sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Filmes Sobre Esportes - Resenhas Rápidas


O Round Final (Poor Boy’s Game, Canadá, 2007) – Nota 7
Direção – Clement Virgo
Elenco – Danny Glover, Rossif Sutherland, Flex Alexander, Greg Bryk, Laura Regan, Tonya Lee Williams, Stephen McHattie, K. C. Collins.

Donnie Rose (Rossif Sutherland) sai da prisão após cumprir dez anos por te espancado um jovem negro e o deixado com sequelas. Voltando para casa, precisa enfrentar o passado ao viver com seu violento irmão Keith (Greh Bryk) e trabalhar para seu tio (Stephen McHattie) dono de uma boate, além de ser desafiado para uma luta de boxe por Ossie Paris (Flex Alexander), que deseja vingar o amigo que foi espancado e mostrar isso para toda comunidade. Ossie é um campeão que foi treinado pelo pai da vítima, George (Danny Glover), que por alguns motivos acabará treinando Donnie. O roteiro explora com competência o tema clássico do acerto de contas com o passado. O destaque do elenco é o veterano Danny Glover.

O Round Final (Price of Glory, EUA, 2000) – Nota 7
Direção – Carlos Avila
Elenco – Jimmy Smits, Jon Seda, Clifton Collins Jr, Maria Del Mar, Ernesto Hernandez, Ron Perlman, Sal Lopez, Louis Mandylor, Paul Rodriguez.

Arturo Ortega (Jimmy Smits) é um boxeador frustrado que foi enganado por seu agente. Após abandonar a carreira, Arturo se dedica a treinar seus três filhos, sonhando em transformá-los em lutadores profissionais. Ao chegar na vida adulta, os jovens (Jon Seda, Clifton Collins Jr e Ernesto Hernandez) são assediados para assinar contrato com o empresário Nick Everson (Ron Pearlman), o que desagrada Arturo, que em determinado momento é obrigado a aceitar que a decisão dos filhos de como seguir carreira será individual. 

A proposta do roteiro é explorar o lado sujo dos bastidores do boxe, aquele em empresários tratam seus lutadores como mercadoria. O personagem de Jimmy Smits é o típico pai que mistura razão e emoção para tentar colocar a vida dos filhos no caminho correto. É um drama simples, com um bom roteiro e um elenco recheado de atores latinos.

O Último Duelo (By the Sword, EUA, 1991) – Nota 6,5
Direção – Jeremy Paul Kagan                                                
Elenco – F. Murray Abraham, Eric Roberts, Mia Sara, Christopher Rydell, Brett Cullen, Elaine Kagan.

Suba (F. Murray Abraham) é um desconhecido que procura emprego como instrutor de esgrima em uma famosa academia. Ele consegue o emprego ao demonstrar habilidade no esporte, apesar da idade. A academia pertence ao arrogante Alexander Villard (Eric Roberts), que a princípio vê o velho homem como um perdedor, sem saber que Suba guarda um segredo que liga a vida do dois. 

Este é o único filme que conheço em que a esgrima é um dos pontos principais da trama, lógico que não levando em conta os antigos filmes de capa e espada, que eram aventuras. Os temas aqui são o acerto de contas com o passado e a soberba que muitos esportistas demonstram, desprezando seus oponentes e acreditando que sempre serão os vencedores. O geralmente mal aproveitado F. Murray Abraham e até mesmo o canastrão Eric Roberts apresentam boas interpretações neste interessante drama. 

Glória Brutal (Brutal Glory, África do Sul, 1989) – Nota 3
Direção – Koos Roets
Elenco – Robert Vaughn, Timothy Brantley, Leah King Pinsent, James Ryan.

Após uma infância dura em que era espancado pelo pai, o jovem Charles “Kid” McCoy (Timothy Brantley) se torna um famoso lutador de boxe, porém sua vida sofre nova reviravolta que o faz fugir para África. O filme se diz baseado na história real do lutador Kid McCoy, famoso nos anos 1920, mas na verdade a trama é completamente diferente. O protagonista Timothy Brantley é péssimo ator, assim como é nítida a falta de talento do diretor. O único rosto conhecido é do veterano Robert Vaughn, que na época já estava em uma fase descendente na carreira. Assisti esta bomba no antigo Cinema em Casa do SBT. 

Fogo, Gelo e Dinamite (Feuer, Eis & Dynamit, Alemanha, 1990) – Nota 3
Direção – Willy Bogner
Elenco – Roger Moore, Shari Belafonte, Simon Shepherd, Marjoe Gortner, Uwe Ochsenkencht.

O milionário inglês Sir George (Roger Moore) forja a própria a morte, para assim obrigar seus três enteados a disputarem algumas provas numa espécie Olimpíada de Inverno, com o vencedor herdando sua fortuna. Esta fraquíssima produção alemã tentou alcançar o mercado internacional ao colocar o veterano astro Roger Moore como chamariz. Moore, que pouco aparece, estava há cinco anos afastado das telas desde seu último filme como James Bond em “007 - Na Mira dos Assassinos” e provavelmente aceitou o papel para ganhar um troco fácil.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O Último Brilho do Crepúsculo

O Último Brilho do Crepúsculo (Twilight’s Last Gleaming, EUA, 1977) – Nota 6,5
Direção – Robert Aldrich
Elenco – Burt Lancaster, Richard Widmark, Charles Durning, Melvyn Douglas, Paul Winfield, Burt Young, Gerald S. O’Loughlin, Richard Jaeckel, Joseph Cotten, Roscoe Lee Browne, Charles McGraw.

