quinta-feira, 7 de novembro de 2024

O Grande Vigarista

 

O Grande Vigarista (The Apprenticeship of Duddy Kravitz, Canadá, 1974) – Nota 6,5
Direção – Ted Kotcheff
Eleno – Richard Dreyfuss, Micheline Lantot, Jack Warden, Randy Quaid, Joseph Wiseman, Denholm Elliott, Henry Ramer, Joe Silver, Alan Rosenthal.

Duddy (Richard Dreyfuss) é um jovem de família judia de classe trabalhadora que deseja realizar sonhos para ter uma vida melhor. Ele não mede esforços para colocar em prática suas ideias, mesmo as vezes entrando em conflito com familiares e amigos. 

Este esquecido longa é uma verdadeira jornada de altos e baixos de um protagonista que não é herói ou vilão, mas apenas uma pessoa com erros e acertos na busca por seus sonhos. Ele se envolve em vários empreendimentos, tem uma complicada relação com Yvette (Michelle Lanctot) e desperta vários sentimentos no espectador de acordo com suas atitudes. 

O grande destaque é a atuação de Richard Dreyfuss, que ficaria realmente famoso no ano seguinte com o lançamento do clássico “Tubarão”.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

As Pedras do Dominó

 


As Pedras do Dominó (The Domino Principle, EUA / Inglaterra, 1977) – Nota 6
Direção – Stanley Kramer
Elenco – Gene Hackman, Candice Bergen, Richard Widmark, Mickey Rooney, Edward Albert, Eli Wallach, Ken Swolford, Neva Patterson.

Tucker (Gene Hackman) é um veterano do Vietnã que está preso condenado a quinze anos por conta de um assassinato. Uma organização desconhecida envia um sujeito (Richard Widmark), que faz uma proposta para Tucker. 

Ele receberá uma nova identidade, dinheiro e uma casa, além de liberdade, para cumprir algo que a princípio é segredo. Mesmo sabendo que existe de algo de muito errado com a proposta, Tucker aceita, também para reencontrar sua esposa (Candice Bergen). 

Este filme visto hoje resulta em análises distintas. A premissa sobre conspiração, paranoia e vigilância é extremamente atual, rendendo algumas boas sequências de violência. Por outro lado, a narrativa envelheceu bastante. As sequências românticas e o ritmo irregular atrapalham a narrativa, assim como algumas soluções fáceis. 

É um filme com muito potencial, que já poderia ter rendido uma refilmagem melhor.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

A Filha Americana

 


A Filha Americana (American Daughter, Rússia / Cazaquistão, 1995) – Nota 6,5
Direção – Karen Shaknazarov
Elenco – Vladimir Mashkov, Allison Whitbeck, Mariya Shukshina, Armen Dzhigarkhanyan, Steven Epp.

Alex (Vladimir Mashkov) é um russo que viaja para San Francisco com o objetivo de reencontrar sua filha (Allison Whitbeck) que foi levada por sua ex-mulher. Ele se surpreende ao descobrir que a garotinha ainda lembra e tem saudades dele, porém a sua ex-mulher não aceita a relação. 

Karen Shaknazarov é um dos melhores diretores do cinema russo dos últimos trinta anos, responsável por bons filmes como “Tigre Branco” e “A Cidade dos Ventos”. Aqui o diretor explora um drama com pitadas de comédia e um final quase surreal. A sensível relação entre pai e filha é desenvolvida de forma natural e até com uma certa ingenuidade. 

O roteiro também flerta com as diferenças culturais e a questão da língua, já que o protagonista fala somente russo e a garotinha inglês. É um filme simpático, que vale como curiosidade para o cinéfilo que gosta de obras diferentes.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Operação Crossbow & Águias em Duelo

 


Operação Crossbow (Operation Crossbow, Inglaterra / Itália, 1965) – Nota 6,5
Direção – Michael Anderson
Elenco – George Peppard, Sophia Loren, Trevor Howard, John Mills, Tom Courtenay, Jeremy Kemp, Richard Johnson, Anthony Quayle, Lilli Palmer, Paul Henreid, Patrick Wymark.

Os ingleses desconfiam que os nazistas estão criando um tipo de avião que parece um foguete tripulado com o objetivo de bombardear Londres. Para descobrir a verdade e sabotar qualquer tipo de protótipo, os ingleses enviam um trio de espiões (George Peppard, Jeremy Kemp e Tom Courtenay) para se infiltrarem na base nazista. 

Este longa foi um do vários produzidos nos anos sessenta tentando explorar o filão da Segunda Guerra e de sucessos como “Os Canhões de Navarone”. A narrativa é morna durante dois terços da trama, para crescer na parte final quando os espiões entram em ação de verdade. 

