O sucesso dos westens americanos foi tão grande no mundo, que gerou na Itália o sub-gênero chamado de "Western Spaghetti". Estes filmes geralmente eram protagonizados por algum ator americano do segundo escalão ou um italiano usando pseudônimo, inclusive pelos diretores e eram exagerados nas interpretações e nas cenas de tiroteio, onde o mocinho disparava uma quantidade enorme de balas e nunca era atingido.
Clint Eastwood em início de carreira, Lee Van Cleef e Eli Wallach foram alguns dos americanos que fizeram fama com estes filmes, mas o grande astro italiano foi Giuliano Gemma. Aqui eu cito quatro filmes estrelados por ele, sendo o principal "O Dólar Furado", primeiro grande sucesso de Gemma.
O Dólar Furado (Un Dollaro Bucato, Itália, 1965) – Nota 7
Direção – Calvin Jackson Padget (Giorgio Ferroni)
Elenco – Giuliano Gemma, Evelyn Stewart.
O soldado Gary (Giuliano Gemma) volta da guerra e resolve ajudar a população da sua cidade para matar o pistoleiro Black Jack, que assassinou várias pessoas no local. Apenas na hora do confronto ele descobrirá que o bandido é seu irmão. Este western spaghetti poderia ser apenas mais, porém se transformou num dos grandes clássicos do gênero. Neste filme Gemma usou ainda o pseudônimo de Montgomery Wood, mas com o sucesso do longa passou adotar seu verdadeiro nome nos trabalhos posteriores. O título do longa se refere a uma cena onde Gemma leva um tiro no coração mas acaba sendo salvo por uma moeda.
O Dia da Ira (Il Giorni Dell’ira, Itália, 1967) – Nota 6,5
Direção – Tonino Valeri
Elenco – Giuliano Gemma, Lee Van Cleef.
O desajeitado Scott (Giuliano Gemma) vive numa pequena cidade do velho oeste não sendo respeitado por ninguém, até que o caçador de recompensas Frank Talby (Lee Van Cleef) chega no local e os dois iniciam uma amizade. Frank está a caça de um foragido e quando sai da cidade para continuar a perseguição, leva Scott como seu aluno para ensiná-lo a se defender. Juntos enfrentarão ainda uma gangue de bandidos. Este é um dos bons faroestes italianos, que fez sucesso principalmente pela química entre o mocinho Gemma e o carrancudo Lee Van Cleef.
Dois Anjos da Pesada (Anche Gli Angeli Mangiano Fagioli, Itália, 1973) – Nota 6
Direção – E. B. Clucher (Enzo Barboni)
Elenco – Giuliano Gemma, Bud Spencer.
O lutador Charlie (Bud Spencer) e o vendedor de sorvetes Sonny (Giuliano Gemma) são amigos e acabam sendo confundidos com os assassinos de um importante gângster. Eles deixam a mentira tomar força e se fazem passar por gângsters também, o que irá gerar muitas confusões e divertidas brigas. O diretor Enzo Barboni foi o responsável por alguns filmes da dupla Bud Spencer e Terence Hill, mas aqui tem o astro Giuliano Gemma no lugar de Hill e cria uma engraçada cópia dos filmes americanos sobre a máfia. Este filme passou nos cinemas com a tradução original do título, chamada “Os Anjos Também Comem Feijão”.
O Último Samurai do Oeste (Il Bianco, Il Giallo, Il Nero, Itália, 1975) – Nota 5
Direção – Sergio Corbucci
Elenco – Giuliano Gemma, Tomas Millian, Eli Wallach.
No velho oeste o honesto advogado Black Jack Gideon (Eli Wallach) é obrigado a se juntar a um charmoso ladrão chamado Stetson (Giuliano Gemma) e ao japonês Sakura (Eli Wallach), para resgatar um pônei sagrado sequestrado por um bando de malfeitores. Enquanto o advogado procura justiça, Stetson pensa em lucrar e Sakura quer o pônei de volta. Esta estranha história que mistura faroeste e Kung Fu, copia em parte o clássico “Três Homens em Conflito”, desde o título original, até a disputa entre os três personagens principais.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Um Dia de Fúria
Um Dia de Fúria (Falling Down, EUA, 1993) – Nota 8,5
Direção – Joel Schumacher
Elenco – Michael Douglas, Robert Duvall, Barbara Hershey, Rachel Ticotin, Tuesday Weld, Frederic Forrest, Michael Paul Chan, Lois Smith, Raymond J. Barry, D. W. Moffett.
