terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O Desaparecimento de Sidney Hall

O Desaparecimento de Sidney Hall (Sidney Hall, EUA, 2017) – Nota 7,5
Direção – Shawn Christensen
Elenco – Logan Lerman, Elle Fanning, Kyle Chandler, Michelle Monaghan, Blake Jenner, Nathan Lane, Tim Blake Nelson, Yahya Abdul Mateen II, Margaret Qualley.

O roteiro escrito pelo diretor Shawn Christensen em parceria com Jason Dolan divide a narrativa em três épocas diferentes de forma não linear para contar a história de vida do jovem escritor Sidney Hall (Logan Lerman). 

A primeira narrativa detalha a adolescência de Sidney, quando ele sofre com o difícil relacionamento com a mãe (Michelle Monaghan), começa um relacionamento com a vizinha Melody (Elle Fanning) e se envolve numa complicada história com o atleta Brett (Blake Jenner). 

A segunda narrativa segue o sucesso de Sidney como escritor, ao mesmo tempo em que passa por uma crise no casamento e enfrenta problemas psicológicos. O terceiro segmento ocorre nos dias atuais, quando um sujeito (Kyle Chandler) investiga o paradeiro de Sidney, que desapareceu há alguns anos sem deixar pistas. 

O longa segue o estilo dos filmes biográficos, com um personagem principal extremamente brilhante e ao mesmo com personalidade complexa, com o detalhe de tudo aqui ser apenas ficção. 

O roteiro esconde algumas pequenas surpresas que vão sendo reveladas aos poucos e que terminam por encaixar as três narrativas. 

O jovem Logan Lerman mostra novamente seu talento para papéis dramáticos e o eterno coadjuvante Kyle Chandler também defende muito seu importante papel. 

O resultado é um bom drama que foca em um protagonista excêntrico.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Barry

Barry (Barry, EUA, 2018)
Criadores – Bill Hader & Alex Berg
Elenco – Bill Hader, Stephen Root, Sarah Goldberg, Henry Winkler, Glenn Fleshler, Anthony Carrigan, Paula Newsome, John Pirruccello, Chris Marquette, Mark Ivanir.

Barry (Bill Hader) é um ex-militar que “trabalha” como assassino profissional. Depressivo e entediado com seu trabalho, Barry pensa em se aposentar, fato que não agrada seu empresário no ramo de assassinatos (Stephen Root). 

Ao seguir o que seria sua próxima vítima, Barry descobre que o sujeito faz parte de um grupo de teatro amador. O assassino fica curioso quanto ao curso e vê a chance de mudar de carreira. Logo, ele se apaixona por uma colega de curso (Sarah Goldberg), mas também precisa lidar com mafiosos chechenos que o contrataram para o serviço. 

Esta série com oito episódios de trinta minutos cada mistura humor negro e drama de forma competente. O que poderia ser uma sitcom rasteira se revela uma série mais profunda do que a simples premissa do assassino em crise. 

Ao mesmo tempo em que a série faz rir com situações bizarras envolvendo os mafiosos chechenos, principalmente os impagáveis Anthony Corrigan como o bandido educado e Mark Ivanir interpretando um psicopata, o lado dramático fica por conta das sequências no teatro. 

Mesmo sofrendo por querer abandonar o crime, o personagem de Bill Hader se sente mais à vontade matando do que tentando atuar. As cenas em que ele “explode” no teatro são um espécie de catarse em que o professor vivido pelo veterano Henry Winkler se surpreende com a atuação realista do novo ator. 

Os coadjuvantes bizarros, a trama policial envolvendo mafiosos chechenos e bolivianos e as cenas de violência lembram a ótima “Breaking Bad”. 

A segunda temporada deverá ser produzida e lançada em 2019. Agora é esperar.

domingo, 6 de janeiro de 2019

O Guarda

O Guarda (The Guard, Irlanda, 2011) – Nota 6,5
Direção – John Michael McDonagh
Elenco – Brendan Gleeson, Don Cheadle, Liam Cunningham, Mark Strong, Fionnula Flanagan, Rory Keenan, David Wilmot, Katarina Cas.

Um traficante é encontrado morto em uma pequena cidade da Irlanda. O excêntrico guarda Gerry Boyle (Brendan Gleeson) investiga o caso sem muito esforço, até que chega na cidade o agente do FBI Wendell Everett (Don Cheadle), que está seguindo a pista de outros três traficantes ligados à vítima. É o início de uma confusa investigação. 

O roteiro escrito pelo diretor John Michael McDonagh (do drama “Calvário” também com Brendan Gleeson como protagonista) beira o humor negro. O guarda vivido por Gleeson é o típico irlandês beberrão que fala o que pensa, sem se importar se está ofendendo quem está ao seu lado. Muitas de suas falas são piadas involuntárias e politicamente incorretas, quase sempre tendo o personagem de Don Cheadle como alvo. 

O destaque do filme são os diálogos, enquanto a trama é puro clichês e as cenas de violência são exageradas de forma proposital. É um filme indicado para quem curte obras estranhas.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Experimentos

Experimentos (Experimenter, EUA, 2015) – Nota 6,5
Direção – Michael Almereyda
Elenco – Peter Sarsgaard, Winona Ryder, Jim Gaffigan, Edoardo Ballerini, John Palladino, Anthony Edwards, John Leguizamo, Anton Yelchin, Taryn Manning, Ned Eisenberg, Tom Farrell, Lori Singer, Josh Hamilton, Vondie Curtis Hall, Kellan Lutz, Dennis Haysbert.