As sequências finais na base nazista lembram um pouco os filmes de 007 da época, porém com qualidade inferior. Vale citar que a presença de Sophia Loren no elenco é pequena, sendo basicamente um chamariz criado pelo produtor italiano Carlo Ponti, que era seu marido.

Águas em Duelo (Von Richthofen and Brown, EUA, 1971) – Nota 6
Direção – Roger Corman
Elenco – John Phillip Law, Don Stroud, Barry Primus, Corin Redgrave, Hurd Hatfield, Stephen McHattie, Karen Ericson.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o barão Manfred von Richtofen (John Phillip Law) ganha fama como piloto após derrubar dezenas de aviões ingleses em combate. Seu sucesso desperta inveja em alguns oficiais alemães, entre eles um jovem Hermann Goering (Barry Primus), que seria um dos líderes nazistas na Segunda Guerra. Por outro lado, o piloto canadense Roy Brown (Don Stroud) tem o objetivo de derrubar Richtofen a todo custo. 

A grande curiosidade deste longa que tem uma boa produção e várias sequências aéreas de ação é a direção de Roger Corman. Conhecido por ser o mestre das produções de baixo orçamento, aqui ele entregou um filme bem mais caro que o normal. A história é bem detalhada, porém as atuações são fracas, principalmente dos protagonistas John Phillip Law e Don Stroud.

domingo, 3 de novembro de 2024

Armadilha

 


Armadilha (Trap, EUA / Canadá, 2024) – Nota 7
Direção – M. Night Shyamalan
Elenco – Josh Hartnett, Ariel Donoghue, Saleka Shyamalan, Alison Pill, Hayley Mills, Jonathan Langdon, Scott Mescudi, M. Night Shyamalan.

Cooper (Josh Hartnett) leva sua filha adolescente Riley (Ariel Donoghue) para ver o show de uma famosa cantora pop em um ginásio. Rapidamente, Cooper percebe algo de estranho ao ver a grande quantidade de policiais que estão no local. Também não demora para o espectador descobrir o que está acontecendo. 

Diferente de outros filmes do diretor M. Night Shyamalan em que o roteiro escondia uma enorme reviravolta para o final, aqui as respostas ficam claras desde o início. Esta escolha funciona muito bem na primeira parte dentro do ginásio, com soluções engenhosas e um bom suspense. 

Quando a trama pula para fora do show, o filme perde um pouco da força, mas mesmo assim é ainda um suspense que prende a atenção. Um detalhe curioso é a atuação de Josh Hartnett. Ele nunca foi um grande ator, mas aqui seu estilo canastrão se casa perfeitamente com o personagem.

sábado, 2 de novembro de 2024

Detetive

 


Detetive (Detective, EUA, 2005) – Nota 5,5
Direção – David S. Cass Sr.
Elenco – Tom Berenger, Annabeth Gish, Charles Durning, Rick Gomez, Frank Whalley, William Allen Young, Bruce Boxleitner, J. Karen Thomas, Renee Rizzo, Wanda De Jesus, Sean O’Bryan, Cybill Shepherd, Lee Garlington, Silas Weir Mitchell, Richard Riehle.

Três assassinatos duplos de casais de idosos colocam a equipe do sargento Ainslie (Tom Berenger) sobre pressão para encontrar um possível serial killer. As investigações levam a quatro suspeitos que demonstram desequilíbrio mental e fanatismo religioso, que podem ser os gatilhos para os crimes. 

Este longa produzido para a tv tem um premissa bastante interessante para quem gosta do gênero policial, explorando crimes com estilo de ritual. Conforme a investigação avança, o filme perde força pela narrativa que deixa a passagem do tempo confusa e o excesso de situações que pouco agregam a trama. A história desanda no clímax, que apela para um clichê com uma motivação infantil e até absurda para um dos crimes.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

A Prisão

 


A Prisão (Peurizeun, Coreia do Sul, 2017) – Nota 6,5
Direção – Hyeon Na
Elenco – Kim Rae Won, Han Suk Kyu, Jeon Bae Soo, Hyun Bong Sik, Yoon Byung Hee, Jung Gi Sub.

Um detetive (Kim Rae Won) é preso e condenado por um atropelamento e por outros crimes. Na cadeia ele descobre que o local é dominado por um chefão (Han Suk Kyu), que tem uma espécie de parceria com o diretor e alguns guardas que facilitam sua saída com comparsas para cometer roubos e voltar sem que nada tivesse acontecido.

Este longa sul-coreano tem ao mesmo tempo uma premissa criativa e um desenvolvimento repleto de clichês de filmes de prisão. As boas sequências de ação, a tensão e a violência prendem a atenção, mesmo sendo previsíveis. É um bom passatempo para quem gosta do gênero, porém totalmente esquecível.