sábado, 7 de setembro de 2019

Culpa

Culpa (Den Skyldige, Dinamarca, 2018) – Nota 8
Direção – Gustav Moller
Elenco – Jakob Cedergren, Jessica Dinnage, Omar Shargawi, Johan Olsen, Katinka Evers Jahnsen.

Asger (Jakob Cedergren) é um policial que foi afastado de suas funções e está sob investigação. Ele foi designado para atender ligações no setor de emergência da polícia. 

Ao atender o chamado de uma mulher que está sendo sequestrada, Asger vai além de sua função atual para ajudá-la, vendo a chance diminuir a culpa que carrega pelo erro que causou seu afastamento das ruas. 

Esta produção dinamarquesa com menos de uma hora e meia de duração prende a atenção do espectador utilizando apenas a central de atendimento da polícia como cenário. 

Mesmo com alguns personagens trabalhando no mesmo local, as interações importantes do protagonista são com pessoas do outro lado da linha telefônica. Ele utiliza toda sua experiência para tentar direcionar a investigação e assim salvar a mulher sequestrada. 

O inteligente roteiro revela aos poucos algumas surpresas que mudam completamente a percepção do público e do protagonista. 

É um filme simples, produzido com poucos recursos, mas com uma extrema competência que merece ser conhecido.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Vingança a Sangue Frio

Vingança a Sangue-Frio (Cold Pursuit, EUA / Noruega / Canadá / EUA / França / Alemanha, 2019) – Nota 6,5
Direção – Hans Petter Moland
Elenco – Liam Neeson, Laura Dern, Tom Bateman, John Doman, Emmy Rossum, Domenick Lombardozzi, William Forsythe, Elizabeth Thai, David O’Hara, Gus Halper, Tom Jackson.

Nels Coxman (Liam Neeson) ganha o título de cidadão do ano na pequena cidade gelada em que vive com a esposa (Laura Dern). Quando chega a notícia de que seu filho morreu de overdose, Nels não acredita. 

Inconformado com a falta de interesse da polícia, ele decide investigar por conta própria e descobre que o filho fora assassinado por uma quadrilha de traficantes. Não tendo como provar o fato, ele inicia sua vingança pessoal. 

Este longa é uma refilmagem do ótimo “O Cidadão do Ano” dirigido pelo mesmo Hans Petter Moland deste remake. Para quem não viu o original, este novo filme parecerá melhor do que realmente é. 

Moland utiliza dos mesmos elementos criativos do original. Temos uma espécie de lápide virtual que escurece a tela cada vez que um personagem é assassinado, todos os bandidos tem algum apelido e vários diálogos fogem do lugar comum. O problema é que para quem viu o original, todas estas situações são repetições, sem surpresas. 

Novamente Liam Neeson interpreta o herói durão e solitário.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Viper Club

Viper Club (Viper Club, EUA, 2018) – Nota 6,5
Direção – Maryam Keshavarz
Elenco – Susan Sarandon, Matt Bomer, Edie Falco, Lola Kirke, Julian Morris, Sheila Vand, Amir Malaklou, Adepero Oduye.

Helen (Susan Sarandon) é uma experiente enfermeira que sofre por seu filho Andy (Julian Morris) ter sido sequestrado pelo Estado Islâmico na Síria. Andy é um jornalista independente que cobria a guerra na região. 

Sem ter respostas claras do FBI e do Departamento de Estado, Helen é procurada por um amigo do filho (Matt Bomer) que tem contato com um grupo clandestino chamado “Viper Club”, que trabalha tentando resgatar jornalistas que são sequestrados em zonas de guerra. 

Apesar das críticas ruins, muito pelo ritmo lento, este longa apresenta ideias interessantes. O ponto principal é a questão do amor de mãe, que geralmente move montanhas para ajudar o filho ou filhos. 

A questão política também é importante ao mostrar que a forma como as autoridades lidam com este tipo de situação varia de acordo com a posição dos envolvidos. 

O filme ainda insere pitadas do perigo enfrentado por jornalistas que buscam notícias em meio a guerra. 

Não chega a ser um filme marcante, mas está longe de ser ruim.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Atentado ao Hotel Taj Mahal

Atentado ao Hotel Taj Mahal (Hotel Mumbai, Índia / Austrália / EUA, 2018) – Nota 7,5
Direção – Anthony Maras
Elenco – Dev Patel, Armie Hammer, Anupam Kher, Jason Isaacs, Nazanin Boniadi, Tilda Cobham Hervey.

Mumbai, Índia, 2008. Um grupo de terroristas paquistaneses ataca diversos locais na cidade, porém tendo como alvo principal o luxuoso Hotel Taj Mahal. 

Quatro terroristas armados tomam o local matando todas as pessoas que cruzam seu caminho. Um grupo de hóspedes e funcionários se escondem na cozinha, porém a falta de policiais qualificados para enfrentar a situação faz com que a espera seja interminável. 

Baseado em uma terrível história real, este competente longa de ação consegue passar todo o desespero enfrentado pela vítimas. O roteiro escrito pelo diretor estreante Anthony Maras destaca alguns personagens em meio ao caos. 

