domingo, 30 de novembro de 2008

E o Vento Levou

Filme Assistido nº 173
E o Vento Levou (Gone with the Wind, EUA, 1939) – Nota 10
Direção – Victor Fleming
Elenco – Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia DeHavilland, Thomas Mitchell, Barbara O’Neill, Hattie McDaniel, Butterfly McQueen, Victor Jory, Jane Darwell, Ward Bond, George Reeves, Fred Crane.

Um dos maiores dramas já feitos para o cinema, conta a história de amor e ódio entre Rhett Butler (Clark Gable) e Scarlett O’Hara (Vivien Leigh). Tudo começa pouco antes da Guerra da Secessão quando em uma festa numa grande fazenda do sul dos EUA, Scarlett é cortejada por vários homens mas acaba declarando seu amor para Ashley (Leslie Howard), que agradece mas diz estar apaixonado por Melanie (Olivia DeHavilland) com quem irá se casar. Desapontada e brava ela é abordada pelo galanteador Rhett Butler com quem entra em conflito, principalmente após este comentar que se acontecer a guerra, o sul onde eles vivem seria derrotado.

Este é apenas o início de relações que se estenderão por toda a guerra entre estes personagens, com direito a casamentos sem amor, mortes, perda de fortunas e tudo que um drama épico pode mostrar.

Com um orçamento gigante para época o produtor David O Selznick trocou várias vezes de diretor, com Victor Fleming apenas dirigindo metade do filme, que teve na condução do restante da produção nomes famosos como George Cukor, Sam Wood e o fotógrafo William Cameron Menzies.

O filme concorreu a quinze Prêmios Oscar e ganhou dez, incluíndo Melhor Filme, Direção, Atriz para Vivien Leigh e Atriz Coadjuvante para Hattie McDaniel, por sinal foi a primeira pessoa de cor negra a ganhar um Oscar.

sábado, 29 de novembro de 2008

Entre Dois Amores

Filme Assistido nº 172
Entre Dois Amores (Out of Africa, EUA, 1985) – Nota 8
Direção – Sydney Pollack
Elenco – Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Donal McCann, Michael Kitchen, Michael Gough, Suzanna Hamilton.

Este vencedor de sete Prêmios Oscar, incluíndo de Melhor Filme e Direção é um drama autobiográfico escrito por Karen Blixen (usando o pseudônimo de Isak Dinesen). Ela uma Baronesa que dirige uma fazenda de café no Quênia em 1914, é casada com o Barão Hans Blixen (Klaus Maria Brandauer) por interesse e se descobre apaixonada pela África, até que acaba se envolvendo com o caçador Denys Finch (Robert Redford).

Este clássico triângulo amoroso é contada de forma discreta pelo diretor Sydney Pollack, se apoiando no ótimo trio principal e na bela fotografia e na direção de arte que usam com maestria os cenários naturais da África.

Apesar de ser um dos vencedores de Oscar menos festejados, este filme cumpre bem seu papel de drama biográfico e histórico.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

OZ - A Vida é uma Prisão

OZ - A Vida é uma Prisão (OZ, EUA, 1997 a 2003) - Nota 9
Criado por Tom Fontana e Produzido por Barry Levinson
Elenco - Ernie Hudson, Terry Kinney, Harold Perrineau, Lee Tergesen, J. K. Simmons, Dean Winters, Rita Moreno, George Morfogen, Eammon Walker, B. D. Wong, Kirk Acevedo, Scott William Winters, Christopher Meloni, Adewale Akinnouye Agbaje, Zeljko Ivanek, Eddie Falco, Luiz Guzman, John Lurie, Austin Pendleton.

Assisti muitos filmes policiais, suspenses, ação, terror e coisas do gênero, mas poucas vezes vi em uma produção personagens tão malvados como na premiada série produzida pela HBO “Oz – A Vida é uma Prisão”. Me lembro do primeiro episódio quando foram apresentados os detentos do local, que pareciam ser iguais a personagens de outras produções sobre prisão, mas a cada episódio fomos surpreendidos com a força da interpretações e o mal enraizado na maioria deles, o que acaba deixando uma mensagem: Mesmo que a prisão seja criada com todas as condições para o infrator se regenerar isto é impossível, pois a presença daqueles que não querem mudam contaminam o restante.

