domingo, 7 de agosto de 2011

Lutero


Lutero (Luther, Alemanha / EUA, 2003) – Nota 6,5
Direção – Eric Till
Elenco – Joseph Fiennes, Alfred Molina, Jonathan Firth, Peter Ustinov, Bruno Ganz, Claire Cox, Uwe Ochsenknecht, Mathieu Carriere, Benjamin Sadler, Jochen Horst, Marco Hofschneider.

Esta produção em que a história é mais interessante que a razoável realização, foca na vida de Martin Luther ou Martinho Lutero traduzindo para o português (Joseph Fiennes), que após acreditar ter recebido um chamado de Deus, resolve entrar para a Igreja Católica. Depois de algum tempo ele fica confuso em relação as práticas da Igreja e durante uma viagem à Roma percebe como os pobres eram excluídos pela Igreja, principalmente pela venda das chamadas “indulgências”. Tentando modificar o pensamento dos líderes católicos, ele cria e apresenta 95 teses que são vistas como afronta pelo Papa Leo X (Uwe Ochsenknecht), que junto com os líderes passam a perseguir Lutero. 

O destaque é o elenco, com Joseph Fiennes não comprometento e principalmente a atuação de ótimos coadjuvantes como Alfredo Molina, Bruno Ganz e o falecido Peter Ustinov. Não tenho certeza, mas acredito que este seja o único filme de destaque que aborda a vida de Lutero, o homem que bateu de frente com a Igreja Católica, sendo o precursor das Igrejas Protestantes. 

Como escrevi no início, o filme tem um roteiro apenas razoável, que deixa a impressão de que o personagem mereceria um longa melhor. 

sábado, 6 de agosto de 2011

Comboio do Medo

Comboio do Medo (Sorcerer, EUA, 1977) – Nota 7
Direção – William Friedkin
Elenco – Roy Scheider, Bruno Cremer, Francisco Rabal, Amidou, Ramon Bieri, Peter Capell, Karl John, Frederich Ledebur.

Quatro homens foragidos de seus países tem o destino cruzado no interior da Costa Rica. Um assassino profissional (Francisco Rabal), um terrorista árabe (Amidou), um executivo francês corrupto (Bruno Cremer) e um assaltante procurado pela máfia (Roy Scheider) vivem com nomes falsos e precisam de dinheiro para prosseguir a vida em outro lugar. 

A chance aparece quando um poço de petróleo explode e para apagar o fogo a empresa responsável deseja usar dinamite que tem em seu estoque, porém o lote está muito velho podendo explodir durante a entrega. O chefe da obra (Ramon Bieri) contrata os quatro sujeitos que terão de transportar a carga explosiva pelo meio da selva em dois caminhões. 

Após dois grandes sucessos (“Operação França” e “O Exorcista”), o diretor William Friedkin teve carta branca para tocar este projeto baseado no clássico “O Salário do Medo” do francês Henry Georges Clouzot e acabou amargando um grande fracasso de crítica e público. 

Vendo hoje o filme não é ruim, tem uma história interessante, um bom elenco internacional e boas sequências na selva, principalmente a travessia dos caminhões sob uma ponte pênsil no meio da chuva, mas também fica claro o porquê do fracasso, o filme é pretensioso. Friedkin exagera na estranha trilha sonora eletrônica da banda alemã Tangerine Dream e várias cenas lembram filmes europeus da época, o que tornam o ritmo um pouco irregular. 

Apesar dessas falhas, é um filme que vale uma conferida. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Loucademia de Polícia

Nesta semana faleceu o ator Bubba Smith, um ex-jogador de futebol americano que se tornou ator, ficando conhecido pelo trabalho na série de filmes "Loucademia de Polícia".

Nesta postagem escrevo sobre cada filme da série, que mesmo não sendo um grande cinema, divertiu muita gente nos anos oitenta, principalmente nos seus primeiros dois ou três filmes. O restante são apenas caça-niqueis.

Loucademia de Polícia (Police Academy, EUA, 1984) – Nota 7
Direção – Hugh Wilson
Elenco – Steve Guttenberg, Bubba Smith, G. W. Bailey, Michael Winslow, Kim Cattrall, David Graf, Donovan Scott, Leslie Easterbrook, George Gaynes, Bruce Mahler.

Quando a criminalidade aumenta, o prefeito assina uma lei autorizando a polícia a contratar recrutas voluntários, sem grandes exigências. Como conseqüência, todo o tipo de figura estranha procura o emprego, entre eles o grandalhão Hightower (Bubba Smith) e a bonitona Karen Thompson (Kim Cattrall muitos anos antes de “Sex and the City”) entre diversos outros. Um destes recrutas é Carey Mahoney (Steve Guttenberg), um delinqüente que é obrigado a se tornar policial para não ser preso e se torna o grande inimigo do Tenente Harris (G. W. Bailey) que tenta a toda custo fazer os recrutas desistirem. 

O sucesso desta comédia gerou outros seis filmes e ainda uma série de tv. É um humor típico dos anos oitenta, com personagens caricatos em situações de pastelão. O destaque é a inacreditável quantidade de sons produzidos por Michael Winslow, o recruta Larvell Jones. É com certeza o melhor filme da série.

Loucademia de Polícia 2 – Primeria Missão (Police Academy 2: Their First Assignment, EUA, 1985) – Nota 6,5
Direção – Jerry Paris
Elenco – Steve Guttenberg, Bubba Smith, Michael Winslow, David Graf, Art Metrano, George Gaynes, Tim Kazurinsky, Bobcat Goldthwaith, Marion Ramsey, Colleen Camp, Howard Hesseman.

Um bando de desajustados liderados por Zed (Bobcat Goldthwaith) dá início a uma onda de crimes na cidade e para detê-los a polícia entra em ação com os recrutas formados no filme anterior. Novamente temos as armações de Mahoney (Steve Guttenberg), a força de Hightower (Bubba Smith) e os sons de Jones (Michael Winslow), com uma maior participação do policial Tackleberry (David Graf), um fanático por armas, além da primeira participação da atrapalhada Laverne Hooks (Marion Ramsey). 

A novidade fica por conta da participação do estranho comediante Bobcat Goldwaith, que fala gritando com um voz rouca e esquisita, além de um novo vilão, o Comandante Mauser (Art Metrano). Na época ainda foi engraçado, pois era apenas o segundo filme.

Loucademia de Polícia 3 – De Volta ao Treinamento (Police Academy 3: Back in Training, EUA, 1986) – Nota 6
Direção – Jerry Paris
Elenco – Steve Guttenberg, Bubba Smith, Michale Winslow, David Graf, Bobcat Goldwaith, Marion Ramsey, Leslie Easterbook, Art Metrano, Tim Kazurinsky, Bruce Mahler.

Após as confusões do filme anterior, agora a cidade tem duas academias de polícia, uma do Comandante Mauser (Art Metrano) e outra do Comandante Lassard (George Gaynes). A divisão causa uma disputa cheia de trapaças para ver qual academia será mantida pelo prefeito. 

A novidade aqui é a volta da Leslie Easterbrook como a policial gostosona. Este longa produzido quase que simultâneo com o anterior, foi o último dirigido por Jerry Paris, veterano diretor de seriados de tv que morreria no começo de 1986.

Loucademia de Polícia 4 – O Cidadão se Defende  (Police Academy 4: Citizens on Patrol, EUA, 1987) – Nota 5
Direção – Jim Drake
Elenco – Steve Guttenberg, Bubba  Smith, Michael Winslow, G. W. Bailey, David Graf, Sharon Stone, Bobcat Goldwaith, Tim Kazurinsky, Leslie Easterbrook, Marion Ramsey, George Gaynes, Lance Kinsey.

Nesta quarta parte a academia do Comandante Lassard (George Gaynes) abre as portas para os civis, que podem se alistar como policiais voluntários e vários sujeitos estranhos se apresentam. 

Com uma história parecida com o original, inclusive com a volta do Tenente Harris (G. W. Bailey) que fará de tudo para atrapalhar os novos recrutas, a série começa a perder a força em virtude dos filmes feitos em sequência. Até mesmo o ator principal Steve Guttenberg desiste e este é seu último filme da série. 

