram o pastelão e a clara participação de dublês em diversas cenas, principalmente as com cavalos. O resultado é um filme totalmente descartável.