quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Halloween II & III


Halloween II (Halloween II, EUA, 1981) – Nota 7,5
Direção – Rick Rosenthal
Elenco – Jamie Lee Curtis, Donald Pleasence, Charles Cyphers, Lance Guest, Jeffrey Kramer, Leo Rossi.

Esta sequência começa exatamente onde terminou o original, com o Dr. Loomis (Donald Pleasence) desesperado dizendo que atirou várias vezes em Michael Myers, mas mesmo assim Myers fugiu. O Dr. Loomis pressiona o Xerife Bracket (Charles Cyphers) a caçar Myers. Enquanto isso a jovem Laurie (Jamie Lee Curtis), sobrevivente do massacre, é levada para o hospital da cidade e nem imagina que Myers continuará a sua procura. 

O grande sucesso do original fez com que os produtores preparessem uma sequência com maior orçamento, porém não contavam que John Carpenter desistisse de dirigir. Mesmo sendo inferior ao original, o filme é competente e tem um roteiro que segue a história com integência, tendo até mesmo um final que poderia encerrar a série, mas os produtores criaram uma terceira parte que não tem ligação alguma com a história e depois praticamente ressuscitaram a série na parte quatro.

Halloween III (Halloween III: Season of the Witch, EUA, 1982) – Nota 5,5
Direção – Tommy Lee Wallace
Elenco – Tom Atkins, Stacey Nelkin, Dan O’Herlihy, Michael Currie.

O Dr. Dan Challis (Tom Atkins) trabalhando em um hospital recebe um paciente totalmente alucinado que fala sobre uma conspiração. Em seguida um outro sujeito mata o homem e põe fogo no próprio corpo. A filha do homem assassinado, Ellie (Stacey Nelkin) se junta ao médico para investigar o que aconteceu com seu pai. A dupla chega até a cidade de Santa Mira na Califórnia e descobre algo estranho na fábrica de Conal Cochran (Dan O’Herlihy), que fabrica máscaras para Halloween e produziu um lote gigantesco para as crianças usarem na data que se aproxima. 

O filme tem de ser analisado por dois ângulos, o primeiro diz respeito a série “Halloween”, que mesmo sendo considerando um filme oficial, a história não tem ligação alguma com o assassino Michael Myers. Tommy Lee Wallace que estreava na direção, alega que a idéia seria criar uma nova história dentro da franquia, o que acabou levando o filme ao fracasso. 

Por outro lado, analisando apenas como um filme de terror sem ligação com a série, o resultado é até aceitável, comparando com outras produções do gênero à época. O longa é violento, com diversas cenas de mortes, uma história interessante e até um bom vilão, o irlandês Dan O’Herlihy. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dark Blue


Dark Blue (Dark Blue, EUA, 2009 a 2010)
Criadores - Danny Cannon & Doug Jung
Elenco - Dylan McDermott, Omari Hardwick, Logan Marshall Green, Nicki Aycox, Tricia Helfer.

Esta série policial que teve apenas 20 episódios divididos em duas temporadas, acabou cancelada em virtude da queda de audiência. A série tinha uma boa premissa, foi bem produzida na parte técnica, mas falhou pela falta de carisma do elenco e pelos roteiros previsíveis.

A série que foi produzida por Jerry Bruckheimer, aborda o dia a dia de uma esquadrão de policiais que trabalha disfarçado em casos para desmantelar quadrilhas que atuam com tráfico de drogas, de armas, contrabando, lavagem de dinheiro, sempre crimes que rendem muito dinheiro e que são comandados por violentos chefões.

O esquadrão é liderado por Carter Shaw (Dylan McDermott de "O Desafio" e a atual "American Horror Story"), um sujeito solitário que é implacável na caça aos bandidos, nem que para isso tenha de distorcer um pouco a lei. A equipe é composta por Ty Curtis (Omari Hardwick), o único que é casado e sofre no relacionamento com a esposa em virtude do complicado trabalho, pelo jovem Dean (Logan Marshall Green) que faz o tipo rebelde sem causa e Jaimie Allen (Nicki Aycox), uma ex-drogada que trocou de nome para poder ser aceita na polícia.

