quarta-feira, 9 de março de 2016

Estão Todos Bem

Estão Todos Bem (Everybody’s Fine, EUA, 2009) – Nota 7
Direção – Kirk Jones
Elenco – Robert DeNiro, Drew Barrymore, Kate Beckinsale, Sam Rockwell, Lucian Masiel, Damian Young, Melisssa Leo, James Frain, Brenda Sexton III, Seamus David Fitzpatrick.

Frank (Robert DeNiro) é um aposentado que ficou viúvo faz pouco tempo e que vive sozinho em um subúrbio de uma cidade próxima a Nova York. Após esperar uma visita dos quatro filhos que jamais acontece, ele decide viajar sozinho pelo país para visitá-los de surpresa. 

Frank passa por Nova York, Chicago, Denver e Las Vegas, sendo surpreendido com as mentiras dos filhos a cada encontro. Frank sempre incentivou os filhos a serem os melhores, porém a realidade de vida de cada um é bem diferente do que o velho pai sonhou. 

Este simpático longa sobre terceira idade e relacionamentos familiares é uma refilmagem de “Estamos Todos Bem”, produção italiana de 1990 dirigida por Giuseppe Tornatore (“Cinema Paradiso”) e protagonizada por Marcello Mastroianni. 

Este remake é mais um exemplo de como Hollywood se aproveita dos chamados “filmes estrangeiros” para vender a mesma história como novidade ao público americano. 

Para quem não assistiu ao original, este longa é até interessante, mesmo que não se aprofunde nos dramas dos personagens. Já para quem conhece o filme com Mastroianni, fica a sensação de repetição. 

Como informação, o diretor inglês Kirk Jones comandou até agora apenas quatro filmes e estreou no cinema com o ótimo “A Fortuna de Ned”.

terça-feira, 8 de março de 2016

Guardiões da Galáxia

Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, EUA / Inglaterra, 2014) – Nota 7
Direção – James Gunn
Elenco – Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Bradley Cooper, Vin Diesel, Lee Pace, Michael Rooker, Karen Gillan, Djimon Hounsou, John C. Reilly, Glenn Close, Benicio Del Toro.

Logo após sofrer com a morte da mãe, o garoto Peter é abduzido por uma nave alienígena. Mais de vinte anos depois, Peter (Chris Pratt) se tornou um ladrão espacial, que no momento deseja vender um estranho objeto cilíndrico conhecido como Orbe. O objeto também é alvo de um ditador espacial, Ronan (Lee Pace), que envia Gamora (Zoe Saldana) para recuperar o Orbe. 

Em meio à busca pelo objeto, uma dupla de caçadores, a raposa Rocket (voz de Bradley Cooper) e o homem-árvore Groot (voz de Vin Diesel) desejam sequestrar Peter para lucrar. Algumas situações obrigam os quatro personagens a se unirem com o grandalhão Drax (Dave Bautista) para evitarem que Ronan destrua o planeta em que vivem. 

Por mais que tenham efeitos especiais perfeitos e um ótimo ritmo, os filmes da Marvel e da DC Comics parecem se repetir a cada novo lançamento. Com exceções como a sensacional trilogia “Batman” e o primeiro “Os Vingadores”, os demais seguem o mesmo estilo de apresentação dos personagens, conflitos iniciais, alianças e o clímax explosivo entre heróis e vilões. 

A geração atual fã deste gênero espera ansiosa pelos lançamentos do ano, mas no meu caso, que gosto de praticamente todos os gêneros, está repetição se torna cansativa. 

Neste filme que comento, tudo que citei acontece, além de apresentar personagens humanos sem carisma. A meu ver, o mais interessante aqui é a raposa mercenária, que tem os melhores diálogos. 

Como sou curioso, com certeza continuarei vendo os filmes do gênero, mas está longe de ser minha primeira opção.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Mr. Robot

Mr. Robot (Mr. Robot, EUA, 2015)
Criador - Sam Esmail
Elenco - Rami Malek, Carly Chaikin, Portia Doubleday. Martin Wallstrom, Christian Slater, Stephanie Corneliussen, Michael Cristopher, B. D. Wong, Bruce Altman, Gloria Reuben.

Elliott Alderson (Rami Malek) é um jovem técnico em informática que trabalha em uma empresa de segurança virtual que presta serviços para uma corporação chamada "E Corp". Nos momentos de folga, Elliott utiliza seus conhecimentos em informática para hackear todos a seu redor, na maioria dos casos para conhecer a verdadeira face da pessoa.

Logo no primeiro episódio percebemos que existe algo de errado com Elliott. Com uma grande dificuldade em se relacionar, cada vez que conversa com alguém seus pensamentos sobre a pessoa e o assunto são comentados por sua consciência direto para o espectador,

Seu talento chama a atenção de um grupo de hackers denominado "F Society", que tem como o líder o maluco M. Robot (Christian Slater), que faz uma proposta para Elliott. Se juntar ao grupo para destruir a "E Corp", também conhecida como "Evil Corp".