Em 1961, o psicólogo Stanley Milgram (Peter Sarsgaard) comandou um experimento em que uma pessoa era responsável por dar um choque elétrico em outra que errasse a resposta de questões sobre memória. 

Milgram e seus auxiliares escondiam da pessoa que “apertava o botão” que os choques eram falsos, na verdade o objetivo era analisar a questão da obediência cega. 

Milgram queria entender como os nazistas conseguiram que milhares de soldados cometessem crimes de guerra baseados apenas na obediência a um superior. 

O roteiro seleciona momentos da vida profissional de Milgram após o tal experimento e como isso impactou sua carreira, principalmente por causa de colegas de profissão que o acusaram de falta de ética por enganar os participantes. 

Entender os resultados da experiência se mostra mais interessante do que o filme, que apresenta uma narrativa fria, além de vários pulos no tempo. 

Por outro lado, o diretor Michael Almereyda acerta ao colocar o protagonista conversando direto com o espectador para explicar seus pensamentos e suas experiências. 

É um filme indicado para quem tem curiosidade e interesse em psicologia e análise de comportamento.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A Exceção

A Exceção (The Exception, Inglaterra / EUA, 2016) – Nota 6,5
Direção – David Leveaux
Elenco – Jai Courtney, Christopher Plummer, Lily James, Janet McTeer, Ben Daniels, Eddie Marsan, Mark Dexter.

Os nazistas invadem a Holanda em 1940 e enviam o capitão Stefan Brandt (Jai Courtney) para ser o responsável pela segurança do antigo rei alemão Wilhem II (Christopher Plummer) que vive no país com a esposa (Janet McTeer) desde que abdicou do trono.

Brandt encontra um homem que se considera injustiçado pela história e que sonha em voltar a reinar na Alemanha. Em paralelo, ele se envolve com a empregada holandesa Mieke (Lily James), a princípio sem saber que ela é uma espiã inglesa.

O roteiro que é baseado em um livro utiliza personagens reais como Kaiser alemão Wilhem II e o nazista Heinrich Himmler (Eddie Marsan) em uma trama de ficção.

O suspense em relação a espionagem é raso, assim como o romance entre o oficial nazista e a empregada.

O ponto principal é a interpretação do veteraníssimo Christopher Plummer, que passa toda a frustração de alguém que ainda acredita que possa mudar seu destino, mesmo estando no final da vida.

A história em momento algum engrena, resultando em uma obra apenas razoável.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Godless

Godless (Godless, EUA, 2017) – Nota 7
Direção – Scott Frank
Elenco – Jack O’Connell, Michelle Dockery, Scoot McNairy, Jeff Daniels, Sam Waterston, Merrit Wever, Thomas Brodie Sangster, Tantoo Cardinal, Jeremy Bob, Kim Coates.

Na década de 1880, o jovem pistoleiro Roy Goode (Jack O’Connell) se revolta com as atrocidades cometidas pelo bando do violento Frank Griffin (Jeff Daniels), que é uma espécie de segundo pai para ele. 

Após ferir Frank e matar alguns de seus homens, Roy foge para a pequena cidade de La Belle, local onde quase toda a população masculina morreu em um acidente numa mina. 

A chegada de Roy chama a atenção do xerife Bill McNue (Scoot McNairy), que rapidamente percebe o perigo da situação. Enquanto Roy estiver na cidade, o local poderá se tornar alvo de Griffin. 

Ao mesmo tempo em que esta minissérie apresenta uma premissa bem interessante sobre vingança e uma produção caprichada, o diretor e roteirista Scott Frank se perde na narrativa arrastada e nas pequenas tramas paralelas. 

São sete episódios, sendo que cinco são longos e cansativos com mais de uma hora de duração. Utilizando uma expressão popular, o problema é que as várias tramas parecem a famosa ”encheção de linguiça”.

Um romance lésbico, outro inter-racial, a questão da viúva (Michelle Dockery) que era casada com um índio e a chegada dos capangas da empresa que compra a mina abandonada são situações mal desenvolvidas.

O explosivo episódio final é o grande ponto positivo. 

Eu acredito que a minissérie seria muito mais interessante com três ou no máximo quatro episódios focando na trama principal.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Museu do Cinema

Neste final de ano, eu e minha esposa descobrimos por acaso este local batizado como "Cinema Paradiso - Museu do Cinema" na pequena cidade de São Bento do Sapucaí no sul de Minas Gerais divisa com São Paulo, especificamente com a cidade de Santo Antônio do Pinhal.

O responsável por este belíssimo trabalho se chama Manoel Coutinho, que foi projecionista do antigo cinema da cidade. Ele utilizou dois cômodos de sua residência para criar o museu.

Como podem ver nas fotos no final da postagem (que infelizmente estão apenas razoáveis e uma com um corte), Manoel tem diversos itens de uma antiga sala de cinema, inclusive dois projetores, sendo um deles dos anos cinquenta. Ele fez uma pequena apresentação do funcionamento do projetor que está na foto e nos explicou diversos detalhes sobre seu trabalho na época em que era projecionista.

O museu está repleto de cartazes de filmes antigos nas paredes e uma enorme estante com uma infinidade de filmes clássicos em DVD.

Viajando pela região, o local é uma ótima parada para os fãs de cinema, que com certeza terão uma simpática conversa com Manoel.

Quem quiser pode acessar a página do museu no Facebook por este link abaixo: