sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bombas - Filmes de Terror - Ano 2000

Desta vez destaco cinco filmes de terror produzidos na década passada. São produções com um certo investimento, porém com resultados péssimos em relação a roteiro e interpretações.

Medo em Cherry Falls (Cherry Falls, EUA, 2000) – Nota 4,5
Direção – Geoffrey Wright
Elenco – Brittany Murphy, Michael Biehn, Jay Mohr, Gabriel Mann, Jesse Bradford, Candy Clark.

Na pacata cidade de Cherry Falls, um psicopata começa a matar jovens virgens, assustando toda população. A investigação fica a cargo do xerife Brent Marken (Michael Biehn), porém sua filha Jody (Brittany Murphy) que é virgem, resolve investigar por conta própria. Ao mesmo tempo, os jovens da cidade preparam uma festa para as garotas perderem a virgindade e com isso deixarem de ser alvos do assassino. Este suspense misturado com terror tem um péssimo roteiro e interpretações risíveis de tão ruins, onde nem mesmo as cenas de assassinatos se salvam.

O Dia do Terror (Valentine, EUA, 2001) – Nota 3,5
Direção – Jamie Blanks
Elenco – Denise Richards, David Boreanaz, Marley Shelton, Jessica Capshaw, Jessica Cauffiel, Katherine Heigl.

No colégio, quatro garotas humilham um estranho garoto no dia dos namorados. Anos depois, elas começam a receber cartas ameaçadoras próximo ao dia dos namorados, dando início a uma série de assassinatos brutais. Este é um dos piores filmes da leva de slasher produzidos após o sucesso de “Pânico”. Mesmo com rostos conhecidos, o roteiro é praticamente uma cópia de “Dia dos Namorados Macabro”, mas sem suspense e nem mesmo mortes bem elaboradas. Para complementar, o assassino utiliza uma ridícula máscara de cupido.

Terror em Silent Hill (Silent Hill, Canadá / França / Japão / EUA, 2006) – Nota 5
Direção – Christophe Gans
Elenco – Radha Mitchell, Sean Bean, Laurie Holden, Debora Kara Unger, Kim Coates, Tanya Allen, Alice Krige, Jodelle Ferland.

O casal Rose (Radha Mitchell) e Christopher (Sean Bean) vivem preocupados com a filha Sharon (Jodelle Ferland), que é sonâmbula. Após um quase acidente, Rose resolve visitar a cidade de Silent Hill, local onde o casal adotou a filha, para pesquisar o passado da menina. Na estrada, Rose sofre um acidente e ao acordar percebe que sua filha desapareceu. Desesperada, ela chega até Silent Hill, hoje uma cidade fantasma que outrora vivia da exploração das minas de carvão. Logo, Rose se defrontará com situações assustadoras em busca da filha. Esta adaptação do famoso game tem um roteiro repleto de clichês, numa verdadeira salada russa que tenta assustar o público apenas através dos efeitos especiais. 

A Praga (The Plague, EUA, 2006) – Nota 5,5
Direção – Hal Masonberg
Elenco – James Van Der Beek, Ivana Milicevic, Brad Hunt, Joshua Close, John Connolly, Dee Wallace, Brittany Scobie.

Num certo dia, todas as crianças do mundo entra numa espécie de coma profundo, sem que os médicos descubram a causa. Após dez anos, sem motivo aparente as crianças acordam, porém começam a atacar todos os adultos. O filme segue o estilo dos longas com zumbis, onde um grupo de sobreviventes irá lutar contra o mal, entre eles o ex-presidiário Tom (James Van Der Beek), sua ex-esposa Jean (Ivana Milicevic) e o cunhado (Brad Hunt). Esta produção foi feita para a tv e utilizou como chamativo o nome do escritor de terror Clive Barker, porém ele é apenas um dos produtores. A história tem potencial, mas o roteiro simplista e a fraca direção, além das limitações deste tipo de produção para TV, resultam num filme fraco e previsível.

Rise: A Ressurreição (Rise, EUA, 2007) – Nota 5,5
Direção – Sebastian Gutierrez
Elenco – Lucy Liu, Michael Chiklis, James D’Arcy, Carla Gugino, Mako, Robert Forster, Holt McCallany, Paul Cassell, Allan Rich, Julio Oscar Mechoso.