Num dia quente no meio de um terrível engarrafamento, o desempregado William Foster (Michael Douglas) abandona seu carro e resolve ir a casa da ex-esposa (Barbara Hershey) para ver a filha. A questão é o sujeito resolveu enfrentar todos os problemas do dia a dia sem medo e questionar coisas que parecem normais, mas que na realidade são grandes absurdos a que nos acostumamos. Isso irá gerar diversos conflitos que chamará a atenção da polícia, com o detetive Prendegarst (Robert Duvall) em seu último dia de trabalho tentando descobrir quem é o homem que surtou, ao mesmo tempo que precisa cuidar da esposa depressiva (Tuesday Weld).
Mesmo sendo difícil enquadrar este longa num gênero, no fundo ele é um drama extremamente inteligente ao mostrar a loucura que vivemos nas grandes cidades já há algum tempo, pois o filme já tem dezessete anos.
O personagem de Michael Douglas é o protótipo do perdedor, um sujeito de meia idade que perdeu o emprego burocrático de vários anos, não conseguiu manter a família e tem horário marcado para ver o filha, sendo triste até na aparência, vestindo camisa branca, calça social, grandes óculos e cabelo escovinha. A sua revolta nesta dia é violenta mas podemos compreender os motivos. As situações que ele passa com certeza irritariam qualquer um e mostram como as relações humanas estão cada vez mais complicadas, em virtude de dinheiro, preconceito e regras absurdas. Tenho certeza que todos já passaram por alguma das situações que ele enfrenta, como o dono de mercearia mal educado, que vê as pessoas como inimigas ou o atendente de fast food passivo-agressivo, que trata o cliente como idiota com um sorriso no rosto.
Percebo que principalmente na cultura americana a pressão para que a pessoa seja uma “vencedora” (bom emprego, esposa bonita, dinheiro, etc) vem desde a infância e isso ajuda a entender porque as vezes alguma pessoa com problemas psicológicos surta e ataca ex-companheiros de trabalho, principalmente os chefes ou casos mais extremos como o massacre de Columbine . Infelizmente esta cultura está cada mais forte aqui no Brasil, é só analisar o aumento da violência entre jovens.
No final, este filme é uma crítica profunda ao sistema em que vivemos.
Direção – Joel Schumacher
Elenco – Michael Douglas, Robert Duvall, Barbara Hershey, Rachel Ticotin, Tuesday Weld, Frederic Forrest, Michael Paul Chan, Lois Smith, Raymond J. Barry, D. W. Moffett.
Num dia quente no meio de um terrível engarrafamento, o desempregado William Foster (Michael Douglas) abandona seu carro e resolve ir a casa da ex-esposa (Barbara Hershey) para ver a filha. A questão é o sujeito resolveu enfrentar todos os problemas do dia a dia sem medo e questionar coisas que parecem normais, mas que na realidade são grandes absurdos a que nos acostumamos. Isso irá gerar diversos conflitos que chamará a atenção da polícia, com o detetive Prendegarst (Robert Duvall) em seu último dia de trabalho tentando descobrir quem é o homem que surtou, ao mesmo tempo que precisa cuidar da esposa depressiva (Tuesday Weld).
Mesmo sendo difícil enquadrar este longa num gênero, no fundo ele é um drama extremamente inteligente ao mostrar a loucura que vivemos nas grandes cidades já há algum tempo, pois o filme já tem dezessete anos.
O personagem de Michael Douglas é o protótipo do perdedor, um sujeito de meia idade que perdeu o emprego burocrático de vários anos, não conseguiu manter a família e tem horário marcado para ver o filha, sendo triste até na aparência, vestindo camisa branca, calça social, grandes óculos e cabelo escovinha. A sua revolta nesta dia é violenta mas podemos compreender os motivos. As situações que ele passa com certeza irritariam qualquer um e mostram como as relações humanas estão cada vez mais complicadas, em virtude de dinheiro, preconceito e regras absurdas. Tenho certeza que todos já passaram por alguma das situações que ele enfrenta, como o dono de mercearia mal educado, que vê as pessoas como inimigas ou o atendente de fast food passivo-agressivo, que trata o cliente como idiota com um sorriso no rosto.
Percebo que principalmente na cultura americana a pressão para que a pessoa seja uma “vencedora” (bom emprego, esposa bonita, dinheiro, etc) vem desde a infância e isso ajuda a entender porque as vezes alguma pessoa com problemas psicológicos surta e ataca ex-companheiros de trabalho, principalmente os chefes ou casos mais extremos como o massacre de Columbine . Infelizmente esta cultura está cada mais forte aqui no Brasil, é só analisar o aumento da violência entre jovens.