A história se passa no moderno presídio de segurança máxima Oswald, chamada de “Emerald City” pelas autoridades e apelidada de “Oz” pelos detentos, é um projeto criado por Tim McManus (Terry Kinney) que com suas técnicas tenta ressocializar os condenados. Mesmo tendo o apoio do severo e honesto diretor Leo Glynn (Ernie Hudson), as diversas facções existentes dentro do presídio as poucos se armam, criam alianças e comandam o tráfico de drogas, cigarros e tudo o que for possível. Misturando isso com a corrupção dos guardas e funcionários, além da politicagem do governador James Devlin (Zeljko Ivanek de “Damages”), o projeto não chega a lugar algum e a violência continua a dominar o local.

A série é radical no modo de mostrar a convivência destes grupos, mesmo a prisão sendo limpa, bem cuidada e organizada de acordo com o projeto de McManus, isso não impede as atitudes de extrema violência, como surras, assassinatos e estupros, além de um rebelião que ocorre ao final da primeira temporada.

Um dos grupos em questão é o dos nazistas liderados pelo violento Schillinger (J. K. Simmons de “Homem-Aranha”) e durante algum tempo com apoio de Chris Keller (Christopher Meloni de “Law and Order: SVU”) um psicopata assassino, mas em virtude das alianças que se formam entre inimigos para matar outro inimigo em comum ou para dominar algo como o tráfico de mercadorias, eles acabam se tornando inimigos. Os negros são liderados por Simon Adebisi (Adewale Aakinnouoye Agbaje, o Mr. Eko de “Lost”) e por um algum tempo dominam a prisão, quando McManus tem de dividir o poder com o também negro Martin Querns (Reg E. Cathey). Os latinos tem no poder Raoul “El Cid” Hernandez (Luiz Guzman) e Enrique Morales (David Zayas), os italianos começam sendo liderados por Nino Schibetta (Tony Musante) e os muçulmanos que tinham Jefferson Keane (Leon) no início, depois seguem Karim Said (Eammon Walker).

Vale citar que ao longo das temporadas vários destes personagens morrem e são substituídos por outros tão perversos quanto. Além destes, a série tem outros personagens importantes avulsos, aqueles que precisam se cuidar sozinhos para não serem vítimas, neste caso os principais são Tobias Beecher (Lee Tergesen), que foi preso por ter atropelado uma pessoa, e chegando na cadeia é rapidamente violentado por Schillinger, com quem terá diversas brigas durante a série. Outro personagem importante é Ryan O’Reilly (Dean Winters), de descendência irlandesa e criado a base de golpes pelo pai bêbado, se tranforma numa espécie de coringa que negocia com aquele que lhe oferecer proteção ao algo em troca, além de ser o mentor de muitas vinganças no local.

Poderia citar muitos personagens que entraram e saíram da série, sendo interpretados por gente como Edie Falco (a Carmela de “Família Soprano”), Luke Perry, B. D. Wong como o Padre Mukada, a veterana Rita Moreno, entre outros, porém o personagem mais importante da série é o ladrão paraplégico Augustus Hill (Harrold Perrineau, o Michael de “Lost”), que faz o narrador dos episódios de uma forma sarcástica, uma espécie de menestrel da tragédia, que informa o “currículo” de cada novo detento.

A série que foi criada por Tom Fontana e tem produção de Barry Levinson (“Rain Man”) é um marco na tv a cabo americana e como sempre a HBO deu um passo a frente com esta série que elevou os níveis de violência e tensão ao último grau.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Enigma da Pirâmide

Filme Assistido nº 171
O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes, EUA/Inglaterra, 1985) – Nota 7,5
Direção – Barry Levinson
Elenco – Nicholas Rowe, Alan Cox, Sophie Ward, Anthony Higgins, Freddie Jones, Michael Hordern.

No final do século XIX, Sherlock Holmes (Nicholas Rowe) e Sr. Watson (Alan Cox) se conhecem ainda adolescentes em uma escola inglesa e iniciam uma amizade que se torna parceria na investigação de crimes. O primeiro caso ocorre dentro do colégio onde vários assassinatos são cometidos e estranhos rituais acontecem.

O filme tenta mostrar o que teria acontecido se a dupla de investigadores tivesse se conhecido ainda jovem e como trunfos, tem a produção de Steven Spielberg e os efeitos especiais de primeira.

Como curiosidade o ator Nicholas Rowe foi coadjuvante em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, interpretando um dos drogados que produziam e vendiam maconha, um papel bem diferente deste.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Encruzilhada

Filme Assistido nº 170
A Encruzilhada (Crossroads, EUA, 1986) – Nota 8
Direção – Walter Hill
Elenco – Ralph Macchio, Joe Seneca, Jami Gertz, Joe Morton, Robert Judd, Steve Vai, Dennis Lipscomb, Harry Carey Jr.

