sábado, 7 de novembro de 2020

Mayhem - Senhores do Caos

 


Mayhem – Senhores do Caos (Lords of Chaos, Inglaterra / Suécia / Noruega, 2018) – Nota 7
Direção – Jonas Akerlund
Elenco – Rory Culkin, Emory Cohen, Jack Kilmer, Sky Ferreira, Valter Skarsgard, Anthony De La Torre, Jonathan Barnwell, Sam Coleman, Wilson Gonzalez, Lucian Charles Collier.

Noruega, 1987. O jovem Oystein (Rory Culkin) assume o apelido de Euronymous e cria um banda de black metal chamada “Mayhem”. Pregando satanismo, ódio contra a religião e contra o sistema de vida no país, Euronymus faz com que vários jovens se juntem ao redor da banda. 

O que para ele seria marketing para ficar conhecido, para alguns que passam a segui-lo o ódio se transforma em um modo de vida, resultando em situações perigosas que fogem totalmente do controle. 

Inspirado em uma história real que foi descrita em livro, este longa detalha como a chamada cena do “Black Metal da Noruega” foi criada por jovens malucos e revoltados que deixaram um rastro de anarquia, crimes e violência, além de própria música é claro. 

O diretor Jonas Akerlund não poupa o espectador de sequências sangrentas, como a do suicídio e a dos crimes através de múltiplas facadas. Akerlund mostra que o sofrimento de ser morto por facadas é muito mais cruel e demorado do que o público está acostumado a ver no cinema. 

Não é um filme para todos, as pessoas mais sensíveis com certeza vão se incomodar com várias sequências.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Tolkien

 


Tolkien (Tolkien, EUA, 2019) – Nota 7,5
Direção – Dome Karukoski
Elenco – Nicholas Hoult, Lily Collins, Colm Meaney, Derek Jacobi, Craig Roberts, Harry Gilby, Pam Ferris, Patrick Gibson, Anthony Boyle, Tom Glynn Carney.

Ainda criança, o futuro escritor J.R.R. Tolkien (Harry Gilby) perde os pais e junto com o irmão fica na responsabilidade de um padre (Colm Meaney), que consegue colocá-los no lar adotivo da Sra. Faulkner (Pam Ferris). Estudando em um colégio de classe alta, Tolkien faz amizade com três colegas, criando uma espécie de clube literário. 

O desenvolvimento da trama segue o crescimento do protagonista intercalando uma segunda narrativa quando Tolkien adulto (Nicholas Hoult) está lutando na Primeira Guerra Mundial e procurando um destes amigos que possivelmente está perdido em meio a uma batalha. 

O roteiro detalha partes da vida de Tolkien de uma forma que beira a fantasia em alguns momentos, incluindo o romance com Edith (Lily Collins) e seu talento para entender e criar línguas. 

Esta escolha do diretor é com certeza inspirada nas obras fantásticas do autor, que por sinal parte deste universo é explicado por situações da vida real de Tolkien. A amizade e o romance são fundamentais em suas obras, assim como a experiência na guerra inspirou as batalhas criadas em seus livros. 

É um filme bastante interessante e didático, vale a sessão mesmo para quem não é fã das obras do autor.


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Cores da Justiça

 


Cores da Justiça (Black and Blue, EUA, 2019) – Nota 7
Direção – Deon Taylor
Elenco – Naomi Harris, Tyrese Gibson, Frank Grillo, Mike Colter, Reid Scott, Beau Knapp, Nafessa Williams, James Moses Black.

Alicia (Naomi Harris) é uma veterana que lutou no Afeganistão, mas que por outro lado é uma novata com policial de rua. Ao aceitar dobrar o turno e fazer a ronda com um parceiro desconhecido, Alicia se torna testemunha de uma disputa entre detetives corruptos e traficantes, que termina na morte dos segundos. 

Ela é obrigada a fugir para escapar dos colegas, ao mesmo tempo em que sabe que está sitiada em um violento bairro dominado pela mesma gangue que teve alguns de seus membros assassinados. 

Mesmo batida, a premissa é bastante interessante e lembra o ótimo “Dia de Treinamento” com Denzel Washington e Ethan Hawke. O problema é que o desenvolvimento da trama não é bem trabalhado, o roteiro tem furos e algumas situações se resolvem de forma fácil demais. 

E mesmo com a atriz Naomie Harris não conseguindo convencer como policial, o filme é compensado pelas ótimas sequências de ação e violência, com perseguições pelo decadente bairro e o clima de tragédia que permeia toda a narrativa. 

Vale citar alguns bons personagens para o gênero, como o policial corrupto de Frank Grillo e o balconista do mercado vivido por Tyrese Gibson que é levado para o meio da trama.

Resumindo, é um filme ruim que mesmo assim termina agradando.


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Quando Estranhos Chegam & Diamantes Malditos

 


Quando Estranhos Chegam (When Strangers Appear, Austrália / Nova Zelândia / EUA) – Nota 6
Direção – Scott Reynolds
Elenco – Radha Mitchell, Josh Lucas, Barry Watson, Kevin Anderson, Jonathan Blick, Eryn Wilson.

Beth (Radha Mitchell) é a dona de uma decadente lanchonete de beira de estrada. A rotina é quebrada quando um jovem ferido (Barry Watson) entra no local. Beth percebe que existe algo errado, mas não consegue tirar a verdade do rapaz. 

Na sequência, um carro com três sujeitos chega e o jovem fica desesperado, dizendo que eles querem matá-lo. É o início do inferno na vida de Beth, que não sabe em quem acreditar. 