As curiosidades aqui são ver o bandidão Zed (Bobcat Goldwaith) se tornar policial e o par romântico de Steve Guttenberg ser Sharon Stone, que faz uma das novas recrutas.

Loucademia de Polícia 5 – Missão Miami Beach (Police Academy 5: Assignment: Miami Beach, EUA, 1988) – Nota 4
Direção – Alan Myerson
Elenco – Bubba Smith, David Graf, Michael Winslow, G. W. Bailey, Leslie Easterbrook, Marion Ramsey, Janet Jones, Lance Kinsey, Matt McCoy, George Gaynes, Rene Auberjonois, James Hampton.

Aqui todo o desgaste da série fica evidente, desde a saída de Steve Guttenberg, passando pelo roteiro que muda o local da ação e até as piadas repetidas. A história aqui se passa em Miami Beach, onde o Comandante Lassard (George Gaynes) que está aposentado, irá receber um medalha da polícia, mas por engano ele fica com algumas jóias roubadas e acaba sendo seqüestrado. 

Este é o ponto de partida para os recrutas entrarem em ação para salvar o Comandante. Tentando preencher a lacuna de um galã, os produtores inventaram ainda o personagem do Sargento Nick Lassard, filho do Comandante e interpretado pelo canastrão Matt McCoy. 

Loucademia de Polícia 6 – Cidade em Estado de Sítio (Police Academy 6: City Under Siege, EUA, 1989) – Nota 4
Direção –  Jim Drake
Elenco – Bubba Smith, David Graf, Michael Winslow, G. W. Bailey, Leslie Easterbrook, Marion Ramsey, Lance Kinsey, Matt McCoy, George Gaynes, Bruce Mahler, Kenneth Mars, Gerrit Graham.

Esta sequência lembra um pouco o segundo filme, com novamente a cidade sendo atacada por bandidos, desta vez sendo um grupo criminoso que assalta bancos e joalherias. O Comandante Lassard (George Gaynes) lidera seus recrutas malucos para descobrir quem é o líder destes crimes. 

O filme tinha tudo para ser o final da série, que não apresentava nada de novo e o nível dos longas apenas piorava, mesmo assim ainda foi produzido um sétimo filme cinco anos depois. Neste último trabalho, nem mesmo Bubba Smith participou.

Loucademia de Polícia – Missão em Moscou (Police Academy: Mission To Moscow, EUA, 1994) – Nota 3
Direção – Alan Metter
Elenco – George Gaynes, Michael Winslow, David Graf, Leslie Easterbrook, G. W. Bailey, Christopher Lee, Charlie Schlatter, Ron Pearlman, Claire Forlani.

Com certeza este é o pior e mais absurdo filme da série. A história se passa em Moscou, onde um chefão da máfia (Ron Pearlman) descobriu um meio de acessar todos os computadores do mundo e precisa ser detido. Para isso os russos pedem ajuda a polícia americana que envia o Comandante Lassard (George Gaynes) e seus recrutas para prender o sujeito. 

Não sei se os produtores pensaram em uma homenagem ou em reativar a série, mas não funciona para caso algum. Até mesmo sem Bubba Smith no elenco, foi necessário dar o papel principal ao veterano George Gaynes (na época com 77 anos e ainda vivo hoje aos 93) para tentar segurar o filme com seu atrapalhado personagem. As curiosidades são as participações de Ron Pearlman e de uma jovem Claire Forlani.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sobre Meninos e Lobos


Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, EUA / Austrália, 2003) – Nota 8,5
Direção – Clint Eastwood
Elenco – Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Laurence Fishburne, Marcia Gay Harden, Laura Linney, Kevin Chapman, Tim Guiry, Emmy Rossum, Spencer Treat Clark, John Doman, Kevin Conway.

