sábado, 16 de junho de 2018

Kalinka

Kalinka (Au Nom de Ma Fille, França / Alemanha, 2016) – Nota 7
Direção – Vincent Garenq
Elenco – Daniel Auteuil, Sebastian Koch, Marie Josée Croze, Christelle Cornil.

Marrocos, 1974. André Bamberski (Daniel Auteuil) e sua esposa Dany (Marie Josée Croze) levam uma vida tranquila ao lado do casal de filhos pequenos. 

Quando André descobre que Dany está tendo um caso com um amigo do casal, o médico alemão Dieter Krombach (Sebastian Koch), a crise se inicia. André e Danny voltam para a França, mas ele descobre tempos depois que a esposa continua se encontrando com Krombach. O casal termina se separando. 

Em 1982, André vive com outra mulher (Christelle Cornil), enquanto a ex-esposa e o amante moram na Alemanha. No verão daquele ano, os filhos já adolescentes viajam para passar as férias com a mãe. De forma estranha, a filha Kalinka morre durante uma noite. Desesperado em descobrir o que ocorreu, André inicia uma investigação acreditando que Krombach matou sua filha. A luta para provar a culpa do médico seguirá até 2009. 

Baseado numa história real, este longa foca na obsessão do pai que dedicou sua vida para buscar justiça para a filha. Do crime até a resolução do caso foram 27 anos, porém se contar desde o início da crise em 1974 seriam 35 anos de uma inacreditável história. 

Pela história ser extremamente longa, o diretor preferiu dividir a narrativa em tópicos referentes as situações mais importantes. Todo este período é condensado em menos de uma hora e meia. Isso não chega a atrapalhar o entendimento dos acontecimentos, mas termina pode deixar de lado alguns detalhes como a crise de relacionamento de André com seu filho na fase adulta e as informações sobre qual o trabalho do protagonista, que com certeza gastou uma fortuna para manter o caso vivo na justiça. 

É uma história que poderia render até uma minissérie, mas que mesmo de forma resumida merece ser conhecida pela tragédia e pelo absurdo das situações.

4 comentários:

Pedrita disse...

é absurdo mesmo o que acontece com essas inúmeros mulheres, principalmente menores de idade, estupradas continuamente anos a fio e todos sabendo, inclusive as justiças da alemanha e frança e ninguém faz nada. admirável esse pai incansável. comentei aqui http://mataharie007.blogspot.com/2018/04/kalinka.html

Hugo disse...

Pedrita - É uma história de luta por justiça.

Bjos

Luli Ap disse...

Fiquei chocada com a forma como as autoridades dos países envolvidos negociavam a condenação/liberdade do criminoso.
Fiquei tb estarrecida com o comportamento da mãe da Kalinka embora fosse óbvio que ela estivesse sob efeito de negação.
Esse pai que foi até às últimas consequências, é um verdadeiro herói, e com certeza Kalinka pode descansar em paz porque foi feita justiça.
Bjos Luli

Hugo disse...

Luli - Esse tipo de crime que envolve dois países geralmente se torna uma questão diplomática e política. As autoridades não querem comprar briga com algum país por causa de um crime crime, infelizmente funciona assim.

Bjos