Este filme sobre vampiros modernos se perde entre a ação e o drama e acaba não convencendo. Luci Liu é uma jornalista que investiga jovens participantes de um culto e assim que termina a reportagem é perseguida por uma gangue de vampiros liderados por James D’Arcy. No meio disso está o policial interpretado por Michael Chiklis (“The Shield”) que teve a filha assassinada pela gangue e quer vingança. Apesar das caras conhecidos do elenco, o filme é previsível e o roteiro cheio de furos.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sem Reservas & E Agora, Meu Amor?


Sem Reservas (No Reservations, EUA, 2007) – Nota 6,5
Direção – Scott Hicks
Elenco – Catherine Zeta Jones, Aaron Eckhart, Abigai Breslin, Patricia Clarkson, Bob Balaban, Jenny Wade, Brian F. O’Byrne.

Kate (Catherine Zeta Jones) é a chef de cozinha de um refinado restaurante, que após um acidente que resulta na morte da irmã, se vê obrigada a cuidar de Zoe (Abigail Breslin), sua sobrinha pré-adolescente. Kate é um pessoa que gosta de seguir regras, porém a entrada da sobrinha em sua vida bagunça seu mundinho. 

Para piorar, enquanto ela se afasta do trabalho por alguns dias, a dona do restaurante (Patricia Clarkson) contrata outro chefe para auxiliar Kate na cozinha. Nick (Aaron Eckhart) é o contrário de Kate, um sujeito expansivo que cozinha por prazer e rapidamente faz amizade com todos no restaurante, para desconfiança de Kate. 

O diretor Scott Hicks que apareceu para o público com ótimo “Shine – Brilhante”, entrega aqui mais um exemplar de comédia romântica quadrada, especialidade de Hollywood. O roteiro esquemático mostra dois personagens opostos que logo se atraem, misturando drama, comédia e o inevitável final feliz. O único diferencial são os chamativos pratos preparados pelos protagonistas, que mesmo pela tela dão água na boca. É uma comédia despretensiosa, correta e totalmente descartável. 

E Agora, Meu Amor? (Fools Rush In, EUA, 1997) – Nota 6
Direção – Andy Tennant 
Elenco – Matthew Perry, Salma Hayek, Jon Tenney, Tomas Milian, Jill Clayburgh, John Bennett Perry, Carlos Gomez, Siobhan Fallon. 

O engenheiro Alex Whitman (Matthew Perry) conhece em Las Vegas a bela fotógrafa mexicana Isabel Fuentes (Salma Hayek) e após uma noite de sexo, cada um segue seu caminho. Após três meses, Isabel reaparece e diz estar grávida. Alex num gesto impulsivo, a pede em casamento. Isabel aceita, porém como nada sabem um do outro, a relação será complicada, principalmente pelo choque cultural. Enquanto Isabel apresenta uma enorme família tipicamente mexicana, Alex vem de uma família de classe média alta que o criou em um subúrbio americano. 

A premissa é até interessante, lembra o posterior e melhor “Ligeiramente Grávidos”, porém as piadas em cima das diferenças culturais são em parte caricaturais e o desenrolar da trama é sem surpresas. 

O filme foi um veículo para tentar emplacar Matthew Perry como astro de cinema, aproveitando seu sucesso na série “Friends”, porém sua carreira não decolou e hoje ele continua apenas com papéis na tv. Já Salma Hayek ainda estava em início de carreira, tendo destaque apenas em filmes de Robert Rodriguez e posteriormente se tornou uma estrela, principalmente após a indicação ao Oscar por “Frida” em 2002.  

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Planeta dos Macacos - A Origem

Planeta dos Macacos – A Origem (Rise of the Planet of the Apes, EUA, 2011) – Nota 8
Direção – Rupert Wyatt
Elenco – James Franco, Freida Pinto, John Lithgow, Brian Cox, Tom Felton, David Oyelowo, Tyler Labine, Andy Serkis.

O cientista Will Rodman (James Franco) desenvolve um medicamento com o objetivo de regenerar as células danificadas do cérebro. Este medicamento é testado em macacos e aparentemente funciona numa fêmea, porém durante a apresentação para um grupo de investidores, ocorre um terrível problema, a fêmea é morta e a pesquisa é cancelada. 

