O Resgate (L’Assaut, França, 2010) – Nota 7
Direção – Julien Leclercq
Elenco – Vincent Elbaz, Gregori Derangere, Melaine Bernier,
Aymen Saidi, Chems Damani, Mohid Abid, Djanis Bouzyani.
Argélia, 1994. Um avião da Air France está prestes a decolar
no aeroporto de Argel quando quatro terroristas argelinos disfarçados de
policiais dominam a tripulação e os passageiros.
Exigindo a libertação de dois
outros terroristas que estão presos e a autorização para decolagem com destino a
Paris, os sequestradores são ignorados pelas autoridades argelinas, até o
assassinato de um cidadão francês. O fato faz com que o governo francês se
envolva na situação e prepare uma equipe de resgate.
Baseado numa história
real, esta produção francesa utiliza inclusive cenas reais do sequestro para
aumentar o clima de tensão. As sequências dentro do avião são angustiantes,
seja na pressão psicológica sobre os reféns, nas assustadoras cenas de oração
dos terroristas, até o sangrento confronto final.
O diretor Julien Leclerq (do
interessante “Gibraltar”) divide a trama em três narrativas. A ação dos terroristas
dentro do avião, as decisões dos políticos franceses, algumas equivocadas por
sinal e a espera do líder do grupo antiterrorismo (Vincent Elbaz) em iniciar o plano de resgate.
Vale destacar ainda a fotografia que varia entre um colorido opaco com
cenas em preto e branco, causando ainda mais a sensação de uma provável
tragédia.
É um bom filme que dosa com qualidade suspense, ação e política, com
estilo diferente das produções americanas aceleradas.