No final, este filme é uma crítica profunda ao sistema em que vivemos.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Não Tenho Troco
Não Tenho Troco (Quick Change, EUA, 1990) – Nota 7,5
Direção – Bill Murray & Howard Franklin
Elenco – Bill Murray, Geena Davis, Randy Quaid, Jason Robards, Phillip Bosco, Phil Hartman, Kurtwood Smith, Jack Gilpin, Jamey Sheridan, Tony Shalhoub, Stanley Tucci, Victor Argo.
Um sujeito vestido de palhaço (Bill Murray) entra em um banco e anuncia um assalto. Ele faz várias pessoas de refém e durante a negociação com o polícia faz exigências absurdas para despistar e espertamente consegue escapar junto com seus dois parceiros (Geena Davis e Randy Quaid). Este é o início de um trama simples e extremamente engraçada, principalmente pelas confusões que o trio terá de enfrentar durante a fuga, que mostrará ser mais difícil atravessar a cidade para chegar ao aeroporto do que roubar o banco.
Lembrei deste filme depois de ler a triste notícia de que o atror Randy Quaid foi preso junto com sua esposa após deixar de pagar a conta num hotel onde se hospedava. Este ator que ficou marcado por papéis em comédia, geralmente fazendo o sujeito meio bobalhão, poucas vezes teve chance de trabalhar em drama, mas mostrou que poderia ter sido melhor aproveitado quando fez pequenos papéis em “Brokeback Montauin” e “O Expresso da Meia-Noite”. Espero que consigra resolver seus problemas e retomar a carreira.
Como curiosidade, este filme é a única experiência de Bill Murray na direção.
Direção – Bill Murray & Howard Franklin
Elenco – Bill Murray, Geena Davis, Randy Quaid, Jason Robards, Phillip Bosco, Phil Hartman, Kurtwood Smith, Jack Gilpin, Jamey Sheridan, Tony Shalhoub, Stanley Tucci, Victor Argo.
Um sujeito vestido de palhaço (Bill Murray) entra em um banco e anuncia um assalto. Ele faz várias pessoas de refém e durante a negociação com o polícia faz exigências absurdas para despistar e espertamente consegue escapar junto com seus dois parceiros (Geena Davis e Randy Quaid). Este é o início de um trama simples e extremamente engraçada, principalmente pelas confusões que o trio terá de enfrentar durante a fuga, que mostrará ser mais difícil atravessar a cidade para chegar ao aeroporto do que roubar o banco.
Lembrei deste filme depois de ler a triste notícia de que o atror Randy Quaid foi preso junto com sua esposa após deixar de pagar a conta num hotel onde se hospedava. Este ator que ficou marcado por papéis em comédia, geralmente fazendo o sujeito meio bobalhão, poucas vezes teve chance de trabalhar em drama, mas mostrou que poderia ter sido melhor aproveitado quando fez pequenos papéis em “Brokeback Montauin” e “O Expresso da Meia-Noite”. Espero que consigra resolver seus problemas e retomar a carreira.
Como curiosidade, este filme é a única experiência de Bill Murray na direção.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Sexy Beast
Sexy Beast (Sexy Beast, Inglaterra, 2001) – Nota 6,5
Direção – Jonathan Glazer
Elenco – Ray Winstone, Ben Kingsley, Ian McShane, Amanda Redman, James Fox, Cavan Kendall, Julianne White, Álvaro Monje.
O ex-gângster Gail (Ray Winstone) deixou a vida de crimes para trás e se mudou com a esposa Deedee (Amanda Redman) para a Espanha, junto com outro ex-companheiro de crimes e a esposa. Sua nova vida perde a tranquilidade quando ele recebe a visita do violento Don Logan (Ben Kingsley) que faz de tudo para levá-lo de volta a Londres para um último trabalho. A princípio Don tenta convencer o ex-amigo na conversa, mas aos poucos o papo se transforma em ameaça, deixando a impressão de que Gail nçao tem saída, a não ser aceitar a proposta.
A história é simples, mas o filme ganha força nas interpretações de Ray Winstone e de um sinistro Ben Kingsley, que inclusive foi indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante por este papel.
Consta que Kingsley disse ter se baseado no seu avô para criar o personagem e se isto for verdade é provável que até hoje ele tenha pesadelos com o sujeito.
Direção – Jonathan Glazer
Elenco – Ray Winstone, Ben Kingsley, Ian McShane, Amanda Redman, James Fox, Cavan Kendall, Julianne White, Álvaro Monje.
