quinta-feira, 7 de abril de 2022

A Crônica Francesa

 


A Crônica Francesa (The French Dispatch, EUA / Alemanha, 2021) – Nota 6
Direção – Wes Anderson
Elenco – Bill Murray, Tilda Swinton, Benicio Del Toto, Adrien Brody, Léa Seydoux, Frances McDormand, Timothée Chalamet, Lyna Khoudry, Jeffrey Wright, Matheu Amalric, Steve Park, Owen Wilson, Bob Balaban, Henry Winkler, Tony Revolori, Denis Ménochet, Larry Pine, Christoph Waltz, Cecile de France, Guillaume Gallienne, Rupert Friend, Alex Lawther, Hippolyte Girardot, Liev Schreiber, Willem Dafoe, Edward Norton, Saoirse Ronan, Elisabet Moss, Jason Schwartzman, Fisher Stevens, Griffin Dunne, Damien Bonnard, Anjelica Huston.

Em uma cidade francesca, um grupo de jornalistas tenta publicar a última edição de uma revista após a morte de seu editor (Bill Murray). O roteiro escrito pelo diretor Wes Anderson detalha quatro histórias inusitadas com personagens estranhos que se envolvem em situações incomuns. 

Elogiado pela crítica desde que iniciou a carreira em meados dos anos noventa, Wes Anderson sempre se destacou pela belíssima e criativa parte técnica de seus trabalhos. A utilização de cores, formatos e figurinos marcantes lembram o mundo das fábulas. 

Mesmo com este talento, considero apenas “Moonrise Kindgom” e “O Grande Hotel Budapeste” como grandes filmes do diretor ao mesclar esta criatividade com histórias interessantes e personagens bem desenvolvidos. 

Este “A Crônica Francesa” continua sensacional na parte técnica, porém entrega histórias cansativas e desinteressantes. A tentativa de fazer uma crítica ao mundo da arte e também ao jornalismo com toques de política não funciona É uma pena, pois o ótimo elenco com diversos atores a atrizes que são parceiros habituais de Anderson terminam desperdiçados.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Alerta Vermelho

 


Alerta Vermelho (Red Notice, EUA, 2021) – Nota 5
Direção – Rawson Marshall Thurber
Elenco – Dwayne Johnson, Ryan Reynolds, Gal Gadot, Ritu Arya, Chris Diamantopoulos.

John Hartley (Dwayne Johnson) é um analista do FBI especialista em obras de arte. Nolan Booth (Ryan Reynolds) é o ladrão que deseja um ovo de ouro que pertenceu a Cleópatra. No meio da disputa entre os sujeitos aparece a misteriosa personagem chamada de Bispo (Gal Gadot), que está sempre um passo à frente. 

Esta aventura descerebrada que mistura ideias dos filmes de James Bond e Indiana Jones é o típico blockbuster vazio. Sendo a produção mais cara da história da Netflix, fica claro que o dinheiro foi todo gasto com o salário do trio principal e as sequências de ação absurdas, deixando de lado o roteiro. 

Os diálogos são sofríveis, assim como o desenvolvimento dos personagens e a ridícula reviravolta perto do final, que ainda deixa um gancho para uma sequência. É uma pena, com um orçamento tão alto era possível criar sequências de ação melhores, sem tanto exagero e um roteiro minimamente decente.

terça-feira, 5 de abril de 2022

No Man of God

 


No Man of God (No Man of God, EUA, 2021) – Nota 7
Direção – Amber Sealey
Elenco – Elijah Wood, Luke Kirby, Aleksa Paladino, Robert Patrick, W. Earl Brown, Christian Clemenson.

Em 1985, o FBI havia montado uma equipe de psicólogos para analisar o comportamento de assassinos com o objetivo de conseguir informações que poderiam ser utilizadas em investigações deste tipo de crime. 

Neste contexto, o analista Bill Hagmaier (Elijah Wood) decide tentar entrevistar o serial killer Ted Bundy (Luke Kirby), que normalmente não aceitava falar com policiais ou agentes do FBI. Após uma troca de cartas, Bundy aceita conversar com Hagmaier, dando início a uma estranha relação que seguiu até o criminoso ser executado. 

Baseado em uma história real, este longa detalha como os analistas do FBI utilizaram os próprios assassinos como base para tentar entender o comportamento violento, assim como busca mostrar o lado humano de um psicopata como Bundy. 

As conversas entre os protagonistas são bastante interessantes sobre até que ponto uma fantasia violenta pode ser tornar realidade, ou seja, o que faz um sujeito atravessar esta linha imaginária que não tem volta. 

Se Elijah Wood tem um atuação básica, o destaque fica para o Bundy inteligente e manipulador vivido por Luke Kirby. 