Quando comecei a acompanhar, tinha a expectativa de que a história poderia seguir algo parecido com "The Shield", onde policiais comuns se tornam corruptos e gananciosos, mas aos poucos percebi que a série ficaria no lugar comum, com tramas independentes a cada episódio, sem se aprofundar na construção dos personagens.

Ao final da primeira temporada houve uma queda na audiência, porém o produtor Jerry Bruckheimer apostou em mais dez episódios numa segunda temporada, incluindo uma nova personagem, a agente do FBI, Alex Rice (Tricia Helfer), que se torna líder do esquadrão e tem um romance com Carter. Esta mudança fez pouco efeito e a série continuou morna, explicando pouco do passado dos personagens e trazendo soluções fáceis para a vida pessoal de cada um, culminando num final de temporada que lembrou uma telenovela.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

400 Contra 1

400 Contra 1 (Brasil, 2010) – Nota 6
Direção – Caco Souza
Elenco – Daniel de Oliveira, Fabrício Boliveira, Daniela Escobar, Branca Messina, Lui Mendes, Negra Li, Rodrigo Brassoloto, Jonathan Azevedo.

No início dos anos setenta, o ladrão de bancos William da Silva Lima (Daniel de Oliveira) conhecido com “O Professor” volta para mais uma temporada no presídio da Ilha Grande no Rio de Janeiro. Apesar de jovem, William era um veterano de cadeia que conhecia todos os meandros do local, o que facilitava para ele se aproximar de alguns presos políticos, utilizando do conhecimento adquirido com estes ativistas para comandar um grupo de detentos que ficariam conhecidos dez anos depois como “O Comando Vermelho”. 

O filme é baseado no livro do próprio William da Silva Lima, que conta parte de sua vida e como surgiu o “Comando Vermelho”, além de conhecermos o dia a dia e os conflitos dentro do temido presídio da Ilha Grande. A premissa é interessante, porém a realização do diretor estreante Caco Souza derrapa nas exageradas idas e vindas do roteiro. 

Na minha opinião o ideal seria trabalhar apenas com duas linhas tempo, começando em 1971 e percorrendo a década de setenta, enquanto a história poderia ser intercalada com 1980 e 81. Vemos situações ocorridas em 1971, depois em 1980, retornando para 1978, voltando para 1972 e assim por diante, uma verdadeira salada russa que confunde o espectador e deixa de explicar várias situações, principalmente as fugas. 

Para piorar, a parte final é apressada ao mostrar o destino de cada personagem em cenas rápidas e sem explicação alguma, com exceção do tiroteio no conjunto residencial, que mesmo sendo mais trabalhado, se mostra exagerado. 

domingo, 4 de dezembro de 2011

S.O.S. Submarino Nuclear

S.O.S. Submarino Nuclear (Gray Lady Down, EUA, 1978) – Nota 7
Direção – David Greene
Elenco – Charlton Heston, David Carradine, Stacy Keach, Ned Beatty, Ronny Cox, Stephen McHattie, Dorian Harewood, Charles Cioffi, Michael O’Keefe, Christopher Reeve, David Clennon, Michael Cavanaugh.

O submarino nuclear Gray Lady se choca com um navio norueguês e afunda, ficando preso no fundo do mar. O capitão Paul Blanchard (Charlton Heston) tenta acalmar os sobreviventes e manter a ordem, porém com passar do tempo as chances de salvamento diminuem. Enquanto isso numa porta-aviões, o Capitão Bennett (Stacy Keach) tem esperança de resgatar os homens através de um pequeno submarino experimental criado pelo Capitão Gates (David Carradine) e o Oficial Mickey (Ned Beatty). 

Mesmo produzido há mais de trinta anos com efeitos especiais extremamente simples comparando com a atualidade, o filme prende a atenção com boas cenas de suspense, criando uma tensão crescente entre os sobreviventes presos no submarino. 

Não pode ser considerado um filme especial ou diferenciado, inclusive lembras as produções do cinema catástrofe da época, mas mesmo assim é competente em sua proposta. 

Como curiosidade temos a pequena participação de Christopher Reeve um pouco antes de ficar famoso como “Superman”. 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nenhum Passo em Falso & Na Trilha dos Assassinos


Nos anos oitenta, o diretor John Frankenheimer estava em baixa após fracassos como o terror "A Semente do Diabo" e o suspense político "O Documento Holcroft". Seus dois próximos trabalhos foram filmes policiais que mesmo não fazendo sucesso no cinema, mostraram que o diretor ainda poderia dar a volta por cima, o que ocorreu nos anos noventa com bons filmes como "Attica: A Solução Final", "Amazônia em Chamas" e principalmente "Ronin". Frankenheimer faleceu num acidente de automóvel em 2002 aos 71 anos.

Nenhum Passo em Falso (52 Pick-Up, EUA, 1986) – Nota 7,5
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Roy Scheider, Ann Margret, John Glover, Vanity, Kelly Preston, Doug McClure, Clarence Williams III, Robert Trebor.

O executivo Harry Mitchell (Roy Scheider) tem uma ótima vida, com uma empresa de sucesso, muito dinheiro e uma bela esposa (Ann Marget), porém resolve ter um caso com uma jovem dançarina (Kelly Preston). Num destes encontros, ao invés da moça estar esperando por Harry no quarto do hotel, três sujeitos mascarados o dominam e mostram uma fita com imagens de Harry e a dançarina, exigindo uma grande quantia para não divulgar o material. 

A empresa de Harry tem negócios com o governo e sua esposa pretende se candidatar a vereadora, o que em tese faria o sujeito pagar a quantia e se calar, mas ao invés disto, Harry conta toda a história para sua esposa e resolve não pagar os chantagistas, dando início a uma intrincada disputa com os bandidos. 

O roteiro é baseado num livro policial do especialista no gênero Elmore Leonard e foi adaptado por ele mesmo para o cinema, contando de modo enxuto uma história simples, mas ao mesmo tempo bem amarrada e que prende a atenção do espectador. 

O filme foi um fracasso na época, chegando a ter um outro título aqui no Brasil, chamado de “A Hora da Brutalidade”, mas merecia melhor sorte. O protagonista Roy Scheider era competente, o vilão John Glover assustador, além da sensualidade das belas Kelly Preston (hoje esposa de John Travolta) e da aposentada morena Vanity. 

O fracasso foi conseqüência da produção ser da extinta Cannon, a conhecida produtora picareta dos israelenses Menahem Golam e Golan Globus, que eram especialistas em filmes de ação de baixo orçamento, o que acabava rotulando outras produções melhores e levando-as ao fracasso no cinema. 

Na Trilha dos Assassinos (Dead Bang, EUA, 1989) – Nota 7
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Don Johnson, Penelope Ann Miller, William Forsythe, Bob Balaban, Tim Reid, Frank Military, Tate Donovan, Michael Jeter, Charles Haid.

Jerry Beck (Don Johnson) é um policial alcoólatra que precisa investigar o assassinato de outro policial. Sujeito problemático, ele trabalha sozinho e não aceita a ingerência do FBI no caso quando descobre que os assassinos pertecem a um grupo de extremistas brancos. 

Este filme foi o primeiro papel principal de Don Johnson no cinema, que havia ficado famoso com a série “Miami Vice” e aqui tentava emplacar como astro de cinema, mas infelizmente o filme fracassou, apesar de ter uma história interessante. O que ajudou no fracasso foram as poucas cenas de ação, que deixaram o filme lento e até voltado para o drama em algumas passagens. 

Mesmo protagonizando outros filmes, Don Johnson nunca se tornou um grande astro, inclusive voltando para a tv em meados dos anos noventa com outra série policial chamada “Nash Bridges”. 

Como curiosidade, o filme tema uma cena inusitada, onde o personagem de Johnson persegue um bandido a pé e quando o alcança, acaba vomitando em cima do sujeito.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nunca Fui Santa

Nunca Fui Santa (Bus Stop, EUA, 1956) – Nota 7
Direção – Joshua Logan
Elenco – Marilyn Monroe, Don Murray, Arthur O’Connell, Betty Field, Hope Lange, Eileen Heckart.

O cowboy Bo (Don Murray) é um sujeito simplório que se apaixona pela cantora de bar Cherie (Marilyn Monroe) e mesmo sem saber nada sobre a vida da jovem, decide pedi-la em casamento. Assustado com o pedido do rapaz, Cherie diz não, porém o insistente caipira não aceita a negativa de forma alguma. 

Preocupada com a situação e ao mesmo tempo acreditando que iria enganar o ingênuo rapaz em virtude do seu passado, Cherie foge em um ônibus para Los Angeles, porém uma nevasca a deixa presa com outros passageiros em uma parada de ônibus, onde o maluco Bo a encontrará novamente.

Esta simpática comédia é considerada por muitos críticos o filme que mostrou que Marilyn Monroe sabia atuar. Seu papel da decadente cantora de bar, com um passado pouco digno, caiu como uma luva para Marilyn. 

O ponto que pode desagradar é a atuação de Don Murray como o cowboy ingênuo ao extremp, que mesmo assim ainda concorrreu ao Oscar de Ator Coadjuvante. É uma comédia com alguns pontos divertidos que vale uma sessão da tarde.    

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os Especialistas

Os Especialistas (Killer Elite, EUA/ Austrália, 2011) – Nota 8
Direção – Gary McKendry
Elenco – Jason Statham, Clive Owen, Robert De Niro, Dominic Purcell, Aden Young, Yvonne Strahovski, Adewale Akinnuoye Agbaje, Ben Mendelsohn.

O mercenário Danny (Jason Statham) se aposentou da profissão e voltou para Austrália, porém um ano depois é chantageado para um missão. Seu ex-parceiro Hunter (Robert De Niro) foi seqüestrado por um xeique que vive em Mascate, capital de Omã que deseja vingança pela morte de três dos seus filhos. 

A missão de Danny é matar três agentes do serviço secreto inglês fazendo parecer um acidente e gravar a confissão dos sujeitos, para com estas provas em mãos salvar seu amigo Hunter. Danny terá a ajuda de outros dois mercenários (Dominic Purcell e Aden Young), porém sua missão será dificultada por Spike (Clive Owen), um ex-agente que faz serviço sujo para os ingleses e acaba sendo indicado para deter os mercenários. 

Por incrível que pareça, esta trama rocambolesca é baseada numa história real acontecida em 1981 e contada em livro por um ex-soldado inglês. Sendo verdade ou não, a adaptação para o cinema gerou um bom filme, valorizado pelas sequências de ação que incluem perseguições de carros, tiroteios e brigas, ao estilo dos longas de ação dos anos setenta e oitenta, deixando os efeitos especiais de lado (lembrando um pouco a série Bourne). 

Outro ponto interessante é a época em que se passa a história, onde o jogo de espionagem dependia de câmeras fotográficas com filme, telefones comuns, transmissões via rádio e da esperteza de cada agente, sem internet e os gadgets dos dias atuais. 

O roteiro prende a atenção mesmo com diversos personagens, tendo ainda uma trama política ao fundo explicitada quase ao final do longa, que mostra os verdadeiros motivos de toda a situação. 

O público que curte filmes de ação com conteúdo vai adorar este trabalho, principalmente algumas sequências muito bem filmadas, como a perseguição pelos telhados e uma briga entre três personagens, sendo que um deles está amarrado a uma cadeira. 

Finalizando, Jason Statham novamente faz o herói violento de bom coração, que tem um rival a altura no agente bigodudo de Clive Owen, com destaque também para Dominic Purcell (de “Prison Break”) num bom papel e a pequena e importante participação de Robert De Niro.