O ex-gângster Gail (Ray Winstone) deixou a vida de crimes para trás e se mudou com a esposa Deedee (Amanda Redman) para a Espanha, junto com outro ex-companheiro de crimes e a esposa. Sua nova vida perde a tranquilidade quando ele recebe a visita do violento Don Logan (Ben Kingsley) que faz de tudo para levá-lo de volta a Londres para um último trabalho. A princípio Don tenta convencer o ex-amigo na conversa, mas aos poucos o papo se transforma em ameaça, deixando a impressão de que Gail nçao tem saída, a não ser aceitar a proposta.
A história é simples, mas o filme ganha força nas interpretações de Ray Winstone e de um sinistro Ben Kingsley, que inclusive foi indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante por este papel.
Consta que Kingsley disse ter se baseado no seu avô para criar o personagem e se isto for verdade é provável que até hoje ele tenha pesadelos com o sujeito.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A Marca da Pantera
A Marca da Pantera (Cat People, EUA, 1982) – Nota 7,5
Direção – Paul Schrader
Elenco – Nastassja Kinski, Malcolm McDowell, John Heard, Annette O’Toole, Ruby Dee, Ed Begley Jr, Scott Paulin, John Larroquette.
Após vários anos, a bela jovem Irena (Nastassja Kinski) reencontra seu irmão Paul (Malcolm McDowell) e descobre que os dois fazem parte de uma raça que se transforma em pantera quando fazem sexo e matam seus parceiros. O estranho Paul deseja a irmã e diz que ela só poderá ter relações com ele, assim como seus pais que também eram irmãos. Irena é virgem e está apaixonado pelo diretor do zoológico Oliver (John Heard), mas tem medo de consumar seu amor e matar o namorado.
Este misto de suspense e terror tem um clima sensual estranho, principalmente pelo contraste entre a beleza de Kinski e o personagem assustador de McDowell.
O longa é uma refilmagem do clássico de suspense dos anos quarenta “Sangue de Pantera”, dirigido com muito mais sugestão do que terror por Jacques Tourneur.
Direção – Paul Schrader
Elenco – Nastassja Kinski, Malcolm McDowell, John Heard, Annette O’Toole, Ruby Dee, Ed Begley Jr, Scott Paulin, John Larroquette.
Após vários anos, a bela jovem Irena (Nastassja Kinski) reencontra seu irmão Paul (Malcolm McDowell) e descobre que os dois fazem parte de uma raça que se transforma em pantera quando fazem sexo e matam seus parceiros. O estranho Paul deseja a irmã e diz que ela só poderá ter relações com ele, assim como seus pais que também eram irmãos. Irena é virgem e está apaixonado pelo diretor do zoológico Oliver (John Heard), mas tem medo de consumar seu amor e matar o namorado.
Este misto de suspense e terror tem um clima sensual estranho, principalmente pelo contraste entre a beleza de Kinski e o personagem assustador de McDowell.
O longa é uma refilmagem do clássico de suspense dos anos quarenta “Sangue de Pantera”, dirigido com muito mais sugestão do que terror por Jacques Tourneur.
domingo, 25 de abril de 2010
Terra de Ninguém
Terra de Ninguém (No Man’s Land, Bélgica, 2001) – Nota 8
Direção – Danis Tanovic
Elenco – Branko Djuric, Rene Bitorajac, Filip Sovagovic, Georgis Siatidis, Simon Callow, Katrin Cartlidge.
Durante a Guerra dos Balcãs dois soldados, o bósnio Ciki (Branko Djuric) e o sérvio Nino (Rene Bitorajac) ficam presos na mesma trincheira no meio do campo de batalha juntos com outro soldado bósnio dado como morto, Cera (Filip Sovagovic), que acorda deitado sobre uma mina terrestre, não podendo se mexer para não explodir o local. Os soldados chamam a atenção de seus grupos para tentar se salvarem e conseguem que um tanque das tropas de ONU venha ao local, mas a resolução do problema não será nada fácil.
Este drama de guerra vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro de 2001 toca em temas como a intolerância entre os povos em virtude da etnia e da religião. Sobre esta guerra por exemplo, o filme mostra os dois soldados discutindo sobre quem começou o conflito e eles nunca chegam a um acordo, a única verdade que eles acreditam é que o outro é o inimigo. Neste caso o pior ainda é que bósnios, sérvios, croatas, macedônios, eslovênios e montenegrinos viveram décadas sob o mesmo governo ditador e muitos esperavam apenas o momento da explosão de uma guerra para poder matar seu vizinho.
