quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Marshall: Igualdade e Justiça

Marshall: Igualdade e Justiça (Marshall, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Reginald Hudlin
Elenco – Chadwick Boseman, Josh Gad, Kate Hudson, Sterling K. Brown, Dan Stevens, James Cromwell, Keesha Sharp, Roger Guenveur Smith, John Magaro, Ahna O’Reilly, Derrick Baskin, Barrett Doss.

Bridgeport, Connecticut, 1940. O motorista negro Joseph Spell (Sterling K. Brown) é acusado de estuprar e tentar matar a esposa de seu patrão, a bela Eleanor Strubing (Kate Hudson). 

Para defendê-lo, a associação dos direitos dos negros envia o advogado Thurgood Marshall (Chadwick Boseman), que por ser de outra cidade, é autorizado apenas a ser assistente de outro advogado, o judeu Sam Friedman (Josh Gad), que a princípio não quer aceitar o caso, mas aos poucos se envolve totalmente na defesa de Spell. 

Baseado numa história real, este longa foca no processo que fez o advogado Thurgood Marshall ficar famoso. Nos anos sessenta, Marshall se tornaria o primeiro juiz negro da Suprema Corte Americana. O ponto principal do roteiro é o racismo que na época dividia o país, anos antes de entrar em vigor os chamados Direitos Civis. 

Apesar de alguns momentos mais tensos e de discussões fortes sobre preconceito, o filme é didático. Mesmo para quem não conhece a história, não é difícil entender o que realmente ocorreu na noite do crime, fato que vem à tona na parte final do julgamento.

É um filme competente, porém longe de ser marcante.

5 comentários:

Liliane de Paula disse...

Sua resenha me faz lembrar o filme "O sol é para todos" com Gregory Peck, filme de 1962, baseado num livro famoso de Harper Lee.
Li o livro e não tinha noção da importância desse julgamento(minha pouca idade).
O filme vi não faz muito tempo.

Preciso me policiar e não ficar vendo várias séries.
Faz confusão mesmo

Liliane de Paula disse...

Ontem comecei a vê a Série Olive Kitteridge.
Agora que começou a passar.

Hugo disse...

Liliane - Este filme lembra um pouco o clássico "O Sol é para Todos".

Você vai gostar de "Olive Kitteridge", é uma ótima minissérie.

Luli Ap disse...

Apesar de didático e previsível eu gostei da película, as atuações foram convincentes e o resultado bom.
Interessante como um advogado na época era requisitado para causas sociais e absurdo a atitude da moça em relação ao
motorista :/
O advogado judeu foi sensa!
Bjs Luli

Hugo disse...

Luli - É uma história forte sobre como a pressão social criava absurdos como a atitude da mulher em acusar o empregado.

Bjs