O garçom indiano (Dev Patel) que se transforma em herói improvável, o chef de cozinha (Anupam Kher) que lidera o grupo de sobreviventes, um mafioso russo (Jason Isaacs) e um casal de milionários (Armie Hammer e Nazanin Boniadi). 

Os terroristas são mostrados como jovens raivosos e ignorantes que acreditam estar lutando contra um “Grande Mal” e que durante toda a ação recebem ordens dos mandantes pelo celular. 

O diretor consegue explorar muito bem o enorme hotel para criar sequências de ação e suspense, resultando em um filme marcante que agradará aos fãs do gênero.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Leal

Leal (Leal, Solo Hay Una Forma de Vivir, Paraguai / Argentina, 2018) – Nota 6
Direção – Rodrigo Salomón & Pietro Scappini
Elenco – Luis Aguirre, Andrea  Quattrocchi, Felix Medina, Silvio Rodas, Andrea Frigerio, Bruno Sosa, Gonzalo Vivanco.

Um coronel aposentado (Silvio Rodas) é convidado pelo presidente do Paraguai para assumir o Ministério Antidrogas. Com carta branca, o coronel designa dois agentes de campo (Luis Aguirre e Felix Medina) para montar um grupo especial com o objetivo de combater o narcotráfico no país. 

Esta co-produção de baixo orçamento entre Paraguai e Argentina que diz ser baseada numa história real segue a linha dos filmes americanos do gênero, em alguns momento lembrando a série “Narcos”, porém com uma qualidade bem inferior. 

Os pontos altos são a forma como a inteligência de uma agente (Andrea Quattrocchi) analisa as pistas na investigação e as sequências de ação que se mostram simples e competentes. Por outro lado, as atuações são quase amadoras, incluindo um personagem caricato que fala em portunhol. 

A escolha da dupla de diretores em utilizar cortes rápidos e sequências com as imagens desfocadas se mostram estranhas. Como curiosidade, nomes de jogadores de futebol do Brasil são citados em uma sequência importante e criativa. 

É um filme que vale a sessão como curiosidade para quem gosta do gênero sem exigir muito.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Megatubarão

Megatubarão (The Meg, EUA / China, 2018) – Nota 5,5
Direção – Jon Turteltaub
Elenco – Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson, Cliff Curtis, Winston Chao, Shuya Sophia Cai, Ruby Rose, Page Kennedy, Robert Taylor, Olafur Darri Olafsson, Masi Oka, Jessica McNamee.

Uma avançado laboratório marinho liderado pelo Dr Zhang (Winston Chao) envia uma espécie de sonda tripulada para desbravar o fundo do Oceano Pacífico. 

O que eles não esperavam era encontrar um gigantesco tubarão pré-histórico ainda vivo. Para tentar salvar a sonda, Zhang chama o explorador aposentado Jonas Taylor (Jason Statham), que é taxado como maluco por acreditar ter sido atacado por uma criatura marinha desconhecida. 

O roteiro explora todos os clichês possíveis dos filmes de ação. Protagonista beberrão e rebelde que carrega um trauma, milionário canalha (Rainn Wilson), a filha do cientista que deseja provar seu valor (Bingbing Li) e até uma garotinha prodígio (Shuya Sophia Cai), além é claro das reviravoltas batidas, dos discursos emotivos e rasos e por fim os diálogos engraçadinhos. 

A primeira parte que foca na tentativa de resgate é o melhor do filme. O tubarão demora uma hora para aparecer, com os sustos sendo criados com suspense. Depois que o monstro surge, o longa se transforma em um amontoado de efeitos especiais. 

É mais um blockbuster que desperdiça uma boa premissa.

domingo, 1 de setembro de 2019

All Summers End

All Summers End (All Summers End, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Kyle Wilamowski
Elenco – Tye Sheridan, Kaitlyn Dever, Pablo Schreiber, Annabeth Gish, Paula Malcomson, Austin Abrams, Beau Mirchoff, Ryan Lee, Bill Sage.

Ao ver o filho adolescente atraído por uma garota, Conrad (Pablo Schreiber) relembra o verão de quando tinha treze anos. 

A trama volta para os anos oitenta, quando o garoto Conrad (Tye Sheridan) se apaixona por Grace (Kaitlyn Dever) durante as férias de verão. 

A descoberta do amor e a farra com os amigos são interrompidas por um fato que mudará completamente a vida dos envolvidos. 

O roteiro escrito pelo diretor estreante Kyle Wilamowski explora temas comuns aos dramas adolescentes como o primeiro amor, as dificuldades de relacionamento com os pais e a imaturidade. 

O clima de nostalgia é outro ponto positivo, principalmente aos olhos de quem viveu os anos oitenta, época em que as aventuras na rua era o passatempo preferido dos adolescentes. 

Vale citar ainda a química entre os promissores Tye Sheridan e Kaitlyn Dever, que a cada novo trabalho demonstram talento para seguirem carreiras de sucesso. 

O resultado é um filme simples, sensível e triste em alguns momentos.