Um jovem músico (Ralph Macchio) apaixonado por Blues procura uma canção perdida no tempo para chegar ao sucesso e neste caminho encontra um velho músico do gênero (Joe Seneca), que ajuda o garoto, mas diz que ele mesmo só conseguiu talento após vender sua alma ao diabo. O jovem acredita na história e acaba fazendo um pacto com o capeta, que só poderá ser desfeito caso ele venca um duelo de guitarras com o próprio demo.

Este filme é obrigatório para os fãs da música, principalmente de Blues, já que história cita lendas do gênero como Robert Johnson e tem um trilha sonora maravilhosa composta pelo grande Ry Cooder, que fez a trilha de “Paris, Texas” também.

O filme tem um antológico final, na sensacional seqüência do duelo de guitarras entre Macchio e o músico Steve Vai. Com certeza é o melhor filme e interpretação de Ralph Macchio, o eterno Karatê Kid.

Também é curioso ver o diretor Walter Hill especialista em filmes policiais e de ação, no comando deste longa que é uma homenagem ao Blues.

domingo, 23 de novembro de 2008

A Ambulância e Emergência Maluca











A Ambulância (The Ambulance, EUA, 1990) - Nota 6
Direção - Larry Cohen
Elenco – Eric Roberts, James Earl Jones, Megan Gallagher, Red Buttons, Janine Turner.

Emergência Maluca (Mother, Jugs & Speed, EUA, 1976) – Nota 5,5
Direção – Peter Yates
Elenco – Raquel Welch, Bill Cosby, Harvey Keitel, Allen Garfield, L. Q. Jones, Bruce Davison, Dick Butkus, Larry Hagman, Valerie Curtin.

Vou destacar hoje dois filmes que te uma ambulância como ligação, porém são bem diferentes no gênero, mas com resultados parecidos.

Este "A Ambulância" é um suspense B que tem Eric Roberts como um sujeito que auxilia uma garota que passa mal na rua, até que ela é resgatada por uma ambulância. Preocupado e ao mesmo tempo interessado na garota, ele vai até o hospital para ver como ela está porém tem uma surpresa, ninguém no hospital sabe da garota. Intrigado ele resolveu investigar e descobre uma conspiração onde outras pessoas socorridas por uma ambulância também sumiram.

Este filme dirigido pelo especialista em suspense e terror de baixo orçamento Larry Cohen, é interessante e mantém o suspense até o final, com um bom trabalho de Eric Roberts e do sempre competente James Earl Jones.

Já "Emnergência Maluca" é uma comédia onde uma ambulância é comandada por Raquel Welch, Bill Cosby e Harvey Keitel, que tem como trabalho efetuar o socorro de acidentes na cidade de Los Angeles, mas acaba se metendo em diversas confusões no trânsito e com os pacientes.

Filme dirigido por Peter Yates que ficou famoso na década de sessenta após dirigir o clássico filme policial “Bullit”, que tinha Steve McQueen no papel principal e foi a primeira produção com uma grandiosa seqüência de perseguição de carros. Aqui nesta comédia, a correria no trânsito é o que há de melhor e tem a marca de Yates.

Como curiosidade, na época Raquel Welch era uma estrela, enquanto Bill Cosby e Harvey Keitel estavam em início de carreira.

sábado, 22 de novembro de 2008

Em Busca do Ouro

Filme Assistido nº 168
Em Busca do Ouro (The Gold Rush, EUA, 1925) – Nota 9
Direção – Charles Chaplin
Elenco – Charles Chaplin, Georgia Hale, Mack Swain, Tom Murray.

Grande clássico de Chaplin interpretando um vagabundo que segue para o Alasca tentando encontrar ouro e durante o caminho faz amizade com Big Jim McKay (Mack Swain) e os dois seguem em busca da fortuna.

Com em grande parte dos seus filmes, Chaplin se apaixona para uma garota (Geórgia Hale) e cria seqüências maravilhosas, como a famosa dança dos pãezinhos e as cenas em que ele e o amigo morrendo de fome, comem suas botas como se fosse uma grande refeição e depois disso o amigo começa a persegui-lo alucinado pela fome, pensando que o vagabundo é um frango.

Como todo filme de Chaplin, é uma aula de cinema e um prazer para o coração de todos que assistem.