É impossível dar alguma explicação a mais sobre a complexa trama, que envolve vários outros personagens interessantíssimos e que faz críticas a vários temas atuais. O excesso de tecnologia na vida das pessoas e seus perigos, a força da grandes corporações, a ganância pessoal, os problemas existenciais de cada um e até o primitivo desejo de vingança.

A tecnologia é sem dúvida o ponto principal, com destaque até mesmo nos nomes dos episódios que misturam letras, números e até uma extensão como se fosse um arquivo. As ações dos hackers podem até conter absurdos na visão dos especialistas da área, mas analisando como cinema, a forma utilizada aqui é perfeita, passando uma impressão de aquilo realmente poderia acontecer.

O elenco recheado de desconhecidos dá conta do recado, com destaque para o protagonista interpretado por Rami Malek, uma espécie de gênio desequilibrado e para o sinistro executivo vivido por Martin Wallstrom, um personagem amoral, ambicioso e frio, que se envolve em situações bizarras. O único famoso do elenco é Christian Slater.

Muitos críticos consideram que a série copiou ideias de "Clube da Luta". Realmente existem algumas semelhanças, porém o conteúdo da história é bem diferente, sem contar os enquadramentos de câmera fora do comum e a ótima parte técnica, que se mostra perfeita sem apelar para efeitos especiais.

Após dez ótimos episódios, a trama fechou vários pontos, ao mesmo tempo em que deixou dois ganchos enormes para a segunda temporada que terá mais dez episódios.

domingo, 6 de março de 2016

Uma Noite de Crime: Anarquia

Uma Noite de Crime: Anarquia (The Purge: Anarchy, EUA / França, 2014) – Nota 6,5
Direção – James DeMonaco
Elenco – Frank Grillo, Carmen Ejogo, Zach Gilford, Kiele Sanchez, Zoe Soul, Michael Kenneth Williams, Justina Machado, John Beasley, Jack Conley, Noel Gugliemi, Castulo Guerra, Edwin Hodge.

Em 2023, o “Dia do Expurgo” já é algo comum nos Estados Unidos. No fatídico dia, das sete horas da noite até as sete da manhã, todos os crimes estão liberados. O governo acredita que este dia sirva para as pessoas liberarem seu ódio, fato que diminuiria os crimes e a violência no restante do ano. 

Neste contexto, algumas pessoas se cruzam naquela noite, sendo obrigadas a se unirem para sobreviver. Mãe (Carmen Ejogo) e filha (Zoe Soul), um casal (Zach Gilford e Kiele Sanchez) e um sujeito que deseja vingar a morte do filho (Frank Grillo) se tornam alvos dos justiceiros. Além disso, um grupo rebelde que vê o “Dia do Expurgo” como uma forma de matar pobres para diminuir a população, divulga sua mensagem pela internet e promete lutar contra o governo. 

O filme original tinha como foco uma família da elite que se escondia em sua casa durante a temível noite dos crimes. Aqui o ponto principal é a luta nas ruas, mostrando diversos grupos que com objetivos distintos espalham a violência. 

O roteiro tem algumas ideias interessantes, como a manipulação do povo por parte do governo, que utiliza uma mistura de populismo com religiosidade para legitimar a violência do expurgo, a forma como a elite lida com a violência, sempre se protegendo ao máximo e por fim a discussão sobre até que ponto a vingança cura uma ferida. 

É uma pena que estas boas ideias no final se resumam a um filme de ação com muita correria e violência, sem grande profundidade. 

A parte três deve ser lançada este ano.  

sábado, 5 de março de 2016

Atividades Criminosas

Atividades Criminosas (Criminal Activities, EUA, 2015) – Nota 6
Direção – Jackie Earle Haley
Elenco – Michael Pitt, Dan Stevens, John Travolta, Christopher Abbott, Rob Brown, Edi Gathegi, Jackie Earle Haley.

Quatro amigos de colégio se reencontram no velório de outro colega que faleceu após ser atropelado por um ônibus. Durante as conversas sobre o passado e a vida atual, Bryce (Rob Brown) conta sobre uma empresa que estaria desenvolvendo um produto inovador, fato que faria suas ações dispararem de valor em pouco tempo. 

Aguçados pela dica, Zach (Michael Pitt) e Warren (Christopher Abbott) alegam não ter dinheiro para investir, mas por outro lado, Noah (Dan Stevens) diz que pode arrumar o dinheiro. Eles fecham o acordo, porém após poucos meses, o CEO da empresa é preso por fraude e as ações despencam. Rapidamente eles descobrem que Noah pegou dinheiro emprestado com um mafioso (John Travolta), que como pagamento da dívida, exige que os amigos sequestrem um inimigo dele. 

A estreia do ator Jackie Earle Haley atrás das câmeras é extremamente curiosa, não pela qualidade do filme, pois o desenvolvimento da trama é acelerado, tudo acontece muito rápido sem grandes detalhes. A curiosidade está no clímax, com o diretor utilizando o estilo “Jogos Mortais”, explicando passo a passo a reviravolta final através de flashbacks. 