Este suspense escrito e dirigido pelo neozelandês Scott Reynolds segue a linha dos filmes B do gênero. A dúvida sobre quem é o vilão não chega a empolgar, até mesmo porque fica tudo claro pouco depois da metade do filme. 

As sequências de ação e violência são razoáveis e a locação na Nova Zelândia é até bem explorada. Por outro lado, as atuações dos canastrões Josh Lucas, Barry Watson e Kevin Anderson são péssimas. A motivação para a perseguição também é mal explicada. 

O resultado é um longa totalmente esquecível.

Diamantes Malditos (Slow Burn, EUA, 2000) – Nota 5
Direção – Christian Ford
Elenco – Minnie Driver, James Spader, Josh Brolin, Stuart Wilson, Chris Mulkey.

Um casal que estava em busca de diamantes da família no Novo México é assassinado. Trinta anos depois, a filha Trina (Minnie Drive) e o amigo de seus pais Frank (Stuart Wilson) voltam a procurar os diamantes, que por um acaso são encontrados por dois ladrões (James Spader e Josh Brolin) que fugiram de um presídio no México. Quando eles se encontram, é o início de uma sucessão de alianças e traições em busca da riqueza e da sobrevivência. 

O foco principal do roteiro é explorar as reviravoltas e conflitos entre personagens desonestos. Os furos na trama e a narrativa irregular atrapalham muito o filme, que tem como destaque as locações no deserto. 

A falta de qualidade fez com que o longa fosse lançado direto em vídeo na época.


terça-feira, 3 de novembro de 2020

A Marca do Medo

 


A Marca do Medo (The Quiet Ones, Inglaterra, 2014) – Nota 6,5
Direção – John Pogue
Elenco – Jared Harris, Sam Claflin, Olivia Cooke, Erin Richards, Rory Fleck Byrne.

Universidade de Oxford, 1974. O professor Joseph Coupland (Jared Harris) ministra uma polêmica experiência envolvendo a garota Jane Harper (Olivia Cooke), que demonstra ter um perigoso transtorno psiquiátrico. 

Com auxílio de uma casal de estudantes (Erin Richards e Rory Fleck Byrne) e a contratação do cinegrafista Brian (Sam Claflin), o grupo segue para uma casa isolada após a universidade cortar a verba do professor. 

Enquanto o professor acredita somente na questão psiquiátrica, o novato Brian começa a questionar se o problema da garota seria espiritual, após fatos estranhos ocorrerem na casa. 

O filme é inspirados em fatos reais, inclusive com algumas fotos mostradas nos créditos finais. O roteiro explora uma versão do que realmente teria ocorrido na casa, com o diretor utilizando o estilo comum dos filmes de terror e suspense dos últimos anos em que boa parte das sequências são filmadas com a câmera na mão de um dos personagens. 

Uma das inspirações do filme é com certeza o superior “Invocação do Mal’, porém sem conseguir chegar perto do clima assustador daquele longa. 

Apesar das criticas ruins, este “A Marca do Medo” é razoável, tem algumas boas sequências de sustos e uma história sinistra, ideal para o gênero.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Bala Perdida

 


Bala Perdida (Balle Perdue, França, 2020) – Nota 6,5
Direção – Guillaume Pierret
Elenco – Alban Lenoir, Nicolas Duvauchelle, Ramzy Bedia, Stéfi Celma, Rod Paradot, Sebastian Lalanne.

Para ajudar um amigo endividado com traficantes, Lino (Alba Lenoir) decide participar de um roubo. O plano dá errado e ele termina na cadeia. Pouco tempo depois, ele é procurado pelo policial Charas (Ramzy Bedia), que comanda uma esquadrão que investiga o tráfico de drogas. 

Lino aceita a proposta de preparar carros envenenados para o grupo, diminuindo sua pena e passando apenas as noites na cadeia. Tudo desaba quando Lino se torna testemunha de um crime. 

O roteiro absurdo é compensado pelas ótimas sequências de perseguição de carros, pelas brigas e a correria do protagonista para tentar salvar a própria vida. O filme segue o estilo dos filmes de ação que o cinema francês vem copiando de Hollywood habitualmente, em que a trama é apenas um detalhe. 

É um filme que funciona bem para quem curte este tipo de diversão sem compromisso.


domingo, 1 de novembro de 2020

Apóstolo

 


Apóstolo (Apostle, Inglaterra / EUA, 2018) – Nota 7,5
Direção – Gareth Evans
Elenco – Dan Stevens, Michael Sheen, Lucy Boynton, Mark Lewis Jones, Paul Higgins, Kristine Froseth, Bill Milner.

Inglaterra, 1905. Um maltrapilho Thomas Richardson (Dan Stevens) é persuadido por um amigo de seu pai a resgatar sua irmã que fora sequestrada por membros de uma seita que vivem em uma ilha isolada. 

Fica claro que Thomas tem algum problema com o pai, que se nega a falar diretamente com ele. O amor fraterno faz com que ele aceita a missão e se infiltre entre os membros da estranha seita. 

O diretor Gareth Evans é conhecido pelos sensacionais filmes de ação “Operação Invasão I e II” e “Merantau” protagonizados pelo o astro da Indonésia Iko Uwais. 

Neste “Apóstolo”, Evans entrega algumas sequências bastante violentas como em seus filmes de ação, mas muda o foco para uma história que mistura drama, suspense e horror. 

Os rituais bizarros, a figura sinistra do líder vivido por Michael Sheen e a surpresa que se esconde na floresta são pontos bastante interessantes. 

Destaque também para a ambientação, o figurino e o clima de medo que permeia toda a história. 

É um filme que me surpreendeu positivamente.