quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

You, Me and the Apocalypse

You, Me and the Apocalypse (You, Me and the Apocalypse, EUA, 2015)
Criado – Iain Hollands
Elenco – Matthew Baynton, Jenna Fischer, Joel Fry, Gaia Scodellaro, Paterson Joseph, Kyle Soler, Rob Lowe, Megan Mullaly, Pauline Quirke, Diana Rigg.

Cientistas descobrem que um cometa irá colidir com a Terra daqui a trinta e quatro dias. Em meio ao desespero da população, várias pessoas tentam resolver seus problemas, sem saber que o destino os levará a um bunker subterrâneo na pequena cidade de Slough na Inglaterra. 

Este série que teve apenas uma temporada com dez episódios explora a premissa do fim do mundo para criar uma divertida história com personagens que variam de malucos a patéticos em busca da sobrevivência. A série funciona principalmente por causa dos personagens. Diferentes entre si, todos estão ligados uns aos outros de alguma forma. 

O protagonista é o desconhecido Matthew Bayton, que interpreta gêmeos que não se conhecem, sendo um o herói improvável e o outro o vilão sem escrúpulos. Entre os destaques do elenco temos a mãe (Jenna Fischer) que assume a culpa de um crime cibernético do filho, uma impagável neonazista (Megan Mullaly), além de uma jovem freira (Gaia Scodellaro) e de um padre cínico (Rob Lowe), entre outros. 

O roteiro faz rir cutucando o governo americano, o Vaticano, os falsos Messias que surgem com a chegada do fim do mundo e ainda insere uma conspiração no meio da trama. A série perde pontos por não ter um final fechado, deixando várias perguntas em aberto. Ela com certeza foi escrita pensando em uma segunda temporada, porém acabou cancelada após os dez episódios.  

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Efeito Borboleta

Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, EUA / Canadá, 2004) – Nota 7,5
Direção – Eric Bress & J. Mackye Gruber
Elenco – Ashton Kutcher, Amy Smart, Eric Stoltz, Melora Walters, Elden Henson, William Lee Scott, Ethan Suplee, Callum Keith Rennie, Cameron Bright, Logan Lerman.

Na universidade, Evan Treborn (Ashton Kutcher) sofre com apagões causados por traumas que vivenciou na infância e adolescência. Evan teve sérios problemas com o pai abusivo (Callum Keith Rennie), com um professor pervertido (Eric Stoltz), além de ser testemunha do sofrimento de Kayleigh (Amy Smart) e seu irmão Tommy (William Lee Scott), também vítimas de abusos. 

Quando ele decide reler seu diário escrito quando era adolescente, Evan descobre que de alguma maneira pode voltar ao passado para reviver os acontecimentos. O estranho dom faz com que ele acredite que possa mudar seu destino e dos amigos, porém não imagina que a primeira tentativa de "corrigir" o passado resultará em mudanças drásticas no futuro. 

O termo “Efeito Borboleta” é utilizado na “Teoria do Caos” para exemplificar de forma básica que toda ação gera uma cadeia de consequências inimagináveis. Partindo desta premissa, a dupla de diretores/roteiristas Bries & Gruber criou este divertido longa que recebeu críticas ruins, mas que fez algum sucesso no cinema e principalmente no mercado de dvd. 

Não é um filme para analisar interpretações ou buscar furos nas idas e vindas do personagem de Ashton Kutcher, o objetivo é o espectador entrar na brincadeira e no desespero do sujeito que tenta alterar o passado para remontar o presente e o futuro como se fosse um quebra-cabeça de centenas de peças que estão misturadas. Os destaques são as situações bizarras criadas cada vez que o protagonista tenta realinhar os acontecimentos. 

O filme teve duas continuações picaretas lançadas diretamente em vídeo.  

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Patch Adams - O Amor é Contagioso

Patch Adams – O Amor é Contagioso (Patch Adams, EUA, 1998) – Nota 7
Direção – Tom Shadyac
Elenco – Robin Williams, Monica Potter, Daniel London, Philip Seymour Hoffman, Bob Gunton, Josef Sommer, Irma P. Hall, Frances Lee McCain, Harve Presnell, Peter Coyote, Michael Jeter, Harold Gould.

