quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Lenhador

O Lenhador (The Woodsman, EUA, 2004) – Nota 8
Direção – Nicole Kassell
Elenco – Kevin Bacon, Kyra Sedgwick, Mos Def, Benjamin Bratt, Eve, David Alan Grier, Michael Shannon, Carlos Leon, Kevin Rice, Hannah Pilkes.

O pedófilo Walter (Kevin Bacon) deixa a prisão após cumprir doze anos e começa a enfrentar toda a dificuldade em voltar a sociedade e lutar contra seus demônios internos. Indo trabalhar em uma empresa de madeiras e com apenas seu chefe (David Alan Grier) sabendo do seu passado, ele desperta a curiosidade de duas funcionárias, a durona Vicki (Kyra Sedgwick) e a falsa e curiosa Mary Kay (Eve). Além disso ele precisa passar por sessões de terapia com um psiquiatra (Michael Shannon) e atender sempre ao sargento Lucas (Mos Def), que o vigia esperando que ele volte a cometer um crime. Com sua família afastada, a única pessoa que o procura é o cunhado (Benjamin Bratt), mas este sempre estando na defensiva, sem querer se aproximar muito.

Acredito ser este o primeiro filme que toca fundo na questão da pedofilia sem apelar para clichês e tenta fazer o espectador pensar na questão de uma outra forma. A interpretação de Kevin Bacon como o sujeito atormentado com seus erros, que tenta levar uma vida normal mas sabe que não é uma pessoa comum, é comovente e com certeza é a melhor atuação de sua carreira, apesar de ter feito bons papéis em “Sobre Meninos e Lobos” e “Garotas Selvagens”, aqui ele acerta em cheio num papel que poucos atores aceitariam.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Valente & Angel - O Anjo da Vingança









Valente (The Brave One, EUA / Austrália, 2007) – Nota 7
Direção – Neil Jordan
Elenco – Jodie Foster, Terrence Howard, Naveen Andrews, Nicky Katt, Mary Steenburgen, Jane Adams, Carmen Ejogo, Lenny Venito.

Angel – O Anjo da Vingança (Angel ou Danny Boy, Irlanda / Inglaterra, 1982) – Nota 6,5
Direção – Neil Jordan
Elenco – Stephen Rea, Marie Kean, Ray McAnally, Donal McCann.

O diretor irlandês Neil Jordan ("Entrevista com o Vampiro" e "Michael Collins") num intervalo de 25 anos fez dois filmes em países diferentes com temáticas extremamente parecidas: A vingança pelas próprias mãos.

Em "Valente", a locutora de rádio Erica Bain (Jodie Foster) apresenta um calmo programa e está noiva do médico David Kirmani (Naveen Andrews, o Said de “Lost”), mas sua vida vira de ponta cabeça quando eles são brutalmente atacados no Central Park. Após se recuperar fisicamente, Erica tenta voltar a vida mas psicologicamente está abalada. Com medo, ela resolve comprar uma arma para se defender e o acaso acaba a transformando numa espécie de vigilante, que sai a noite para caçar bandidos e tentar saciar sua sede de vingança. Ao mesmo tempo ela se aproxima do detetive Mercer (Terrence Howard), que acredita ser o justiceiro um homem.

Interessante mistura de drama com suspense e policial, que mostra Jodie Foster interpretando com competência um inusitado papel de vingadora e tenta discutir se em alguns casos a vingança seria o único caminho.

O diretor Neil Jordan estreou no cinema com o longa "Angel", tendo como personagem principal o saxofonista Danny (Stephen Rea), que testemunha o assassinato do empresário de sua banda e de uma garota surda-muda. Traumatizado, ele apaga boa parte das cenas do crime de sua memória e a única coisa que lembra são as botas ortopédicas usadas pelo assassino. Percebendo que a polícia não encontrará o criminoso e atormentado pelo ocorrido, Danny resolve procurar por conta própria o assassino e se torna um vigilante.

Além da estréia de Jordan, outro destaque do longa é a interpretação de Stephen Rea como o atormentado saxofonista.

sábado, 26 de setembro de 2009

Os Simpsons - O Filme

Os Simpsons – O Filme (The Simpsons Movie, EUA, 2007) – Nota 7,5
Direção – David Silverman
Elenco – Vozes de Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, Hank Azaria, Harry Shearer, Pamela Hayden, Tress MacNeille, Albert Brooks, Karl Wiedergott, Marcia Wallace, Tom Hanks.