Três garotos estão aprontando na rua e são abordados por um policial, que coloca um dos meninos no carro de polícia e o leva. Este fato mudará a vida dos três garotos para sempre. Vinte e cinco anos depois ele seguiram a vida para lados diferentes, até que o assassinato da filha de um deles, Jimmy Markum (Sean Penn) faz com o trio se reencontre. Enquanto Jimmy leva uma vida próxima da marginalidade, Sean Devine (Kevin Bacon) se tornou policial e foi encarregado do caso junto com seu parceiro (Laurence Fishburne), enquanto Dave Boyle (Tim Robbins), o terceiro garoto, torna-se suspeito do assassinato. 

Não vale a pena falar mais sobre a trama, que é baseada num livro de Dennis Lehane (autor de “Ilha do Medo), o que segue é uma história de dor, tanto pelo fato do passado como pela morte da garota no presente, onde cada personagem terá de lutar contra seus demônios. 

A direção de Clint Eastwood valoriza o elenco, que tem ainda as ótimas Marcia Gay Harden como a sofrida mulher de Tim Robbins e Laura Linney como a esposa de Sean Penn que assim como o marido, deseja amenizar seu sofrimento com a vingança. 

Outro ponto positivo é de deixar a dúvida de quem é o assassino até próximo do final, por sinal wxtremamente triste e trágico.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Segredo - Documentário


O Segredo (The Secret, EUA / Austrália, 2006) – Nota 5
Direção – Drew Heriot
Documentário

Os livros de auto ajuda explodiram em vendas nos últimos vinte anos e o que começou voltado mais para pessoas com problemas sérios, que precisavam de uma palavra amiga, se tornou um nicho milionário para as editoras e os escritores, criando livros deste tipo para os mais diversos públicos. Nos últimos anos descobriram o que eu chamo de “auto ajuda corporativa e financeira”, onde diversos livros "ensinam" como a pessoa se tornar líder, influenciar pessoas e enriquecer. 

Não sou leitor de obras deste tipo e por conseqüência não li a obra da Rhonda Byrne que vendeu e ainda vende milhões de exemplares pelo mundo, mas resolvi assistir ao documentário que foi produzido no auge do sucesso do livro. Fica claro que o documentário visava o lucro, já o segredo tão bem guardado é algo que provavelmente todos nós ouvimos desde criança, se bobear é algo que até nossos bisavós já sabiam. 

O documentário bate na tecla de que somos o que pensamos, ativando a chamada “Lei da Atração”, onde pensamentos bons trazem sucesso, alegria e objetivos conquistados, enquanto pensamento ruins travam a vida da pessoa. Apesar de não ser um grande segredo, passar a idéia de que temos de pensar positivamente e acreditar em nossos sonhos misturados com nossa capacidade é perfeita para termos uma vida melhor e vencermos desafios, porém o documentário desanda quando associa basicamente a felicidade ao dinheiro e aos bens materiais. Estou bem longe de acreditar que a vida possa ser maravilhosa se fizermos voto de pobreza ou se vivermos com um amor e uma cabana, mas por outro lado pensar apenas no dinheiro também não é o ideal. 

Esta idéia da felicidade ligada ao dinheiro é um dos pilares do capitalismo e aqui ela é propagada por diversos depoimentos, onde filósofos, escritores e pesquisadores sorriem e mostram o caminho da riqueza, com exemplos de como a Lei da Atração deu certo, deixando a impressão que você pode ficar rico apenas pensamento positivamente e pedindo ao universo. 

Eu analiso este documentário como uma boa premissa que se torna uma grande jogada de marketing, onde além de promover ainda mais o livro, também alavancou as carreiras destes especialistas, que provavelmente tiveram uma agenda lotada com convites para palestras e novos livros. 

Com certeza o pensamento positivo deu certo para a escritora Rhonda Byrne, mas para nós meros mortais, o que vale além de tentar manter a cabeça pensando em coisas boas, o que não é nada fácil, é por a mão na massa e ir a luta.   

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os Corruptos & Confissão


Os Corruptos (The Big Heat, EUA, 1953) – Nota 8
Direção – Fritz Lang
Elenco – Glenn Ford, Gloria Grahame, Jocelyn Brando, Lee Marvin, Alexander Scourby, Jeannete Nolan.