Final dos anos sessenta. Após algumas perdas, Hunter “Patch” Adams (Robin Williams) se sente depressivo e decide se internar voluntariamente em um hospital psiquiátrico. 

Durante sua rápida estadia no hospital, ele percebe a falta de “humanidade” no atendimento aos pacientes e ao mesmo tempo como eles reagem positivamente ao terem um mínimo de atenção. 

Decidido a se tornar médico, Patch entra para a universidade e aos poucos luta para tratar os pacientes com carinho e risadas, fato que desagrada alguns colegas e principalmente o reitor (Bob Gunton). 

O verdadeiro dr Patch Adams ainda está vivo, sendo um dos grandes defensores do tratamento humanizado, do tipo em que o médico se preocupa não somente em tratar a doença, mas também mostrar empatia com o paciente. 

Pequenos detalhes como chamar o paciente pelo nome, ouvir o que ele tem a dizer e principalmente entender que ali existe uma pessoa que está sofrendo e não apenas uma problema a ser resolvido como se fosse uma máquina em manutenção fazem grande diferença.

Há alguns anos, Patch Adams veio ao Brasil e em uma entrevista citou que o filme é bem diferente do que realmente ocorreu na sua vida. Isso não chega a atrapalhar o longa, que termina passando um exemplo de solidariedade e preocupação com o próximo, valorizado pela sensível interpretação de Robin Williams.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Merantau

Merantau (Merantau, Indonésia, 2009) – Nota 7
Direção – Gareth Evans
Elenco – Iko Uwais, Sisca Jessica, Mads Koudal, Alex Abbad, Yusuf Aulia, Christine Hakim.

O jovem Yuda (Iko Uwais) deixa a casa da mãe no interior da Indonésia para tentar uma nova vida na capital Jacarta. Este tipo de situação é conhecida na Indonésia como “Merantau”, uma espécie de provação que todo jovem deve passar para se tornar um adulto. 

Ao chegar em Jacarta, o sonho de se tornar professor de uma arte marcial chamada Silat rapidamente é destruído. Yuda acaba ajudando uma jovem (Sisca Jessica) a fugir de uma quadrilha de traficantes de mulheres. Os dois se tornam alvos e ele precisará utilizar seu talento como lutador para salvar a garota. 

O diretor Gareth Evans e o astro Iko Uwais ficaram conhecidos pelos ótimos e explosivos “Operação Invasão I e II”, porém a parceria começou dois anos antes com este agitado “Merantau”.  O roteiro explora a história clássica do jovem sonhador que descobre que a vida na cidade grande é bem diferente do que imaginava, lógico que recheado de lutas e violência. 

As várias sequências de porradaria são muito bem coreografadas, lembrando um pouco o estilo de Jackie Chan ao utilizar diversos objetos como armas, porém com bem mais violência. 

O talento do ator Iko Uwais está rendendo novos filmes mais bem trabalhados e uma série chamada “Wu Assassins” que será lançada na Netflix em 2019.  É um ator/lutador para os fãs do gênero ficarem de olho.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Doentes de Amor

Doentes de Amor (The Big Sick, EUA, 2017) – Nota 8
Direção – Michael Showalter
Elenco – Kumail Nanjiani, Zoe Kazan, Holly Hunter, Ray Romano, Anupam Kher, Zenobia Shroff, Adeel Akhtar, Bo Burnham, Aidy Bryant, Kurt Braunohler.

Kumail (Kumail Nanjiani) é um paquistanês que tenta ganhar a vida como comediante de stand up.

Pertencendo a uma família tradicional, sua mãe exige que ele se case com uma garota paquistanesa, porém Kumail começa a namorar a jovem Emily (Zoe Kazan). 

O casal entra em crise algum tempo depois, mas quando Emily é internada e entra em coma por causa de uma doença desconhecida, Kumail é obrigado a repensar sua vida com a família. 

Baseado na história de vida real do ator Kumail Nanjiani, a princípio a impressão é de uma comédia despretensiosa sobre relacionamentos. Quando a garota fica doente e entram em cena seus pais vividos por Ray Romano e Holly Hunter, o longa cresce de qualidade. 