Will não aceita a situação e acaba levando para casa o filhote da macaca morta, batizado como César, que logo ele descobre ter uma inteligência acima da média dos símios. O fato faz com que Will decida continuar os testes utilizando seu pai (John Lithgow) como cobaia, em virtude dele sofrer do Mal de Alzheimer. Os resultados em seu pai a princípio são ótimos, além disso, a cada dia César se mostra mais inteligente, porém o que parece perfeito logo se mostrará perigoso e com consequência trágicas. 

Este prequel do clássico “Planeta dos Macacos” de 1968 tem incríveis efeitos especiais, que mostram macacos em ação de forma extremamente realista, principalmente o protagonista César, resultado de outra sensacional interpretação corporal de Andy Serkis, que já foi King Kong e o Golum do “Senhor dos Anéis”. 

Mas o filme vai além disso, o roteiro acerta ao criar os acontecimentos que deram início ao desenvolvimento dos macacos, utilizando situações como a crueldade contra os animais e a ganância do lucro a qualquer preço como gatilhos da revolta dos macacos.

O longa mostra ainda pequenos detalhes em homenagem ao clássico original, como o noticiário que cita o foguete enviado para Marte que se perde no espaço e que séculos depois encontraria a Terra tomada pelos primatas. 

Quanto ao elenco humano, os destaques são James Franco cada vez mais a vontade como astro e o veterano John Lithgow que acerta no tom do personagem doente. O sucesso do longa deve gerar uma merecida sequência em breve.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Homem da Capa Preta

O Homem da Capa Preta (Brasi, 1986) – Nota 7,5
Direção – Sergio Rezende
Elenco – José Wilker, Jonas Bloch, Marieta Severo, Carlos Gregório, Tonico Pereira, Pauo Villaça, Chico Diaz.

Nos anos cinquenta, Natalício Tenório Cavalcanti (José Wilker) é um sujeito violento ligado a um grupo de extermínio que adquire fama como pistoleiro e defensor do pobres e excluídos no município de Duque de Caxias no Rio de Janeiro. 

Usando sempre um chapéu e um capa preta onde carregava um metralhadora chamada de Lurdinha, Tenório fundou o jornal “Luta Democrática” que utilizava para atacar os poderosos. Sua fama fez com que ele fosse eleito deputado federal, porém em seguida perdeu duas eleições para governador antes de ser cassado pelo regime militar. 

Produzido numa época em que o cinema brasileiro estava em decadência, este longa é um ótimo trabalho de Sergio Rezende (“Guerra de Canudos”, “Zuzu Angel”), que escolheu a controversa figura de Tenório Cavalcanti como tema. 

Os destaques são a ótima interpretação de José Wilker e o bom roteiro mostra o auge da vida política de Tenório, seus confrontos com políticos rivais e bandidos, até sua cassação que marca o início da sua decadência. 

Com curiosidade, após ser cassado, Tenório não mais voltou a vida política e estava praticamente esquecido na época do filme, tendo falecido em 1987, pouco tempo depois do lançamento nos cinemas. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dança com Lobos

Dança Com Lobos (Dances with Wolves, EUA, 1990) – Nota 8,5
Direção – Kevin Costner
Elenco – Kevin Costner, Mary MacDonnell, Graham Greene, Rodney A. Grant, Floyd “Red Crow” Westerman, Tantoo Cardinal, Maury Chaykin.

Durante a Guerra Civil Americana, o Tenente Dunbar (Kevin Costner) tenta o suicídio ao enfrentar o exército inimigo de braços abertos, porém o fato serve de motivação aos outros soldados e ele acaba apenas ferido e por engano considerado um herói. Dunbar ganha o direito de escolher onde deseja servir e decide ir para um isolado posto na fronteira das terras dos índios Sioux. Logo a sua presença desperta a curiosidade dos índios, que desconfiados se aproximam aos poucos. 

Dunbar se mostrará aberto a cultura dos Sioux, criando laços com Pássaro Esperneante (Graham Greene), com o sábio Dez Ursos (Floyd “Red Crow” Westerman), a princípio uma rivalidade com o arredio Vento no Cabelo (Rodney A. Grant) e até um relação amorosa com a branca criada pelos índios De Pé Com Punho (Mary McDonnell). O tempo fará com que ele seja aceito pelos índios, ajudando na luta contra os rivais Pawnees e também tenha de tomar partida quando a Cavalaria decide enfrentar os Sioux. 

A narrativa lenta lembra os filmes de Terrence Malick, com uma fotografia belíssima e tomadas muito bem filmadas, como a sensacional caçada aos búfalos, produzida com animais de verdade misturados a outros mecânicos, sem ajuda de computador. 