Outro detalhe do filme é a total ineficiência das tropas da ONU, também mostrada em outros filmes como “Hotel Ruanda”, não por culpa dos soldados, mas sim dos comandantes que colocam a política acima do ser humano, além da influência dos países ricos que se importam apenas com o valor que irão lucrar.
Direção – Danis Tanovic
Elenco – Branko Djuric, Rene Bitorajac, Filip Sovagovic, Georgis Siatidis, Simon Callow, Katrin Cartlidge.
Durante a Guerra dos Balcãs dois soldados, o bósnio Ciki (Branko Djuric) e o sérvio Nino (Rene Bitorajac) ficam presos na mesma trincheira no meio do campo de batalha juntos com outro soldado bósnio dado como morto, Cera (Filip Sovagovic), que acorda deitado sobre uma mina terrestre, não podendo se mexer para não explodir o local. Os soldados chamam a atenção de seus grupos para tentar se salvarem e conseguem que um tanque das tropas de ONU venha ao local, mas a resolução do problema não será nada fácil.
Este drama de guerra vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro de 2001 toca em temas como a intolerância entre os povos em virtude da etnia e da religião. Sobre esta guerra por exemplo, o filme mostra os dois soldados discutindo sobre quem começou o conflito e eles nunca chegam a um acordo, a única verdade que eles acreditam é que o outro é o inimigo. Neste caso o pior ainda é que bósnios, sérvios, croatas, macedônios, eslovênios e montenegrinos viveram décadas sob o mesmo governo ditador e muitos esperavam apenas o momento da explosão de uma guerra para poder matar seu vizinho.
Outro detalhe do filme é a total ineficiência das tropas da ONU, também mostrada em outros filmes como “Hotel Ruanda”, não por culpa dos soldados, mas sim dos comandantes que colocam a política acima do ser humano, além da influência dos países ricos que se importam apenas com o valor que irão lucrar.
sábado, 24 de abril de 2010
Detroit Rock City
Detroit Rock City (Detroit Rock City, EUA, 1999) – Nota 7
Direção – Adam Rifkin
Elenco – Edward Furlong, Sam Huntington, James DeBello, Giuseppe Andrews, Melanie Linskey, Natasha Lyonne, Lin Shaye, Shannon Tweed, Emmanuelle Chriqui.
Em 1978 quatro adolescentes (Edward Furlong, Sam Huntington, James DeBello e Giuseppe Andrews) vivem em Cleveland e são fãs obcecados pela banda Kiss, inclusive tendo um banda cover dos ídolos chamada Mistery. Quando o sonho dos quatro garotos de ver um show ao vivo do Kiss em Detroit está para se realizar, após eles terem ganho quatro ingressos num concurso de uma rádio, a mãe religiosa (Lyn Shaye) de um deles descobre e por achar que o Kiss era coisa do diabo, queima os ingressos. Mesmo assim os quatro decidem viajar até Detroit e encontrar alguma forma de assistir ao show, este é o início de um engraçado road movie com um trilha sonora repleta de sucessos do Kiss e do rock da época.
Recomendo está simpática para comédia principalmente para todos que gostam de rock, que com certeza irão se divertir com as piadas e as confusões que os garotos se metem para conseguir realizar o sonho de ver o Kiss ao vivo.
Como curiosidade, o título do filme é o mesmo de umas músicas mais famosas do Kiss.
Direção – Adam Rifkin
Elenco – Edward Furlong, Sam Huntington, James DeBello, Giuseppe Andrews, Melanie Linskey, Natasha Lyonne, Lin Shaye, Shannon Tweed, Emmanuelle Chriqui.
Em 1978 quatro adolescentes (Edward Furlong, Sam Huntington, James DeBello e Giuseppe Andrews) vivem em Cleveland e são fãs obcecados pela banda Kiss, inclusive tendo um banda cover dos ídolos chamada Mistery. Quando o sonho dos quatro garotos de ver um show ao vivo do Kiss em Detroit está para se realizar, após eles terem ganho quatro ingressos num concurso de uma rádio, a mãe religiosa (Lyn Shaye) de um deles descobre e por achar que o Kiss era coisa do diabo, queima os ingressos. Mesmo assim os quatro decidem viajar até Detroit e encontrar alguma forma de assistir ao show, este é o início de um engraçado road movie com um trilha sonora repleta de sucessos do Kiss e do rock da época.
Recomendo está simpática para comédia principalmente para todos que gostam de rock, que com certeza irão se divertir com as piadas e as confusões que os garotos se metem para conseguir realizar o sonho de ver o Kiss ao vivo.
Como curiosidade, o título do filme é o mesmo de umas músicas mais famosas do Kiss.
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