O roteiro explora de forma sóbria o relacionamento que nasce entre os pais da garota e Kumail através de diálogos afiados, valorizado pelas simpáticas atuações de Romano e Hunter. 

O filme é uma surpresa extremamente agradável, que mescla drama, comédia e bom humor na medida certa.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Em Pedaços

Em Pedaços (Aus Dem Nichts, Alemanha / França, 2017) – Nota 7,5
Direção – Fatih Akin
Elenco – Diane Kruger, Denis Moschitto, Samia Muriel Chancrin, Numan Acar, Hanna Hillsdorf, Ulrich Brandhoff, Johannes Krisch, Ulrich Tukur.

Na Alemanha, Katja (Diane Kruger) perde o marido (Numan Acar) e o filho em um atentado a bomba. 

A dor pela perda se transforma em revolta quando a polícia acredita que o atentado esteja ligado a alguma atividade ilícita do marido, que anos antes havia cumprido pena por tráfico. 

Com ajuda de um amigo advogado (Denis Moschitto), Katja tenta buscar justiça para quem sabe assim conseguir retomar sua vida. 

O roteiro escrito pelo diretor turco Faith Akin foca em vários temas atuais polêmicos, como a xenofobia, a violência e o sistema judiciário que muitas vezes premia a injustiça, independente do país. 

Akin também explora as consequências psicológicas de quem perde um ente querido, situação valorizada pela ótima atuação da bela Diane Kruger, que intercala sentimentos de tristeza, ódio e abandono. 

É uma história triste e até cruel em alguns momentos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A Lança Partida & Minha Vontade é a Lei


A Lança Partida (Broken Lance, EUA, 1954) – Nota 6,5
Direção – Edward Dmytryk
Elenco – Spencer Tracy, Robert Wagner, Jean Peters, Richard Widmark, Katy Jurado, Hugh O’Brian, Earl Holliman, Eduard Franz, E. G. Marshall.

Após três na cadeia, Joe Deveraux (Robert Wagner) ganha a liberdade. Rapidamente ele descobre que seus irmãos (Richard Widmark, Hugh O’ Brian e Earl Holliman) querem deixá-lo de fora dos negócios que eram de seu pai (Spencer Tracy).

Uma narrativa em flashback detalha porque Joe foi preso e também a difícil relação com os irmãos que eram filhos do primeiro casamento do pai, enquanto a mãe de Joe era uma índia (Katy Jurado).

Este longa é muito mais voltado para o drama do que para um western tradicional. Além da disputa entre irmãos, temos a briga do personagem de Spencer Tracy com uma empresa mineradora e o preconceito enfrentado por Joe ao namorar a bela Barbara (Jean Peters), por ser considerado um mestiço.

É um filme que hoje se mostra envelhecido pelo formato, tendo perdido um pouco da força da história. O trio Edward Dmytrky, Spencer Tracy e Robert Wagner faria um filme melhor três anos depois com a aventura dramática “A Maldição da Montanha”.

Minha Vontade é a Lei (Warlock, EUA, 1959) – Nota 7,5
Direção – Edward Dmytryk
Elenco – Henry Fonda, Richard Widmark, Anthony Quinn, Dorothy Malone, Dolores Michaels, DeForest Kelley, Wallace Ford, Tom Drake.

A população da cidade de Warlock sofre na mãos do bando de Abe McQuown (Tom Drake) e por este motivo contrata o pistoleiro Clay (Henry Fonda) para defendê-los. Clay exige como ajudante seu amigo Tom (Anthony Quinn), que tem uma problema na perna. 

Ao mesmo tempo, Johnny Gannon (Richard Widkmark) se desentende com Abe, abandona a quadrilha e se torna o xerife da cidade, mesmo tendo que ser uma espécie de auxiliar do pistoleiro Clay. 

A premissa deste western de poucos tiros e várias subtramas bebe na fonte da história de Wyatt Earp e Doc Holliday. O roteiro explora bem as complexas relações entre os personagens, inclusive com a ex-prostituta vivida por Dorothy Malone. 

É um western mais marcante pelo roteiro e as atuações do que pelas sequências de tiroteio e brigas comuns ao gênero.