É um filme que se casa bem com a série “Mindhunter”, que apesar de ter sido cancelada, tem duas boas temporadas sobre o mesmo tema.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Missão Resgate

 


Missão Resgate (The Ice Road, EUA / Canadá, 2021) – Nota 6,5
Direção – Jonathan Hensleigh
Elenco – Liam Neeson, Marcus Thomas, Laurence Fishburne, Amber Midthunder, Benjamin Walker, Holt McCallany, Martin Sensmeier, Matt McCoy, Matt Salinger, Chad Bruce, Bradley Sawatzky.

Mike (Liam Neeson) é um caminhoneiro que perde o emprego após defender seu irmão Gurty (Marcus Thomas), que sofre de problemas mentais causados por sua participação na Guerra do Iraque. 

Em paralelo, um acidente em uma mina nas montanhas geladas do Canadá obriga a empresa de perfuração a enviar uma espécie de broca gigante para abrir caminho e quem saber salvar os mineiros. A única forma de transportar a broca é com um caminhão. 

Mike e Gurty se voluntariam para o trabalho junto com outras duas pessoas que utilizarão seus caminhões para atravessarem as estradas sobre o gelo. 

A premissa lembra o clássico francês “Salário do Medo” e sua versão americana “Comboio do Medo”, mudando a localização da quente América Central para a gelada região norte do Canadá. 

Além dos perigos da estada gelada, os protagonistas também precisam enfrentar um vilão para chegar a tempo na mina. 

As cenas de ação e suspense com os caminhões são bem feitas, assim como as bonitas locações, o que ajuda a superar a trama previsível e o final onde tudo se resolve com muita facilidade.

domingo, 3 de abril de 2022

The Dry

 


The Dry (The Dry, EUA / Austrália, 2020) – Nota 7
Direção – Robert Connolly
Elenco – Eric Bana, Genevieve O’Reilly, Keir O’Donnell, John Polson, Julia Blake, Bruce Spence, William Zappa, Matt Nable, James Frecheville.

Após vinte anos, Aaron Falk (Eric Bana) volta para sua cidade natal no interior da Austrália que sofre com uma terrível seca para o funeral de um amigo que aparentemente matou esposa, filha e cometeu suicídio. 

Aaron que é policial em Melbourne, também é mal visto por alguns moradores que acreditam que ele foi o responsável pela morte de uma garota quando era adolescente. Este caldeirão de emoções e as lembranças do passado levam Aaron a buscar respostas para os dois casos. 

Esta competente mistura de drama e policial intercala sequências da investigação atual e do reencontro do protagonista com velhos conhecidos com flashbacks de quando alguns fatos levaram à morte da adolescente. 

O desenvolvimento da trama entregando pequenos detalhes até chegar a solução dos casos prende a atenção. Destaque também para as locações no árida cidade australiana castigada pela falta de chuvas.

sábado, 2 de abril de 2022

Lara

 


Lara (Lara, Alemanha, 2019) – Nota 7
Direção – Jan Ole Gerster
Elenco – Corinna Harfouch, Tom Schilling, Rainer Bock, Mala Emde, Gudrun Ritter, Volkmar Kleinert.

No dia em que completa sessenta anos de idade, Lara Jenkins (Corinna Harfouch) também se prepara para ver a estreia de uma apresentação solo de seu filho (Tom Schilling) que é pianista. 

O que na teoria seria um dia de alegria, na verdade resulta em uma sequência de situações desagradáveis ligadas ao temperamento e ao caráter da protagonista. 

De uma forma bastante simples, este filme poderia ser resumida pela frase “colhemos o que plantamos”. A cada pessoa que a protagonista encontra durante o dia, pequenos pedaços de sua personalidade e de seus erros vem à tona. 

Destaque para a atuação de Corinna Harfouch, que luta contra os seus verdadeiros sentimentos para tentar transformar aquele dia em algo perfeito. 

E um filme que faz pensar sobre como somos vistos pelos outros e principalmente como nossas atitudes impactam em quem está ao redor.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Sem Fôlego

 


Sem Fôlego (Wonderstruck, EUA, 2017) – Nota 6
Direção – Todd Haynes
Elenco – Oakes Fegley, Milicent Simmonds, Julianne Moore, Michelle Williams, Jaden Michael, Tom Noonan, Amy Hargreaves, Cory Michael Smith, James Urbaniak, Damian Young.

A vida de duas crianças em épocas diferentes se desenvolvem de forma muita parecida. Em 1927, a garotinha Rose (Milicent Simmonds), que é surda-muda, decide sair de Hoboken em Nova Jersey para Nova York com o objetivo de encontrar uma famosa atriz (Julianne Moore) com quem tem uma ligação. Em 1977, o garoto Ben (Oakes Fegley) foge de casa e viaja sozinho até Nova York para procurar o pai que ele não conhece. 

A interessante premissa que conta histórias paralelas semelhantes perde um pouco da força na previsibilidade das jornadas e na falta de emoção, até mesmo na sequência que seria o clímax. O destaque fica para a atuação das crianças, inclusive uma terceira personagem vivida por Jaden Michael que entra no meio da trama. 

É basicamente um filme para a família, simpático e esquecível.