Quatro homens armados matam alguns oficiais da aeronáutica, tomam suas identidades e conseguem entrar em uma base secreta. Eles chegam até a sala de comando para lançamento de mísseis com ogivas nucleares. 

Em seguida, descobrimos que o líder do grupo é o General Dell (Burt Lancaster), que estava cumprindo pena e fugiu da prisão. Seu objetivo é obrigar o Presidente (Charles Durning) a admitir publicamente a culpa do governo pela participação na Guerra do Vietnã. 

Este longa foi uma das primeiras produções de Hollywood a criticar abertamente o governo americano em relação a absurda Guerra do Vietnã.  O roteiro explora ainda a questão da Guerra Fria e o perigo nuclear, temas que eram comuns na época e que assustavam o mundo.

Por mais que os temas fossem fortes, o filme é arrastado em alguns momentos, como nas várias discussões entre o presidente e a alta cúpula tentando encontrar uma saída para o problema. 

Um ponto interessante e acredito que inédito na época, foi a escolha do diretor Robert Aldrich em dividir a tela em duas, três ou até quatro imagens para destacar ações paralelas. 

Infelizmente é um filme que envelheceu mal, apesar do elenco recheado de bons atores, principalmente os astros Burt Lancaster e Richard Widmark, este último interpretando um General linha dura. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Nosso Fiel Traidor

Nosso Fiel Traidor (Our Kind of Traitor, Inglaterra / França, 2016) – Nota 7
Direção – Susanna White
Elenco – Ewan McGregor, Stellan Skarsgard, Damian Lewis, Naomi Harris, Khalid Abdalla, Jeremy Northam, Saskia Reeves, Mark Gatiss, Marak Stanley.

O professor universitário Perry (Ewan McGregor) e sua esposa advogada Gail (Naomi Harris) enfrentam uma crise no casamento enquanto passam alguns dias em Marrakech, local onde a mulher está a trabalho. 

Um dia antes de voltar para Inglaterra, Perry cruza no hotel com um russo falastrão chamado Dima (Stellan Skarsgard), que convida o casal para uma festa. Antes de partir, Dima confessa para Perry que ele é um operador financeiro da Máfia Russa e que provavelmente será assassinado pela organização. 

Dima pede para Perry entregar um pen drive com informações sobre as transações ilícitas para o Serviço Secreto Inglês e assim quem sabe conseguir asilo para ele e sua família. 

Baseado em um livro de John Le Carré, especialista em obras de espionagem, este longa tem como ponto principal a interessante trama que explora a dificuldade em combater a relação de corrupção entre milionários e autoridades do alto escalão. 

O filme peca um pouco pelo ritmo irregular em alguns momentos, mas por outro lado ganha pontos nas cenas de violência, nas locações em vários países da Europa e nas interpretações de Stellan Skarsgard e Damian Lewis, o primeiro perfeito como o mafioso russo que tenta salvar sua família e o segundo como um agente inglês. 

É um filme indicado para quem gosta de tramas de espionagem e traição.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Herança de Sangue

Herança de Sangue (Blood Father, França, 2016) – Nota 6,5
Direção – Jean François Richet
Elenco – Mel Gibson, Erin Moriarty, Diego Luna, Michael Parks, William H. Macy, Miguel Sandoval, Dale Dickey, Daniel Moncada.

Na sequência inicial, a adolescente Lydia (Erin Moriarty) está em um carro com o namorado (Diego Luna) e outros três sujeitos que fazem parte de uma gangue mexicana. Um aparente assalto dá errado e Lydia consegue fugir. Sem ter para onde ir, ele procura o pai John Link (Mel Gibson). 

Link é um ex-presidiário que está tentando mudar de vida e que procurava a filha desde que saiu da cadeia. A volta da garota ao invés de trazer paz, na verdade transforma a vida de John em um inferno. Pai e filha se tornam alvos da violenta gangue e precisam fugir para tentar sobreviver. 

Por mais que este longa do francês Jean François Richet tenha um roteiro fraquinho, é bom ver novamente o astro Mel Gibson em um filme de ação. Desde meados do anos 2000, quando entrou num espiral de problemas pessoais, declarações desastradas e escândalos, a carreira de Mel Gibson entrou em parafuso e o ator se tornou uma espécie de persona non grata em Hollywood. São poucos filmes na última década, uma pena para quem gosta dos trabalhos do ator. 

Os pontos principais aqui são o carisma do personagem durão interpretado por Gibson e as boas cenas de ação. Infelizmente isso é pouco para render um grande filme.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A Conexão Francesa

A Conexão Francesa (La French, França / Bélgica, 2014) – Nota 7,5
Direção – Cedric Jimenez
Elenco – Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Celine Salette, Melanie Doutey, Benoit Magimel.