Este tipo de narrativa se casa perfeitamente com o personagem de Costner, que procura sua paz interior naquele local longe de tudo, que aos poucos descobre uma civilização com uma cultura completamente diferente do que conhecia e aceita participar deste novo mundo. 

Além da sequência com os búfalos, vale destacar as cenas de batalha e a participação do lobo que se torna o amigo fiel do protagonista. 

É um belíssimo filme que venceu três prêmios Oscar (Filme, Diretor e Roteiro) e que consagrou a carreira de Kevin Costner.       

domingo, 1 de julho de 2012

Idas e Vindas do Amor & Noite de Ano Novo


Idas e Vindas do Amor (Valentine’s Day, EUA, 2010) – Nota 6,5
Direção – Garry Marshall
Elenco – Ashton Kutcher, Jennifer Garner, Jessica Biel, Jamie Foxx, Topher Grace, Anne Hathaway, Jessica Alba, Bradley Cooper, Julia Roberts, Eric Dane, Patrick Dempsey, Queen Latifah, Kathy Bates, Hector Elizondo, Shirley MacLaine, Carter Jenkins, Taylor Lautner, Taylor Swift, George Lopez, Emma Roberts, Bryce Robinson, Matthew Walker, Larry Miller.

Em Los Angeles, diversos personagens se cruzam no Dia dos Namorados, tendo como ponto central a floricultura de Reed (Ashton Kutcher). O roteiro segue o dia completo na vida de Reed que pediu Morley (Jessica Alba) em casamento, de sua melhor amiga Julia (Jennifer Garner) que acredita ter encontrado o homem da sua vida, o médico Harrison (Patrick Dempsey). Ao mesmo tempo Kara (Jessica Biel) odeia a data por estar sozinha, assim como o repórter esportivo Kelvin (Jamie Foxx). Temos ainda uma casal de idosos (Hector Elizondo e Shirley MacLaine) que precisar lidar com um segredo, um jovem casal de namorados (Topher Grace e Anne Hathaway) onde ele não sabe que ela trabalha com disque sexo, além de um jogador de futebol americano em crise (Eric Dane) e dois passageiros de um avião (Bradley Cooper e Julia Roberts), que fazem amizade mesmo sem saber a vida do outro. 

Detonado pela crítica, este açucarado filme que tenta seguir o estilo Robert Altman de contar várias histórias ao mesmo tempo, falha pela irregularidade das tramas e do elenco. O filme lembra também o interessante “Simplesmente Amor” de Richard Curtis, porém com resultado inferior. Os melhores momentos são os diálogos sinceros entre Bradley Cooper e Julia Roberts e a química entre o casal de idosos, podendo ainda destacar a simpática personagem de Jennifer Garner e até Jessica Biel fazendo um papel diferente das mulheres que normalmente interpreta. Por outro lado, Jessica Alba, Topher Grace e Ashton Kutcher parecem interpretar sempre o mesmo personagem. O pior com certeza são as vergonhosas interpretações de Taylor Lautner e da cantora Taylor Swift. Com personagens irritantes e praticamente sem sentido na trama, beira o ridículo a participação da dupla. 

No geral é uma boa ideia parcialmente bem realizada, isso analisando com muito boa vontade.

Noite de Ano Novo  (New Year’s Eve, EUA, 2011) – Nota 5
Direção – Garry Marshall
Elenco – Hilary Swank, Ashton Kutcher, Michelle Pfeiffer, Zac Efron, Halle Berry, Robert De Niro, Katherine Heigl, Jon Bonjovi, Chris “Ludacris” Bridges, Hector Elizondo, Sofia Vergara, Jessica Biel, Seth Meyers, Sarah Paulson, Til Schweiger, Sarah Jessica Parker, Abigail Breslin, Josh Duhamel, Lea Michele, Carla Gugino, Cary Elwes, Larry Miller, Jack McGee, Yeardley Smith, Sean O’Bryan, Alyssa Milano, Common, James Belushi, Jake T. Austin, Mara Davi, Penny Marshall, John Lithgow, Matthew Broderick.

Em Nova York, diversos personagens se cruzam na véspera do Ano Novo, tendo ao fundo a festa da passagem de ano no Times Square. O filme é quase uma sequência de “Idas e Vindas do Amor”, inclusive utilizando vários atores daquele longa, porém interpretando novos papéis. 