Depois de quase vinte temporadas na tv, os produtores resolveram levar “Os Simpsons” ao cinema e mesmo não sendo um grande filme, foi mantido o bom nível da série e as boas piadas.

Como em todos os episódios, o início é apenas o estopim para uma história completamente diferente. Aqui Homer começa adotando um porco, que por sinal rende boas piadas, o que causa inveja em Bart e por conseqüência um desastre ambiental faz o governo intervir na cidade, sendo Homer o culpado.

A transposição para o cinema ficou legal como já escrevi, sendo nada mais que um episódio esticado, mas na minha opinião faltou um pouco mais da participação dos coadjuvantes, que são tão engraçados como a família principal, vemos pouco o palhaço Krusty, o magnata Sr. Burns e o puxa-saco Smithers e praticamente nada do diretor Skinner e dos personagens do colégio, todos estes poderiam ter sido mais bem explorados e agradado um pouco mais aos fãs da série.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Fraude & Uma Jogada de Milhões










A Fraude (Rogue Trader, Inglaterra, 1998) – Nota 7
Direção – James Dearden
Elenco – Ewan McGregor, Anna Friel, Yver Beneyton, Betsy Brantley, Nigel Lindsay, Simon Shepherd, Tim McInnerny, John Standing.

Uma Jogada de Milhões (Dealers, Inglaterra, 1989) – Nota 6
Direção – Colin Bucsey
Elenco – Paul McGann, Rebecca DeMornay, Derrick O’Connor, John Castle, Paul Guilfoyle, Rosalind Bennett, Adrian Dunbar.

Este dois longas britânicos se passam no mundo dos investimentos financeiros, onde muito dinheiro está em jogo, além personagem com egos inflados, ganância e desonestidade.

Em "A Fraude", Nick Leeson (Ewan McGregor) é um ambicioso escriturário do Banco Barings em Londres, que recebe uma oportunidade para trabalhar em Jacarta na Indonésia, onde resolve um problema e ganha como prêmio a chance de ser corretor em Cinpagura. Chegando lá ele consegue ganhar muito dinheiro na bolsa de valores logo de início, se tornando famoso dentro do banco e ganhando passe livre para outros investimentos. Em seguida ele conhece e se casa com Lisa (Ana Friel) com quem vive com um alto padrão de vida, porém seu sucesso financeiro está ligado a criação de uma conta fantasma onde ele contabiliza as perdas e cria ainda um investidor falso para manter as aparências do seu castelo de cartas.

O filme é baseado na história real do investidor britânico que levou o secular Banco Barings à falencia na década de noventa e aqui é interpretado por McGregor com toda a ganância e cara de pau que o personagem real deve ter.

Já o longa "Uma Jogada de Milhões" se passa na sucursal londrina de um grande banco americano, um operador da bolsa se mata após perder 100 milhões em uma aplicação. No auge da crise, o jovem Daniel Pascoe (Paul McGann) acredita ser ele a pessoa certa para substituir o investidor, porém fica supreso ao descobrir que o banco está trazendo para o lugar vago uma americana (Rebecca De Mornay), o que dará início a uma disputa entre os dois.

Razoável drama que tenta mostrar os bastidores e a disputa entre os operadores que trabalham em bolsa de valores e como eles esperam a jogada certa para ganhar milhões

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Edifício Master

Edifício Master (Brasil, 2002) – Nota 7,5
Direção – Eduardo Coutinho
Documentário

O diretor Eduardo Coutinho e sua equipe resolveram filmar a vida de diversos moradores do Edifício Master em Copacabana, que por muito tempo foi ponto de prostituição mas acabou sendo salvo por alguns moradores e se transformou em moradia de pessoas de classe média baixa e são estas pessoas os protagonistas deste documentário. Sendo convidado a visitar diversos apartamentos, o diretor conseguiu extrair dos moradores histórias sinceras sobre suas vidas, seus sonhos e a realidade em que vivem.