O detetive Dave Bannion (Glenn Ford) é indicado para investigar o suicídio de outro policial e acaba descobrindo uma rede de corrupção que tem como cabeça o milionário Mike Lagana (Alexander Scourby), que comanda um esquema onde estão envolvidos policiais e pessoas poderosas. Mexendo nesse vespeiro, ele tem sua esposa (Jocelyn Brando, irmã de Marlon Brando) assassinada quando o alvo seria ele e vai buscar justiça, tendo como principal suspeito do crime o bandido Vince Stone (Lee Marvin), o faz tudo do chefão Lagana. 

Este clássico policial em preto e branco de estilo noir, foi dirigido pelo alemão Fritz Lang que com seu talento habitual, criou personagens forte e diálogos afiados, além de boas cenas de violência, inclusive algumas entre homens e mulheres, principalmente entre os personagens do eterno vilão Lee Marvin e de sua amante vivida por Gloria Grahame. 

Confissão (Dead Reckoning, EUA, 1947) – Nota 7
Direção – John Cromwell
Elenco – Humphrey Bogart, Lizabeth Scott, Morris Carnovski, Charles Cane, William Prince, Marvin Miller, Wallace Ford, James Bell, George Chandler.

Dois amigos, veteranos paraquedistas da 2º Guerra Mundial, Rip Murdock (Humprey Bogart) e Johnny Drake (William Prince) voltam para casa e quando são chamados para receber uma medalha de honra, Johnny acaba fugindo. O fato intriga o amigo que resolve procurá-lo e descobrirá que Johnny não era quem dizia ser, além disso ele se envolverá com a ex-namorada de sujeito, a bela Dusty (Lizabeth Scott) que tem ligações com o mafioso Martinelli (Morris Carnovski) e está envolvida em uma estranha história de assassinato. 

Grande parte do filme é mostrado em flashbacks, onde Rip entra em uma igreja e conta toda a história para um padre, que também fora oficial do exército, por isso o título nacional. O estilo noir predomina, com diálogos afiados entre Bogart e a sensual Lizabeth Scott, numa históra onde nada é o que parece ser. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Maldito Futebol Clube


Maldito Futebol Clube (Damned United, Inglaterra, 2009) – Nota 7,5
Direção – Tom Hooper
Elenco – Michael Sheen, Timothy Spall, Colm Meaney, Jim Broadbent, Stephen Graham.

O inglês Brian Clough (Michael Sheen) foi um dos grandes e mais polêmicos treinadores do futebol inglês, tendo conseguido ganhar títulos, inclusive duas Copas dos Campeões da Europa (equivalente a atual Champions League) comandando o pequeno time do Nottingham Forest. 

O filme foca o início de carreira de Clough, quando no final dos anos sessenta ele dirigia outro time pequeno, o Derby County e ao lado de seu assistente Peter Taylor (Timothy Spall) transformou a equipe num dos grandes da Inglaterra na época. 

O roteiro mostra as dificuldades encontradas pela dupla e a rivalidade criada entre Clough e Don Revie (Colm Meaney), treinador do Leeds United, umas das grandes equipes inglesas de época e que foi também treinador da seleção inglesa sem sucesso. 

A história corre paralela entre 1968 quando Clough está no Derby County e 1974 quando ele assume o Leeds no lugar de Revie e precisa enfrentar seu maior desafio. 

É um filme indicado principalmente para gosta de futebol e suas histórias de bastidores, onde divergências por dinheiro, políticas e de amizade influenciam escolhas e carreiras. 

Este é o terceiro filme estrelado pelo ator Michael Sheen em que o roteiro é assinado pelo ótimo Peter Morgan. Os outros dois longas foram os ótimos “A Rainha” e “Frost/Nixon”, além de Morgan também ter assinado “Além da Vida” de Clint Eastwood. 

A cada novo filme Michael Sheen mostra seu talento, aqui apoiado ainda pelos competentes Timothy Spall (mais conhecido pelo Peter Pettigrew da série “Harry Potter”), o carrancudo Colm Meaney e o veterano Jim Braodbent, aqui como o dono da equipe Derby County.