Se “Idas e Vindas do Amor” era irregular, pelo menos as histórias eram mais interessantes que as contadas aqui. Temos dois casais (Jessica Biel é uma das esposas grávidas) disputando quem terá o primeiro filho do ano para ganhar um prêmio em dinheiro do hospital, dois vizinhos que não se conhecem (Ashton Kutcher e Lea Michele) e ficam presos no elevador, uma chef (Katherine Heigl) que não quer perdoar um famoso cantor que a abandonou (Jon Bonjovi), mãe e filha (Sarah Jessica Parker e Abigail Breslin) que tem planos conflitantes para o dia, os problemas enfrentados pela responsável pela festa no Times Square (Hilary Swank), um doente em estado terminal (Robert De Niro) que deseja ver a festa pela última vez e a única história com um pouco mais de interesse é sobre uma funcionária de uma decadente empresa fonográfica (Michelle Pfeiffer) que contrata um entregador (Zac Efron) para passar o dia e ajudá-la a cumprir uma lista de promessas para o novo ano. 

Como curiosidade, vale uma pequena ponta de Matthew Broderick fazendo uma homenagem a seu papel no clássico “Curto a Vida Adoidado”.

É triste ver um elenco recheado de rostos famosos interpretando papéis rasos num filme com um roteiro que parece de novela.

sábado, 30 de junho de 2012

A Arte Marcial no Cinema

A Arte Marcial no Cinema (The Art of Action: Martial Arts in Motion Picture, EUA, 2002) – Nota 8
Direção – Keith R. Clarke
Documentário – Narração de Samuel L. Jackson – David Carradine, Jackie Chan, Sammo Hung, Yuen Biao, Corey Yuen, Raymond Chow, Steven Seagal, Stanley Tong, Ronny Yu, John Woo, Cynthia Rothrock, McG, Ang Lee.

Este documentário narrado por Samuel L. Jackson conta a história das artes marciais no cinema, no início comentando um pouco sobre as produções dos anos sessenta quando o gênero estava restrito as produções asiáticas e principalmente a popularização após o sucesso dos filmes Bruce Lee. 

O sucesso “Operação Dragão” em 1973, abriu o mercado ocidental para os filmes asiáticos de artes marciais, popularmente chamados de filmes de “Kung Fu”. A morte de Bruce Lee logo em seguida fez com que diversos produtores procurassem um substituto. Entre os produtores estava Raymond Chow, proprietário da “Golden Harvest” que produziu os filmes de Lee e posteriormente dezenas de longas do gênero. Nesta busca por um sucessor de Lee, apareceram atores que hoje são astros com Jackie Chan e Jet Li. 

No final dos anos setenta o gênero estava um pouco saturado, o que fez com que atores como Jackie Chan, Sammo Hung e Yuen Biao resolvessem mudar o estilo misturando as lutas com comédia, criando um espécie de briga pastelão, onde os personagens utilizavam objetos como vassouras, cadeiras e tudo que estivesse a mão como complemento as coreografias, que ficaram cada vez mais engraçadas e perigosas. Este tipo de filme transformou Jackie Chan em astro mundial, principalmente pelas cenas cada vez mais absurdas que ele criava, o que lhe causou diversas fraturas. Enquanto isso, Jet Li preferiu ficar na Ásia interpretando o herói de ação sério, chegando a Hollywood apenas no final dos anos noventa quando fez o vilão em “Máquina Mortífera 4”.

É interessante também saber um pouco mais sobre Wong Fei Hung, um mestre do Kung Fu que nasceu no século XIX, faleceu em 1924 e se tornou figura lendária da arte marcial, tendo sido interpretado dezenas de vezes nas produções de Hong Kong, inclusive por astros como Jackie Chan, Gordon Liu e Jet Li. 

Estas histórias são algumas das contadas pelos próprios envolvidos através de entrevistas que mostram curiosidades destas produções. Além dos citados, o documentário traz ainda entrevistas com o falecido David Carradine que fala da clássica série “Kung Fu” que ele protagonizou nos anos setenta, dos diretores Corey Yuen, Ronny Yu, John Woo e Ang Lee comentando sobre as produções que comandaram em Hong Kong e também com o astro canastrão Steven Seagal. 

É um ótimo documentário recomendado principalmente aos fãs do gênero.