Praticamente todos os entrevistados abrem seus corações para câmera e contam histórias alegres, curiosas e tristes, muitas recheadas de saudade e outras de dor. São várias as pessoas a se destacar, como o veterano ator Fernando José que trabalhou em filmes e novelas e conta como ficou surdo de um dos ouvidos após uma falha do sonoplasta em um filme, o polêmico técnico de futebol Paulo Mata, que certa vez abaixou as calças em pleno Maracanã e acabou praticamente banido do futebol, a jovem quase adolescente que se prostitui e acha normal ou o idoso que viveu nos EUA por muitos anos, conheceu Frank Sinatra e resolve cantar emocionadamente “My Way”, entre tantas outras vidas que nos são apresentadas e nos fazem ver com clareza que a história de cada pessoa é praticamente um filme, com um roteiro cheia de alegrias, tristezas e surpresas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A. I. - Inteligência Artificial

A. I. ­– Inteligência Artificial (Artificial Intelligence: AI, EUA, 2001) – Nota 6,5
Direção – Steven Spielberg
Elenco – Haley Joel Osment, William Hurt, Frances O’Connor, Jude Law, Sam Robards, Jake Thomas, Ken Leung, Clark Gregg, Brendan Gleeson, Enrico Colantoni, Ashley Scott, Kathryn Morris.

Num futuro não tão distante, um casal (Sam Robards e Frances O’Connor) adota uma criança robô (Haley Joel Osment) em virtude do filho verdadeiro estar em coma. Após algum tempo o garoto acorda do coma retornando para casa e iniciando uma pequena batalha para ser livrar da criança robô, até que acaba conseguindo. Descartado como um produto defeituoso, o pequeno robô seria destruído, porém consegue fugir junto com um robô garoto de programa (Jude Law) e inicia uma jornada em busca do seu criador (William Hurt), com o desejo de se tornar humano.

Esta fábula que lembra o clássico “Pinóquio”, foi um projeto de Stanley Kubrick por vinte anos, porém sua morte acabou deixando o história cair nas mãos de Spielberg, que cria uma primeira metade muito boa, mostrando com qualidade o drama do casal na convivência com a criança robô e a dor da mãe em descarta-lo, porém o filme vai caindo de ritmo e chega a uma meia-hora final tendo a intenção de emocionar, mas que exagera no sentimentalismo.

Como destaque é a grande atuação do garoto Haley Joel Osment, que confirma seu talento apresentado em “O Sexto Sentido”. Agora é esperar para conferir a carreira de Osment já adulto.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Busca Implacável

Busca Implacável (Taken, França, 2008) – Nota 7,5 Direção – Pierre Morel Elenco – Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen, Leland Orser, Xander Berkeley, Jon Gries, David Warshofsky, Katie Cassidy. O ex-agente do governo Bryan Mills (Liam Neeson) se aposentou para ficar perto da filha Kim (Maggie Grace), que mora com sua ex-esposa (Famke Janssen), hoje casada com um milionário (Xander Berkeley). Tentando se aproximar mais da filha, ele com muita relutância aceita assinar uma autorização para a garota viajar a França com um amiga. Sendo taxado de paranóico pela ex-esposa, ele deixa um celular com a filha e através dele ouve a garota sendo sequestrada por homens do leste europeu. A partir daí ele põe em prática tudo o que aprendeu como agente e vai a Europa para resgata-la, mas para isso terá de enfrentar uma grande quantidade de bandidos pelo caminho. Este filme de ação cheio de pancadaria tem a mão no roteiro e na produção do mais americano dos diretores franceses, Luc Besson. Apesar da direção ser de Pierre Morel, que vem de funções técnicas em outros filmes produzidos por Besson, o filme tem a cara do diretor de “Subway” e “O Quinto Elemento”. Outro detalhe interessante é colocar Liam Neeson aos 56 anos, que há muito tempo vem sendo apenas o mentor do herói em filmes de ação, para protagonizar esta obra que bebe na fonte da Trilogia Bourne e faz lembrar da época em Neeson protagonizou o filme épico “Rob Roy” e mostrou que era muito bom nas cenas de ação. Aqui nesta nova produção ele confirma seu talento, que apesar dos furos no roteiro, não deixa de ser um bom filme de ação.