Marselha, 1975. O juiz da vara de adolescentes Pierre Michel (Jean Dujardin) é transferido para ser o responsável pelo combate ao crime organizado na cidade. 

Michel se une a polícia para criar uma força-tarefa com o objetivo de derrubar a organização criminosa conhecida com “La French” e comandada com mão de ferro por Gaetan “Tany” Zampa (Gilles Lellouche). A disputa entre Michel e Tany se estenderá por alguns anos, resultando em violência e perdas de vidas dos dois lados. 

Baseado livremente numa história real, este competente longa foca o outro lado da história do clássico “Operação França” de William Friedkin. O longa americano mostrava a investigação de dois policiais que tentavam desbaratar a ramificação da quadrilha francesa em Nova York. 

Aqui, a trama mostra como o lado francês tentou enfrentar a mesma organização criminosa que tinha como principal ocupação a produção e o tráfico de heroína para os Estados Unidos nos anos setenta. 

Hoje é curioso saber que a cidade de Marselha era a grande produtora de drogas que abastecia os Estados Unidos antes da América Latina tomar este posto nos anos oitenta. 

O filme tem uma narrativa que prende a atenção, mesmo com alguns pulos no tempo. As cenas de ação e violência são bem filmadas, assim como as traições e pequenas reviravoltas comuns ao gênero. 

O destaque do elenco fica para o obcecado juiz interpretado por Jean Dujardin, que passa toda a angústia nos momentos de crise no casamento por causa de seu trabalho e em outras situações a dureza necessária para enfrentar um inimigo cruel.

domingo, 2 de outubro de 2016

Gigante

Gigante (Gigante, Uruguai / Argentina / Alemanha / Espanha / Holanda, 2009) – Nota 6,5
Direção – Adrian Biniez
Elenco – Horacio Camandule, Leonor Svarcas.

Jara (Horacio Camandule) trabalha como segurança noturno em um hipermercado em Montevidéu no Uruguai. Ao mesmo tempo em que é alto e corpulento, Jara se mostra um sujeito solitário e de poucas palavras. 

Numa certa noite, vigiando o estabelecimento através de câmeras de segurança, ele presta atenção em uma moça que trabalha na limpeza (Leonor Svarcas). Sem saber como chegar para conversar com a mulher, Jara passa a espioná-la pelas câmeras e a segui-la pelas ruas depois do trabalho. 

Esta simpática produção uruguaia explora com sensibilidade a vida de duas pessoas simples e solitárias, que são aparentemente bem diferentes entre si, mas que durante o desenvolvimento da história o espectador e também o protagonista descobrem que os personagens tem muitas coisas em comum. 

O personagem principal é como um detetive tentando descobrir a verdade, sendo por quase todo o filme um espectador da vida alheia. 

É interessante também as locações em Montevidéu, neste caso em bairros tranquilos com casas e construções antigas, uma cidade bem diferente do que estamos acostumados no Brasil. 

É um filme simples sobre pessoas comuns que procuram a felicidade.

sábado, 1 de outubro de 2016

Terceira Pessoa

Terceira Pessoa (Third Person, Bélgica / Estados Unidos / França / Inglaterra / Alemanha, 2013) – Nota 7
Direção – Paul Haggis
Elenco – Liam Neeson, Adrien Brody, Mila Kunis, Olivia Wilde, Moran Atias, James Franco, Loan Chabanol, Maria Bello, Kim Basinger, Riccardo Scamarcio, Vinicio Marchioni, David Harewood.

O roteiro se divide em três histórias sobre relacionamentos em crise.

Em Paris, o escritor Michael (Liam Neeson) tenta escrever um novo livro ao mesmo tempo em que se entrega a um jogo de sedução com a bela e instável Anna (Olivia Wilde), enquanto sua deprimida esposa (Kim Basinger) está nos Estados Unidos. 

Uma segunda narrativa ocorre em Paris, onde o negociante Scott (Adrien Brody) se sente atraído por uma prostituta romena (Moran Atias) que precisa de dinheiro para resgatar seu filho que foi sequestrado por uma gangue de compatriotas. 

A terceira história tem Nova York como cenário e a jovem Julia (Mila Kunis) como protagonista. Ela sofre por ter perdido a guarda do filho para o ex-marido (James Franco) e tenta recomeçar a vida em um novo trabalho como camareira. 

Semelhante ao roteiro que escreveu para o premiado “Crash”, aqui o diretor Paul Haggis cruza no final as três histórias, porém de uma forma inusitada, que a primeira vista pode deixar o espectador perdido. Analisando com calma, dá para entender o que realmente ocorreu, o que por sinal se mostra uma sacada interessante do diretor. 

Quanto ao filme no geral, Haggis peca ao alongar demais a história. As mais de duas horas de duração deixam a narrativa arrastada em alguns momentos. Os pontos positivos são as as boas atuações do elenco, a bela fotografia que aproveita as locações nas três cidades, além da nudez total da belíssima Olivia Wilde. 

Esta longe de ser um grande filme, mesmo assim é um interessante drama para que curte o gênero.