Este final deixa claro que a premissa era bem interessante e poderia render um filme bem melhor nas mãos de um diretor talentoso e experiente. Da forma que foi filmado, resultou num filme descartável. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

A Grande Escolha

A Grande Escolha (Draft Day, EUA, 2014) – Nota 7
Direção – Ivan Reitman
Elenco – Kevin Costner, Jennifer Garner, Denis Leary, Frank Langella, Chadwick Boseman, Terry Crews, Sam Elliott, Patrick St. Spirit, Chi McBride, Sean Combs, Ellen Burstyn, Josh Pence, Timothy Sims, David Ramsay, Wade Williams, Brad William Henke, Wallace Langham, W. Earl Brown, Christopher Cousins, Kevin Dunn, Tom Welling.

Sonny Weaver Jr (Kevin Costner) é o gerente da equipe de futebol americano Cleveland Browns, responsável pela escolha dos atletas para a próxima temporada. Seu clube tem direito a primeira escolha do draft, ou seja, pode escolher o jogador considerado mais promissor entre todos que jogam nas universidades. 

Em meio a pressão do dono da equipe (Frank Langella), do treinador (Denis Leary), tendo de lidar com a namorada (Jennifer Garner) que está grávida e com a recente morte do pai que fora treinador do mesmo time, Sonny precisa decidir qual jogador irá escolher. 

O roteiro foca no dia chamado de “Draft Day”, onde uma escolha ruim pode resultar numa temporada fracassada. A questão é que não existe a escolha certa, qualquer que seja ela será uma aposta, por isso que o personagem de Costner e seus auxiliares procuram analisar os prováveis escolhidos de todas as maneiras, utilizando inclusive a intuição. 

É legal que depois de muitos anos comandado trabalhos inexpressivos, o diretor Ivan Reitman entregue um longa interessante, mesmo que ainda fique longe da qualidade de seu maior sucesso, o ótimo “Os Caça-Fantasmas”. 

É um filme indicado para quem gosta de esportes, não porque ele irá ver cenas de jogos, mas pelo enfoque em detalhes dos bastidores. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Walt nos Bastidores de Mary Poppins & Mary Poppins


Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks, Inglaterra / EUA / Austrália, 2013) – Nota 7,5
Direção – John Lee Hancock
Elenco – Emma Thompson, Tom Hanks, Colin Farrell, Annie Rose Buckley, Ruth Wilson, Paul Giamatti, Bradley Whitford, B.J. Novak, Jason Schwartzman, Kathy Baker, Melanie Paxson, Rachel Griffiths.

Em 1961, a escritora P.L. Travers (Emma Thompson) precisa de dinheiro e por este motivo aceita ir de Londres até Los Angeles para negociar a venda dos direitos de seu livro “Mary Poppins” para Walt Disney (Tom Hanks), que deseja adaptá-lo para o cinema há mais de vinte anos. Solitária e seca com as pessoas, Travers coloca uma condição para fechar o negócio. Ela deseja fazer uma revisão do roteiro e das músicas que serão utilizadas no filme. 

Em paralelo, a trama volta para 1906, quando Travers ainda criança (Annie Rosie Buckley) vai viver com a mãe (Ruth Wilson), duas irmãs pequenas e o pai (Colin Farrell) no interior da Austrália. A convivência com o amoroso pai, a princípio esconde os problemas que sua família terá de enfrentar. 

A tradução do título nacional tenta colocar Walt Disney como personagem principal, quando na realidade a história é sobre a participação da escritora Travers nos bastidores da realização do filme e como o livro escrito por ela era em parte uma autobiografia que misturava fantasia e redenção. 

Mesmo que muitas destas situações tenham sido diferentes na vida real, o roteiro é muito interessante ao contrapor a radiante criança Travers, cheia de sonhos e mimada pelo pai, com a senhora de meia-idade amargurada com a vida e com as pessoas. A interpretação de Emma Thompson é um dos pontos altos do filme, chegando ao auge na sequência da pré-estreia. 

Uma gravação original de Travers discutindo o roteiro é ouvida nos créditos finais, deixando claro como ela era uma pessoa complicada.  

Vale destacar ainda a participação de um Colin Farrell cheio de energia e o simpático motorista vivido por Paul Giamatti. 

É um bom filme sobre a história de vida da escritora P.L. Travers.

Mary Poppins (Mary Poppins, EUA, 1964) – Nota 8
Direção – Robert Stevenson
Elenco – Julie Andrews, Dick Van Dyke, David Tomlinson, Glynis Johns, Karen Dotrice, Matthew Garber.

Londres, 1910. As crianças Jane (Karen Dotrice) e Michael (Matthew Garber) ficam mais uma vez sem babá. O pai, Mr. Banks (David Tomlinson) é um sujeito rígido e autoritário, que pensa apenas em trabalho. Quando inesperadamente surge Mary Poppins (Julie Andrews), transmitindo alegria com seu guarda-chuva e sua cantoria, as crianças ficam desesperadas para que ela seja a nova babá. 

A história narrada pelo personagem do músico interpretado por Dyck Van Dyke é daquelas que atingem adultos e crianças. Com músicas que colam nos ouvidos e coreografias criativas, o longa se tornou um clássico do gênero. Mesmo para quem não é grande fã de musicais, como é o meu caso, o filme é um divertido passatempo.